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CCBN no Twitter e You Tube

O Centro Cultural Banco do Nordeste está disponibilizando dois canais em mídias sociais: um perfil no microblog Twitter e um canal de vídeos no You Tube.

O perfil no Twitter (www.twitter.com/ccbnb) está compartilhando e colhendo – junto aos internautas – informações, sugestões e opiniões sobre a programação dos três Centros Culturais Banco do Nordeste (Fortaleza; Cariri, em Juazeiro do Norte, na região sul do Ceará; e Sousa, no alto sertão paraibano). O perfil atualmente conta com 363 seguidores.

Recentemente, dentro da programação do IV Festival BNB das Artes Cênicas, a entrevista com o ator, dramaturgo e diretor teatral Ricardo Guilherme foi tuitada ao vivo no perfil do CCBNB, destacando e compartilhando frases emitidas pelo artista sobre sua história de vida e trajetória artística, no decorrer da conversa.

Por sua vez, o canal do Centro Cultural Banco do Nordeste no You Tube (www.youtube.com/user/centroculturalbnb) está exibindo vídeos de entrevistas com os cantores e compositores Raimundo Fagner, Ednardo, Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Antônio Nóbrega, com o dramaturgo, romancista e poeta Ariano Suassuna e com o ator Emiliano Queiroz, além de um debate sobre Literatura na Internet e um vídeo institucional sobre o BNB.

Com duração média total de 55 minutos, cada uma dessas entrevistas e debate disponível no canal do CCBNB no You Tube está dividida em cinco a sete blocos. Ao todo, são 44 vídeos publicados no referido canal, segmentados em sete programas especiais (entrevistas e debate), mais o vídeo institucional.

Entre os diferenciais interessantes do acesso a esses vídeos publicados no canal do CCBNB no You Tube, o designer gráfico do Ambiente de Comunicação do BNB, Gabriel Ramalho, aponta: “os vídeos podem ser vistos na Internet, no momento e na ordem em que o internauta desejar e, também, através de dispositivos móveis, em qualquer lugar, como Ipod, Iphone e demais smartphones; além disso, os usuários podem optar por se inscrever no canal de vídeos, recebendo, assim, todas as atualizações em primeira mão; e todos os vídeos podem ser compartilhados em blogs, redes sociais ou enviados aos amigos”.

As entrevistas foram gravadas no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza, dentro dos programas Nomes do Nordeste, Literato e Papo XXI. O Nomes do Nordeste mostra a trajetória de vida e a atuação artístico-cultural dos principais nomes da cultura nordestina, por meio de depoimentos de profissionais e artistas reconhecidos nacional e internacionalmente.

Já o Literato contempla a realização de palestras com autores nordestinos, além de debates sobre temas ligados à literatura regional. Nesses encontros, os leitores são apresentados às idéias dos autores, discutindo obras ou temas.

Além do Nomes do Nordeste e do Literato, o CCBNB realiza o Papo XXI. Nesse programa de debates, o tema central são as tendências da cultura para o Século XXI. O objetivo é discutir e aprofundar os conhecimentos sobre temas emergentes da atualidade, com forte repercussão no Nordeste.

Editados no formato DVD, as entrevistas, debates, depoimentos e palestras referentes a esses três programas são veiculados na rede de TVs públicas brasileiras. Organizadas em cinco coleções de dez volumes, esses DVDs são distribuídos gratuitamente pelo Centro Cultural Banco do Nordeste para bibliotecas e estabelecimentos de ensino públicos, equipamentos culturais e organizações não-governamentais, mediante solicitação por ofício. A íntegra das entrevistas com os cantores e compositores Alceu Valença e Geraldo Azevedo também está disponível em forma de livro.

Veja a seguir a sinopse de cada uma dessas entrevistas disponíveis no canal do Centro Cultural Banco do Nordeste no You Tube (www.youtube.com/user/centroculturalbnb):

RIO Ganha Biblioteca-Parque

Os cerca de 100 mil moradores de 16 comunidades de Manguinhos, um dos maiores complexos de favelas na zona norte do Rio, ganharam nesta quinta, 29, a primeira biblioteca-parque do Brasil.

Com uma área de 3,3 mil metros quadrados, o espaço tem um local só para jogos, uma filmoteca, sala de leitura para pessoas com deficiências visuais, acervo digital de música, cineteatro, cafeteria, 40 computadores com acesso gratuito à internet e uma sala de reuniões.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse que o projeto é baseado na experiência colombiana, que explora o espaço da biblioteca além do papel tradicional, trabalhando também com o conceito de centro cultural.

“Cultura é um direito de todo o brasileiro e o Estado tem a obrigação de disponibilizar este direito. E esta biblioteca vai estimular e dinamizar a leitura. Toda obra do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] terá uma biblioteca como esta, por meio de uma parceria nossa com o Ministério das Cidades e com os governos estaduais.”

Juca Ferreira acredita que o espaço cultural vai contribuir para diminuir os índices de violência na região de Manguinhos, palco de constantes tiroteios e guerras entre traficantes e policiais.

“Cultura não combina com violência. Ela qualifica relações humanas, a subjetividade das pessoas e onde tem cultura o índice de violência baixa, estratégias como as de Nova York e Medelín (Colômbia) demonstraram isso e nós estamos trabalhando para que a população tenha acesso pleno à cultura.”

Além dos cerca de 25 mil livros, a biblioteca vai oferecer cerca de 800 DVDs, três livros digitais, centenas de gibis e 3 milhões de músicas. Os livros podem ser cedidos por meio de empréstimos.

O cartunista Maurício de Souza participou da inauguração da biblioteca acompanhado de personagens da Turma da Mônica. Ele anunciou a doação de 100 mil gibis à biblioteca. A Academia Brasileira de Letras também se comprometeu a manter o arquivo da nova biblioteca sempre renovado com doações.

O estudante Lucas Mendes, 8 anos, disse que pretende visitar o novo espaço com frequência, embora admita não gostar muito de ler. “Aqui tem vários livros legais e jogos que nunca tinha visto. Tem muita coisa pra fazer. É melhor do que ficar em casa, né?”.

O projeto é uma parceria do Ministério da Cultura e do governo do estado do Rio e custou R$ 8,6 milhões, sendo que R$ 7,4 milhões foram custeados pelo governo federal.

No Rio, estão previstas mais três bibliotecas-parque para serem inauguradas este ano. Duas já estão em construção: uma na Rocinha, favela da zona sul da cidade, e outra no Complexo do Alemão, zona norte.

Mídia Reverencia 80 da CINÉDIA

Produtora de clássicos da cinematografia nacional e responsável pelo início da industrialização do setor no país, a Cinédia completa, a 15 de março, 80 anos de inestimáveis serviços prestados à SÉTIMA ARTE. Hoje voltada para a preservação da memória deste importante capítulo que escreveu na história do cinema brasileiro, a empresa comemora o iminente lançamento de cópias restauradas de sete longas filmados entre 1936 e 1950, entre outras novidades.

O ÉBRIO, maior sucesso de bilheteria da Cinédia, é uma das grandes atrações do acervo da companhia carioca

Dois estão entre os mais conhecidos produzidos nos estúdios de São Cristóvão, no Rio: Bonequinha  de Seda (1936), de Oduvaldo Vianna, e Berlim na Batucada (1944), de Luiz de Barros. Considerada a primeira superprodução nacional e um dos filmes mais importantes de sua década, Bonequinha inaugurou uma série de inovações como o uso da grua e de maquetes. Nele, a jovem Marilda (Gilda de Abreu, convidada após a recusa de Carmem Miranda), supostamente recém-chegada de Paris, é apresentada à sociedade carioca, que se rende à finesse da moça sem saber que ela jamais estivera na Europa. Berlim também traz uma crítica bem-humorada ao debochar das potências envolvidas na Segunda Guerra Mundial, que prejudicou a produção cinematográfica também por aqui. Estrelam a película Procópio Ferreira, Francisco Alves e o Trio de Ouro, formado por Herivelto Martins, Dalva de Oliveira e Nilo Chagas.

Bonequinha ficou apenas cinco semanas em cartaz no Cine Palácio e saiu por imposição de estúdios estrangeiros. Já “Berlim” é um musical belíssimo que traz o Francisco Alves como o malandro Zé Carioca”, conta Alice Gonzaga, presidente do Instituto para a Preservação da Memória do Cinema Brasileiro, diretora da Cinédia e filha de seu fundador, o jornalista Adhemar Gonzaga.

Os outros cinco filmes – “Obrigado, Doutor” (1948), “Estou Aí?” (1949), “Poeira de Estrelas” (1948), “Dominó Negro” (1950) e “A Inconveniência de Ser Esposa” (1950) – resgatam a valiosa contribuição como diretor e produtor de Moacyr Fenelon, um dos fundadores da famosa Atlântida Cinematográfica, conhecido como também pelo trabalho de sonorização de filmes como Alô, Alô, Carnaval ! (1936), de Adhemar Gonzaga. Em agosto, as películas farão parte de mostra que homenageará o profissional no Instituto Moreira Salles.

O trabalho de restauração, iniciado há cerca de dois anos, está em fase de finalização e deve se encerrar nos próximos meses. As sete cópias poderão ser lançadas também em DVD e Blue-Ray. Elas se juntarão aos outros 17 longas já recuperados (a Cinédia produziu 55 entre 1930 e 1952) que serão exibidos em inúmeros festivais pelo país. Entre eles, o maior sucesso da produtora, “O Ébrio” (1946), de Gilda de Abreu, uma das maiores bilheterias do cinema nacional até hoje.

Os planos não param por aí. Em abril, a Cinédia começará a oferecer cursos sobre cinema e palestras, dando início ao projeto de transformar em centro cultural o casarão em que funciona hoje, em Santa Teresa.

Este ano, a CINÉDIA deve dar o pontapé na digitalização de aproximadamente 90 mil documentos de seu acervo. São fotos, roteiros originais e diários de filmagem, entre outros, reunidos desde o início do século por Adhemar e Alice.