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Cinema, Fake News, Comunicação e Interartes serão debatidos em Colóquio

Colóquio Interartes

Será aberto hoje o I Colóquio Interartes e Comunicação,  na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (Facom-UFJF). Em pauta, a interdisciplinaridade da área, contando com a presença de especialistas para apresentar o diálogo e as interfaces criadas entre cinema, literatura, mídias digitais e comunicação.

A coordenadora do curso de Rádio, Tv e Internet (RTVI), profa. Erika Savernini, e a professora Teresa Neves, são as organizadoras do Colóquio, que deve mobilizar a Facom esta semana. As docentes trabalham a fronteira interdisciplinar em seus respectivos grupos de pesquisa: “Estética e Pensamento Cinematográfico” e “Narrativas e outras Textualidades”. Tem ainda o grupo “Conexões expandidas”, orientado pela professora Soraya Ferreira, que também integra a programação.

O Colóquio une o trabalho dos três grupos de pesquisa. A professora Erika explica que a interdisciplinaridade é essencial na Comunicação enquanto ciência: “A pós-graduação da professora Teresa é na Letras; meu mestrado e doutorado são no Cinema. A professora Soraya trabalha com o campo das tecnologias digitais. Cada uma tem a sua linha de pesquisa, mas a gente estabelece diálogos.”

A ideia do evento surgiu com a intenção de trazer abordagens mais amplas para a Comunicação, aproximando-a das artes: “Com a entrada do curso de RTVI, eu queria fazer um evento com um perfil mais próximo do curso, mas o tema também conversa com o jornalismo porque, afinal, é tudo comunicação”, afirma Erika.

Erika Savernini destaca que a oportunidade de trazer convidados é muito enriquecedora para os participantes: “Com o auxílio financeiro da Capes e o apoio da Fapemig, conseguimos trazer pesquisadores de outras instituições e essa troca de experiências, que eventualmente se dá com profissionais de outras áreas, renova o pensamento”.

Para conduzir a programação, a organização convidou os professores Christine Veras, da Universidade do Texas, em Dallas (EUA), Wellington Júnio Costa, da Universidade Federal do Sergipe (UFS), e Eugênio Trivinho, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Nós resolvemos trazer pesquisadores com quem nos interessa estabelecer parcerias, contatos e, quem sabe, construir uma rede interdisciplinar”, conta Erika, líder do grupo de pesquisa “Estética e Pensamento Cinematográfico”. Os grupos “Narrativa e outras Textualidades” e “Conexões Expandidas” — respectivamente das professoras Teresa Neves e Soraya Ferreira — também estão à frente da realização do Colóquio de Interartes e Comunicação.

Coloq 1

Hoje, às 13h30, o Colóquio será aberto com palestra de Christine Veras (pesquisadora e professora de animação, University of Texas at Dallas) sobre “A pesquisa experimental em arte e tecnologia: especificidades e expansões”, a partir de sua pesquisa de doutorado, desenvolvida na Nanyang Technological University (Cingapura), que gerou a patente do Silhouette Zoetrope, vencedora, em 2016, do terceiro lugar no concurso internacional anual de melhor ilusão.

COLOQ livro

A programação segue com o lançamento, às 17h, do livro “Estudos Literários-Visuais; abordagens de um projeto de extensão interdisciplinar”, organizado pelos professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Carlos Eduardo Japiassu Queiroz e Wellington Júnio Costa (ambos estarão presentes e Wellington é palestrante amanhã, 15 de maio). O livro reúne textos de mais 7 autores, que participaram do projeto “Sextas Literárias-Visuais no DLEV”, em 2016 e 2017, apresentando suas leituras de adaptações literárias no cinema, na perspectiva do diálogo entre áreas de conhecimento e linguagens distintas, como a Arquitetura, o Cinema, o Direito, a Filosofia e a Literatura.

Amanhã, dia 15, a palestra será ministrada pelo professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Wellington Júnio Costa, que falará sobre o processo de criação do poeta francês Jean Cocteau. Neste dia, as mesas discutirão os temas “Toda realidade é fake” e “Memória, história e ficção”. Já no último dia, a palestra “Distopias Digitais” será realizada pelo professor da PUC-SP, Eugênio Trivinho, responsável pelo encerramento do evento.

Aluizio

Já o professor Doutor Aluízio Ramos Trinta apresentará o trabalho “Realmente falso ou falsamente real ?  (Os ardis do fake e sua generalização em nosso tempo)”

“Toda realidade é fake” é o nosso mote; mas será fake tudo o que tivermos na conta de realidade? E o que chamamos de realidade é o mesmo que denominamos de real? E, se houver, qual a diferença? Dois livros e dois filmes darão perímetro e volume à nossa breve reflexão. São eles, respectivamente, A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord (1968), e Simulacros e Simulação, de Jean Baudrillard (1981); “O show de Truman”, de Peter Weir (1998), e “Matrix”, de Lilly e Lana Wachovski (1999). A seu modo próprio, estas quatro obras antecipam a introdução de um real pós-humano e a irrupção de uma realidade cotidiana, reconfigurada pela inteligência artificial e modelada por algoritmos.

Aluizio Ramos Trinta é Bacharel e Licenciado em Letras e Literaturas de Língua Portuguesa pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Professor Leitor na Universidade de Toronto (Canadá), onde cursou o Mestrado em Linguística e a Especialização em Comunicação, com o Professor Herbert Marshall McLuhan. É Mestre em Linguística e Filosofia da Linguagem pela ECO/UFRJ e Doutor em Comunicação e Cultura pela ECO/UFRJ. É Professor Convidado do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Teresa

Teresa Neves, líder do grupo Narrativas e Outras Textualidades, mediará a mesa e apresentará o trabalho “Quem tem medo das fake news?”

No contexto das novas modalidades de interação e participação das redes sociais digitais, propõe-se investigar o fenômeno das fake news como uma espécie de destino irônico do jornalismo, cujas fronteiras não podem mais ser desembaralhadas, deixando em xeque a própria ideia de notícia. O estudo apoia-se nas concepções de “ecologias comunicativas” e “arquiteturas informativas”, de Massimo Di Felice, “verdade como adequação” e “verdade como desvelamento”, de Martin Heidegger, “trânsito” e “simulacro”, de Mario Perniola, e na noção arquetípica de “trickster”, tal como elaborada por Lewis Hyde.

Teresa Neves é professora associada do Departamento de Fundamentos, Teorias e Contextos da Faculdade de Comunicação da UFJF e líder do Grupo de Pesquisa Estudos de Narrativas e Outras Textualidades. Tem doutorado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora e mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Érika

Erika Savernini, líder do grupo Estética e Pensamento Cinematográfico. Vai apresentar o trabalho O sistema formal fílmico como teoria: proposta de teorização e de metodologia para entender o cinema como uma forma de pensamento engendrado no fazer.

Resumo: Apresentaremos a concepção de cinema que permeia as pesquisas desenvolvidas no grupo Estética e Pensamento Cinematográfico. Nos últimos anos, propomos uma investigação teórica sobre o ato criativo cinematográfico e sua forma expressa (o filme) com fundamento em uma teoria estética (Pareyson), uma concepção filosófica (Julio Cabrera) e uma metodologia (Teoria dos Cineastas) que tomam o cinema como uma forma de pensamento inscrito no sistema formal fílmico que é apenas traduzido (precariamente, em alguns momentos) para a língua escrita no processo de sua interpretação e no nosso modelo ocidental de produção e de divulgação do conhecimento científico.

Soraya

Linguagens e Distopias Emergentes no Ciberespaço é o trabalho a ser apresentado pela profa Doutora Soraya Ferreira.

Buscamos entender como as diferentes dinâmicas de comunicação insurgem em acontecimentos contemporâneos disruptivos, polissêmicos, contemporâneos que evidenciam a distopia do ecossistema digital. Articulamos reflexão entre teoria e prática crítica a partir da obra o Céu nos Observa” de Daniel Lima, 2010, que ganha potência poética na medida em que agencia no “comum” interações informacionais, chamando atenção para os elementos de vigia que convivemos – de maneira invisível – no nosso cotidiano. A obra nos faz ver os controles existentes em nossos territórios e fora do nosso corpo, que ao mesmo tempo dominam nossos corpos e nossas ações rotineiras, fazendo parte do nosso habitat conectivo.( Texto elaborado com Christine Mello- Líder do Grupo de Pesquisa Extremidades)

Soraya Ferreira é Doutora em Semiótica pelo Programa de pós-graduação em Comunicação e Semiótica pela PUCSP e estágio pós-doutoral no Programa de Tecnologia da Inteligência e do Design Digital da PUCSP- TIDD_PUCSP. Faz parte do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Sociedade da UFJF é líder do Grupo de Pesquisa Conexões Expandidas e é membro do Grupo Sociotramas do TIDD_PUCSP. É autora do livro A Televisão em Tempos de Convergência, pela Editora UFJF.

 Isabela

Isabela Ribeiro Norton é mestranda em Comunicação pelo PPGCOM-UFJF na linha de pesquisa Estética, Redes e Linguagens.Pesquisa temas relacionados ao fluxo informativo, dinâmica comunicacional, transmídia, redes e cultura participativa. Membra do Grupo Conexões Expandidas – Facom/UFJF.

A primeira série Original Netflix totalmente brasileira, Série 3%, trata de um futuro distópico, no qual só os 3% merecedores conseguem passar por um processo seletivo e chegar ao Maralto Analisar estratégias de divulgação da série em espaços não tradicionais, assim como os fluxos e as dinâmicas propostas nos permitem entender parte do ecossistema digital que habitamos. Olhar para como se faz comunicação e entretenimento é uma poderosa ferramenta para olhar para a nossa realidade.

Helena coloq

Helena Oliveira (PPGCOM-UFJF) apresentará trabalho que desenvolveu com Nilson Assunção Alvarenga, intitulado O real no jogo de Eduardo Coutinho. Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho, é considerado um dos principais filmes do documentário nacional e já foi amplamente discutido e estudado por pesquisadores em artigos científicos e livros. Com a intenção de trazer uma nova perspectiva para o filme, o presente artigo tentará analisá-lo sob à luz da noção de real, tal como pensada por Hal Foster e Jean-Louis Comolli, abordando os possíveis efeitos do jogo proposto pelo diretor e propondo que o documentário trata, em última instância, do papel do espectador nesse jogo. 

Laryssa

Laryssa Prado (PPGCOM-UFJF) apresentará o trabalho SÉRIES DE ANIMAÇÃO INFANTIL: representação de gênero em produções brasileiras. A presente pesquisa, desenvolvida como dissertação de mestrado (em andamento), tem como objetivo, por meio da análise fílmica, investigar como se dá a representação de gênero em três séries de sucesso no Brasil: Meu AmigãoZão, O Show da Luna e Irmão do Jorel, voltadas ao público de 03 a 11 anos. Para isso, a pesquisa também trabalha conceitos como educomunicação e estudos de gênero, além de abordar uma breve perspectiva sobre a história, modelos, formatos e escolas na animação

SERVIÇO

I COLÓQUIO INTERARTES & COMUNICAÇÃO

Quando: de 14 a 16 de maio, das 13:30h às 20h.

Onde: Faculdade de Comuicação – UFJF

Entrada franca.

Confira a programação completa

Outras informações: (32) 2102-3601/3602