Arquivo da tag: Festival de Gramado

Lina Chamie apresenta Os Amigos dia 14, em Gramado

A cineasta paulista e seu elenco de famosos estarão na sessão competitiva

OS AMIGOS, quarto longa da diretora paulista Lina Chamie, vai participar da Mostra Competitiva Nacional do 41º Festival de Gramado.

Rodrigo Lombardi está no elenco da produção paulista Os Amigos

O filme será exibido na quarta, dia 14, às 19h, com a presença da equipe do filme. A história acompanha um dia na vida de Théo, arquiteto de São Paulo que acaba de perder um amigo de infância, Juliano. No funeral, Théo relembra seus amigos e reflete sobre a existência.

Marco Ricca em mais um filme da diretora Lina Chamie…

A atriz Sandra Corveloni também estará em Gramado…

Estão no elenco os atores Marco Ricca, Dira Paes, Sandra Corveloni, Rodrigo Lombardi, Alice Braga, Caio Blat, Fernando Alves Pinto, Otávio Martins e Maria Manoela. O elenco infantil é composto por Gregório Musatti Cesare (Caíto), Julia Weiss Margagini (Manon), Natan Félix Matiusso (Vinícius), Matheus Guimarães (Orácio), Lucas de Oliveira Zamberlan e Davi Butignon Galdeano, que vivem, respectivamente, Théo e Juliano quando crianças.

Alice Braga integra elenco de mais um filme de Lina Chamie…

Os Amigos é da Girafa Filmes e da Dezenove Som e Imagem, de Sara Silveira e Maria Ionescu. A fotografia é de Jacob Solitrenik, a montagem de Karen Harley e a direção de arte de Mara Abreu. Além da direção, Lina Chamie assina também o roteiro. O filme foi rodado ano passado em Sampa.

SINOPSE

Sem amizade não existe o amor. Um dia especial na vida de Théo. Pela manhã, ele vai ao funeral de seu melhor amigo de infância. Durante o dia, as lembranças vêm, levando Théo a olhar a vida de uma outra maneira. É Majú, uma amiga por quem tem grande afeição, que o ajudará a recuperar as esperanças.

LINA CHAMIE

“Santos – 100 Anos de Futebol Arte” (2012) e “São Silvestre” (2013).

Brasil (SP), 2013, 89 min, 12 anos.

Direção/Roteiro: Lina Chamie

Empresa Produtora: Girafa Filmes / Dezenove Som e Imagens

Produção Executiva:Sara Silveria e Maria Ionescu

Diretor Fotografia: Jacob Solitrenick, ABC

Diretora de Arte: Mara Abreu

Trilha Musical: Camille Saint-Saens, Edvard Grieg e Benjamin Britten

Montagem: Karen Harley

Lina Chamie, Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho em Curitiba…

* Se você pretende ir a Gramado, escolha o SKY Hotel como hospedagem !

‘Repare Bem’: Maria de Medeiros no Festival de Gramado

 
Novo filme da cineasta portuguesa será exibido dia 13, 19h, no 41º Festival de Gramado
 
 
 
Documentário está na Mostra Competitiva Longa-Metragem Estrangeiro, e tem estreia programada para 23 de agosto 
 

Três gerações de mulheres, uma história de sobrevivência, de coragem e de luta por um mundo mais justo entre o Brasil, o Chile, a Itália e a Holanda. 

O jovem guerrilheiro Eduardo Leite “Bacuri” morre em 1970 nas mãos da ditadura militar brasileira, depois de 109 dias de tortura. Sua companheira Denise Crispim, perseguida e presa durante a sua gravidez, consegue fugir para o Chile depois do nascimento de Eduarda. Lá, encontra seus pais exilados, os quais dedicaram toda a vida à luta pela liberdade. Mas a violência da repressão volta a atingir a família com o golpe de Estado de Augusto Pinochet, obrigando pais e filhos a se dispersar pelo mundo. 

Hoje, depois de quarenta anos vividos entre a Itália e a Holanda, Denise e Eduarda receberam Anistia e Reparação do Brasil. A verdade sobre o passado abre caminho para um futuro mais justo. 

Depois de “Capitães de Abril”, seu filme sobre a Revolução dos Cravos em Portugal, Maria de Medeiros aborda neste documentário a questão do dever de memória através de uma história de amor e transmissão entre pais e filhos. 

Nela se destacam a figura de Encarnación, a avó resistente e autora de um fascinante diário; Denise, a mãe lutadora que defende como uma onça sua filha; e Eduarda, a menina europeia que se reencontra com o Brasil.

  

A diretora

Nascida em Lisboa,Maria de Medeiros é atriz, cantora e diretora de cinema internacional. Foi premiada com a Coppa Volpi de melhor atriz no Festival de Veneza pela sua interpretação no filme “Três irmãos”, de Teresa Villaverde. Seu trabalho tornou-se mundialmente conhecido com o papel de “AnaïsNin” em “Henry and June” de Phil Kaufman e de “Fabienne” em “PulpFiction” de Quentin Tarantino.

Como cantora, Maria de Medeiros tem três CDs de estúdio: A little more blue (2007), Penínsulas & continentes (2010) e Pássaros eternos (2012).

Em 2007, Maria de Medeiros foi nomeada Artista pela Paz da Unesco.

Seu primeiro longa-metragem como diretora, Capitães de Abril, foi selecionado para o Festival de Cannes e obteve vários prémios internacionais, entre os quais o da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Atualmente, Maria de Medeiros apresenta no Brasil a peça “Aos Nossos Filhos”, de Laura Castro, em cartaz no Sesc Santana, em S.Paulo, após temporadas em Brasília e Rio de Janeiro. 

REPARE BEM

Brasil/Itália/França, 2012, 95 min, 10 anos.

Direção: Maria de Medeiros
Roteiro: Maria de Medeiros, com a colaboração de Ana Petta.

Fotografia: Maria de Medeiros, Daria D’Antonio, Louis Hanon, Bruno Pozzitrev
Montagem: Maria de Medeiros, Manoel de Sousa
Produtor: Maria de Medeiros, Minnie Ferrara, Agustí Camps, Ana Petta
Produção: Projeto Marcas da Memória, Comissão de Anistia e Reparação, Ministério da Justiça do Brasil, Instituto Via BR

Distribuição: Filmes da Mostra

* O blog Aurora de Cinema estará em Gramado com apoio do  SKY Hotel

Como acontece o Cinema em Lisboa, direto do FESTin

A quarta edição do Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa foi aberta no último dia 3 de abril em solenidade no Cinema São Jorge. O Festival este ano homenageia a cinematografia angolana, e o Festival de Gramado.

Festin por Brida

O filme exibido na sessão inaugural foi O grande Kilapy (2012), comédia dramática caprichada com pano de fundo real (a ditadura em Portugal e em Angola nos anos 60), co-produção Angola-Brasil-Portugal, com Lázaro Ramos, Antonio Pitanga, João Lagarto, Silvia Rizzo e Hermila Guedes.

Hotel Lisboa

FESTin teve concorrida noite de abertura em Lisboa…

Brida lanç Lisboa

Livro do jornalista, blogueiro, comentarista de cinema e professor universitário Felipe Brida foi lançado em festiva noite no Hotel Fontecruz…

Brida Port

Felipe Brida autografa exemplares de Cinema em Foco

Até o próximo dia 10, serão exibidos 77 filmes, entre 24 longas e 53 curtas-metragens (ficção, documentário e animação), provenientes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Uma vez mais destaca-se a forte presença de filmes oriundos do Brasil.  O festival é organizado pela Padrão Actual, em coprodução com a EGEAC – Cinema São Jorge.

Neste domingo, terá início logo mais, às 18h, a Mostra de Inclusão Social, com oito curtas-metragens, uns brasileiros, outros portugueses. E a partir das 18h30, começa a competição dos longas. Os da noite de hoje são: “Vidas vazias e as horas mortas” (de Pedro Lacerda), às 18h30; “A coleção invisível” (de Bernard Attal – com Vladimir Brichta, Walmor Chagase e a querida amiga Conceição Senna), às 20h; “Cine Holliúdy” (de Halder Gomes), com Roberto Bomtempo, às 21h30; e o documentário “A primeira vez do cinema brasileiro” (de Hugo Moura, Denise Godinho e Bruno Graziano), às 22h.

A seguir, texto de Felipe Brida sobre suas primeiras impressões de Lisboa:

Lisboa arte Lisboa fria

Chuva fina e frio de cortar os lábios em Lisboa.
Que cidade receptiva! Vejo nossas raízes por todos os cantos nessa cidade milenar. É na verdade um Brasil com ar europeu, com trânsito menos caótico e pessoas mais simpáticas e que sentem prazer em nos dar informações nas ruas.
Por causa da chuva pude hoje dar um rápido passeio pelos arredores de onde estou instalado, num gostoso hotel na avenida 5 de Outubro, próximo ao Cinema São Jorge, onde logo mais às 21h teremos a abertura oficial do Festin Lisboa – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa. Hoje haverá um coquetel e a exibição do longa “O grande Kilapy” (2012, co-produção Angola, Brasil e Portugal, com Lázaro Ramos, João Lagarto e Hermila Guedes).
Ah, e não poderia deixar de abrir o primeiro dia com um bacalhau de parar o mundo, acompanhado de um vinho Esporão no ‘Laurentina – O rei do bacalhau’, um restaurante fino típico, à moda da casa.

Lis Maternidade

As fotos são da avenida Conde Valbom, nos arredores da 5 de Outubro, onde há praças abertas, prédios antigos com arquitetura deslumbrante e o Laurentina…

Felipe janta

* Informações e fotos do jornalista Felipe Brida, que participa do IV FESTin, direto de Lisboa…

Tudo pronto para mais um FESTin

Será aberta no próximo dia 3 a quarta edição do FESTin, no Cinema São Jorge, em Lisboa.Entre as novidades da programação, destaca-se uma homenagem ao prestigiado Festival de Gramado; ao cinema de Angola através de uma parceria com o IACAM – Instituto Angolano de Cinema Audiovisual e Multimédia -, e haverá uma maratona de documentários, uma mostra infanto-juvenil e o I Encontro Internacional de Jornalistas de Cinema, reunindo profissionais ligados ao jornalismo, crítica e divulgação cinematográfica num debate sobre o setor.

Estas sessões vêm juntar-se ao programa habitual do FESTin, constituído por duas sessões competitivas (longas e curtas-metragens), Mostra de Cinema Brasileiro (longas e curtas-metragens) e Mostra de Inclusão Social, para além de oficinas de iniciação ao cinema para crianças e jovens e mesas redondas.

Ao longo de uma semana serão exibidos cerca de 80 filmes, entre longas e curtas-metragens de ficção, documentário e animação, provenientes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Uma vez mais destaca-se a forte presença de filmes oriundos do Brasil, que continua a concorrer em peso no FESTin. Assim, está confirmado o seguinte número de filmes, por país de origem:

LONGAS

Angola – 3

Brasil – 17

Cabo Verde – 1

Portugal – 2

Coprodução: Angola-Portugal-Brasil – 1

CURTAS

Angola – 1

Brasil – 32

Guiné – 1

Moçambique – 1

Portugal – 16

Coprodução – Angola e Portugal – 1

Para além de um novo troféu desenhado pelo artista plástico Marcos Marin, o FESTin espera que, com apoio do público, seja possível atribuir um valor monetário aos vencedores das melhores longas e curtas-metragens eleitos pelo júri, através de uma campanha de financiamento coletivo em vigor até o fim dste mês no site da Zarpante através do link http://www.zarpante.com/investment/festin-2013-1109.

Os bilhetes para o festival têm um custo de 3€ (bilhete normal); 2,50€ (bilhete com desconto); Maratona: 1,50€ (bilhete para uma sessão) e 5€ (bilhete para um dia).

Produzido pela Padrão Actual, em coprodução com o Cinema São Jorge e a EGEAC-CML, o FESTin surgiu em 2010 com objetivo de celebrar e fortalecer a cultura lusófona através do cinema, num ambiente de partilha, intercâmbio e inclusão social. Em 3 edições completas e 5 mostras itinerantes em Portugal e no Brasil, o FESTin contabiliza um público total de cerca de 10 mil espectadores.

Saiba mais: http://www.festin-festival.com

Novo filme de Fernando Meirelles abrirá Festival de Gramado

A sessão de gala que marca a abertura do Festival de Gramado, próximo dia 10, será a primeira exibição no país do novo longa de Fernando Meirelles, 360, e contará com a presença do diretor e dos atores brasileiros Maria Flor e Juliano Cazarré.

É Fernando Meirelles quem diz: “Estive em Gramado só uma vez, em meados dos anos 90, mas não consegui assistir ao filme de abertura porque o teatro estava lotado. Fico muito feliz que, 16 anos depois, eu possa participar desta 40ª noite”.

Fernando Meirelles volta a Gramado para lançar seu novo filme…

O filme estreia em todo Brasil dia 17 de agosto, com distribuição da Paris Filmes. Será o terceiro país onde o longa será lançado, atrás apenas da França e Inglaterra. Além do Festival de Gramado, 360 também abriu o festival de Londres e participou dos festivais de Toronto e Munique.

Com roteiro assinado por Peter Morgan (Frost/Nixon, A Rainha, O Último Rei da Escócia), 360 conta nove histórias interconectadas que retratam os relacionamentos no século XXI. O longa começa em Viena, e tece uma narrativa passando por Paris, Londres, Bratislava, Rio de Janeiro, Denver e Phoenix.

Maria Flor, destaque em vários filmes, estará em Gramado na noite de abertura…

Além de Maria Flor e Juliano Cazarré, o elenco internacional reúne Anthony Hopkins (Thor, O Ritual, Silêncio dos Inocentes), Jude Law (Sherlock Holmes, Cold Mountain, O talentoso Ripley), Rachel Weisz (A Casa dos Sonhos, A informante, O Jardineiro Fiel), Ben Foster (Assassino a Preço Fixo, O Mensageiro, Os Indomáveis), Jamel Debbouze (Fora da Lei, Asterix e Obelix: Missão Cleópatra, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), Marianne Jean-Baptiste (da série de TV Without a Trace, Ladrões, Segredos e Mentiras), Moritz Bleibtreu (O Grupo Baader Meinhof, Corra, Lola, Corra, Munique), entre outros.

Juliano Cazarré, destaque no cinema e em Avenida Brasil, estará em Gramado por conta do filme de Fernando Meirelles…

Rubens Ewald Filho, patrimônio do Cinema, comenta sobre o Festival de Paulínia

O triste caso de Paulínia

Não foi propriamente uma surpresa. Em agosto do ano passado, depois de eu ter sido apresentador do III Festival de Paulínia (por sinal um sucesso, já considerado um dos melhores do Brasil), eu senti que a coisa não ia bem. Embora na noite de entrega dos prêmios eu mesmo tenha anunciado a realização de um novo evento em 2012 que seria em junho (e não julho – por causa deste ser ano de eleição e a lei cria muito empecilhos), logo depois recebi um recado dizendo que meu contrato como consultor do Pólo de cinema não seria renovado!

Por questões burocráticas diziam, e com o adendo de que estavam procurando um jeito de resolver e entrariam em contato comigo. Naturalmente isso não sucedeu e eu não tornei público meu afastamento. Até agora, quando os jornalistas me procuram para saber o que acho deles terem cancelado o festival deste ano, dando desculpas bobas e inverdades (o festival custava R$ 2 milhões e não 10, por exemplo).

Na verdade, eu, Tatiana Quintella e o prefeito Edson Moura, que fomos os criadores do Festival e do pólo, sentimos como se estivessem matando um filho nosso. Enfiaram uma faca no peito e ele está na UTI, lutando pela vida. Tudo o que levou anos para ser concebido, criado com todo carinho, está sendo desmantelado com despudor típico da política.

Não muito diferente do que fizeram com a Coleção Aplauso na Imprensa Oficial, nunca assumindo que acabou, dizendo meias verdades, procurando enrolar a imprensa (que não pode fazer nada sem ter depoimento de alguém, sua função é reportar, não opinar).

Paulínia é uma cidade próspera, ex-distrito de Campinas, onde Edson Moura foi prefeito e nos procurou para realizar seu sonho. Ele achava que uma cidade que vive da indústria do Petróleo vai sempre ter o problema de que ele, além de poluidor, tem a tendência de acabar, ou ao menos diminuir, substituído pelas energias verdes. Se o petróleo acabar, acaba também a cidade. Então teve a visão de transformar o lugar num pólo de turismo cultural, com ênfase no cinema.

poster do festival de paulinia de cinema 2011 1310067410203 300x420 O triste caso de Paulínia

Edison procurou Tatiana (que seria a secretária da Cultura – vinha do mercado de Home Video e se revelou uma fera de notável competência que hoje floresce na produtora Paranoid). Depois eu vim para o projeto. A princípio, a ideia era fazer um festival de cinema brasileiro. Mas achamos que podíamos ir mais longe, ter um diferencial, não apenas exibir filmes, mas também produzi-los. Foi assim que procuramos nos espelhar nos sistemas de investimento do Canadá, nos estúdios de cinema espanhóis e numa lição brasileira: como no resto do mundo, cinema pode ser lucrativo, desde que se estabeleça como indústria.

Quando alguém filma numa cidade, derrama dinheiro no lugar desde que tenha também incentivos. Então o dinheiro que sai, poderia e deveria retornar através de serviços prestados pelos habitantes da cidade.  E isso aconteceu já, teve filmes que receberam uma ajuda de X e, ao filmar nos estúdios de Paulínia e na região, acabaram deixando lá exatamente esse X. Isso sem levar em conta o prestígio que a cidade adquire, mesmo internacionalmente (Paulínia já foi motivo de muitas reportagens mundo afora).

Enfim, foi o que procuramos fazer, mas só tivemos tempo de realizar o primeiro festival porque houve eleição e mudança de governo. Como em todo lugar do mundo, os que tomam posse, a primeira coisa que fazem é tirar o poder da gente. Comigo foi assim, a cada edição mandava menos (ou nada), ficando reduzido a uma figura decorativa de apresentador (ao lado da querida Marina Person).

Agora, com desculpas esfarrapadas, ameaçam de morte tudo que construímos. Como estou afastado, não posso contar aqui os bastidores, nem os comos e ou porquês. Qualquer um sabe que quando um festival é interrompido é muito difícil se recobrar do baque, leva anos às vezes para isso. Se conseguir. Não foi falta de dinheiro com certeza.

Talvez alguma jogada política. Vá entender. O que eu sinto e lamento é que o sonho do pólo de Paulínia está ameaçado e corre perigo. Mais que um festival, estão matando uma ideia, um projeto que seria bom para a região e o País.

N.R.: Rubens Ewald Filho é o mais atuante e festejado crítico brasileiro de Cinema, considerado o maior do país, e descoberto quando ainda era um iniciante repórter em jornal santista, pelo pioneiro Adhemar Gonzaga, criador da histórica revista CineArte e da companhia cinematográfica CINÉDIA.

Ao lado de Marina Person, Rubens apresenta o Festival de Paulínia…

Com mais de quarenta anos de profissão, Rubens é pioneiro: foi o  primeiro a escrever sobre filmes na TV, sobre vídeo, depois sobre DVD. Foi o primeiro crítico a trabalhar numa televisão por assinatura (a Showtime da TVA, depois virou diretor de programação e produção da HBO Brasil, esteve uma temporada no Telecine e atualmente está no programa TNT Mais Filme, em sua terceira temporada e também na Band apresentando longas-metragens ).

Também fez cinema como ator e roteirista, escreveu telenovelas (a mais premiada foi Éramos Seis, em parceria com Sílvio de Abreu, em duas versões na Tupi e no SBT), dirigiu vários êxitos teatrais e é autor de diversos livros na área, assim como assina vários Dicionários de Cineastas, fundamentais para os estudiosos e amantes da Sétima Arte.

Como se tudo isso não bastasse, Rubens ainda é excelente gourmet e assina livro sobre culinária: em 2007, lançou o livro O Cinema vai à Mesa, em parceria com Nilu Lebert, pela Editora Melhoramentos (premiado na Inglaterra) e, em 2008, Bebendo Estrelas, sobre vinhos e coquetéis. Também foi o criador e coordenador da insigne Coleção Aplauso (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo), através da qual lançou mais de 170 títulos de resgate e preservação da história artística e cultural do Brasil – um gesto só possível em alguém muito preocupado com a valorização da memória e com o reconhecimento ao mérito alheio.

Além de ter uma memória prodigiosa, Rubens Ewald Filho tem uma percepção sobre o fazer artístico impressionante e é capaz de falar horas, com a maior propriedade e carisma, sobre os meandros da arte de fazer cinema, teatro, televisão.

Germano Pereira, Alice Gonzaga, Rubens Ewald Filho e Aurora Miranda Leão em noite de cinema em Anápolis…

Tenho a honra e a alegria de partilhar da amizade do grande crítico e de já ter desfrutado de vários momentos inesquecíveis com ele. E posso afirmar, além de tudo quanto sabe, de tudo que Representa para a Cultura Brasileira, e de tudo quanto é capaz de tocar e tornar melhor, Rubens Ewald Filho é um gentleman, um vocacionado para a Comunicação e alguém com quem trocar ideias é prazeroso, frutífero, e pleno da seiva da renovação.

Rubens Ewald Filho também é conhecido como o Homem do Oscar, depois de comentar 24 vezes a festa dos Academy Awards para o Brasil (atualmente para a TNT, onde comenta também as festas do Globo de Ouro e SAG).

Agora, Rubens Ewald Filho assume a Curadoria do Festival de Cinema de Gramado, ao lado de José Wilker e do jornalista e professor Marcos Santuário. Uma notícia auspiciosa para cinéfilos, estudiosos e amantes do Cinema de modo geral.

Este AURORA DE CINEMA, por exemplo, aposta que esta edição, que será a 40a do mais conhecido festival de cinema do país, terá aumento considerável de público e um painel de exibição mais diversificado e de mais fácil diálogo com o público habitué dos festivais de cinema.

* Acompanhe o Blog de RUBENS EWALD FILHO, sempre recheado de informações preciosas e comentários abalisados sobre a Sétima Arte:

 http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho

Reginaldo Faria fala sobre Carteiro em tempos de internet…

“A cultura brasileira está indo pro bueiro” 

Quase 30 anos depois, Reginaldo Faria conseguiu voltar a dirigir. Galã no cinema antes de estrear como protagonista de novelas no final da década de 1970, não raro acumulava as funções de ator e diretor. Foi assim entre 1969, quando comandou seu primeiro filme, o sucesso “Os Paqueras”, e 1984, na comédia “Aguenta, Coração”.

O Carteiro, exibido na competição do Festival de Cinema de Gramado, interrompe o jejum involuntário. “Sempre quis voltar, mas nunca surgia a chance. Quando encontrei, segurei.” 

Foto: Gabriela Di Bella/PressPhoto
Reginaldo Faria em Gramado: de volta à cadeira de diretor, em filme rodado no Rio Grande do Sul

Projetos não faltaram. Ao longo dos anos, Reginaldo tentou filmar, por exemplo, a vida do bandido Leonardo Pareja e uma adaptação da história da vida privada no Brasil, “Festa dos Libertos”. Os dois naufragaram por problemas com investidores. “Foi duro”, lembra. 

O Carteiro seguia pelo mesmo caminho, mas saiu do papel graças a uma parceria com a TGD Filmes, produtora publicitária que estreia em longas de ficção. Escrito pelo próprio Reginaldo, o roteiro inicialmente era uma parceria com o sobrinho Maurício Farias (“A Grande Família”) e tinha crimes e mistério. Com o passar do tempo, no entanto, evoluiu para uma mistura de comédia e romance, ao falar do carteiro de uma cidadezinha do interior gaúcho que viola a correspondência alheia e se apaixona por uma moradora local. 

Foto: Itamar Aguiar/PressPhoto
Reginaldo Faria: “Muito obrigado, mas não sou o pai da pornochanchada”

“Estou cansado da violência, ela me machuca muito”, afirma o diretor, para explicar a mudança. “Há pouco tempo estava indo para minha terra, Nova Friburgo. Saí da Globo com minha mulher, a filha dela, meu filho, a namorada dele e uns caras se aproximaram em outro carro com uma metralhadora apontando para nós. Estamos vivendo tempos de extrema paranoia e neurose, as pessoas e o sistema estão partindo para uma loucura. Resolvi sair disso.”

Contando com a repercussão em Gramado para encontrar um distribuidora que leve O Carteiro aos cinemas, Reginaldo critica os produtos que fazem sucesso atualmente.

“A nossa cultura está se esvaindo, está indo para o bueiro. Na música popular, o refrão é mais importante do que a letra. Hoje você fica vendo um monte de besteira porque as pessoas não têm imaginação nenhuma, não têm criatividade. Você vai se perdendo dentro desse esvaziamento cultural, inclusive no cinema brasileiro.”

Paternidade da pornochanchada

Apesar de tudo, Reginaldo Faria tem um sucesso de bilheteria no currículo. “Os Paqueras”, seu primeiro trabalho como diretor, em 1969, acabou dando origem a um novo gênero. A história acompanhava dois conquistadores incorrigíveis (Reginaldo e Walter Forster) no Rio de Janeiro e tinha no elenco, entre outros nomes, Leila Diniz e Darlene Glória. O liberalismo dos personagens nas relações chamou atenção – levou quatro milhões de pessoas aos cinemas – e o filme é visto por muita gente como o estompim da pornochanchada, que dominou a produção brasileira na década seguinte. 

Foto: Itamar Aguiar/PressPhoto
Reginaldo Faria segura a neta ao lado da mulher, Vânia, o filho, Carlos André, e a nora, Dany

O diretor recusa a paternidade. “Todo mundo que viu a gente ganhar dinheiro à beça começou a querer se aproveitar, daí veio ‘A Ilha dos Paqueras’, ‘Paqueras sei lá o que’… Escracharam tudo. Aí me denominaram pai da pornochanchada. Muito obrigado, mas eu não sou. Nossas cenas eram ingênuas, puras, até infantis. ‘Os Paqueras’ funcionava como uma comédia de costumes.”

Segundo ele, foi difícil aguentar o preconceito por parte dos colegas engajados no Cinema Novo. Enquanto faziam críticas à ditadura e seguiam rumo a um cinema de extremos, Reginaldo levava espectadores para assistir a uma comédia.

“Havia o compromisso de que o diretor de cinema só podia fazer uma coisa mais séria, mas eu não estava preparado, era muito garoto. Tinha vindo de uma cidade do interior em que não tive formação política. Minha faculdade de cinema foi feita através da luta, do trabalho. Eu só queria ser um cineasta de qualquer maneira.”

Trabalho em família

A relação de O Carteiro com os filmes do passado, na opinião dele, quase não existe. O modo de abordar o cinema e dirigir os atores continua o mesmo, mas o espírito mudou bastante. “Estou mais velho, maduro, experiente, mas ao mesmo tempo temeroso. Não sei até que ponto é o nível de exigência em torno disso [de tanto tempo sem dirigir], da expectativa dos outros. Podem estar esperando de mim uma coisa preciosa, maravilhosa, e eu não corresponder. Mas a minha expectativa era a de fazer e amar fazer. Isso aconteceu.” 

Candé Faria, filho de Reginaldo, protagonista de O Carteiro

O papel principal do filme ficou nas mãos de Candé Faria, filho de Reginaldo, e o elenco ainda conta com a mulher do rapaz, Daniely Stenzel, e de Marcelo Faria, que originalmente seria o protagonista. A reunião em família não é nenhuma novidade, já que os Faria – ou Farias, no caso do irmão, o produtor e diretor Roberto Farias – sempre trabalharam juntos, da infância até a estreia no cinema, com “No Mundo da Lua” (58). “E os netos estão chegando”, riu, se referindo à neta, filha de Cadé, que tem acompanhado o pai nos sets.

Quanto à carreira de O Carteiro nos cinemas, Reginaldo permanece esperançoso. Será que o público jovem, dependente da internet, vai se interessar em ver uma história sobre cartas situada nos anos 1980?

“Não se pode subestimar a inteligência e a sensibilidade da plateia. Não acredito que as pessoas estejam se afastando tão radicalmente do que é mais humano. Quanto mais você tocar no assunto, mais sensibiliza as pessoas. O que a gente tem de fazer é atrair as pessoas para isso. Como? Fazendo um filme como eu fiz.”

A Propósito de JUVENTUDE…

Soterrados pela Magia do Cinema 

Sessão lotada. Filme aguardado. Platéia ansiosa. Afinal, era mais um Domingos Oliveira na tela. Dramaturgo e cineasta dos mais respeitados, com um filme novo, falando de Juventude... Domingos, Paulo José e Aderbal Freire-Filho, três homens de Teatro, essencialmente, homens da Cena.

 

Domingos, Aderbal e Paulo José: belas lições de amor à vida em JUVENTUDE

Juventude era, desde o princípio do festival, um dos filmes mais aguardados pela imprensa, logo, um dos mais esperados também pela enorme turma de cinema e convidados presentes ao mais concorrido festival de cinema do país. 

Burburinho no Palácio dos Festivais. Lugares disputadíssimos, Domingos e Paulo José na platéia. O cineasta-dramaturgo sobe ao palco antes da exibição e convida a equipe de Juventude para subir com ele… 

Começa a sessão e um silêncio respeitoso toma conta do espaço. A projeção vai dominando a sala e, aos poucos, o riso e a sincronia vão ganhando corpo… Uma energia que não se vê mas intui-se nos pequenos gestos vai criando aquela atmosfera própria dos contos-de-fada… o mesmo respirar, os silêncios e idênticas pausas, risos em momentos semelhantes, uma cumplicidade involuntária parecia irmanar a todos naquela noite que tinha um quê de cinema e um não-sei-o-quê de teatro… tudo parecia contaminar uma platéia cada vez mais identificada com os temas e as reflexões propostas pelos três atores que protagonizam JUVENTUDE.

 

E essa sensação quase onírica, quase etereal, difícil de traduzir mas antevê-se, parece quase explodir quando sobem os letreiros do filme: entre risos, aplausos, acenos e gestos de apoio, a platéia vai deixando o Palácio dos Festivais absolutamente emocionada. 

A sensação soberana era a de que alguém havia jogado por sobre as pessoas aquele pozinho da fada Sininho da história de Peter Pan, como se algo muito contagioso e contagiante tivesse saído da tela e invadido o coração do público… como se Vinícius de Moraes tivesse dali extraído seus versos: “E no entanto é preciso cantar/Mais que nunca, é preciso cantar/É preciso cantar e alegrar a cidade…”, entregando de bandeja o mote pra Toquinho continuar: “Ando escravo da alegria, hoje em dia minha gente, isso não é normal/ Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval…” 

Se alguém, completamente por fora do que estava acontecendo, adentrasse o cinema de Gramado naquele momento, sem dúvida sentiria uma sensação refrescante, assim como se ali tivesse sido derramada – ainda que não se saiba como nem porquê – a tão almejada água da vida…  ou tivesse sido descoberto, de repente, o Tesouro da Juventude.

 

Depois de assistir à JUVENTUDE, o sentimento que parecia dominar o coração de todos quanto tiveram o prazer e a alegria de assistir ao filme de Domingos, Paulo José e Aderbal, era o de que finalmente alguém havia encontrado o elixir da Juventude Eterna, e era preciso sair pelo mundo abraçando e contando a todos que ser feliz é possível em qualquer lugar, a qualquer tempo, de qualquer maneira. A partir daquele filme, Ser Jovem passou a ser uma disposição do espírito, um adestramento da vontade, uma determinação involuntária, intraduzível e necessária. 

Deixamos o cinema como a nos perguntar: aquilo era só um filme ? O filme era a história de uma peça ? Onde acaba o cinema e recomeça a vida ? O que é mesmo Vida e o que é Cinema ? Onde estão os limites que separam a noção do cinema e a emoção da vida ? Quem sabe quando começa a ficção e onde impera a verdade ?  

Entre aqueles atores e nós, o público, havia uma tela, mas entre os atores e cada um de nós que formava aquela seleta platéia, naquela noite de emoção contagiante, não havia elisão, nem diferença, nem contradita: entre os atores de Juventude e a platéia de Gramado reinava gloriosa a empatia da generosidade e a cumplicidade do afeto; uma sutil, intensa e desafiadora vontade de prosseguir apostando no bem, no bom e no belo como fontes essenciais da alquimia de saber viver.                              

Festival de Gramado Começa HOJE

Foi há quatro anos que, em busca de renovação, o Festival de Gramado mudou sua curadoria, passando por uma repaginação. O crítico José Carlos Avellar e o cineasta Sérgio Sanz começaram pelo que talvez parecesse mais simples e até lógico – já que a crise do festival se devia à primazia do glamour do tapete vermelho sobre a qualidade dos filmes e dos debates, eles fizeram uma opção pelo cinema de autor – não tão radical, é verdade, quanto a empreendida por outro curador, Eduardo Valente, no Festival de Tiradentes. Mas Gramado mudou e, agora, na sua 38.ª edição, a quarta com curadoria de Avellar e Sanz, o festival atinge uma rara proposta de equilíbrio.

Divulgação

KIKITO, o troféu do Festival de Gramado

É uma das marcas deste ano – a outra é que Gramado aumenta seu número de dias e, dos tradicionais seis, passa agora a nove. Ou seja, de sexta, 6, a sábado, 14. O filme de abertura, fora de concurso, será Bróder, de Jefferson De. O aumento do número de dias representa custos, operacionalidade, mas Avellar e Sanz acreditam que Gramado, a exemplo dos maiores festivais do mundo, precisa dar ao público e à crítica tempo para absorver e debater as mudanças que estão sendo propostas. Isto foi intencional, a seleção, uma decorrência. “Não foi um conceito, alguma coisa que tivéssemos buscado, mas consequência das próprias obras que se inscreveram para a competição nacional. Percebemos que havia, meio a meio, filmes de diretores estreantes e veteranos. Resolvemos montar uma seleção quatro a quatro – quatro filmes de diretores novos e quatro de diretores conhecidos”, explica Avellar, por telefone.

“Nos pareceu uma maneira interessante de discutir estilos e métodos de produções. A diversidade, afinal, continua dando o tom da produção brasileira. Existe um cinema que se pretende mais comercial. Não somos contra, mas nosso recorte privilegia o cinema de autor”, ele acrescenta. O mesmo procedimento foi adotado para a mostra competição internacional. “Buscamos países latinos que produzam menos, ou não têm propriamente uma tradição, mas que trazem propostas artísticas ou de métodos de realização que possam ser debatidas com seus colegas brasileiros, visando a uma integração.”

Bróder, filme premiado de Jefferson D, abre 38a edição do Festival de Gramado

No formato proposto por Avellar e Sanz, o festival não é – não quer ser – um campeonato de filmes. Sem dúvida que eles buscam a qualidade, mas, independentemente de serem os melhores filmes, os filmes das duas seleções – a brasileira e a latina – dialogam entre si e é o mais importante. Vejam as duas listas. A brasileira contempla os novos – Eduardo Vaisman, Flávia Castro, etc. — e os veteranos – Jorge Durán, Sylvio Back. O filme de encerramento foi buscado pela dupla de curadores e eles explicam por quê. “Um filme de Cao Guimarães nos interessaria, a priori, mas Ex-Isto nos interessou ainda mais por ser sobre um poeta como Paulo Leminski. Nos pareceu um diálogo íntimo e forte com uma de nossas homenageadas, Ana Carolina. A obra dele se constrói por meio de imagens visuais e verbais muito fortes. Os títulos dos filmes de Ana, Mar de Rosas, Das Tripas Coração, etc., já anunciam alguma coisa que será expressa ou retomada pela realização. E o último filme que fez foi sobre um poeta, Gregório de Mattos.”

Ana Carolina recebe o Troféu Eduardo Abelim, que leva o nome do pioneiro do cinema gaúcho e brasileiro. Paulo César Pereio é o homenageado do Troféu Oscarito e uma terceira homenagem será prestada ao presidente da Cinemateca Uruguaia, Manuel Martinez Carril (leia sobre cada um deles nesta página). O princípio do equilíbrio – cinematografias conhecidas e outras nem tanto – também prevalece entre os latinos. Os filmes que concorrerão ao Kikito vêm de tradicionais competidores – e vencedores – como Uruguai e Argentina, mas também de países como a Nicarágua, de produção mais sazonal. Ambas as seleções contemplam obras nas bordas da ficção e do documentário, uma tendência que tem sido reiterada por Gramado, nos últimos anos.

* Texto de Luiz Carlos Merten

Longas Nacionais

180° – Eduardo Vaisman (Rio de Janeiro)

Diário de uma Busca – Flavia Castro (Rio)

Enquanto a Noite Não Chega – Beto Souza (Porto Alegre)

Não Se Pode Viver Sem Amor – Jorge Durán (Rio)

O Último Romance de Balzac – Geraldo Sarno (Rio)

Ponto Org – Patricia Moran (São Paulo)

O Contestado – Restos Mortais – Sylvio Back (Rio)

 Longas Estrangeiros

El Vuelco del Cangrejo – Oscar Ruiz Navia (Colômbia/França)

Historia de un Dia – Rosana Matecki (Venezuela)

La Vieja de Atras – Pablo Jose Meza (Argentina/Brasil)

La Yuma – Florence Jaugey (Nicarágua)

Mi Vida con Carlos – German Berger (Chile/Espanha/ Alemanha)

Ojos Bien Abiertos – Un Viaje por la Sudámerica de Hoy – Gonzalo Arijon

Saiba mais: www.festivaldegramado.net

Longas e Homenageados do Festival de Gramado

Chegamos ao 38º Festival de Cinema de Gramado. O maior evento cinematográfico da América Latina ganha, nesta edição, dois dias a mais, iniciando sexta–feira, 6 de agosto, e encerrando sábado, 14 de agosto. 

Leandra Leal e Daniel de Oliveira: vencedores como Melhor Atriz e Ator na edição 2008…

    Serão nove dias de debates, encontros, mostras competitivas e paralelas, quando o tema central será o cinema nacional e latino-americano e onde serão apresentadas as mais recentes produções da Sétima Arte em nosso continente.

    Durante estes dias, passarão pela serra gaúcha centenas de atores, atrizes, produtores, diretores, cineastas e jornalistas. O público vai poder ver o tradicional desfile de estrelas ao longo do mais famoso tapete vermelho do país.

    Para esta edição, teremos 12 filmes na mostra gaúcha, 16 curtas nacionais, 8 longas nacionais e 7 longas estrangeiros.  Hoje apresentaremos somente sete nacionais e seis estrangeiros, os outros dois devem ser anunciados até o final desta semana.

Anunciados os candidatos a ganhar o cobiçado KIKITO
   

Pelo quarto ano consecutivo, o Festival de Cinema de Gramado, selecionou o Júri Popular em parceria com os principais jornais de nove estados brasileiros. Cada um deles realizou uma promoção para escolher uma pessoa para vir a Gramado ser jurado dos filmes das mostras competitivas de curtas nacionais e longas nacionais e estrangeiros.  Nesta edição serão 13 jurados vindos do RS, SC,PR, SP, RJ, MG, BA, PE, RN.

OS HOMENAGEADOS

Troféu Oscarito

Paulo Cesar Pereio

Troféu Eduardo Abelin

Ana Carolina Soares
 

Filmes selecionados para as mostras competitivas

Longas Nacionais

1 – 180º – Direção Eduardo Vaisman (Rio de Janeiro)
2 – Diário de uma Busca – Direção Flavia Castro (Rio de Janeiro)
3 – Enquanto a Noite Não Chega – Direção Beto Souza (Porto Alegre)
4 – Não Se Pode Viver Sem Amor – Direção Jorge Durán (Rio de Janeiro)
5 – O Último Romance de Balzac – Direção Geraldo Sarno (Rio de Janeiro)
6 – Ponto Org – Direção Patricia Moran (São Paulo)
7 – O Contestado – Restos Mortais – Direção Sylvio Back (Rio de Janeiro)

Longas Estrangeiros

1 – El Vuelco Del Cangrejo  – Direção Oscar Ruiz Navia (Colômbia/frança)
2 – Historia De Un Dia – Direção Rosana Matecki (Venezuela)
3 – La Vieja De Atras – Direção Pablo Jose Meza (Argentina/Brasil)
4 – La Yuma – Direção Florence Jaugey (Nicarágua)
5 – Mi Vida Con Carlos – Direção German Berger (Chile/Espanha/Alemanha)
6 – Ojos Bien Abiertos: Un Viaje por la Sudámerica de Hoy – Direção Gonzalo Arijon

Curtas Nacionais

1 – Amigos Bizarros do Ricardinho – Direção Augusto Canani (Porto Alegre)
2 – A Minha Alma É Irmã de Deus – Direção Luci Alcântara (Recife)
3 – Babás – Direção Consuelo Lins (Rio De Janeiro)
4 – Carreto – Direção Cláudio Marques E Marília Hughes (Salvador)
5 – Em Trânsito- Direção Cavi Borges (Rio de Janeiro)
6 – Eu Não Quero Voltar Sozinho- Direção Daniel Ribeiro (São Paulo)
7 – Haruo Ohara- Direção Rodrigo Grota (São Paulo)
8 – Mar Exílio – Direção Eduardo Morotó (Rio de Janeiro)
9 – Naiá e a Lua – Direção Leandro Tadashi (São Paulo)
10 – Ninjas – Direção Dennison Ramalho (São Paulo)
11 – Os Anjos do Meio da Praça – Direção Alê Camargo & Camila Carrossine (São Paulo)
12 – Pimenta- Direção Eduardo Mattos (São Paulo)
13 – Pinball- Direção Ruy Veridiano (São Paulo)
14 – Ratão- Direção Santiago Dellape (Brasília)
15 – Um Animal Menor – Direção Pedro Harres e Marcos Contreras (Porto Alegre)
16 – Vento – Direção Marcio Salem (São Paulo)

Mostra Gaúcha                                

1 – Amigos Bizarros de Ricardinho –  Direção Augusto Canani
2 – Depois da Pele – Direção Márcio Reolon e Samuel Telles
3 – Eu e o Cara da Piscina – Direção William Mayer
4 – Limbo – Direção Fernando Mantelli
5 – Maldita – Direção Claudia Dreyer
6 – Os Nomes do Carimbo –  Direção Roberto Burd
7 – Peixe Vermelho – Direção Andreia Vigo
8 – Quando o Tempo da Reflexão Acabar – Direção Vinicius Guerra
9 – Um Animal Menor – Direção Pedro Harres e Marcos Contreras
10 – Uma Visita à Holliweger – Direção Pedro Foss
11 – Uttara – Direção Ivo Schergl Jr.
12 – Volto Logo – Direção Eduardo Wannmachers

* As informações são da Assessoria de Imprensa do Festival, a cargo de Ana Mota.