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Marcos Paulo: Cinema, Força e vontade de voltar a Grécia

Fernando Schlaepfer/EGO

Marcos Paulo: viagem à Grécia após a cura da doença 

O ator e diretor MARCOS PAULO, um dos mais bonitos artistas que o Brasil já viu, vive uma fase dificil. Às vésperas de sua estreia como diretor de cinema, à frente do longa “Assalto ao Banco Central” – que chega aos cinemas no próximo dia 22 – e comemorando nada menos que 55 anos de carreira, o ator e diretor da TV Globo enfrenta uma batalha contra uma doença séria, descoberta há alguns meses. Mas ele não pára  – nem pensa em parar. 

“Enquanto eu tiver força, e cabeça, e minha profissão me permite trabalhar até muito velho, tanto como ator e diretor, eu não quero parar, eu não posso parar, eu tenho que estar em movimento”, disse ele em entrevista ao EGO em seu apartamento na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, ontem, 8 de julho. 

Aos 60 anos, Marcos Paulo, que começou no teatro aos 5 e aos 15 já estava na TV, levado pelo pai de criação, o autor Vicente Sesso, falou sobre seus projetos de trabalho e a luta contra a doença: “Não vai ser a primeira guerra que eu enfrento nem a primeira batalha que vou vencer.” Confira os principais trechos da entrevista:

 

“Assalto ao Banco Central”

“Desde que aconteceu o assalto, em 2005, o assunto me interessou muito. Não pela apologia ao bandido, ao crime, mas pela precisão cirúrgica e competência com que eles conseguiram fazer esse trabalho. Eles conseguiram fazer um túnel de 80 metros, passando por baixo de um canal, sem provocar um curto circuito, sem arrebentar um cano e saindo exatamente embaixo do cofre do Banco Central. Ou seja, é um trabalho de mestres.” 

Estreia no cinema
“Demorei a estrear como diretor de cinema porque queria uma história que me animasse muito e também me sentir maduro para dirigir. Apesar de ter entrado na TV em 1978, isso já tem 30 e poucos anos, eu queria que, quando eu colocasse a mão no cinema, não fosse uma brincadeira. Queria poder fazer um filme legal, com uma história bacana, porque o filme fica na história da gente, na história de um país. Queria fazer um filme com a certeza de que estava colocando a mão na massa com a quantidade certa de farinha, de água, de ovo, de todos os ingredientes.” 

 

Fernando Schlaepfer/EGO

Marcos Paulo: mais projetos de cinema

Novos filmes
“Fiquei muito animado e tenho outros projetos para fazer. Quero deixar claro que fazemos um filme inspirado em fatos reais. Não é um documentário nem um docudrama. É importante que as pessoas saibam que é um trabalho inspirado em fatos reais. Foi uma história de ficção partindo de fatos reais.”

Personalidade inquieta
“Em 1970 cheguei na Globo como o galãzinho da vez. Em 1978 fazia papéis de meninos bonzinhos, galãzinhos. Enchi a paciência do Daniel Filho (diretor da Rede Globo) para fazer o bandido de uma história. Em 1978 tive vontade de virar o jogo e partir para outra coisa. Conversando com o Boni (ex-diretor da Central Globo de Produções), fui embora para Nova York e morei lá um ano, onde estudei direção. Quando voltei para o Brasil, já foi como diretor. Sempre fui insatisfeito com as coisas, tentando descobrir um outro lado meu.”

Insatisfação
“Eu continuo sendo insatisfeito. Acho que, como disse a avó gaúcha de um amigo meu, a gente não pode colocar o pijama para sestear, fazer a sesta, dormir à tarde. Quando acontece isso, você praticamente está assinando seu atestado de óbito. Enquanto eu tiver força, e cabeça, e minha profissão me permite trabalhar até muito velho, tanto como ator e diretor, eu não quero parar, eu não posso parar, eu tenho que estar em movimento.” 

 

O câncer
“Quando você encara uma doença como essa é importante ter objetivos, ideias de trabalho para frente, não pode parar. Só parei para pensar nela nos momentos em que o tratamento me fez parar para descansar e dar um tempo para o corpo. A doença não me atrapalhou em nada. Apesar da reação ser esperada, o tratamento, sim, mexeu comigo. Sabia que em alguns momentos isso iria acontecer. Nos momentos que isso não acontece, estou em absoluta atividade. Eu não consigo ficar parado.”

Descoberta da doença
“A primeira sensação que tive foi de que havia perdido a batalha. Porque achava que nunca ia ter essa doença. A segunda reação que eu tive foi: ‘Não perdi a batalha, eu sou um ser humano e ele é passível de ficar doente. Agora eu tenho uma guerra pela frente com várias batalhas e vamos embora’. Não vai ser a primeira guerra que eu enfrento nem a primeira batalha que vou vencer. 

Na verdade, acho que a segunda grande sensação foi eu me sentir um ser humano e não um deus, um super-homem. Na verdade, a gente nunca sente que é vulnerável. Sempre achei que comigo não iria acontecer nada. Mas a cada vez que me sentia assim, levava uma cacetada. Talvez a primeira delas tenha sido em 1975, quando sofri um feio acidente de moto. São coisas que acontecem na vida da gente para colocarmos o pé no chão e que nos mostram que somos vulneráveis e que temos que tomar cuidado.” 

Aos 60 anos 
“Foi num momento em que estou fazendo 60 anos, que é uma idade emblemática. Acho que aconteceu numa hora que me faz rever muitas coisas na vida. As que foram feitas e as que virão. A pergunta não é por que aconteceu isso comigo, mas sim para que está acontecendo isso comigo. Daqui a um tempo acho que encontrarei a resposta. ”

 

Como as filhas souberam
“Não foi fácil. Tenho duas filhas adultas [Vanessa, 39 anos, do namoro com a modelo italiana Tina Serina, e Mariana, 30, filha do casamento com Renata Sorrah], e a menor, de 11 anos [Giulia, do casamento com a atriz Flávia Alessandra]. Chamei as três para jantar e contei para elas. Elas deveriam saber por mim. Se soubessem por outras vias iam se sentir traídas. Assim como resolvi abrir publicamente. 

O fato de você ser uma pessoa pública e ser passível de uma doença não é vergonha nenhuma. Ela hoje é praticamente uma epidemia. Depois que você entra nesse mundo, você descobre várias pessoas que já passaram ou passam por isso. Isso não é ‘privilégio’ só seu. Acontece até com pessoas do seu círculo de amizades. Acho que a melhor coisa que fiz foi ter aberto e falar.”

Como descobriu
“Descobri a doença porque faço check-up de seis em seis meses. Há seis meses não tinha nada. Nos últimos exames, em abril, o tumor apareceu. Acho que estou passando o para as pessoas uma mensagem superimportante. Qualquer doença que é descoberta no início, com o avanço da medicina, tem mais chances de obter a cura.”

Tratamento
“Acabei minha quimioterapia e radioterapia. Diria que é meu primeiro estágio. Tenho um exame grande daqui a cinco semanas, quando eu e os médicos vamos ver que atitudes tomar.”

Equilíbrio
“Acho que o trabalho é um dos tripés da vida junto com a família. Isso é o que move a gente e nos toca para frente. Não posso reclamar da vida não. Meu tripé está bem implantado (risos).”

Sonho quando receber alta
“A primeira coisa que quero fazer é uma grande viagem. Talvez voltar para a Grécia, que é um lugar que eu amo. Um país lindo e com gente muito gostosa de conviver. Depois, voltar e tocar os projetos para frente. Para o ano que vem tenho duas novelas, e uma minissérie para o semestre que vem.”

 * Entrevista de Luciana Tecídio, do EGO (Rio)

Adeus a NILDO PARENTE…

É o cineasta LUIZ CARLOS LACERDA quem informa:

Triste notícia: hoje à tarde o nosso querido NILDO PARENTE  faleceu no Hospital Silvestre, em Santa Teresa (RJ), aos 75 anos, depois do terceiro AVC…

Nildo estava em coma há cerca de 2 meses. Ano passado fiz um documentário sobre ele para a série Retratos Brasileiros do Canal Brasil, exibido em outubro.

NILDO viu o filme e ficou muito feliz pela homenagem. Já tinha tido o primeiro AVC mas aparentava estar se recuperando. Estava contratado até hoje pelaTV Globo e iria participar, mais uma vez, de uma novela de GILBERTO BRAGA, destavez INSENSATO CORAÇÃO, mas não chegou a gravar.
Vamos prestar uma homenagem ao querido ATOR. Assim que souber do local e hora, eu avisarei. Hoje essa informação é capaz de sair no Jornal da Globo.
Adeus, amigo !
Beijos,
Bigo.
 
NILDO, ao lado de NEY MATOGROSSO, no curta DEPOIS DE TUDO
Com Daisy Lúcidi: destaque em PARAÍSO TROPICAL, do amigo Gilberto Braga
NILDO contracena com NEY MATOGROSSO no curta DEPOIS DE TUDO, de Rafael Saar
UM POUCO MAIS sobre NILDO PARENTE
 
Nildo Parente estreou no cinema, no filme O Homem que Comprou o Mundo (1968), de Eduardo Coutinho.

Em seguida, fez o papel principal no longa Azyllo Muito Louco (1969), de Nelson Pereira dos Santos, onde atuou ao lado de Luiz Carlos Lacerda e Leila Diniz, voltando a filmar com Nelson “Quem é Beta?” (1972), “Tenda dos Milagres” (1977) e “Memórias do Cárcere” (1983).

O período em que NILDO PARENTE mais atuou foi na década de 70, quando, em papéis de diferentes importâncias e sob a direção de cineastas diversos, fez mais de 20 filmes, entre esses “Anjos e Demônios” (1970), de Carlos Hugo Christensen: “São Bernardo” (1972), de Leon Hirszman: “Os Condenados” (1973), de Zelito Viana: e “Coronel Delmiro Gouvêa” (1977), de Geraldo Sarno.

Nos anos 1980 e no começo dos 1990, fez mais de dez filmes: “Luz del Fuego” (1981), de David Neves; “Rio Babilônia” (1982), de Neville D’Almeida; “O Beijo da Mulher-Aranha” (1984), de Hector Babenco; e “Natal da Portela” (1988), de Paulo Cezar Saraceni.

Nos anos 90, participou dos filmes “Bela Donna” (1998), de Fábio Barreto; “Seja o que Deus Quiser” (2002), de Murilo Salles; e “Inesquecível”, de Paulo Sérgio Almeida.

Seus principais trabalhos em teatro foram “Hoje é Dia de Rock”, de Rubens Corrêa; “Francisco de Assis”, de Ciro Barcellos; e “Ai Ai Brasil”, de Sergio Brito.

Nildo fez parte do elenco do Grande Teatro Tupi, onde encenou aproximadamente 20 peças do programa, de 1958 a 1963.

Na televisão, trabalhou em diversas novelas, como “Água Viva”, “América”, “Senhora do Destino” e “Celebridade”. Em 2007, Nildo Parente participou da novela Paraíso Tropical.

Em 2008, após participar do espetáculo “As Eruditas”, Nildo voltou aos palcos, desta vez ao lado de Francisco Cuoco e grande elenco, com a peça “Circuncisão em Nova York”. O ator também esteve na TV, em participação especial nos últimos capítulos da novela Amor e Intrigas, na Record.

Ainda em 2008, NILDO esteve no curta Depois de Tudo, co-produção da ONG Cinema Nosso com a Universidade Federal Fluminense (UFF) e pôde ser visto também no longa Meu Nome é Dindi, de Bruno Safadi.

Em 2009, Nildo Parente fez participação especial na série “A Lei e o Crime”, da Record. No mesmo ano, subiu ao palco no espetáculo “Medida por Medida”.

Seu mais recente trabalho foi no longa-metragem Chico Xavier. dirigido por Daniel Filho.

NILDO PARENTE era cearense e esteve em Fortaleza muitas vezes, aqui tinha muitos amigos, entre eles a estilista Fátima Castro. Numa das últimas vezes, subiu ao palco do Teatro José de Alencar ao lado de EMILIANO QUEIROZ, conterrâneo e grande amigo, e Ada Chaseliov, entre outros, no belo espetáculo OS FANTÁSTIKOS
Encontrei com Nildo várias vezes e era sempre um prazer estar com o ator, figura das mais agradáveis e educadas, aquele tipo que de imediato chamamos BONACHÃO, além de ser um ator querido na classe artística, sem nenhuma afetação e muito talento.
NILDO PARENTE já deixa saudades… Descansa em paz, NILDO !
 

La PIRES é a GLÓRIA !

 

Uma fonte inesgotável de talento, Gloria Pires nos surpreende a cada novo papel. Basta ligar o seu televisor no horário nobre global para se deparar com um show de interpretação da atriz. Na pele da vilã Norma, ela promete uma memorável interpretação, assim como na famosa novela “Vale Tudo”, na qual ela deu vida a Maria de Fátima. Se você é fã, admirador ou curioso pela trajetória de Gloria Pires, não perca a chance de ler a biografia dos 40 anos de Glória na teledramaturgia.

Ela é uma das atrizes brasileiras mais bem sucedidas de todos os tempos. O seu currículo é de dar inveja a qualquer profissional. Foram 21 novelas, 13 filmes, duas minisséries e diversos programas especiais em 40 anos de carreira. Seu nome é sinônimo de sucesso.  

Em uma simples consulta no Google, Gloria Pires aparece em mais de um milhão de citações. A atriz está à frente de todas as grandes estrelas da tevê nacional. “O tempo não apaga da lembrança dos fãs a maquiavélica Maria Fátima, na telenovela “Vale Tudo”, ou as inesquecíveis irmãs gêmeas Ruth e Raquel, de” Mulheres de Areia” .  

Para coroar essa brilhante carreira, a Geração Editorial lançou em 2010 “40 anos de Gloria”, (346 páginas, R$ 39,90, com mais de 100 fotografias coloridas e em preto-e-branco), a história da longa e vitoriosa carreira de uma atriz ainda jovem, mas com 40 anos de atuações marcantes e cenas antológicas. Embora trate da vida de Gloria, o livro não é propriamente uma biografia, mas a história de sua carreira na televisão e no cinema.

Os autores Eduardo Nassife e Fábio Fabrício Fabretti desvendam a trajetória de Gloria desde a sua estreia em 1969, aos quatro anos de idade, até o período que viveu em Paris com a família, em paz e longe dos holofotes.

Na obra há detalhes da vida de atriz, de mãe, de esposa, da celebridade, inclusive da cantora (sim, Gloria canta) com relatos em primeira pessoa de Gloria Pires sobre todos os grandes acontecimentos da sua carreira e do dia-a-dia de uma mãe de quatro filhos. Os depoimentos são em ordem cronológica e reveladores.  

O livro – uma edição de luxo a preço quase popular, apenas R$ 39,90 – foi impresso em tamanho 21 x 23 centímetros e papel especial, com mais de 100 imagens resgatadas de álbuns de família, arquivos pessoais, divulgação e mais um ensaio exclusivo realizado pelo reconhecido fotógrafo Marcelo Faustini. A capa foi um presente do designer Giovanni Bianco, que também trabalha para Madonna e é um dos maiores designers de moda do planeta, com escritório em Nova York.


Capítulos de uma vida que mais lembra um filme 

Entre os 25 capítulos, há histórias sobre a gravidez de risco da mãe da atriz, o início precoce da carreira de Gloria aos quatro anos, o trabalho com o pai, o talentoso ator Antonio Carlos Pires, as primeiras participações em programas humorísticos, uma reprovação traumatizante, os primeiros papéis de repercussão, como Marisa, em “Danci’n Days” e Zuca em “Cabocla”, a convivência com os amigos mais velhos, como Lauro Corona e Daniel Filho, os nascimentos dos seus quatro filhos e a interrupção de duas gestações precocemente.

O livro contém curiosidades, como os dois convites feitos pela revista Playboy, para posar nua, as cirurgias dentárias reparadoras, a tatuagem no pé, além dos frequentes problemas de saúde ao longo da sua premiada carreira.  

Os autores abordam o rigoroso profissionalismo da atriz e sua obsessão com a disciplina nas preparações para viver seus personagens. Exemplo: para viver a heroína Maria Moura, na minissérie “Memorial de Maria Moura”, em 1994, Gloria Pires fez aulas de equitação, tiro e até curso básico de sobrevivência na selva. “Maria Moura trouxe uma mulher poderosa dentro de mim”, conta. Para interpretar com maior riqueza de detalhes a heroína, durante um treinamento de tiro, a atriz quase se machucou quando atirou com uma espingarda calibre 12. 

Nas páginas também há relatos emocionantes e sinceros sobre com a convivência com as atores mais velhos como Lauro Corona, seu grande amigo e Daniel Filho, que a reprovou em um teste para quando ainda era garota.  


No set de filmagem 

Gloria esteve presente nos filmes de maiores públicos e de reconhecimento internacional desde a retomada no cinema nacional, como nos papéis de Helena e Claudio, em “Se Eu Fosse Você 1 e 2”, além de fazer parte do elenco de “O Quatrilho”, que levou um longa-metragem brasileiro a concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 1995, depois de um jejum de 33 anos. Além de estrelar a mãe do presidente Lula, Dona Lindu, em “Lula, O Filho do Brasil” neste ano e participou de outras 10 produções nacionais. Ela quase interpretou a pintora mexicana Frida Khrlo, em uma produção estrangeira. 

Recebendo o troféu Candango no Festival de Brasília…


DEPOIMENTOS  

Na parte final da obra, diretores, atores, atrizes e familiares deixam um recado para Gloria Pires. Entre eles estão Stephan Nercessian, Daniel Filho, Cléo Pires, Joanna Fomm, Reginaldo Faria, Rogéria, Arlete Salles, Malu Mader, Regina Duarte, Denis Carvalho, Orlando Morais e Aguinaldo Silva. Confira alguns trechos: 

Em “A Partilha”, tinha pouco dinheiro para o filme e todo mundo sabia disso. Meu prazo era curto e a Gloria passando mal com a gravidez. As pessoas falavam para substituí-la. Respondia que não faria isso de jeito nenhum. Sem ela, não teria filme. Resolvi dar uma parada e banquei tudo até ela melhorar”, Daniel Filho 

“Ela tem uns recursos espontâneos, naturais, que eu admiro demais numa atriz. Era difícil contracenar com ela. Levava aquela frieza da Maria de Fátima às últimas consequências, com muita propriedade e talento”, Regina Duarte 

“Adoro escrever para a Glorinha porque ela encaixa o tom do personagem como realmente queremos.”, Aguinaldo Silva 

“Tenho grande admiração por Gloria. Fui muito amiga do pai dela. Trabalhamos juntos em rádios e tevês. Ele só podia fazer uma filha como Gloria Pires. Ela é uma atriz inteira, quente, aglutinadora. Ela sempre se põe no jogo da comunicação humana e se entrega de uma forma simples e delicada. Mas muito forte. Merece todo o sucesso que tem. E todo o nosso carinho. E todo o nosso reconhecimento” Fernanda Montenegro

 

Geração Editorial

Enfim, As Cariocas de Stanislaw na Telinha

 

Dia 19, a Rede Globo passa a exibir uma nova minissérie. Baseada na obra do lendário Lalá – jornalista carioca Sérgio Porto – o Stanislaw Ponte Preta –, As Cariocas reúne, de uma só vez, dez das maiores beldades da TV e Daniel Filho, que, desde 1999 (depois de dirigir a novela Suave Veneno), trocou a telinha pela telona e se tornou um dos maiores campeões de bilheteria do país: são dele os sucessos Se Eu Fosse Você e Chico Xavier.

Com As Cariocas, o diretor comemora o retorno aos seriados. Em 1998, ele foi o responsável por Malu Mulher; em 1997 por A Justiceira; e, em 1996, por A Vida Como Ela É…. A nova incursão tem episódios independentes, sem trama fechada, mas que dialogam por meio do cenário e das temáticas: amor, ciúme, sensualidade, traição.  

AS  BELDADES  CARIOCAS

ALINNE MORAES, A Noiva do Catete  

Nádia não lava roupa para não estragar a pele. Sua maior qualidade é o altruísmo: ela adora fazer homens felizes. No caso, o marido e o amante. A atriz contracena com Ângelo Antônio e Nelson Baskerville.  

PAOLA OLIVEIRA, A Atormentada da Tijuca  

Clarissa não mede esforços para afastar os homens. O pavio curto, no entanto, funciona como um verdadeiro ímã para o sexo oposto. Na produção, a atriz faz par romântico com Gabriel Braga Nunes, que retorna à Globo depois de uma temporada na Record.  

 

DEBORAH SECCO, A Suicida da Penha  

Alice é como a Lapa: intensa, sensual e, à primeira vista, um pouco sombria. Só quem já sofreu algum desgosto pode entender o humor afiado – desta moça envolvente que ainda não decidiu o que quer da vida.  

GRAZI MASSAFERA, A Desinibida do Grajaú  

Ex-gordinha que virou um mulherão, Michelle é também ex-moradora do Grajaú que tomou gosto pelo requinte da zona sul. Mas ela precisa voltar para o bairro de origem e descer do salto. Agora ela quer ver quem se atreve a mexer com ela. Em cena com Grazi está Marcelo D2.  

ADRIANA ESTEVES, A Vingativa do Méier

Celi passa tanto tempo na casa dos pais que nem parece que casou há cinco anos. Suspeita das traições do marido, mas, em vez de fazer um barraco, paga na mesma moeda. E com juros e correção monetária. Aílton Graça interpreta o marido. O amante é Joaquim Lopes, namorado da atriz Paola Oliveira, estreando na TV.

ANGÉLICA, A Traída da Barra  

Maria Teresa leva uma vida perfeita até descobrir que era traída pelo marido. Sua forma de lidar com o baque foi a decisão de se vingar da mesma maneira. A curiosidade do episódio é que Angélica contracena com Luciano Huck e que o casal, na vida real, mora na Barra. É o retorno da loira à ficção, que atuou em Caça Talentos e Um Anjo Caiu do Céu.

SÔNIA BRAGA, A Adúltera da Urca  

Júlia é esposa exemplar até descobrir um passatempo um tanto quanto problemático: seduzir homens que não eram seu marido. O episódio marca o retorno de Sônia Braga à TV brasileira, quatro anos depois de fazer Páginas da Vida. Também é o reencontro emocionado do trio que abalou em Dancin’ Days: Sônia, Antônio Fagundes e Daniel Filho, que registra a felicidade batizando os personagens do casal como na novela. Eles são, de novo, Júlia e Cacá. Regina Duarte também está em cena. 

FERNANDA TORRES, A Invejosa de Ipanema  

Cris é linda, rica e mora de frente à Praia de Ipanema. Sua vida, no entanto, não é perfeita. Equilibrar desejos, negócios, amantes, marido e o horário no salão de beleza é mais complicado do que parece.  

ALESSANDRA NEGRINI , A Iludida de Copacabana  

Marta faz questão de vender uma imagem perfeita. É casada, mora na Zona Sul e sua rotina é a de boa mãe de família: passear no calçadão e lembrar, ocasionalmente, do marido. No episódio, Alessandra contracena com Eriberto Leão.   

CINTIA ROSA
A Internauta da Mangueira Gleicy é como as mulatas dos sambas da Mangueira, desejada por todos os homens da Estação Primeira. O defeito é o marido. Bem casada, mantém as aparências de boa moça, mas, na Internet… Eduardo Moscovis é o marido, Preta Gil, a irmã, e Marcos Winter é um detetive.  

O ORIGINAL E O NOVO

 
Há 43 anos, As Cariocas, de Sérgio Porto, era publicado. Do livro de crônicas, apenas dois textos foram utilizados na adaptação de Daniel Filho para o século XXI: A Desinibida do Grajaú e A Noiva do Catete. Os outros oito episódios foram escritos por Euclydes Marinho, Gregório Duvivier e a jovem Adriana Falcão, mas com o cuidado de manter o humor cínico e a verve do escritor.    

STANISLAW PONTE PRETA Jornalista com os dois pés no humor, Sérgio Porto começou a publicar suas primeiras piadas e crônicas no final dos anos 1940 sob o pseudônimo Stanislaw Ponte Preta. Especialista em mulheres, sexo, futebol e boemia, o autor contava, com acidez, o cotidiano no Rio de Janeiro. Publicou As Cariocas em 1967, um ano antes de ser assassinado, aos 45 anos. Escreveu 13 livros.  

Julho de Cinema em Paulínia

Paulínia divulga seleção oficial

Com R$ 650 mil em prêmios e um pólo cinematográfico cheio de oportunidades, a cidade de Paulínia caminha para mais um festival de cinema no período de 15 a 22 de julho. Na edição 2010, serão exibidos 27 filmes, dos quais 12 longas e 13 curtas-metragens, sendo seis deles da região Metropolitana de Campinas.

A seleção oficial foi feita por uma comissão formada pelo Secretário de Cultura do município, Emerson Alves, pelo diretor do Festival, Ivan Melo, e pelo crítico de cinema, Rubens Ewald Filho. Um sexto longa-metragem será anunciado na próxima semana.

Na abertura do festival, será exibido o filme O Beijo da Mulher Aranha, de Hector Babenco, homenageado do festival. Dois títulos completam a homenagem ao diretor: “Pixote In Memorian”, de Felipe Briso e Gilberto Topczewski, e “Coração Iluminado”, também dirigido por Babenco. Os dois filmes serão exibidos na Mostra Paralela.

O encerramento do festival acontece dia 22 de julho, a partir das 19h, em cerimônia para convidados, com a exibição do longa 400contra1 – Uma História do Crime Organizado, de Caco Souza.

De 16 a 21 de julho, às 16h, serão exibidos, no Theatro Municipal de Paulínia, cinco longas já lançados no circuito comercial e também Cabeça a Prêmio, de Marco Ricca. Completando a Mostra Paralela o Festival exibe dois filmes infantis inéditos: “Eu e Meu Guarda Chuva”, de Toni Vanzolini e “Gui, Estopa e a Natureza”, de Mariana Caltabiano, respectivamente nos dias 17 e 18 (sábado e domingo) às 14h.

Abaixo a lista completa dos filmes da Seleção Oficial do Festival, assim como da mostra paralela:

Longas de Ficção

1. “Malu de Bicicleta”, de Flávio Tambellini (RJ)

2. “Desenrola”, de Rosane Svartman (RJ)

3. “Broder”, de Jeferson De (SP)

4. “Dores e Amores”, de Ricardo Pinto e Silva (SP)

5. “5 X Favela, Agora Por Nós Mesmos”, de Manaíra Carneiro e Wagner Novaes; Rodrigo Felha e Cacau Amaral; Luciano Vidigal; Cadu Barcellos; Luciana Bezerra (RJ)

Documentários

1. “Sobre Leite e Ferro”, de Claudia Priscilla (SP)

2. “São Paulo Cia de Dança”, de Evaldo Mocarzel (SP)

3. “Lixo Extraordinário”, de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley (RJ)

4. “Uma Noite Em 67”, de Renato Terra e Ricardo Calil (RJ)

5. “Programa Casé”, de Estevão Ciavatta (RJ)

6. “As Cartas Psicografadas de Chico Xavier”, de Cristina Grumbach (RJ)

Curtas Nacionais

1. “Retrovisor”, de Rogério Zagallo (SP)

2. “Estação”, de Marcia Faria (SP)

3. “Eu Não Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro (SP)

4. “Quem vai comer minha mulher? (Who’s Gonna F… My Wife?)”, de Rodrigo Bittencourt (RJ)

5. “Tempestade”, de César Cabral (SP)

6. “1:21”, de Adriana Câmara (PE)

7. “Ensolarado”, de Ricardo Targino (RJ)

Curtas Regionais

1. “Depois do Almoço”, de Paula Pripas (Campinas)

2. “Nicolau e as Arvores”, de Lucas Hungria (Campinas)

3. “Meu Avô e Eu”, de Cauã Nunes (Campinas)

4. “Um Lugar Comum”, de Victor Canela (Sumaré)

5. “Dona Tota e o Menino Mágico”, de Adriana Meirelles

6. “Só Não Tem Quem Não Quer”, de Hidalgo Romero

Mostra Paralela

1. “Pixote in Memmorian”, de Felipe Briso e Gilberto Topczewski

2. “Coração Iluminado”, de Hector Babenco

3. “É Proibido Fumar”, de Anna Muylaert

4. “Chico Xavier – O Filme”, de Daniel Filho

5. “Salve Geral”, de Sérgio Rezende

6. “Cabeça a Prêmio”, de Marco Ricca

Especial Infantil

1. “Eu e Meu Guarda Chuva”, de Toni Vazolini

2. “Gui, Estopa e a Natureza”, de Mariana Caltabiano

Prêmios

O Festival distribuirá, por meio de sua premiação oficial, um total de R$ 650 mil aos vencedores das diversas categorias, como segue:

 

Filmes de longa metragem
Melhor Filme ficção: R$ 150.000
Melhor Documentário: R$ 50.000   
Melhor Diretor ficção: R$ 35.000   
Melhor Diretor Documentário: R$ 35.000   
Melhor Ator: R$ 30.000   
Melhor Atriz: R$ 30.000   
Melhor Ator coadjuvante: R$ 15.000   
Melhor Atriz coadjuvante: R$ 15.000   
Melhor Roteiro: R$ 15.000   
Melhor Fotografia: R$ 15.000   
Melhor Montagem: R$ 15.000   
Melhor Som: R$ 15.000   
Melhor Direção de arte: R$ 15.000   
Melhor Trilha Sonora: R$ 15.000   
Melhor Figurino: R$ 15.000   
Especial Júri: R$ 35.000  

Filme de curta-metragem – Nacional
Melhor filme: R$ 25.000   
Melhor Direção: R$ 15.000   
Melhor Roteiro: R$ 10.000  

Filme de curta-metragem – Regional
Melhor filme: R$ 25.000   
Melhor Direção: R$ 15.000   
Melhor Roteiro: R$ 10.000  

Júri Popular
Melhor longa ficção: R$ 25.000   
Melhor documentário: R$ 15.000   
Melhor curta metragem nacional: R$ 5.000   
Melhor curta-metragem regional: R$ 5.000  

 

Atividades paralelas

O Paulínia Festival de Cinema – 2010 traz ainda:

– Debates

– Seminários

– Realização do III Encontro Roteiro em Questão.

– Lançamento de livros e dvds

 

Realização e Patrocínios

Realização – Prefeitura Municipal de Paulínia, através da Secretaria Municipal de Cultura.

Patrocínio – Quanta.

Apoio InstitucionalImprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Apoio – Vitoria Hotéis (o Hotel Oficial do Festival).

CHICO XAVIER: Bilheteria Vitoriosa

A cinebiografia do médium mineiro, conhecido como um dos maiores divulgadores do Espiritismo no Brasil, foi vista por mais de 1,3 milhões de pessoas em dez dias de exibição. O filme dirigido por Daniel Filho bateu o recorde do cinema nacional, com a comédia do mesmo cineasta, Se Eu Fosse Você 2. Os dois longas têm produção da Globo Filmes. ” Batemos nosso próprio recorde”, diz Carlos Eduardo Rodrigues, diretor-executivo da empresa.

A estréia de Chico Xavier coincidiu com a data de comemoração do centenário de seu nascimento, 2 de abril. Chico Xavier nasceu em Pedro Leopoldo, mas viveu grande parte de sua vida em Uberaba. As primeiras exibições do filme foram realizadas nessas cidades mineiras.

A história do médium na tela é contada por meio de três atores que interpretam Chico Xavier em diferentes fases de sua vida: Nelson Xavier, Ângelo Antônio e Matheus Costa. Com orçamento de R$ 12 milhões, o filme se baseia no livro As Vidas de Chico Xavier, do jornalista Marcel Souto Maior, publicado em 2003.

Ricardo Calil e o Sucesso de Daniel Filho

Das dez maiores bilheterias da chamada “retomada” do cinema brasileiro, Daniel Filho assina seis como diretor, produtor ou supervisor, incluindo o recordista “Se Eu Fosse Você 2″. Em breve, haverá mais um filme seu para a lista, talvez brigando pelo primeiro lugar: Chico Xavier, que já bateu o recorde de bilhteria no final de semana de estréia, com seus 590 mil espectadores.

O que nos leva à pergunta fundamental: o que é o segredo do sucesso de Daniel Filho ? Em entrevista à revista Trip, eu fiz a pergunta diretamente ao cineasta.

 Sua resposta foi a seguinte: “72 anos de vida, 72 anos de experiência. Na verdade, só de carteira assinada são 57 para 58 anos, na Globo como diretor foram 30 anos trabalhando com todo tipo de público… Isso dá um conhecimento na sua alma, no seu sentimento da plateia. Você sabe que na televisão é obrigado a agradar o público de ponta a ponta. Você passa a ter um conhecimento da linguagem do país.” Não é uma má resposta, mas me parece insuficente. Se a questão fosse de quilometragem, um produtor como Luiz Carlos Barreto não estaria em fase de baixa, não teria cometido um erro de avaliação de bilheteria tão grande quanto no caso de “Lula, o Filho do Brasil”.

Há outras frases na entrevista que ajudam a entender melhor seu sucesso. A começar por sua falta de vergonha em relação ao sucesso… Ele diz: “Corro atrás o público como quem corre atrás de um prato de comida”. É uma diferença marcante em relação à maioria dos diretores brasileiros, que costumam dizer que estão fazendo arte mesmo quando fazem apenas escambo. Mas é, na essência, uma diferença de discurso. Muitos outros correm desesperadamente atrás do público.

Então, afinal, qual é a resposta? Talvez seja algo simples: Daniel Filho faz cinema de qualidade (e em escala industrial) para o grande público. Algo que bons artesãos – como Carlos Manga ou Roberto Farias – faziam no passado. É simples, mas ao mesmo tempo muito mais raro que o desejável no cinema brasileiro atual. O que deveria ser regra vira exceção – e, por isso, nos espanta.

Texto do crítico Ricardo Calil

CHICO XAVIER TEM ESTRÉIA LOTADA

O filme Chico Xavier, cinebiografia do médium mineiro, é o novo recordista de estreia da retomada do cinema brasileiro. Segundo  cálculos preliminares da distribuidora Downtown, o filme dirigido por Daniel Filho, que chegou aos cinemas brasileiros na última sexta-feira, foi visto por cerca de 600 mil espectadores em seus três primeiros dias em cartaz.

A média de ocupação é de 1,5 mil por sala, num total de R$ 6 milhões de renda. O recorde anterior pertencia a Se eu fosse você 2 (2009), também dirigido por Filho, que atraiu cerca de 570 mil pagantes no mesmo período, e foi responsável por um total de 6,1 milhões de pagantes.

Lançado no  feriado da Sexta-feira da Paixão, data que coincide com o centenário de nascimento de Chico Xavier, que morreu em 2002, o filme sobre a vida e a obra do líder espírita ocupa um circuito com 377 salas, e é fruto de uma parceria entre a Globo Filmes e a Sony Pictures do Brasil.

Inspirado no livro As Vidas de Chico Xavier, do jornalista Marcel Souto Maior, a produção conta com um elenco grandioso, que inclui Tony Ramos, Christiani Torloni, Letícia Sabatella, Pedro Paulo Rangel, Giovanna Antonelli, Cássia Kiss e Paulo Goulart, entre muitos outros. Matheus Costa, Ângelo Antônio e Nelson Xavier, revezam-se nas caracterizações do personagem-título na infância, a juventude e na fase adulta, respectivamente.

A performance de abertura de Chico Xavier serve de parâmetro para o fôlego de um filme brasileiro no circuito nacional. Avatar, a superprodução americana dirigida por James Cameron, vendeu mais de 800 mil entradas em seus três primeiros dias em cartaz no país. Já Lula, o filho do Brasil, de Fábio Barreto, fez pouco mais de 220 mil espectadores em seu fim de semana de estreia. Rodado entre junho e agosto do ano passado em locações em Minas Gerais (Tiradentes, Uberaba) e Rio de Janeiro e nos estúdios do complexo cinematográfico de Paulínia (São Paulo), o filme custou R$ 12 milhões.

 

Daniel Filho no set com Christiani Torloni e Cássia Kiss…

Depois do Teatro e da Tevê, ROQUE SANTEIRO Chega ao Cinema

A versão para o cinema de Roque Santeiro, clássico de DIAS GOMES, não será mais dirigida por Daniel Filho. Ele se desentendeu com Hank Levine, um dos sócios da produtora Ginga Eleven, e anunciou sua saída do projeto por e-mail – mandou a mensagem para quatro pessoas. Além da Ginga, o longa-metragem também é produzido pela Globo Filmes e Lereby.

Roque Santeiro é baseado na peça O Berço do Herói, escrita por Dias Gomes em 1963, mas censurada pelo regime militar. Na década de 70, o texto também sofreu censura na versão televisiva. Finalmente, em 1985, DIAS conseguiu adaptar a obra, junto com e Aguinaldo Silva, e Sinhozinho Malta e a viúva Porcina foi vividos por Lima Duarte e Regina Duarte, estavam no horário nobre da Rede Globo. Quem interpretou o personagem título foi José Wilker, nosso querido conterrâneo.

Nos últimos dias, Daniel está envolvido com a divulgação do filme sobre a vida do médium Chico Xavier, que estreia no próximo dia 02 de abril. Entre os trabalhos do diretor está Se Eu Fosse Você 2, maior bilheteria da retomada do cinema brasileiro, visto por mais de 6 milhões de espectadores.