Arquivo da tag: Djin Sganzerla

Djin Sganzerla e André Guerreiro Lopes em texto de Strindberg

Atriz paulista, filha dos cineastas Rogério Sganzerla e Helena Ignez, sobe ao palco em mais um grande texto, desta vez em mostra do SESC que homenageia o dramaturgo August Strindberg

De 10 a 14, sempre às 21h, no SESC Ipiranga…

Vamos ao Teatro !

DJIN SGANZERLA e ANDRÉ GUERREIRO LOPES são dois Artistas do Maior Quilate e um trabalho deles é sempre garantia de profissionalismo e bom espetáculo. este aurora de cinema recomenda.

Última chance para ver Djin Sganzerla em O Belo Indiferente

É logo mais, às 21h, no Teatro dos Satyros 1, em São Paulo, a última apresentação do espetáculo O BELO INDIFERENTE, estrelado pela querida atriz Djin Sganzerla, que por este trabalho vem recebendo rasgados elogios da crítica e uma sucessão de aplausos.

A peça é um clássico de Jean Cocteau e tem direção de André Guerreiro Lopes e Helena Ignez.

A equipe do espetáculo, montado graças ao patrocínio SESC, está em excursão com a peça pelas unidades do SESC do interior ~paulista, seguindo em agosto para temporada de 6 semanas no Rio.

Confira trailer do espetáculo: http://www.youtube.com/watch?v=7GGaoQfz74s 

 
 
DJIN Sganzerla: atuação exponencial, em primorosa montagem do clássico de Cocteau…

Luz nas Trevas pelo olhar, a inteligência e sensibilidade de Carlos Alberto Mattos

 
O filme de Helena Ignez  (e Rogério Sganzerla) – Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha, que começa a entrar em circuito comercial em todo o país – vem amealhando elogios, aplausos, prêmios e convites para exibições e debates em todo o país, e até no esterior.

NEY MATOGROSSO é o protagonista. André Guerreiro Lopes, Djin Sganzerla e a própria Helena Ignez também estão no elenco.

Em face da propriedade exemplar da crítica de CARLOS ALBERTO MATTOS – um dos mais importantes, respeitados e consistentes analistas da Sétima Arte no país -, o AURORA DE CINEMA republica a crítica do emérito jornalista por julgá-la uma iguaria do mais alto quilate na apreciação fílmica de LUZ NAS TREVAS, um filme que todo estudioso de cinema, profissional da área, cinéfilo e interessado em boa diversão deve ver.

Com vocês, a análise de CARLOS ALBERTO MATTOS para LUZ NAS TREVAS… 

 
O BANDIDO ESTÁ VIVO !

Luz nas Trevas é, se não a primeira a merecer esse nome, uma das mais consistentes aventuras intertextuais já empreendidas pelo cinema brasileiro. Não é uma continuação do clássico O Bandido da Luz Vermelha, até porque o personagem do filme de 1968 morria no final imitando um pouco o Michel Poiccard de Acossado, um pouco o Pierrot le Fou de Godard. Não é uma resposta, nem uma usurpação. Talvez não seja nem mesmo uma retomada do mesmo personagem, já que o bandido maduro que apodrece na cadeia, vivido por Ney Matogrosso, contesta “o filme que fizeram sobre mim”.

Essa falta de “explicação” só faz acentuar os prazeres de se assistir a Luz nas Trevas. Desde, é claro, que o espectador passe pelo primeiro tranco do roteiro, logo no início, quando a narrativa em primeira pessoa passa de Luz para seu filho, e a história deste assume o protagonismo. O que é retomado, na verdade, é algo do espírito anárquico e ludicamente questionador do filme de Rogério Sganzerla. Se O Bandido era já um filme intertextual, colagem tropicalista de signos policiais, políticos e culturais da época, o roteiro que o próprio Sganzerla deixou para Luz nas Trevas permite incorporar o filme de 68 em sua malha de referências.

André Guerreiro Lopes e Bruna Lombardi em cena de Luz nas Trevas, dirigido por Helena Ignez

Assim, frases, trechos de áudio e de cenas em preto e branco do Bandido invadem a fantasmagoria colorida de Luz. Ora estão ali como um eco, ora como parte mesmo da continuidade da história que agora se conta. Há tanto a reedição em cores de alguns planos do Bandido quanto a recuperação, em outro contexto, de cenas memoráveis, como a do personagem comendo uma espiga de milho e olhando pelo binóculo. A edição em livro do roteiro do Bandido dá margem a uma sequência de Luz, assim como Sérgio Mamberti, visto em 68 como uma bicha caricata, volta como político assemelhado ao vivido antes por Pagano Sobrinho.

Os tempos são outros, claro, e o filme escancara isso de todas as maneiras. Sai o AI-5, entra o AR-15. Saem o rádio, as lojas de rua e as guarânias, entram as TVs de plasma, os shoppings e o rap. O que antes era trepidação agora é deslizamento em superfícies lustrosas. Jorge, o filho de Luz, segue os passos do pai sem a mesma boçalidade que caracterizava o cafajeste dos anos 60. Agora ele só quer saber de “ouro ou euro”. Não passa de um neobabaca cuja maior virtude, além de namorar Djin Sganzerla, é nos deixar ver que a lanterna era de fato vermelha.

O bandido, por sua vez, não avacalha mais nada. Virou um presidiário amargo, um brasileiro revoltado que inspira certos clichês do discurso anticorrupção. As reiteradas alusões aos “políticos” e aos “ricos”, que nunca vão para a cadeia, são um dos poucos traços óbvios num filme cheio de frescor e de um legítimo compromisso com a diversão crítica. É surpreendente ver como o personagem de Ney Matogrosso acaba incorporando marcas de Helena Ignez (o misticismo que o leva a adotar o novo pseudônimo de Luz Divina) e se transformando aos poucos no próprio Ney Matogrosso. A sobreposição de suas vozes de ontem e de hoje na apoteose musical fecha o círculo da habilidosa operação empreendida pelo filme.

De alguma forma, Luz nas Trevas lembra A Força do Amor (Breathless), a versão pop de Acossado que Jim McBride realizou em 1983 com Richard Gere e Valerie Kaprisky. Faz o mesmo deslocamento de contexto, de época e de referenciais. A maior diferença é que, no filme dirigido por Helena Ignez e Ícaro C. Martins, a metalinguagem é expressão de um engajamento mais autêntico e orgânico, familiar mesmo, com o original. Tudo bem que a indisciplina, visceral no filme de 68, aqui é mais premeditada. Mas não acredito que a temeridade de voltar ao Bandido pudesse ser mais bem-sucedida.  
 
 

André Guerreiro Lopes e Djin Sganzerla revivem romance de Jane e o Bandido

Luz nas Trevas: Rogério Sganzerla por Helena Ignez. Em maio, nos cinemas

Apesar de ter morrido eletrocutado, envolto em fios elétricos, ao final de O Bandido da Luz Vermelha, o personagem-título do clássico do cineasta Rogério Sganzerla, ressurge no cinema 40 anos depois.

E outro filme surge: LUZ NAS TREVAS – A Volta do Bandido da Luz Vermelha – continuação do filme de 1968 que revolucionou a linguagem do cinema -,dirigido pela atriz, produtora, cineasta HELENA IGNEZ. Premiado em diversos países e em festivais no Brasil, Helena Ignez gosta de enfatizar que tudo o que está no roteiro é do próprio companheiro, Sganzerla: “Foram mais de mil páginas, lidas e pesquisadas, e não mudei uma vírgula: tudo que está no filme saiu da cabeça de Rogério”. 

A atriz fala com comovente simplicidade. A deferência, cumplicidade, apreço e respeito de quem compartilhou do convívio com um dos cineastas considerados gênios no país é indubitável.

Acontece que Helena Ignez e Rogério Sganzerla, que viveram juntos, amantes e cúmplices por 35 anos, tinham tanto em comum e professavam tanto as mesmas ideias, os mesmos ícones, cores, sabores, e influências, que é quase impossível dissociar o intelecto de um da extrema sensibilidade do outro; a sensível criação de um da absoluta emoção e empatia do outro.

Assim, na modesta opinião desta redatora, Luz nas Trevas tem tanto de Helena Ignez quanto o tem de Rogério Sganzerla. A linha que poderia colocar no ponto o imaginário e a sensibilidade de um e, no outro, o emocional e a energia do segundo, é invisível, indefasável, tênue demais para ser percebida ou definida.

Helena Ignez e Rogério Sganzerla: sintonia que extrapolou o set e virou união da vida inteira …

E isso é provavelmente uma das coisas mais tocantes, profundas e belas da relação Sganzerla x Helena Ignez: onde está um está o outro. Assim, Luz nas Trevas, filme que tem estréia no circuito comercial agendada para o próximo mês de maio, é o roteiro de um na direção do outro; o foco da sensibilidade de um pelo viés do emocional do outro; a energia de um guiando e revelando os passos do outro.

Só isso já seria o bastante para despertar a curiosidade por Luz nas Trevas. Ademais, o filme é uma obra profundamente contemporânea, visualmente ágil, esteticamente colorida (em vários matizes), poeticamente emocionada e emocionante, repleta de grandes reflexões embutidas em pequenas frases, soltas aqui acolá, mas ditas com precisão de ourives, seja por André Guerreiro Lopes, que compõe seu ‘novo bandido’ com garra de veterano, seja por Helena Ignez – que tem a capacidade invejável de tornar interessante, sensível e singular tudo o que faz -, seja pela impressionante performance de Ney Matogrosso, provando ser o magistral intérprete da MPB que é porque carrega n’alma uma carga dramática só presente nos Atores de formação visceral.

Thiago Fogolin/UOL

Jane (Djin Sganzerla) é namorada de Tudo-Ou-Nada (André Guerreiro Lopes)

Não vou contar o filme porque quero que você, leitor amigo e potencial espectador, tenha o direito de ir ver a obra como se fora uma página em branco, onde possa escrever seus sentimentos conforme eles lhe chegarem, deixando-os conduzi-lo pelos caminhos que melhor se ajustarem aos seus padrões.

Mas quero deixar registrado o quanto é magnânimo, vigoroso e de extrema beleza o final ‘preparado’ por esta Pequena Grande Mulher de nossa Sétima Arte, a eterna Musa, querida Diva e colossal Artista que assina pelo nome de HELENA IGNÊZ. 

O bandido da luz vermelha

Helena sobre NEY: ‘um símbolo que quebra tabus, que alarga o comportamento mental’.

Ainda que outros méritos não tivesse, só por seu final antológico, LUZ NAS TREVAS já merece entrar em toda seleção de qualquer festival do mundo, e deve constar, com louvor, em qualquer relação dos grandes filmes da década.

LUZ NAS TREVAS tem o poder avassalador do cinema Sganzerliano e a doçura e delicadeza poética que são marca registrada de HELENA IGNÊZ.

LUZ NAS TREVAS – A Volta do Bandido da Luz Vermelha tem estreia marcada para 4 de maio, no Rio de Janeiro, e dia 11 na capital paulista. 

Vamos ao Cinema ! E vamos logo na primeira semana: no Brasil, o filme que não fizer bilheteria “X” na primeira semana de exibição, é retirado de cartaz.

Portanto, vamos ao cinema e vamos logo na semana de estreia !!! 

Simone Spoladore tem participsção expressiva (foto Gabriel Chiarastelli) 

LUZ NAS TREVAS honra todos os prêmios recebidos, e sua inteligência merece um filme com a marca, a grandeza e a competência desta obra-prima de Sganzerla-Helena e Rogério-Ignez. Um casamento de ideias, reflexões, pensamentos e sentidos que resultou em mais uma obra-prima da Cinematografia SGANZERLA – aqui entendida como uma ‘obra de família’, para a qual colaboram – com vida, sentimentos, força, corpo e alma – Helena Ignez, Sinai e Djin Sganzerla – os dois frutos do lendário casal – e André Guerreiro Lopes, o ator e genro querido, marido de Djin, e grande Artista das linguagens multimídias tão em voga nos dias que correm.  

UMA SÍNTESE SENSORIAL

 
“…quis mostrar também o lado neurótico, incômodo, difícil, da mulher moderna. Pela primeira vez em nosso cinema, uma mulher canta, berra, bate, dança, deda, faz o diabo. Neste filme ela é Marlene Dietrich, co-dirigida por Mack Sennet e José Mojica Marins, isto é, por mim.” (Rogério Sganzerla, sobre Helena Ignez em A Mulher de Todos, seu filme de 1969)
 
Em 2009, na direção de Luz Nas Trevas, Helena Ignez filma diversas mulheres que cantam, berram, batem, dançam, dedam, fazem o diabo. E, ela mesma, está no elenco, no papel de Madame Zero.
 
 
Helena Ignez nos bastidores do filme: dedicação e paixão em tom maior…
 
São muitas as intersecções de Luz Nas Trevas com o primeiro filme, como, por exemplo, o uso de diversas narrações com diferentes pontos-de-vista. O Bandido da Luz Vermelha volta como presidiário, e agora é interpretado por Ney Matogrosso, que dá vida ao personagem imortalizado por Paulo Villaça (1946-1992), no primeiro filme. “Quando Helena me convidou e disse do meu olhar, eu já sabia o que eles queriam”, afirma Ney.
 
foto
Bruna Lombardi é uma das mulheres fortes de Luz nas Trevas
 
Além dele e de Helena Ignez, o elenco conta com mais de 80 atores, e a participação de diversos figurantes da comunidade de Heliópolis. Estão no trama, André Guerreiro Lopes, Djin Sganzerla, Maria Luísa Mendonça, Sérgio Mamberti, Simone Spoladore, Sandra Corveloni, Bruna Lombardi e Arrigo Barnabé.

Ney Matogrosso é o Bandido da Luz Vermelha (Foto: Gabriel Chiarastelli/Divulgação)
 
Esta não é a estreia de Ney na telona. O cantor, que já atuou num longa-metragem e em dois curtas, admite que aceitou o convite “meio assustado”, mas topou o desafio e diz que chega a se identificar com Luz Vermelha – personagem a um só tempo cruel, engraçado e debochado: “Ele faz crítica social. Ele se diz um Robin Hood dos pobres. O ponto de vista dele é de defesa do povo brasileiro e eu concordo com isso. (…) Ele se refere muito ao terceiro mundo, ao terceiro imundo, ele fala.”Já a personagem de Djin, se chama Jane – tal como a personagem de Helena no  filme de 1968. Helena interpretou a namorada de Luz Vermelha, e, em LUZ NAS TREVAS, Djin é a companheira de Tudo-Ou-Nada, filho do bandido com a personagem da atriz Sandra Corveloni, vencedora da Palma de Ouro de Melhor Atriz em Cannes.“O que se leva dessa vida, é a vida que se leva”. É com essa fala da Jane que a atriz começa a contar um pouco sobre sua personagem, que não têm apenas o nome em comum com a personagem vivida por sua mãe, garante a atriz: “As duas são mulheres fortes. São independentes e não esperam nada do homem, além da satisfação, da alegria do momento presente”. 

 
Djin: desafio e alegria em protagonizar roteiro do pai…
 
Ao mesmo tempo são Janes distintas. Para Djin, a principal diferença entre elas é que a sua personagem gosta do Tudo-Ou-Nada. A Jane do Bandido, porém, tem outra relação: “Ela é uma pistoleira tanto quanto ele. Ela é quem o dedura e se vinga. A minha Jane já não entraria no mundo do crime ao ponto de se incriminar. Por mais que ela seja um pouco selvagem, um pouco louca, ao mesmo tempo ela pensa que ele poderia mudar de vida”.
 
 
O preparo para viver a Jane de Luz nas Trevas – A Revolta de Luz Vermelha foi feito de diversas formas. Djin buscou inspiração em filmes, no trabalho da mãe e, principalmente, em uma fonte interna. “Eu empresto para a personagem uma certa liderança, a determinação e a vontade de viver, mas, ao mesmo tempo, sou diferente de tudo isso. Eu acho que esse é o grande prazer de viver uma personagem que é e não é como eu sou”, afirma a atriz. “A Jane é uma mulher que vive o momento presente. Ela representa o ápice do frescor, da alegria e do amor”, completa. 
 
 
Para DJIN, participar do filme é uma satisfação enorme e ela aponta o roteiro como ponto forte do filme: “É muito original, não convencional na forma de pensar e fazer cinema. É poético e, ao mesmo tempo, anárquico, um roteiro dos tempos atuais, é algo extraordinário”.
 
* Com informações de Silvia Ribeiro (G1, São Paulo), e Danielle Noronha, do UOL

Djin Sganzerla faz últimas apresentações de O Belo Indiferente…

Atriz está em cartaz no SESC Consolação em atuação magnânima. Espetáculo tem direção de Helena Ignez e André Guerreiro Lopes

É tão esmeradamemte bem cuidada a atuação de Djin Sganzerla para a cantora carente, insana, perturbada e sofrente da peça escrita por Jean Cocteau que é difícil não cair no lugar comum ao pretender dizer qualquer coisa sobre o espetáculo.

Mas deixar passá-lo em brancas linhas seria um pecado, no qual não quero incorrer.

Estive uma semana em Sampa e um dos objetivos de minha ida foi assistir à Djin no teatro. Estive na platéia muitas vezes e a cada noite fui tocada de modo diferente. Porque o grande intérprete não se repete nunca. Em geral, pulsa no ritmo dos espectadores, noutras vezes é ele quem conduz o público conforme o calibre de sua emoção.

Djin, Helena Ignez e Aurora Miranda Leão: teatro na noite paulista

O Belo Indiferente é um texto difícil. Não é fácil falar da dor da rejeição/solitude/desatenção/desamor/indiferença. Esses sentimentos carregam sempre muita dor, o que só acresce mais obstáculos ao seu desabafo, inda mais quando este é praticado em solilóquio.

Djin Sganzerla topou o desafio. Mergulhou fundo no abismo da busca interior por um personagem sofrido/sofrente, e saiu de lá com invejável fôlego. É esta a sensação que percorre o âmago do espectador que assiste a O Belo Indiferente, em cartaz no terceiro andar do espaço cultural SESC Consolação.

DJIN: beleza e maestria para falar de tristeza e rejeição…

A atriz tem a suprema sorte de carregar no sangue os genes artísticos do pai cineasta (o memorável Rogério Sganzerla) e da mãe atriz, cineasta, artista plástica, escritora, Helena Ignez. E é Helena quem assina a direção do espetáculo, compartilhada com o também ator, diretor, videomaker e grande fotógrafo André Guerreiro Lopes.

E é quase impossível uma receita dar errado quando todos os ingredientes estão certos, bem medidos, inteligentemente unidos.

O BELO INDIFERENTE que São Paulo e seus muitos visitantes podem conferir até a próxima sexta no SESC Consolação é um momento teatral de suprema relevância no contexto cultural contemporâneo. Vale a pena ser visto, mesmo por aqueles que não tem muita afeição pelo Teatro em versão monólogo.

Embora Djin esteja em cena ao lado de Dirceu de Carvalho, este não diz sequer uma palavra. O que também é ato difícil, corajoso, e digno de aplausos. Sabe lá o que ser Ator e ficar uma hora em cena ouvindo o que seu personagem ouve e não esboçar quase nenhuma reação, perfazendo toda a intensa curva dramática do espetáculo sem pronunciar sequer um Ai ? Pois Dirceu faz isso e o faz com competência. Teve a humildade necessária para assumir o papel e tem a grandeza exigida pelo eloquente texto de Cocteau. A ele também o nosso aplauso sincero.

Helena Ignez, que estreou no teatro fazendo este monólogo, teve papel decisivo na hora de indicar a montagem para Djin e André, casados na vida real, e amantes super modernos no filme Luz nas TrevasA Volta do Bandido da Luz Vermelha, cujo lançamento está agendado para maio, no Rio.

Esta aguerrida baiana que despontou para o teatro nos anos de 1960, e que em 1968 provocou uma revolução na forma de interpretar das atrizes brasileiras por sua atuação insólita, visceral e ultra transgressora no filme-marco de Rogério Sganzerla (a obra-prima O BANDIDO DA LUZ VERMELHA), tem mesmo ares de xamã, musa, e maga. Ou então deve carregar escondidinho por entre suas longas madeixas uma varinha de condão… só isso para explicar o porquê de Helena Ignez transformar em ouro tudo o que toca.

A montagem de O BELO INDIFERENTE é um acerto do começo ao fim. Impregnada do ritmo veloz destes nossos tempos, linkados em fruições de mil matizes, esta montagem ganha contornos de instalação visual, entrecortada por sons que dominam o ambiente, vindos de todos os quadrantes, dialogando com discursos visuais criados pela câmera ágil e sensível de André Guerreiro Lopes e o resultado não podia ser outro: O BELO INDIFERENTE é uma encenação inteligente e sensivelmente poderosa.

Djin Sganzerla numa cama que é o próprio retrato da lancinante rejeição…

Ainda pudesse alguém achar o texto entediante, repetitivo, doloroso de ouvir ou coisa que o valha, toda a ambiência cênica proposta por seus criadores, faz com que os aplausos ecoem de forma unânime e ninguém permaneça indiferente a este belo espetáculo. O que mais se alcança dos escólios da platéia, ou se consegue entreouvir quando as luzes de acendem, são as pessoas fazendo comentários de identificação, contando ter vivido tal situação, ou que fulana passou por isso, ou “coitada dela, ainda tá nessa…”, e coisas do tipo.

Em O Belo Indiferente, que Jean Cocteau escreveu especialmente para sua amiga, a cantora Edith Piaf, a dor do desamor e da rejeição, a facada do desafeto e da espera inútil, e o desvario do sentimento que tem como resposta a indiferença se confundem com a falta de amor próprio, com a inexistência de auto-estima, e/ou com a cegueira trágica de um ego mal resolvido ou abandonado. Tudo isso é magistralmente traduzível na cena acme do espetáculo, quando um dos símbolos do amor bem realizado, a cama, se afirma como um deserto de aspereza, iniqüidade, e morte de qualquer emoção aceitável entre duas pessoas que partilham o mesmo espaço.

A cena mais parece um quadro do genial artista belga René Magritte, de uma eloquência chocante, magnânima, necessária. Um luminar da Direção.

Não dá pra se dizer fã, apreciador, aprendiz ou estudioso de teatro ou das novas mídias e não compactuar deste momento forte, vibrante, memorável do Teatro Brasileiro.

E vamos à fabulosa equipe técnica: Simone Mina responde pela Direção de Arte, cenografia e figurinos; a iluminação cabe a Marcelo Lazzaratto; e a concepção sonora é de Gregory Slivar.

Para tornar possível a montagem, colaboram o Ministério da Cultura, a Mercúrio Produções, o Estúdio Lusco Fusco, a Sabesp e o Serviço Social do Comércio. E os colaboradores especiais são: Tufi Duek, e Casa da Sogra – Soluções Sonoras. Apoio: Gopalla Madhavi (restaurante de saborosa culinária – lacto vegetariana com sabores da Índia), Goa, Amazônia, Helaine Garcia, Dona Estética, Banana Verde, Yam, Barão da Itararé, Rota do  Acarajé, Vegacy (Cozinha Vegetariana), Cantina Luna di Capri, Cantina e Pizzaria Piolin, Planeta’s Restaurante, Alves Lavanderia e Tinturaria, Bar do Batata, e Pres Pizza.

Parabéns ao SESC pela aposta no ousado projeto de Djin, André e Helena. Um acerto com absoluto louvor !

E um abraço muito especial de PARABÉNS a esta trupe ultra charmosa e pra lá de competente que são Djin Sganzerla, André Guerreiro Lopes e a amada Helena Ignez.

Que O Belo Indiferente ganhe mais e mais palcos do país !

André Guerreiro Lopes e Djin Sganzerla constroem juntos uma bela carreira…

Enquanto não fica pronto e chega às telas o longa-metragem baseado na peça, que Helena Ignez e André Guerreiro Lopes elaboram juntos, com o auxílio luxuoso da câmera de André Dragoni, mais um jovem e promissor cineasta que o Brasil precisa conhecer.

Amazônia, Gorki e Eduardo Viveiros de Castro no novo filme de Helena Ignez

Atriz e diretora premiada, Helena Ignez tem roteiro instigante para falar de Humanidade e saudar a Vida 

Diretora prepara terceiro longa com elenco encabeçado por NEY Matogrosso, Djin Sganzerla e Igor Cotrim….

Ela diz estar numa época de completa efervescência artística. E demonstra alegria com isso.

É verdade. Depois do boom que foi sua aparição no cinema na década de 1970, Helena Ignez vive outro momento de consagração e reconhecimento à sua tocante dedicação à Sétima Arte.

Considerada uma Diva do quilate de Marlene Dietrich e Marilyn Monroe, Helena Ignez sempre foi uma das mais belas e ousadas atrizes do Cinema Brasileiro.

Cresci ouvindo meu pai dizer que eu precisava conhecê-la porque ela era bela demais, de uma beleza ousada e sensual, diferente de todas as outras.

E meu pai sempre foi um habitué e estudioso da Sétima Arte. Por isso, e por sua grande admiração por Orson Welles, tinha em Rogério Sganzerla (companheiro da Diva por 35 anos e também um assumido fã do genial artista americano),  um exemplo de grande cineasta. E encontraram-se muitas vezes e o tema principal das conversas era esse.

Portanto, eu sempre admirei Rogério e Helena, e gostava dela muito antes de a conhecer.

Até que chega o dia tranquilo no qual conheço Helena Ignez e nossa sinergia foi imediata. Parece até havia uma trilha do instante ecoando A energia da Amazônia abençoou… Além de tudo que ouvira sobre ela, encantei-me pela mulher de alma translúcida, coração apaixonado, gestos delicados, inteligência refinada, simplicidade cativante e beleza que se entranha no modo de ser e conceber a vida. Por isso, transita entre o Cinema e o Teatro com tanta maestria e consegue ser tão magnânima

A arte de Helena Ignez tem a força poderosa de sua visão de mundo, que traduz uma alma visceralmente interessada em propagar o Bem, brindar a Beleza, espalhar o amor ao próximo, saudar a Natureza, e brindar o dom da vida.

Helena Ignez em Bagé, em foto de Aurora Miranda Leão…

Esta mulher admirável vem sendo constantemente convidada para homenagens em festivais de cinema pelo país, onde acontecem exibições de seus filmes (aqueles nos quais atuou ou os que dirigiu), ou aonde vai para levar a energia de sua presença e também compor comissões julgadoras.

Assim, Helena esteve recentemente no Amazonas Film Festival, no Festival Nacional de Cinema de Goiânia, na edição do Festival do Rio realizada em Berlim, no III Festival de Cinema da Fronteira (Bagé-RS), e segue, no final de janeiro, para o concorrido festival de Roterdã (Holanda). Neste último, ela será jurada, posto até então ocupado por um único brasileiro, o querido mestre Júlio Bressane – de cinematografia aplaudida mundialmente.

Helena Ignez tem um currículo numeroso, recheado de grandes trabalhos, seja no teatro, no cinema, na dança, e mesmo nas artes plásticas. Os dois filmes que dirigiu – Canção de Baal e Luz nas Trevas – tem repercussão mundial, e já ganharam diversos prêmios em todos os lugares por onde passaram – um reconhecimento importante e salutar ao trabalho desta pacifista da Arte.

Helena Ignez leva a Amazônia no pescoço: a jóia é uma criação Rita Prossi…

Agora, entre tantos projetos nos quais está envolvida, Helena Ignez se debruça sobre RALÉ, o terceiro longa, no qual vai atuar e dirigir, juntando grandes amigos e a equipe que já a acompanha há algum tempo.

RALÉ é inspirada no texto homônimo do renomado dramaturgo russo Máximo Gorki (escrito em 1901), mas vai muito além do texto que o inspirou, e promove uma instigante sintonia com a visão inovadora do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, defensor da idéia de um Perspectivismo transformador, a partir da Amazônia e a força de seu povo pioneiro. Para Viveiros de Castro, a Amazônia é o epicentro do mundo.

Helena Ignez vai então colocar o epicentro do mundo na tela e a Amazônia é o primeiro set onde pretende aportar, a partir de maio, acompanhada do ator e cantor NEY MATOGROSSO – “um ator extraordinário, com quem quero sempre trabalhar”.

Ney Matogrosso e Helena Ignez em cena de Luz nas Trevas

HELENA IGNEZ aproveitou a recente estada em Bagé – durante o III Festival de Cinema da Fronteira, e falou pela primeira vez, publicamente, sobre o projeto de filmar RALÉ:

“No fundo, o filme fala sobre a transformação que é possível acontecer nas pessoas através do pensamento. Porque as pessoas que compõem essa RALÉ são todas pessoas que a vida, de alguma forma, chicoteou em algum momento, e elas conseguiram transpor situações degradantes, e se transformaram. O filme foca, sobretudo, o momento em que elas estão saindo para uma transformação maravilhosa através do pensamento”.

Helena no teatro, dividindo a cena com a filha Djin Sganzerla…

Helena Ignez está em fase de captação de recursos. Sua filha Sinai Sganzerla assina a produção executiva, e a Mercúrio Produções (dela e das filhas) é a produtora oficial. Apesar de dizer que estamos num momento não tão favorável para a Cultura,  Helena está empolgada com o novo trabalho e crê que possa estar, já em maio, com a equipe técnica filmando no Amazonas, onde tem cenas de incrível força e plasticidade, ao lado do amigo NEY Matogrosso, protagonista da história.

“O filme tem grande parte ambientada na Amazônia, junto a uma populaçãao ribeirinha, com sequências diferentes, onde estamos eu e Ney, ligadas à cultura amazônia e xamânica. Um filme com um apelo muito visceral para se enxergar a Amazônia em sua devida importância e pluralidade, como epicentro do mundo. Ali está todo um manancial de riqueza natural, essencial para as transformações que o mundo vai vivenciar nas próximas décadas. E o mundo precisa estar alerta para isso e dar a devida atenção àquele rosário de forças poderosas que emana do pulmão do Brasil, a Amazônia”.

Em recente passagem por Manaus, Helena Ignez aproveitou para investigar ainda mais esse universo que pretende colocar na tela: passou a noite num resort na selva, entrosou-se com artistas amazonenses, adquiriu peças da joalheira Rita Prossi (conhecida internacionalmente pela beleza de suas peças artesanais), conversou sobre o filme com a Film Comission e a Secretaria de Cultura do Estado, visitou por duas vezes o Museu do Homem do Norte, e andava sempre com um caderninho, anotando tudo o que pudesse acrescentar ao seus estudos sobre a Amazônia.

 
foto

Helena Ignez no tapete vermelho do Amazonas Film Festival, com Rômulo Hussen e Aurora Miranda Leão…

Eu fui testemunha destas caminhadas de Helena e posso dizer o quanto a atriz saiu verdadeiramente maravilhada com o que viu. Ela diz: “Manaus é um lugar elegantíssimo, um lugar do Brasil que precisa ser conhecido e é a porta para o epicentro do mundo, que é nosso, e que é a Amazônia. E este lugar está entranhado no pensamento antropofágico ligado a Oswald de Andrade e a Rogério Sganzerla, porque a Ralé é uma história ligada a esse pensamento, enriquecido pelos estudos vigorosos deste antropólogo de reconhecimento mundial que é o Eduardo Viveiros de Castro”.

Igor Xotrim, que  também está no elenco, foi convidado por Helena Ignez ainda em Manaus…

E continua: “Nosso filme é de baixo orçamento, de um milhão de reais, e terá também locações numa cidade grande, que deve ser São Paulo, onde vamos fazer cenas de uma cidade em construção, e onde será acentuada a questão da identidade brasileira”.

QUEM É VIVEIROS DE CASTRO

Apontado por Claude Lévi-Strauss como o fundador de nova escola na antropologia e considerado hoje um dos maiores antropólogos do Brasil, Eduardo Viveiros de Castro defende a idéia de que os mitos indígenas têm elementos filosóficos freqüentemente ignorados pelo Ocidente.

Para ele, “A sociedade moderna poderia se inspirar no pensamento indígena para repensar sua relação com a natureza”.

O antropólogo já deu sinal verde a Helena Ignez para explicitar suas ideias nesta Ralé, que será protagonizada por Ney Matogrosso.

Que venham então os patrocínios e apoios para que nossa eterna Diva, atriz consagrada e diretora inspiradora, possa colocar a Amazônia seminal e essa pulsante inspiração no pensamento indígena nas telas de todo o mundo.

* As fotos dos índigenas que ilustram este post são de Viveiros de Castro…

Que venha a RALÉ ! – brasileira, amazônica, indígena, visceral, libertária, renascida como Fênix e inspirada em Gorki e Viveiros de Castro para acrescentar ao enorme e salutar mosaico da cinematografia brasileira a sensibilidade de Helena Ignez e as vivências e visões de mundo de toda a turma que vai compor sua impactante e urgente RALÉ.

Em companhia de Alice Gonzaga, Helena Ignez aproveitou a ida a Manaus para conhecer o antigo Cine Éden e defender sua reabertura.

Helena Ignez em visita ao atelier da artesã de jóias, Rita Prossi, em Manaus…

Djin, uma Bela nada Indiferente…

Helena Ignêz diz que peça é “A radiologia de um amor infeliz”

Ela é filha de dois ilustres da Cultura Brasileira, dois ícones do nosso Cinema. Isso, por certo, deve pesar na estrada de qualquer um, e é preciso muita garra e uma luz muito especial para seguir em frente, dignificando o legado dos pais e perfazendo seu próprio caminho, longe dos ‘compromissos’ que o sobrenome forte pode transformar em cobrança.

Bonita, elegante, sensual e atriz de entrega total ao personagem, ela vem trilhando uma estrada que só dignifica e honra o eloquente legado. Embora sua trajetória exista por seus próprios méritos, é evidente a absoluta intersecção com os alicerces semeados pelos pais, e é patente que sua coerência e pungente inserção na seara cultural exista embasada naqueles, e plena das energias emanadas do ilustre casal, protagonista de uma das mais belas e férteis parcerias da cena artística nacional.

Falo de Djin Sganzerla, a jovem e bela atriz, fruto do amor da grande atriz Helena Ignêz com o polêmico e prolífico cineasta Rogério Sganzerla, jornalista, escritor e gomem de Cinema, tão cedo partido do nosso convívio.

Djin é a filha mais nova e estreou como atriz no último filme do pai, o emblemático O Signo do Caos, de 2003. De lá pra cá, vem fazendo papéis de destaque e arrebatado prêmios por muitas dessas atuações – como é o caso do filme Meu Nome é Dindi, de Bruno Safadi, no qual ela contracena com Gustavo Falcão (!).

Agora, Djin está em cartaz no SESC Consolação, em Sampa, com a peça O Belo Indiferente, texto escrito por Jean Cocteau especialmente para a musa Edith Piaf. A montagem  atual tem direção de André Guerreiro Lopes (marido de Djin), em parceria com Helena Ignêz, e está revestida de pitadas de irreverência na sua abordagem sobre as relações humanas, especificamente o amor.

Pouco encenada no Brasil, O Belo Indiferente registra no currículo, durante os anos 80 e 90 do século passado, atuações icônicas como as das atrizes Helena Ignez (sua mãe), Glauce Rocha e Maria Alice Vergueiro.

Apesar de tratar-se de um monólogo, a montagem atual traz dois personagens: Ela, vivida por Djin Sganzerla, e Ele (Dirceu Carvalho). Ela fala e Ele se cala. O enredo é simples. Durante uma madrugada, uma cantora espera seu amor num quarto de hotel. Seu amado Emílio, enfim, chega! Sem dizer uma palavra, anda pelo quarto, deita-se na cama e lê, tranqüilamente, seu jornal. Ela tenta por todos os meios atrair sua atenção, mas nenhuma estratégia é suficiente: ironia, raiva, sedução, confidências, denúncias, ameaças.

Como será rompida essa incômoda indiferença ? Isso é que o público saberá assistindo ao espetáculo.

Sobre a parceria com a filha, com quem já trabalhou em dois filmes e outros espetáculos, Helena diz que a vontade de acertar reina. “Dirigir um ator é sempre um ato de amor”, explica. Lopes concorda e não reclama de ter a sogra como parceira. “Está sendo muito natural. Cada um traz para a montagem o que tem de melhor”.

Djin Sganzerla segue os passos da mãe, a eterna musa Helena Ignêz

Todos concordam: a experiência e familiaridade de Helena com a obra ajudaram na hora de dar profundidade ao drama da personagem. Além de ter feito Djin recordar da primeira vez em que viu a mãe encenando: Eu era pequena. Tive medo que aquele homem machucasse a minha mãe”, conta. Medo de comparações, ela não tem. “Deixo qualquer pressão para trás.”

Para aproximar o público do casal problemático, o cenário coloca a plateia dentro do espaço cênico, o qual serve como quarto e mente da cantora. “Assim, é mais fácil perceber a grande questão: o que faz uma mulher linda e inteligente não se desprender dessa relação ruim ?”, conclui Lopes.

Contracenando com o marido André Guerreiro Lopes em Luz nas Trevas, longa dirigido pela mãe, Helena Ignêz, e Icaro Martins

André Guerreiro Lopes diz buscar ressaltar a atemporalidade e dramaticidade poética do texto.

“Fugimos de um enfoque naturalista para retratar a situação de uma mulher em crise e seu amante num quarto de hotel. Ao invés de ‘trazer para os dias de hoje, buscamos o que existe de profundamente humano neste amor obsessivo…”.

A montagem original, que estreou em Paris em 1940 com atuação de Edith Piaf, causou controvérsias entre o público da época. Traduzida para todas as línguas, o texto foi encenado por grandes atrizes do mundo.

Djin já foi premiada pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como melhor atriz de 2008 por sua atuação no filme Meu Nome é Dindi, de Bruno Safadi, o qual também lhe rendeu prêmio no Festival de Cinema Luso Brasileiro, em Portugal.

Djin Sganzerla recebendo elogios significativos por sua atuação em O Belo Indiferente…

Serviço
O BELO INDIFERENTE

Temporada – Quintas e sextas, às 21 horas. – 60 minutos. Até 16 de dezembro.
Ingressos – R$ 10,00; R$ 5,00 (usuário matriculado, estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 2,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).
Espetáculo recomendável para maiores de 12 anos.

Volta do Bandido da Luz Vermelha Dá Prêmio ao Brasil

 

 
"Luz nas Trevas - A Volta do Bandido da Luz Vermelha"

 Luz nas Trevas recebeu o troféu Boccalino D’Oro dado pela crítica independente. O filme era o único representante latino na 63ª edição do Festival Internacional de Cinema Locarno, na Itália

A produção, ainda não lançada no Brasil, acompanha a trajetória de Luz Vermelha e seu filho Jorge Bronze, conhecido como Tudo-ou-Nada.

Trata-se de uma continuação do filme de 1968 do cineasta Rogério Sganzerla sobre as aventuras do Bandido da Luz Vermelha, que assaltava casas de ricos paulistanos e foi transformado em ícone pela imprensa. No elenco, Ney Matogrosso em seu primeiro papel principal e a filha de Helena Ignêz e Sganzerla, Djin.

Desta vez, além de dirigir, Helena vive outra personagem importante, Madame Zero. Sergio Mamberti, que fazia um taxista no filme original, aqui interpreta outro marginal, Nenê Jr. E o delegado Cabeção é vivido pelo músico Arrigo Barnabé.