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Cena antológica consagra pico de audiência à Avenida Brasil

Carminha (Adriana Esteves) ficará nas mãos de Nina (Débora Falabella)

Desde sexta, quando a personagem de Adriana Esteves descobre que Nina (vivisa por Débora Falabella) é a mesma Rita, que ele odiava desde pequenina e de quem pensava ter-se livrado através de umas e outras que ela aprontou pra cima da adversária, a novela AVENIDA BRASIL (TV Globo, 21h) vem dominando ainda mais a atençã odo público e da imprensa. O capitulo de sábado, em que Carminha passa um ‘chega pra lá’ quase defintivo em Nina, teve a magistral cena do quase enterro de Nina/Rita. A cena é, indubitavelmente, das mais criativas, bem realizadas e dramaturgicamente brilhante. APLAUSOS para João Emanuel Carneiro, sua trupe de colabores (do texto à realização na telinha), e ao seu magnânimo elenco.

Mas hoje, quando sabia-se que Nina voltaria a encontrar Carminha, o público respondeu em peso ao ‘chamado’ da trama e a novela teve seu maior índice de audiência, ultrapassando os 44 pontos – até então, ainda não alcançado.

Números divulgados pelo Ibope dão conta de que AVENIDA BRASIL reinou  absoluta na noite, alcançando 44,5 pontos. A segunda colocação ficou com o SBT, 6 pontos, seguida de 5 pela Record. Até então, o índice mais alto da novela era o de 43 pontos.

A expressiva (e merecida) audiência deve-se a essa torcida que vem ganhando contornos bem nítidos entre o público: a audiência quer ver a vitória de Nina e sabe que, até isso acontecer, ainda irá se surpreender muito.

Cauã Reymond esteve no programa do Faustão domingo e afirmou que a novela agora tem ‘cenas secretas’ sendo gravadas. Ou seja, para algumas cenas, o sigilo é total, e só entra no estúdio os atores cujos personagens estejam envolvidos.

A TV Globo quer evitar – em muito boa hora – que comecem a vazar notícias de próximas cenas, e o destrinchar de acontecimentos seja revelado, coisa que, quando acontece, causa muigta chateação em quem assiste à novela com emoção de telespectador fiel, e quer acompanhar o desenrolar da trama via tevê. Do contrário, melhor seria ler fotonovelas, já que a telenovela – assim como os filmes, mas sobretudo o gênero obra aberta televisiva, foi criado para se assistir via telinha, e não ficar conhecendo a trama via revistas, sites, ou comentários de colegas.

Você que não viu, mas quer checar a grande cena que foi ao ar hoje, cesse o site da Globo – www.globo.com – e confira. Amanhã, a cena continua, e haja competência.

A chegada de Carminha em casa, sozinha, crente que lá vai encontrar os empregados Lúcio e Janaína… e a personagem vai adentrando a casa, tudo no escuro, e, de repente, apenas um facho de luz acende e ela vê a ‘desaparecida’ Nina sorridente, e ainda ameaçando-a, e quando Nina diz pra ela acender a luz, Carminha acende e tem a surpresa inesperada… francamente, foi um show de Dramaturgia e Realização. Uma cena antológica, já nos arquivos das melhores cenas de telenovelas do país.

Resumindo: AVENIDA BRASIL está Sensacionallllllll !!!

Avenida Brasil mescla lixão, Kuduro e grandes interpretações

AURORA DE CINEMA recomenda avenida brasil

Elenco tem artistas excepcionais… Novela tem os ingredientes fundamentais para ser um novo grande trunfo do horário

Graciosa e ótima atriz, Débora Falabella cria mais um grande personagem na televisão… 

A novela AVENIDA BRASIL começou meio ‘atropelada’, com desnecessários exageros, errando no tom, mas de umas duas semanas pra cá, acertou o compasso e dá mostras de que será uma novela-marco, assim como o foi A Favorita, do mesmo autor, o roteirista João Emanuel Carneiro.
 
Novela Avenida Brasil
 
A novela expressa-se num ‘desenho dramatúrgico’ muito assemelhado ao dessa outra novela do autor – que foi a Melhor da primeira década dos anos 2000 -, perfazendo uma trilha similar (o que não é nem um demérito para seu criador, ao contrário, revela um autor que sabe conduzir sua capacidade de construir histórias com esmero e simetrias emocionais, mas isso já é tema pruma crônica futura…), a qual deverá ter amplo respaldo ante a exigente audiência do horário nobre.
 
 
MEL Maia: attiz-mirim que faz a Rita criança, revelou-se tão carismática – ao mesmo tempo, terna, doce, sofrida, profunda – que continuará participando da novela em flash-backs…
 

Débora Falabella: magnânima ATRIZ, capaz de incutir verdade, carisma e empatia a qualquer personagem…

Isis Valverde faz a ‘cambalacheira’ Suélen: atriz em ótima atuação, faz personagem diferente das mocinhas feitas até então…

após quase uma década ausente do horário nobre, adriana esteves chegou com tudo e tem respondido por grandes momentos de Avenida Brasil

Cenas iniciais de AVENIDA BRASIL  ja indicavam grandes emoções…

Música, direção de arte, figurinos, cenários, locações, câmeras, direção e elenco vem brilhando ! Dá gosto assistir a cada capítulo. Que naipe formidável de atores a direção e autores conseguiram reunir.

AVENIDA BRASIL: Temas corriqueiros no dia-a-dia de qualquer família entram em cena com incrível propriedade…

Por enquanto, nossos PARABÉNS a Marcos Caruso, Eliane Giardini, Isis Valverde, Camila Morgado, Cauã Reymond, Vera Holtz, José de Abreu, Fabiula Nascimento, Heloísa Perissé, e as extremamente Divinas, Débora Falabella e Adriana Esteves.

Que Show de Interpretação vem dando este elenco… SENSACIONALLLLLLLLLLLL !!!

Débora Nascimento e Marcos Caruso: amizade que vai-se transformar em paixão…

José de Abreu também se destaca e Vera Holtz é a atriz que acerta sempre, magistral em qualquer papel…

Murilo Benício e Cauã Reymond: atores desfilam entrosamento como pai e filho…

PORQUE O KUDURO como música de abertura…

O ritmo escolhido como tema de abertura da trama de João Emanuel Carneiro, ao contrário dos que podem achar que não tem nada a ver com a trama, cai como uma luva dentro do universo diegético proposto. Afinal, os personagens centrais da trama vieram de um lixão, ou tem uma fatia muito importante de suas vidas centradas ali.

É o caso dos personagens Rita/Nina (Débora Falabella) e Batata/Jorginho (Cauã Reymond), embora muitos outros também tenham parte de suas vidas, de algum modo,  ligadas à ambiência do lixão.

E isso com o ritmo do KUDURO ?

É que o KUDURO é hoje o ritmo mais em voga em Angola – país quase irmão, onde a língua dominante é o português.

O balançante ritmo nasceu nos ‘musseques’ de Luanda nos anos 90. De lá, emigrou para Lisboa e daí para o mundo. Assim, o Kuduro é um estilo musical que combina ritmos angolanos, caribenhos e batidas eletrónicas, como techno e house.

Mussekes são justamente a versão angolana dos chamados ‘lixões brasileiros’…

O Kuduro dança-se assim: umas pitadas de Break Dance e algumas pinceladas dos movimentos do Hip Hop, mesclam´-se às danças carnavalescas e tradicionais de Angola.

Para dançá-lo bem, incluem-se ainda movimentos gráficos teatrais: os kuduristas gatinham pelo chão, dançam de cócoras ou com as pernas retorcidas. A caída no chão também é normal e bem vinda.

Trata-se de um movimento influenciado não só pela violência em Angola, vivenciada pela população durante a guerra civil, que durou quase trinta anos, mas também pelos problemas dos dias que correm.

A linguagem usada nas letras das músicas é o calão de Luanda, uma combinação do Português com o Kimbundu, a segunda língua nacional mais falada em Angola…

* Portanto, antes de olhar uma novela e começar a falar sem fundamentação, ou começar a falar sobre a novela – em geral, contra -, sem sequer se dar ao ‘trabalho’ de entender um pouco o universo que a obra pretende abordar, vale a pena pesquisar, conversar com quem se interessa ou estuda o assunto, ou então assistir um pouco mais, abrindo os antolhos para não ficar com uma visão distorcida, deturpada, frágil ou inconsequente sobre o trabalho ali desenvolvido.

Afinal, são centenas de profissionais envolvidos numa obra dramatúrgica televisiva, tão empenhados em fazer bem seu trabalho artístico, quanto estão outros tantos profissionais, em qualquer dos ofícios ligados à Arte.

Romance de Nina e Jorginho começa a se definir e deve elevar a audiência…

Não custa ter boa vontade, inteligência, perspicácia e sensibilidade para comentar uma telenovela livre de ideias pré-concebidas, e aberto a entender o produto como Arte – ainda que exibido num veículo com alto teor mercadológico – em toda sua extensão, intenção, e profundidade, e através dos vários matizes pelos quais uma obra artística se expressa.

Selton Mello: ‘Gosto muito do poder de comunicação da TV’

 Com três filmes em cartaz, ator fala sobre Billi Pig e adianta detalhes de Soundtrack, próximo trabalho no cinema

Selton Mello: “Até parece que estou trabalhando muito”

Desde outubro, só dá Selton Mello nos cinemas brasileiros. Primeiro foi O Palhaço, segundo filme dirigido pelo ator, que se revelou um sucesso de público (1,4 milhão de espectadores) e está até hoje em cartaz em algumas praças.

Há duas semanas, estreou “Reis e Ratos”, aventura de época que fez ao lado de Rodrigo Santoro e Cauã Reymond. Na sexta, foi a vez de “Billi Pig”, comédia de José Eduardo Belmonte, na qual contracena com Grazi Massafera.

“Até parece que estou trabalhando muito”, diz Selton. Na verdade, “Reis e Ratos” foi gravado em 2009, O Palhaço em 2010 e “Billi Pig”, no primeiro semestre do ano passado.

“Acho que estou exposto demais, isso não me agrada”, comentou o ator, com relação às estreias em sequência. “Se eu pudesse ter algum controle, ‘Reis e Ratos’ estrearia em maio. e ‘Billi Pig’, em outubro, bem espaçados. Mas foi o que aconteceu, são trabalhos honestos, então está tudo bem. Vendo pelo lado bom, um não tem nada a ver com o outro.”

Essas diferenças entre um papel e outro, ele garante, são intencionais, inclusive quando topa um trabalho na televisão. “Sempre procurei essa pluraridade nos meus personagens, desde ‘O Auto da Compadecida’, em 1998. Procuro fazer algo bem comercial intercalado com coisas mais radicais, como o filme do Bressane [‘A Erva do Rato’], o próprio ‘Cheiro do Ralo’ e ‘Árido Movie’.” 

No caso de Billi Pig, Selton, exibindo um bigode malandro, interpreta Wanderley, dono de uma seguradora de garagem em Marechal Hermes, subúrbio do Rio. Apático, impotente para satisfazer os desejos da mulher, Marivalda (Grazi Massafera), ele vê num padre milagreiro da região (Milton Gonçalves) a chance a ganhar um bom dinheiro.

Escrito pelo diretor José Eduardo Belmonte e por Ronaldo D’Oxum, o roteiro tenta emular o espírito de vaudevile dos filmes de Carlos Manga e Watson Macedo, por trás de chanchadas geniais como “Aviso as Navegantes”, “Matar ou Correr” e “Nem Sansão nem Dalila”.

Mas não foi por isso que Selton entrou no projeto: foram as pessoas envolvidas. Amiga de longa data, a produtora Vânia Catani (que havia tirado O Palhaço do papel) estava em “Billi Pig”, assim como Belmonte, que o ator admira há muito tempo. 

“Grande parte do que digo em ‘Billi Pig’ saiu da minha cabeça”, afirma Selton

Só elogios para “Se Nada Mais Der Certo” (2009), longa anterior de Belmonte, Selton queria há tempos trabalhar com o cineasta, famoso por seus métodos nada ortodoxos no set. Em “Billi Pig”, por exemplo, alguns atores comiam pimenta antes de entrar em cena. Ou ficavam girando em torno de si mesmo para mostrar desorientação diante das câmeras.

“Comigo foi um pouco de pingue-pongue, que tem a ver com o improviso”, contou Selton. “Se a bolinha cair, significa que você não ficou esperto. Tem que ter ritmo, improviso não é ficar pirando horas num monólogo: um joga, o outro também.” 

Foto: AgNews     O ator na pré-estreia de “Billi Pig” no Rio

O improviso é justamente um dos pontos fundamentais para Belmonte. Não raro o roteiro ficava de lado. “O texto não era nada sagrado. Aliás, grande parte do que digo no filme saiu da minha cabeça. É uma liberdade que até assusta, a gente se pergunta: ‘será que isso vai dar liga?'”, comentou.

“Tem uma fala que até acabou entrando no trailer. Tinha acabado de ler uma biografia do Vittorio Gassman, que é um ator extraordinário, e tem uma fala que é assim: a gente devia ter duas vidas, uma para ensaiar e outra para representar. E isso eu botei no filme, adaptando para ‘agir’.”

Sobre o trabalho com Grazi Massafera, Selton dizz: “Adorei trabalhar com a Grazi. Achei ela muito querida, humilde, querendo aprender mesmo, saber como se faz. Isso é nobre, não é qualquer atriz que tem essa disponibilidade. E acho o resultado do trabalho dela maravilhoso. Na verdade, uma das coisas que mais gosto no filme é ela.”

Ao longo do ano, Selton analisa a proposta de uma nova série para a rede Globo, mas está ansioso mesmo para gravar Soundtrack, longa-metragem de estreia da misteriosa dupla 300ml, com quem já fez o curta “Tarantino’s Mind”, ao lado de Seu Jorge.

Rodado na Patagônia, todo em inglês, o filme se passa numa base de pesquisa similar à que incendiou recentemente na Antártida, onde se reúnem profissionais do mundo todo – por isso estão confirmados alguns atores estrangeiros. “É muito bonito o que eles escreveram, não parece com nada que vem sendo feito por aqui. Tem um estranhamento no estilo de Wes Anderson, Spike Jonze.”

Selton interpreta um artista plástico brasileiro que trabalha com fotografia. Uma coprodução internacional, Soundtrack ainda depende de captação, mas o início das filmagens está previsto para agosto.

Selton diz que gosta muito também de atuar na TV e sente falta de convites. Recentemente, achou melhor recusar um papel na nova novela de João Emanuel Carneiro – Avenida Brasil – porque não havia um que se encaixasse em seu tipo.

O convite para Avenida Brasil marcaria a volta de Selton às novelas após mais de 10 anos: “Não rolou. Um era meio novo e o outro tem três mulheres. Não dava: acabei de fazer uma série em que tinha duas [‘A Mulher Invisível’], seria muito parecido.”

Com Débora Falabella escalada para Avenida Brasil e Luana Piovani prestes a ser mãe, uma nova temporada de A Mulher Invisível está descartada, pelo menos para 2012. O ator, no entanto, admite estar cogitando uma nova série na Rede Globo. “Tive um convite, está tendo um namoro, mas não posso dizer o que é. Talvez eu venha fazer, mas tem um filme que está programado para a mesma data e isso pode atrapalhar um pouco…”

O Palhaço de Selton Mello: filme arrebata plateias em todo o pais e revela competência do Artista, atuando ou dirigindo…

* Marco Tomazzoni, iG São Paulo

SANTORO e Falabella Gravam em Roma

Rodado nas cidades de São Paulo e Paulínia, no fim do ano passado, o longa Meu País teve suas filmagens encerradas nesta semana, em Roma (Itália).

Dirigido por André Ristum, o filme mostra o reencontro de uma família desestruturada. Rodrigo Santoro interpreta Marcos, um homem obrigado a retornar ao Brasil depois que seu pai sofre um derrame.

O elenco conta ainda com Cauã Raymond, Débora Falabella, Paulo José e o italiano Norman Mozzato (Vermelho como o Céu e A Poeira do Tempo).