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Aderbal Freire-Filho, ou simplesmente, TEATRO

Tenho a honra de dizer que fui aluna dele, por várias vezes, e confesso que tenho por ele uma admiração que só cresce quanto mais o vejo, mais o ouço falar e mais fico sabendo de sua atuação ininterrupta e impressionante – seja no Teatro, no Cinema, escrevendo, fazendo músicas, dando entrevistas e ou envolvido em projetos os mais audaciosos possíveis.

Aderbal Freire-Filho é um homem por quem é fácil se encantar. Tem uma inteligência refinada, uma cultura vicejante, um brilhantismo temperado com uma simplicidade cativante. A sensibilidade aguçada e o olhar indormido para tudo o que perpassa o humano preenchem sua personalidade de um estilo criativo raro cuja originalidade só revigora a força que faz dele um dos
Artistas mais profundos, relevantes e respeitados do país.

De temperamento inquieto e sempre antenado com seu tempo, Aderbal saiu do Ceará há muitos anos para viver do Teatro, para o Teatro, pelo Teatro e com o Teatro. Aliás, em termos de Palco e Dramaturgia, eu diria que Aderbal está muitos anos-luz à frente de seu tempo.

Sou sua fã confessa, mantenho por ele o mesmo encantamento da primeira vez em que o vi, já bem sintonizada com seus passos na Arte porque desde menina meu pai sempre me falava dele, com enorme carinho e admiração. Lembro como se fora hoje: “Loló, você precisa conhecer o Aderbalzin, este é o homem do Teatro”… O Mestre LG de Miranda Leão tem por ele o respeito de quem o sabe um oficiante no acme da Arte de Shakespeare.

Aderbal está mais uma vez nos palcos, pra honra e glória do Teatro Brasileiro. São 3 peças em cartaz ao mesmo tempo, com sua direção. Numa delas, ele também atua. É Depois do Filme que ele escreveu e dirige, e que nasceu a partir do filme JUVENTUDE, no qual ele é ator ao lado dos amigos Domingos Oliveira e Paulo José. Um trio magnânimo, um filme comovente.

Reproduzo aqui a entrevista de Aderbal Freire-Filho à Folha porque é sempre importante ouvir ADERBAL FREIRE-FILHO, um homem que, se não existisse, precisava ser inventado.

Saravá, Aderbal ! E um beijo no coração…

Aderbal Freire-Filho só parece ter os 70 anos que não aparenta (“Já fui mais velho”, diz) quando fala sobre tudo que fez até se firmar como um dos mais requisitados diretores teatrais do país.

Trabalhou na Petrobras, foi dono de cinema e de bar, ator de rádio e de telenovela, publicitário e advogado –isso até os 29 anos, quando largou a família (incluindo mulher e um filho) em sua Fortaleza natal e veio fugido para o Rio, pela segunda vez, disposto a viver de teatro.

A partir daí, montou cerca de cem espetáculos, atuou em outros tantos e ganhou praticamente todos os prêmios do teatro brasileiro, além da Ordem do Mérito Cultural, entregue pelo Ministério da Cultura, em 2009.

Sua boa fase atual é facilmente mensurável: no fim de semana, terá três peças em cartaz simultaneamente.

  Paula Giolito/Folhapress  
O diretor Aderbal Freire-Filho posa para retrato no palco da peça "Na Selva das Cidades"
O diretor Aderbal Freire-Filho posa para retrato no palco da peça “Na Selva das Cidades”

“Na Selva das Cidades” abre para o público hoje, no Rio; “Depois do Filme”, em que é autor, ator e diretor, segue em cartaz na mesma cidade; e “As Centenárias”, um de seus maiores sucessos (estrelada por sua mulher, Marieta Severo, e por Andréa Beltrão), estará em Fortaleza.

Freire-Filho conversou com a Folha anteontem, depois do último ensaio de sua nova peça. Falou das frustrações e alegrias de sua “profissão sem rosto” e de sua vida. Abaixo, uma resumo editado dessa conversa, em tópicos.

Estreia na direção

Vim para o Rio em 1970, para investir numa carreira de ator. Nessa fase eu estava me separando, mudando de pele, como o Garga [de “A Selva das Cidades”]. Eu era advogado, casado e com um filho, trabalhava no escritório do meu pai. E aí vim fugido, sem avisar ninguém, de ônibus. Foi uma mudança muito brusca. Cheguei no Rio com endereço certo e queria me mudar rapidamente para minha família não saber onde eu estava.

A primeira peça que eu fiz aqui foi “Diário de um Louco”, dentro de um ônibus que circulava por Ipanema, Leblon e Copacabana. Lembro que o Glauber [Rocha] namorava com a produtora da peça, o Euclides Marinho, que virou escritor de novela, era o fotógrafo.

Depois, um produtor me convenceu a fazer teatro infantil, para ganhar uma grana. Eu criei uma peça inspirada no “Flicts”, do Ziraldo, que não queria que mexessem na obra-prima dele, mas leu meu texto e adorou. Ofereci para outras pessoas dirigirem, mas ninguém podia, então dirigi eu mesmo e descobri que era isso aí, que minha forma de expressão era essa.

Trabalho de diretor

Pouca gente sabe. Nem falo fora do teatro, porque aí é ninguém. Eu brinco dizendo que esse era o problema da minha mãe na hora de explicar o que o filho fazia. “É diretor de teatro”. “Mas o que ele faz?”

É muito difícil eu me identificar profissionalmente na sociedade, para o taxista, o cara da farmácia. Eu falo que sou diretor de teatro e o sujeito me pergunta que teatro eu dirijo, como se eu fosse administrador.

É difícil explicar mesmo dentro do teatro. Eu leio críticas e vejo que os críticos não têm ideia. Até tenho reconhecimento, ganhei muitos prêmios, mas esse desconhecimento às vezes me fere. Já teve época em que eu sentia cansaço, a idade, pensava “chega, vou ser pescador no Ceará”. Mas hoje estou animadíssimo de novo e, à medida em que quero fazer outras coisas que não dirigir, como atuar e escrever, reconheço a beleza dessa profissão sem rosto, do ofício de diretor de teatro.

Atuar x dirigir

Eu sou um diretor-ator, me comunico com os atores com a proximidade de quem jogou essa bola. Tem uns diretores que pré-concebem seu espetáculo, estudam muito antes de começar os ensaios, até desenham as cenas que vão ensaiar. O oposto disso são os diretores que chegam e pedem para os atores improvisarem. Eu não sou nem um, nem outro. Sou um diretor que não prepara, mas sou muito rigoroso no sentido da coreografia do espetáculo, acho que a espontaneidade não vai longe. No ensaio, me considero num ateliê em que eu crio na hora, e isso é próprio do ator, e do diretor que eu sou.

O ator tem o prazer incomparável de fazer a peça na frente do público. Isso o diretor não tem. E é o que eu faço no “Depois do Filme”, e quero continuar essa história. Tenho esboços de ideias paradas, quero dar uma pausa para pensar nisso, estou trabalhando sem parar desde 2007.

A conta que não fecha

O teatro no Brasil tem uma equação econômica impossível. O preço que faria o teatro ser acessível para um mercado como o brasileiro não paga o produto. Se eu cobrar R$ 5 e R$ 10, fazendo três ou quatro vezes por semana, em uma plateia de poucos lugares, não pago os custos de elenco, técnicos, aluguel do espaço, divulgação. Não dá para viver de um ingresso menor.

Antigamente as peças paravam no seu tempo natural, quando o público ia acabando. Hoje em dia você vê peças lotadas que acabam porque terminou o dinheiro do patrocínio e a bilheteria não paga a manutenção. As peças morrem atropeladas.

Eu sou um cara que vive só de teatro, diria que sou um dos que cobra o cachê mais alto. E o que eu cobro não equivale ao salário mensal de um ator razoável na TV. E é um cachê para eu trabalhar três meses. Sou contratado por um cachê e mais uma porcentagem da bilheteria. Peças como “Hamlet” e “As Centenárias” me dão muito mais de porcentagem do que de cachê. Ganho a vida como diretor de teatro. Tenho um carro 96, moro num apartamento alugado de quarto-sala, mas perto da praia, e moro só.

Aderbal Freire-filho no lugar onde mais gosta de estar, o PALCO…

O teatro e a TV

Até acho que a classe C tem ido a um tipo de teatro como extensão da TV. Mas [o teatro] não está no repertório de consumo, então é difícil associar isso à ascensão de uma parte da população para a classe média.

O teatro no Brasil não criou uma necessidade de consumo como no primeiro mundo. O fenômeno das telenovelas estabeleceu uma concorrência brutal. Você tem em casa um folhetim que te prende e que, apesar de ter uma outra linguagem, uma outra poética, é teatro, tem os atores, os diálogos.

Eu não fiz TV por burrice, que é um dos nomes do sectarismo. Eu era da seita do teatro, achava que fazer televisão era me corromper. Quando a TV completou 50 anos, eu me dei conta de que esse negócio é absolutamente contemporâneo meu. Eu poderia ter crescido junto, desde os primórdios, que idiota que eu fui. Ainda mais porque eu fiz telenovela no Ceará. A TV lá começou em 1960, na época em que eu vim para o Rio pela primeira vez. Quando voltei para Fortaleza, em 62, meus colegas de teatro amador estavam fazendo telenovela. Me lembro de uma chamada “Arrastão”, em que eu era o galã. Também apresentei programas e fui locutor.

Admirador de Lula

Eu vejo hoje muita gente se rendendo à Dilma e continuando a falar mal do Lula. Quem descobriu a Dilma, quem brigou com o partido para impô-la, não foi o Lula? Me lembro de uma crônica do [Arnaldo] Jabor ofensiva, em que ele dizia “essa pobre mulher está sendo usada”. E agora ela dá uma demonstração de firmeza, de determinação. E o Lula viu isso. Esse talento, essa sensibilidade do Lula, surpreende o mundo.

A inteligência brasileira ainda acredita no neoliberalismo como uma coisa nova. A inteligência europeia já esgotou sua crença no neoliberalismo, está esperando surgir uma luz, um pensamento, uma coisa nova. Pode ser que não seja o Lula, pode ser que ele seja um erro total, mas o fato de ele ser respeitado internacionalmente mostra que eles têm pelo menos a curiosidade de ouvir esse cara.

Uma parte enorme da crítica à incultura do Lula é burra, muito burra. Não consigo entender. Quando não se localiza na política, esses mesmos críticos admiram alguns talentos incultos. Na música popular, temos Nelson Cavaquinho, Cartola. Somos grandes produtores de talentos incultos. Na política isso é impossível? E, por falar em cultura, quem são os cultos na política brasileira? O Fernando Henrique é um homem culto, tem outros, mas são as exceções. O nível cultural do Lula dentro da política brasileira é alto.

Tenho o maior carinho pelo Fernando Henrique, não sou um radical, me lembro de quando fui a uma assembleia em que ele estava e fiquei encantado com a inteligência dele. Mas eu era [professor] da universidade pública, me lembro da falta de atenção do período Fernando Henrique. Ele é um cara da USP, e não houve um aumento, nada, quem cresceu foi a universidade privada. E eu vejo o que é a universidade pública pós-Lula, o analfabeto. Respeitada inclusive internacionalmente.

Fala-se muito da corrupção, mas ela aparece agora porque cresceu a repressão. Antes, os caras dominavam a corrupção e os aparelhos anti-corrupção, então nada aparecia. Nunca vi ela ser tão combatida como agora. Na época do mensalão, os maiores canalhas da política nacional faziam discurso sobre a moralidade.

Aderbal Freire-filho e Aurora Miranda Leão: encontro em Fortaleza 2011 

Trabalho do MinC

O Gil e o Juca [Ferreira, ex-ministros da Cultura no governo Lula] estruturaram um ministério como nunca houve. Mas eu tive divergências: quando quiseram polarizar famosos x não famosos, por exemplo [na discussão sobre direcionamento de patrocínios públicos]. Os famosos brasileiros fazem o melhor teatro. O Wagner [Moura] faz “Hamlet”, a Renata Sorrah trouxe para o teatro brasileiro autores importantes que a gente não conhecia, como [o alemão] Botho Strauss. A gente não tem uma companhia dramática nacional, quem faz esse papel são alguns famosos. Não faz sentido colocar famosos contra não famosos, dá para atender os dois.

Quando vem o novo governo, com a Ana [de Hollanda, atual ministra da Cultura], num primeiro momento me surpreenderam algumas atitudes dela, mas eu a conheço, sei que é uma pessoa séria, dedicada, honesta, de muito boa fé, então eu torço por ela e por esse ministério. Como eleitor da continuidade, eu defendia a continuidade do trabalho do Juca. Mas acredito que ela virá, numa certa medida. Eu acredito nesse projeto no ritmo das possibilidades. Quem tentou um outro ritmo, mais acelerado, não se deu bem.

* MARCO AURÉLIO CANÔNICO, do Rio

Teatro Surdo-Cego é sucesso em Israel

Um grupo de 11 atores com deficiência auditiva e visual ilumina o palco do Nalaga’at Center, em Tel Aviv (Israel). Trata-se do único grupo profissional desse gênero no mundo. Eles aprendem a encenar a peça por meio de mímica, linguagem de sinais e, sobretudo, toques. “Se alguém não consegue ver e ouvir, precisa tocar as pessoas e ser tocado por elas. Uma vez que o deficiente esteja aberto para isso, sua vida muda completamente”, diz Adina Tal, diretora da trupe. Em hebraico, Na lagaat significa “por favor, toque”. 

Fundada em 2002, a companhia tem sido frequentemente convidada para apresentações nos Estados Unidos, Canadá e Europa. Em 2007, o grupo Nalaga’at abriu seu próprio centro, com um Café que possui garçons surdos e um restaurante com servidores cegos. O espaço já foi visitado por cerca de 200 mil pessoas.

Mais informações no vídeo que pode ser acessado através do link:

http://www.israel21c.org/culture/israels-unique-deaf-blind-theater-troupe-video

REBELDIA de TEATRO

Não percam!
 
Musical brasileiro inédito na CAL, composto e dirigido por Guilherme Héus e Menelick de Carvalho, produzido pelo curso Mergulho no Musical sob a supervisão de Mirna Rubim e Gustavo Ariani.  
 
Sábados e Domingos, com sessão dupla, às 18 e 21 horas. INGRESSO GRATUITO. Chegar com uma hora de antecedência para conseguir senhas.
 
ELENCO: Bruno Fraga, Fernanda Schmoltz, Marcelo de Paula, Matheus Oliveira, Fernanda Gabriela, Rafael de Castro, Renata Januzzi, Renato Machado, Mariana Bravo, Patricia Manso, Stephanie Goebbels, Vinicius Teixeira, Marcelo Albuquerque e Guilherme Héus.
 
CORAL: Amanda Cunha, Diego Pinto, Erica Zambrano, Gugah Almeida, Henrique Lott, Isabele Marinho, Isabelle Nascimento, Isadora Taam, Julia Ledl, Lucas Vinhas, Marcelo Neves, Paula Rodrigues, Rodrigo Moura, Taís Feijó, Tathiana Loyola e Ursulla Silvani
 
SONORIZAÇÃO: Luciano Siqueira ILUMINAÇÃO: Wilson Reiz FIGURINO: Carol Rodriguez CÂMERA: Mário Cascardo PROGRAMAÇÃO VISUAL: Marcela Dias ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Andrêas Gatto

Enfim, A Biografia de RUBENS CORRÊA

Rubens Corrêa, um Salto para Dentro da Luz, livro de Sergio Fonta (Coleção Aplauso, Editora Imprensa Oficial de São Paulo, 600 p.) Lançamento: HOJE na Livraria Travessa / Leblon, às 19h. 

PORQUE  RUBENS CORRÊA MERECE NOSSA ETERNA SAUDADE e ADESÃO  

 

 

                 O Legado da Paixão

 

Rubens Corrêa foi um dos maiores atores do Brasil, talvez o maior. Para alguns esta afirmação pode parecer um exagero, mas não é: ele foi mesmo. Quem o assistiu em cena nunca mais o esqueceu. Diário de um louco, que ele interpretou com 33 anos, Marat-Sade (em São Paulo e depois Rio) ainda nos anos 60, O assalto, O arquiteto e o imperador da Assíria, Hoje é dia de rock, O beijo da mulher-aranha, mais que tudo Artaud! e O futuro dura muito tempo, seu último trabalho antes de retomar Artaud! até o fim de seus dias, todos estes trabalhos-ícones, entre dezenas de outros, transformaram-se num legado apaixonado de quem amou o teatro como poucos.

Nascido em Aquidauana, Mato Grosso do Sul, em 23 de janeiro de 1931 e morto em 22 de janeiro de 1996 no Rio de Janeiro, Rubens Corrêa construiu sua carreira ao lado do diretor e também ator Ivan de Albuquerque, cujo impulso definitivo veio com a inauguração do Teatro Ipanema, onde a dupla emplacou seus maiores sucessos. Mas Rubens não se limitou ao teatro e, embora não fosse o seu chão, realizou belos trabalhos também em cinema, como Na boca da noite e Álbum de família, entre outros, e na televisão, em novelas como Partido alto, Kananga do Japão e Pantanal, em Especiais como O bispo do rosário ou seriados como Decadência, de Dias Gomes, na Rede Globo, seu último trabalho em tv. Além disso, dirigiu inúmeros espetáculos com enorme sensibilidade, além de fazer a trilha sonora para vários deles. Amou o teatro, a poesia, a música, a vida e o ser humano. Um nome para não esquecer. Agora ficará para sempre lembrado também em livro.

O ator, dramaturgo e diretor Sergio Fonta conheceu Rubens Corrêa nos anos 70, bem jovem, quando começava sua caminhada, ainda como repórter, trabalhando no Jornal de Ipanema e no Jornal de Letras. Entrevistou-o diversas vezes durante a vida mas, desde a primeira vez, surpreendeu-se com seu carisma, sua inteligência e sua generosidade. Mais impactado ainda ficou quando assistiu à montagem histórica de O arquiteto e o imperador da Assíria, no Teatro Ipanema, em que Rubens contracenava com José Wilker, então surgindo como ator: acabou repetindo a dose por oito vezes mais.

Na introdução de Um salto para dentro da luz, Sergio Fonta fala da emoção daquele momento:

“ – O que dizer das atuações de Rubens, senhor do seu espaço, comandante irrevogável, dilacerado e definitivo, e de Wilker, pleno como o Arquiteto? Dois belos momentos de teatro. E o que dizer da inesquecível trilha sonora criada por Cecília Conde? E da encenação com direito a pietás, missas mozartianas e um enorme e misterioso chapéu branco de mulher”?

O trabalho de pesquisa de Fonta durou mais de um ano. Além da escrita do próprio livro em si, colheu dezenas de depoimentos e entrevistas com todos os que conviveram com Rubens no teatro, na tv ou no cinema, entre eles, Sérgio Britto, Ary Coslov, Julia Lemmertz, Emiliano Queiroz, Caíque Botkay, Ivone Hoffmann, Ricardo Blat, Fauzi Arap, Evandro Mesquita, Cristina Pereira, Thelma Reston, José Wilker, Nildo Parente, Maria Padilha, Walter Lima Júnior, Jacqueline Laurence, Rosamaria Murtinho e  Tizuka Yamasaki.

“ – Espero ter contribuído para a preservação da memória deste grande ator, diz Fonta. Seu universo é tão vasto, suas amizades tão permanentes, pois todos os que deram seus depoimentos conservam intactos seu sentimento por ele, que, talvez, fosse necessário mais um livro sobre ele, tanta a admiração e a saudade de quem o conheceu ou o viu num palco”.

 

Rubens Corrêa, um Salto para Dentro da Luz, será lançado no dia 24 de janeiro, próxima segunda-feira, na Livraria Travessa do Shopping Leblon, a partir das 19h. 

Algumas declarações sobre Rubens Corrêa para o livro Um salto para dentro da luz, de Sergio Fonta 

Emiliano Queiroz:

“RUBENS CORRÊA, um homem bom e generoso. Um artista BELO, um encantador de almas”.

 Rosamaria Murtinho: 

“Rubens deixou como legado o amor a um ideal, o amor ao teatro. A procura do texto bom para mostrar ao público. Ele sempre nivelou por cima. Sempre procurou coisa boa, espetáculo bom. E o público ia. Sempre”.

 

Maria Padilha: 

“Arte e ética juntos são imbatíveis! Esse, para mim, é o maior legado que o Rubens deixou”.

Júlia Lemmertz: 

Além de ser um ator incomparável, era uma criatura linda, dava vontade de ficar por perto dele e conversar muito”.

Sergio Britto: 

“Eu sempre disse que nós, atores, tentamos dialogar como os personagens à nossa frente. Sempre achei que o Rubens dialogava mais alto, sem exageros, ele dialogava com Deus. As suas falas adquiriam dimensão maior. Não eram meras palavras de um texto, era um ser humano tentando a comunicação maior. Esse é o Rubens Corrêa que merece ser lembrado”.

* Foi com grande alegria que soube, há mais de um ano, que Sérgio Fonta trabalhava na feitura desta biografia do ator RUBENS CORRÊA e, por causa disso, eu e Sérgio trocamos figurinhas desde então. Uma enorme e saudável alegria saber que ele se debruçava sobre vida e obra deste Mestre Querido de todos os Palcos e Telas, uma satisfação imensa partilhar este lançamento auspicioso de hoje com você, leitor amigo. Mais uma meritória iniciativa da Imprensa Oficial de São Paulo.

Esta redatora teve a honra e a alegria de entrevistar RUBENS CORREA, de vê-lo algumas vezes, sempre MAGNÂNIMO, em cima do palco, e ademais, a imensa Glória de ser aluna do Ator-Entidade, o Ator-Soberano, o Ator de todos os papéis e pra quem qualquer APLAUSO será, sempre, merecido.

Saudades enormes de Rubens Corrêa !