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Carnaval de São Luís em livro de Euclides Moreira Neto

Professor da UFMA, grande agitador cultural e profundo conhecedor da cultura popular maranhense, EUCLIDES lança livro no próximo dia 19

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O livro Quando a Purpurina não reluz, com selo do Instituto Guarnicê e Gráfica Minerva, será lançado na próxima quinta, 19 de dezembro, às 10 horas, na Biblioteca Pública Benedito Leite.

Euclides Moreira Neto: apaixonado pela cultura maranhense e grande incentivador das Artes, lança livro relevante sobre o carnaval de São Luís…

Quando a purpurina não reluz, de autoria do professor, mestre e pesquisador Euclides Moreira Neto reúne três artigos sobre a crise do carnaval de São Luís no ano de 2013 e as medidas adotadas pelo poder público, no período de 2009 a 2012, para revitalizar a festa momesca na capital maranhense.

 

Carnaval de São Luís ganha livro do professor Euclides Moreira Neto…

O livro de EUCLIDES MOREIRA NETO é resultado de intensa e extensa pesquisa de campo, realizada junto aos militantes do movimento carnavalesco de São Luís, o qual foi duramente afetado com a decisão do poder público municipal da capital maranhense em não construir a Passarela do Samba para os desfiles oficiais no corrente ano.

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Jornalista Aurora Miranda Leão e Euclides Moreira Neto: amizade criada pelo Cinema e banhada pela cultura maranhense…

Euclides Moreira Neto diz que, ainda que a decisão da Prefeitura de São Luís tenha se baseado em documentos formais de três entidades classistas, esses não representavam o sentimento dos militantes e apreciadores, nem a maioria dos grupos carnavalesco locais: “Foi um grande equívoco, que poderia ter sido evitado e nem pode ser repetido, sob pena de acabar com a maioria das manifestações culturais carnavalescas em São Luís”.

Carnaval 2011: Euclides e o reinado de Momo ludovicense…

Segundo Euclides, o livro é fruto de uma inquietação pessoal, uma vez que ele não se conformava com a ausência da Passarela do Samba, eliminando os desfiles dos grupos carnavalescos, principalmente Blocos Tradicionais e Escolas de Samba, além dos segmentos que se produzem e desfilam na passarela como os blocos organizados, blocos afros, e tribos de índio, entre outros. 

A Corte Momesca com o prefeito João Castelo e Euclides Moreira em 2011

Euclides conta ter feito uma verdadeira peregrinação carnavalesca no carnaval deste 2013 – em companhia do também professor do curso de Educação Artística da UFMA, José Murilo Moraes dos Santos -, e que era unânime a decepção dos organizadores e integrantes dos grupos com a ausência da Passarela do Samba no anel viário, chegando a constatar visíveis sinais de depressão em muitos desses brincantes e artistas carnavalescos. E foi assim que ele convenceu-se de que a medida adotada pela Prefeitura, destinando metade dos recursos financeiros alocados ao carnaval para a área da saúde, adoeceu muito mais gente do que resolveu problemas crônicos pertinentes à saúde da população ludovicense.

Ausência daPassarela do Samba fez falta ao carnaval 2013 de São Luís…

A medida, que num primeiro momento pareceu simpática, foi “um tiro no pé”, que trouxe, além da tristeza e desânimo para produtores e apreciadores do carnaval, prejuízos financeiros para a própria cidade, pois muita gente deixou de viajar a São Luís para conferir o carnaval, afetando grandemente a cadeia produtiva da hotelaria e o próprio comércio da capital maranhense, que não vendeu quase nada do estoque.

A beleza do majestoso Carnaval de São Luís…

O livro Quando a purpurina não reluz é assinado pelo Instituto Guarnicê e Gráfica Minerva.. O lançamento tem apoio da Secretaria de Estado da Cultura e ocorrerá no dia 19 de dezembo, às 20 horas, com a participação de integrantes do movimento carnavalesco da cidade de São Luís. Para Euclides, o livro “é um grito de alerta para os gestores de nossa cidade para que equívocos como o que ocorreu em 2013 não voltem a acontecer, estando longe de ser um manifesto político partidário para criticar a gestão do atual Prefeito”.

Passarela do Samba é uma necessidade para a vitrine que é o belíssimo carnaval da capital maranhense… 

       Para demonstrar essa isenção, Euclides Moreira revela que reuniu quase tudo que foi publicado de maneira favorável e contrária na imprensa de São Luís sobre a crise ocorrida no carnaval deste ano, apoiando-se também nesses posicionamentos para fundamentar seu texto. O livro tem prefácio do professor Sebastião Moreira Duarte, ensaísta e membro da Academia Maranhense de Letras; do jornalista José da Silva Machado (Machadinho), dono da empresa Data M; e do carnavalesco Miguel Veiga, um personagem super reconhecido e legitimado no movimento cultural de São Luís. 
Euclides e nós jun 2008
Euclides Moreira Neto, pesquisador e agitador cultural, com Fafy Siqueira, Aurora Miranda Leão e Teca Pereira (da direita pra esquerda) – São Luís, junho 2008

Espantando a saudade de São Luís

 
Cineasta goiana Mariley Carneiro, o prefeito de São Luís,  João Castelo, e a produtora Estela Piccin, de Sampa, curtindo o arraiá da praça Maria Aragão nos concorridos festejos juninos da capital maranhense…

 
A jornalista Aurora Miranda Leão, redatora deste Blog, entre seus dois queridíssimos amigos: poeta Jorge Salomão e agitador cultural Euclides Moreira Neto, presidente da Fundação de Cultura de São Luís (FUNC).

São Luís é sempre uma grande festa… Viva São Luís e Salve o Boi do Maranhão !

Por conta do GUARNICÊ…

 
Aurora Miranda Leão, Marton Olympio, Estela Piccin e Andreson Carvalho na sessão de encerramento do 33o Festival GUARNICÊ de Cinema…

 
Curtindo o incrementado arraíá da praça Maria Aragão, coordenado pela Fundação de Cultura do Município (FUNC) – leia-se Euclides Moreira Neto -, de trás pra frente: Luiz Bargmann Netto (SP), Aurora Miranda Leão, Andreson Carvalho (RJ), Marton Olympio (Rio), Jorge Salomão, Mariley Carneiro (GO) e Estela Piccin (SP)… 

 

Andreson Carvalho e Mariley Carneiro encantados com as festas juninas maranhenses. A foto mostra a decoração do “arraiá da Lagoa”, oportuna homenagem ao Tambor de Crioula, numa criação do artista Manuel Veiga (primo de nosso querido Veiga  Júnior)…

 

Ambientação inspirada na Praia Grande, pelas lentes de Marton Olympiosaudades de São Luís

 

Fotógrafo goiano João Caetano, figura principal do Doc O Olhar de João, e Andreson Carvalho, cineasta e professor da área de SOM

 
A super premiada Mariley Carneiro – jornalista e realizadora goiana que dirigiu O Olhar de João – divide a alegria da vitória com a também jornalista, Aurora Miranda Leão. Foto Andreson Carvalho

Vivas ao GUARNICÊ !!!

Atendendo a pedido da jornalista maranhense Izabel Almeida, traçei algumas considerações sobre o tradicional Festival Guarnicê de Cinema, aberto ontem à noite:

 
Acompanho o GUARNICÊ desde 2003 e de lá pra cá, venho notando melhoras e crescimento significativo no festival – aumento no número de inscrições, participação crescente de realizadores e adesão do público, diversificação da programação com mais mostras e itinerâncias, tendo inclusive gerado dois frutos importantes: o festival de Vídeo de Bolso e o Curta Lençóis. Costumo dizer, carinhosamente: o Guarnicê é o Festival MAIS FESTEIRO DO BRASIL !

O Guarnicê foi minha porta de entrada para o Maranhão. Conhecer São Luís foi uma experiência especial e modificadora na minha vida. Achei linda a cidade e a maneira como as pessoas aprovam, aplaudem e curtem sua própria Cultura.

O Centro Histórico de São Luís é uma jóia preciosa e o coordenador do festival por mais de 3 décadas, Euclides Moreira Neto (que se tornou meu amigo querido), sempre fez questão de prestigiar as maravilhas peculiares à São Luís, ofertando o rico acervo cultural maranhense aos visitantes de outros estados, possibilitando uma interação prazerosa e frutífera entre todos os convidados e realizadores, das várias regiões brasileiras, tendo o Centro Histórico como grande ponto de referência e difusão da cultura maranhense. O novo coordenador do festival, que assumiu o leme ano passado, professor Alberto Dantas, chegou com disposição e tem tentado, com determinação e empenho pessoal, levar adiante a honrosa tradição do festival, marco na história do audiovisual brasileiro. 

 

Alice Gonzaga, Aurora Miranda Leão e Euclides Moreira Neto no hall do Grand São Luís Hotel em 2008

            Através do GUARNICÊ conheci a beleza ímpar do Bumba-meu-Boi e do Cacuriá e a energia contagiante do Tambor de Crioula. Tornei-me, desde então, uma adepta de primeira hora do Boi e do Tambor, e, orgulhosamente, possa dizer ter sido muitas vezes chamada de “coureira” – grito de guerra entoado pelas mulheres que praticam a gostosa dança ao som dos tambores esquentados e calorosos, típicos da sonoridade da terra de Arthur Azevedo.

Não foram raras as vezes em que cheguei a Fortaleza com os pés “premiados” por enormes calos, adquiridos nas maviosas danças do Tambor. É tanta minha sintonia com os ritmos maranhenses que cheguei até a realizar um curta chamado SANTALEGRIA, uma declaração apaixonada de apreço e respeito pela cultura popular do estado que faz fronteira com meu berço natal. 

              

Pura diversão a quadrilha que celebrou o encerramento do Guarnicê 2007

 Desde que conheci São Luís, estar na capital maranhense durante os festejos juninos tornou-se saudável “obrigação”. É uma alegria imensa presenciar e participar deste que é o São João mais eclético e intenso do Brasil. Aliás, é no Maranhão onde o Nordeste pulsa mais forte em mim e sinto-me em casa quando avisto os primeiros sinais do Centro Histórico de São Luís.

 

O GUARNICÊ é um festival tradicional e de suma importância para a cultura audiovisual do país. Quando comecei a freqüentá-lo, comecei a perceber sua grandeza e espaço privilegiado no cenário artístico do país. Constatei não tratar-se apenas de um festival de cinema mas um enorme congraçamento de várias formas artísticas, no qual a dança, a música, os folguedos populares, o cinema, a gastronomia – e mais recentemente, as novas mídias – interagem formando um multifário mosaico a pulsar em  cores, ritmos, sons, sabores, alegrias.

 

Leona Cavalli, Aurora, Fafy Siqueira e Teca Pereira na edição 2998

É fácil perceber também, para quem atua há cerca de 10 anos na cobertura jornalística de vários eventos culturais: o Guarnicê é um festival que mobiliza as atenções de criadores – entre diretores, roteiristas, fotógrafos, atores, técnicos – de todo o país, o que é evidenciado pelo número sempre muito grande de inscrições, chegadas de vários cantos do país.

 

Lucélia Santos, homenageada da noite de encerramento (edição 2008), e Veiga Júnior, sempre uma força na organização

É sempre significativo o número de inscrições de filmes cearenses, e há sempre um número considerável de produções do Ceará concorrendo aos troféus do Guarnicê.Lembro muito bem quando em 2006 a colega realizadora Michelline Helena, roteirista profícua, de atuação marcante no Ceará, ganhou vários prêmios com seu curta Marilza e a Lata de Leite Condensado… Aliás, uma das coisas que sempre me chamou a atenção no festival, foi o interesse toda vez demonstrado por realizadores de todo o país em participar do festival.

 

O querido amigo ALLAN RIBEIRO, premiadíssimo no festival de 2007 do Guarnicê… aliás, ganhar prêmios é uma constante na trajetória de Allan. Saravá !!!

Quanto à edição deste ano, que prevê mudanças como a escolha do Centro de Convenções para as exibições, e que recebe aporte financeiro especial – tendo inclusive a Petrobrás como marca única a “Apresentar” o Festival -, acredito possa trazer um diferencial capaz de ressignificar valores, estratégias e ações, visando a uma amplitude na abrangência do festival, dotando-o de maior visibilidade junto à cadeia produtiva da cultura, e demarcando sua realização como de extrema relevância para o fomento e incremento da produção audiovisual, sobretudo do Nordeste.

 

Euclides Moreira Neto, hoje presidente da Fundação Municipal de Cultura, Rosamaria Murtinho (homenageada 2006) e Aurora Miranda Leão

    Meus votos sinceros e incentivo indormido para que o Guarnicê se reafirme EVENTO DE SUMA ACUIDADE para a Cultura do Nordeste, abraçando cada vez mais as manifestações populares típicas e tradicionais da região como valores do Patrimônio Imaterial Brasileiro, e reverbere, nos quatro cantos do país, como espaço irradiador, multicultural, abrangente e necessário para a produção, exibição, formação e discussão sobre o lugar permanente de destaque no qual queremos ver o CINEMA BRASILEIRO incluído, sempre mais.

 
 
Rubens Ewald Filho, Aurora Miranda Leão e Paulo Betti em noite de lançamento literário na edição 2007 do Guarnicê. Foto Lauro Vasconcelos.