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GUARACINE estreia incluindo Guaramiranga no circuito

Festival de Cinema vai mobilizar a bela serra cearense em dezembro

A logomarca tem o traço criativo, delicado, e sensível que caracteriza o trabalho do artista Jota Cambé.

O Festival foi idealizado pela produtora Letícia Menescal e a jornalista Aurora Miranda Leão, conta com apoio da Prefeitura Municipal de Guaramiranga e, pela primeira vez, fará da bela paisagem serrana do município cearense um território da Sétima Arte.

Nesta primeira edição, o festival não será competitivo pois não houve tempo hábil para a realização das inscrições. Mas a ideia é que a edição 2013 passe a ter caráter competitivo, com troféus e premiações.

Este ano, a Curadoria selecionou os seguintes curtas-metragens, e, em breve, divulgaremos a programação completa com oficinas, shows musicais e exibições especiais:

OS CURTAS DO GUARACINE

A Cabra, de Gui Castor (ES)
Aldeia – de Zeca Ferreira (RJ)
A Montanha Mágica – Petrus Cariry (CE)
Arrumando as malas, de Ana Célia (PB)
O Sabiá – Zeca Brito (RS)
Conexion Munich, Carlos Segundo (MG)
De Orquídeas e Selos, de Carolina Paraguassu (GO)
Derredor, de André Aragão (SE)
Doce de Coco, de Allan Deberton (RJ)
Engano, de Cavi Borges (RJ)
Engole logo uma jaca então – Marão (RJ)
Fuxicos de Jeri – Célia Gurgel (CE)
Julie, Agosto, Setembro – Jarleo Barbosa (GO)
Leve-me para Sair – José Agripino (SP)
Mar de Rosas, de Rwanito Oscar (MA)
Mato Alto – de Arthur Leite (CE)
Menina da Chuva, de Rosária, (RJ)
O Céu no andar de baixo – Leonardo Cata Preta (MG)
O mensageiro da galáxia – André Miguéis (RJ)
O silêncio do mundo – Bárbara Cariry (CE)
Os sustentáveis, de Lisandro Santos (RS)
Quebra de contrato – Lindembergue Vieira (RJ)
Retratos, de Leo Tabosa (PE)
Salete Cobra – Alan Fernando (PB)
Uayná Lágrimas e veneno – Junior Rodrigues (AM)

O GUARACINE será realizado de 5 a 8 de dezembro em Guaramiranga, na serra cearense.

Filmes brasileiros ganham destaque na China

 

O KingBonn Short Films Awards, festival de curta-metragem realizado na China, dedica este ano um programa especial aos filmes brasileiros. A curadoria dos filmes foi feita em parceria com a Associação Cultural Kinoforum, que há 23 anos realiza o Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo.

No ano passado, uma delegação do Festival chinês esteve em São Paulo e trouxe alguns filmes lá realizados, os quais foram exibidos na 22ª edição do Festival.

Zita Carvalhosa levando cinema brasileiro ao exterior (foto Lígia Brosch)

Este ano, a diretora Zita Carvalhosa foi convidada a integrar o júri do festival KingBonn. Ela estará na China a partir do dia 13 de maio e vai apresentar a sessão de filmes brasileiros, ao lado de Thais Fujinaga, diretora do filme L, que será um dos exibidos. 

A equipe do Festival encaminhou para a curadoria chinesa os DVDs com os 10 filmes preferidos do público nas edições de São Paulo em 2010 e 2011. A partir daí foram selecionados os oito filmes que comporão a programação do KingBonn, que acontece anualmente em maio, na cidade de Shenzhen.

 Os filmes selecionados são:

“O Divino, de repente”, de Fabio Yamaji

“Nós somos um poema”, de Beth Formaggini e Sérgio Sbragia

“Olhos de ressaca”, de Petra Costa

“Assunto de família”, de Caru Alves de Souza

“Doce de coco”, de Allan Deberton

“L”, de Thais Fujinaga

“Para eu dormir tranquilo”, de Juliana Rojas

“Tela”, de Carlos Nader 

Déborah Ingrid, a expressiva atriz de Doce de Coco: atuação premiada

A diretora Zita Carvalhosa seguirá para o Festival de Cannes, marcando a presença do Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo no evento.

A 23ª edição do Festival de Sampa acontecerá de 23 a 31 de agosto, em diversas salas de exibição na capital paulista.

Ao Mestre do Clarinete

Sob aplausos, músicos e amigos dão adeus a Paulo Moura

Foi sem música, mas com aplausos, que familiares, músicos, artistas, gente famosa e anônima, se despediu do maestro, clarinetista e saxofonista Paulo Moura. Ele foi velado nessa quarta (14) no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, centro do Rio, palco de muitos de seus shows.

Fotos: Hélio Motta

Velório de Paulo Moura no Teatro João Caetano, no Rio

A despedida musical ocorreu no último sábado, com Moura ainda vivo, no quarto da Clínica São Vicente, na Gávea, onde ele estava hospitalizado. A viúva de Moura, a psicanalista Halina Grynberg, contou que ela e um grupo de amigos, entre os quais o sobrinho Gabriel Moura, o tecladista Wagner Tiso, e o violonista Marcelo Gonçalves, fizeram um sarau. “Achamos que ia fazer bem para ele ouvir música. Cantamos, conversamos e, de repente, ele pediu o clarinete. Pensei que estava de brincadeira, mas ele tocou e surpreendeu a todos”. Com os amigos, Moura tocou pela última vez. Foi Doce de Coco, de Jacob do Bandolim e Hermínio Bello de Carvalho.

Paulista de São José do Rio Preto, onde nasceu em 15 de julho de 1932, Paulo Moura era considerado um dos maiores instrumentistas da música brasileira. Ganhou seu primeiro clarinete aos 8 anos e aos 11 anos começou a acompanhar o conjunto de seu pai em bailes populares. Tocou com grandes nomes como Ary Barroso, Tom Jobim, Elis Regina, Paulinho da Viola, Elis Regina e Marisa Monte. Também acompanhou astros internacionais como Lena Horn, Cab Calloway, Nat King Cole, Ella Fitzgerald, Cannonball Adderley, Sammy Davis Jr e Marlene Dietrich. Com mais de 40 discos lançados, ele ganhou o Grammy em 2000 por seu disco “Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas”.

Os músicos Milton Nascimento e Gabriel Moura, sobrinho de Paulo Moura

“Levei o maior susto. Há duas semanas atrás eu o vi. Estava sorridente. Ele era um camarada sem fronteiras. Foi um dos primeiros que me receberam quando cheguei. Ele me abraçou como a um irmão. Vim com uma música diferente e ele não se importou”, lembrou Milton Nascimento, que se apresentou no João Caetano com Moura no espetáculo Milagre dos Peixes, em 1971. O cantor chegou ao velório por volta das 15h30 e foi cumprimentar familiares.

O teatro foi aberto às 11h para a cerimônia. Halina Grynberg e o filho do casal, Domingos, colocaram em cima do caixão um chapéu do músico e, em frente, um quadro com o retrato de Moura. O caixão ficou o tempo todo fechado. “O chapéu era como uma coroa que ele carregava”, afirmou Halina. Flores e uma bandeira da Imperatriz Leopoldinense também ornaram o caixão.

A atriz e cantora Zezé Motta considerou a morte do músico uma “perda para o mundo”. Zezé e Moura participaram do CD “Quarteto Negro”, lançado em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no país.

 
Pery Ribeiro dá último adeus ao amigo Paulo Moura

Amiga de longa data, Alcione lembrou de momentos felizes com o clarinetista. “Ele dizia que eu tinha um pandeiro no peito. Estreamos a série Seis e Meia no Teatro João Caetano”, recordou.

Após o velório, o corpo de Moura seria levado para ser cremado, numa cerimônia restrita à família no cemitério do Caju, na zona portuária do Rio.

Paulo Moura deixa música inédita gravada com o sobrinho Gabriel Moura que deve ser lançada em breve com o título Ao velho Pedro – homenagem ao pai do artista.

 
*Com reportagem de Fernando Magalhães, do iG