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Jeri também teve futebol e Afonsinho…

 

Encontro inusitado no festival de cinema de Jeri: realizadores encontram ex-craque Afonsinho, que jogou pelo querido BOTAFOGO de Vinicius, João Moreira Salles e Garrincha…

Sobre AFONSINHO, publicamos este contundente texto de Plínio Sgarbi:

Como o Navegante Negro do Aldir Blanc, aquele que tinha por monumento as pedras pisadas do cais, Afonsinho não colheu todas as glórias que um craque como ele poderia colher. Mas obteve uma glória que poucos jogadores obtiveram na carreira: o respeito como cidadão e líder. Em meio a tantos jogadores que se calaram, Afonsinho teve a coragem de lutar, ainda mais… naquela época.

Se o futebol teve um herói de esquerda, esse cara foi o Afonsinho. Personagem carismático, destemido, engajado, por vezes quase quixotesco, o rebelde meia do Botafogo ocupou um lugar muito especial no imaginário coletivo do Brasil dos anos 70, um país ansioso por transformações sociais e em busca da tão sonhada abertura política. Ele foi o primeiro líder profissional das estrelas dos gramados a lutar pelo seus direitos, uma luta pela qual pagou um preço caro, mas que, como ele mesmo não se cansa da dizer, valeu a pena.

 
Afonsinho dentro de campo era um gênio, no toque de bola e no drible, fora dela o gênio foi cassado, por suas escolhas não serem do agrado dos generais e dos cartolas de então.
Infelizmente o meio campista nunca foi convocado para a seleção Brasileira, o que se justifica pelo fato de suas posturas serem de confronto ao regime militar e a estrutura do futebol nas décadas de 70 e 80 do século XX.


Afonso Celso Garcia Reis, jogador, médico, musicista, boêmio, viveu até sua adolescência em Jaú, cidade do interior de São Paulo. No início da década de 60 ingressou nas divisões de base do XV de Jaú e em seguida, foi jogar no Botafogo Carioca.

 

Recordação feliz do festival de Jeri: realizadores confraternizam com ex-craque alvinegro. Na foto, emoldurando AFONSINHO, Carlos Segundo, Valério Fonseca, Aurora Miranda Leão,  Zeca Ferreira, Síria Mapuranga e Lucas Harry Sá…

Ecos do Festival de Cinema de JERI

 

A tenda onde os filmes eram exibidos, na rua principal da bucólica Jericoacoara…

Na foto abaixo, realizadores saúdam o querido músico Mica Farina como agradecendo pelo aprendizado em dias de agradável convivência com o Mestre dos Magos – o homem que anteviu o Caminho de Santiago para Paulo Coelho e que, não por acaso, conseguia estar em diversos lugares ao mesmo tempo e aparecia e desaparecia como num passe de mágica… Coisas de MESTRE !

SALVE, HERMANOS !

A inspirada foto é do amigo pernambucano LEO TABOSA, realizador premiado que assina pela direção do Doc RETRATOS (ao lado de Rafael Negrão)…

A foto foi feita da varanda da minha suíte na pousada Maxitália, durante os dias do primeiro Festival de Jericoacoara – Cinema Digital.

Nossa torcida tá valendo, como mostra o fabuloso time comandado por Maradona

A Festa do Cinema em JERI

 
 
De quarta a domingo, 9 a 13 de junho, foram dias ensolarados na paradisíaca Jericoacoara… Cenário de rara beleza, propício para aliar Cinema, Ecologia, relações humanas, beleza e música de qualidade, Jeri caiu no gosto de cineastas de todo o país…
 
Mica Farina, o bam-bam-bam das trilhas, recebe merecido troféu pelo filme O Bailarino e o Bonde, de Rogério Nunes, no qual a trilha é o sinal verde… Público aplaudiu o “Mestre” de pé…
 
Zeca Ferreira, diretor do belo Áurea, vence na categoria MELHOR FILME e recebe aplausos de aprovação. Filme tem fotografia pra lá de boa do premiado Pedro Urano…
 
Atriz SABRINA GREVE, gracinha de amiga, tem estréia premiada com curta-metragem 3.33, roteiro e direção dela …
  
  
Filipe Wenceslau, paraibano de Salvador, leva prêmio (das mãos de Edna Letícia) pelo ótimo 300 Dias
 
Leo Tabosa, de Recife, ganha Melhor Documentário com Retratos, que ele assina com Rafael Negrão
  
  
Vencedores posam pra foto em clima de alegria…
  
Cineasta Carlos Segundo, de Uberlândia, criador de “Cheirosa”, concede entrevista no cenário das exibições do Festival de JERI

Jornalista Aurora Miranda Leão sela amizade com colega botafoguense, premiado cineasta carioca Valério Fonseca
 

Lucas Sá (nosso Harry Potter), cineasta que desponta em São Luís, e Síria Mapurunga, única jornalista destacada para a cobertura oficial do festival de Jericoacoara