Arquivo da tag: Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média-Metragem

Curtas e Médias Metragens Brasileiros: Um registro digno do melhor Aplauso !

Antônio Leão lança mais um Dicionário, fundamental para quem entende a importância e necessidade de preservar a produção audiovisual brasileira

A nova edição, mais um grande lançamento do IBAC

Recebi hoje mais um livro de Antônio Leão da Silva Neto. Trata-se do Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média Metragem -, com um apanhado geral de produções audiovisuais, realizadas nesses formatos. O autor já havia lançado vários outros títulos, sempre privilegiando a historiografia do cinema brasileiro.

O Dicionário é um auspicioso lançamento com a chancela do IBAC – Instituto Brasileiro de Arte e Cultura, e está em minhas mãos por conta da gentil iniciativa da artista Angela Oskar, um dos pilares da respeitável instituição, sediada em São Paulo.

O céu no andar de baixo, a bela e criativa animação de Leonardo Cata Preta

No Dicionário de Antônio Leão está quase tudo que já foi produzido no país em termos de curtas e médias-metragens. Trata-se de uma segunda edição, revista e ampliada: são 1.273 páginas constando de 21. 686 filmes catalogados, de 1 a 60 minutos, com a novidade de incluir a produção digital, como bem ressalva a produtora Raquel Hallak (leia-se Universo Produção), em seu texto de apresentação.

E diz mais: “Não importam os embates sociopolíticos, as determinações discursivas, as representações nos meios midiátios, o contexto das configurações sociais e das inovações tecnológicas – a preservação audiovisual merece atenção e prioridade de governo”.

Aos pés, premiado curta de Zeca Brito, ambientado em Porto Alegre…

Traduzindo para o leigo na seara da produção audiovisual, Raquel Hallak e sua irmã Fernanda criaram e dirigem a Universo Produção e são responsáveis pela realização de 3 gandes painéis da produção audiovisual do país: a Mostra Tiradentes, a CineOP (Ouro Preto) e a Cine BH( Belo Horizonte). Daí porque  Raquel entende tão bem a importâmcia desta obra de Antônio Leão.

É lugar comum porque é a mais pura verdade: o Dicionário de Filmes Brasileiros, de Antônio Leão (este de Curtas e Médias, e também o de Longas Metragens) é obra indispensável a qualquer interessado em cinema brasileiro. Como diz o crítico e ensaísta Alfredo Sternheim, este dicionário “é um passo extremamente significativo para a difusão e registro deste campo da Sétima Arte”.

O novo Dicionário de Antônio Leão é mesmo impressionante – ainda não tenho os outros (Dicionários de Filmes Brasileiros – Longas Metragens; Dicionário de Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro; e Dicionário de Fotógrafos do Cinema Brasileiro), por isso limito-me a falar sobre este.

A cantora Áurea Martins: bela voz evidenciada no premiado Áurea, de Zeca Ferreira…

Trata-se do nono título lançado pelo autor, que faz generosos agradecimentos e algumas explicações – como os critérios que nortearam a inclusão dos filmes -, reveladoras de humildade, amor ao tema, e consciência de possíveis (e naturais) omissões.

Foi com enorme alegria que constatei a inclusão de alguns trabalhos digitais assinados por mim, e uma porção de trabalhos de inúmeros e talentosos amigos, aos quais o cinema me deu a enorme alegria de conhecer.

Bailarino e o bonde, com bela trilha de Mica Farina, um dos muitos premiados registrados para a posteridade.

Ressalte-se: escrevo este texto quase de sopetão. Recebi o livro ontem à noite, e o folheei rapidamente, mas fiquei tão bem motivada pela pujança da obra que resolvi logo dividir com você, leitor amigo, e com estudantes, estudiosos e interessados em cinema de modo geral, o quanto vale a pena procurar adquirir um exemplar. E o melhor de tudo: você só vai pagar o frete – o IBAC disponibiliza a obra gratuitamente. Pode parecer incrível – e é – mas é pura verdade.

Dos restos e das solidões: curta de Petrus Cairiry rodou o Brasil inteiro…

Estão lá, sobretudo, os filmes que tiveram destaque na mídia e no circuito de festivais. Claro. Foi sobretudo através deste material que o autor empreendeu sua pesquisa, assaz extensa e contundente. E há também um instigante prefácio do jornalista e cineasta Francisco César Filho com uma relevante historiografia da trajetória do curta-metragem.

Antonieta Noronha e Joca Andrade no cearense Doce Amargo Infinito

Do que consegui anotar em tão breve tempo: as páginas do Dicionário, trazem filmes dos queridos Cavi Borges, André da Costa Pinto, Leonardo Cata Preta, Zeca Brito, Gui Castor, Zeca Ferreira, Lucas Sá. Marão, Rosária, Carlos Segundo, José Agripino, Lisandro Santos, André Miguéis, Petrus Cariry, Alan Ribeiro, Roberval Duarte, Bárbara Cariry, Felipe Matzembacher, Fábio Novello, e até filmes das queridas Alice Gonzaga (!!!) e Maria Letícia, Mariley Carneiro, Cássio Araújo (o belo e premiado Doce Amargo Infinito, no qual tive a honra de contracenar, mais uma vez, com a querida Antonieta Noronha). E também o curta Maysa, que Jayme Monjardim fez sobre sua mãe em 1979; o Mar de Rosas, que Rwanito Oscar fez em 2010, na esquecida Pedreiras, no interior do Maranhão; e até o Maia, que Orlando Lemos, Gui Castor e eu fizemos no inesquecível Caparaó (ES), da saudosa Mostra de Vídeos Ambientais (MoVA) em 2006. Sem esquecer de Mato Alto- pedra por pedra, primeira direção de Arthur Leite, premiado documentário cearense, realizado em 2011.

Mato Alto, filmado em Quixeré e lançado ano passado, mostra o quanto o Dicionário de Antônio Leão é atualizado…

Descobri, por exemplo, que existem quatro curtas chamados Aurora… e outros tantos, com nomes iguais – 3 chamados Retratos, outros três chamados Reverso. Imediatamente, pensei no quanto o Dicionário será útil também para que se diversifique os títulos dos filmes – isso ajuda para quem vai empreender um trabalho de pesquisa e também para que não se confundam obras que nada tem a ver umas com as outras.

Como observadora atenta e ‘acompanhadora’ muitíssimo interessada no cinema feito no Brasil, senti falta de alguns títulos, o que em nada desmerece o valor do livro de Antônio Leão. Ao invés de citar esses filmes, vou me comprometer com o autor a enviar os títulos que sei existirem e que não constam desta edição. Outras virão por certo. E é uma alegria ter certeza que a pesquisa e interesse de Antônio Leão sobre o assunto não se esgotam aqui.

O goiano Julie Agosto Setembro, embora de 2011, também já está lá…

Assim, como afirma Raquel Hallak, “Restaurar o valor da memória e da imaginação, facilitar o acesso à cultura e ao conhecimento, unir as linguagens educação e cinema, investir na pesquisa e na preservação de acervos, diversificar leituras do mundo e constituir diálogos são ferramentas que possibilitam um encontro e invenção de si mesmo”.

É muito auspicioso para quem atua na área – em qualquer de suas frentes (realizando, atuando, comentando, informando, produzindo) ter o Dicionário em mão. Dá uma evidente sensação de que o que fazemos vale a pena e não será tão facilmente esquecido.

Ingra Liberato, uma das atrizes mais presentes nos festivais, está em Resta Um, produção Aurora de Cinema, gravado em Goiânia…

Portanto, meus PARABÉNS e minha gratidão ao IBAC e a Antônio Leão pela publicação de obra tão relevante e necessária. E à amiga Ângela Oskar, um agradecimento especial por, em tão breve tempo, ter-me feito desfrutar deste colosso histórico e cultural que é o Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média Metragem.

* Para saber mais sobre o IBAC, acesse www.ibacbr.com.br

Dicionário de Curtas e Médias Brasileiros será lançado esta semana

 
 

 DICIONÁRIO DE FILMES BRASILEIROS – CURTA E MÉDIA METRAGEM em edição revista e atualizada.

Será lançada no próximo dia 23 de novembro a 2ª edição, totalmente revista e atualizada, do Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média Metragem, de Antonio Leão da Silva Neto. Trata-se do mais completo levantamento já feito sobre a produção brasileira de curtas e médias, englobando obras realizadas tanto em película (Super-8, 16mm e 35mm) como também em formato digital.

Foram catalogados 21.686 filmes e mais de cinco mil diretores, com sinopses e ficha técnica completa, incluindo técnicos, elenco, argumento, participações em festivais, premiações, comentários, curiosidades, enfim, tudo que foi possível informar nesse incrível e árduo trabalho de pesquisa editado em 1.270 páginas.

Resultado de 10 anos de pesquisas, o Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média Metragem aborda desde o início do cinema no Brasil (quando Affonso Segreto, de volta da França com uma câmera na mão adquirida dos irmãos Lumière, realiza as primeiras imagens da Baía da Guanabara), caminha pela longa produção oficial do INCE, depois INC e posteriormente Embrafilme, enfoca os ciclos regionais e os curtas clássicos, até chegar aos dias de hoje, com a explosão da produção digital.

Editado pelo IBAC – Instituto Brasileiro Arte e Cultura, com patrocínio do FNC – Fundo Nacional de Cultura, órgão ligado à Secretaria do Audiovisual e ao MinC – Ministério da Cultura, com apoio da Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, o Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média Metragem tem apresentação da produtora e curadora Raquel Hallak, prefácio do cineasta/produtor cultural  Francisco César Filho (Chiquinho) e orelha da capa do cineasta/jornalista Alfredo Sternheim.

Sem pretensão de esgotar o assunto, o livro engloba tudo o que já foi publicado até hoje sobre curtas e médias brasileiros, além de dados adicionais e raros de filmes produzidos e nunca exibidos, ou mesmo desaparecidos. Por seu grau de profundidade e riqueza de dados, este Dicionário é fonte de informação obrigatória e imprescindível para qualquer cinéfilo ou pesquisador de cinema.

 O AUTOR 

Antonio Leão da Silva Neto nasceu na cidade de São Paulo, em 1957. É apaixonado por cinema desde criança, quando começou a frequentar os cinemas do bairro do Ipiranga. Seu interesse por cinema brasileiro teve início nos anos 60, vendo a série ‘Vigilante Rodoviário’ e filmes do Mazzaropi. No final dos anos 60, passou a colecionar filmes na bitola 16 mm. Com Archimedes Lombardi, fundou em 1992 a ABCF – Associação Brasileira de Colecionadores de Filmes em 16 mm, entidade que reúne colecionadores de todo o Brasil, com a finalidade de catalogar, preservar e exibir filmes raros, em sessões gratuitas no auditório da Biblioteca Municipal do Ipiranga, hoje Biblioteca Temática Roberto Santos, em São Paulo. Nos anos 90, passou a catalogar atores e filmes brasileiros em fichas tipográficas feitas especialmente para essa finalidade. Esse arquivo originou o livro Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro, em 1998, dicionário pioneiro com 1.400 biografias de artistas brasileiros. Em 2002, lançou o segundo livro, Dicionário de Filmes Brasileiros – Longa-metragem, que lista toda a produção nacional desde 1908, esgotado desde 2004. Em 2006, concluiu e lançou seu mais ousado projeto, Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média-metragens’ que lista toda a produção nacional nessas categorias desde 1897, conseguindo cadastrar mais de 18 mil filmes brasileiros com até 60 minutos de duração, livro produzido com seus próprios recursos. Pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, lançou em 2006, ‘Ary Fernandes, sua Fascinante História’ e, em 2008, ‘Miguel Borges, Um Lobisomem Sai da Sombra’, livros contando vida e obra de dois grandes cineastas brasileiros. Em 2009, lança a edição atualizada do já consagrado ‘Dicionário de Filmes Brasileiros – Longa-metragem’. A versão atual, corrigida e atualizada, teve apoio do FNC – Fundo Nacional de Cultura, do IBAC – Instituto Brasileiro Arte e Cultura e da Rede 2001 Vídeo. Na sequencia, em 2010, lança a atualização de seu primeiro livro, “Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro”, totalmente remodelado e atualizado, com mais de 1000 novas biografias e o inédito Dicionário de Fotógrafos do Cinema Brasileiro, ambos pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Em 2011 lança-se ao desafio de atualizar seu dicionário de curtas, agora com a inclusão de filmes em suporte digital. Seus nove livros hoje são fonte de referência obrigatória para bibliotecas, escolas, redações de jornais e revistas, e emissoras de rádio e televisão, além de frequentemente utilizados por profissionais da área e o público interessado em geral. Formado em economia pela FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo, com pós-graduação em Administração Financeira e Recursos Humanos, sempre atuou na iniciativa privada em cargos executivos. Como grande apaixonado por cinema, principalmente o brasileiro, percebendo uma grande lacuna no nosso mercado editorial nessa área, dedica todo tempo vago a pesquisas direcionadas ao resgate da memória cinematográfica nacional. 

Saiba mais sobre o Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média Metragem

  • Plano geral da obra: título; ano de produção ou lançamento em mostras/festivais; cidade e estado onde o filme foi produzido; ficha técnica; cromatismo (p&b/colorido); bitola em que o filme foi concluído; minutagem; elenco/participações/depoimentos; resumo do argumento; comentários; participações em mostras/festivais e premiações.
  • O dicionário contempla filmes produzidos em película cinematográfica (8mm, Super-8, 9,5mm, 16mm e 35mm) e também formato digital (VHS, Betacam, HD, etc), de 1 a 60 minutos de duração.
  • ficha técnica: Informa todos os técnicos que atuaram no filme, números musicais, companhia produtora, distribuidora, se p&b ou colorido, bitola, minutagem, gênero, empresa onde foi feita a sonorização, sistema de som,  laboratório, etc.
  • comentários: Espaço aberto para toda e qualquer informação adicional ou mesmo curiosidade sobre o filme. Nesse campo, entre outras coisas, foi informado: notas de produção, curiosidades, comentários do autor, dos produtores/diretores, etc.

             Ficha Técnica:

Livro: Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média-Metragem
Autor: Antônio Leão da Silva Neto
Edição: IBAC – Instituto Brasileiro Arte e Cultura

Formato:
17 x 24 cm

Capa: – 4 cores – com fotos de cena de 9 (nove) curtas clássicos brasileiros – 1-Aruanda, 1960, PB, dir: Linduarte Noronha; 2-Ilha das Flores, 1989, RS, dir: Jorge Furtado; 3-Rota de Colisão, 1999, RJ, dir: Roberval Duarte; 4-Dos Restos e das Solidões, 2005, CE, dir: Petrus Cariry; 5-O Maior Espetáculo da Terra, 2005, MG, dir: Marcos Pimentel; 6-Yansan, 2006, SP, dir: Carlos Eduardo Nogueira; 7-Calango Lengo, Morte e Vida Sem Ver Água, 2008, RJ, dir: Fernando Miller; 8-Os Sapatos de Aristeu, 2008, SP, dir: Luis René Guerra; 9-Ensaio de Cinema, 2009, RJ, dir: Alan Ribeiro.

Edição Limitada

N° Páginas: 1270
Distribuição Gratuita – Solicitações por dicionariodefilmes@ibacbr.com.br, telefone (11) 6944-7850, com Ângela.
 

SERVIÇO:

Noite de autógrafos com o autor, Antônio Leão da Silva Neto e a presença de diretores, atores, jornalistas, críticos, e personalidades ligadas ao Cinema Brasileiro.

Data: 23 DE NOVEMBRO de 2011

Horário: A PARTIR das 20h
Local: ESCOLA CIDADE – FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

Endereço: RUA GENERAL JARDIM, 65 – VILA BUARQUE, SÃO PAULO, atrás da Praça da República, quase em frente à sede da Aliança Francesa.
Mais Informações: 11-3258-8108 (Escola da Cidade) ou IBAC: (11) 6944-7850, com Ângela.