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Araxá Cine terá Murilo Rosa, Ingra Liberato e Carlos Alberto Riccelli

Primeira edição do Festival de Araxá começa no próximo dia 10…

Reta final dos preparativos para o festival que vai tornar Araxá a Capital do Cinema Brasileiro. Durante uma semana, que terá início no próximo dia 10, a tranquila cidade mineira vai receber convidados, jornalistas, realizadores, artistas, produtores, turistas, estudantes e profissionais interessados na Sétima Arte para viver dias e noites de Cinema em diversas atividades distribuídas em muitas versões.

Carlos Alberto Riccelli, ator e cineasta, vai abrilhantar I Araxá Cine

Será a primeira edição do aguardado festival idealizado pela produtora e cineasta Débora Torres, com Curadoria do crítico Rubens Ewald Filho, e patrocínio do Governo de Minas Gerais.

O burburinho em Araxá por conta disso começou quando da coletiva que anunciou oficialmente a programação do I Araxá Cine Festival. A partir dali, ainda no início de agosto, a imprensa local, regional e nacional começou a divulgar o festival, e a comunidade audiovisual ganhou este novo ponto no mapa. Sobretudo com a realização das mostras Curta Minas e Curta Araxá, as quais vão exibir boa parte da atual produção mineira de curtas-metragens, e também descobrir e revelar novos talentos do audiovisual, a partir da cidade de Araxá, reconhecida e festejada por turistas de todas as partes do mundo por conta de suas famosas águas termais e lamas medicinais.

Atriz INGRA LIBERATO, presença sempre bem vinda, estará em Araxá…

O I ARAXÁ CINE FESTIVAL terá uma premiação total de R$ 130 mil, distribuída em mostras competitivas cinematográficas, nas seguintes categorias: longas-metragens brasileiros de ficção convidados,curtas-metragens mineiros convidados,ecurta-metragens araxaenses selecionados, festivalzinho para as crianças da rede municipal de ensino, palestras, debates, oficinas e workshops de audiovisual. Todo o regulamento do Festival pode ser conferido no site oficial do evento, que estará lançando dois novos prêmios para o Cinema Brasileiro: os troféus Dona Beja e o Araxá Terra do Sol, a serem distribuídos para os vencedores do festival, conforme avisa Débora Torres.

Festival terá dois novos prêmios para o Cinema Brasileiro: Troféu Dona Beja e Araxá Terra do Sol

Localizado no alto de Santa Rita, com acesso por escadaria com 236 degraus ou pela avenida,o Mirante do Cristo oferece vista panorâmica da cidade de Araxá.

O festival é realizado com apoio principal da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), e Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), através da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet – Ministério da Cultura), e todas as atividades programadas terão acesso gratuito, com apresentações musicais na abertura de cada sessão, promovendo um salutar intercâmbio interregional entre profissionais, público e amantes da arte cinematográfica e musical.

Na noite de encerramento, será exibido, em avant première, o filme Vazio Coração, primeiro longa-metragem de Alberto Araújo, produzido por Débora Torres, contando com elenco repleto de nomes bem conhecidos do grande público: Murilo Rosa, Lima Duarte, Othon Bastos, Bete Mendes, Oscar Magrini, o Embaixador Lauro Moreira, Larissa Maciel, e Patrícia Naves.

Murilo Rosa é o protagonista de Vazio Coração, que terá lançamento no Festival

Por conta disso, e da exibição de outros longas-metragens durante os 7 dias do I ARAXÁ CINE FESTIVAL a presença dos atores Murilo Rosa, Ingra Liberato e Carlos Alberto Riccelli, que é autor (junto com a atriz Bruna Lombardi) e diretor do filme Onde Está a Felicidade ?

SERVIÇO

1º ARAXÁ CINE FESTIVALFestival Nacional de Cinema de Araxá

Data: 10 a 16 de setembro

Onde: Araxá, Minas Gerais

Coordenação: Débora Torres

Curadoria: Rubens Ewald Filho

ENTRADA GRATUITA

Mais informações: http://www.araxacinefestival.com.br

REDES

FACEBOOK – https://www.facebook.com/araxacinefestival

TWITTER – https://twitter.com/AuroraMLeao

BLOG – http://www.auroradecinema.wordpress.com

‘O Palhaço’ em comentário de Felipe Brida

Jornalista Felipe Brida, amigo que o festival de cinema comandado por Débora Torres me trouxe, comenta o segundo longa do ator Selton Mello.

Como eu, Felipe ama o filme e recomenda-o.

Em breve, o Aurora de Cinema trará comentário desta redatora sobre o filme realizado pela Mondo Kane e Bananeira Filmes.

Conosco, Felipe Brida e O PALHAÇO:

Procure já este bom filme, premiado e muito preciso !

Pai e filho, Valdemar (Paulo José) e Benjamin (Selton Mello) formam a dupla de palhaços Puro Sangue e Pangaré. Eles divertem a plateia com as trapalhadas no picadeiro. Mas sem maquiagem Benjamin não tem identidade, é um rapaz taciturno e triste, à procura de duas coisas para dar sentido à sua vida: um ventilador e um amor. Mesmo com as dificuldades em tomar conta do Circo Esperança, tenta buscar seus sonhos.

Um filme poético e encantador sobre o mundo do circo, dirigido com sensibilidade pelo ator Selton Mello, que também atua como protagonista – é dele também o roteiro, escrito a duas mãos com Marcelo Vindicato, seu parceiro de cinema.

É seu segundo longa atrás das câmeras, muito mais acessível que o anterior, “Feliz Natal” (2008), que era uma fita primorosa, porém amarga e difícil, que continha infinitas referências cinematográficas, ou seja, distante para o público comum.

Com mão mais leve, Mello, em “O Palhaço”, faz uma viagem ao próprio passado, retornando às origens. Natural de Passos, cidadezinha no interior de Minas Gerais, rodou boa parte do filme na região onde viveu a infância. E acompanhando a rotina de figuras marcantes do tempo de garoto, como a trupe circense. Por isso resulta em uma obra autoral e nostálgica, com fundinho biográfico.

O ator interpreta o desalentado Benjamin, um rapaz sem identidade, sem CPF, sem amor e que sonha em comprar um ventilador. Ocupa o tempo trabalhando como o palhaço Pangaré ao lado do pai, o Puro Sangue (Paulo José, como sempre brilhante), em um pequeno circo itinerante chamado Esperança – o nome dá indícios da situação do grupo de artistas mambembes e do desejo deles. Na primeira oportunidade, Benjamin (ou Pangaré) tentará trilhar novos rumos para um futuro melhor.

São diretas as influências de Fellini nesse singelo retrato sobre os personagens do circo, seus sonhos, anseios e as transformações de personalidade (homem/artista). O próprio clima onírico do filme lembra as técnicas do maior cineasta italiano de todos os tempos. Uma brilhante homenagem!

O Palhaço” concorreu a vários prêmios, e ganhou o APCA – o prêmio da Associação dos Críticos de São Paulo – de melhor diretor em 2012.

O elenco, além da perfeita dupla Selton Mello e Paulo José, traz participações especiais de Tonico Pereira (em papel de dois irmãos gêmeos), Jorge Loredo (o eterno ‘Zé Bonitinho’), Moacyr Franco (irreconhecível como um delegado – venceu o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Paulínia, em sua estreia no cinema) e Phil Miller (prefeito), além de Ferrugem, Erom Cordeiro e Jackson Antunes.

A fita foi produzida pela Bananeira Filmes, da empresária e produtora Vânia Catani, responsável por “Narradores de Javé”, “A Festa da Menina Morta”, e o próprio “Feliz Natal”.

O Palhaço” (Brasil201190’) Direção: Selton Mello Com: Selton Mello, Paulo José, Teuda Bara, Moacyr Franco e Fabiana Karla, entre outros.

Distribuição: Imagem Filmes