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Cine Festival vai evidenciar beleza e paisagens naturais de Araxá

 

Às vésperas de realizar seu primeiro Festival de Cinema, a cidade de Araxá começa a despertar atenção. É lá que, durante uma semana, o Cinema Brasileiro vai estar hospedado numa intensa programação, da qual constam oficinas, workshop, lançamentos de livros e DVDs, exibições grstuitas de filmes brasileiros, e diversas mostras competitivas e informativas.

O I Araxá Cine Festival foi idealziado por Débora Torres, que também é sua Produtora-Executiva, tem Curadoria de Rubens Ewald Filho, e direção artística de Alberto Araújo. O Festival será aberto dia 10 e prossegue até 16 de setembro.

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História preservada: o antigo prédio da Rede Feroviária, onde hoje funciona a Fundação Cultural de Araxá…

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As lindas paisagens da região atraem centenas de turistas a Araxá, anualmente…

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Cercado de verde, calmaria e beleza, a arquitetura imponente do Grande Hotel é uma das atrações mais visitadas pelos turistas…

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O Museu Dona Beja leva o nome de famosa cortesã que viveu na região no século XIX e foi inspiração para conhecida novela…

O museu também guarda itens usados na novela da Manchete, que contou a história da mulher que deu nome ao local. Ana Jacinta de São José, a Dona Beja, é considerada uma das mulheres mais bonitas de seu tempo. Em sua época, foi mal vista pelas conterrâneas por causa de sua beleza. Apaixonada por um homem que se casou com outra, ela acabou virando cortesã, amante de grande parte dos homens casados da cidade, e enriqueceu às custas de seus admiradores.

Outro ponto importante para o turista é conhecer a Fundação Cultural Calmon Barreto. O local expõe peças de artesanato e ótima opção para quem deseja comprar produtos locais. São doces caseiros, peças de arte e até sabonetes de lama. Quando for visitar Araxá, não deixe também de provar os doces de Dona Joaninha e Dona Ana, que incluem frutas cristalizadas e doces de amendoim. A cachaça também é destaque neste município mineiro. 

As igrejas de Araxá, de beleza simples e encantadora, também valem uma visita. Entre as mais visitadas, a Igreja Matriz de São Domingos e o Santuário Nossa Senhora de Fátima. Na Igreja Matriz de São Sebastião, os turistas podem ver também o Museu Sacro São Sebastião

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A Igreja São Sebastião, onde fica o Museu Sacro…

Depois da visita ao centro histórico, os amantes de esportes radicais, ecologia, e turismo de aventura podem encontrar muitas opções de passeios. Araxá é um dos principais acessos ao Parque Nacional da Serra da Canastra, onde encontram-se cachoeiras, trilhas e é possível escalar paredões.  Já o Centro de Aventura do Barreiro está dentro do Complexo do Barreiro, contando com tirolesa e arvorismo, com programas especiais para crianças e adultos.

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Araxá é uma das portas de entrada para a famosa Serra da Canastra…

Incentivo à Consciência Ecológica

 

LIVRO ENSINA EDUCADORES A DESPERTAR

 A CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA

 

Em Criando habitats na escola sustentável, Lucia Legan mostra como os educadores podem incentivar seus alunos a construir espaços ecológicos na própria escola.  

Contribuir para que os educadores atuem como parceiros da conscientização ambiental, estimulando seus alunos a criar habitats no espaço escolar, é o objetivo do livro Criando habitats na escola sustentável, editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, por meio de seu selo Imprensa Social, em parceria com o Ecocentro IPEC (Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado). O livro sugere a utilização da metodologia para a educação em sustentabilidade baseada na permacultura, método para alcançar a cultura sustentável e um sistema de planejamento para a criação de ambientes produtivos, sustentáveis e ecológicos. 

O lançamento acontece amanhã, 26, a partir das 19 horas, na Livraria da Vila – Alameda Lorena, 1.731. 

Composta de um livro do educador e outro livro de atividades para os alunos, a obra apresenta cinco projetos de habitats que podem ser criados: alimentação, silvestre, água, energia & tecnologia e cultura & economia verde. As atividades propostas no livro do educador são descritas no caderno de atividades.  

“Experiências de aprendizagem com base no habitat têm impacto positivo na compreensão dos alunos sobre importantes conceitos científicos e suas técnicas investigativas”, acredita a autora. Lucia Legan parte do princípio de que o habitat da escola é um laboratório de aprendizagem a céu aberto, fornecedor de componentes essenciais para sustentar a vida silvestre dentro da escola e gerador de oportunidades de experiência e aprendizagem para todas as idades.

De forma simples, a publicação dá algumas dicas para iniciar o desenvolvimento de um habitat na escola e mostra de que forma aplicar e integrar a sustentabilidade ao currículo, além de dar as ferramentas certas aos seus estudantes, com dicas da educação infantil até o 8º ano.  

“Mão na massa”

Para criar habitats, é preciso definir um grupo de implementação, que pode ser composto por professores de outras salas, estudantes de outras séries e membros da comunidade, como jardineiros, pais, responsáveis, avós, vizinhos e voluntários. Depois, é necessário analisar o local e avaliar os aspectos físicos (solo, topografia, padrões de drenagem, de onde vem o sol, locais de sombra etc.) e os componentes naturais, como plantas e animais, do local. Também é importante anotar toda a influência humana presente no local, como muros e objetos. Depois, “desenha-se” o habitat. Na seqüência, pode-se escolher entre os cinco tipos de habitats.

O primeiro, alimentação, nada mais é do que uma horta. Para isso, é preciso de um solo bom, composto ou húmus, algumas sementes e água – a autora explica os cuidados que são precisos para a irrigação, recomendando regar com pouca frequência, mas profundamente.

 O habitat silvestre serve para a criação de animais, estabelecendo áreas para alimento, água, morada e um local seguro para os animais criarem seus filhotes – borboletas e morcegos são dois exemplos do livro.  

O habitat água ensina como construir um ambiente de paisagens com água, como uma pequena lagoa. Esse tipo de ambiente provê água para animais beberem e tomarem banho, e também pode servir para reprodução de peixes pequenos, insetos, anfíbios e répteis. Esse habitat é enriquecido quando há jardins próximos para a criação de abrigos úmidos para os anfíbios. 

Energia & Tecnologia, o quarto habitat, detalha os conceitos de energia renovável e não renovável, e mostra como aproveitar ao máximo as duas formas de energia, e o conceito dos 5 “R’s”, para economizar energia: Repensar, Reduzir, Reutilizar, Reparar e Reciclar.

Por fim, Cultura & Economia apresenta o conceito de economia verde, pelo qual os recursos renováveis devem ser consumidos em um ritmo em que podem ser substituídos.  

Sobre a autora

Lucia Legan nasceu em Adelaide, Austrália. É pedagoga, especialista em permacultura e jardinagem. Viajou por várias partes do mundo, sempre desenvolvendo projetos para a educação e o desenvolvimento sustentável. Em 1998 fundou o Ipec em Pirenópolis, Goiás, junto com o marido, o brasileiro André Soares. Os dois vivem no centro, onde desenvolvem projetos de educação ambiental e só consomem produtos locais e orgânicos.