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Primeiro de Abril é noite de Cinema na Casa Laura Alvim

Livro com a storyboard do filme da cineasta Maria Letícia, que conta com a contribuição preciosa de Emiliano Queiroz, terá primeiro lançamento no RIO

Abril

O lançamento acontece nesta segunda, 31 de março, a partir das 19h, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, no Rio.

Trata-se de um tipo raro de livro pois traz a Storyboard completa do premiado filme de Maria Letícia – baseado em peça homônima da dramaturga Leilah Assumpção.

Storyboard são organizadores gráficos a partir dos quais grande maioria dos cineastas desenvolvem seus roteiros e, principalmente, suas filmagens. Trata-se de uma série de ilustrações ou imagens arranjadas em sequência com o propósito de pré-visualizar um filmeanimação ou gráfico animado, incluindo elementos interativos em websites.

O processo de storyboarding, no formato em que é conhecido atualmente, foi desenvolvido pelo Walt Disney Studios durante o começo da década de 1930, depois de anos de utilização de processos similares em outros estúdios de animação.

Rosa Abril

No caso de Primeiro de Abril, Brasil – o filme de Maria Letícia que em 1989 rendeu à atriz Rosamaria Murtinho o KIKITO de Melhor Atriz no Festival de Gramado -, todo o filme está na storyboard (com belíssimos desenhos do artista Mixel) que o público poderá conhecer agora.

A data de lançamento não é à toa: afinal, chega-se aos 50 anos do golpe militar que levou o país a um longo período de escuridão com liberdades cerceadas, e também acontece no ano em que se comemoram os 25 anos do lançamento do filme em festivais pelo país.

Lelé e Mili ótimos

Os queridos anfitriões do lançamento de ‘Primeiro de Abril, Brasil’: Maria Letícia e Emiliano Queiroz…

Portanto, a pedida pra esta segunda-feira no Rio, véspera do Dia da Mentira, é a verdade do lançamento da storyboard de ‘Primeiro de Abril, Brasil’.

O #BlogAuroradeCinema recomenda a ida ao lançamento da versão-livro do filme Primeiro de Abril, Brasil na Casa de Cultura Laura Alvim. A cineasta Maria Letícia e o ator Emiliano Queiroz estarão por lá conversando com o público e autografando a obra.

Mili apontaAurora Miranda Leão e Emiliano Queiroz em click da cineasta Maria Letícia…

Delícia de Sobremesa: Vida e atuação de Emiliano Queiroz viram espetáculo teatral

Em cartaz no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea, Rio, o espetáculo Na Sobremesa da Vida cumpriu breve temporada em Fortaleza, e teve casa lotada todas as noites. Por isso, deve voltar à cena cearense em teatro que leva o nome do protagonista da peça, EMILIANO QUEIROZ.

Em 60 de carreira, são mais de 300 personagens em 60 filmes, 50 peças e inúmeras novelas. Emiliano Queiroz é um Mestre: conta a história da própria vida, encenando passagens marcantes, e revivendo personagens que marcaram a história da Dramaturgia Brasileira. E o faz com absoluto domínio da cena. Ao lado dele, Ivone Hoffmann – Patrimônio do nosso Teatro -, Antônio dos Santos e a neta Ana Queiroz compõem um belo quarteto, capaz de fazer rir, emocionar, e receber aplausos em cena aberta, várias vezes.

Julinha Lemmertz foi prestigiar a estreia de Emiliano no Rio…

Essa capacidade singular de EMILIANO de conquistar adesões e cativar seguidores é cada vez mais impressionante. A confirmação disso vem através de um teatro lotado nos 4 dias em que o espetáculo dirigido pelo querido e respeitado encenador Ernesto Piccolo esteve em Fortaleza: plateia lotada, estacionamento abarrotado, cadeiras extras e gente voltando da porta, todas as noites.

Cercado de fãs: foi assim que Emiliano Queiroz ficou ao terminar a temporada de ‘Na Sobremesa da Vida’ em sua terra natal…

Emiliano Queiroz, cearense de Aracati, é uma das figuras mais queridas do Teatro, Tv e Cinema Brasileiros. Já conta mais de 70 de vida e está comemorando no palco seus 60 de carreira artística.

Em cena, o texto é sua própria história, registrada de forma lúdica e poética pela companheira Maria Letícia, cineasta premiada, poetisa e escritora de belas pérolas literárias.

A trajetória de EMILIANO QUEIROZ, na qual vida e obra se entrelaçam -como é corriqueiro entre os Artistas vocacionados, para quem não existe separação entre Vida e Arte -, resultou num dos mais bem escritos e tocantes livros da Coleção APLAUSO – meritório projeto idealizado e coordenado pelo crítico Rubens Ewald Filho para a Imprensa Oficial de São Paulo (infelizmente, encerrado abruptamente, sem qualquer explicação).

Este livro – NA SOBREMESA DA VIDA -, que se inicia com os primeiros passos de Emiliano ainda na cidade litorânea de Aracati, chegou ao cinema, em curta-metragem dirigido por Maria Letícia e exibido em alguns festivais, e agora chega ao teatro, com competente direção do também ator Ernesto Piccolo. Ao lado de Emiliano, a neta Ana Queiroz, o conterrâneo Antônio dos Santos, e a grande Ivone Hoffmann.

Tive a oportunidade de ver o filme e assisti ao espetáculo na temporada de Fortaleza. E posso dizer: Na Sobremesa da Vida é um espetáculo encantador ! Merece ser visto, por atores, não atores, gente da classe, artistas, estudantes de teatro, fãs de Emiliano e gente que quer conhecer, com olhares de poeta, alguns escaninhos onde a vida se mistura com a Arte.

Aurora Miranda Leão, Ivone Hoffmann e Maria Letícia em noite de teatro…

O espetáculo de Emiliano Queiroz, Ernesto Piccolo e Maria Letícia emocionou-me. Como eu, eram muitos sentindo igual na plateia. NA SOBREMESA DA VIDA flui com leveza, humor inteligente, e os gostos próprios de quem se aventura pelas delícias de saborear o que vem depois de um bom prato. Exatamente assim.

Ernesto Piccolo, Ivone Hoffmann, Emiliano, Ana Queiroz e Antônio dos Santos…

Ao lado da alegria por rever um Ator Magnânimo no palco, um Conterrâneo mais que querido, e um artista admirável, Na Sobremesa da Vida marca porque vem embalada em profundo sentido humanitário, temperada com comovente sinceridade, e lapidada com o condão mágico de uma direção que alcança um nível elevado de emoção com simplicidade, coerência, e senso do melhor Teatro.

O diretor Ernesto Piccolo saudado por Cissa Guimarães…

Ernesto Piccolo, do alto de sua profícua e bela trajetória no teatro – dirigindo sempre espetáculos de grande beleza, profundidade e conhecimernto da carpintaria cênica -, consegue transformar a ‘simples contação de história’ da vida de Emiliano Queiroz num espetáculo de teatro eloquente, gostoso de ver, de extrema comunicação com a plateia, engraçado quando assim se faz necessário, e capaz de tocar – com sensibilidade e elegância – em feridas históricas importantes (que marcaram não só a carreira de Emiliano mas a de tantos colegas de Teatro, como é o caso do exemplo de Tônia Carrero, que recebe bela homenagem em cena) de forma nada panfletária e muito convincente.

Desde o início, Emiliano Queiroz cativa por sua capacidade suprema de interpretar, teatralizando a própria vida, passando dos 6 anos à idade atual com tamanha competência que quase chegamos a vê-lo criança querendo ‘convencer’  a mãe do desejo de ser padre, adolescente vendo o cinema até no serviço militar, e contaminado pelo vírus do Ator quando resolve se mandar para São Paulo em busca de aprender o ofício.

É belíssima a cena em que ele vai na boléia de um caminhão para Sampa, momento no qual uma bem arquitetada projeção dá ao público a impressão de viajar junto com o ator em busca do sonho de ganhar as telas. Nesta cena em especial, há momentos hilários e revela-se a fina sintonia entre atores e direção – Emiliano e Antônio dos Santos estão ótimos !

Na Sobremesa da Vida: Ana Queiroz, Emiliano e Antônio dos Santos em cena hilária com primorosa direção de Ernesto Piccolo…

Outra cena incrível é quando Emiliano resolve ir morar numa casa de praia e lá recebe a ‘visita’ de dois colegas hippies… Antônio dos Santos (outro ator cearense) está muito bem, assim como a jovem Ana Queiroz. Aliás, todo o elenco reveza-se em vários papéis, mostrando agilidade e capacidade de incorporar outros personagens. E todos o fazem com muita maestria, o que mais uma vez empresta dividendos à direção de Piccolo e assegura um espetáculo que merece ser visto.

Ana Queiroz e Aurora Miranda Leão embarcando Na Sobremesa da Vida

Bacana também quando Emiliano conta de sua incursão no mundo da televisão, quando a então escritora Glória Magadan o convida para escrever uma telenovela. A cena é engraçada porque engraçada é esta passagem na vida do ator. Mas o mais bacana é saber que a notável novelista Janete Clair tinha por Emiliano uma imensa admiração e carinho, que ele revela com orgulho e retribui destacando a importância da exímia teledramaturga em sua vida e na história da televisão.

Emiliano Queiroz e Maria Letícia: parceria da vida inteira…

Esse modo  de ser de Emiliano Queiroz – generoso, humano, amigo, afetuoso, pleno de gentilezas, e profundamente grato – perpassa todo o espetáculo. E aos méritos dele por cultivar sentimentos tão bonitos e dignificantes, junta-se o mérito da escritora Maria Letícia em conseguir traduzir isso pro papel com firmeza e objetividade, e o talento de Ernesto Piccolo para untar, com um tipo de polvilho que só o bom teatro consegue, as tantas passagens da vida de Emiliano, tornando acessíveis as alquimias que Emiliano Queiroz carrega consigo e que são as grandes responsáveis pelo Ator Magnânimo que o público aplaude e a crítica aprova. Um Ator cujo magnetismo está aí a revelar – mesmo sem o querer – o ser humano especial que é. Daí ser Emiliano Queiroz um semeador de grandes plateias e um encantador de almas.

Meu beijo carinhoso e o APLAUSO sincero e comovido deste AURORA DE CINEMA para Emiliano Queiroz, Ernesto Piccolo, e a querida amiga Maria Letícia !

Emiliano Queiroz recebe abraço de Aurora Miranda Leão no teatro…

Adeus a NILDO PARENTE…

É o cineasta LUIZ CARLOS LACERDA quem informa:

Triste notícia: hoje à tarde o nosso querido NILDO PARENTE  faleceu no Hospital Silvestre, em Santa Teresa (RJ), aos 75 anos, depois do terceiro AVC…

Nildo estava em coma há cerca de 2 meses. Ano passado fiz um documentário sobre ele para a série Retratos Brasileiros do Canal Brasil, exibido em outubro.

NILDO viu o filme e ficou muito feliz pela homenagem. Já tinha tido o primeiro AVC mas aparentava estar se recuperando. Estava contratado até hoje pelaTV Globo e iria participar, mais uma vez, de uma novela de GILBERTO BRAGA, destavez INSENSATO CORAÇÃO, mas não chegou a gravar.
Vamos prestar uma homenagem ao querido ATOR. Assim que souber do local e hora, eu avisarei. Hoje essa informação é capaz de sair no Jornal da Globo.
Adeus, amigo !
Beijos,
Bigo.
 
NILDO, ao lado de NEY MATOGROSSO, no curta DEPOIS DE TUDO
Com Daisy Lúcidi: destaque em PARAÍSO TROPICAL, do amigo Gilberto Braga
NILDO contracena com NEY MATOGROSSO no curta DEPOIS DE TUDO, de Rafael Saar
UM POUCO MAIS sobre NILDO PARENTE
 
Nildo Parente estreou no cinema, no filme O Homem que Comprou o Mundo (1968), de Eduardo Coutinho.

Em seguida, fez o papel principal no longa Azyllo Muito Louco (1969), de Nelson Pereira dos Santos, onde atuou ao lado de Luiz Carlos Lacerda e Leila Diniz, voltando a filmar com Nelson “Quem é Beta?” (1972), “Tenda dos Milagres” (1977) e “Memórias do Cárcere” (1983).

O período em que NILDO PARENTE mais atuou foi na década de 70, quando, em papéis de diferentes importâncias e sob a direção de cineastas diversos, fez mais de 20 filmes, entre esses “Anjos e Demônios” (1970), de Carlos Hugo Christensen: “São Bernardo” (1972), de Leon Hirszman: “Os Condenados” (1973), de Zelito Viana: e “Coronel Delmiro Gouvêa” (1977), de Geraldo Sarno.

Nos anos 1980 e no começo dos 1990, fez mais de dez filmes: “Luz del Fuego” (1981), de David Neves; “Rio Babilônia” (1982), de Neville D’Almeida; “O Beijo da Mulher-Aranha” (1984), de Hector Babenco; e “Natal da Portela” (1988), de Paulo Cezar Saraceni.

Nos anos 90, participou dos filmes “Bela Donna” (1998), de Fábio Barreto; “Seja o que Deus Quiser” (2002), de Murilo Salles; e “Inesquecível”, de Paulo Sérgio Almeida.

Seus principais trabalhos em teatro foram “Hoje é Dia de Rock”, de Rubens Corrêa; “Francisco de Assis”, de Ciro Barcellos; e “Ai Ai Brasil”, de Sergio Brito.

Nildo fez parte do elenco do Grande Teatro Tupi, onde encenou aproximadamente 20 peças do programa, de 1958 a 1963.

Na televisão, trabalhou em diversas novelas, como “Água Viva”, “América”, “Senhora do Destino” e “Celebridade”. Em 2007, Nildo Parente participou da novela Paraíso Tropical.

Em 2008, após participar do espetáculo “As Eruditas”, Nildo voltou aos palcos, desta vez ao lado de Francisco Cuoco e grande elenco, com a peça “Circuncisão em Nova York”. O ator também esteve na TV, em participação especial nos últimos capítulos da novela Amor e Intrigas, na Record.

Ainda em 2008, NILDO esteve no curta Depois de Tudo, co-produção da ONG Cinema Nosso com a Universidade Federal Fluminense (UFF) e pôde ser visto também no longa Meu Nome é Dindi, de Bruno Safadi.

Em 2009, Nildo Parente fez participação especial na série “A Lei e o Crime”, da Record. No mesmo ano, subiu ao palco no espetáculo “Medida por Medida”.

Seu mais recente trabalho foi no longa-metragem Chico Xavier. dirigido por Daniel Filho.

NILDO PARENTE era cearense e esteve em Fortaleza muitas vezes, aqui tinha muitos amigos, entre eles a estilista Fátima Castro. Numa das últimas vezes, subiu ao palco do Teatro José de Alencar ao lado de EMILIANO QUEIROZ, conterrâneo e grande amigo, e Ada Chaseliov, entre outros, no belo espetáculo OS FANTÁSTIKOS
Encontrei com Nildo várias vezes e era sempre um prazer estar com o ator, figura das mais agradáveis e educadas, aquele tipo que de imediato chamamos BONACHÃO, além de ser um ator querido na classe artística, sem nenhuma afetação e muito talento.
NILDO PARENTE já deixa saudades… Descansa em paz, NILDO !
 

Enfim, A Biografia de RUBENS CORRÊA

Rubens Corrêa, um Salto para Dentro da Luz, livro de Sergio Fonta (Coleção Aplauso, Editora Imprensa Oficial de São Paulo, 600 p.) Lançamento: HOJE na Livraria Travessa / Leblon, às 19h. 

PORQUE  RUBENS CORRÊA MERECE NOSSA ETERNA SAUDADE e ADESÃO  

 

 

                 O Legado da Paixão

 

Rubens Corrêa foi um dos maiores atores do Brasil, talvez o maior. Para alguns esta afirmação pode parecer um exagero, mas não é: ele foi mesmo. Quem o assistiu em cena nunca mais o esqueceu. Diário de um louco, que ele interpretou com 33 anos, Marat-Sade (em São Paulo e depois Rio) ainda nos anos 60, O assalto, O arquiteto e o imperador da Assíria, Hoje é dia de rock, O beijo da mulher-aranha, mais que tudo Artaud! e O futuro dura muito tempo, seu último trabalho antes de retomar Artaud! até o fim de seus dias, todos estes trabalhos-ícones, entre dezenas de outros, transformaram-se num legado apaixonado de quem amou o teatro como poucos.

Nascido em Aquidauana, Mato Grosso do Sul, em 23 de janeiro de 1931 e morto em 22 de janeiro de 1996 no Rio de Janeiro, Rubens Corrêa construiu sua carreira ao lado do diretor e também ator Ivan de Albuquerque, cujo impulso definitivo veio com a inauguração do Teatro Ipanema, onde a dupla emplacou seus maiores sucessos. Mas Rubens não se limitou ao teatro e, embora não fosse o seu chão, realizou belos trabalhos também em cinema, como Na boca da noite e Álbum de família, entre outros, e na televisão, em novelas como Partido alto, Kananga do Japão e Pantanal, em Especiais como O bispo do rosário ou seriados como Decadência, de Dias Gomes, na Rede Globo, seu último trabalho em tv. Além disso, dirigiu inúmeros espetáculos com enorme sensibilidade, além de fazer a trilha sonora para vários deles. Amou o teatro, a poesia, a música, a vida e o ser humano. Um nome para não esquecer. Agora ficará para sempre lembrado também em livro.

O ator, dramaturgo e diretor Sergio Fonta conheceu Rubens Corrêa nos anos 70, bem jovem, quando começava sua caminhada, ainda como repórter, trabalhando no Jornal de Ipanema e no Jornal de Letras. Entrevistou-o diversas vezes durante a vida mas, desde a primeira vez, surpreendeu-se com seu carisma, sua inteligência e sua generosidade. Mais impactado ainda ficou quando assistiu à montagem histórica de O arquiteto e o imperador da Assíria, no Teatro Ipanema, em que Rubens contracenava com José Wilker, então surgindo como ator: acabou repetindo a dose por oito vezes mais.

Na introdução de Um salto para dentro da luz, Sergio Fonta fala da emoção daquele momento:

“ – O que dizer das atuações de Rubens, senhor do seu espaço, comandante irrevogável, dilacerado e definitivo, e de Wilker, pleno como o Arquiteto? Dois belos momentos de teatro. E o que dizer da inesquecível trilha sonora criada por Cecília Conde? E da encenação com direito a pietás, missas mozartianas e um enorme e misterioso chapéu branco de mulher”?

O trabalho de pesquisa de Fonta durou mais de um ano. Além da escrita do próprio livro em si, colheu dezenas de depoimentos e entrevistas com todos os que conviveram com Rubens no teatro, na tv ou no cinema, entre eles, Sérgio Britto, Ary Coslov, Julia Lemmertz, Emiliano Queiroz, Caíque Botkay, Ivone Hoffmann, Ricardo Blat, Fauzi Arap, Evandro Mesquita, Cristina Pereira, Thelma Reston, José Wilker, Nildo Parente, Maria Padilha, Walter Lima Júnior, Jacqueline Laurence, Rosamaria Murtinho e  Tizuka Yamasaki.

“ – Espero ter contribuído para a preservação da memória deste grande ator, diz Fonta. Seu universo é tão vasto, suas amizades tão permanentes, pois todos os que deram seus depoimentos conservam intactos seu sentimento por ele, que, talvez, fosse necessário mais um livro sobre ele, tanta a admiração e a saudade de quem o conheceu ou o viu num palco”.

 

Rubens Corrêa, um Salto para Dentro da Luz, será lançado no dia 24 de janeiro, próxima segunda-feira, na Livraria Travessa do Shopping Leblon, a partir das 19h. 

Algumas declarações sobre Rubens Corrêa para o livro Um salto para dentro da luz, de Sergio Fonta 

Emiliano Queiroz:

“RUBENS CORRÊA, um homem bom e generoso. Um artista BELO, um encantador de almas”.

 Rosamaria Murtinho: 

“Rubens deixou como legado o amor a um ideal, o amor ao teatro. A procura do texto bom para mostrar ao público. Ele sempre nivelou por cima. Sempre procurou coisa boa, espetáculo bom. E o público ia. Sempre”.

 

Maria Padilha: 

“Arte e ética juntos são imbatíveis! Esse, para mim, é o maior legado que o Rubens deixou”.

Júlia Lemmertz: 

Além de ser um ator incomparável, era uma criatura linda, dava vontade de ficar por perto dele e conversar muito”.

Sergio Britto: 

“Eu sempre disse que nós, atores, tentamos dialogar como os personagens à nossa frente. Sempre achei que o Rubens dialogava mais alto, sem exageros, ele dialogava com Deus. As suas falas adquiriam dimensão maior. Não eram meras palavras de um texto, era um ser humano tentando a comunicação maior. Esse é o Rubens Corrêa que merece ser lembrado”.

* Foi com grande alegria que soube, há mais de um ano, que Sérgio Fonta trabalhava na feitura desta biografia do ator RUBENS CORRÊA e, por causa disso, eu e Sérgio trocamos figurinhas desde então. Uma enorme e saudável alegria saber que ele se debruçava sobre vida e obra deste Mestre Querido de todos os Palcos e Telas, uma satisfação imensa partilhar este lançamento auspicioso de hoje com você, leitor amigo. Mais uma meritória iniciativa da Imprensa Oficial de São Paulo.

Esta redatora teve a honra e a alegria de entrevistar RUBENS CORREA, de vê-lo algumas vezes, sempre MAGNÂNIMO, em cima do palco, e ademais, a imensa Glória de ser aluna do Ator-Entidade, o Ator-Soberano, o Ator de todos os papéis e pra quem qualquer APLAUSO será, sempre, merecido.

Saudades enormes de Rubens Corrêa !

A propósito do Resta Um…

Porque o RESTO é sempre MAIOR que o Principal 

Estávamos todos contagiados. O mesmo sentimento de euforia e entusiasmo contagiou a mim, Ingra Liberato, Rosamaria Murtinho, Miguel Jorge, Rogério Santana e Alex Moletta naquela agradável noite goiana, ancoradouro privilegiado para nossa emoção, transformando em vibração entusiástica os pilares e preceitos nos quais se ergueu a Belair. A calorosa sensação de ter encontrado alguma coisa que parecíamos buscar há tempos, invadiu o espírito de todos, e nossa vontade era sair abraçando cada um, como dizia a inspirada letra de Chico : “Era uma canção, um só cordão, uma vontade, de tomar a mão de cada irmão pela cidade”… Sim, era como se, a partir das contundentes e belas imagens garimpadas por Bruno Safadi e Noa Bressane, tudo começasse a criar sua própria lógica e os sentidos eregiam conexões absolutamente inovadoras, criando sensorialidade onde antes havia interrogação e tédio. Uma incisiva sintonia aflorou e o rosto de cada um estampava fulgores até então impensáveis.

Capital goiana foi a concha envolvente que abrigou o RESTA UM

Assim, foi-se desenhando com mais clareza a idéia inicial de fazer um registro imagético do inesperado encontro em Goiânia, cidade aprazível demais para deixarmos perder-se nos desvãos do andamento voraz do cotidiano, próprio da modernidade líquida onde estamos imersos(tão bem definida pelo sábio sociólogo Zigmunt Balman).

Miguel Jorge, Ingra l.iberato, Alex Moletta, Aurora, Rogério Santana, Rosamaria Murtinho e Débora Torres: cada um, a seu modo, contribuindo pro RESTA UM

Qual deveria ser o próximo passo então ? Como alinhavar os elos das intersecções que fomos amealhando ao longo daqueles dias, arejados de imagens e plenos do oxigênio das afinidades que se impõem pela naturalidade de ideais siameses ? Como traduzir pelo gesto da palavra e a alquimia do olhar análogo aquela luminosidade que nos arrebatava e intrometia-se em nossas conversas, todas as horas, noite adentro ? Como significar a eloqüência do instantâneo entrosamento em Goiânia e o contato absolutamente conversor expresso no encontro com a Belair ? A Belair de Júlio Bressane, Rogério Sganzerla e Helena Ignêz…

Cineasta Júlio Bressane, inspirador do clima nas gravações do Resta Um

As idéias então foram tomando assento: no restaurante do hotel, na van que nos conduzia ao cinema, nas cadeiras da sala de exibição, nas trocas de assunto a palpitar quando, a maioria de nós, assumia a função de jurados.

Então Samuel Reginatto, imagem da alegria numa única noite de cinema e festa, se juntou a Júlio Léllis, cineasta amante da Literatura e da sensatez; e se somou à disponibilidade integral de Ingra Liberato, ganhando a benfazeja cumplicidade de Rosamaria Murtinho; e conquistou Miguel Jorge, sábio escritor que de imediato aderiu à nossa idéia de fazermos um filme; e chegou até a Alex Moletta, ator e roteirista a nos encher de ânimo e verdade; e encontrou guarita em Débora Torres, chegando até Rogério Santana, e extrapolando fronteiras para ganhar Sílvio Tendler, Henrique Dantas e o próprio Bruno Safadi. 

Assim, em apenas cinco dias de absoluta imersão no universo da Sétima Arte, do qual Goiânia é âncora todos os novembros, foi gestado o Resta Um, curta-metragem agora ofertado para o olhar, a mente e o coração de quem estiver na platéia ou com este texto em mãos.

Resta Um é um curta digital, colorido, tem 19’25”, roteiro e direção de Aurora Miranda Leão. Ingra Liberato é a presença mais constante, embora não possamos dizê-la “personagem principal” ou protagonista. Isso não existe nos filmes Belair. Lá como cá, os atores não representam mas valem pelo que representam, como nos diz Antônio Medina Rodrigues, e aí a cabeça do espectador tem todo o controle e pode optar por entender o que quiser. O que pra uns pode estar explícito, para outros pode ser apenas um jogo do roteiro ou uma insinuação da direção.  

A imagem icástica de Ingra Liberato a ilustrar o cartaz, bem como o material de divulgação do filme, mostra o indicador da atriz apontando… como a indicar que Resta Um

O que resta encontrar então neste novo filme que Aurora Miranda Leão ora nos oferece ? 

O que resta pode ser você, espectador, que não participou das filmagens e não conviveu com o grupo formado em Goiânia. Resta você que entende a intenção da obra ou resta você que vai sair do cinema perguntando sobre o que é mesmo que viu e qual o sentido deste filme. 

Resta Um filme a ser feito, um fotograma a ser exibido. 

Resta Um desejo de falar da vida e contar da alegria através do cinema. Resta Um desejo de contagiar e fazer coro ao convite de Sílvio Tendler para tentar fazer mais gente entrar nesta canoa. 

Resta Um ator que não estava nas filmagens, um vinho que não foi tomado, e um beijo que não foi roubado. Resta você que se pergunta sobre o sentido deste filme, resta você que poderia ter dado um depoimento. Resta Um espectador que chegou atrasado e um diretor que não foi convidado.

Resta Um convite que não foi aceito e um amor que não se realizou. Resta Um filme que não foi feito e um roteiro inacabado, um caminho a ser seguido e um piano esquecido no canto da sala. 

Resta Um punhado de bons filmes a ver e belas músicas pra ouvir.

Resta Um violão que emudeceu e um canto de passarinhos que não se reproduziu.   

Resta Um carinho esquecido, um afago a ser lembrado e um afeto nunca recebido.

Resta Um filme a ser visto, um aplauso a ser ouvido e um som a ser imitado.

Resta Um enquadramento por fazer, um som e uma luz em sintonia.

Resta Um coração a ser tocado, um amor a ser encontrado.

Resta Um barco no oceano e um barco-olho rumo ao infinito.

Resta Um motivo a mais para se cultivar a ética, um passo a mais a ser dado, um gesto a menos a ser esquecido.

Resta Um belo quadro na parede, flores viçosas na varanda e um roteiro a ser escrito.

Resta Um canto triste a embalar a solidão e um tango sempre disposto a tocar.

Resta Um coro de pássaros a anunciar uma manhã na qual os jornais só estampem boas notícias e um amor de pai e mãe que nem a dor da ingratidão abafou.

Resta Um gol argentino a ser aplaudido, um drible de Messi a ser imitado e uma canção de Lupicínio ecoando na sala. 

Resta Um desvario a ser socorrido, um cotidiano de sonhos a percorrer o imaginário e um arrojo de Kubrick a ser lembrado. 

Resta Um quadro de Picasso a querer ver, um Renoir ainda intacto, um Rembrandt pra quem desconhece as nuances da cor e um bolero de Ravel acordando as madrugadas douradas. 

Resta Um caminho novo a buscar, uma ousadia nova a perseguir e um lixo amontoado na calçada que Vik Muniz precisa transformar. 

Resta Um samba em homenagem à nata da malandragem, um swingue de Gil e Mautner, um ator com a competência de Mauro Mendonça, um desejo de ouvir a contagiante gargalhada de Zéu Brito e mais algumas pérolas de Wisnik.

Resta Um canto feliz de andorinha a sonorizar a espera tão acalentada, e um movimento de Tchaikovsky tocando pra quem não tem medo da música clássica. 

Resta Um texto de Rubens Ewald Filho pra ler, um poema de Jorge Salomão que não nos sai da cabeça, um personagem para Fernando Eiras interpretar e um ator da grandeza de Emiliano pra gente ensinar aos que ainda vão chegar.

Resta Um brilho no olhar da criança esquecida nas madrugadas soturnas das grandes cidades, e um brilho de esperança no gesto de quem vivencia a solidariedade. 

Imagem de Aos Pés, premiado curta do cineasta gáucho Zeca Brito…

Resta Um take a mais de Zeca Ferreira, mais um documentário que Gui Castor está a concluir, uma nova inquietude imagética de André da Costa Pinto, e um novo mergulho nas invenções fílmicas de Zeca Brito.

Resta Um outro Benjamim de Gardenberg para Paulo José, um outro Suassuna para Nachtergaele, um texto com a concisão de Carlos Alberto Mattos, um novo documentário com a assinatura de João Moreira Salles e o precioso olhar de Coutinho.

Resta Um livro a ser lido e um grande autor a ser celebrado. 

Resta Um disco bonito na vitrola, um guardanapo com um poema que a noite revelou, um lenço para amparar lágrimas de amor. 

Resta um quadrilátero de paixão nas esquinas nas quais ela em vão aguardou um adeus. Resta Um um sinal de que a vida é o bem maior. 

Resta Um poeta que a noite teima em querer despertar e um silêncio revelador que o ouvido atento antevê. 

Resta Um desassossego da alma em desalinho pela paixão que arrebata e se intromete nas horas mais improváveis.

 

Resta Um violão dedilhando Bossa Nova e um bar em Ipanema rememorando Vininha.

Resta Um choro de flauta aguardando Pixinguinha e um verso ousado de Clarice, Coralina ou Adélia Prado.

Resta Um solo de Toquinho, uma marchinha do Lalá, um twiiter de Carpinejar e um olhar acurado de Caetano que a manhã precisa revelar. 

Resta Um minuto para que possamos afirmar a palavra necessária e um espanto ante à embriaguez do luar. 

Resta Um comovido apelo à Paz e uma busca incessante pela alquimia dos grandes amores. 

Resta Um olhar sempre atento à obra de Truffaut e à dramaturgia de Fassbinder, um interesse crescente pelo bandoneon de Piazzolla e um espanto ante à indiferença da sociedade do descartável. 

Resta Um motivo sempre novo para ver Fernanda representar e reler a grandeza necessária de Ibsen. 

Resta Um atrevido gosto pelos filmes incompreensíveis e um incontido apego aos lugares onde a emoção fez amigos e plantou saudades. 

Resta Um cantinho, um violão, um microfone para celebrar Mário Reis e um anseio de ouvir cantar como Francisco Alves. 

Resta Um filme de Bressane a ser visto e estudado e um olhar acurado sobre a cinematografia inspiradora da Belair. 

Resta Um dilacerante silêncio ante a brutalidade do desaparecimento de John Lennon e um inexplicável mal-estar ante as ingerências nefastas da política no cotidiano. 

Resta Um infinito e revolucionário desejo de se perpetuar nos fotogramas que hoje são pixels nas alquimias da edição digital, tão rápida e eficiente que nos faz brincar com as horas e achar graça da facilidade de criar temporalidades diversas, fazer andar pra frente e retroceder nos ponteiros de nossa imersão cotidiana. 

Resta Um constante e permanente desejo de continuar abraçando o cinema brasileiro e um desejo intermitente de ouvir o som paralâmico da guitarra de Herbert Vianna

Resta Um olhar para A Última Palavra, aquela que nos tirará do dilema profundo que parece nos atar ao nada existencial. 

Resta Um indormido desejo de expressar-se e traduzir em imagens o que vai n’alma e no pensamento. 

Resta Um permanecente intuito de reaprender a amar pra não morrer de amar mais do que pude. 

Resta, sobretudo, essa vontade enorme de acertar e prosseguir fazendo cinema e apostando em coisas nas quais acreditamos, sejam elas concludentes ou não. 

Resta ademais um desejo de falar de vida, o aconchego do abraço amigo nas noites eternas, e a ânsia de chegar a um tempo onde a ingratidão morra de sede, a indiferença naufrague de tédio, a injustiça definhe por inanição e a estupidez se envergonhe de existir… 

Porque, enfim, Resta Um desejo de amar e ser amado

Amar sem mentir nem sofrer

Desejo de amar sem mais adeus…

Até, quem sabe,

Resta Um desejo de morrer de amar mais do que pude. 

Enfim, Resta Um anseio de que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado. 

* O título deste artigo e as palavras finais nos foram inspirados por textos do cronista Artur da Távola, bem como as citações óbvias aos versos do saudoso poeta Vinícius de Moraes

PASSIONE Vem Aí…

Mariana Ximenes grava na Toscana a próxima novela, Passione…

Fotos de Márcio de Souza / Divulgação / TV Globo

As regiões da Toscana e Roma foram os cenários escolhidos para as gravações Passione na Itália, que duraram um mês. 

Mais de 40 pessoas, entre figurinistas, cenógrafo, diretores, produtores e atores, viajaram para a Itália, entre eles Tony Ramos (Totó), Mariana Ximenes (Clara), Reynaldo Gianecchini (Fred), e Bruno Gagliasso (Berilo).

Lá, os atores sofreram com o frio, principalmente em Firenze. Não dava, por exemplo, para eles ficarem de bobeira no set. Eles tinham que ser retirados enquanto havia alguma troca de luz ou posição de câmera. 

Em San Quirico, o Sol saiu e a neve foi sumindo em alguns pontos. A equipe vibrou ao gravar cenas de  Tony num campo verde, já com as flores dando o sinal da primavera. Quando a locação era mais movimentada, como Fontana Di Trevi, uma rua mais conhecida ou uma estação de trem, a equipe era cercada por turistas brasileiros, que acompanhavam as gravações.

 A estréia de Passione, de Sílvio de Abreu, está prevista para 17 de maio, entrando no horário da novela Viver a Vida…

No elenco da nova novela também estão Fernanda Montenegro, Emiliano QueirozCauã Reymond, Marcelo Anthony, Aracy Balabanian, Leandra Leal, Marcelo Médici e Gabriela Duarte.

Mauro Mendonça fará uma especialíssima participação, apenas no primeiro capítulo, no qual morrerá e, a partir daí, toda a trama se desenvolverá.

VIVA EMILIANO QUEIROZ !

Semana SESC de Artes Cênicas em Fortaleza tem como grande HOMENAGEADO o ator Emiliano Queiroz, que está na cidade desde domingo curtindo os ares da beira-mar de sua querida Fortaleza.

Hoje é dia de bate-papo com o ator a partir das 19h, no Teatro Sesc que leva seu nome e está fazendo 10 anos (avenida Duque de Caxias, 1701, Centro).

Já na quarta, 31, encerrando a programação, haverá apresentação do espetáculo Navalha na Carne – clássico de Plínio Marcos  onde a atuação de Emiliano foi consagrada no teatro e depois no cinema , às 20h, com participação do também cearense  Gero Camilo.

Programação gratuita. Caio Quinderé convida.

Outras informações: (85) 3452 9060.

Cineasta Maria Letícia, companheira de todas as horas, é autora da biografia do ator pela Coleção APLAUSO e assina belo documentário sobre EMILIANO a ser exibido na quarta.

EMILIANO QUEIROZ em Entrevista Exclusiva

Nas comemorações do Dia Mundial do Teatro Teatro  o ator Emiliano Queiroz conversa sobre o início da carreira no Ceará, o aperfeiçoamento nos palcos do Rio e de São Paulo, a carreira vitoriosa na TV e sua marcante trajetória no cinema brasileiro

Aurora Miranda Leão, jornalista/atriz/produtora cultural e uma das entrevistadoras do programa Conversando com Arte, aproveitou a passagem recente pelo Rio de Janeiro e conversou com o conterrâneo Emiliano Queiroz, um dos nomes mais conceituados do teatro, cinema e televisão brasileiros.

A conversa gira em torno da trajetória artística e das lembranças do ator a partir da infância, da adolescência e do início da carreira em Fortaleza, passando por sua ida ao sudeste, em busca de novos caminhos para exibir seu grandioso talento nos palcos do Rio e de São Paulo, sempre atuando em papéis destacados, até o reconhecimento de sua força interpretativa em novelas antológicas e participações em várias produções do cinema brasileiro.

Com Paulo Gracindo e Lima Duarte na inesquecível novela O Bem Amado, de Dias Gomes

Emiliano, que estará na próxima novela das 21h – Passione, de Sílvio de Abreu – interpretando um italiano, também falou sobre a alegria de voltar à telinha.

Numa homenagem ao Dia Mundial do Teatro, celebrado no próximo dia 27, o Conversando com Arte apresenta a entrevista com Emiliano no próximo domingo, a partir das 15h.

Cineasta Maria Letícia, Aurora e Emiliano: amizade de longa data...

O programa Conversando com Arte, patrocinado pelo Banco do Nordeste do Brasil, está no ar desde novembro passado tendo como apresentadores Aurora Miranda Leão, Calé Alencar e Nelson Augusto e já entrevistou nomes como Raimundo Fagner, Jards Macalé, Gilmar de Carvalho, Geraldo Amâncio, Henilton Menezes e Ricardo Guilherme.   

Programa Conversando com Arte

Domingo, 28 de março, 15 horas

Entrevista: Emiliano Queiroz

Universitária FM de Fortaleza, 107.9 MhZ

Acompanhe pelo www.auroradecinema .com.br ou www.radiouniversitariafm.com.br