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Os Curtas Selecionados ao Festival de Cinema da Fronteira

AURORA DE CINEMA direto do Festival de BAGÉ

Festival começa dia 20 com apresentação de grupo de CANDOMBE do Uruguai em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra

De 20 a 25 próximos, o epicentro do cinema de fala latina e portuguesa será a bela cidade gaúcha de Bagé.

Numa realização da Prefeitura Municipal de Bagé, através de sua Secretaria de Cultura, a quarta edição do festival – idealizado pelo jovem realizador Zeca Brito – trará a Bagé nomes de extrema relevância para o Cinema Brasileiro, Latino e Lusófono. É o caso, por exemplo, do cineasta César Charlone e do ensaísta Jean-Claude Bernardet.

Noite festiva na edição 2011: Helena Ignez e Jean-Claude Bernardet homenageados…

Na noite inaugural, que começa às 19h com a aguardada apresentação do grupo de CANDOMBE (música típica do Uruguai) no Centro Histórico Vila de Santa Thereza – um lugar cenográfico, por natureza -, será exibido o premiado longa-metragem Artigas – La Redota (2011), de César Charlone, cineasta que é o grande HOMENAGEADO do Festival Internacional de Cinema da Fronteira este ano.

E na terça tem início a Mostra Competitiva Internacional de Curtas-Metragens.

A Curadoria do IV Festival Internacional de Cinema da Fronteira, cuja titular é a jornalista cearense Aurora Miranda Leão, anuncia um total de 38 curtas-metragens, de todas as regiões do país, selecionados entre mais de 160 inscritos.

A histórica Bagé em ritmo acelerado para o Festival de Cinema da Fronteira

Todos os gêneros também foram contemplados, e os Estados representados são Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima e São Paulo, além de filmes da Argentina, Espanha, Portugal, Uruguai, e co-produção com a Bolívia.

CONFIRA A LISTA DOS CURTAS-METRAGENS SELECIONADOS:

Aldeia,  de Zeca Ferreira (RJ)

Arte Míope, de Santiago Berón (Uruguai)

Ballerinas in a quiet place, de Ana B (Portugal)

Campo, de Natalia Espasandín (Uruguai)

Chão Molhado,  Everton Macedo (AM)

Conexion Munich, de Carlos Segundo (MG)

Desfronteira, de Thiago Briglia (RR)

Dique, de Adalberto Oliveira (PE)

El frio, de Oyama Rocha (Espanha)

El hombre del norte, de Félix Pérez (Uruguai)

Engole logo uma jaca então, de Marão (RJ)

Entre Muros, de Adriana Tenório (RJ)

Fez a barba e o choro, de Tatiana Nequete (RS)

Folha em Branco,  de Iuli Gerbase (RS)

Hooji,  de Marcelo Quintella e Boynard (RJ)

Inca,  de Bruno Carvalho  +3 (RS)

Jorge Poema, de Rafael Costa e Diego Sobral (RJ)

Julie  Agosto Setembro, de Jarleo Barbosa (GO)

Leve-me para sair, de José Agripino (SP)

Liberarse, de Gonçalo Rodrigues (Uruguai)

Madre Sal, de Ma Elisa Dantas (BR-AR)

Menino do Cinco, de Marcelo Matos (BA)

Número Zero, de Cláudia Nunes (GO)

O Dente do Diabo, de Fábio Saucedo (SP-Bolívia)

O Membro Decaído, de Lucas Sá (RS)

O Mensageiro da galáxia chegada à terra, de André Miguéis (RJ)

O Reino do Chocolate, de Rafael Jardim (BA)

Orwo Foma, de Karem Black e Lia Letícia (PE-RJ)

Os Sustentáveis, de Lisandro Santos (RS)

Ovos de Dinossauro, de Rafael Urban (PR)

Quebra de Contrato, de Lindebergue Vieira (RJ)

Ruído Branco, de Mateus Neiss e Lucas Sá (RS)

Santo, de Thiago Catarino (RJ)

Semana 28, de Bélen Baptista (Uruguai)

Tcheco, de Boca Migotto (RS)

Três Vezes por Semana, de Cris Reque (RS)

Um diálogo de ballet, de Filipe Matzenbacher e Márcio Reolon (RS)

Zero, de Sacha Bilia (RJ)

Bagé, chegando no coração da gente pra ficar…

Cidade onde será realizado o III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA tem encantos que vão muito além do Cinema e de sua gente hospitaleira…

Não é nada fácil falar de Bagé, mas também não é nem um pouco difícil gostar desta cidade gaúcha, considerada a Rainha da Fronteira, por quase fazer divisa com o Uruguai – o que hoje é o município de Aceguá, já foi território bajeense. O carinho por Bagé e respeito aos fortes laços afetivos fazem com que a cidade permaneça sendo conhecida como tal…

Cidade repleta de belos e bem conservados prédios históricos, terra de meu querido amigo-irmão Zeca Brito, Bagé é quase totalmente uma cidade pacata, onde as ruas (muito largas) de pedra prevalecem, dando um charme especial (que caminha de mãos dadas com um certo burburinho de cidade grande); a culinária é pródiga em bons cozinheiros e deliciosos tipos de carne; os sinais de trânsito quase inexistem; e amplas palmeiras se misturam aos jacarandás roxos a proliferar nesta época de quase Natal.

Jacarandás são colírio em Bagé… (foto Joyce Miranda Leão Martins)

Estar aqui em Bagé tem sido uma sucessão de boas surpresas. Zeca sempre me falou muito bem sobre a terra natal, mas uma coisa é conversa de filho com saudade da casa materna; outra é constatar ao vivo com o olhar de quem chega de longe, e vem como convidada.

O belo Coreto Municipal, que será o QG do Festival de Cinema da Fronteira

Posso dizer que Bagé me conquistou pouco a pouco, a proporção em que mais e mais tornava-me amiga-parceira de Zeca Brito, e ia tomando conhecimento de muitas coisas da cultura destas bandas de cá.  Até chegar ao Bicentenário da cidade, celebrado em 17 de julho e com ecos que vão ser incorporados até julho de 2012.

As comemorações foram grandes, tendo como ponto alto a realização do Festival Internacional de Música no Pampa (FIMP), período em que a cidade foi, por 11 dias, Capital da Música Erudita. Agora, as comemorações vão viver outro momento de apogeu, fechando o ano com chave de ouro por conta da realização, de 10 a 17 próximos, da terceira edição do Festival de Cinema da Fronteira.

O belo Palacete Pedro Osório, sede da Secretaria de Cultura de Bagé…

Ressalte-se: o festival é uma realização da Prefeitura Municipal de Bagé através de sua Secretaria de Cultura, cujo titular, por sua estreita ligação com o universo artístico –  Sapiran Brito é ator, escritor, radialista e cantor – parece ser a pessoa certa no lugar adequado. A Cultura de Bagé não poderia estar em melhores mãos.

Sapiran Brito é um querido na cidade – percebe-se isso, sobretudo, em meio aos artistas da cidade, de todas as categorias, o que não é nada pouco. Em geral, artistas vivem a protestar, e, no mais das vezes, estão cobertos de razão. Mas aqui em Bagé esses reclames não acontecem porque não teriam fundamento.

Sapiran tem ademais um Chefe de Gabinete que é a própria imagem da simpatia. Foi dele o primeiro sorriso que recebi ao adentrar a Secretaria de Cultura, um sorriso com a prestimosidade de um genuíno afago de gentileza e o tamanho de um abraço de lisonjeira boas-vindas. Renato Azevedo é o homem que encaminha todas as pendências da Secretaria de Cultura, e tem ao lado a disponibilidade sempre alerta de Paulo Martinez.

Eles nos fazem sentirmo-nos em casa todas as vezes nas quais estamos no Palacete Pedro Osório para encaminhar as necessidades comuns à realização de um festival de cinema.

Como Curadora do Festival de Cinema da Fronteira, tenho percorrido Bagé, e por onde ando, sou bem recebida. Essa boa recepção se acentua quando falo no nome de Sapiran Brito. Pode haver melhor aferição de prestígio do que essa ‘voz das ruas”  em aprovo uníssono ?

Na noite de ontem, estive com minha filha no chamado ginásio Militão, um enorme espaço de Bagé que acolhe shows musicais, jogos e grandes eventos. Ali se apresentava o Grupo de Dança do Instituto Municipal de Belas Artes (IMBA), cujo comando é de Leila Cabeda.

No palco, a história do Bicentenário de Bagé, contada em expressivos quadros de dança, com ótima trilha sonora, e um naipe muito coeso de bailarinos e bailarinas de muitas idades, que fizeram bonito para uma platéia lotada.

De lá, segui com Joyce e Zeca Brito – em companhia do agradável casal Marilu e Sapiran Brito – para ver a ‘abertura oficial” das rodas de samba de Bagé, cujo brinde foi no Ali Bá Bar , onde havia uma animadíssima roda de samba da Velha Guarda de Bagé, repleta de sambistas aptos a tornar mais vibrante o já bem festejado carnaval bajeense.

Ali, vi Sapiran se desdobrando para atender a tantos cumprimentos – já que ele também é um carnavaleco de primeira grandeza – e fui recebida com carinho e muita alegria pelo Edgar Musa, um dos radialistas mais conhecidos e queridos de Bagé, alma de sambista e  vocação nata para viver e espalhar arte & cultura.

Foi lá também que conheci o jornalista Silton Leão – repórter de rádio, TV e jornal, de programa diário na TV Sem Fronteira, e que comanda, desde o mês passado – e até o próximo sábado – um programa que já virou atração nas noites de domingo em Bagé: o Dança dos Famosos de Bagé, elaborado tal e qual o que acontece como quadro do Domingão do Faustão – com direito a exibição de ensaios em telão, júris técnicos e artístico, e ‘famoso’ com professora, e ‘famosa’ com professor.

Silton leão é uma simpatia, com agilidade provavelmente adquirida no rádio diário, e que nos fez o honroso convite para estarmos logo mais, às 20:30, no Dança dos Famosos de Bagé.

Portanto, esta noite, estaremos representando o Festival de Cinema da Fronteira no programa Dança dos Famosos do Silton Leitão, diretamente de Bagé para o mundo.

Delícia de conjunto arquitetônico: Igreja de Nossa Sra Auxiliadora e Prefeitura Municipal de Bagé, responsável pela realização do Festival de Cinema da Fronteira…

Depois conto como foi, amigo leitor.

Abraços a você que nos acompanha, desde Bagé…