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Curta Cinema abre inscrições

As inscrições para o processo de seleção do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro – Curta Cinema 2012 já estão abertas. A cada ano, o festival recebe cerca de 3.000 inscrições, que são submetidas à avaliação de um comitê de seleção, para compor uma média de 300 filmes que integram a programação oficial.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.shortfilmdepot.com. O prazo para as inscrições internacionais é dia 29 de junho, e para as nacionais, 27 de julho. Este ano, as cópias para visionamento tanto poderão ser enviadas pelos correios quanto por link eletrônico. O regulamento se encontra nos sites www.curtacinema.com.br ou www.shortfilmdepot.com . Dúvidas e esclarecimentos pelos telefones: (55 21) 2553-8918 e (55 21) 2554-9059 ou pelo e-mail programa@curtacinema.com.br.

Endereço para envio de material:

Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro – Curta Cinema 2012
Associação Franco Cultural
Avenida Beira Mar, 262, sala 403 – Centro
Rio de Janeiro – RJ – 20021-060

Inscrições ao Curta Neblina e Festival Chico

Abertas inscrições à quarta edição do CURTA NEBLINA – Festival Latino-Americano de Cinema, que acontece no eixo Ribeirão Pires-Paranapiacaba, em São Paulo.

Trata-se de festival competitivo para curtas-metragens. Também acontecem exibições de longas-metragens e atividades paralelas, como workshops e encontros com atores e cineastas. O festival é uma produção da LUZ, CÂMERA: ANIMAÇÃO !

Este ano, além de ficção e documentário, também serão aceitos filmes de Animação. Saiba mais: http://www.curtaneblina.blogspot.com.br/

Já o Festival Chico de Cinema e Vídeo do Tocantins recebe inscrições até 2 de junho para 9 categorias em curtas-metragens O Festival será realizado na cidade de Palmas, Estado do Tocantins, no Memorial Coluna Prestes, de 6 a 15 de julho, durante a FLIT – Feira Literária Internacional do Tocantins, evento realizado pela SEDUC – Secretaria de Educação do Estado do Tocantins. 

O Festival Chico é realizado pelo CIM – Centro de Imagem e Som, associação sem fins-lucrativos, desde 2001, e é organizado por produtores convidados. O projeto contará, em 2012, com o patrocínio do Governo do Estado do Tocantins, de maneira não-exclusiva. A  finalidade é promover o cinema brasileiro e o formato curta-metragem, especialmente; a difusão de conteúdo audiovisual criativo; a circulação de bens culturais; o estímulo à produção de vídeo e ao uso de novas tecnologias no Tocantins; a formação de platéia para o cinema cultural; a interação com estéticas e narrativas de todas as regiões do Brasil, ou de países da América Latina e Caribe; e a integração entre os Estados que compõem a Amazônia Legal. 

Este ano, o festival exibirá mostra não-competitiva voltada ao público infanto-juvenil, com classificação livre, no período diurno, e mostra competitiva voltada ao público adulto, com classificação indicativa 16 ou 18 anos, no período noturno. No período diurno, em alguns dias, serão exibidas outras mostras livres, de filmes convidados pela Organização; além de painéis de diálogo, oficinas, workshops e palestras. No período noturno, em alguns dias, serão exibidos, em caráter hors-concours, filmes convidados pela Organização, inclusive longas-metragens. 

As inscrições para a 11ª edição do Festival Chico serão realizadas exclusivamente pela internet até 2 de junho, por meio de formulário eletrônico disponível no site http://www.festivalchico.com.br

 

Inscrições ao 40o Festival de Gramado

Festival será em agosto na serra gaúcha e deve bater recorde de público este ano

Abertas inscrições para as 4 Mostras Competitivas do 40º Festival de Cinema de Gramado.

As fichas de inscrição para longas brasileiros, longas estrangeiros e curtas nacionais deverão ser preenchidas e enviadas até 1º de junho através do site www.festivaldegramado.net.

Para concorrer, os filmes de longa-metragem devem ter sido concluídos a partir de 1º de fevereiro de 2011, e os filmes de curta-metragem, a partir de 1º de agosto de 2011.

Rubens Ewald Filho: a cara do Oscar, estará em Gramado…

A edição deste ano promete ser uma das mais celebradas. Além da chegada de três novos Curadores – o crítico Rubens Ewald Filho, o ator José Wilker, e o professor gaúcho Marcos Santuário -, a organização quer marcar os 40 anos ininterruptos de realização, com uma programação pensada para valorizar ainda mais o cinema brasileiro e o intercâmbio com produtores e realizadores latinos.

Todos os anos, o Festival de Gramado reúne grande elenco de astros e estrelas do cinema, diretores, videomakers e produtores regionais. Em 2012, a finalidade é apresentar uma parcela representativa da recente produção brasileira e internacional, e contribuir para sua difusão e debate, reunindo profissionais de cinema, promovendo encontros, seminários, painéis e lançamentos de publicações.

Selton Mello foi um dos homenageados na edição 2011 de Gramado…

A organização confirma a realização de quatro mostras competitivas: filmes de longa-metragem brasileiros; filmes de longa-metragem estrangeiros; filmes de curta-metragem brasileiros; e filmes de curta-metragem gaúchos. Em conformidade com a diretriz especial dos 40 anos de valorização do cinema local, a mostra de curtas gaúchos volta a ocupar o Palácio dos Festivais. Ocorre ainda a Mostra Especial de Cinema Gaúcho, com filmes de longa-metragem produzidos no Rio Grande do Sul, e a Mostra Panorâmica, com produções brasileiras e/ou estrangeiras fora da competição.

Outra novidade deste ano é a premiação em dinheiro para longas, brasileiros e estrangeiros, e para curtas brasileiros. O festival vai distribuir R$ 350 mil em prêmios nas três categorias, além do cobiçado Kikito aos vencedores.

O 40º Festival de Cinema de Gramado será realizado na cidade de Gramado (RS), no período de 10 a 18 de agosto, com atividades nas dependências do Cine Embaixador/Palácio dos Festivais.

Denise Del Cueto, Aurora Miranda Leão e Sirmar Antunes no Palácio dos Festivais, curtindo cinema e frio na serra gaúcha…

Filme de Mocarzel abraça Raiz para não ficar à margem…

À MARGEM DO LIXO, documentário de Evaldo Mocarzel, entra em cartaz dia 13 de abril no Rio, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e Florianópolis. Entre os meses de abril e maio, 1109 cineclubes de 700 cidades do Brasil também vão exibir o filme. 

À Margem do Lixo mostra a rotina de vida dos catadores de papel e materiais recicláveis na cidade de São Paulo. Trata-se da terceira parte de uma tetralogia iniciada com À Margem da Imagem, que recebeu 19 prêmios em festivais no Brasil e no exterior, e À Margem do Concreto, que recebeu prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival de Brasília.

 

“O documentário tenta focalizar a indústria da reciclagem a partir do catador. O Brasil é líder mundial da reciclagem de alumínio. 87% do alumínio produzido é reciclado”, explica o diretor Evaldo Mocarzel“A lucratividade desta indústria é sustentada de muitas maneiras pela economia informal e pela miséria destes catadores”, completou Mocarzel.

 

O diretor, que também é jornalista, faz questão de frisar a diferença entre um documentário e uma reportagem. “No documentário, você pode fazer uma imersão em um tema e não tem que ouvir todos os lados. Se eu colocasse um dono de fábrica [de reciclagem de materiais], eu estaria criando uma armadilha ética condenável”, explicou. “Eu queria um filme que falasse sobre o trabalho. Eu queria um cinema de propaganda da luta e da militância”, ressaltou. 

Cine Mais Cultura

À Margem do Lixo, do diretor Evaldo Mocarzel, será distribuído, entre os meses de abril e maio, a 1109 cineclubes de quase 700 cidades de todos os estados brasileiros. Participarão filiados ao Conselho Nacional de Cineclubes (entidade da sociedade civil que representa os cineclubes do país) e contemplados do Programa Cine Mais Cultura, do Ministério da Cultura (ação que disponibiliza, por meio de editais, equipamentos de projeção digital, obras brasileiras do catálogo da Programadora Brasil, e oficina de capacitação cineclubista, atendendo prioritariamente periferias de grandes centros urbanos e municípios em vunerabilidade social).

A RAIZ DISTRIBUIDORA deseja provocar uma grande discussão sobre as formas alternativas de exibição no lançamento de filmes no Brasil. Como sabemos, os filmes brasileiros têm enormes dificuldades de competir por um espaço no circuito exibidor comercial com os grandes lançamentos internacionais. Portanto, a RAIZ quer cumprir a missão de fazer o documentário À Margem do Lixo ser visto pelo máximo de pessoas possível, em todos os cantos do país. 

Sobre Evaldo Mocarzel

Nasceu em Niterói (RJ) e formou-se em Cinema e Jornalismo na Universidade Federal Fluminense. Seu primeiro curta-metragem Retratos no Parque foi realizado em 1999. Dois anos depois, dirigiu o curta À Margem da Imagem, que discute a estetização da miséria e o roubo da imagem de quem está na exclusão social mais absoluta e que virou longa-metragem em 2003. No ano seguinte, realizou o documentário Mensageiras da Luz. Em 2005, Evaldo Mocarzel dirigiu dois documentários: Do Luto à Luta, sobre a Síndrome de Down, e À Margem do Concreto, sobre os sem-teto de São Paulo. No ano de 2006, finalizou o documentário Jardim Ângela. Em 2007, lança mais dois documentários: Brigada Pára-Quedista, sobre a tropa de elite do Exército, e O Cinema dos Meus Olhos, sobre a relação de críticos e realizadores com o cinema. Em 2008, finalizou o documentário À Margem do Lixo e Sentidos à Flor da Pele. Os projetos BR-3 A Peça e BR-3 Documentário foram realizados em 2009, junto com os longas Quebradeiras e São Paulo Companhia de Dança. Seus dois últimos projetos, finalizados em 2010, foram Cubra Libre e Encontro das Águas.

 FICHA TÉCNICA de À MARGEM DO LIXO

Brasil, 2008, 84 min, livre

Direção: Evaldo Mocarzel

Produção: Assunção Hernandes

Produção Executiva: Fernando Andrade

Direção de Produção: Leonardo Mecchi

Produção de Set: Celso Martins e Beto Nogueira

Direção de Fotografia: Gustavo Hadba e André Lavenère

Roteiro: Evaldo Mocarzel e Willem Dias

Pesquisa: Eduardo Nunomura

Montagem: Willem Dias

Fotografia de Still: Epitácio Pessoa

Música: Thiago Cury e Marcus Siqueira

Produção de Finalização: Letícia Santos e Leonardo Mecchi

Distribuição: Raiz Produções 

Prêmios Recebidos

41° Festival de Brasília (2008) Prêmio Especial do Júri, Melhor Filme pelo Júri Popular, Prêmio Aquisição TV Brasil, Melhor Fotografia.

XII Festival Internacional de Derechos Humanos: Melhor Documentário

 

Art Déco será em julho e inscrições prosseguem abertas

 

Quarta edição será de 2 a 21 de julho em Sampa 

 
O Festival tem caráter internacional e atua como veículo para difusão e premiação da produção audiovisual de ficção e documental no formato de curta-metragem. Objetiva exibir trabalhos de cineastas pouco divulgados. Promover encontros, debates, intercâmbio entre produtores, atores e espectadores, criando um ambiente propício ao entrosamento cultural.

Regulamento:
1 – O Festival aceita a inscrição de curtas em animação, ficção ou documentário com duração máxima de 23 minutos. Não há restrição quanto à data de produção. Os filmes deverão ser classificados numa das categorias criadas pelo Festival ArtDeco de Cinema, durante a inscrição.

2 – A Inscrição pode ser feita pelo link:
http://exotiquefilmes.com.br/online_rg_53.html

3 – Nenhum filme será discriminado ou favorecido em função dos recursos investidos na sua produção. Todos os tipos de conteúdo e técnicas utilizadas na produção serão preservadas e estarão livres de censura.

4 – Os filmes deverão ser enviados na língua original. No caso do idioma original não ser o português, deverão constar legendas no filme, para fins de seleção, num dos idiomas a seguir: português, espanhol, ou inglês.

5 – Para fins de seleção, o produtor poderá fazer um upload do filme no sites Vimeo/Youtube ou similares, ou poderá ser enviado por correio, uma cópia DVD. Despesas de envio do correio correrão por conta dos remetentes.

6 – Se selecinado, o filme deverá ser enviado por correio em DVD. Prazos serão informados em data oportuna.

7 – O endereço para remessa por correio é:

4º F E S T I V A L A r t D e c o d e C I N E M A
Rua da Consolação, 2825/141
01416-001 – São Paulo – SP – Brasil

 
8 – Caso haja necessidade de um formato diferente do DVD para fins de exibição, será feito um contato com o produtor, em data oportuna.

9 – A premiação se dará de acordo com as especificações de cada categoria. Não há nehuma premiação em dinheiro ou benefícios.

10 – Os troféus serão entregues durante a cerimônia de encerramento. No caso de ausência de um representante do filme premiado, o troféu não será mais entregue e no lugar será enviado, posteriormente, um certificado do prêmio por email.

11 – O festival não cobre nenhum gasto com viagens (transporte, hospedagem e etc) para as equipes dos filmes concorrentes ou qualquer outro envolvido.

12 – Não há taxa de inscrição e cada diretor ou produtor pode inscrever quantos filmes desejar.

13 – As cópias em DVD dos trabalhos exibidos farão parte do acervo do Cineclube Art Déco de Cinema e estão automaticamente autorizadas a serem exibidas na programação do cineclube.

14 – O prazo para inscrição de filmes é 23 de Abril. No caso de postagem de DVDs, esta é também a data limite para a expedição junto ao correio.

15 – A participação no 4º Festival Art Déco de Cinema implica na aceitação de todas as essas regras.

 
Os cobiçados troféus, divididos em diversas categorias…

Categorias:

1) MEDC – Mostra Expressão & Diversidade no Cinema
Destinada a produções de baixíssimo orçamento; produções independentes, sem benefício de leis de incentivo ou editais públicos; filmes experimentais. Qualquer formato de captação, exceto película. Concorrem nas categorias Melhor Filme M.E.D.C, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Arte, Voto Popular de Melhor Filme, Melhor Ator VP e Melhor Atriz VP.

2) Mostra Art Déco Digital
Destinada a produções com orçamento superior a R$ 8000,00, beneficiadas ou não por alguma lei de incentivo ou edital público e captadas em Digital. Concorrem nas categorias Melhor Filme Digital, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Arte, Voto Popular de Melhor Filme, Melhor Ator VP e Melhor Atriz VP.

3) Mostra Art Déco Película
Destinada a produções captadas em película, beneficiadas ou não por alguma lei de incentivo ou edital público. Concorrem nas categorias Melhor Filme Película, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Arte, Voto Popular de Melhor Filme, Melhor Ator VP e Melhor Atriz VP.

4) Documentário
Concorrem na categoria Melhor Filme Documentário e Melhor Documentário Voto Popular.

5) MDS – Mostra Diversidade Sexual
Destinada a produções de temática LGBT. Concorrem nas categorias Melhor Filme LGBT, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Arte, Voto Popular de Melhor Filme, Melhor Ator VP e Melhor Atriz VP.

6) MMC – Mostra Micro-Curtas
Destinada a produções de até 3 minutos de duração. Concorrem nas categorias Melhor Filme MMC, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Voto Popular de Melhor Filme, Melhor Ator VP e Melhor Atriz VP.

7) Animação
Destinada a produções em animação. Concorrem nas categorias Melhor Filme Animação, Voto Popular de Melhor Filme.

Atenção, caso não haja número suficiente de filmes inscritos para fechar uma categoria, aqueles já inscritos concorrerão entre si ao prêmio de Melhor Obra.

 

Mais informações através dos emails:
festivalartdeco@gmail.com
info@exotiquefilmes.com.br

Vandré no próximo Festival ARUANDA

  

Inscrições para o Festival de Documentários mais importante do Nordeste podem ser feitas até 20 de Agosto.

Comandado por Lúcio Villar (com produção-executiva do professor e cineasta Bertrand Lyra), o festival será realizado na capital paraibana de 9 a 14 de dezembro e este ano terá como homenageado especial o compositor Geraldo Vandré.

Lúcio Vilar e Geraldo Vandré conversam em restaurante paulista. Foto: Darlan Ferreira
Geraldo Vandré lê termo de compromisso do Festival
 
Geraldo Vandré, autor da célebre canção que se tornaria hino de resistência à ditadura militar no Brasil , “Pra não dizer que não falei das flores”, promete retornar à Paraíba, onde nasceu, em dezembro próximo e será por um  motivo muito especial: ele é o homenageado do 7º Fest-Aruanda do Audiovisual Brasileiro, constituindo-se na primeira vez em que o artista será agraciado por um festival de cinema. Quem informa é o jornalista e coordenador-geral do evento, Lúcio Vilar.´
O encontro entre Vandré e Lúcio aconteceu num restaurante no centro da capital paulista, onde foi oficializado o anúncio da homenagem que “sensibilizou o artista”, segundo relato de Vilar, ainda sob o impacto das conversas que consumiram a tarde inteira do último dia 7 de maio.
 
– “Estava muito ansioso por esse momento, pois nunca havia visto o Vandré de perto, mas o encontro foi o mais informal possível”, disse o coordenador que tomou a decisão pela homenagem em razão da participação do artista num filme realizado nos anos 60, hoje reconhecido como um “clássico” da década ‘cinemanovista’.
 
A Hora e Vez de Augusto Matraga é baseado em obra de Guimarães Rosa e foi lançado em 1965. O longa foi dirigido por Roberto Santos, cuja música é assinada por Geraldo Vandré. Na época, o filme recebeu os prêmios de melhor argumento, diálogo, direção e ator (Leonardo Villar) na I Semana do Cinema Brasileiro, em Brasília, em 1966.
 
Os passos do tão esperado encontro do diretor do Festival com o mito da MPB
 
 Já passava das 13h quando um táxi estacionou próximo aonde aguardava ansiosamente por um dos maiores nomes da música popular brasileira de todos os tempos. Geraldo Vandré desce do carro, e nos cumprimentamos pela primeira vez. Caminhamos da Martins Fontes, onde nos encontrávamos, na direção do Largo do Paissandu, transitando por ruas abarrotadas de ambulantes e trabalhadores que se despediam do meio expediente de um sábado de temperatura em declínio.
 
Em restaurante na região central que serve um impecável ‘mexidinho de ovos’, e onde já é velho habitué, sua presença é saudada afetivamente pelo proprietário e seus garçons. É aí que Vandré aceita o convite, autografa o documento oficial, e me revela uma curiosidade. Sua opção por viajar de carro, e que gostaria de refazer o percurso mais uma vez dirigindo até João Pessoa para participar do festival Aruanda.
 
Compartilhei que tal idéia também me fascinava, mas que nunca havia consumado tal intento. Ele, além de me ‘desafiar’ a encarar a empreitada, justificou as razões de ordem filosófica, digamos assim.
 
– “De massificação, basta a daqui de baixo. Ônibus aéreo jamais!”, pontificou. E lembrou da viagem que fez, num Galaxi que conserva até hoje, de São Paulo à Anápolis, no final de 1968, ainda sem a informação de que o AI-5 havia sido decretado, e que teve que retornar com o cancelamento de um dos shows. Contou com riqueza de detalhes como conseguiu passar incólume por todas as barreiras policiais encontradas no caminho, para me ‘desafiar’ novamente:
 
– “E por que você não conversa com uma grande empresa em João Pessoa para apoiar o festival e colocar um automóvel para que possa ir dirigindo até lá?”, disse assim, na lata, ao que lhe devolvi, de imediato, tratar-se de uma simpática, sedutora e boa idéia de marketing a se pensar. Quem sabe, possa interessar aos senhores empresários do setor (alguém aí se habilita a alavancar a imagem de sua empresa por uma causa justa?…).
 
Os papos foram muitos, mas não poderia faltar o registro à “Fabiana”, canção que fez para a Aeronáutica, cuja cópia em formato de bolso me presenteou. Pedi para que autografasse e revelei que ele era a segunda personalidade artística a quem fizera pedido semelhante. O saudoso Zé Kéti foi o primeiro, também aqui em São Paulo nos anos noventa.
 
– “Não há um segundo sem um primeiro”, disse-me um Vandré generoso e descontraído, logo tascando sua assinatura.
 
Entre alguns poucos goles de cerveja e saídas para fumar (aqui é proibido fazê-lo em recinto fechado), aquele homem de cabelo tingido pelo néon do alto de seus 76 anos me impressionava a cada nova fala, sempre com algo espantosamente instigante sobre o Brasil, resquícios e fragmentos que ficaram de sua época e o ‘fastio cultural’ que perpassa novas gerações de gostos e sentidos duvidosos.
 
Estava diante de um mito. Sim, é verdade. Ali estava o homem que, sozinho, colocou o Maracanãzinho a seus pés para seguir a canção, braços dados ou não. Descobri, porém, muito mais. Muito além, portanto, da cristalização desse mesmo mito. Enxerguei Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, homem extremamente lúcido e pé no chão, pronto a falar duras e cristalinas verdades de modo refinado e elegante, dado o aguçado senso crítico que impressiona profundamente quem se coloca na condição de seu interlocutor.
 
Saímos do restaurante e refizemos o percurso novamente a pé, desta vez pelos calçadões de artérias comerciais do centro de São Paulo. Sentamos em um banco de praça, por sugestão sua, meio que para não interromper a inspirada prosa, agora cortada por rajadas geladas de vento da tarde que já avançava para seu breve lusco-fusco nesse outono paulistano com cara de inverno.
 
Despedimo-nos outra vez na Martins Fontes. Sigo o caminho de volta com a absoluta certeza de que havia experimentado um sentimento sem precedentes. Melhor ainda é saber que esse privilégio será compartilhado por um número ainda maior de pessoas, com sua presença na abertura do Fest-Aruanda.
 
(*) Lúcio Vilar é professor da UFPB, coordenador do Fest-Aruanda e pós-doutorando da ECA-USP.
 
Clássico do cinema nacional está na programação
 
Segundo o coordenador do FestAruanda, o filme “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” terá exibição especial na noite da abertura oficial do 7º Fest-Aruanda, dia 9 de dezembro no Hotel Tambaú, Paraíba . Antes, o cantor e compositor será homenageado pela organização do festival com a entrega dos troféus Aruanda (de Contribuição ao Cinema Nacional e Contribuição à Música Popular Brasileira nas décadas 1950-1960).
Reportagem: Bernadete Duarte
Fonte: Canal Brasil

Cultura da Pichação na Tela

www.luzcamerapichacao.com.br
Um documentário sobre a pouco compreendida cultura de rua da Pichação no Rio de Janeiro

DSC01606 - redimen.jpg        1a Exibição Aberta ao Público no Brasil     

 

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No último 16 de Junho, cerca de 350 pessoas assistiram à primeira exibição aberta do documentário Luz, Câmera, PICHAÇÃO e lotaram um auditório com capacidade para 250 na UERJ. Pessoas pelas escadas, e mesmo deitadas logo abaixo da tela, marcaram o evento que contou com a presença tanto dos realizadores, assim como de alguns pichadores presentes no filme.

E o LCP segue pelo Mundo.

No próximo dia 25, às 18:30, o Luz, Câmera, PICHAÇÃO será exibido na maior mostra de StreetArt já feita nos Estados Unidos. Desde Abril no MOCA (Museum of Contemporary Art) em Los Angeles, a exposição “Art in the Streets” faz um panorama da história da StreetArt e com a exibição do LCP, passa, então, a não deixar de fora o fenômeno da Pichação.

Confirme sua presença no Facebook: http://on.fb.me/jBXhWe

Documentário Celebra José Lewgoy

O texto é do colega José Geraldo Couto, do Estadão, o qual reproduzimos pela preciosidade a que se refere, com absoluto conhecimento de causa.

José Lewgoy em ‘Quando a Noite Acaba’, de 1950

Todo grande ator é único, mas José Lewgoy (1920-2003) foi talvez o “mais único” de todos. Nenhum outro trafegou com tanta desenvoltura – e estilo inconfundível – de Strindberg à chanchada, de Terra em Transe à novela das 7, de Werner Herzog a Eu Dou o Que Ela Gosta.

Um vívido retrato desse artista múltiplo é o documentário Eu, Eu, Eu, de Claudio Kahns, que deve chegar às telas em junho. Amigo de Lewgoy desde as filmagens de O Judeu (de Jom Tob Azulay), no final dos anos 80, Kahns não chegou a filmar depoimentos do ator para o documentário. “Ele sempre rechaçava”, explicou ao Estado. Dizia: “Isso é para quem está com o pé na cova, você está querendo me matar”.

Mas não faltam no filme entrevistas de Lewgoy, um homem que sempre gostou de falar de si mesmo. O próprio título Eu, Eu, Eu vem daí. É Paulo César Pereio que conta no documentário a saborosa história. Lewgoy estava falando ao telefone com Carlos Reichenbach, que se recuperava de um enfarte. Lá pelas tantas o cineasta pergunta ao ator: “Escuta, você não quer saber como eu estou? É só “eu, eu, eu”?”.

O proverbial mau humor de Lewgoy era, de acordo com os amigos, apenas aparente, superficial. “Ele é como o mar. Você passa aquelas primeiras ondas, na arrebentação, e depois é tranquilo”, diz o cartunista Chico Caruso no filme. O cineasta Guilherme de Almeida Prado, que o dirigiu em Perfume de Gardênia e A Hora Mágica, define lapidarmente: “Lewgoy tinha senso de mau humor”.

A ranzinzice do ator tinha certamente a ver com sua aguda consciência do próprio valor. E talvez, também, com o fato de ter vivido na profissão periódicas “quedas” – ou mudanças percebidas como tal por ele quando ocorreram.

Um exemplo foi sua volta ao Brasil, no final dos anos 40, depois de ter estudado arte dramática na Universidade de Yale, nos EUA, com uma bolsa conseguida graças à ajuda de Erico Verissimo, que o vira atuar no Teatro do Estudante de Porto Alegre.

“O navio nem tinha zarpado e eu já me arrependia da decisão de voltar”, diz o ator no documentário. “Deixei naquele cais (de Nova York) minha carreira de ator internacional.” O golpe foi duro. Após conviver com a nata do teatro norte-americano e atuar com sucesso em peças de Strindberg e Molière, Lewgoy se viu reduzido a papéis de vilão em chanchadas da Atlântida e sentiu isso como uma humilhação.

Paradoxalmente, foram esses papéis que lhe deram fama instantânea no Brasil. Lewgoy vivia tão duro que um amigo lhe pagou o ingresso para assistir à estreia de Carnaval no Fogo (Watson Macedo, 1949), no Rio. “Entrei no cinema desconhecido e saí famosíssimo”, relembra o ator no documentário.

De acordo com o jornalista e crítico Sérgio Augusto, estudioso da chanchada, passar de repente a ser reconhecido na rua serviu como uma compensação para o que o ator sentia como um “rebaixamento”:

 “Com sua experiência de teatro moderno e sua visão de cinema – pois tinha visto muitos filmes nos EUA -, Lewgoy era muito mais preparado que os atores brasileiros, que vinham do rádio, do teatro de revista, do circo”, explica o crítico em depoimento ao filme.

Mas a carreira do ator teve outras guinadas espetaculares. Depois de cinco anos de chanchada, durante os quais cristalizou sua persona de vilão, foi convidado para o Festival de Cannes de 1954. Foi para passar 15 dias, acabou ficando dez anos na França, onde, entre outras coisas, atuou sob a direção de Georges Rouquier (em S.O.S. Noronha, 1958) e contracenou com Louis Jourdan e Jean Marais, de quem se tornou amigo.

Na nova volta ao Brasil, em meados dos anos 60, viu-se sem lugar no mercado. A chanchada estava extinta. O Cinema Novo voltava seu olhar sisudo para a favela ou o sertão, cenários em que a figura de Lewgoy não se encaixava. A solução para o impasse veio num filme de exceção, em todos os sentidos: Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha.

O crítico e professor de cinema na USP, Ismail Xavier, resume ao Estado a importância de Lewgoy para a obra-prima de Glauber: “Sua contribuição foi fundamental para o filme como alegoria política. Ele compôs de forma extraordinária a entonação da voz, as oscilações da fisionomia e a retórica dos gestos largos do líder populista Vieira nas distintas fases de sua carreira, sua força e fraqueza, a faceta do “homem cordial” tomado pelos afetos (positivos e negativos) e o ar sombrio do político realista nos momentos de reflexão”.

Depois de Glauber, outra “queda” na cultura de massa. Em poucos anos, Lewgoy foi vilão em filmes de Roberto Carlos e coadjuvante num punhado de pornochanchadas como A Cama ao Alcance de Todos e Como é Boa a Nossa Empregada, e de telenovelas como Cavalo de Aço e O Rebu. De novo, a oscilação entre o reconhecimento “culto” e o êxito popular.

Essa versatilidade extrema, essa facilidade de transitar do registro mais sutil e refinado ao mais popular, quando não de fundir os dois, foi o que levou um de nossos cineastas mais cultos, Julio Bressane, a escalar Lewgoy em dois de seus longas (O Gigante da América, de 1978, e Tabu, de 82) e a escrever sobre ele um ensaio, José Lewgoy: Da Persona à Personalidade.

“A máscara de cera de Lewgoy era muito forte. Uma fácies espetacular”, disse Bressane ao Estado. “No Gigante ele fez coisas de improviso, inventou novos gestos, ressuscitou gestos antigos, numa sofisticada mise-en-scène do corpo. Ele trabalhava com muitos tempos heterogêneos. Era um ator e também um intelectual, leitor de Faulkner e Dos Passos. Citava de cor páginas inteiras de Camus.”

O cineasta Werner Herzog intuiu essa complexidade toda em Lewgoy ao vê-lo atuar em telenovelas brasileiras e resolveu chamá-lo para o papel de um barão da borracha em Fitzcarraldo (1982). O depoimento do diretor alemão é um dos pontos altos do documentário de Claudio Kahns.

“Eu ia enviar um cineasta alemão para captar o depoimento de Herzog, a partir de uma pauta que eu tinha preparado”, contou Kahns ao Estado. “Qual não foi minha surpresa quando Herzog preferiu que seu filho fizesse a entrevista, pois seria no final do ano com a família, numa casa que tem nos Alpes austríacos. Herzog deu um depoimento fantástico, quando recebi a fita nem acreditei. Ele inclusive tinha filmado alguns planos de cobertura, me mandou um recado dizendo como eu deveria utilizá-los.”

Não é preciso dizer que Lewgoy não só correspondeu às expectativas de Herzog como as superou, com seu extraordinário desempenho como o antagonista do alucinado Klaus Kinski em Fitzcarraldo.

Eu, Eu, Eu não chega a dar conta de todas as facetas e nuances desse artista singular, tarefa aliás impossível. Tampouco explica – nem poderia – seus enigmas e mistérios. Em compensação, traz cenas de boa parte dos cem filmes (84 brasileiros, 16 estrangeiros), bem como das 23 novelas e minisséries em que José Lewgoy atuou.

O próprio Lewgoy começou a escrever sua autobiografia, mas parou na primeira página. Ouvimos um trecho dela, na voz do ator, ao final do documentário: “Sou uma mistura de um personagem de Alice, aquele gato que sorri sempre, o Cheshire cat, que vai desaparecendo todo até ficar o sorriso, e o Mersault, de O Estrangeiro, do Camus. Quem quiser saber como eu sou, quem eu sou, leia Alice no País das Maravilhas e O Estrangeiro”. Então é isso.

Rio e Sampa Terão É Tudo Verdade

Entre 31 de março e 10 de abril, São Paulo e Rio sediarão 16ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários. A mostra, fundada e dirigida pelo crítico Amir Labaki, apresentará 92 documentários de 29 países, que participam da seleção oficial, além de 18 documentários brasileiros inéditos, de curta, média e longa-metragem.
 
A Mostra Competitiva Internacional de Longas e Médias-Metragens exibirá 12 documentários. A competição vai mostrar títulos premiados em Amsterdã, Berlim, Leipzig, Lisboa e Veneza. A programação completa, divulgada ontem, pode ser conferida em http://www.itsalltrue.com.br/2011/home.asp?lng

Além das mostras competitivas, compõem o festival uma série de retrospectivas e programas especiais. Na Retrospectiva Internacional, serão exibidos nove filmes da russa Marina Goldovskaya, em celebração ao seu 70º aniversário. Também acontece a pré-estreia internacional da mais recente obra da cineasta, O Gosto Amargo da Liberdade, um retrato intimista da combativa jornalista Anna Politkovskaya, assassinada em 2006.

Intitulada Poesia É Verdade, a Retrospectiva Brasileira vai apresentar quinze documentários, realizados entre 1948 e 2007, que examinam a produção nacional dedicada a celebrar a vida e a obra de grandes poetas brasileiros.

FELIZ ARUANDA NOVO !

  
Eis o criativo cartão de BOAS FESTAS que recebemos do atencioso agitador cultural e documentarista BERTRAND LIRA, tendo como “modelo’ o sapeca JUAN, que durante o concorrido festival paraibano formava – com a bela maninha Maria Olívia e o primo Gabriel – o Trio ARUANDINHA.
 
Juan e Maria Olívia são filhos do casal Lúcio Villar, idealizador e coordenador-geral do Festival ARUANDA de Documentários, que já virou tradição dos dezembros culturais em João Pessoa, cresce a cada ano e se consolida como um dos mais importantes do país.
 
O cartão é uma grata surpresa, que divido com você, leitor amigo, torcendo pra que, na próxima edição, o Trio ARUANDINHA faça as entregas dos troféus aos vencedores da Mostra ARUANDINHA – sessões de filmes infantis que acompanham a programação oficial do FestARUANDA.
 
E nós fazemos coro: FELIZ 2011 e um Novo Ano de muito CINEMA BRASILEIRO !