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Desarquivando Alice Gonzaga estreia amanhã no Festival do Rio

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“Quero lembrar que estou aqui hoje com 82 anos e que a vida pode ser longa, trabalhosa e difícil, mas que também ela recompensa os que perseveram e trabalham sempre”.

É assim que Alice Gonzaga se expressa, sempre cheia de energia e planejando novos passos.

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Alice Gonzaga e Betse de Paula: felizes com a receptividade que ‘Desarquivando’ vem ganhando por onde passa…

Alice é o tema do documentário DESARQUIVANDO ALICE GONZAGA, da premiada cineasta Betse de Paula. O filme teve pré-lançamento na 12a Mostra de Ouro Preto, realizada em junho deste ano, foi exibido também em Gramado, e agora chega ao Festival do Rio.

A exibição de Desarquivando Alice Gonzaga acontece amanhã, às 19h, na Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro.

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Detentora de boa parte da memória do cinema brasileiro, Alice Gonzaga é pesquisadora, produtora e escritora, e comanda a Cinédia desde os anos de 1970, onde faz um importante trabalho de preservação e recuperação de clássicos da produtora, como “Lábios Sem Beijo”, de Humberto Mauro, e “Alô, Alô, Carnaval!”, de Adhemar Gonzaga.

  • Adhemar Gonzaga criou a CINÉDIA – primeiro estúdio de cinema do Brasil em 1930, e pela Cia foram feitos muitos filmes importantes da Cinematografia Brasileira.

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Ao lado de Grande Otelo, Alice Gonzaga observa frames do cinema brasileiro

“Eu ainda preciso viver mais uns cinco ou dez anos para dar jeito em muita coisa lá na Cinédia”. Foi assim que Alice Gonzaga reagiu a Homenagem que recebeu do Festival de Cinema de Gramado.

A história da Cinédia, de Alice e de seu pai Adhemar Gonzaga é contada no longa Desarquivando Alice Gonzaga, de Betse de Paula, cuja estreia acontece amanhã à noite dentro da programação do Festival do Rio:

Confira o trailler: https://vimeo.com/219126374

“Tenho muito orgulho desse filme, onde conto muitas verdades e lembranças sobre o cinema brasileiro. Vocês não podem perder!”, diz a incansável Alice Gonzaga num convite para que amantes do cinema – e interessados na preservação da memória da cultura brasileira – estejam amanhã na sessão do MAM !

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                       Betse de Paula e Alice Gonzaga convidam:

                                                Vamos ao Cinema !

Olhar de João Encanta…

O curta-metragem OLHAR DE JOÃO, com direção da jornalista goiana Mariley Carneiro, é um documentário de pouco mais de 20 minutos que vem colecionando prêmios em festivais pelo país e já tem agenda internacional.  

 

Fotográfo João Caetano, tema do DOC, com Mariley Carneiro e Jaubas Alencar, diretor de Desenvolvimento do Banco do Nordeste do Brasil no Maranhão        Foto Lauro Vasconcellos

A Sinopse do curta diz: Pensar como a natureza pensa. Mas como é pensar como a natureza pensa, se a gente não percebe a natureza e a despreza?” Ela grita, agoniza, pede socorro, mas quem vê ? O documentário Olhar de João mostra a forma singular com que o fotógrafo João Caetano, vê as faces e formas ocultas em pedras, troncos, flores e frutos. Um alerta através da fotografia. 

Sobre o filme, o cineasta Andreson Carvalho diz: 

 

Assisti ao filme e quero parabenizá-los. Ele merece não só os prêmios recebidos no Guarnicê, como muitos outros. Tudo no filme se encaixa perfeitamente. Como o próprio João disse, a música contribuiu bastante na construção do filme.

Eu, particularmente, gostei de dois momentos: quando o João relata ter-se visto pela primeira vez numa fotografia e quando ele aponta e mostra os contornos das imagens percebidas por ele.Quando o filme termina, fica aquele gostinho de quero mais. Essa, na minha opinião, é a prova de um trabalho muito bem realizado.

 

O fotógrafo João Caetano, Markinho Itapary, Andreson Carvalho e Mariley Carneiro

 

Andreson Carvalho ajudando Mariley a carregar seus “Guarnicês”… foto Aurora Miranda Leão

Para conferir o trailler, acesse

http://festivalguarnice.blogspot.com/2010/06/clicks-fotos-lauro-vasconcelos.html

O Homem que Engarrafava Nuvens…

O DOC O Homem Que Engarrafava Nuvens, dirigido por Lírio Ferreira e produzido por Denise Dumont, chega aos 17. 400 espectadores e deve sair em DVD com o selo Biscoito Fino. 

Diz Denise: Estamos em produção. Eu aliás não poderia estar mais contente pois foi lá que tudo começou com o nosso CD  Humberto Teixeira – O Doutor do Baião …”

 

 

 

Seqüestro no Cine PE

 Filme está na mostra competitiva  do badalado festival pernambucano

 

Seqüestro, filme de Wolney Atalla, sobre a Divisão Antisseqüestro de São Paulo, foi selecionado para abrir o Festival de Beverly Hills, nos EUA, amanhã, 14, e escolhido entre outros 70 longas-metragens para competir na XIV edição do Cine PE – Festival do Audiovisual de Recife, a acontecer de 24 a 2 de maio, com exibição marcada para 28 de abril.

  

A equipe de filmagem de Seqüestro conseguiu o feito inédito de presenciar investigações, táticas e ações até então sigilosas da divisão. Foram quatro anos de acompanhamento, durante os quais quase 400 pessoas foram sequestradas no estado de São Paulo e mais de 1.500 em todo o Brasil. 

O filme mostra situações reais como uma negociação entre família e sequestradores, um resgate de uma criança de seis anos e um seqüestro comandado de dentro da cadeia.

O site do documentário já está na rede: http://www.sequestroofilme.com.br

 

Sobre o diretor:

Seqüestro é o segundo longa metragem de Wolney Atalla. Seu primeiro filme, A Vida em Cana, produzido em 2001, venceu 14 prêmios nacionais e internacionais, incluindo o Satélite de Ouro da Academia da Imprensa Internacional nos Estado Unidos de Melhor Documentário de 2002. Desde então, o diretor vem trabalhando na produção do longa Seqüestro. Wolney é formado em Economia pela Universidade do Texas em Austin e estudou cinema da New York Film Academy.

Ficha Técnica:

Direção: Wolney Atalla
Produção: Wolney Atalla, Alexandre Moreira Leite
Coprodução: L.G. Tubaldini Jr.
Produtores Executivos: Wolney Atalla, Alexandre Moreira Leite,
Diretor de Fotografia: Arturo Querzoli
Montagem: Marcelo Moraes, Wolney Atalla, Marce
lo Bala
Roteiro: Wolney Atalla, Caio Cavechini
Trilha sonora e som: Tuta Aquino

Distribuição: Downtown Filmes

Doc Brasileiro Vence TOULOUSE

Quebradeiras, de Evaldo Mocarzel, foi eleito melhor documentário no 22° Rencontres Du Cinema d’Amerique Latine de Toulouse. na França.
 
 
Longa focaliza a rica cultura das quebradeiras de coco de babaçu na região do Bico do Papagaio, onde os Estados do Maranhão, Tocantins e Pará se encontram.

 

Quebradeiras, documentário de 71 minutos dirigo por Evaldo Mocarzel, focaliza as tradições seculares, as estratégias de sobrevivência e a rica cultura das quebradeiras de coco de babaçu da região do Bico do Papagaio, onde os Estados do Maranhão, Tocantins e Pará se encontram.

O Brasil possui atualmente cerca de 18 milhões de hectares de babaçuais, mas a crescente expansão da pecuária e a conseqüente devastação das palmeiras estão ameaçando essa cultura secular das quebradeiras de coco de babaçu, que engloba manifestações artísticas genuinamente brasileiras, um patrimônio telúrico do nosso País, da diversidade das nossas raízes, que mistura remanescentes de quilombos com influências de ritos indígenas milenares.

Quebradeiras tem como meta resgatar e preservar na linguagem audiovisual as técnicas extrativistas e as manifestações artísticas dessas mulheres, que, além da diversidade de artesanatos, ainda englobam uma infinidade de cantos, com forte influência africana e também indígena, que é entoada durante o trabalho e ainda não foi devidamente registrada pela cultura oficial do nosso País.

 Evaldo Mocarzel: mais um troféu

O filme estreou no último Festival de Brasília, onde foi contemplado com os prêmios de Melhor Direção, Melhor Fotografia e Melhor Som. Sua estreia internacional se deu no 22° Rencontres de Cinémas d’Amérique Latine de Toulouse, na França, onde foi eleito o Melhor Documentário do festival.

JOHN LENNON em Doc Recomendado por YOKO

O documentário Os EUA X John Lennon é estreante no Brasil com quatro anos de atraso e empacotado numa frase elogiosa da viúva do ex-Beatle, Yoko Ono: “De todos os documentários já feitos sobre John Lennon, este é o que ele amaria”. Yoko deve saber de fato o que o marido assassinado em 1980 pensaria, mas a frase usada para promover por aqui a produção de David Leaf e John Scheinfeld diz apenas metade de tudo que está em jogo. A história contada é honrosa não apenas para John, mas também para Yoko.

A meta é recuperar um dado específico da biografia da dupla – o esforço do governo republicano de Richard Nixon para deportar John (e Yoko) no início dos anos 1970 – e explicar os seus porquês.

Em palavras resumidas, o britânico Lennon irritou o governo norte-americano por ridicularizar a guerra do Vietnam, fazer músicas contra Nixon, escrever letras pacifistas (tipo Give Peace a Chance) que eram cantadas por milhares às barbas da Casa Branca, aproximar-se dos Panteras Negras (ou seja, do movimento pelos direitos civis dos negros), cantar em público pela soltura de um poeta e ativista de esquerda (John Sinclair) condenado à prisão por oferecer dois cigarros de maconha para uma policial disfarçada. E, quem sabe, por fazer tudo isso incitado em certa medida por uma artista plástica vanguardista esquerdista japonesa mulher sobrevivente do bombardeio de Tóquio pelos EUA em 1945, com quem ele tivera a estranha idéia de se casar.

“Essa bruxa japonesa o enlouqueceu, ele pirou”, vocifera um homem de mídia da época, logo no início do filme. Por sua parte, o casal encena uma lua-de-mel multiétnica pública numa cama rodeada de cartazes pedindo paz (e de repórteres). Bélica diante do casal, uma jornalista diz a John que ele ficou “ridículo” e que suas ações não têm qualquer serventia para a paz.

Egresso dos Beatles, Lennon continuava sendo um herói mundial, apesar das supostas “maluquices”. Era combatido, mas continuava a ser respeitado, até certo ponto. A barra pesava mesmo era para Yoko, que aparece em dez entre dez cenas de época tentando falar e não conseguindo. Sua cabeça que balança em silêncio contrasta com os depoimentos loquazes que ela concede no presente, tentando remontar o passado. E fica evidente ao espectador (se já não estava) a feroz futilidade dos argumentos corriqueiramente utilizados para rejeitá-la, no mínimo, ou ejetá-la da história, no máximo.

Uma lista bombástica de ingredientes torna a fervura suficientemente quente: direitos humanos, racismo, misoginia, machismo, autonomia feminina (os depoimentos da feminista negra Angela Davis são eloqüentes, assim como são os de personas non gratas pelo conservadorismo norte-americano como Gore Vidal, Noam Chomsky e Tariq Ali), sexo, casamentos (e filhos) multirraciais, pacifismo, liberação de drogas… Até o “ame-o ou deixe-o”, muito conhecido de certo país da América do Sul, aparece ali em versão anglo-americana, nos depoimentos de ex-agentes do FBI e que tais.

É forçoso concluir que o país que queria extraditar John e Yoko era uma nação que lutava a favor de guerra, ódio racial, misoginia, eugenia, puritanismo, mordaça. Lançado antes do advento de Obama, Os Estados Unidos Contra John Lennon deixa explícitos os paralelos que quer estabelecer entre a era Nixon e a era Bush Jr. “Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”, diria em tom de pergunta certa cantora brasileira, se pudesse entrar na conversa.

O melhor de tudo é que, conquistas e retrocessos à parte, Yoko “sim, eu sou uma bruxa” Ono continua por aí, incomodando onde John Lennon e Elis Regina não podem mais incomodar. Não é à toa, nem sem merecimento, que ela ama tanto esse eloquente documentário.
 

 * Com texto de Pedro Alexandre Sanches

Rita Cadillac, a lady do povo

Documentário de Toni Venturi  estréia dia 9 em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, Natal, Salvador, Porto Alegre, Curitiba e Recife

Ela fez história com aquilo que o brasileiro mais gosta.

 

Símbolo sexual brasileiro. A rainha dos caminhoneiros, garimpeiros e madrinha dos presidiários.

O documentário revela os momentos mais importantes da carreira da vedete Rita Cadillac através de depoimentos e imagens inéditas, resgatando um rico material de arquivo desde os anos de dançarina em O Cassino do Chacrinha“, o mais popular programa de TV dos anos 80, até os filmes pornográficos atuais.

 Rita Cadillac, A Lady do Povo contrapõe o lado midiático do símbolo sexual brasileiro ao outro lado, caseiro e cotidiano, numa reflexão sobre a linha que separa o personagem e a pessoa, a celebridade e a mulher falível e humana, que pensa em se aposentar.

Brasil, 2007, 77 minutos, cor, 35mm 

Diretor / Produtor: Toni Venturi

Roteiro: Daniel Chaia

Fotografia: Jay Yamashita

Montagem: Rodrigo Menecucci

Música: Gustavo Kurlat, Ruben Feffer

Produtora: Olhar Imaginário

Distribuidora: Espaço Filmes

VIVA EMILIANO QUEIROZ !

Semana SESC de Artes Cênicas em Fortaleza tem como grande HOMENAGEADO o ator Emiliano Queiroz, que está na cidade desde domingo curtindo os ares da beira-mar de sua querida Fortaleza.

Hoje é dia de bate-papo com o ator a partir das 19h, no Teatro Sesc que leva seu nome e está fazendo 10 anos (avenida Duque de Caxias, 1701, Centro).

Já na quarta, 31, encerrando a programação, haverá apresentação do espetáculo Navalha na Carne – clássico de Plínio Marcos  onde a atuação de Emiliano foi consagrada no teatro e depois no cinema , às 20h, com participação do também cearense  Gero Camilo.

Programação gratuita. Caio Quinderé convida.

Outras informações: (85) 3452 9060.

Cineasta Maria Letícia, companheira de todas as horas, é autora da biografia do ator pela Coleção APLAUSO e assina belo documentário sobre EMILIANO a ser exibido na quarta.

Beleza Baiana

Em abril, RAUL SEIXAS em Doc

Com direção de dois craques das lentes, Walter Carvalho e Evaldo Mocarzel, o documentário O Início, o Fim e o Meio, cinebiografia sobre o músico Raul Seixas, tem estréia prevista para o próximo mês.

Produzido em 2009, numa homenagem justíssima ao cantor/compositor baiano – morto há duas décadas -, o Doc mostra a trajetória de Raul por meio de documentos e imagens inéditas de sua carreira, depoimentos antigos do roqueiro e atuais de seus familiares e amigos, como Paulo Coelho, Nelson Motta, Tom Zé, Pedro Bial e Caetano Veloso.

Uma parte do material inédito veio do “baú do Raul”, repleto de objetos e documentos pessoais do músico; o material foi cedido por Kika Seixas, ex-mulher de Raul.

O Início, o Fim e o Meio foi gravado em Salvador (cidade de origem do músico), Rio de Janeiro, São Paulo, Suíça e Estados Unidos, e a estréia está prevista para 28 de abril.