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Os vencedores do Festival de Brasília

Numa competição marcada por filmes bastante diferentes entre si, o 44º Festival de Brasília dividiu seus troféus Candangos entre dois títulos. Foram cinco prêmios para “Hoje”, de Tata Amaral, que saiu como melhor longa-metragem pelo júri oficial, e outros cinco para “Meu País”, de André Ristum, consagrado como melhor longa pelo júri popular.

“Hoje” foi premiado ainda com melhor direção de arte, fotografia e melhor roteiro, além do prêmio de melhor atriz para Denise Fraga, que, em discurso, agradeceu a Amaral a oportunidade de fazer um papel dramático forte. “Estou especialmente feliz porque sei que esse é um trabalho muito importante. Obrigada, Tata, por confiar em mim para contar junto com você essa história tão necessária”, disse.

Com a premiação, Amaral se tornou a quinta mulher a dirigir um filme vencedor do Festival.

  Marcelo Camargo/Folhapress  
Tata Amaral recebe o prêmio por melhor filme do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Tata Amaral recebe o prêmio por melhor do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Já “Meu País” ganhou nas categorias melhor direção, montagem, trilha sonora e melhor ator para Rodrigo Santoro, que se emocionou ao receber o troféu e dedicou-o a seu pai. “O reconhecimento do Festival de Brasília tem um valor enorme pra mim”, afirmou. Esta é a segunda vez que ele recebe o título, conquistado também em 2000 com “Bicho de Sete Cabeças”, de Laís Bodanzky.

  Junior Aragão/Divulgação  
O ator Rodrigo Santoro (dir.) ganhou Candango de melhor ator por "Meu País"
O ator Rodrigo Santoro (dir.) ganhou Candango de melhor ator por “Meu País”

O prêmio de melhor ator coadjuvante foi para Ramon Vane, por “O Homem que Não Dormia”, de Edgard Navarro”, e a melhor atriz coadjuvante foi Gilda Nomacce, por “Trabalhar Cansa”, de Juliana Rojas e Marco Dutra.

O documentário “As Hiper Mulheres”, de Leonardo Sette, Takumã Kuikuro e Carlos Fausto, recebeu o prêmio de melhor som. Já o filme “Vou Rifar Meu Coração” saiu do Festival sem qualquer premiação.

Veja a lista completa da premiação oficial do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro:

COMPETIÇÃO DE LONGAS-METRAGENS

MELHOR LONGA-METRAGEM (JÚRI OFICIAL) – R$ 250.000,00
“Hoje”, de Tata Amaral

MELHOR LONGA-METRAGEM (JÚRI POPULAR) – R$ R$ 20.000,00 E PRÊMIO EXIBIÇÃO TV BRASIL – R$ 50.000,00
“Meu País”, de André Ristum

MELHOR DIREÇÃO – R$ 20.000,00
André Ristum, por “Meu País”

MELHOR ATOR – R$ 5.000,00
Rodrigo Santoro, por “Meu País”

MELHOR ATRIZ – R$ 5.000,00
Denise Fraga, por “Hoje”

MELHOR ATOR COADJUVANTE – R$ 3.000,00
Ramon Vane, por “O Homem que Não Dormia”

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – R$ 3.000,00
Gilda Nomacce, por “Trabalhar Cansa”

MELHOR ROTEIRO – R$ 5.000,00
Jean-Claude Bernardet, Rubens Rewald e Felipe Sholl, por “Hoje”

MELHOR FOTOGRAFIA – R$ 5.000,00
Jacob Solitrenick, por “Hoje”

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE – R$ 5.000,00
Vera Hamburguer, por “Hoje”

MELHOR TRILHA SONORA – R$ 5.000,00
Patrick de Jongh, por “Meu País”

MELHOR SOM – R$ 5.000,00
Mahajugi Kuikuro, Munai Kuikuro e Takumã Kuikuro, por “As Hiper Mulheres”

MELHOR MONTAGEM – R$ 5.000,00
Paulo Sacramento, por “Meu País”

COMPETIÇÃO DE CURTAS-METRAGENS

MELHOR FILME DE CURTA METRAGEM (JÚRI OFICIAL) – R$ 20.000,00
“L”, de Thais Fujinaga

MELHOR FILME DE CURTA-METRAGEM (JÚRI POPULAR) – R$ R$ 10.000,00 E PRÊMIO EXIBIÇÃO TV BRASIL – R$ 10.000,00
“A Fábrica”, de Aly Muritiba

MELHOR DIREÇÃO – R$ 5.000,00
Thais Fujinaga, por “L”

MELHOR ATOR – R$ 3.000,00
Horacio Camandulle, por “De Lá Pra Cá”

MELHOR ATRIZ – R$ 3.000,00
Eloina Duvoisin, por “A Fábrica”

MELHOR ROTEIRO – R$ 3.000,00
Aly Muritiba, por “A Fábrica”

MELHOR FOTOGRAFIA – R$ 3.000,00
André Miranda, por “Imperfeito”

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE – R$ 3.000,00
Raquel Rocha, por “Premonição”

MELHOR TRILHA SONORA – R$ 3.000,00
Ilya São Paulo, por “Ser Tão Cinzento”

MELHOR SOM – R$ 3.000,00
Kiko Ferraz, por “De Lá Pra Cá”

MELHOR MONTAGEM – R$ 3.000,00
Wallace Nogueira e Henrique Dantas, por “Ser Tão Cinzento”

*COMPETIÇÃO DE CURTAS-METRAGENS DE ANIMAÇÃO *

MELHOR FILME DE CURTA METRAGEM DE ANIMAÇÃO (JÚRI POPULAR) – R$ 10.000,00 E PRÊMIO EXIBIÇÃO TV BRASIL – R$ 10.000,00
“Rái Sossaith”, de Thomate

MELHOR FILME DE CURTA METRAGEM DE ANIMAÇÃO (JÚRI OFICIAL) – R$ 20.000,00
“Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo”, de Rodrigo John

* Com informações de Amanda Queirós

Ritual indígena na tela de Brasília

Filme provoca risos e ovação em Brasília

 

A primeira noite competitiva do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, ocorrida ontem, fez o público embarcar numa viagem antropológica ao Alto Xingu, no Mato Grosso.
 
 

Já exibido no Festival de Gramado, em agosto, o documentário As Hiper Mulheres acompanha um ritual chamado de Jamurikumalu, praticado pelas mulheres da tribo Kuikuro. Na ocasião, elas promovem uma grande festa para levar uma velha índia a cantar pela última vez antes da morte, mas enfrentam problemas já que a única conhecedora dos cantos antigos encontra-se doente.

Criado pelo trio Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro — este último integrante da própria comunidade –, o filme provocou risos na plateia nos momentos em que expunha a intimidade das mulheres. Nos intervalos das cantorias do ritual, à noite, elas “caçam” homens em busca de sexo.

  Divulgação  
Cena do documentário "As Hiper-Mulheres", de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro
As Hiper-Mulheres, de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro

“De fato há uma enorme liberdade sexual na aldeia, mas o que a gente está mostrando é o dia a dia mesmo desse universo. Nosso principal problema era saber não pesar a mão nesse aspecto e descobrir como gerar empatia sem perder a textura da música, que era o que importava”, afirmou Fausto em um debate realizado hoje pela manhã.

Para ele, o desafio do documentário foi fugir do mero registro etnográfico. “Queríamos fazer um filme que conseguisse pegar o dilema das músicas que estavam se perdendo”.

Todo falado no dialeto da tribo, o longa foi apresentado com legendas que utilizam gírias do português atual para demonstrar a espontaneidade nas conversas entre os índios, o que reforçava o lado cômico de algumas situações apresentadas. Ao final da projeção, o filme recebeu aplausos demorados do público.

CURTAS

A noite contou ainda com a exibição dos curtas Ser Tão Cinzento (BA), de Henrique Dantas, que revisita o curta “Manhã Cinzenta”, de Olney São Paulo, produzido durante a diratura militar brasileira, e A Fábrica (PR), uma ficção de Aly Muritiba sobre o périplo de um presidiário para dar os parabéns à filha no dia de seu aniversário.

Este ano, o Festival de Brasília criou uma competição exclusiva para os curtas de animação. Na primeira noite, foram exibidos “Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo” (RS), de Rodrigo John, e “Bomtempo” (MG), de Alexandre Dubiela.

* AMANDA QUEIRÓS
Enviada especial da Folha a Brasília

Começa Festival de Brasília

Com o fim  exigência de ineditismo em longas-metragens, foi aberta a 44ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com a tradicional noite de abertura na Sala Villa-Lobos/Teatro Nacional Cláudio Santoro.

A apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional foi seguida da exibição do novo Doc de Vladimir Carvalho – Rock Brasília – Era de Ouro -, premiado como Melhor Documentário na 3ª edição do Festival de Cinema de Paulínia, em julho passado.

Rock Brasília – Era de Ouro narra a história de grupos musicais ancorados na capital federal, os quais, após vencer desafios e obstáculos, vêem  seu sonho tornado realidade: a consagração e o sucesso de suas bandas de rock,  sonho que segue de perto a grande utopia que foi a própria construção de Brasília e da transferência da Capital Federal para o Planalto Central.

Entre esses, os PARALAMAS do SUCESSO, Legião Urbana e Capital Inicial

ROCK BRASÍLIA concorre ao Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Os longas da competição em Brasília são:

As Hiper Mulheres (RJ/PE), de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro.

Trabalhar Cansa (SP), de Juliana Rojas e Marco Dutra.

Hoje (SP), de Tata Amaral.

O Homem Que Não Dormia (BA), de Edgard Navarro.

Meu País (SP), de André Ristum.

Vou Rifar Meu Coração (RJ), de Ana Rieper.

 

Selecionados ao Festival de Brasília

O Festival de Brasília este ano vai acontecer de 26 de setembro a 3 de outubro, tendo na disputa 6 longas-metragens, 12 curtas-metragens e 12 curtas de animação. Ao todo, 624 filmes foram inscritos. Confira os selecionados:

Mostra competitiva de longas-metragens“As hiper mulheres”, de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro (Rio de Janeiro/Pernambuco)

“Hoje”, de Tata Amaral (São Paulo)

“Meu país”, de André Ristum (São Paulo)

“O homem que não dormia”, de Edgard Navarro (Bahia)

“Trabalhar cansa”, de Juliana Rojas e Marco Dutra (São Paulo)

“Vou rifar meu coração”, de Ana Rieper (Rio de Janeiro)

Mostra competitiva de curtas-metragens:“A casa da vó Neyde”, de Caio Cavechini (São Paulo)

“A Fábrica”, de Aly Muritiba (Paraná)

“De lá pra cá”, de Frederico Pinto (Rio Grande do Sul)

“Elogio da Graça”, de Joel Pizzini (Rio Janeiro)

“Imperfeito”, de Gui Campos (Distrito Federal)

“L”, de Thais Fujinaga (São Paulo)

“Ovos de dinossauro na sala de estar”, de Rafael Urban (Paraná)

“Premonição”, de Pedro Abib (Bahia)

“Ser tão cinzento”, de Henrique Dantas (Bahia)

“Sobre o menino do Rio”, de Felipe Joffily (Rio Janeiro)

“Três vezes por semana”, de Cris Reque (Rio Grande do Sul)

“Um pouco de dois”, de Danielle Araújo e Jackeline Salomão (Distrito Federal)

Mostra competitiva de curtas de animação:“2004”, de Edgard Paiva (Minas Gerais)

“A mala”, de Fabiannie Bergh (Pará)

“Bomtempo”, de Alexandre Dubiela (Minas Gerais)

“Cafeka”, de Natália Cristine (Rio Grande do Sul)

“Céu, inferno e outras partes do corpo”, de Rodrigo John (Rio Grande do Sul)

“Ciclo”, de Lucas Marques Sampaio (Distrito Federal)

“Media training”, de Eloar Guazzelli e Rodrigo Silveira (São Paulo)

“Menina da chuva”, de Rosaria (Rio de Janeiro)

“Moby Dick”, de Alessandro Corrêa (São Paulo)

“Quindins”, de David Mussel e Giuliana Danza (Minas Gerais)

“Rái sossaith”, de Thomate (São Paulo)

“Sambatown”, de Cadu Macedo (São Paulo)

Filme de João Jardim Impressiona Brasília

Amor ? enfoca relacionamento marcado pela violência física, e recebe aplausos

 

Paixão de trapo e farrapo, que funciona a tapas e beijos? É mais ou menos o mote central de Amor?, de João Jardim, mix de ficção e documentário muito aplaudido pelo público do Cine Brasília. O diretor parte de uma pesquisa com pessoas que viveram relacionamentos marcados pela violência física e, a partir desses casos reais, faz atores e atrizes interpretarem as histórias. O modus operandi dialoga com o já clássico documentário de Eduardo Coutinho, jogo de cena, no qual atrizes interpretam relatos reais. ´Com a diferença de que o filme do Coutinho joga com a ambiguidade entre realidade e encenação, ao passo que no meu é dito que tudo é encenação, logo de início`, diz o diretor.


Foto: Heloisa Passos/Divulgação
 

Amor? tem momentos fortes, em especial graças à atuação de intérpretes como Angelo Antonio, Júlia Lemmertz, Silvia Lourenço e outros, que emprestam credibilidade e dramaticidade às falas. É um filme da fala. E do rosto do ator como tela das emoções. E no que consistem esses depoimentos? Em histórias nas quais as notas do amor e do desejo se entrelaçam com as da violência física.

Ao todo, são oito relatos, sete heterossexuais, apenas um relembrando a turbulenta relação entre duas mulheres. Esse caso de amor lésbico, com todas as suas complicações, paixões e preconceitos envolvidos, é um dos que atingem maior grau de densidade emocional em todo o conjunto de histórias. Silvia Lourenço e Fabíula Nascimento interpretam o casal.

Amor ? foi bem aplaudido no final, palmas que continuaram durante os créditos, quando são apresentados os intérpretes, muitos deles rostos conhecidos da televisão como Du Moscovis, Lilia Cabral e Mariana Lima.

Curtas

Os curtas da noite também foram bons, em especial A mula teimosa e o controle remoto, de Hélio Vilela Nunes (SP), história infantil deliciosa sobre a convivência de dois meninos, um da cidade outro do campo. Um tem problemas com a mula que empaca, o outro, o filho do patrão, traz como brinquedo uma maravilha tecnológica, um aviãozinho acionado por controle remoto. O encanto está na maneira como as duas realidades dialogam.

Café Aurora, de Pablo Polo (PE), investe num visual sofisticado para dar conta de um entrecruzamento de experiências Um garçom se encanta pelo mundo das esculturas, enquanto a artista plástica saboreia o ótimo café feito pelo garçom Refinado.

Os nomes dos contemplados saberemos hoje à noite quando forem distribuídos os Candangos, os troféus do Festival de Brasília, depois da exibição hors concours de Os deuses e os mortos, de Ruy Guerra, em cópia restaurada.

* Informações do Diário de Pernambuco

Festival de Brasília é Notícia

Novos realizadores do cinema brasileiro, mediados pela jornalista Maria do Rosário Caetano, colocaram seus trabalhos em debate público na manhã de ontem, no Hotel Kubitschek Plaza. A rodada de perguntas e respostas foi iniciada por Sérgio de Andrade e Daniel Turini, que exibiram na abertura da mostra competitiva 35mm os filmes Cachoeira e Fábula das Três Avós, respectivamente. 

Sérgio de Andrade, representante do norte do país (quebrando jejum de 39 anos em que o Festival não selecionava um filme dessa região), contou ter feito várias alterações no roteiro: “os índios trouxeram muita informação e o eixo dramático sofreu mudanças”, disse. Para Sérgio de Andrade, a intenção de seu “pseudo-documentário” é mostrar o homem do Amazonas.

Protagonista de Cachoeira, Begê Muniz, hoje estudante de teatro em São Paulo, afirmou que índios hoje tem imagens de homens brigando por terra. Disse, também, que quando os indígenas falam de outros estados brasileiros dizem: “lá no Brasil”, como se fossem estrangeiros. 

Elogiado por ter feito uma produção direcionada ao público infantil, Daniel Turini disse que seu curta é fruto de muita leitura de fábulas e não escondeu que Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carol, é a influência mais presente: “No inicio, quando alguém fazia comparações, eu negava. Depois eu mesmo vi que tinha influências”, concluiu o diretor adiantando que um longa infantil é seu próximo projeto. 

Um Ovni estranho e obscuro. A definição que A Alegria recebeu este ano na França, quando participou da Quinzena da Realizadores do Festival de Cannes, agrada Felipe Bragança e Marina Meliande. Os diretores afirmaram que “não é um filme feito para adolescentes”. 

Realizado com R$ 750 mil, o filme, que já tem distribuidor no Brasil – Adhemar Oliveira -, entrou na Quinzena de Cannes convidado pelo diretor artístico Frederic Boyer, que assistiu ao trabalho anterior da dupla, A Fuga da Mulher Gorila. “Até os franceses já sentiram um cheiro diferente”, disse o diretor afirmando acreditar que platéias mais jovens vão se entusiasmar com o filme, situado no universo fantástico. 

Sobre a escolha de artistas não profissionais para o elenco, o diretor disse gostar de “misturar os tons. Tainá Medina foi escolhida (protagonista) porque foi a única que acreditou que poderia atravessar uma parede”.  

Programação completa: www.festbrasilia.com.br

Festival de Brasília Já Tem Selecionados

A comissão organizadora do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro está divulgando os selecionados para sua 43º edição. Para compor a mostra competitiva em 35 mm foram escolhidos seis filmes de longa-metragem e 12 filmes de curta-metragem. Já a competição digital terá 22 títulos entre curta e média-metragem. No total, o festival recebeu 455 inscrições, sendo 36 longas e 118 curtas em 35mm e 301 curtas/médias em digital. 

Liliam M - relatório confidencial

Cena de ‘Liliam M. – relatório confidencial’, que vai abrir
o Festival de Brasília. (Foto: Divulgação)

Com forte teor político e marcado por uma seleção de produções inéditas, a mostra será abertura com exibição da cópia restaurada de Liliam M. – relatório confidencial (1975), de Carlos Reichenbach. Com narrativa fragmentada, a história gira em torno do depoimento de uma mulher que muda de identidade e parte em busca de sua liberação sexual.

À epoca do lançamento, Liliam M. – relatório confidencial foi considerado “subversivo” pelo censores da ditadura e teve 20 minutos de cenas cortadas. A protagonista era vivida pela atriz Célia Olga Benvenutti, que contracenava com Benjamin Cattan e Sérgio Hingst.

Na cerimônia de abertura, haverá ainda exibição do curta-metragem 50 anos em 5, de José Eduardo Belmonte. O festival será aberto em solenidade no Teatro Nacional Cláudio Santoro, dia 23 de novembro. O encerramento será no Cine Brasília, dia 30 de novembro, com entrega dos prêmios aos cineastas agraciados.

Confira os filmes SELECIONADOS:

Longas
“A alegria”, de Felipe Bragança e Marina Meliande
“Amor?”, de João Jardim
“O mar de Mário”, de Reginaldo Gontijo e Luiz F. Suffiati
“O céu sobre os ombros”, de Sérgio Borges
“Transeunte”, de Eryk Rocha
‘Vigias”, de Marcelo Lordello

Curtas
“A mula teimosa e o controle remoto”, de Hélio Villela Nunes
“Acercadacana”, de Felipe Peres Calheiros
“Angeli 24 horas”, de Beth Formaggini
“Braxília”, de Danyella Neves e Silva Proença
“Cachoeira”, de Sergio José de Andrade
“Café Aurora”, de Pablo Pólo
“Contagem”, de Gabriel Martins e Maurilio Martins
“Custo zero”, de Leonardo Pirovano
“Fábula das três avós”, de Daniel Turini
“Falta de ar”, de Érico Monnerat
“Matinta”, de Fernando Segtowick
“O céu no andar de baixo”, Leonardo Cata Preta

Mostra competitiva digital

“Com a mosca azul”, de Cesar Netto
“Dalva”, de Filipie Wenceslau
“De bem com a vida – Carlos Elias e o samba em Brasília”, de Leandro Borges
“Do andar de baixo”, de Luisa Campos e Otavio Chamorro
“Entrevãos”, de Luísa Caetano
“Esta pintura dispensa flores”, de Luiz Carlos Lacerda
“Herói”, de Thiago Ricarte
“Lendo no escuro”, de Marcelo Pedrazzi
“My way”, de Camilo Cavalcante
“Naquela noite ele sonhou com um mar azul”, de Aristeu Araújo
“Negócios à parte”, de Juliana Botelho
“O eixo”, de Ricardo Movits
“O filho do vizinho”, de Alex Vidigal
“O gato na caixa”, de Cauê Brandão
“O silêncio do mundo”, de Bárbara Cariry
“Onde você vai?”, de Victor Fisch
“Queda”, de Pablo Lobato
“Queimado”, de Igor Barradas
“Só mais um filme de amor”, de Aurélio Aragão
“Tempo de criança”, de Wagner Novais
“Traz outro amigo também”, de Frederico Cabral
“Últimos dias”, de Yves Moura

Mais de R$ 555 mil devem ser conferidos em prêmios aos vencedores. Sendo R$220 mil para longas-metragens em 35mm, R$70 mil para curtas ou médias-metragens em 35mm e R$65 mil para os curtas em formato digital. Além disso, um Júri Popular premiará dois títulos em 35mm, sendo R$ 30 mil para o melhor longa-metragem e R$ 20 mil ao melhor curta.