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Fafy Siqueira em Entrevista Exclusiva ao Aurora de Cinema

Atriz consagrada, querida dos amigos e amada pelo público, FAFY SIQUEIRA fala de humor, Dercy, trabalho no teatro, na música e mais…

 
AC – Como tem sido a experiência de fazer o Monólogos da Vagina ?

FS – Sou acima de tudo uma compositora e as palavras desta versão de Miguel Falabella são verdadeiros POEMAS.


 
AC – Que aspectos você destacaria da peça para explicar tantos anos em cartaz e tantas montagens de sucesso ?

FS – A seriedade do assunto – violência com a mulher – sem deixar que o assunto fique maçante, chato, didádico, careta. Não somos nada disso e mostramos há 12 anos no Brasil e em mais de 150 países.

AC –  O que você gosta mais de fazer: cantar, atuar, fazer humor, Tv  ou Teatro ?

FS – Depois que eu acabo de fazer uma canção,  me sinto como um Deus. Acho que a musica é o idioma dele. Poucas pessoas sabem que já compus para Xuxa, Sandy&Junior, Joanna, Sandra de Sá, Elimar Santos, Renato Aragão, mas gosto muito de cantar e de fazer humor na TV. Eu adoro tv : parece que estou brincando de casinha!


 
AC – A experiência de viver Dercy na telinha foi um marco na carreira e um capítulo bonito da história da televisão. Como foi pra você ‘encarnar’ uma artista que tinha tanta sintonia com você ?

FS – Foi um ORGASMO: Muito prazeroso e muito curtinho ! Agradeço a Maria Adelaide Amaral pela ideia, à TV GLOBO pela coragem,  ao Jorge Fernando que é a Própria Dercy, e ao elenco maravilhoso, principalmente a LOLÔ ! 

AC – Como nasceu sua relação com a Dercy e o que foi mais tocante de interpretar na minissérie ?

FS – Meu pai era dono de um restaurante que ela frequentava e era apaixonado pelo trabalho dela. Minha mãe também. Eles me impunham Dercy como eu imponho Beatles para meus sobrinhos… kkkkkkkkkk ! Depois estivemos juntas porque sempre vieram as comparações. O mais tocante de interpretá-la foi quando ela fez sua passagem para o céu !!!!!
 

 
AC – O que é mais difícil fazer quando se assume um personagem que existiu na vida real: as cobranças do público, da crítica, ou as próprias cobranças pessoais ?
 
FS -No meu caso, as pessoais porque as críticas foram excelentes.
 
FAFY com o saudoso Chico Anysio: cumplicidade e inspiração…
 
AC – O Brasil ainda chora a morte de Chico Anysio… pra vc, o que Chico representa para o humor do Brasil ?
 
FS Chico Anysio é pra mim quase uma religião!
 
AC – Que questões são determinantes para você aceitar fazer uma novela, uma peça de teatro ou um espetáculo musical ?
 
FS – SALÁRIO, Verdade e Diversão.
 
Momento de ‘causar inveja’: Fafy e o Rei Roberto Carlos
 
AC – Como você avalia as condições de trabalho para o artista hoje no Brasil: é mais difícil, mais fácil ou igual ao tempo em que você começou ?
 
FS – Tudo no mundo é mais fácil depois da internet. Eu gosto !
 
FAFY com as colegas de teatro: Adriana Lessa e Chris Couto…
 
AC – Que trabalhos você mais gostou de fazer e o que você ainda não fez e gostaria de realizar como atriz ?
 
FS – No teatro, o musical NOVIÇAS REBELDES, do Wolf Maia, e na TV, claro, DERCY DE VERDADE. Gostaria de fazer uma novela ou um seriado em que eu tivesse muitos filhos e netos também.
 
FAFY como Dercy na minissérie em homenagem à artista da Música, do Humor, da polêmica…
 
AC – Em tempos de grandes avanços tecnológicos e comunicação instantânea via web, você está bem entrosada, cheia de amigos e admiradores via Face. Como você avalia estes tempos de relacionamentos virtuais e contato mais direto com os fãs ?
 
FS – Adoro ! Encontro amigos do colégio, novos amigos e até parentes.
 
* Acompanhe FAFY em som e imagem pelo Youtube :
 

Vida de Dercy Gonçalves: do livro à telinha…

Dercy de cabo a rabo ganha edição revista e ampliada

Autobiografia de Dercy Gonçalves, assinada pela dramaturga e escritora Maria Adelaide Amaral, é a base da minissérie Dercy de verdade que a Rede Globo exibirá este mês

  
        

Dercy à moda de Dercy: franca, escrachada, irônica, vital. Dos palcos do teatro mambembe às telas de TV de todo o país, foram 101 anos vividos com intensidade. Dramas fortes, comédias pessoais, casamentos desfeitos, uma filha, bisnetos. E o teatro, sempre o teatro, sua fonte de energia. Dercy de cabo a rabo, as memórias desabusadas, ditadas a Maria Adelaide Amaral, delineiam o retrato de uma unanimidade nacional e ganham agora uma nova edição pela Globo Livros. Publicada originalmente em 1994, a obra apresenta aos leitores os vários “outros lados” da atriz (1907- 2008), juntamente com novo posfácio de Maria Adelaide Amaral e novas fotografias.


O livro é a base da minissérie Dercy de verdade, também escrita por Maria Adelaide, que a Rede Globo vai veicular este mês:  “A minissérie destina-se a resgatar essa grande personalidade do palco, cinema e televisão e a mostrar ao Brasil quem, de fato, era Dercy”, revela Maria Adelaide, convidada pela própria para escrever o livro. A comediante lhe disse: “Você fala palavrão direitinho, deve falar desde criança. Você parece minha filha, aliás, gostaria que você fosse minha filha.”

 

Nas telas, as atrizes Heloísa Périssé, Luiza Périssé e a querida Fafy Siqueira encarnarão a Dercy dos palcos, comediante, mãe e amante.

Só APLAUSOS  para a querida Fafy Siqueira: a melhor intérprete de Dercy Gonçalves…

“O amor que tenho por Dercy foi herdado dos meus pais, que eram fãs dela e viram todos os seus espetáculos. Li este livro em 1994, presente de meu pai, e devo dizer que, desde então, ele passou a ser, literalmente, meu livro de cabeceira. Dercy de cabo a rabo é uma leitura leve, divertida e verdadeira que apresenta um exemplo de mulher a ser seguido, alguém que através de sua força e coragem conseguiu respeito entre artistas, políticos e todo o povo brasileiro”, conta Fafy, que foi grande amiga e a única atriz que a comediante aprovava fazendo ela própria nos palcos.

Fafy Siqueira, Dercy Gonçalves e Marília Pera quando preparavam espetáculo sobre Dercy…

Trechos do primeiro capítulo, “Sou o que sou”

“Quem é Dercy Gonçalves, quem sou eu ? Sei lá. Não sei quem sou. Fui tanta coisa. Eu fui tudo […] Até de vasto mundo me chamaram. E também disseram de mim: ‘essa mulher é uma santa’, ‘essa mulher é uma ordinária’, ‘essa mulher é uma escrota’, ‘essa mulher é correta’, ‘essa mulher é…’. Tanta coisa que até esqueci. Menos o último refrão: ‘essa mulher é um exemplo de vida’. Quem diria que Dercy Gonçalves seria um exemplo de vida, quem ia acreditar?”

A autora

Maria Adelaide Amaral é jornalista, escritora e dramaturga. Nasceu no Porto, Portugal. Chegou a São Paulo aos doze anos e se instalou com a família no bairro da Mooca. É autora de peças teatrais, minisséries como “A muralha”, “A casa das sete mulheres”, “Um só coração” e novelas como “A próxima vítima” e “Anjo mau”. Seus dois primeiros romances Luisa e Aos meus amigos, bem como a peça teatral Tarsila, foram publicados pela Globo Livros.
  
 Ficha técnica:

  dercy_grd.jpg
Título: Dercy de cabo a rabo

Autora: Maria Adelaide Amaral

Páginas: 320

Formato: 14 cm x 21cm 

Preço: R$34,90

Alguns Festivais, Muitos Amigos …

Cada festival de cinema é um momento de celebração especial. Cada um tem sua personalidade e em cada um encontramos motivos  para angariar momentos inesquecíveis, pois – como dizia nosso adorável VININHA -, “A Vida é a Arte do Encontro”… 

Portanto, vamos relembrar festivais de 2008, 2009, 2010…

Zanella, Aurora e Bernardo em Ribeirão Pires...

Aurora e André Costa agitam noite do Comunicurtas

Julinho Science, Aurora, Marão e Zeca Brito

 

Zeca Ferreira e Aurora na animação de Jeri

 

Carlos Segundo curtindo no Festival de Jeri

Filipe Wenceslau, Valério Fonseca e Zeca Ferreira: amigos queridos

Jornalistas em Jeri: Síria Mapurunga e Aurora Miranda Leão

Animação em JERI

Filipe, Zeca, Aurora, Valério, Síria e Lucas Harry

 Rosamaria Murtinho, Alice Gonzaga e Aurora

Ney Latorraca, Aurora e Luiz Carlos Lacerda

Leona Cavalli, Aurora, Fafy Siqueira e Teca Pereira

Vivas ao GUARNICÊ !!!

Atendendo a pedido da jornalista maranhense Izabel Almeida, traçei algumas considerações sobre o tradicional Festival Guarnicê de Cinema, aberto ontem à noite:

 
Acompanho o GUARNICÊ desde 2003 e de lá pra cá, venho notando melhoras e crescimento significativo no festival – aumento no número de inscrições, participação crescente de realizadores e adesão do público, diversificação da programação com mais mostras e itinerâncias, tendo inclusive gerado dois frutos importantes: o festival de Vídeo de Bolso e o Curta Lençóis. Costumo dizer, carinhosamente: o Guarnicê é o Festival MAIS FESTEIRO DO BRASIL !

O Guarnicê foi minha porta de entrada para o Maranhão. Conhecer São Luís foi uma experiência especial e modificadora na minha vida. Achei linda a cidade e a maneira como as pessoas aprovam, aplaudem e curtem sua própria Cultura.

O Centro Histórico de São Luís é uma jóia preciosa e o coordenador do festival por mais de 3 décadas, Euclides Moreira Neto (que se tornou meu amigo querido), sempre fez questão de prestigiar as maravilhas peculiares à São Luís, ofertando o rico acervo cultural maranhense aos visitantes de outros estados, possibilitando uma interação prazerosa e frutífera entre todos os convidados e realizadores, das várias regiões brasileiras, tendo o Centro Histórico como grande ponto de referência e difusão da cultura maranhense. O novo coordenador do festival, que assumiu o leme ano passado, professor Alberto Dantas, chegou com disposição e tem tentado, com determinação e empenho pessoal, levar adiante a honrosa tradição do festival, marco na história do audiovisual brasileiro. 

 

Alice Gonzaga, Aurora Miranda Leão e Euclides Moreira Neto no hall do Grand São Luís Hotel em 2008

            Através do GUARNICÊ conheci a beleza ímpar do Bumba-meu-Boi e do Cacuriá e a energia contagiante do Tambor de Crioula. Tornei-me, desde então, uma adepta de primeira hora do Boi e do Tambor, e, orgulhosamente, possa dizer ter sido muitas vezes chamada de “coureira” – grito de guerra entoado pelas mulheres que praticam a gostosa dança ao som dos tambores esquentados e calorosos, típicos da sonoridade da terra de Arthur Azevedo.

Não foram raras as vezes em que cheguei a Fortaleza com os pés “premiados” por enormes calos, adquiridos nas maviosas danças do Tambor. É tanta minha sintonia com os ritmos maranhenses que cheguei até a realizar um curta chamado SANTALEGRIA, uma declaração apaixonada de apreço e respeito pela cultura popular do estado que faz fronteira com meu berço natal. 

              

Pura diversão a quadrilha que celebrou o encerramento do Guarnicê 2007

 Desde que conheci São Luís, estar na capital maranhense durante os festejos juninos tornou-se saudável “obrigação”. É uma alegria imensa presenciar e participar deste que é o São João mais eclético e intenso do Brasil. Aliás, é no Maranhão onde o Nordeste pulsa mais forte em mim e sinto-me em casa quando avisto os primeiros sinais do Centro Histórico de São Luís.

 

O GUARNICÊ é um festival tradicional e de suma importância para a cultura audiovisual do país. Quando comecei a freqüentá-lo, comecei a perceber sua grandeza e espaço privilegiado no cenário artístico do país. Constatei não tratar-se apenas de um festival de cinema mas um enorme congraçamento de várias formas artísticas, no qual a dança, a música, os folguedos populares, o cinema, a gastronomia – e mais recentemente, as novas mídias – interagem formando um multifário mosaico a pulsar em  cores, ritmos, sons, sabores, alegrias.

 

Leona Cavalli, Aurora, Fafy Siqueira e Teca Pereira na edição 2998

É fácil perceber também, para quem atua há cerca de 10 anos na cobertura jornalística de vários eventos culturais: o Guarnicê é um festival que mobiliza as atenções de criadores – entre diretores, roteiristas, fotógrafos, atores, técnicos – de todo o país, o que é evidenciado pelo número sempre muito grande de inscrições, chegadas de vários cantos do país.

 

Lucélia Santos, homenageada da noite de encerramento (edição 2008), e Veiga Júnior, sempre uma força na organização

É sempre significativo o número de inscrições de filmes cearenses, e há sempre um número considerável de produções do Ceará concorrendo aos troféus do Guarnicê.Lembro muito bem quando em 2006 a colega realizadora Michelline Helena, roteirista profícua, de atuação marcante no Ceará, ganhou vários prêmios com seu curta Marilza e a Lata de Leite Condensado… Aliás, uma das coisas que sempre me chamou a atenção no festival, foi o interesse toda vez demonstrado por realizadores de todo o país em participar do festival.

 

O querido amigo ALLAN RIBEIRO, premiadíssimo no festival de 2007 do Guarnicê… aliás, ganhar prêmios é uma constante na trajetória de Allan. Saravá !!!

Quanto à edição deste ano, que prevê mudanças como a escolha do Centro de Convenções para as exibições, e que recebe aporte financeiro especial – tendo inclusive a Petrobrás como marca única a “Apresentar” o Festival -, acredito possa trazer um diferencial capaz de ressignificar valores, estratégias e ações, visando a uma amplitude na abrangência do festival, dotando-o de maior visibilidade junto à cadeia produtiva da cultura, e demarcando sua realização como de extrema relevância para o fomento e incremento da produção audiovisual, sobretudo do Nordeste.

 

Euclides Moreira Neto, hoje presidente da Fundação Municipal de Cultura, Rosamaria Murtinho (homenageada 2006) e Aurora Miranda Leão

    Meus votos sinceros e incentivo indormido para que o Guarnicê se reafirme EVENTO DE SUMA ACUIDADE para a Cultura do Nordeste, abraçando cada vez mais as manifestações populares típicas e tradicionais da região como valores do Patrimônio Imaterial Brasileiro, e reverbere, nos quatro cantos do país, como espaço irradiador, multicultural, abrangente e necessário para a produção, exibição, formação e discussão sobre o lugar permanente de destaque no qual queremos ver o CINEMA BRASILEIRO incluído, sempre mais.

 
 
Rubens Ewald Filho, Aurora Miranda Leão e Paulo Betti em noite de lançamento literário na edição 2007 do Guarnicê. Foto Lauro Vasconcelos.