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Livro de Claudette Soares Chega ao Rio

Mais Coleção APLAUSO

 

 

Lançamento conjunto das obras será nesta quinta (28 de outubro), a partir das 19 horas, no Shopping Frei Caneca, e contará com a presença de artistas biografados e autores. Entre as novas publicações estão as biografias de Ítalo Rossi, Laura Cardoso, Tonico Pereira, Jece Valadão, Miguel Magno e Antonio Bivar, as críticas de cinema por Inácio Araújo e os roteiros dos filmes “É proibido fumar” e “Antes que o mundo acabe”.

 

Uma grande festa da cultura vai agitar o Shopping Frei Caneca nesta quinta-feira, dia 28 de outubro, como parte da programação da 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Atores, atrizes, cineastas, dramaturgos e diretores de tevê estão entre os biografados dos novos títulos da Coleção Aplauso, pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Também integram a seleção roteiros de filmes e peças de teatro e livros sobre dança e televisão. O evento acontecerá a partir das 19 horas, no 4º andar do shopping, em São Paulo – Rua Frei Caneca, 569.

Ítalo Rossi, Tonico Pereira, Laura Cardoso, Jece Valadão, Paulo Hesse, Antônio Petrin e Miguel Magno figuram entre os novos biografados da coleção.Também têm sua vida contada em livro os cineastas Ozualdo Candeias, Jeremias Pereira e Ana Carolina. Há, ainda, textos de peças do dramaturgo Rodolfo Garcia Vasquez e críticas de teatro de Jefferson Del Rios; os roteiros dos filmes “Jogo Subterrâneo” e “Feliz Ano Velho” e a história da TV Excelsior.

“A seleção deste ano está bastante interessante. Além da história de artistas consagrados, como Ítalo Rossi – por incrível que pareça, ele nunca teve sua biografia publicada em livro anteriormente –, Tonico Pereira e Jece Valadão, também publicamos biografias de cineastas como Jeremias Moreira e Ana Carolina e a de um ícone da dança, Luis Arrieta. Sem contar as críticas de Jefferson Del Rios e Inácio Araújo. E um livro que faz justiça às grandes vedetes do nosso teatro”, afirma Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial.

Confira os lançamentos deste ano

Série Especial

•  As Grandes Vedetes do Brasil (Neyde Veneziano)
  •  Dicionário de Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro (Antonio Leão da Silva Neto)
  •  Italo Rossi – isto é tudo (Antônio Gilberto)
  •  Marcos Flaksman – universos paralelos (Wagner de Assis)

Série Perfil

•  Analy Alvarez – de corpo e alma (Nicolau Radamés Creti)
  •  Antônio Petrin – ser ator (Orlando Margarido)
  •  Aurora Duarte – faca de ponta (Aurora Duarte)
  •  Bivar – o explorador de sensações peregrinas (Maria Lucia Dahl)
  •  Carmem Verônica – o riso com glamour (Cláudio Fragata)
  •  Dionísio e Flora – uma vida na arte (Dionísio Jacob) 
  •  Ednei Giovenazzi – dono da sua emoção (Tania Carvalho) 
  •  Haydée Bittencourt – o esplendor do teatro (Gabriel Federicci) 
  •  Jece Valadão – também somos irmãos (Apoenan Rodrigues)
  •  Laura Cardoso – contadora de histórias (Julia Laks) 
  •  Marlene França – do sertão da Bahia ao clã Matarazzo (Maria Do Rosário Caetano)
  •  Miguel Magno – o pregador de peças (Andréa Bassitt)
  •  Muitas Vidas – vida e carreira de Norma Blum (Norma Blum)
  •  Paulo Hesse – a vida fez de mim um livro e eu não sei ler (Eliana Pace)
  •  Tania Alves – Tania Maria Bonita Alves (Fernando Cardoso) 
  •  Tonico Pereira – um ator improvável, uma autobiografia não autorizada (Eliana Bueno-Ribeiro)

Série Cinema

•  Ana Carolina Teixeira Soares – cineasta brasileira (Evaldo Morcazel)
  •  Candeias – pedras e sonhos do Cineboca (Moura Reis)
  •  Cinema de Boca em Boca – escritos sobre cinema (Juliano Tosi)
  •  Jeremias Moreira – o cinema como ofício (Celso Sabadin)
  •  Radiografia de Um Filme – São Paulo Sociedade Anônima (Ninho Moraes)
  •  Roberto Gervitz – Brincando de Deus (Evaldo Mocarzel)

Roteiros:
•  Antes que o Mundo Acabe (Ana Luiza Azevedo)
•  É proibido fumar (Anna Muylaert)
•  Feliz Ano Velho (Roberto Gervitz)
•  Jogo Subterrâneo (Roberto Gervitz)
•  Leila Diniz (Luiz Carlos Lacerda)

Série Teatro

• A Carroça do Sonho e os Saltimbancos – memória da carroça de ouro (Roberto Nogueira)
  •  Antônio Bivar – as três primeiras peças
  •  Em busca de um teatro musical carioca (Eduardo Rieche & Gustavo Gasparani)
  •  Isto é besteirol – o teatro de Vicente Pereira (Luiz Francisco Wasilewski)
  •  Jefferson Del Rios – críticas teatrais
  •  O Teatro de Marici Salomão (Marici Salomão)
  •  Pequeno poema infinito (Antonio Gilberto e José Mauro Brant)
  •  Rodolfo Garcia Vázquez: quatro textos e um roteiro (Rodolfo Garcia Vázquez)

Série TV

•  Gloria in Excelsior (Álvaro de Moya);  

Série Dança

•  Luis Arrieta – poeta do movimento (Roberto Pereira)

Sobre a Coleção

Criada em 2004, a Coleção Aplauso registra a trajetória dos principais nomes da dramaturgia nacional. Escritores com experiência em jornalismo cultural fazem entrevistas, há pesquisas de documentos e imagens e os resultados geralmente ultrapassam os simples registros biográficos, revelando facetas que caracterizam o artista e seu ofício dentro de um contexto histórico. Há ainda o ineditismo da publicação de roteiros originais de filmes que de alguma forma marcam a nossa história

Aplauso na Internet

Desde os primeiros lançamentos, em 2004, até os mais recentes, cerca de 200 livros da Coleção Aplauso podem ser acessados gratuitamente pela Internet. Com roteiros, peças, histórias de emissoras de tevê e biografias de artistas, cineastas e dramaturgos, os títulos estão disponíveis para download em pdf e txt. Basta acessar o site www.imprensaoficial.com.br/colecaoaplauso.

 

Imprensa Oficial

Lançamento de novos títulos
da Coleção Aplauso

Data: quinta-feira 28 de outubro
Local: Shopping Frei Caneca, 4º andar
Horário: 19 horas.
Endereço: Rua Frei Caneca, 569

 

MALU MADER ilustra capa de ROTEIRO do filme FELIZ ANO VELHO

lAURA CARDOSO ganha biografia

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Imprensa Oficial faz Festa para Artistas

Imprensa Oficial
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Luiz Carlos Lacerda: APLAUSO para Leila Diniz

Aplauso para a História de São Paulo

Imprensa Oficial
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Lilian Lemmertz para Sempre

COLEÇÃO APLAUSO
Imprensa Oficial

Biografia de Lilian Lemmertz Será lançada no Rio

Uma das mais bonitas, elegantes e talentosas atrizes das décadas de 60 e 70 e 80, Lilian Lemmertz protagonizou inúmeras peças teatrais, novelas e filmes. Seus trabalhos estão todos detalhados na biografia Lilian Lemmertz – sem rede de proteção assinada por Cleodon Coelho para a Coleção Aplauso. Lançamento acontece dia 13, às 19 horas, na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon, Rio de Janeiro

Lilian Lemmertz – sem rede de proteção
Cleodon Coelho
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo / Coleção Aplauso
R$ 30,00A biografia de Lilian Lemmertz é uma das poucas da Coleção Aplauso, pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, não escritas em primeira pessoa. Sua morte prematura, em 1986, privou o país não apenas de seu talento, mas também de sua elegância e assombrosa capacidade de dominar a cena. Escrito pelo jornalista e roteirista Cleodon Coelho a partir de pesquisa e entrevistas com a filha, familiares e amigos, Lilian Lemmertz – sem rede de proteção faz um retrato minucioso da atriz que foi uma das protagonistas das artes visuais dos anos 60, 70 e início dos anos 80 no Brasil. Costumava emendar um trabalho no outro, incluindo peças que passavam de três horas de duração. O lançamento está marcado para a próxima quarta-feira (13 de outubro), às 19 horas, na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon, Rio de Janeiro – Rua Afrânio de Melo Franco, 290, loja 205 A.

“Durante três anos, mergulhei em arquivos de jornais e conversei com muita gente que conviveu de perto com ela, como Eva Wilma, Stênio Garcia, Tony Ramos e Lidia Brondi. Mas o livro é também o retrato de uma família dedicada às artes. Uma história que começou com Lilian, seguiu com Julia e, agora, a neta Luiza, que está iniciando na carreira. Foi uma honra poder recriar a trajetória de uma atriz tão importante, que desapareceu tão cedo”, afirma Cleodon.

Nascida em Porto Alegre, em 15 de junho de 1938, Lilian nunca foi motivo de grandes preocupações em relação aos estudos. Dona de uma beleza clássica, rapidamente se transformou numa das manequins mais conhecidas da capital gaúcha antes de se tornar atriz. “Nunca pensei em ser atriz realmente. Estudava balé por estudar, sem pretensões. Um dia, Antônio Abujamra, com quem eu fazia inglês, me apareceu com um convite para integrar o elenco do Teatro Universitário da União Estadual dos Estudantes (UEE), que iria montar À Margem da Vida. Recusei. Em casa, comentei com a mãe, sem um pingo de entusiasmo. Para minha surpresa, ela achou uma ótima idéia. Leu a peça e começou a insistir para que eu aceitasse o convite”, disse em entrevista.

Aos 18 anos, Lilian Lemmertz entrava em cena para interpretar Laura Wingfield em “À Margem da Vida”, clássico de Tennessee Williams. Seu desempenho lhe rendeu o troféu Negrinho do Pastoreio de revelação dramática feminina, concedido pelo jornal Folha da Tarde.

A querida filha Júlia: cada vez mais parecida com a mãe

Destaque nos palcos locais, logo chamou a atenção da TV e participou de novelas ao vivo. Casada com Linneu Dias, em 1963 tiveram a filha, Julia. Um dia recebeu um telegrama de Walmor e Cacilda Becker para que ela e o marido estivessem em São Paulo no dia 24 de setembro, as passagens estavam à disposição e os contratos firmados. Uma hora depois de chegar à capital paulista, ela e o marido já estavam no Teatro Cacilda Becker lendo com o diretor Hermilo Borba Filho o texto de “Onde Canta o Sabiá”. Um mês depois, Lilian estreava nos palcos paulistanos, atuando ao lado de Walmor, um de seus principais parceiros de cena.

Em “A Noite do Iguana”, dividiu o palco com Cacilda Becker. Seus desempenhos eram sempre elogiados pela crítica, mas Lilian ainda não tinha certeza de que queria mesmo seguir na profissão. Até que recebeu o convite para atuar em “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” “Foi então que assumi a condição de querer ser atriz e me apaixonei definitivamente pelo ofício”. Desde aquele espetáculo não parou mais de trabalhar. No final da década de 1960 a atriz ostentava o título de musa do cinema, tendo participado de diversos filmes de Walter Hugo Khouri, entre outros diretores renomados, como Sylvio Back, Eduardo Escorel e Rodolfo Nanni.

No início de 1968 foi convidada pela extinta TV Excelsior para atuar na novela “O Terceiro Pecado”. No ano seguinte fez “A Menina do Veleiro Azul”, na mesma emissora. Em 1971, recebeu o primeiro convite para integrar o elenco da TV Globo na trama “O Cafona”, de Bráulio Pedroso. Passou ainda pelas TVs Record e Bandeirantes.

Seu papel mais marcante em novelas da Globo foi em Baila Comigo, no início dos anos 80. Interpretou a primeira das muitas personagens com nome Helena, do autor Manoel Carlos. Havia até quem perguntasse se aquela era sua primeira novela, mesmo com 25 anos de carreira. Na Globo gravou também “Final Feliz” e teve pequenas participações em “Roque Santeiro” e “Guerra dos Sexos”. Depois fez “Partido Alto”.

No dia 5 de junho de 1986, porém, depois de tentar falar com ela durante todo o dia, a filha Julia resolveu ir ao apartamento da mãe para ver o que estava acontecendo. Quando entrou, encontrou-a caída na banheira. Provavelmente na madrugada anterior tinha sofrido um enfarte no miocárdio, o que encerrou precocemente sua carreira aos 48 anos.

Claudette Soares em Biografia Aplauso

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Imprensa Oficial As muitas histórias de Claudette Soares em livro da

 Imprensa Oficial

Claudette Soares foi personagem de vários movimentos importantes da música brasileira e mulher à frente de seu tempo. Agora sua história foi transformada em livro pela Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial, com lançamento marcado para 6 de outubro (quarta-feira), às 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.
Claudette Soares fez parte de vários movimentos fundamentais na música brasileira. Fez sucesso no auge da era do baião (ganhou o título de Princesinha do Baião das mãos do mestre Luiz Gonzaga), em meados dos anos 50, na fase pré e no ápice da bossa nova. Foi ainda atuante no período dos festivais da canção, classificando-se diversas vezes entre as finalistas, e finalmente, já nos anos 70, celebrizou-se também como grande intérprete romântica, gravando Roberto Carlos num período em que ainda reinavam preconceito e patrulhamento entre as turmas das músicas ditas “bregas” e “chiques”. Tudo isso está relatado pelo jornalista, produtor e pesquisador musical Rodrigo Faour no livro “A bossa sexy e romântica de Claudette Soares”, da Coleção Aplauso, com 280 páginas e fartamente ilustrado. Editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, será lançado em São Paulo na quarta, dia 6, a partir das 18h30, na Loja de Artes da Livraria Cultura, em São Paulo – Av. Paulista, 2.073.

Claudette começou sua carreira aos 11 anos como cantora mirim, no “Programa do Guri”, comandado por Silveira Lima, na Rádio Mauá. Passou por outros programas de calouros, enfrentando a oposição da mãe, que não queria que ela levasse a carreira de artista tão a sério, até conquistar os microfones das rádios Nacional, Tupi e Tamoio, onde integrou o elenco do famoso programa Salve o Baião.

Mulher à frente de seu tempo, não queria casar e ter filhos como as outras mulheres de sua idade. Mesmo assim, ela fazia o marketing contrário, conforme atestam as revistas da época: “Com quarenta e um quilos de talento, Claudette Soares olha pro repórter e diz: ‘Sucesso que é bom, agrada. Mas toda mulher precisa casar!’”. Ou, ainda: “Claudette Soares: ‘Só serei eternamente feliz quando casar e tiver filhos’”. Assim, tornava menor a pressão. Mas gravava músicas com letras ousadas e acumulou romances com diversos rapazes, inclusive grandes músicos, como o polêmico affair com o pianista Walter Wanderley, casado na época com a cantora Isaurinha Garcia. O casamento chegou quando ela já estava com 37 anos, em 1971. Ela se apaixonou por Julio César, organista de sua banda, 15 anos mais novo.

Faour contextualiza também os bastidores efervescentes da música brasileira nas décadas de 1950 e 60, e sublinha o conselho do jornalista e compositor Ronaldo Bôscoli a Claudette, incentivando-a a trocar a Cidade Maravilhosa pela Terra da Garoa: “Aqui no Rio você será mais uma cantora de bossa nova, igual a todas as outras. Em São Paulo, um dia você poderá contar a sua história”. O empurrão definitivo foi dado por Pedrinho Mattar, num telefonema: “Tô tocando na Baiuca, você vem?”. Acabou formando com o trio de Pedrinho uma parceria marcante na noite paulistana dos anos 60, atuando nas principais boates da cidade, como Baiúca, Claridge e especialmente no Juão Sebastião Bar, onde, devido à sua baixa estatura, cantava sentada em cima do piano para que toda a plateia pudesse vê-la melhor. Acabou sendo uma de suas marcas a bordo de sucessos como “Primavera”, de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes.

Sobrevivente da Era do Rádio, Claudette Soares fez sucesso na era da canção moderna e teve a chance de lançar ou ajudar a popularizar músicos como César Camargo Mariano – que estreou num disco seu, em 1963 – e compositores como Gonzaguinha e Taiguara, além de ter participado do primeiro disco de Eumir Deodato como arranjador. Foi a única cantora a dividir LPs com o ícone da música sofisticada brasileira, Dick Farney, e a primeira a gravar um disco-tributo aos iniciantes Chico, Caetano e Gil, em 1968. Graças aos moderníssimos arranjos de Antonio Adolfo, César Camargo, José Briamonte, Rogério Duprat e Roberto Menescal, e as composições de Jorge Ben Jor, Marcos Valle, Adolfo, Chico, Menescal e tantos outros craques, pôde colocar sua voz macia a bordo de uma “bossa sexy” ímpar, criando um dos trabalhos mais sensuais dentre as cantoras do movimento bossanovista.

O livro relata ainda a fase em que Claudette se afastou do meio artístico, durante 14 anos, a partir de 1977, por várias razões, principalmente não fazer concessões e ter de se sujeitar a cantar ou gravar canções que não fizessem parte de seu estilo, apenas por pressão da indústria e dos novos modismos. A volta aos palcos aconteceu em 1991, no show “Nova leitura” e culminou também na sua separação de Júlio César. A partir de então, recuperou o tempo perdido, em sucessivos projetos e gravações. A parte final do livro é reservada a uma espécie de ping-pong, em que conta suas preferências e gostos pessoais, revelando seu gênio forte e também um senso de humor muito particular, ácido e franco. Amigos e colegas de profissão, como Erasmo Carlos, Marcos Valle, Gilberto Gil, Aldir Blanc, César Camargo Mariano, Agildo Ribeiro e Beth Carvalho, entre muitos outros, dão depoimentos sobre a cantora. Também há uma discografia minuciosa, incluindo as participações em discos de outros intérpretes, capas originais e todos os autores que gravou.

Mais um Roteiro pela APLAUSO

Grifado para segunda, às 19h, no Theatro Municipal de Paulínia, onde acontece a terceira edição do Festival PAULÍNIA de Cinema, o lançamento do livro Dores & Amores com roteiro de Patrícia Müller e Dagomir Marquezi.
 

O roteiro do filme inédito do diretor Ricardo Pinto e Silva é o novo livro da Coleção Aplauso. A comédia romântica conta a história dos encontros e desencontros amorosos dos personagens principais, Júlia e Jonas, e de outros casais que integram a trama, e deixa evidentes as diferenças entre homens e mulheres no modo de encarar os relacionamentos e, principalmente, o amor.

Emílio Di Biasi na Coleção Aplauso

 

 

A longa carreira em teatro e televisão deste que é um dos mais atuantes e criativos artistas brasileiros é agora contada em detalhes e fotos no livro Emilio Di Biasi – O tempo e a vida de um aprendiz, escrito pela jornalista Erika Riedel. O lançamento do novo título da Coleção Aplauso é na próxima terça (20), em Sampa

Emilio Di Biasi – O tempo e a vida de um aprendiz

Erika Riedel  Coleção Aplauso / Imprensa Oficial do Estado de São Paulo     620 páginas        R$ 15,00

Poucos artistas nacionais possuem currículo tão extenso quanto Emilio Di Biasi. Somente a cronologia dos trabalhos no teatro e televisão ocupa 10 páginas do livro que conta em detalhes a vida e obra desse ator e diretor que teve o primeiro contato com o teatro de forma inusitada para um menino de sua idade na época: a ópera. E ao contrário do que grande parte das crianças de hoje pensaria sobre esse programa – estamos falando da década de 1940 –, sua expectativa pelo dia era tão grande que ficou até doente na véspera. Filho de italianos, o pai o levou para ver “A Tosca”, de Puccini, no Teatro Municipal de São Paulo. Desde então Emílio nunca mais largou o teatro, mesmo sem lembrar exatamente como foi o espetáculo – desse dia guardou a sensação de encantamento. E é essa história que abre o novo livro da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Emílio Di Biasi – O tempo e a vida de um aprendiz, escrito pela jornalista Erika Riedel e com lançamento marcado para terça-feira (20 de julho), às 18h30, na Loja de Artes da Livraria Cultura (Conjunto Nacional – Av. Paulista 1.475).

Sua vida no palco começou durante o curso ginasial em São Paulo, no Colégio São Bento, quando participou de uma opereta depois de passar  por testes. Um pouco mais tarde, trabalhando no Citibank, onde entrou como office-boy, ingressou no grupo de teatro da empresa, “Os Diletantes”, pelo qual encenou diversas peças. Depois atuou em grupos amadores, mas sem a garantia de que conseguiria sobreviver do teatro e temendo a reação do pai pela escolha pelos palcos, prestou concurso para o Banco do Brasil. Passou, começou a trabalhar e, ao mesmo tempo entrou na faculdade de Direito do Largo São Francisco. Porém, mal assistia às aulas, uma vez que era da turma dos boêmios e abandonou o curso no fim do segundo ano. Quando foi chamado por Antonio Abujamra para atuar em uma peça do Teatro Oficina começou a carreira profissional, tentando conciliar com a vida de bancário.

 Na seqüência, Abujamra criou um outro grupo e chamou Emílio para algumas peças, como Sorocaba, Senhor e Terror e Miséria do III Reich e outras. Di Biasi descreve na obra o trabalho que desenvolvia voltado para a conscientização política, especialmente da classe operária e dos estudantes, por meio das peças.  

Em uma das passagens do livro, ele narra o dia em que eclodiu o golpe militar de 1964, quando estava em Porto Alegre para uma estréia. “Fomos para uma praça em frente ao teatro São Pedro ver no que podíamos ajudar, a gente estava disposto até a pegar em armas. Clima de revolução mesmo. Foi um momento fascinante. A gente era revolucionário no teatro e de repente surgiu a oportunidade de ser revolucionário fora do teatro”. Nessa época, ainda era funcionário do Banco do Brasil. Mas após o terceiro pedido de licença não remunerada para excursionar com o grupo, saiu de lá e assumiu a carreira profissional de teatro.

Outro trecho da obra é a viagem de navio para a Europa, para onde foi disposto a passar algum tempo e ter contato com o teatro daquele continente. Para isso, conseguiu uma bolsa do Itamaraty, que embora curta ajudava a pagar algumas despesas. Ficou quase um ano em solo europeu, assistindo a ensaios e fazendo pequenos estágios em produções na Itália, França, Alemanha, Inglaterra. Chegou até a fazer um teste para um filme de Fellini. 

A primeira peça que Di Biasi dirigiu foi Cordélia, espetáculo com Norma Bengell como protagonista e que enfrentou problemas com a censura – em sua narrativa ele descreve também as dificuldades em se fazer e tentar sobreviver de teatro naquela época de repressão política e as “visitas” que os artistas recebiam de homens do DOPS. Apesar disso, fez sucesso em São Paulo e no Rio de Janeiro e, a partir de então, sua carreira de diretor foi em frente.  

Na década de 1980, Emilio chegou à televisão. Sua primeira novela foi na TV Bandeirantes. Ali também fez sua primeira direção, na novela “Os adolescentes”. A ida para a Rede Globo aconteceu em 1988, para ser assistente de direção da novela “Vida Nova”, de Benedito Ruy Barbosa. Mais para a frente tornou-se diretor do Departamento de Recursos Artísticos da emissora. Ao mesmo tempo, dirigia também algumas novelas, como “Renascer”, “Rei do Gado” e “Esperança”, todas em parceria com Luiz Fernando Carvalho e de muito sucesso. Passou também pela Record e Cultura.  

Sua participação no cinema, começando por Filme Demência, de Carlos Reichenbach, também é lembrada no livro.  

Sobre a autora

Paulistana, Erika Riedel começou sua carreira na área econômica do jornal O Estado de S. Paulo, para o qual retornou alguns anos depois e passou pelas áreas de artes plásticas, música clássica e teatro. Atualmente desenvolve seus trabalhos na SP Escola de Teatro e é autora de dois textos teatrais: “Folheto” e “Os sapatos azuis da Poodle Branca ”. É crítica teatral e membro da Associação Paulista de Críticos de Arte desde 2005. Para escrever o livro, teve diversos encontros com Emílio Di Biasi.

Rosário e Aplauso de Cinema

 

  

JOÃO BATISTA DE ANDRADE AUTOGRAFA BIOGRAFIA NO FESTIVAL DE CINEMA LATINO-AMERICANO    

Assinada por Maria do Rosário Caetano, obra conta a trajetória profissional de um dos principais cineastas nacionais.

 

Diretor do clássico O Homem que Virou Suco, filme vencedor do Festival de Moscou em 1981, João Batista de Andrade é um dos mais respeitados cineastas nacionais e será um dos homenageados do 5º Festival de Cinema Latino-Americano, que acontece de hoje até dia 18 no Memorial da América Latina, em Sampa – Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664.

Diversos filmes dirigidos por ele, como O Cego que gritava luz, Doramundo e o próprio O homem que virou suco, serão exibidos durante o festival. Como parte da programação do festival, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo programou para quarta, dia 14, uma sessão de autógrafos de João Batista de Andrade – Alguma Solidão e Muitas Histórias, livro escrito pela jornalista Maria do Rosário Caetano – jornalista especializada na Sétima Arte. 

João Batista irá assinar a reedição da obra, a partir das 18 horas, no estande montado pela Imprensa Oficial especialmente para a data. Outros 188 títulos também estarão à venda durante todo o dia, a maioria deles da Aplauso, coleção coordenada pelo jornalista e crítico de Cinema, Rubens Ewald Filho, que reúne grande parte da memória artística brasileira entre biografias, roteiros de cinema, perfis e histórias de emissoras de TV.

  

Biografia do cineasta João Batista de Andrade será lançada quarta-feira  

Além de sua biografia, João Batista de Andrade tem outros três roteiros publicados pela Aplauso e que também estarão à venda: do filme “O homem que virou suco” e dos documentários Liberdade de Imprensa e Vlado – 30 anos depois, sobre Vladimir Herzog. Essas obras também podem ser baixadas e lidas gratuitamente, em formato PDF e TXT, no site da Coleção, http://aplauso.imprensaoficial.com.br.  

 

Maria do Rosário Caetano, voz feminina da imprensa nos bastidores do Cinema, assina a biografia de João Batista de Andrade  

Dos títulos que estarão à venda no espaço, mais de 60 são da série CINEMA da Coleção Aplauso. Entre eles, os roteiros dos filmes O Bandido da Luz Vermelha, Desmundo, O Céu de Suely, Cidade dos Homens, O Ano em que meus saíram de férias, O Signo da Cidade e do recém-lançado Olhos Azuis. Também estarão na livraria as biografias de importantes nomes da sétima arte, como Máximo Barro, Ugo Giorgetti, Alain Fresnot e Djalma Limongi Batista.