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Aruanda recebe inscrições de curtas

O 8º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro será realizado de 14 a 19 de dezembro, em João Pessoa (PB).

Estão aptos à inscrição trabalhos em curta-metragem produzidos nos gêneros DOCUMENTÁRIO, FICÇÃO, ANIMAÇÃO e EXPERIMENTAL. O festival contempla ainda as categorias TV Universitária/Educativa (nas áreas de Reportagem, Documentário, Programa de TV e Inter-Programa).

Serão aceitas obras finalizadas entre setembro de 2011 e agosto de 2012, de curta-metragem de 2m a 20 min. de duração. Cada realizador poderá se inscrever com até dois trabalhos em cada categoria. Para a categoria de TV UNIVERSITÁRIA (Programa, Reportagem e Documentário para TV) estão aptas produções realizadas por equipes das emissoras de Televisões Universitárias e Educativas brasileiras. Serão aceitos dois trabalhos por gênero para cada emissora.

As inscrições vão até 30 de agosto através do site www.festaruanda.com.br.

A Comissão Organizadora divulgará o resultado da seleção a partir do dia 15 de outubro em jornais e no site oficial do festival.

Vandré no próximo Festival ARUANDA

  

Inscrições para o Festival de Documentários mais importante do Nordeste podem ser feitas até 20 de Agosto.

Comandado por Lúcio Villar (com produção-executiva do professor e cineasta Bertrand Lyra), o festival será realizado na capital paraibana de 9 a 14 de dezembro e este ano terá como homenageado especial o compositor Geraldo Vandré.

Lúcio Vilar e Geraldo Vandré conversam em restaurante paulista. Foto: Darlan Ferreira
Geraldo Vandré lê termo de compromisso do Festival
 
Geraldo Vandré, autor da célebre canção que se tornaria hino de resistência à ditadura militar no Brasil , “Pra não dizer que não falei das flores”, promete retornar à Paraíba, onde nasceu, em dezembro próximo e será por um  motivo muito especial: ele é o homenageado do 7º Fest-Aruanda do Audiovisual Brasileiro, constituindo-se na primeira vez em que o artista será agraciado por um festival de cinema. Quem informa é o jornalista e coordenador-geral do evento, Lúcio Vilar.´
O encontro entre Vandré e Lúcio aconteceu num restaurante no centro da capital paulista, onde foi oficializado o anúncio da homenagem que “sensibilizou o artista”, segundo relato de Vilar, ainda sob o impacto das conversas que consumiram a tarde inteira do último dia 7 de maio.
 
– “Estava muito ansioso por esse momento, pois nunca havia visto o Vandré de perto, mas o encontro foi o mais informal possível”, disse o coordenador que tomou a decisão pela homenagem em razão da participação do artista num filme realizado nos anos 60, hoje reconhecido como um “clássico” da década ‘cinemanovista’.
 
A Hora e Vez de Augusto Matraga é baseado em obra de Guimarães Rosa e foi lançado em 1965. O longa foi dirigido por Roberto Santos, cuja música é assinada por Geraldo Vandré. Na época, o filme recebeu os prêmios de melhor argumento, diálogo, direção e ator (Leonardo Villar) na I Semana do Cinema Brasileiro, em Brasília, em 1966.
 
Os passos do tão esperado encontro do diretor do Festival com o mito da MPB
 
 Já passava das 13h quando um táxi estacionou próximo aonde aguardava ansiosamente por um dos maiores nomes da música popular brasileira de todos os tempos. Geraldo Vandré desce do carro, e nos cumprimentamos pela primeira vez. Caminhamos da Martins Fontes, onde nos encontrávamos, na direção do Largo do Paissandu, transitando por ruas abarrotadas de ambulantes e trabalhadores que se despediam do meio expediente de um sábado de temperatura em declínio.
 
Em restaurante na região central que serve um impecável ‘mexidinho de ovos’, e onde já é velho habitué, sua presença é saudada afetivamente pelo proprietário e seus garçons. É aí que Vandré aceita o convite, autografa o documento oficial, e me revela uma curiosidade. Sua opção por viajar de carro, e que gostaria de refazer o percurso mais uma vez dirigindo até João Pessoa para participar do festival Aruanda.
 
Compartilhei que tal idéia também me fascinava, mas que nunca havia consumado tal intento. Ele, além de me ‘desafiar’ a encarar a empreitada, justificou as razões de ordem filosófica, digamos assim.
 
– “De massificação, basta a daqui de baixo. Ônibus aéreo jamais!”, pontificou. E lembrou da viagem que fez, num Galaxi que conserva até hoje, de São Paulo à Anápolis, no final de 1968, ainda sem a informação de que o AI-5 havia sido decretado, e que teve que retornar com o cancelamento de um dos shows. Contou com riqueza de detalhes como conseguiu passar incólume por todas as barreiras policiais encontradas no caminho, para me ‘desafiar’ novamente:
 
– “E por que você não conversa com uma grande empresa em João Pessoa para apoiar o festival e colocar um automóvel para que possa ir dirigindo até lá?”, disse assim, na lata, ao que lhe devolvi, de imediato, tratar-se de uma simpática, sedutora e boa idéia de marketing a se pensar. Quem sabe, possa interessar aos senhores empresários do setor (alguém aí se habilita a alavancar a imagem de sua empresa por uma causa justa?…).
 
Os papos foram muitos, mas não poderia faltar o registro à “Fabiana”, canção que fez para a Aeronáutica, cuja cópia em formato de bolso me presenteou. Pedi para que autografasse e revelei que ele era a segunda personalidade artística a quem fizera pedido semelhante. O saudoso Zé Kéti foi o primeiro, também aqui em São Paulo nos anos noventa.
 
– “Não há um segundo sem um primeiro”, disse-me um Vandré generoso e descontraído, logo tascando sua assinatura.
 
Entre alguns poucos goles de cerveja e saídas para fumar (aqui é proibido fazê-lo em recinto fechado), aquele homem de cabelo tingido pelo néon do alto de seus 76 anos me impressionava a cada nova fala, sempre com algo espantosamente instigante sobre o Brasil, resquícios e fragmentos que ficaram de sua época e o ‘fastio cultural’ que perpassa novas gerações de gostos e sentidos duvidosos.
 
Estava diante de um mito. Sim, é verdade. Ali estava o homem que, sozinho, colocou o Maracanãzinho a seus pés para seguir a canção, braços dados ou não. Descobri, porém, muito mais. Muito além, portanto, da cristalização desse mesmo mito. Enxerguei Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, homem extremamente lúcido e pé no chão, pronto a falar duras e cristalinas verdades de modo refinado e elegante, dado o aguçado senso crítico que impressiona profundamente quem se coloca na condição de seu interlocutor.
 
Saímos do restaurante e refizemos o percurso novamente a pé, desta vez pelos calçadões de artérias comerciais do centro de São Paulo. Sentamos em um banco de praça, por sugestão sua, meio que para não interromper a inspirada prosa, agora cortada por rajadas geladas de vento da tarde que já avançava para seu breve lusco-fusco nesse outono paulistano com cara de inverno.
 
Despedimo-nos outra vez na Martins Fontes. Sigo o caminho de volta com a absoluta certeza de que havia experimentado um sentimento sem precedentes. Melhor ainda é saber que esse privilégio será compartilhado por um número ainda maior de pessoas, com sua presença na abertura do Fest-Aruanda.
 
(*) Lúcio Vilar é professor da UFPB, coordenador do Fest-Aruanda e pós-doutorando da ECA-USP.
 
Clássico do cinema nacional está na programação
 
Segundo o coordenador do FestAruanda, o filme “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” terá exibição especial na noite da abertura oficial do 7º Fest-Aruanda, dia 9 de dezembro no Hotel Tambaú, Paraíba . Antes, o cantor e compositor será homenageado pela organização do festival com a entrega dos troféus Aruanda (de Contribuição ao Cinema Nacional e Contribuição à Música Popular Brasileira nas décadas 1950-1960).
Reportagem: Bernadete Duarte
Fonte: Canal Brasil

FLUXUS – Rede Criativa de Cinema

FLUXUS 2011 : um lugar expandido para o cinema
Festival exibe 34 filmes em competição no SESC Pompeia e no site
www.fluxusfestival.com
 
Qual é o lugar para se ver um filme? No cinema, em casa na TV, no computador? O lugar predeterminado para acontecer a experiência cinematográfica vem se expandido nas últimas décadas. Extrapolou há muito os parâmetros da caixa escura. Há 11 anos, o Fluxus – Festival Internacional de Cinema na Internet propõe que o cinema esteja online em www.fluxusfestival.com: ver filmes, compartilhar, o cinema como informação e formação cultural.
 
Ao Fluxus interessa exibir o cinema contemporâneo de curta duração produzido seja por novos talentos ou por cineastas premiados que contribuam para a arte do audiovisual.
A oitava edição do Fluxus 2011 apresenta 34 filmes na mostra competitiva. São filmes de ficção, documentários, animações e vídeos experimentais, captados em diferentes suportes  – digital, 35mm, Super8, Super 16, miniDV – e realizados em 18 países. Todos eles poderão ser vistos no site do Fluxus – www.fluxusfestival.com – a partir do dia 28 de junho.
 
Além da site, o Fluxus propõe também uma nova concepção para se ver filmes e participar do festival. No SESC Pompeia, de 29 de junho a 31 de julho, doze telas exibem simultaneamente os 34 filmes da mostra competitiva. O espectador percorrerá um circuito circular de exibição, em que poderá transitar por entre as telas, escolher qual curta quer ver. Não há sessões nem horários marcados. O espectador faz seu trajeto, é responsável pela sua programação.
 
O Fluxus 2011 – Festival Internacional de Cinema na Internet é apresentado pela Petrobras, através da Lei Rouanet – Ministério da Cultura. A exposição no SESC Pompeia é uma realização do SESC e tem produção e idealização da Zeta Filmes.
 
Os filmes da mostra competitiva foram escolhidos entre 1.200 inscritos. Os selecionados trazem o frescor da diversidade de temas e formas inusitadas de retratá-los. As ficções são a maioria, destacando-se entre elas aquelas em que as relações amorosas estão em destaque, como em “15 verões mais tarde”, do espanhol Pedro Collantes e “Alfama”, do português João Viana.
 
Entre os cinco documentários da competição destaque para o íntimo e pessoal “Adeus, Mandima” de Robert-Jan Lacombe; e a vida isolada na Galícia em “Rural Pretérito”, das irmãs Sonia e Miriam Albert Sobrino. O cinema brasileiro está presente com cinco filmes: do documentarista mineiro Marcos Pimentel,“Taba”; novos diretores de ficção Laura Lima (“Um Par”) e Stefano Capuzzi Lapietra (“Nalu”); o trabalho experimental do paulista Alfredo Hisa(“Nearby”) e, finalmente, a inventividade do mineiro CarlosMagno Rodrigues com “Drop in the Darkness”.
 
O Melhor Filme será eleito pelo voto do público no site do festival, mas será decidido também pelo voto dos convidados da Rede Fluxus. A partir de julho, e durante quatro meses, 50 convidados, selecionados entre formadores de opinião, artistas, jornalistas, cineastas, etc., não serão responsáveis apenas em votar, mas também farão indicações de filmes e comentários que serão replicados no Twitter e no Facebook. A ideia do Fluxus é criar no site do festival uma rede criativa e crítica sobre os filmes. O Melhor Filme será anunciado em novembro quando o Fluxus abre uma nova exposição no Oi Futuro, de Belo Horizonte.
 
 
Fluxus 2011 em números:
 
Mostra Competitiva: 34 filmes : 18 ficções, 9 experimentais, 5 documentários e 2 animações.
 
18 países: Brasil (5 filmes), Coreia do Sul (5), Espanha (5), França (3), Suíça (2),  Irã (2), e, com um filme cada, Alemanha, Argentina, Bélgica,  Estados Unidos,  Holanda, Indonésia, Inglaterra, , Portugal, Rússia, Taiwan, Turquia, Ucrânia.
 
Serviço
Fluxus 2011 – 8º Festival Internacional de Cinema na Internet
Site:www.fluxusfestival.com
twitter: @fluxus_festival
facebook.com/fluxusfestival

FELIZ ARUANDA NOVO !

  
Eis o criativo cartão de BOAS FESTAS que recebemos do atencioso agitador cultural e documentarista BERTRAND LIRA, tendo como “modelo’ o sapeca JUAN, que durante o concorrido festival paraibano formava – com a bela maninha Maria Olívia e o primo Gabriel – o Trio ARUANDINHA.
 
Juan e Maria Olívia são filhos do casal Lúcio Villar, idealizador e coordenador-geral do Festival ARUANDA de Documentários, que já virou tradição dos dezembros culturais em João Pessoa, cresce a cada ano e se consolida como um dos mais importantes do país.
 
O cartão é uma grata surpresa, que divido com você, leitor amigo, torcendo pra que, na próxima edição, o Trio ARUANDINHA faça as entregas dos troféus aos vencedores da Mostra ARUANDINHA – sessões de filmes infantis que acompanham a programação oficial do FestARUANDA.
 
E nós fazemos coro: FELIZ 2011 e um Novo Ano de muito CINEMA BRASILEIRO !