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Anápolis de Cinema: bom público, filmes premiados e presenças de Destaque

Quarta edição do Festival de Cinema da cidade goiana registrou mais um êxito exibindo filmes premiados e crescente produção audiovisual anapolina

Anap

Devemos a você, amigo leitor e fiel seguidor deste #BlogAuroradeCinema o registro prometido sobre a quarta edição do Anápolis Festival de Cinema.

Realização da Prefeitura Municipal de Anápolis, com coordenação-geral da cineasta e produtora Débora Tôrres, o Festival de Anápolis cresce anualmente em oferta de público, oficinas, workshops, homenagens e exibição de filmes produzidos em Anápolis. Isso tudo já indica a importância do Festival e a relevância de sua continuidade. Sendo ademais um festival que tem Curadoria assinada pelo emérito crítico Rubens Ewald Filho, há motivos de sobra para se parabenizar a realização do #AnápolisFestivaldeCinema e louvar a determinação da Prefeitura Municipal em perpetuá-lo.

Rubens

Rubens Ewald Filho, o festejado Curador, desfilando elegância na noite inaugural do IV Anápolis Festival de Cinema…

Acontece que esta redatora acabou emendando um festival no outro, e de Anápolis seguimos de bate-pronto para Sousa, no alto sertão paraibano, onde acontece até amanhã, sexta/30 de maio, a primeira edição do FESTISSAURO. Não podíamos negar o convite feito pela organização do Festival de Sousa: aqui estamos no município paraibano como jurada de duas mostras competitivas do Festissauro, e também vamos lançar o livro ENSAIOS DE CINEMA, e um novo curta #AuroradeCinemaProduções e Cabeça de Cuia Filmes.

A exímia fotógrafa Lília Moema captando imagens para o curta ‘NaturalMENTE’…

E na correria de emendar uma viagem na outra e cumprir a agenda, esta jornalista acabou esquecendo em casa seu principal instrumento de trabalho, nosso Notebook, onde estão todos os arquivos de mídia #BlogAuroradeCinema. Portanto, amigo leitor do #BlogAuroradeCinema, peço desculpas a você que nos acompanha em fiel parceria pela falha involuntária, e asseguramos que, semana próxima, estaremos no ar com o tradicional #ArrastãoBlogAuroradeCinema no Festival de Anápolis.

Por enquanto, fiquemos com algumas imagens do #IVAnápolisFestivaldeCinema:

Pat e Alberto

Noite inaugural: Aurora Miranda Leão apresenta e a atriz Patricia Naves e o diretor Alberto Araujo falam sobre o filme ‘Vazio Coração’

Ricardo

Ricardo Pinto e Silva ministrando oficina diária de realização audiovisual…

Felipe

Jornalista e professor de Semiótica, Felipe Boso Brida em workshop sobre Cinema Brasileiro…

Aluizio

Cineasta Aluizio Abranches foi um dos Homenageados…

Alice

Patrimônio Imaterial Brasileiro: Daisy Lúcidi, Alice Gonzaga e Nathália Timberg…

LCM

Dramaturgo Lauro César Muniz, autor de novelas e peças de sucesso, recebeu homenagem e fez discurso caloroso na solenidade de encerramento do #IVAnápolisFestivaldeCinema

Ka

Atriz Karina Barum ministrou oficina concorrida e conquistou novos fãs…

Nat

Nathália Timberg: aplaudida de pé pela plateia anapolina…

André

André Mattos, ator dos mais queridos, conquistou o público e arrancou risos e aplausos na comédia ‘Vendo ou Alugo’, de Betse de Paula…

Eles

André Mattos, Daisy Lúcidi e Nathália Timberg com a diretora Betse de Paula apresentando a deliciosa comédia ‘Vendo ou Alugo’…

BBB

Bárbara Bruno e Vanessa Goulartt recebem do Secretário Augusto Almeida a homenagem ao saudoso ator Paulo Goulart: público aplaudiu emocionado…

Hilton

Cineasta Hilton Lacerda recebe da jornalista Aurora Miranda Leão o prêmio de Melhor Trilha, criação do DJ Dolores, para o filme ‘Tatuagem’…

Fe e Bernard

Cineasta Bernard Attal recebe prêmio por ‘A Coleção Invisivel’ das mãos do jornalista Felipe Brida…

Alex

Roteirista, Diretor e Dramaturgo Alex Moletta sobe ao palco para entregar premiação…

Herdeiro

Curta anapolino ‘Herdeiro de Sangue’ foi o grande vencedor: prêmio de R$30 mil para investir em novo trabalho, a ser lançado na edição 2015 do #AnápolisFestivaldeCinema…

David Cardoso mistura fumaça, chuva & poesia, e faz um cinema que encanta

Considerado ‘Rei da Pornochanchada’, DAVID CARDOSO viaja o país lançando sua autobiografia e o belo curta-metragem ”Maria Fumaça, Chuva e Cinema”

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David Cardoso na noite de lançamento de sua biografia no Festival de Cinema de Araxá (foto Alex Silva)

Conhecer David Cardoso foi uma das gratas surpresas colhidas em nossas andanças, Brasil afora, costumeiramente no circuito de festivais de cinema. O fato de ele ser uma espécie de ‘Celebridade da Sétima Arte’ – conhecidíssimo em todo o país pelos mais de 70 filmes dos quais participou – sempre dá aquela sensação de encabulamento ao se aproximar. Não aconteceu só comigo: muitos são os amigos que chegam e falam: “Será que posso falar com ele ?, ‘Será que fica chato pedir pra tirar uma foto?”

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TRIO DE CINEMA: David Cardoso, Carlos Alberto Ricelli e Rubens Ewald Filho…

Sendo filha de um emérito crítico de cinema – L.G. de Miranda Leão -, claro que já ouvira falar muito em David. Cardoso. Ademais, quando o conheci pessoalmente, estava junto de um amigo em comum, que me falou super bem dele, o jornalista Rubens Ewald Filho, a ‘Enciclopédia Ambulante de Cinema’, como costumo dizer carinhosa e apropriadamente com ele, que é um Grandíssimo Querido e uma das pessoas mais gentis e afetuosas que conheço. E se Rubens me dizia que David era essa pessoa simples, generosa, bom caráter, amigo de verdade, e tantas outras qualidades apontava, eu sabia que em David encontraria um amigo. Então guardei o encabulamento como uma violinha num saco, e fui conversar com David.

David e eu (2)

E Rubens Ewald Filho estava certíssimo ! De lá pra cá, já se passaram uns 3 anos, e eu e David Cardoso ficamos amigos, e é sempre uma enorme alegria reencontrá-lo !

David Cardoso tem uma prosa farta e agradável. Difícil estar com ele sem dar boas risadas, falar muito sobre Cinema, cantarolar algumas pérolas do nosso cancioneiro, e tirar sarro das situações mais bizarras. Dizendo melhor: David Cardoso é um gentleman, um homem de Cinema (de fato e de direito), e um Querido, indo e voltando.

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Leandro Firmino da Hora, Rubens Ewald Filho, David Cardoso, Aurora Miranda Leão e Germano Pereira na edição 2012 do Festival de Anápolis

eu David e Felipe

David Cardoso com Aurora de Cinema e Felipe Brida, em noite de lançamentos no Anápolis Festival, em Goiás, em maio de 2013…

Mas aqui vamos tentar agora falar sobre o curta-metragem que ele escreveu e dirigiu, o Maria Fumaça, Chuva & Cinema.

Trata-se de uma obra despretensiosa, na qual David apenas conta, de forma singela, sensível e revelando extremo amor pelo Cinema, o momento crucial de sua biografia, o instante no qual a vocação artística gritou com força no seu coração de menino e o fez decidir-se, irremediavelmente, para o mundo que desde cedo lhe fascinava. 

Maria Fumaça, Chuva & Cinema é uma pequena jóia da Cinematografia. Para muito de nós, que também fazemos parte da mesma família de apaixonados pela magia das imagens na enorme tela que irradia luz numa sala escura, o filme bem poderia ter sido feito por qualquer um de nós.

David Cardoso contracenando com Vera Fischer…

O curta nasceu da vontade de David Cardoso de contar ao mundo o porquê de sua incursão na Sétima Arte, o porquê de seu encantamento com as imagens em movimento, o porquê de sua entrada e permanência apaixonada num ofício que, ao mesmo tempo em que fascina, também é cheio de percalços, dificuldades, incertezas.

David Cardoso ao lado do Rei Roberto Carlos, com a primeira esposa e o filho David Cardoso Jr., que ele chama carinhosamente de Davizinho…

E está justamente nessa capacidade de comunicação imediata com a platéia e identificação instantânea com a história do garoto encantado com o primeiro filme visto na telona – decisivo para sua opção profissional pro resto da vida -, que está o grande trunfo do curta de Davi Cardoso, Maria Fumaça Chuva & Cinema.

Uma espécie de Cinema Paradiso rodado em Mato Grosso, terra natal do artista, Maria Fumaça, Chuva e Cinema tem como protagonistas dois dos filhos de David – David Cardoso Jr. e Tallyta, que dão vida aos pais de David na história. Os dois são bonitos e não negam herdar a vocação do pai para a arte da interpretação: compõem com delicadeza e propriedade os papéis que lhes foram entregues. No papel principal, vivendo o próprio David (cujo nome de batismo era Darci), um garoto matogrossense, escolhidos entre centenas de garotos para fazer o protagonista. E é incrível como o estreante foi bem preparado para a cena – tarefa que coube a David Cardoso Júnior – e dá conta de protagonizar a história de David Cardoso com competência e um olhar de ingenuidade marcante, que deixam o ator mirim ainda mais parecido com o Darci que David Cardoso deve ter sido quando ainda sonhava em um dia brilhar nas telas do cinema e ser conhecido no mundo inteiro por sua presença nas telas de cinema.

Na trajetória de David Cardoso, tudo começa com o filme Mogambo

Ainda um pré-adolescente, David Cardoso, hospedado na casa de uma tia em São Paulo, foi levado pela primeira vez ao cinema. O filme era MOGAMBO. O garoto ficou absolutamente perplexo com a magia das imagens em movimento, e conseguiu que a tia lhe deixasse ficar um dia inteiro no cinema vendo o filme.

Num tempo em que se podia ir a uma sessão de cinema e ficar dentro da sala esperando até começar a próxima exibição (sem precisar sair e pagar nova entrada), David Cardoso assistiu a MOGAMBO mais de 50 vezes – levado pela bondosa tia, que lhe deixava no cinema em São Paulo com um enorme pão fatiado com manteiga e mortadela, e uma garrafa de suco -, e tudo isso fez com que Darci Cardoso fosse arrebatado definitivamente para a estrada do Cinema.

No curta Maria Fumaça, Chuva & Cinema, David Cardoso conta sua própria história e o faz como se contasse uma história de qualquer garoto que se apaixona ainda criança pelo Cinema, e decide que aquele vai ser o seu mundo, o mundo onde ele quer viver, trabalhar e passar o resto dos seus dias.

O roteiro foca no dia em que o clássico MOGAMBO chega à cidade de David Cardoso, que fica sabendo,  dentro de um vagão de trem, que o filme estava chegando à sua pequena Campo Grande e seria exibido na cidade. Daí até chegar ao momento da exibição de Mogambo para os conterrâneos de David é uma saga, recheada de sutilezas poéticas que vão se construindo em cenas de beleza quase artesanal, num matelassê afetivo que David constrói como roteirista e diretor com rajadas de sensibilidade, belos enquadramentos, delicadezas de luz e som, sutilezas de curvas dramáticas e afinada atuação do elenco – destaque para a presença também do caçula de David, o lindo e esperto Oswaldo (como o avô paterno) em cenas onde os amigos do protagonista esperam pra ver e depois estão na aguardada sessão de MOGAMBO.

E nas entrelinhas de Maria Fumaça Chuva & Cinema estão camadas de um benfazejo despojamento e humildade de David Cardoso, que poderia não ter revelado o sonho de ser um astro famoso de Hollywood e beijar Marilyn Monroe, mas não: tudo está lá, exposto na tela, conforme David sonhava. E o artista, de longa e vitoriosa carreira no cinema e na televisão, poderia ter suprimido essas e outras passagens para tornar sua biografia mais ‘grandiosa’ e seus sonhos de menino mais cheios de proeza. Mas como David Cardoso não é pessoa de fingir aparências e nem de aparentar o que não lhe vai no coração, o curta Maria Fumaça, Chuva & Cinema é, de fato, um retrato fiel da alma e do pensamento do artista – ator, produtor, diretor, roteirista, piloto, administrador – DAVID CARDOSO.

 

David embarcou na aventura de dirigir um curta-metragem com pouca verba e alguns apoios, filmando longe dos grande centros produtores, e sabia exatamente o que queria dizer em forma de som e imagem. E o fez com simplicidade, delicadeza e extremo senso de fidelidade à própria história.

David e noix 2013

Quando amigos se encontram: Germano Pereira, Aurora Miranda Leão, Rubens Ewald Filho e David Cardoso…

E aí está, por certo, o segredo do sucesso de David Cardoso como Artista e como ser humano. Assim como David é fora das telas – brincalhão, simples, extrovertido, profissional consciente, ecologista, defensor dos animais, do meio ambiente e da solidariedade às grandes causas, assim é seu filme: honesto, singelo, bem produzido e realizado, fiel ao personagem enfocado, e, sobretudo, uma generosa e afetiva declaração de Amor à Sétima Arte.

É isso que faz de Maria Fumaça, Chuva & Cinema um dos mais belos curtas realizados no Brasil com uma pulsação humana visceral que o faz apreciado por pessoas de qualquer idade, e é capaz de torná-lo encantador para plateias de qualquer parte do mundo.

Em noite de Cinema em Araxá: Alice (CINÉDIA) Gonzaga, Aurora Miranda Leão e David Cardoso… foto by Alex Silva

Por tudo isso é que David Cardoso não passa incólume em lugar algum onde vá: ele sempre retorna pra casa com novos e muitos convites para ir lançar seu livro, exibir seu filme, fazer palestras e/ou participar de debates sobre Cinema e questões afins em quaisquer eventos onde ser autêntico e fugir do estereótipo de celebridade seja mais importante que arrotar sapiciência e enumerar vantagens simplórias travestidas de conhecimento num terreno onde o descartável virou rotina e a desfaçatez posa de bacana.

David, eu e Alice

David Cardoso com Aurora Miranda Leão e Alice Gonzaga (foto Alex Silva)

KIKITOS consagram Nordeste em Gramado

BLOG AURORA DE CINEMA direto do Festival de Gramado

Maranhão, Pernambuco e Bahia foram os grandes vencedores em Gramado…

O NORDESTE mandou muito bem em Gramado e marcou muitos gols durante a 41ª Edição do mais popular festival de cinema do país. Além das belas e merecidas homenagens aos atores baianos Othon Bastos (que tem 80 anos e 75 filmes na carreira), e Wagner Moura (consagrado no Teatro, na TV e no Cinema, com vários filmes, mas sobretudo com TROPA DE ELITE), o festival homenageou também as 3 décadas do filme ‘Sargento Getúlio’, do cearense Hermano Penna, consagrando três importantes filmes produzidos e filmados no Nordeste. A programação constava de 16 curtas nacionais, seis longas estrangeiros, e oito longas brasileiros. Com a Curadoria elogiadísisma por conta da qualidade dos filmes exibidos, o festival consagrou um curta e dois longas nordestinos: Acalanto, curta de Arturo Sabóia, é do Maranhão, baseado em obra do escritor moçambicano Mia Couto, e levou 6 KIKITOS, sendo um deles o de MELHOR ATRIZ para a Diva Negra LEA GARCIA.

A estatueta mais popular e mais cobiçada do Cinema Brasileiro, o KIKITO…

Os KIKITOS para Acalanto foram MELHOR FILME para o júri popular, Melhor Filme Júri Oficial, Melhor Diretor para Arturo Sabóia, Direção de Arte para Rogério Tavares,  Trilha-sonora para Luiz Oliviéri, e, como já dissemos antes, MELHOR ATRIZ para Lea Garcia.

Tatuagem, filme de Hilton Lacerda, rodado no eixo Recife-Olinda, foi consagrado em Gramado…

Já o longa TATUAGEM, do roteirista HILTON LACERDA (que já ganhou diversos prêmios no BR e no exterior com o belo filme FEBRE DO RATO, do cineasta Claudio Assis), arrastou 4 KIKITOS e revelou novos talentos do teatro pernambucano e levou os Kikitos de Melhor trilha musical, de autoria do Dj Dolores; MELHOR LONGA para a Crítica, e Melhor Filme para o júri técnico, consagrando o monumental ator IRANDHIR SANTOS como MELHOR ATOR do Festival.

Conforme previu o blog Aurora de Cinema, Irandhir Santos sagrou-se MELHOR ATOR…

O outro longa que veio do Nordeste e ganhou 3 KIKITOS foi o belo A Coleção Invisível, com roteiro do francês-baiano Bernard Attal, do baiano Sérgio Machado, e da cearense Iziane Mascarenhas.

Este filme tem na ficha técnica um nome muito querido deste blog Aurora de Cinema: o de Elson Rosário, cineasta e competente produtor de elenco, que esteve em Gramado coordenando entrevistas, ciceroneando a equipe, e contribuindo para a boa repercussão do filme baiano.

Clarice Abujamra, Vladimir Brichta e Walmor Chagas no filme A Coleção Invisível

A Coleção Invisível, vencedor este ano do Festival Itinerante da Língua Portuguesa – FESTIN -, realizado em abril, em Lisboa, levou os troféus de Melhor Ator Coadjuvante – para o saudoso Walmor Chagas; Melhor Atriz Coadjuvante para Clarice Abujamra; e Melhor Filme para o Júri Popular, dividindo este último troféu com o filme longa-metragem de animação gaúcho, Até que a Sbórnia nos Separe, de Otto Guerra e Ênio Torresan Júnior.

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Arturo Sabóia, Léa Garcia e Aurora Miranda Leão…

Festival revigorado e LEA GARCIA consagrada com KIKITO

Festival de Cinema revigora-se, lota cidade e tem em Rubens Ewald filho Curador mais aplaudido dos festivais brasileiros…

Sucesso ! Essa é a sensação geral que paira entre os que participaram da 41ª edição do Festival de Cinema de Gramado, realizado de 9 a 17 deste agosto na adorável cidade serrana gaúcha.

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A Curadoria, representada pelos jornalistas Rubens Ewald Filho e Marcos Santuário, e pelo ator José Wilker, foi motivo de constantes elogios. ‘As pessoas em Gramado voltaram a se interessar pelos filmes: eles são o grande motivo de atenção aqui’, disse um dos agraciados com o cobiçado troféu Kikito, e parecia estar falando por todos.

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O crítico Rubens Ewald Filho, presença ultra festejada por cineastas, realizadores, produtores, artistas e imprensa, era saudado por todos com efusividade e reconhecimento ao belo trabalho curatorial.

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Germano Pereira, Aurora de Cinema e Rubens Ewald Filho…

Com a rede hoteleira lotada, e sem mais vagas nos hotéis no último final de semana do Festival, Gramado viu renascer aquele burburinho bom pelas suas ruas, praças, lojas e restaurantes, e viveu novamente dias de êxito e de cinema no centro das atenções durante os 9 dias de festival.

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Hermano Penna e Lima Duarte: homenagem aos 30 anos de ‘Sargento Getúlio’…

Com entrevistas coletivas, debates, lançamentos, mostras nos bairros, sessões infantis, sessões educativas, e mostras competitivas, os dias de festival reavivaram a chama do amor à Sétima Arte e o gosto por questões ligadas à produção, difusão e realização audiovisual.

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Letícia Sabatella acompanhou o parceiro Fernando Alves Pinto na noite de exibição do longa ‘Os Amigos’, de Lina Chamie…

Entre o público, formado por visitantes e os próprio moradores de Gramado, era visível o entusiasmo e a alegria de participar de evento tão relevante para a Arte e a Cultura.

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Germano Pereira, Cláudio Luzza e Rubens Ewald Filho…

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Rosa Helena Volk, Secretária de Turismo, entre os curadores Rubens Ewald Filho e Marcos Santuário…

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Vladimir Brichta, protagonista de ‘A Coleção Invisível’, conquistou ainda mais público com sua atuação, simpatia e simplicidade…

Dentre os muitos artistas, cineastas e nomes conhecidos, circularam em Gramado, Vladimir Brichta e Adriana Esteves, os dois super assediados e de notável elegância com a platéia; Othon Bastos, Lima Duarte, Murilo Rosa, Germano Pereira, Lea Garcia (que levou mais um KIKITO, desta vez por sua eloqüente atuação no curta marnhense ‘Acalanto’. De Arturo Sabóia; Rodrigo Lombardi, Marco Ricca, Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto, Jeferson De, Clarice Abujamra, Paulo César Pereio, André Di Biase, Kadu Moliterno, Leandra Leal, Roberto Birindelli, Clemente Viscaíno, Thogum, Teca Romualdo, João Lima, José Victor Castiel, Cesar Troncoso, Ludmila Rosa, Fernanda Carvalho Leite, e Fernanda Moro, para citar apenas os que a memória guardou.

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O júri confirmou os aplausos da platéia e concedeu 6 Kikitos ao curta ‘Acalanto’, do cineasta Arturo Sabóia, do Maranhão, que transpôs para a telona o conto ‘A Carta’, do escritor português Mia Couto, com um resultado impressionantemente belo. Exibido na última noite da competição, o curta causou um indisfarçável impacto positivo. A impressão geral é que o Melhor curta fora exibido aquela noite. E assim foi…

Jeferson De produziu a mais tocante imagem do Festival ao reverenciar LEA GARCIA ajoelhado…

Lea Garcia, intérprete magistral do Brasil (que estreou na telona com o Orpheu de Vinícius e Marcel Camus em 58, e em 59 já sagrava-se internacionalmente vitoriosa com a segunda colocação entre as atrizes que concorriam à cobiçada Palma de Ouro), começou a ser saudada por todos os espaços de Gramado. Não deu outra: a atriz levou o KIKITO de Melhor Atriz, feito que já acontecera em 2005 quando da vitória com o filme “Filhas do Vento”, de Joelzito Araújo. Depois do KIKITO, Lea deixou Gramado surpresa, emocionada e feliz, consagrada no afeto e nas fotos dos muitos que a procuraram pela cidade – e também via e-m e celular.

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Aguardem o próximo post Aurora de Cinema sobre o Festival de Gramado. Ainda há muito por dizer e contar.

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Aurora Miranda Leão entre o magnânimo ator Irandhir Santos, e o jornalista Luiz Carlos Merten…

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Leandra Leal, pela segunda vez consecutiva, é Melhor Atriz em Gramado, e Bruno Safadi, o diretor do filme ‘Éden’…

CONFIRA TODOS OS VENCEDORES 

CURTA-METRAGEM
Desenho de som: Tiago Bello, Marcos Lopes e Rita Zart, por Tomou Café e Esperou
Trilha-sonora: Luiz Oliviéri, por Acalanto
Direção de arte: Rogério Tavares, por Acalanto
Montagem: Gilberto Scarpa e Vinícius Gotardelo, por Merda!
Fotografia: Alexandre Samori, por Arapuca
Roteiro: Francine Barbosa e Pedro Jorge, por A Navalha do Avô
Atriz: Léa Garcia, por Acalanto
Ator: Kauê Telloli, por A Navalha do Avô
Prêmio Especial do Júri: Carregadores do Monte Serrat, de Cassio Santos e Julio Lucena
Melhor Filme (Júri Popular): Acalanto, de Arturo Sabóia
Melhor Diretor: Acalanto, de Arturo Sabóia
Melhor Filme: Acalanto, de Arturo Sabóia

– Prêmio Canal Brasil
A Navalha do Avô, de Pedro Jorge

– Prêmio Dom Quixote
Repare Bem, de Maria de Medeiros
Menção Honrosa: A Oeste do Fim do Mundo, de Paulo Nascimento, e Venimos de Muy Lejos, de Ricardo Piterbarg

LONGAS ESTRANGEIROS
Fotografia: Eduardo Ramírez Gonzáles, por Cazando Luciérnagas
Roteiro: Carlos Francos Esguerra por Cazando Luciérnagas
Atriz: Valentina Abril, por Cazando Luciérnagas
Ator: Cesar Troncoso, por A Oeste do Fim do Mundo
Prêmio Especial do Júri: Venimos de Muy Lejos, de Ricardo Piterbarg
Melhor Filme (Júri Popular): A Oeste do Fim do Mundo, de Paulo Nascimento
Melhor Diretor: Roberto Flores Prieto, por Cazando Luciérnagas
Melhor Filme: Repare Bem, de Maria de Medeiros

– Júri da Crítica
Melhor Curta-metragem: Os Filmes Estão Vivos, de Fabiano de Souza e Milton do Prado
Melhor Longa-metragem estrangeiro: Repare Bem, de Maria de Medeiros
Melhor longa-metragem brasileiro: Tatuagem, de Hilton Lacerda

LONGAS BRASILEIROS
Melhor atriz coadjuvante: Clarisse Abujamra, por A Coleção Invisível
Melhor ator coadjuvante: Walmor Chagas, por A Coleção Invisível
Melhor desenho de som: Edson Secco, por Éden
Melhor trilha musical: Dj Dolores, por Tatuagem
Melhor direção de arte: Eloar Guazzelli e Pilar Prado, por Até que a Sbórnia nos Separe
Melhor montagem: Karen Harley, por Os Amigos
Melhor Fotografia: Gallo Rivas, por A Bruta Flor do Querer
Melhor Roteiro: Domingos de Oliveira, por Primeiro Dia de um Ano Qualquer
Melhor Atriz:  Leandra Leal, por Éden
Melhor Ator: Irandhir Santos, por Tatuagem
Prêmio Especial do Júri: Revelando Sebastião Salgado, de Betse de Paula
Melhor Filme (Júri Popular): Até Que a Sbórnia nos Separe, de Otto Guerra e Ennio Torresan Jr; e A Coleção Invisível, de Bernard Attal
Melhor Diretor: Andradina Azevedo e Dida Andrade, por A Bruta Flor do Querer
Melhor Filme: Tatuagem, de Hilton Lacerda

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Festival de Gramado teve edição vitoriosa em 2013…

Gramado de Cinema: frio, encontros e Sargento Getúlio

Blog AURORA DE CINEMA direto de Gramado

Terça foi de chuva e muito frio na cidade da serra gaúcha

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Correm bem os dias em Gramado. A movimentação de jornalistas, convidados, produtores, atores e realizadores é intensa durante todo o dia na sede da Sociedade Recreio Gramadense – QG do Festival -, e à noite o burburinho é na Rua Coberta e no Palácio dos Festivais.

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Esta 41a edição do Festival de Cinema de Gramado exibiu na noite de segunda o único documentário de longa-metragem concorrente: Revelando Sebastião Salgado, dirigido pela cineasta Betse de Paula, encantou a plateia, que aplaudiu bastante tempo o filme após a exibição.

Sebastião e a companheira Lélia Wanick Salgado, presença marcante na vida e obra do exímio fotógrafo: filme revela comovente união do casal…

O filme de Betse é de uma delicadeza extrema com o festejado personagem que coloca na tela. É muito bom de ver, tem belíssima fotografia, ótimo som, e literalmente revela uma figura encantadora, de profunda sensibilidade e extremo senso de humanidade que é o festejadíssimo fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, um capixaba digno dos melhores aplausos. Sendo o único documentário em competição e com as inegáveis qualidades que tem, Revelando Sebastião Salgado é forte candidato ao KIKITO.

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Betse e a mãe, Vera de Paula, produtora… foto Édison Vara

A diretora Betse de Paula diz: “Fico feliz em representar o documentário brasileiro que vive um momento muito bacana”, além de lembrar, com alegria, que o primeiro prêmio de sua carreira foi conquistado no Festival de Cinema de Gramado com o filme Por Dúvida das Vias, em 88, vencedor do Júri Popular. O documentário REVELANDO SEBASTIÃO SALGADO é o filme escolhido para abrir a próxima edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que vai acontecer de 17 a 24 de setembro.

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Diretor do curta O Matador de Bagé, Felipe Iesbick: troféus de melhor filme, melhor ator e melhor música. Foto: Itamar Aguiar/PressPhoto

Já na noite de terça foi a vez de celebrar os 30 anos da consagração do filme Sargento Getúlio, do cearense Hermano Penna. O filme recebeu o  Troféu Cidade de Gramado porque, há 3 décadas, foram cinco KIKITOS: melhor filme, ator (Lima Duarte), ator coadjuvante (Orlando Vieira), técnico de som e Prêmio da Crítica e Imprensa. Internacionalmente, o filme de Hermano Penna também alcançou visibilidade, tendo conquistado até mesmo o prêmio de Melhor Ator para Lima Duarte no Festival de Havana.

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Hermano Penna e Lima Duarte: felizes e aplaudidos em Gramado 

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Coletiva de Imprensa com a Associação dos Familiares das Vítmas e Sobreviventes da Tragédia em Santa Maria – Cineasta e cineclubista Luiz Alberto Cassol, natural da cidade e criador do Festival de Cinema e Vídeo de Santa Maria, ao microfone…

Solidariedade à  SANTA MARIA

O presidente da Associação de Vítimas de Santa Maria, Aderbal Alves Ferreira, participando do Festival de Cinema de Gramado a convite da organização para receber solidariedade. Ralfe Cardoso, diretor da Um Cultural e produtor do Festival, prestou apoio aos familiares das vítimas: “É uma agenda positiva, fraterna e solidária. O Festival e a cidade de Gramado abraçam Santa Maria com a cultura, promovendo uma exibição de um ou mais filmes desta edição na cidade”.

A Oeste do Fim do Mundo terá exibição com audiodescrição no 41º Festival de Cinema de Gramado

Pela segunda vez consecutiva no Festival, a exibição oficial de um filme em competição estará acessível a pessoas cegas ou com baixa visão. O longa A Oeste do Fim do Mundo será exibido com audiodescrição ao vivo amanhã, dia 15, às 19h. Pelo menos 50 pessoas com deficiência visual já estão garantidas na sessão. Os interessados no recurso de acessibilidade retiram os fones de ouvido na entrada do Palácio dos Festivais, mediante apresentação de documento de identidade. A audiodescrição, roteirizada por Marilaine Costa, também produtora de A Oeste do Fim do Mundo, será narrada ao vivo por Marcia Caspary, da Tagarellas, com leitura de legendas feita pelo ator e locutor Fernando Waschburger. Serão descritos detalhes de cenários, imagens, figurinos e ações que não possam ser percebidas somente pelo som original do filme. Depois de Colegas, grande vencedor em Gramado na edição 2012, esta será a segunda exibição oficial com audiodescrição de um filme da mostra competitiva.

* Flashes AURORA DE CINEMA

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Germano Pereira, Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho…

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Manhã de frio da janela do SKY Hotel…

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Rubens Ewald Filho concede entrevista a Roger Lerina…IMG_9030

Reencontro feliz: Jean-Claude Bernardet e Aurora Miranda Leão

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A movimentação no Palácio dos Festivais…

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Amizade: atores Aurora Miranda Leão, Clemente Viscaino e Deborah Finocchiaro esbanjam alegria ao reencontrar-se…

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A tarde caindo em Gramado…

* O blog Aurora de Cinema é hóspede, em Gramado, do SKY Hotel, um lugar apaixonante, com uma acolhida de primeira qualidade !

Hotel Sky - Gramado - RS

Noite de Glória em Gramado: começa o Festival de Cinema !

41a edição do mais concorrido e popular festival de cinema do país vai reunir centenas, a partir de hoje, na serra gaúcha

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Abertura terá Orquestra Sinfônica de Gramado

A cerimônia de abertura do 41º Festival de Cinema de Gramado, grifada para às 17h no Palácio dos Festivais, contará mais uma vez com a performance da Orquestra Sinfônica de Gramado. Regidos pelo maestro Bernardo Grings, os músicos irão interpretar trechos de conhecidas trilhas sonoras do cinema brasileiro, latino e internacional.

Os donos do palco

Responsável pela cenografia de palco do 41º Festival de Cinema de Gramado, Rubens Bandeira está preparado para mais uma edição: “Fazer este evento há tanto tempo envaidece e, ao mesmo tempo, preocupa. O palco tem que ser bacana e conduzir tudo com elegância, mas as estrelas são os filmes, os concorrentes e os premiados”. Bandeira e o sócio Jorge Ghiorzi comandam a Produttora, Eventos e Vídeos que está com equipe de dez pessoas em Gramado.

Miranda Otto e Glória Pires protagonizam ‘Flores Raras’, de Bruno Barreto…

Flores Raras abre 41º Festival de Cinema de Gramado

Com direção de Bruno Barreto, Flores Raras é o filme escolhido para a abertura do 41º Festival de Cinema de Gramado. A sessão começa às 19h, no Palácio dos Festivais. Baseado em fatos reais, o longa traz Glória Pires e a australiana Miranda Otto como protagonistas. Otto, que recentemente finalizou The Homesman ao lado de Meryl Streep e Tommy Lee Jones, é Elizabeth Bishop, poetisa que viveu uma história de amor com a arquiteta carioca Lota de Macedo Soares (Glória Pires), idealizadora e supervisora da construção do Parque do Flamengo durante a ditadura militar no Brasil.

 

 Noite de Homenagem a Glória Pires: Atriz vai receber Troféu Oscarito

Além de apresentar o filme de abertura Flores Raras, do qual é protagonista, Glória Pires é a homenageada do troféu Oscarito, distinção que contempla grandes intérpretes do cinema brasileiro. A cerimônia de homenagem acontece antes da exibição do filme, às 19h. A atriz começou sua carreira ainda garota na TV mas em 1981 já começava a trilhar o caminho do cinema com A Filha do Sol, primeiro longa-metragem de Fabio Barreto. Nos anos seguintes, consolida sua carreira no cinema atuando em filmes de grande sucesso de pública e crítica. Com O Quatrilho, segundo de quatro brasileiros indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro, ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Havana e no Festival de Cinema de Viña del Mar. A atriz ainda estende sua carreira às comédias, a exemplo de A Partilha e Se Eu Fosse Você, que atestam sua inegável versatilidade. Nos últimos anos, GLÓRIA PIRES ganhou prêmios por papeis em filmes como É Proibido Fumar e Lula, o Filho do Brasil.

 Mais de 400 jornalistas devem participar da cobertura

A 41ª edição do Festival de Cinema de Gramado contará com a presença de 420 profissionais de imprensa, divididos entre 138 veículos, de diversos estados do Brasil e do exterior. Pelo oitavo ano, a assessoria de imprensa está a cargo da Pauta – Conexão e Conteúdo. A transmissão oficial do festival fica a cargo da TV Feevale. Este é o segundo ano consecutivo no qual a emissora universitária assume a cobertura. A PressPhoto, coordenada por Edison Vara, é novamente responsável pela cobertura fotográfica do Festival.

Primeiro aplicativo do Festival de Cinema de Gramado

O Festival de Cinema de Gramado conta, pela primeira vez, com um aplicativo disponível para Iphone. O app traz informações básicas sobre o Festival como programação geral, filmes concorrentes, informações sobre os prêmios, notícias atualizadas e compra de ingressos, e está disponível para visitantes e convidados: “A ideia é proporcionar maior agilidade e mobilidade de informações para os visitantes do Festival”, diz Ralfe Cardoso, diretor da Um Cultural e produtor do evento. Para acessar as informações, não é necessário estar conectado à internet, exceto para a compra de ingressos e para visualizar as notícias mais recentes. O aplicativo está disponível para download na AppleStore.

Palácio dos Festivais terá novo visual

O Palácio do Festival, tradicional palco do Festival de Cinema de Gramado, estará de cara nova para a 41ª edição. O arquiteto Bernardo de Magalhães, sócio da CRIO Arquitetura, responsável pela coordenação de cenografia, explica que a concepção do novo visual foi inspirada em grandes festivais da Europa. Brises laterais irão cobrir o “aquário”, configurando imponência e elegância, além de proporcionar um ar de mistério para quem vê o local da rua. Também na Rua Coberta estão painéis com a identidade visual do Festival. Na fachada do prédio, um telão irá exibir matérias, imagens de edições anteriores do evento, além de transmitir o que acontece dentro do Palácio dos Festivais.

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PREVISÃO DO TEMPO

A abertura do Festival de Cinema de Gramado tem mais uma atração garantida: o frio. Conforme a MetSul Meteorologia, a temperatura deve despencar em Gramado após o calor dos últimos dias. Faz frio hoje, com marcas de 8ºC pela manhã e entre 4ºC e 6ºC à noite. O vento deve ter rajadas fortes, aumentando a sensação de frio. Frio e chuva seguem no sábado, com temperaturas entre 2ºC e 6ºC. No domingo, o sol aparece com nuvens e segue frio, apesar de marcas mais altas à tarde.

Quem chega em Gramado hoje:

– Glória Pires (Oscarito e Flores Raras)

– Bruno Barreto (Flores Raras)

– Rubens Ewald Filho (Curador)

Programação 09/08 – Sexta-feira

Palácio dos Festivais

17h – Cerimônia de abertura na Rua Coberta

19h – Filme de abertura: Flores Raras, de Bruno Barreto

Homenagem: Troféu Oscarito – Glória Pires

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Gramado a um dia: Música e prêmio Dom Quixote

41ºedição do mais concorrido Festival de Cinema do país começa sexta e lança nova trilha oficial composta por Carlos Badia

Criada pelo violonista, compositor, arranjador e produtor Carlos Badia a nova trilha do Festival de Cinema de Gramado tem como inspiração o diálogo cada vez maior do Festival com a América Latina: “Busquei essa aproximação, criando uma música que fizesse essa ponte e ainda tivesse certa modernidade”, afirma Badia. A referência do artista foi o projeto Pampa Beat, de sua autoria, que mistura os ritmos gauchos (sem acento no “u”) com um toque de eletrônica. 

Segundo Badia, a trilha tema do Festival de Cinema é um “Chamamé”, ritmo muito conhecido na parte sul da América Latina. Ele compôs uma música que, ao simbolizar um festival cada vez mais sul-americano, tem, além do ritmo característico, diversas matizes internas em sua estrutura, várias partes diferenciadas numa mesma composição, podendo ser utilizada de várias maneiras: “Ao mesmo tempo, havia o desafio de que ela servisse adequadamente para a apresentação dos indicados e anúncios das premiações durante o Festival”, conta Badia.

A gravação da trilha, nos estúdios da Fly Áudio Produtora, contou com os músicos que fazem parte do quarteto de Badia nesta nova fase da carreira – depois de sua saída do Delicatessen, grupo que produziu junto com Beto Callage desde 2006. Além de Carlos Badia (vozes, violões, guitarras, eletrônicos, piano e percussões), Everson Vargas (baixo), Matheus Kleber (acordeom) e Marquinhos Fê (bateria). Engenheiro de Som, Mixagem e Masterização: Rafael Rhoden.

Privilégio

Para Carlos Badia, fazer uma trilha que substituísse a de Geraldo Flach, que durante muitos anos marcou a realização do Festival, foi uma honra e um privilégio: “Geraldo Flach foi um músico extraordinário, um instrumentista e compositor maravilhoso, e um importante criador de trilhas para cinema. Estou muito contente com isso e com o resultado”. Badia trabalhou durante muitos anos fazendo trilhas e jingles para publicidade, e também trilhas para animação e cinema, como Flach. Observa ainda que a trilha surge em momento de guinada no seu trabalho com a música. Desde 2012, Badia intensificou sua produção e este ano já está pré-produzindo o primeiro disco.

Prêmio Dom Quixote será entregue no 41º Festival de Cinema de Gramado

Neste ano, que marca o centenário do cineclubismo mundial, o Prêmio Dom Quixote será entregue pela primeira vez no Festival de Cinema de Gramado, na 41ª edição do evento. O prêmio para melhores filmes apresentados em festivais internacionais é outorgado pela Federação Internacional de Cineclubes (FICC), que indica um corpo de jurados formado por ativistas da área cinematográfica (cineclubistas, cineastas, diretores de festivais e cinematecas). A distinção consiste numa placa e um diploma para o vencedor, além da promoção do filme escolhido em todo o mundo, especialmente entre cineclubes.

Kikito

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Gramado terá Glória, Wagner e Bruta Flor do Querer

Glória Pires e Wagner Moura serão as grandes personalidades homenageadas

Glória Pires receberá o Troféu OSCARITO na noite de abertura…

Wagner Moura receberá o troféu Cidade de Gramado na noite de sábado…

E vamos a mais um filme brasileiro que está na mostra competitiva da 41a edição do Festival de Cinema de Gramado:

A BRUTA FLOR DO QUERER -longa de baixo-orçamento realizado pelos diretores Andradina Azevedo e Dida Andrade, a ser exibido na terça, dia 13, às 21:30h, no Palácio dos Festivais.

A Bruta Flor do Querer conta a história de Diego (Dida Andrade), jovem recém-formado em cinema, que após algumas glórias durante a faculdade, se vê filmando casamentos e fazendo pequenos bicos para sobreviver. Seu sonho de virar um diretor de cinema se torna distante visto sua realidade e um mercado hostil. A decepção com sua vida profissional o faz querer algo especial. Diego se apaixona platonicamente por Diana, uma menina que trabalha num sebo, mas ele não tem coragem de falar com ela. Ao londo do filme, Diego enfrenta uma crise profunda causada pelos fantasmas da sua vida profissional e amorosa, enquanto tenta fazer seu primeiro longa-metragem.

A Bruta Flor do Querer é um projeto independente e de baixíssimo-orçamento, filmado em cerca de dois meses na cidade de São Paulo com recursos de alguns patrocinadores e dos diretores. O filme será lançado nos cinemas em 2014. Andradina e Dida realizaram juntos três curtas. Dois desses já foram exibidos no Festival de Gramado.

Os Diretores:

Andradina Azevedo e Dida Andrade se formaram em cinema pela FAAP em 2009 e juntos produziram e dirigiram três curtas-metragens: PARA QUE ME AMES (2008), que ganhou os prêmios de Melhor Vídeo, Atriz e Curta Universitário no 16° Gramado Cine Vídeo, Melhor Filme e direção no 16° Festival Mix Brasil, e Melhor Filme no 4º Festival da Chapada dos Guimarães; O CAPITÃO CHAMAVA CARLOS(2010), prêmios de Melhor Direção de Fotografia e Direção de Arte no 18° Festival MIX Brasil; Menção Honrosa no FBCU – Festival Brasileiro de Cinema Universitário -; e entrou na seleção oficial do 33° Festival de Havana; A TRISTE HISTÓRIA DE KID-PUNHETINHA (2012), foi selecionado para o 16° Festival Santa Maria de Feira, de Portugal e para o 40° Festival de Cinema de Gramado. Recebeu prêmio de melhor curta universitário no Cinefestivale Jaguaribe.

Alem de cineastas, Andradina é músico e Dida ator e diretor de teatro.

Ficha técnica

Brasil, 16 anos, 76 min

Direção: Andradina Azevedo e Dida Andrade

Empresa Produtora: Filmes da Lata

Produtor Executivo: Andradina Azevedo, Dida Andrade, Bia Vilela

Roteiro: Andradina Azevedo e Dida Andrade

Elenco: Diana Mota, Dida Andrade, Andradina Azevedo, Danilo Grangheia, João Federici, Sue Nhamandu, Daniele Rosa, Nara Lobo, Clara Andrezzo, Arua Maroni e Fernanda Galvão.

Direção de Fotografia: Gallo Rivas

Direção de Arte: Mariana Barauna

Trilha Musical: Marcelo Rivas

Montagem: Pedro Silva

* A noite de abertura do Festival de Cinema de Gramado terá o lançamento oficial no país do filme ‘Flores Raras’, novo longa do diretor Bruno Barreto, protagonziado por Glória Pires e Miranda Otto. O longa de Bruno Barreto conta a história de amor real entre a poetisa norte-americana Elizabeth Bishop (Miranda Otto) e a arquiteta carioca Lota Macedo Soares (Glória Pires).

* Em Gramado, hospede-se no SKY Hotel, que vai hospedar o blog Aurora de Cinema durante a 41a edição do Festival de Cinema de Gramado…

Quando agosto chegar, Gramado vai virar Cinema

A 41a edição do Festival de Cinema de Gramado, que vai acontecer de 9 a 17 de agosto, vai exibir oito longas-metragens brasileiros em competição. Entre filmes de ficção, documentário e animação, os diretores comentam as expectativas para o Festival, bem como experiências passadas no evento e o que esperam da exibição de seus filmes.

“Achamos que nosso filme tem uma voz e que traz algo de novo e original. Ficamos muito felizes com a coragem em selecionar um filme ousado e diferente como o nosso. Estar concorrendo com outros respeitados diretores é gratificante. Esperamos que nosso filme influencie outras pessoas a filmarem e exporem o que têm dentro de si”.

Andradina Azevedo e Dida Andrade, diretores de A Bruta Flor do Querer

“Estar em Gramado vai ser também uma boa oportunidade para lembrar e homenagear o trabalho do Walmor Chagas, que atua ao lado do Vladimir Brichta. Com esse filme, estamos na presença de duas estrelas e de dois grandes atores. Parece-me que o filme passa uma mensagem positiva e necessária para esse clima de transição e dúvidas que vivemos agora”.

Bernard Attal, diretor de A Coleção Invisível

“Ter sido selecionado já é uma tremenda vitória. Se vier alguma premiação, será uma festa! O filme teve quase oito anos de produção e foi feito com muito cuidado e paixão. Tem conflito entre culturas antagônicas e muita música, regados a uma tórrida paixão impossível. É uma temática bastante universal… No mínimo, teremos uma Sbórnia em Gramado este ano!”

Ennio Torresan Jr. e Otto Guerra, diretores de Até Que a Sbórnia nos Separe

Filme Éden, de Bruno Safadi, é um dos concorrentes brasileiros…

Éden é um filme que fala de temas universais e ao mesmo tempo regionais, particulares e extremamente atuais. Fala de gravidez, de feminilidade, de religião, de violência, e tem um trabalho arrojado em linguagem cinematográfica. Foi uma grande alegria saber que vou estar no Festival, que é uma referência no nosso cinema e na cultura brasileira!”

Bruno Safadi, diretor de Éden

“Já participei do Festival de Cinema de Gramado com meus filmes e também como convidada, jurada de curtas e jurada de longas. É importante exibir meu filme num festival tão prestigioso. Será a primeira exibição de Os Amigos, o que já é uma emoção especial. Ele é um filme delicado que pode tocar a todos… É sobre amizade e outros carinhos”.

Lina Chamie, diretora de Os Amigos

Atrizes no novo longa do mestre Domingos Oliveira…

“Meu filme toca quem gosta de gente. Quem gosta de um cinema comunicativo, pessoal, que não pretende mais do que é. Uma comédia ao modo de Altman sobre a inevitabilidade do dia de amanhã. Gosto de Gramado, me sinto jovem lá. Já ganhei muita coisa no Festival… No alto da minha estante da sala tem uma roda de kikitos conversando animadamente”.

Domingos Oliveira, diretor de Primeiro Dia de Um Ano Qualquer

“Frequento o Festival de Gramado há muitos anos. Espero uma boa exibição, que as pessoas gostem do filme e que o debate seja produtivo. Será a primeira exibição pública de Revelando Sebastião Salgado, então, diante disso tudo, estou bastante ansiosa, mas vou para Gramado confiante na força do personagem”.

Betse de Paula, diretora de Revelando Sebastião Salgado

“O olhar do outro é o último estágio na construção de um filme. E é a estreia de Tatuagem. Só isso é o suficiente para deixar a cabeça cheia de expectativas para ver e ouvir o que as pessoas. vão comentar Acredito que temos muito o que discutir sobre o nosso cinema, e Gramado pode – e deve – ser um palco privilegiado para isso”.

Hilton Lacerda, diretor de Tatuagem

Filme brasileiro na Mostra Latina de Gramado


Pela primeira vez na história da competição, um filme coproduzido pelo Brasil e dirigido por brasileiro, vai competir na Mostra Latina

Com roteiro e direção de Paulo Nascimento (Em Teu Nome), o drama romântico A Oeste do Fim do Mundo é um dos selecionados para o 41o Festival de Cinema de Gramado.

Detalhe: pela primeira vez na história do Festival, um filme coproduzido pelo Brasil e dirigido por um cineasta brasileiro, vai competir na Mostra Latina de Gramado, ao lado de produções da Colômbia, Portugal, Argentina e Uruguai.

A Oeste do Fim do Mundo é uma coprodução da Accorde Filmes (Brasil) e da Bufo Filmes (Argentina), tendo como produtora associada a Panda Filmes (Brasil).

O filme une três personagens solitários na bela e desolada paisagem da Cordilheira dos Andes.

Nélson Diniz e Cesar Troncoso enriquecem elenco de filme que estará na tela de Gramado…

A HISTÓRIA: Ruta 7, Argentina. Um velho posto de gasolina, perdido na imensidão da estrada transcontinental, é o refúgio do introspectivo Leon (César Troncoso). De poucas palavras, poucos gestos e nenhum amigo, sua solidão só é quebrada por um ou outro caminhoneiro eventual que passa por ali para abastecer. Ou pelas visitas sempre bem humoradas do sarcástico Silas (Nelson Diniz), um motociclista com ares de hippie aposentado. Até o dia em que a enigmática e inesperada chegada de Ana (Fernanda Moro) transforma radicalmente o cotidiano de Leon e Silas. Aos pés da imponente Cordilheira dos Andes, segredos que pareciam estar bem enterrados vêm à tona, reabrindo antigas feridas e mudando para sempre a vida dos protagonistas.

“Tudo começou há quatro anos, quando li uma matéria sobre a Guerra das Malvinas, informando que, dos 10 mil soldados que foram enviados para o conflito, cerca de 400 se suicidaram. Fiquei impressionado com este número e comecei a desenvolver esta história sobre perdas e solidão”, afirma o cineasta.

FICHA TÉCNICA 

Cesar Troncoso e Jean Pierre Noher (Foto: Flor do Caribe / TV Globo)

César Troncoso e Jean Pierre Noher no elenco do novo filme de Paulo Nascimento que está na Mostra Latina de Gramado…

Elenco:

· LEON Cesar Troncoso, esteves em O Banheiro do Papa, XXY, Em Teu Nome, Cabeça a Prêmio, Circular, El Viaje Hacia el Mar, Faroeste Caboclo, Hoje e Inocência Clandestina.

· ANA  Fernanda Moro, de Valsa para Bruno Stein, Em Teu Nome, A Casa Verde, e O Tempo e o Vento (versão de 2013).

· SILAS  Nelson Diniz, de O Homem que Copiava, Neto Perde Sua Alma, Neto e o Domador de Cavalos, A Última Estrada da Praia, Sal de Prata, Tolerância.

E MAIS: Jean Pierre Nhoer, Marcos Verza, Clemente Viscaíno, e Nayara  Harris

Clemente Viscaíno e Fernanda Moro contracenam em A Oeste do Fim do Mundo

DIREÇÃO E ROTEIRO

Paulo Nascimento, diretor e roteirista de A Casa Verde, Em Teu Nome, Valsa para Bruno Stein, e Diário de um Novo Mundo.

Direção de Fotografia: Alexandre Berra Direção de Arte: Voltaire Danckwardt

Montagem: Márcio Papel Trilha Sonora: Renato Muller Produção: Paulo Nascimento, Leonardo Machado, Marilaine Castro da Costa Produtores Associados: Beto Rodrigues (Brasil) e Martin Viaggio (Argentina) Coprodução: Bufo Films (Argentina) e Panda Filmes (Brasil)

A Oeste do Fim do Mundo: filme é co-produção Brasil-Argentina…

Distribuição: Espaço Filmes

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