Arquivo da tag: cultura e cinema em Bagé

Programação de Cinema em Bagé

Festival tem caráter internacional e envergadura para se tornar um grande e variado painel de integração pelo audiovisual

Como será o III FESTIVAL de CINEMA DA FRONTEIRA

10/12 – sábado

18h – ABERTURA OFICIAL – BOSQUE SMC

19h – ESPETÁCULO MITOLOGIAS DO CLÃ – GRUPO FALOS & STERCUS (RS)

21h – SHOW DA BANDA VIAJANTES DO ÉDEN – BOSQUE SMC

22h – EXIBIÇÃO DO FILME ANAHY DE LAS MISIONES, DE SÉRGIO SILVA  (co-produção Brasil-Argentina) – CINE 7

23h – PROGRAMAÇÃO SOCIAL 

 

11/12 – domingo

14h – MOSTRA YAYA VERNIERI – ASILOS: Vila Vicentina/ Auta Gomes

14h – EXIBIÇÃO DO LONGAMETRAGEM ANTES QUE O MUNDO ACABE  (RS), DE ANA LUIZA AZEVEDO – CHST

16h – MOSTRA YAYA VERNIERI –  CHST (CENTRO DO IDOSO)

17h – PROJETO DANÇA NOS BAIRROS –  CHST

17h30  MOSTRA BINACIONAL  – CHST

18h – COQUETEL –  ESPAÇO MADRE MARIA / VOLTA AO MUNDO NAS CORDAS DO VIOLÃO – EDEMAR SANTOS – CHST

18h – EXIBIÇÃO DE NETTO PERDE SUA ALMA (RS), DE TABAJARA RUAS E BETO SOUZA – CINE 7

20h – BÊNÇÃO AOS ARTISTAS DA SÉTIMA ARTE – MISSA CELEBRADA PELO BISPO DOM GILIO FELÍCIO, ACOMPANHADO DO CORAL AUXILIADORA E DO TENOR FLÁVIO LEITE – CATEDRAL SÃO SEBASTIÃO

21h30 – EXIBIÇÃO DO FILME EL BAÑO DEL PAPA (UR), DE CÉSAR CHARLONE E ENRIQUE FERNANDÉZ – Projeto RODACINE – PRAÇA DA CATEDRAL

23h45 – FESTA NO ESPAÇO MADRE MARIA COM EXIBIÇÃO DO DOCUMENTÁRIO O ANJO PRETO (ES) DE GUI CASTOR 

12/12 – segunda-feira

15h – FESTin BAGÉ: MOSTRA DA LUSOFONIA – CHST

17h – EXIBIÇÃO DO DOCUMENTÁRIO LUTZENBERGER: FOR EVER GAIA (RS), DE FRANK COE e OTTO GUERRA, PARTICIPAÇÃO DE ALEXANDRE FREITAS, DA FUNDAÇÃO GAIA, 52min –  CHST

18h – DEBATE COM GRUPO ECOARTE (ecologia e cultura)

19h – MOSTRA BINACIONAL  – CHST

20h – FESTin BAGÉ: MOSTRA DA LUSOFONIA  – APRESENTAÇÃO DA REALIZADORA ADRIANA NIEMEYER – UNIPAMPA

20h – EXIBIÇÃO DO FILME DEU PRA TI ANOS 70 (RS), DE GIBA ASSIS BRASIL E NELSON NADOTTI – CINE 7

21h – EXIBIÇÃO DO FILME OLGA, DE JAYME MONJARDIM – PROJETO RODACINE NA PRAÇA RIO BRANCO – PRAÇA DE DESPORTOS                 

22h – EXIBIÇÃO DE INVERNO (RS), LONGA DE ESTREIA DE CARLOS GERBASE – CHST 

13/12 – terça-feira

15h – EXIBIÇÃO DO FILME O CAMINHO DE KANDAHAR (IRÃ), DE MOHSEN MAKHMALBAF – CHST                  

16h – DEBATE FRONTEIRAS POLITICAS –  FILÓSOFO LUIS RUBIRA  (UFPEL)  – CHST

18h – MOSTRA BINACIONAL – CHST

18h – EXIBIÇÃO DO FILME NOITE DE SÃO JOÃO (RS), DE SÉRGIO SILVA – CINE 7

19h30 – EXIBIÇÃO DE O BANDIDO DA LUZ VERMELHA, DE ROGÉRIO SGANZERLA –  CHST

21h – HOMENAGEM À ATRIZ HELENA IGNEZCHST

21h – EXIBIÇÃO DO FILME EM TEU NOME (RS), DE PAULO NASCIMENTO – Projeto RODACINE – PRAÇA HABITAR BRASIL

21h30 – EXIBIÇÃO DO FILME LUZ NAS TREVAS, DE HELENA IGNÊZCHST

23h – PROGRAMAÇÃO SOCIAL 

14/12 – quarta-feira

14h – MESA REDONDA CULTURA SEM FRONTEIRAS –  Salão Nobre da Prefeitura Municipal

17h – MOSTRA BINACIONAL  – CHST

18h30 – CAMERATA DE FLAUTAS DO IMBA – CHST

19h – HOMENAGEM A JEAN-CLAUDE BERNADETCHST

20h – PROJETO DANÇA NOS BAIRROS & ACADEMIA BIOCENTER – PRAÇA DE DESPORTOS

21h – EXIBIÇÃO DO FILME HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES (RS), DE JORGE FURTADO –projeto RODACINE  – PRAÇA DE DESPORTOS

22h – EXIBIÇÃO DO FILME EM TEU NOME (RS), DE PAULO NASCIMENTO – CINE 7       

22h – EXIBIÇÃO DE A ÚLTIMA ESTRADA DA PRAIA(RS), DE FABIANO DE SOUZA – CHST

23h – PROGRAMAÇÃO SOCIAL 

15/12 – quinta-feira

15h – SESSÃO ESPECIAL – EXIBIÇÃO DO FILME ANJO PRETO (ES), DE GUI CASTOR – CHST

18h – MOSTRA BINACIONAL – CHST

20h – EXIBIÇÃO DO FILME O GURI (RS), DE ZECA BRITO – CHST 

22h – EXIBIÇÃO DO FILME CONTOS GAUCHESCOS (RS), DE HENRIQUE DE FREITAS LIMA – PRESENÇA DO DIRETOR – CINE 7

23h – PROGRAMAÇÃO SOCIAL 

15/12 – quinta-feira – Aceguá

15h – EXIBIÇÃO DO FILME EL BARRIO DE LOS JUDIOS (UR), DE GONZALO RODRÍGUEZ FABREGAS – AUDITÓRIO MUNICIPAL

16h – RODA DE SAMBA NA LINHA IMAGINÁRIA – GRUPO MESA DE BAR

17h – FESTin BAGÉ: MOSTRA DA LUSOFONIA  – AUDITÓRIO MUNICIPAL

19h – EXIBIÇÃO DO FILME EL CÍRCULO (UR), DE JOSÉ PEDRO CHARLO E ALDO GARAYAUDITÓRIO MUNICIPAL

21h – EXIBIÇÃO DO FILME NETTO PERDE SUA ALMA (RS), DE TABAJARA RUAS – PRESENÇA DO DIRETOR – Projeto RODACINE – LINHA IMAGINÁRIA

23h – PROGRAMAÇÃO SOCIAL 

16/12 – sexta-feira

14h – EXIBIÇÃO DO FILME GIGANTE (UR), DE ADRIAN BINIEZ  – CHST

16h – EXIBIÇÃO DO FILME DANÚBIO (RS), DE HENRIQUE DE FREITAS LIMA – CHST

17h – DANÇA DE RUA COM O GRUPO STREET BLACK MOVIMENT – CHST

18h – EXIBIÇÃO DE WHISKY (UR), DE JUAN PABLO REBELLA E PABLO STOLL  – CHST

20h – MOSTRA REGIONAL – BAGÉ 200 ANOS – CHST

23h – FESTA CELEBRAÇÃO AO URUGUAI / BIG BAND (IMBA) e BANDA DEDOCHES – CHST

24h – SESSÃO BANDIDA – EXIBIÇÃO DO FILME O BANDIDO DA LUZ VERMELHA, DE ROGÉRIO SGANZERLA –  CHST  

16/12 – sexta-feira – Candiota

17h – EXIBIÇÃO DO DOCUMENTÁRIO LUTZENBERGER: FOR EVER GAIA (RS), DE FRANK COE e OTTO GUERRA, PARTICIPAÇÃO DE ALEXANDRE FREITAS, DA FUNDAÇÃO GAIA, 52min –   SALÃO SINDICATO DOS MINEIROS

21h – EXIBIÇÃO DO FILME CONTOS GAUCHESCOS (RS), DE HENRIQUE DE FREITAS LIMA  –  Projeto RODACINE 

17/12 – sábado

15h – ENTRE ARTE E CIÊNCIA: OS USOS DO AUDIOVISUAL NA PESQUISA EM CIÊNCIAS HUMANAS – CONFERÊNCIA COM LUCIANA HARTMANN (UNB) – CCPW

18h – EXIBIÇÃO DO FILME JAMÁS LEÍ A ONETTI (UR), DE PABLO DOTTA   – CINE 7

21h – SOLENIDADE DE PREMIAÇÃO – MDDS

GRUPO DE DANÇA DO IMBA – A SAGA DOS COLONIZADORES

MESTRES DE CERIMÔNIA INGRA LIBERATO e LEONARDO MACHADO

NÚMEROS MUSICAIS COM LORENA VIEIRA & IVON LEO MONTEIRO – MDDS

21h – FESTin BAGÉ: MOSTRA DA LUSOFONIA  – LCA

22h – SHOW  LISANDRO AMARAL E GRUPO – LCA

23h – FESTA DE CONGRAÇAMENTO  –  ATELIER COLETIVO

SMC – Secretaria Municipal de Cultura

CHST – Centro Histórico Vila de Santa Thereza

CCPW – Centro Cultural Pedro Wayne

LCA – Largo do Centro Administrativo 

MDDSMuseu Dom Diogo de Souza


Secretário de Cultura Quer Transformar BAGÉ em Pólo de Cinema

 

Conhecida como a Rainha da Fronteira, Bagé é o centro histórico e geográfico do modelo cultural gaúcho

 A praça Silveira Martins, bem no centro da cidade

As cidades têm as suas marcas culturais que vão além das características geográficas e socioeconômicas. A maioria dessas marcas são frutos de ações político-culturais, criadas e desenvolvidas pelo poder público com o objetivo de vender a cidade turisticamente. Outras marcas são espontâneas e se formam ao longo do tempo pela tradição. Por exemplo: Santa Maria é a cidade universitária, marca consagrada ao longo do tempo. Já foi a capital ferroviária. Joinville hoje é a cidade da dança, graças à movimentação do poder público e da iniciativa privada. Gramado, cidade eminentemente turística, ficou conhecida como centro de congressos e convenções e, especificamente, pelo Festival de Cinema, sendo hoje reconhecida como cidade do cinema brasileiro. Mesmo nunca tendo produzido um só filme, atrai para lá milhares e milhares de visitantes, turistas culturais que para lá acorrem para assistir aos filmes e verem de perto as celebridades.

A bela igreja de Nossa Senhora da Conceição, jóia arquitetônica em Bagé

Quando, no primeiro ano do governo Mainardi, ocupei função na Cultura, tentei convencer o prefeito, e quase consegui, criar para Bagé a marca “Cidades das Artes Plásticas” ancorado na marca mundial que temos e que não valorizamos: o “Grupo de Bagé”, nacionalmente conhecido como exponencial da pintura brasileira, e mundialmente reconhecido pela importância da produção em gravura de seus integrantes, ímpar em toda a América Latina.

Sede da prefeitura de Bagé, cidade pródiga em Artistas do Desenho, da Palavra e das Imagens

Ainda não desisti da idéia e, hoje, posso declarar que já tenho o apoio do prefeito Dudu para a implantação da “Fundação Grupo de Bagé” que deverá ser a grande usina da produção e difusão das artes plásticas, hoje ditas visuais, não só dos nossos grandes mestres como também dos jovens artistas que surgem a cada dia nesta cidade iluminada. Paralelamente, trabalho em outro projeto, que é o de transformar Bagé em um pólo de produção cinematográfica. Paulínia, lá em São Paulo, já tem o seu pólo que apóia e fomenta a produção cinematográfica. Porto Alegre, pela tenacidade dos realizadores, que não contam com maior apoio do poder público, está se transformando no terceiro ou segundo pólo de produção em cinema. No interior do Estado, não temos ainda nada semelhante, mas poderemos ter se vingar a nossa idéia. E explico: Bagé é o centro histórico e geográfico do modelo cultural gaúcho, além do que, temos a paisagem diversificada, uma das melhores luminosidades do mundo, e quem diz isso não sou eu, e sim os pintores e fotógrafos do mundo inteiro que por aqui passam.

Centro Comercial Hotel do Comércio, onde funcionou o primeiro hotel de Bagé

Temos, ainda, graças ao avanço das comunicações, especialmente da internet, uma juventude inquieta e criativa, já fazendo o seu cinema com câmeras digitais e até com aparelhos celulares. Temos 300 anos de história épica. Só para lembrar, o ciclo do western americano se reduz a 30 anos de história.

Hoje, com a Uergs, Urcamp, Unipampa e mais o IFSul, temos uma clientela potencial de milhares de jovens sensibilizados para a música, para o cinema e para outras artes.

Graças ao avanço da tecnologia, hoje está bem mais barato fazer cinema, o que os realizadores precisam é que também sejam sensibilizados os poderes públicos e a iniciativa privada. Talentos não nos faltam, basta um empurrãozinho e meninos e meninas, logo ali, estarão produzindo obras artísticas da melhor qualidade. Temos é que largar na frente e tratar o quanto antes de cunhar esta marca Bagé Pólo de Produção Cinematográfica. O embrião já existe: Festival de Cinema da Fronteira, que, neste ano do bicentenário, irá para sua terceira edição, devendo atrair, em novembro, para Bagé, não só filmes mas também realizadores, críticos e artistas de países limítrofes, bem como, quiçá, profissionais de outros países que aqui, além de exibirem e debaterem seus filmes, por certo deixarão sementes que, regadas e cuidadas por nossos jovens, resultarão, em breve, em frondosas árvores da cinematografia. Isso, a médio prazo, poderá se transformar em atividade econômica, bem como estimular o turismo cultural, que também resulta em fonte de renda para os habitantes e para o governo.

Ruínas da Enfermaria Militar, no ponto mais elevado da cidade, em terreno rochoso conhecido como Cerro da Pólvora ou Cerro da Enfermaria.

Museu Dom Diogo de Souza, no antigo prédio da Beneficência Portuguesa (1870), restaurado em 2004: guardião da história e da cultura de Bagé.
 
As coisas, porém, não acontecem de uma hora para outra, é preciso incentivo e continuidade. Faz-se necessária a fixação de uma política cultural de governo que conte com a simpatia e o apoio da iniciativa privada, isso é o que nos mostram as experiências bem sucedidas em outras localidades. É fundamental que a comunidade, como um todo, se aproprie da idéia. Cultura também é produto para fomentar o desenvolvimento. Material humano temos de sobra, os equipamentos são acessíveis, o público consumidor está aí, ansioso pela fruição cultural, temos que fazer valer a vontade política, e esta vontade não diz respeito só ao governo do município, que a ela já é simpático. É preciso que a comunidade como um todo acredite que o sonho de uns poucos possa vir a se tornar a realidade de muitos. Bagé, cidade emblematicamente cultural, merece grandes eventos e realizações nesse campo. Este humilde administrador cultural acredita, e fará todo o esforço, para que isso um dia aconteça. Como sei que já somos uma meia dúzia, vislumbro o dia em que seremos uma multidão a defender esses valores. mais valiosos que quadras de campos ou recheadas poupanças.

Catedral de São Sebastião, concorrido ponto turístico da cidade de Bagé

Compre você também, meu leitor, essa idéia e saiba que não lhe estou vendendo porcaria. Aposte no cinema e dê um crédito de confiança a nossos futurosos jovens que, logo ali, nos darão projeção além-fronteiras, quando você poderá, também, se incluir como construtor de um sonho que se tornou realidade, graças a essa luz que brota do solo de nossa terra, iluminando nossos criativos que tanto se orgulham de sua “bajeensidade”. Seja o bicentenário o tempo em que o cinema floresceu em Bagé.

* Texto de Sapiran BritoSecretário Municipal de Cultura de Bagé