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Dias Gomes recebe justa Homenagem na ABL

Dramaturgo dos mais importantes, criador de peças e telenovelas inesquecíveis, o baiano DIAS GOMES faria 90 anos neste 19 de outubro

O Convite que este AURORA DE CINEMA recebe vem de Serginho Fonta – escritor, ator, dramaturgo e grande pesquisador da história do Teatro -, e também de Denise Emmer – escritora, compositora, cantora e poetisa carioca, filha do ilustre homenageado e da saudosa escritora Janete Clair.

Dias Gomes, que faleceu prematuramente num acidente de carro em maio de 1999, aos 76 anos, motivado por imperícia do condutor do táxi em que trafegava, faria 90 anos amanhã, mesma data em que o Poeta VINÍCIUS DE MORAES faria 99…

Dias Gomes, sempre inovador: nas novelas, temas que estavam na ordem do dia…

A Associação Brasileira de Imprensa e DeniseEmmer Dias Gomes Gerhardt convidam para a homenagem aos 90 anos de Dias Gomes

Depoimentos ao vivo de atores e escritores

Apresentação da Camerata Dias Gomes 

Mestre de Cerimônia Sérgio Fonta 

Denise Emmer e Sérgio Fonta à frente da oportuna Homenagem a DIAS GOMES…

Sexta, 19 de outubro, 18h

Rua Araújo Porto Alegre, 71/9º andar

Edifício Herbert Moses / ABI  Auditório Oscar Guanabarino

tel: 2282-1292

Entrada Franca

Denise Emmer no colo da mãe Janete Clair, tendo ao lado o pai, o dramaturgo Dias Gomes…

UM POUCO MAIS SOBRE DIAS GOMES, Imortal do TEATRO BRASILEIRO

“Inconformista”. Esse é o adjetivo que o baiano Alfredo de Freitas Dias Gomes (1922-1999), autor de “O Pagador de Promessas”, “O Bem-Amado” e “Roque Santeiro” -peças que viraram novelas- usava com orgulho para falar de sua obra e de si.

“Meu teatro, como tudo que escrevo, é inconformista. Quando você se conforma, não há por que escrever mais. Se você está de acordo com tudo, não há razão para ocupar o tempo de ninguém.”

A declaração dada ao programa “Roda Viva”, em 1995, é uma das que estão no livro “Dias Gomes”, uma compilação de depoimentos organizada por suas filhas Luana e Mayra Dias Gomes, que será lançada na próxima sexta (19/10), quando o dramaturgo completaria 90 anos.

Mayra, Dias Gomes e Luana: as filhas mais novas do autor…

“Montar este livro foi uma maneira que eu e minha irmã encontramos de conhecê-lo melhor”, diz Mayra, filha de Dias com sua segunda mulher, a atriz Bernadeth Lyzio; ela tinha 11 anos (sua irmã Luana, 8) quando o pai morreu, em um acidente numa corrida de táxi em São Paulo.

Segundo Mayra, o autor deixou caixas lotadas de reportagens e textos, incluindo trabalhos inéditos “que provavelmente virão à tona nos próximos anos”.

Paulo Gracindo, Emiliano Queiroz e Lima Duarte protagonizaram a emblemática novela de Dias Gomes, “O Bem Amado”, marco da teledramaturgia…

Criador de uma série de personagens que perduram no imaginário popular com seus trejeitos e bordões -Sinhozinho Malta e Viúva Porcina (de “Roque Santeiro”), Odorico Paraguaçu (de “O Bem-Amado”), Tucão (de “Bandeira 2”) etc.-, Dias, pai da telenovela genuinamente brasileira, era primordialmente um homem de teatro.

Começou a escrever aos 15 anos e foi encenado pela primeira vez aos 19, quando Procópio Ferreira montou “Pé-de-Cabra” (1942), que foi sua primeira obra censurada. Socialista até o fim da vida, filiado ao Partido Comunista, imprimiu à sua produção um tom de crítica política e sátira social que lhe renderia fama e perseguição.

Dias Gomes é autor da obra que deu origem ao filme de Anselmo Duarte ganhador da Palma de Ouro em Cannes, O Pagador de Promessas

Com a decretação do AI-5 em 1968, “ficou impossível exercer qualquer atividade cultural neste país”, o que o levou à TV. “Lá era o único local em que poderia trabalhar para sobreviver”, disse em entrevista presente no livro de suas filhas.

Com sua entrada na Globo, em 1969, colegas comunistas acusaram-no de estar se vendendo. “Houve um certo patrulhamento, mas não de pessoas que eu respeitasse”, disse no “Roda Viva”.

Dias considerou que teve liberdade para criar: “Sempre escrevi sem intervenção nenhuma. Quer dizer, eu podia ser um som dissonante dentro da Globo, como era ‘O Bem-Amado’, que passava alguma crítica ao regime.”

Usou o espaço que teve para revolucionar a teledramaturgia, impondo a temática brasileira e o “realismo crítico” às novelas, quase todas adaptações de suas peças.

Também inaugurou a novela em cores com “O Bem-Amado” (1973), que está sendo relançada em caixa de dez DVDs (R$ 165, Globo Marcas); introduziu ainda o realismo fantástico na TV, com “Saramandaia” (1976), que vai ser refeita pela Globo como sua próxima novela das 23h.

Juca de Oliveira viveu ‘Zelão das Asas”, outro personagem marcante da obra de DIAS GOMES…

Seu aniversário, na próxima sexta, será comemorado em evento na Associação Brasileira de Imprensa, no Rio, organizado por uma de suas filhas com a novelista Janete Clair (1925-1983), a violoncelista Denise Emmer:

“Estou bolando a homenagem há mais de um ano. Acho que meu pai está bastante esquecido, principalmente como homem de teatro.”

Para ela, se seu pai estivesse vivo, “estaria à tarde assistindo ao mensalão na TV”. Inconformista, encontraria material farto no julgamento. “E faria uma paródia da situação política atual, com bastante imaginação.”

DIAS GOMES ORGANIZAÇÃO Luana Dias Gomes e Mayra Dias Gomes EDITORA Azougue QUANTO R$ 29,90 (208 págs.)

* Com informações de MARCO AURÉLIO CANÔNICO

Som Livre lança 1ª Telenovela em DVD

 Roque Santeiro em DVD

Obra-prima da teledramaturgia brasileira, a Som Livre anuncia o lançamento de Roque Santeiro, do genial  Dias Gomes, primeira telenovela brasileira em DVD.

Roque Santeiro narra as aventuras de Luiz Roque Duarte, Viúva Porcina e Sinhozinho Malta, na nordestina e fictícia Asa Branca, nos anos 80.

O coroinha Luiz Roque Duarte (José Wilker) conhecido como Roque Santeiro por conta de sua habilidade em modelar santos, morreu ao se defender dos homens do bandido Navalhada (Oswaldo Loureiro), logo após seu misterioso casamento com a desconhecida Porcina (Regina Duarte). Santificado pelo povo, que lhe atribui milagres, tornou-se um mito e fez prosperar a cidade ao redor da sua história de heroísmo. Só que Roque não está morto e volta à cidade, ameaçando pôr um fim ao mito. Sua presença leva ao desespero o padre Hipólito (Paulo Gracindo), o prefeito Florindo Abelha (Ary Fontoura) e o comerciante Zé das Medalhas (Armando Bógus), principal explorador do santo.

Mas o maior prejudicado é Sinhorzinho Malta (Lima Duarte), o todo-poderoso fazendeiro do lugar, que vê ameaçado o seu romance com Porcina, que nunca foi casada com Roque e sempre viveu à sombra de uma mentira articulada por Malta.

Roque Santeiro (Brasil – 1985 – 3070’) Direção: Gonzaga Blota e Jayme Monjardim Com: Regina Duarte, Lima Duarte, José Wilker, Maurício Mattar, Armando Bogus, João Carlos Barroso e Othon Bastos, entre outros

DVD: Menu interativo – Seleção de cenas Tela: Tela cheia (4:3) Áudio: Dolby Digital (2.0) Idioma: português
Distribuição: Som Livre

Festa da Academia de Cinema é AMANHÃ

Amanhã, 8 de junho, acontece a esperada festa de entrega do grande prêmio da Academia Brasileira  de Cinema.

Os HOMENAGEADOS deste ano são Anselmo Duarte (ator e produtor que deu ao Brasil a Palma de Ouro em 1962 com o filme O Pagador de Promessas, a partir da peça teatral de Dias Gomes) e ALICE GONZAGA, que receberá a estatueta em reconhecimento ao louvável trabalho que faz à frente da CINÉDIA.

A festa da Academia Brasileira de Cinema terá como cenário o Teatro João Caetano, localizado na praça Tiradentes, centro do Rio, e será transmitida ao vivo pelo Canal Brasil ( 66), com início às 21h.

Veja a lista de filmes que concorrem aos prêmios da Academia. Você também pode votar no seu preferido. Basta acessar http://telecine.globo.com/academiabrasileiradecinema/

* Saiba mais sobre ALICE GONZAGA:

Escritora, pesquisadora, produtora, diretora e empresária do ramo cinematográfico, Alice Gonzaga é filha de Adhemar Gonzaga, fundador da CINÉDIA que durante as décadas de 30 e 40 foi uma das principais produtoras do país, responsável por um dos maiores sucessos de público do cinema brasileiro, o melodrama O Ébrio (1946), de Gilda de Abreu.

Lábios sem Beijos, um dos clássicos da CINÉDIA

À frente da CINÉDIA, Alice Gonzaga desenvolve um importante trabalho de preservação e recuperação de clássicos da empresa, como Lábios sem Beijos (1930), de Humberto Mauro, e Alô. Alô. Carnaval! (1936), de Adhemar Gonzaga. Entre as numerosas realizações do estúdio estão 60 longas, 250 documentários, 700 cinejornais, como Mulher (1931), de Octávio Gabus Mendes, Ganga Bruta (1931/32), de Humberto Mauro, Bonequinha de Seda (1936), de Oduvaldo Vianna, Romance Proibido (1944), de Adhemar Gonzaga, 24 horas de Sonho (1941), de Chianca de Garcia, Anjo do Lodo (1950), de Luiz de Barros, obras fundamentais da cinematografia brasileira.

Cena de Alô, Alô Carnaval, clássico da CINÉDIA, com as irmãs Carmen e Aurora Miranda sob direção de Adhemar Gonzaga

Alice Gonzaga dirigiu os curtas-metragens Memórias do Carnaval, premiado no Festival de Brasília, e Folia. Publicou os livros 50 anos de Cinédia, Gonzaga por ele mesmo e Palácios e Poeiras – 100 anos de cinemas no Rio de Janeiro, a mais completa pesquisa sobre a história da exibição de cinema na cidade. Como presidente do Instituto para Preservação da Memória do Cinema Brasileiro, Alice Gonzaga desenvolve ações e projetos em prol da conservação de filmes e documentos relativos a atividade cinematográfica no país.

Alice Gonzaga recebe amanhã o Prêmio ACADEMIA BRASILEIRA DE CINEMA pelos relevantes serviços prestados à cultura cinematográfica brasileira

CinePE Terá O Bem Amado e Quincas Berro…

A 14ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual, será aberta dia 26 com a exibição do aguardado  O BEM AMADO, filme de Guel Arraes, baseado na obra homônima do dramaturgo baiano DIAS GOMES.

Outra exibição ainda inédita no circuito e com estréia marcada para o festival pernambucano é a de Quincas Berro D’Água, novo longa de Sérgio Machado com Paulo José e Flávio Bauraqui,  produzido pela VideoFilmes, de Walter e João Moreira Salles. 

Nascido em Pernambuco, Guel Arraes é um dos homenageados do Cine PE , que pagará tributo também ao ator Tony Ramos, à atriz Julia Lemmertz e à Globo Filmes.

Já o documentário Continuação (RJ), de Rodrigo Pinto sobre o músico pernambucano Lenine, encerra o festivalto na noite do dia 2 de maio, no Cine São Luiz recém-restaurado, antes da cerimônia de premiação.

A seleção de filmes foi baseada em critérios bastante ponderados, que levaram em consideração a qualidade cinematográfica, o ineditismo do filme, sua representatividade regional e o currículo do diretor – explicou Alfredo Bertini, codiretor, com sua mulher, Sandra, do Cine PE.

 A mostra competitiva de longas-metragens é composta por seis títulos, nem todos inéditos no circuito comercial ou de festivais nacionais. O Homem Mau Dorme Bem (DF), de Geraldo Moraes, por exemplo, ganhou um troféu Candango de ator coadjuvante (Bruno Torres) do Festival de Brasília ano passado.

As melhores coisas do mundo (SP), de Laís Bodanzky, chega aos cinemas cariocas e paulistas no dia 16 – o Cine PE servirá de plataforma de lançamento do longa-metragem naquele estado, marcado para o dia 30.

Há dois documentários na peleja: Cinema de guerrilha (SP, de Evaldo Mocarzel, e Seqüestro, de Wolney Atalla, sobre as investigações da Divisão Antissequestro de São Paulo, já exibido na Mostra de São Paulo. Léo e Bia (RJ), que marca a debute do músico Oswaldo Montenegro como diretor de uma peça inspirada em uma de suas mais famosas canções, e Não se pode viver de amaor (RJ), de Jorge Durán (É proibido proibir, completam a lista de candidatos aos troféus Calunga. O filme de Durán, com Cauã Reymond, Ângelo Antônio e Simone Spoladore no elenco, chega fresquinho da competição do Festival de Guadalajara (México), realizado em março.

 – Concluímos o filme dias antes do início do festival mexicano. Já temos um convite para participar do Festival de Montreal (Canadá). Depois, vamos tentar um festival na Europa e lançamos aqui no Brasil – planeja Durán.

A produção do CinePE recebeu um total de 426 filmes inscritos – 70 longas (seis a mais que na edição de 2009) e 356 curtas. Durante os seis de de competição, serão exibidos 63 filmes (47 curtas e 16 longas) no Teatro Guararapes, em Olinda, a cidade vizinha, e no Cinema São Luiz, no centro do Recife antigo. 21:18

O BEM AMADO

Foto: Divulgação

Buena Vista divulga primeiro cartaz de O Bem Amado.
Filme é baseado na novela escrita por Dias Gomes e exibida pela Rede Globo, em 1973.

O longa será lançado no segundo semestre nos cinemas. Marco Nanini interpreta o célebre Odorico Paraguaçu, personagem que já tinha vivido no teatro. A direção do longa é de Guel Arraes (O Auto da Compadecida).

Também estão no elenco Caio Blat (Batismo de Sangue), Matheus Nachtergaele (O Auto da Compadecida), Andréa Beltrão (Verônica), Drica Moraes (Os Normais 2), Tonico Pereira (Romance), Zezé Polessa (Achados e Perdidos), José Wilker (O Maior Amor do Mundo).

 

LIMA DUARTE FAZ 80… VIVAAAAAA !

Mineiro de Desemboque, LIMA DUARTE chega aos 80 pra glória da Cultura Brasileira.

PARABÉNS do Aurora de Cinema ao Grandioso Ator que todos aprendemos a admirar e a APLAUDIR ao longo de mais de 50 anos de carreira.

LIMA DUARTE chegou em Sampa de carona num caminhão que transportava mangas. O início da carreira foi no rádio como faz-tudo, até chegar a sonoplasta e, finalmente, a radioator, quando adotou o nome artístico de Lima Duarte por sugestão de sua mãe. Ingressou na televisão em 1950, no programa que marca a estréia da TV no Brasil, sendo ele e Hebe Camargo os únicos pioneiros vivos.

Esteve no elenco da primeira telenovela brasileira, Sua Vida Me Pertence, tornando-se um dos principais nomes do gênero.

Depois de anos na Rede Tupi, tendo passado por grandes dificuldades financeiras devido ao caos da emissora, que acabou falindo, foi contratado pela Rede Globo como diretor, graças à fama obtida ao conduzir a telenovela Beto Rockfeller. Conseguiu dar um salto na carreira ao interpretar o personagem Zeca Diabo, na novela O Bem-Amado, de Dias Gomes.

O inesquecível Zeca Diabo da obra imortal de DIAS GOMES

Imitando a voz fina de um parente na interpretação do violento jagunço, obteve grande notoriedade e foi premiado, transformando o personagem num dos maiores sucessos da história das telenovelas. Em 1984, substituiu Rolando Boldrin no programa Som Brasil, onde também contava histórias de escritores consagrados como Guimarães Rosa, de quem é admirador confesso.

E  desde que começou, LIMA foi aperfeiçoando sua vocação e talento sendo reconhecidamente um dos MELHORES ATORES DO PAÍS.

Como Sinhozinho Malta em Roque Santeiro, ao lado de Regina Duarte, que fez a memorável Viúva Porcina…

Dentre as muitas novelas, destacamos sua atuação primorosa em

  • 2009 – Caminho das Índias …. Shankar
  • 2007 – Desejo Proibido …. Viriato Palhares
  • 2005 – Belíssima …. Murat Güney
  • 2004 – Senhora do Destino …. Senador Vitório Vianna
  • 2004 – Da Cor do Pecado …. Afonso Lambertini
  • 2002 – Sabor da Paixão …. Miguel Maria Coelho
  • 2001 – Porto dos Milagres …. Senador Vitório Vianna
  • 2000 – Uga-Uga …. Nikos Karabastos
  • 1998 – Pecado Capital …. Tonho Alicate
  • 1998 – Corpo Dourado …. Zé Paulo
  • 1997 – A Indomada …. Murilo Pontes
  • 1996 – O Fim do Mundo …. Coronel Ildásio Junqueira
  • 1995 – A Próxima Vítima …. Zé Bolacha (José Mestieri)
  • 1993 – Fera Ferida …. Major Emiliano Cerqueira Bentes
  • 1993 – O Mapa da Mina …. delegado
  • 1992 – Pedra sobre Pedra …. Murilo Pontes
  • 1990 – Meu Bem, Meu Mal …. Dom Lázaro Venturini
  • 1990 – Rainha da Sucata …. Onofre Pereira
  • 1989 – O Salvador da Pátria …. Sassá Mutema
  • 1985 – Roque Santeiro …. Sinhozinho Malta
  • 1984 – Partido Alto …. Cocada
  • 1982 – Paraíso …. João das Mortes
  • 1979 – Marron Glacê …. Oscar
  • 1979 – Pai Herói …. Malta Cajarana
  • 1977 – Espelho Mágico …. Carijó
  • 1975 – Pecado Capital …. Salviano Lisboa
  • 1974 – O Rebu …. Boneco
  • 1973 – Os Ossos do Barão …. Egisto Ghirotto
  • 1973 – O Bem-Amado …. Zeca Diabo
  •  Como Shankar em Caminho das Indias, o papel mais recente, na premiada trama de Glória Perez

    Viva LIMA DUARTE !

    Depois do Teatro e da Tevê, ROQUE SANTEIRO Chega ao Cinema

    A versão para o cinema de Roque Santeiro, clássico de DIAS GOMES, não será mais dirigida por Daniel Filho. Ele se desentendeu com Hank Levine, um dos sócios da produtora Ginga Eleven, e anunciou sua saída do projeto por e-mail – mandou a mensagem para quatro pessoas. Além da Ginga, o longa-metragem também é produzido pela Globo Filmes e Lereby.

    Roque Santeiro é baseado na peça O Berço do Herói, escrita por Dias Gomes em 1963, mas censurada pelo regime militar. Na década de 70, o texto também sofreu censura na versão televisiva. Finalmente, em 1985, DIAS conseguiu adaptar a obra, junto com e Aguinaldo Silva, e Sinhozinho Malta e a viúva Porcina foi vividos por Lima Duarte e Regina Duarte, estavam no horário nobre da Rede Globo. Quem interpretou o personagem título foi José Wilker, nosso querido conterrâneo.

    Nos últimos dias, Daniel está envolvido com a divulgação do filme sobre a vida do médium Chico Xavier, que estreia no próximo dia 02 de abril. Entre os trabalhos do diretor está Se Eu Fosse Você 2, maior bilheteria da retomada do cinema brasileiro, visto por mais de 6 milhões de espectadores.

    ALICE BRAGA: Melhor Atriz em Punta del Este

    O filme franco-brasileiro Os famosos e os duendes da morte venceu o XIII Festival Internacional de Cinema de Punta del Este, 140 km a leste de Montevidéu.

    Dirigido por Esmir Filho, o filme narra a vida de um adolescente que passa seus dias entre a virtualidade da Internet e as ruas vazias de seu povoado, até que a chegada de um misterioso jovem e a possibilidade de assistir a um show de Bob Dylan alteram sua perspectiva.

    “É um filme jovem e renovador, com uma particular sensibilidade marcada pelos tempos da Internet”, destacou o diretor do festival, Álvaro Buela, à AFP.

    O prêmio de Melhor Atriz foi para a brasileira Alice Braga, por seu trabalho em Cabeça a Prêmio, do ator Marco Ricca, enquanto o espanhol Eduard Fernández recebeu o título de Melhor Ator, por Tres días con la familia, de Mar Coll.

    O chileno Alejandro Fernández Almendras obteve o prêmio de Melhor Diretor, por Huacho.

    O Festival de Punta del Este, que exibiu 80 filmes de 20 países,  homenageou a atriz brasileira Glória Menezes no 50º aniversário de seu primeiro filme, O Pagador de Promessas, da obra do genial Dias Gomes com direção de Anselmo Duarte, vencedor da Palma de Ouro em 1962.