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Enfim, BOAL no Cinema, em novo filme de Zelito Vianna

Será lançado amanhã, dentro da programação do VIII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual-Festival CineFuturo, em Salvador, o DVD “Augusto Boal e o Teatro do Oprimido”, do cineasta Zelito Viana.

O documentário Augusto Boal e o Teatro do Oprimido foi produzido em parceria com o Canal Brasil. Com base em entrevistas do próprio Boal, mostra o  importante legado do grande autor, dramaturgo e diretor de teatro. Depoimentos de Ferreira Gullar, Edu Lobo, Chico Buarque e Aderbal Freire-Filho recheiam o filme. Também é reconstruída a importância de sua participação no Teatro de Arena de São Paulo, na década de 50, quando, ao dedicar-se à montagem de autores brasileiros estreantes, ajudou a trazer à tona Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006) e Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974).

Aurora Miranda Leão em conversa com o inesquecível Augusto BOAL, inteligência fulgurante…

Zelito Viana também é produtor do filme Batuque dos Astros, dirigido por Julio Bressane, que será exibido amanhã, dia 11,, às 20h30. O filme mostra o poeta português Fernando Pessoa através do olhar estimulante de Bressane.

O VIII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual-Festival CineFuturo é uma realização da VPCinemavideo e patrocínio do Fazcultura – Governo da Bahia e Chesf– Governo Federal. A produção é da Baluart.

Programação completa: www.cinefuturo.com.br

Imprensa Oficial Convida à Leitura

 

 

A magia dos livros na mostra

“Imprensa Oficial, Um Convite à Leitura”, em cartaz

a partir de  sábado na Estação Pinacoteca

 

 

 

A exposição terá mais de 300 livros de várias áreas do conhecimento, resenhas, frases, fotos e textos de autores e artistas, além de vitrines com raridades, processos e projetos gráficos e objetos ligados ao mundo da leitura, das artes, ciências, história e literatura. No Espaço do Leitor, os visitantes poderão folhear e conhecer as obras, algumas já esgotadas. O tema central da mostra envolve o universo dos livros, leitura, linguagem, biblioteca, palavras. Entre os destaques, o belíssimo Livro das Horas de Dom Fernando, de aproximadamente 1378, produzido em edição facsimilar. 

A partir deste sábado, 3, a Estação Pinacoteca vai se transformar em palco para o livro, protagonista principal da exposição Imprensa Oficial –  Um Convite à Leitura.

Com mais de 300 títulos, distribuídos por 400 m², a exposição trará belíssimas edições representando 18 áreas do conhecimento, com os livros em exposição, todos resenhados, fotos, frases e textos de prestigiados autores e artistas editados pela Imprensa Oficial. A curadoria é de Cecília Scharlach, coordenadora editorial da Imprensa Oficial. O arquiteto Haron Cohen assina a direção de arte e a produção gráfica é Alex Wissenbach, da PW Editores. A exposição poderá ser visitada até  15 de agosto na Estação Pinacoteca, Largo General Osório, 66, 3º andar, Centro. 

Ferreira Gullar, Paulo Vanzolini, Carybé, Renina Katz, Maria Bonomi, Maureen Bisiliat, Machado de Assis, Lasar Segall, Jorge Schawrtz, Oswald de Andrade, Alberto da Costa e Silva, William Faulkner, Oscar Niemeyer e Jorge Luis Borges estarão presentes na exposição, com livros, imagens e textos estrategicamente situados para atrair o olhar e curiosidade do leitor.  Com o foco nos temas palavras, linguagem, leitura e biblioteca, a mostra terá, ainda, 163 títulos da Coleção Aplauso e várias outras coleções publicadas pela Imprensa Oficial.

O presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Hubert Alquéres, destaca o objetivo da iniciativa: “Tivemos o prazer de receber o convite da Estação Pinacoteca para montar essa exposição e queremos dar a nossa contribuição colocando à disposição do público, parte dos mais belos e procurados livros publicados pela empresa, muitos em coedição com universidades e instituições culturais. Nossa proposta é criar ambientes para instigar os visitantes e provocar  sua interação com a linguagem e a palavra”.

A curadora da mostra, Cecília Scharlach, explica que haverá também um espaço especial para os leitores e quatro vitrines com prêmios, peças gráficas, como convites, marcadores de páginas, postais e bonecos mostrando o processo de produção do livro até a impressão.  Em uma das vitrines estará exposto o Livro de Horas de Dom Fernando, obra considerada um divisor de águas nos sistemas de gravação e impressão da Imprensa Oficial. “Os livros constantes da mostra são resultado de edições próprias da Imprensa Oficial, e também de nossas parcerias com editoras universitárias (Edusp, Edugmg, Unicamp, UnB, Eduel etc.) e insitutições culturais, como a Biblioteca Nacional, a Pinacoteca do Estado, Academia Brasileira de Letras, o Museu Afro Brasil, o Instituto Tomie Ohtake, o Instituto Moreira Salles, entre outros. Há ainda edições institucionais de interesse gráfico-editorial. Outra novidade é o lançamento ainda nesta semana: a caixa com os jornais Ex, resgate de nossa memória histórica, jornalística e política.” 

Frases de João Guimarães Rosa, Silviano Santiago, José Saramago,  Jean-Paul Sartre, Graciliano Ramos, Julio Cortázar, William Shakespeare, Jorge Luis Borges, Victor Hugo e António Lobo Antunes, entre outros grandes escritores, ajudam a despertar e a consolidar a paixão pela leitura. De Guimarães Rosa, por exemplo, a escolhida foi: “Toda ação principia mesmo é por uma palavra pensada”.

Os livros selecionados representam várias áreas do pensamento e literatura: Artes; Arquitetura, Urbanismo, Meio Ambiente e Design; Fotografia; Ciências; Literatura; Cinema, Teatro, Dança e Música; História e Jornalismo; Coleção Aplauso (Perfil, Especial, Cinema Brasil, Roteiros, Televisão, Teatro Brasil e Crítica); Coleção Gilberto Freyre; Coleção Uspiana; Coleção Artistas da USP; Coleção Crítica e Modernidade; Coleção Palco Sur Scène; Coleção Formação da Estética; Coleção Artistas Brasileiros; Coleção Inventário Deops; Coleção Imprensa em Pauta.

Entre os destaques, duas produções da Imprensa Oficial vencedoras do título de Livro do Ano, mais disputado prêmio literário brasileiro, concedido pela Câmara Brasileira do Livro: Resmungos, de Ferreira Gullar em 2007 e Monteiro Lobato livro a livro – Obra infantil , em 2009, de Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini

Em todo acervo,  há obras premiadas e de excelência gráfica como Arte sacra colonial: barroco memória viva; Cadernos de desenho (Tarsila do Amaral), Caixa Modernista (organização de Jorge Schawartz, Maria Bonomi): da gravura à arte pública, Mestres do modernismo, Roupa de artista: o vestuário na obra de arte, Igrejas paulistas:  barroco e rococó, Um olhar sobre o design brasileiro, Clarice: fotobiografia, Fotógrafos franceses em São Paulo na primeira metade do século XX, Joias da Mata Atlântica, Coleção Multiclássicos; Dossiê ditadura: mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985(), Escritos sobre arte, Tinhorão, o legendário; Impressões de Carybé nas suas visitas ao Benin (1969-1987), Noivas da seca: cerâmica popular do vale do Jequitinhonha, Catedral da Sé De humani corporis fabrica. Epítome. Tabulae sex.

 

Da Coleção Aplauso, serão 163 títulos, dos mais atuais como Sérgio Ricardo – canto vadio  e Célia Helena – uma atriz visceral, passando pelo vencedor do Jabuti, Raul Cortez: sem medo de se expor  até os primeiros editados, como Sérgio Cardoso: imagens de sua arte ou Maria Della Costa: seu teatro, sua vida.

Outra atração será o quiosque para venda de todas as edições da Imprensa Oficial, montado ao lado da Cafeteria, no piso térreo. Os livros serão vendidos com desconto para professores e funcionários públicos.

LIVRO DAS HORAS 

O destaque da mostra é O Livro de Horas de Dom Fernando, de 1378, em edição fac-similar a partir de seu original conservado no acervo da Fundação Biblioteca Nacional. Orações em latim com caracteres góticos e iluminação atribuída ao artista italiano Spinello Spinelli compõem a obra, coedição da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e da Fundação Biblioteca Nacional, em tiragem reduzida e numerada manualmente.

O exemplar vem acondicionado em caixa e acompanhado de “A imagem e a semelhança: o Livro de horas de Dom Fernando”. Esta publicação traz ensaios de Vera Lúcia Miranda Faillace a respeito dos livros de horas e uma reflexão de Luiz Armando Bagolin sobre o trabalho do pintor e do fotógrafo na utilização de cores e luz, ressaltando a reprodução com qualidade do original nesta edição fac-similar. Bagolin ainda constrói um memorial em torno da produção do livro, anotando detalhes do estudo de cores e das discussões a respeito da aplicação de ouro ou tinta metálica na impressão.

O códice encomendado por dom Fernando, rei de Portugal, desperta enorme interesse nos pesquisadores por sua beleza, elevada qualidade artística e história. Os motivos de este ser o destaque da coleção de livros de horas da Biblioteca Nacional tornam-se evidentes ao se folhear esta edição. Há imagens e cercaduras magníficas, miniaturas, bordaduras, iluminuras, sutilezas de cores se desdobrando em semitons, o realce do lápis-lazúli e o ouro aposto sem parcimônia sobre o pergaminho, reproduzidos com excelência na edição fac-similar.

 SERVIÇO 

Exposição de Livros da Imprensa Oficial na Estação Pinacoteca.

A partir de sábado (03) de julho até 15 de agosto.

Estação Pinacoteca
Largo General Osório,66 – Centro – Tel. 11 3335-4990
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h
Ingresso combinado (Pinacoteca e Estação Pinacoteca): R$ 6,00 e R$ 3,00 
Grátis aos sábados | Estudantes com carteirinha pagam meia entrada.
Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60  não pagam.

FERREIRA GULLAR: Homenagem na Mantiqueira

Um dos mais importantes intelectuais do País, Ferreira Gullar, é presença confirmada no 3º Festival da MantiqueiraDiálogos com a Literatura.

O poeta, que completará 80 anos, vai participar de uma conversa com o público sobre sua obra e vida, além de seu novo livro programado para agosto. O evento, sediado em São Francisco Xavier, no distrito de São José dos Campos, ocorre entre os dias 28 e 30 de maio.

O festival tem a intenção de aproximar os leitores de seus autores favoritos e divulgar a literatura. Também será anunciado no evento a lista dos finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura 2010.

IMPRENSA OFICIAL: Presença Marcante na FLIPOÇOS

 

 

IMPRENSA OFICIAL LEVA MAIS DE 480
TÍTULOS PARA A FLIPOÇOS 2010
 

Estande da Imprensa Oficial de São Paulo na Feira do Livro de Poços de Caldas terá as principais obras de seu catálogo, incluindo os títulos premiados, como Monteiro Lobato Livro a Livro – Obra Infantil e ResmungosFerreira Gullar.

Empresa promoverá ainda apresentação especial sobre a Coleção Aplauso, além de palestras e sessões de autógrafos com Elizabeth Lorenzotti, Galeno Amorim e Emanoel Araújo.

 

Poeta Ferreira Gullar: obra também editada pela Imprensa Oficial de São Paulo estará na FLIPOÇOS

Monteiro Lobato Livro a Livro – Obra Infantil, escolhido Livro do Ano na categoria não-ficção da 51ª edição do Prêmio Jabuti, e Resmungos, de Ferreira Gullar, Livro do Ano na categoria ficção do 49º Jabuti, 168 livros da Coleção Aplauso e outros também editados pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em parceria com as principais universidades do país estarão entre os 481 títulos à disposição dos freqüentadores da 5ª edição da Feira do Livro de Poços de Caldas.

A Flipoços começa hoje e vai até 2 de maio, no Centro de Convenções de Poços de Caldas – Praça Getúlio Vargas, S/N, Centro.

Outros bons lançamentos da Imprensa Oficial foram selecionados para a feira, como O Teatro do Ornitorrinco, organizado por Christiane Tricerri; Roupa de Artista, de Cacilda Teixeira da Costa; “Arte Brasileira na Pinacoteca do Estado de São Paulo”, organizado por Taisa Palhares; e O Livro de Ruth, de Margarida Cintra Gordinho.

A Coleção Aplauso terá ainda uma apresentação especial dia 1º de maio com a presença de seu organizador, Rubens Ewald Filho, e do presidente da Imprensa Oficial, Hubert Alquéres. Haverá também duas palestras de autores que publicaram livros pela Imprensa Oficial e sessões de autógrafos.

Biografias importantes como a de DINA SFAT integram a coleção APLAUSO

“A Imprensa Oficial de São Paulo faz questão de participar da Flipoços, porque a cada ano ela vem se firmando no cenário literário nacional e já pode ser considerada uma das principais feiras do país”, avalia Hubert Alquéres.

As duas palestras acontecem no dia 26 de abril, segunda-feira. Elizabeth Lorenzotti, autora de Tinhorão, o Legendário e Suplemento Literário, fala a partir das 17h30, no “Espaço da prosa”, sobre “Os Dilemas do Jornalismo Cultural. Na seqüência, autografa seus dois livros. No mesmo horário, mas no auditório do teatro, Galeno Amorim, coordenador do livro Retratos da Leitura no Brasi, discorre sobre Escola, esse espaço mágico de leitura.

Além das palestras, Emanoel Araújo, organizador da obra “Brasil – Imagens da terra e do povo”, participa de sessão de autógrafos do livro, no dia 2 de maio, a partir das 11 horas, no estande da Imprensa Oficial.

Um dos principais sucessos editoriais da Imprensa Oficial, a Coleção Aplauso será tema de uma apresentação no dia 1º de maio, a partir das 19h30, no Teatro Complexo Cultural.

Rubens Ewald Filho e Hubert Alquéres falarão da importância das obras para o resgate e preservação da cultura nacional. A coleção reúne grande parte da memória artística brasileira em seus mais de 200 títulos publicados, entre biografias, roteiros de cinema, perfis e histórias de emissoras de TV. Lançada em 2004, seu objetivo é registrar a história das artes cênicas nacionais e seus principais protagonistas. Boa parte dessa produção está acessível pela internet: numa iniciativa pioneira, a Imprensa Oficial colocou 174 livros da coleção à disposição para download gratuito no site http://aplauso.imprensaoficial.com.br.

Sílvio Tendler Mostra Utopia & Bárbarie

Sexta que vem, dia 23, chega aos cinemas de todo o país o filme Utopia e Barbárie, mais novo trabalho do cineasta Silvio Tendler, que se debruçou nos últimos 20 anos sobre o projeto. Partindo da II Guerra Mundial. O filme faz uma revisão nos eventos políticos e econômicos, que desde a metade do século XX elevaram ao risco e até ao desaparecimento dos sonhos de igualdade, de justiça e harmonia, em busca de entender as questões que mobilizam esses dias tumultuados: a utopia e a barbárie.

Utopia e Barbárie é um road movie histórico que percorreu ao todo 15 países: França, Itália, Espanha, Canadá, EUA, Cuba, Vietnã, Israel, Palestina, Argentina, Chile, México, Uruguai, Venezuela e Brasil.

Em cada um desses lugares, Sílvio Tendler documentou os protagonistas e testemunhas da história, os apresentando de forma apartidária, mas sem deixar de trazer um pouco do olhar do cineasta, que fez 60 anos em março. 

Nas telas, Silvio Tendler trafega por alguns dos episódios mais polêmicos dos últimos séculos, como as bombas de Hiroshima e Nagasaki, o Holocausto, a Revolução de Outubro, o ano de 1968 no mundo (Brasil, França, Chile, Argentina, Uruguai, dentre outros), a Operação Condor, a queda do Muro de Berlim e a explosão do neoliberalismo mais canibal que a História já conheceu. 

O cineasta foi à procura dos sonhos que balizaram o século XX e inauguram o século XXI. Ao longo de quase duas décadas de trabalho, Silvio Tendler fez uma minuciosa pesquisa e reconstruiu parte da história mundial, através do olhar de personagens com abordagens e trajetórias distintas, que ajudaram a compor um rico painel de nossa época. O diretor entrevistou inúmeros intelectuais, como filósofos, teatrólogos, cineastas, escritores, jornalistas, militantes, historiadores, economistas, além de testemunhas e vítimas desses episódios históricos.

 

Os dramaturgos Amir Haddad, Augusto Boal e Zé Celso Martinez, a economista Dilma Rousseff, o escritor e jornalista Eduardo Galeano, o poeta Ferreira Gullar e o jornalista Franklin Martins foram alguns dos nomes que concederam ao filme emocionantes depoimentos. Diversas vítimas, testemunhas e sobreviventes também narraram suas trajetórias, como a argentina Macarena Gelman e a brasileira nascida em Havana, Naisandy Barret, ambas filhas de desaparecidos políticos, além do estrategista do exército vietnamita, General Giap.

 

General Giap, estrategista do Exército Vietnamita responsável pela vitória do Vietnã contra a França em 1954, concede entrevista exclusiva a Sílvio Tendler

Cineastas de vários países também contribuíram com suas visões, como Denys Arcand (Canadá), Amos Gitai (Israel), Gillo Pontecorvo (Itália), Fernando Solanas (Argentina), Hugo Arévalo (Chile), Marceline Loridan (França), Mohamed Alatar (Palestina), Shin Pei (Japão), além dos cineastas brasileiros Cacá Diegues, Sérgio Santeiro e Marlene França. 

Orçado em R$ 1 milhão, o filme tem narração de Letícia Spiller, Chico Diaz e Amir Haddad. A trilha sonora, especialmente composta para o filme, é assinada por Caíque Botkay,  BNegão, Marcelo Yuka e pelo grupo Cabruêra.

Sobre o diretor

Sílvio Tendler é diretor de O Mundo Mágico dos Trapalhões, que fez um milhão e oitocentos mil espectadores; Jango, fez um milhão e Os Anos JK, oitocentos mil espectadores. Seu último longa-metragem, Encontro com Milton Santos, ficou entre os dez documentários mais vistos de 2007. Com seus filmes Silvio ganhou quatro Margaridas de Prata (prêmio dado pela CNBB), seis kikitos (Festival de Gramado) e dois candangos (Festival de Brasília).

 

Ficha técnica

Título original: Utopia e Barbárie

Gênero: Documentário

Duração: 120minutos

Ano de lançamento: 2010

Distribuidora: Caliban Produções Cinematográficas LTDA

Direção: Silvio Tendler

Roteiro: Silvio Tendler

Narrado por: Amir Haddad, Chico Diaz e Letícia Spiller

Produção: Caliban Produções Cinematográficas LTDA

Trilha Sonora: Cabruera, Caíque Botkay, BNegão e Marcelo Yuka

Videografismo: Irmãos Vilarouca

Montagem: Bernardo Pimenta

Produção Executiva: Ana Rosa Tendler

Nicole Algranti Revê Clarice Lispector

O livro De Corpo Inteiro, da escritora Clarice Lispector, traz entrevistas memoráveis, feitas por ela para a revista Manchete. Mais do que simples conversas, Clarice conseguia mergulhar no universo dos entrevistados com perguntas fortes, profundas e que faziam refletir. O livro, lançado na década de 1970 e relançado em 1999 pela editora Rocco, reúne mais de 30 entrevistas com personalidades bem distintas, entre elas Rubem Braga, Fernando Sabino e Oscar Niemeyer.

Documentário de Nicole Algranti (de óculos), sobrinha de Clarice, conta com participação de Louise Cardoso. Foto: Taboca Filmes/ Divulgação
A novidade é que a obra foi adaptada para o audiovisual, através do documentário De corpo inteiro Entrevistas, dirigido por Nicole Algranti – cineasta e sobrinha de Clarice. O lançamento é HOJE, às 19h, na Livraria Cultura de Recife, com palestra da diretora e noite de autógrafo. A entrada é franca e o DVD estará à venda no local.

Segundo Nicole, a idéia do lançamento em Recife se deve à própria Clarice , que se sentia pernambucana. Inclusive, Clarice quando questionada sobre sua nacionalidade afirmava: “Sou ucraniana de nascença, nordestina e pernambucana de coração”.

O documentário retrata as entrevistas, que estão no livro. Há recortes de imagens de arquivos e entrevistas dramatizadas. “O filme fala mais da vida dos entrevistados do que da própria Clarice”, pontua Nicole.

Os entrevistados vivos aparecem no vídeo, e os já falecidos são interpretados por artistas. Dentre as que interpretam Clarice, está Aracy Balabanian, Louise Cardoso e Letícia Spiller. Já o ator Fernando Eiras está como Fernando Sabino; Jayme Cunha interpreta Jorge Amado, entre outros.
As entrevistas reais acontecem com Ferreira Gullar, Tônia Carrero, Maria Bonomi, Nélida Pinõn, Oscar Niemeyer e Elke Maravilha. 

Nicole também está em Recife para fechar parcerias. A primeira delas será a criação da Fundação de Leitura Clarice Lispector, na casa onde a escritora morou, na Praça Maciel Pinheiro. “Será uma fundação de incentivo a jovens escritores”. O outro projeto é trazer a peça Romance Nordestino com texto inédito de Ferreira Gullar e direção de João das Neves. A expectativa é que ela entre em cartaz em agosto.