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É Tudo Verdade: Ainda dá tempo !

Até dia 17 podem ser feitas inscrições de documentários brasileiros para participar do É Tudo Verdade 2013 – 18º Festival Internacional de Documentários. As inscrições são gratuitas.

Fundado e dirigido pelo crítico de cinema Amir Labaki, o mais importante evento dedicado à produção não-ficcional na América do Sul, será realizado entre 4 e 14 de abril, simultaneamente, em São Paulo e no Rio de Janeiro. O circuito de itinerâncias será posteriormente divulgado.

É exigido ineditismo absoluto no país para os longas e médias-metragens documentais candidatos a disputar a mostra competitiva nacional, cujo prêmio, no valor de R$ 110 mil, é a maior premiação para documentários brasileiros, independentemente de compromissos com distribuição em salas ou veiculação televisiva.

Não há exigência de ineditismo para a competição de curtas brasileiros, mas a seleção dará preferência a produções inéditas. O mesmo critério vale para a seleção de títulos nacionais para as mostras informativas do festival (O Estado das Coisas, Foco Latino-Americano). Regulamento e ficha de inscrição no site www.etudoverdade.com.br.

Tropicália chega aos cinemas em setembro

O filme Tropicália, que abriu o festival É Tudo Verdade deste ano, em São Paulo, chega às telas dos cinemas no próximo dia 14 de setembro e acaba de ganhar o trailer oficial.

Um dos maiores movimentos artísticos do Brasil ganha vida no documentário. Numa época em que a liberdade de expressão perdia força,  Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Sérgio Dias, Arnaldo Baptista, Rita Lee, e Tom Zé, entre outros, misturaram desde velhas tradições populares a muitas das novidades artísticas ocorridas pelo mundo e assim criaram o Tropicalismo, mexendo com vários conceitos e estruturas da vida social, e influenciando  várias gerações.

Com depoimentos reveladores, raras imagens de arquivo e embalado por algumas das mais festejadas canções do período, Tropicália apresenta panorama diversificado de um dos mais lendários movimentos culturais do Brasil.

Onda tropicalista espalhou-se e inspirou look AURORA DE CINEMA

Dirigido por Marcelo Machado (Ginga), Tropicália é uma produção da  BossaNovaFilms e tem como coprodutores a Mojo Pictures (EUA), a Record Entretenimento, a VH1 no Brasil, a DLA, além da associação da Americas Film Conservacy, da inglesa Revolution Films e do coprodutor executivo Fernando Meirelles (360). A distribuição é da Imagem Filmes.

Marcelo Machado iniciou sua carreira em 1981 quando lançou a Olhar Eletrônico Vídeo, produtora pioneira na produção independente. Ali codirigiu “Marly Normal” com Fernando Meirelles; e dentre vários trabalhos, em 2004, codirigiu o documentário de longa-metragem “Ginga – a alma do futebol brasileiro”; em 2007, dirigiu o documentário “Oscar Niemeyer – O Arquiteto da Invenção”; e desde 2007 Marcelo vinha se dedicando à pesquisa e levantamento das condições para a produção do longa Tropicália, realizado em 2010-11.

Rogério SGANZERLA para melhor celebrar Olhar de Cinema

DOC sobre genial cineasta abre Festival OLHAR DE CINEMA, terça, em Curitiba 

Com a exibição do filme Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz, será aberto na noite desta terça o OLHAR DE CINEMA – Festival Internacional de Curitiba, que vai mobilizar a capital paranaense de até 4 de junho. 

Dirigido por Joel Pizzini, Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz venceu a 17ª. edição do Festival É Tudo Verdade na categoria de Melhor Documentário Brasileiro. O filme recria o ideário do cineasta catarinense Rogério Sganzerla através de uma linguagem experimental , a qual (segundo Pizzini), “homenageia ainda elementos relacionados a Orson Welles e à Antropofagia”. 

Criador do revolucionário O Bandido da Luz Vermelha, obra de Rogério Sganzerla ainda precisa ser devidamente conhecida…

Unindo preciosas imagens de arquivo a uma narrativa ensaísta, Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz não apenas homenageia a obra do famoso cineasta, como também contribui para um importante mapeamento histórico do audiovisual brasileiro. A exibição do filme será dia 29, às 19h, no Teatro Guairinha, com entrada franca. 

Ao lado da companheira de toda a vida – atriz e cineasta Helena Ignez -, Rogério Sganzerla é um dos nomes mais relevantes do Cinema Brasileiro

SERVIÇO:

Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

 

De 29 de maio a 4 de junho

Realização: Grafo Audiovisual, Ministério da Cultura, Governo Federal.

Patrocínio: Volvo, Copel, Schweppes. 

Apoio: Estúdio Tijucas, Conta Cultura, Governo do Estado do Paraná, Shopping Crystal

Apoio Cultural: SESI-PR, SESC-PR, SESC Paço da Liberdade.

Promoção: RPCTV, Gazeta do Povo. 

Locais: 

·         Espaço Itaú de Cinema – Shopping Crystal – Exibição da seleção oficial de filmes. Rua Comendador Araújo, 731 – Batel.

 ·         Cinemateca de Curitiba – Exibição da seleção oficial de filmes. Rua Carlos Cavalcanti, 1174 – São Francisco. 

·         Museu Oscar Niemeyer – Mostra paralela Multiolhares. Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico.

·         Sesc Paço da Liberdade – Seminário e Debates com os Realizadores.Praça Generoso Marques – Centro.

·         Sesc da Esquina – Realização das Oficinas. Rua Visconde do Rio Branco, 969.

·         Teatro Guairinha – Cerimônias de Abertura e Encerramento. Rua XV de Novembro s/n.

·         SESI  (várias unidades nos bairros) – Mostra Olhar Itinerante. 

Saiba maiswww.olhardecinema.com.br

 

Os vencedores do É Tudo Verdade, por Carlos Alberto Mattos

A força dos personagens

Meirelles, Cuíca, Sganzerla

Apesar do espaço cada vez maior que os festivais de cinema brasileiros vão abrindo para os documentários, o É Tudo Verdade continua a ser a menina dos olhos da turma do real. É ali onde se forma um certo senso de comunidade, e o foco se concentra nas questões dessa modalidade de cinema. O festival virou um motivo a mais para novos documentaristas se aventurarem a bordo de suas câmeras.

No último dia 31, foram conhecidos os premiados da 17ª edição, encerrada no Rio e em São Paulo, seguindo dia 10 para Brasília e em maio para Belo Horizonte. O vencedor da competição brasileira de longas-metragens leva um prêmio no valor de 110 mil reais – mais um motivo de interesse para quem lida com os orçamentos miúdos da chamada não-ficção.

O que salta aos olhos desse conjunto de sete trabalhos selecionados pelo festival é, mais que tudo, a força dos personagens centrais. À exceção de Tokiori – Dobras do Tempo, de Paulo Pastorelo, que trata de uma rede de imigrantes japoneses numa área rural de São Paulo, os demais são dominados por personalidades fortes. Quatro delas dão título aos respectivos filmes, mostrando como a personalização é dado recorrente na pauta dos documentaristas brasileiros. De todos, Mr. Sganzerla, de Joel Pizzini, e Os Irmãos Roberto, de Ivana Mendes e Tiago Arakilian, antípodas em matéria de estilo, são os que mais se colam à forma de expressão dos seus personagens.

Pizzini cria uma espiral barroca de referências para apresentar o cineasta Rogério Sganzerla através de quatro grandes admirações: Orson Welles, Oswald de Andrade, Noel Rosa e Jimmi Hendrix. Pelo uso abundante de falas de Sganzerla, numa edição veloz, o filme reproduz a sua verve de enfant terrible, as alusões obsessivas e o estilo indisciplinado que o fizeram, assim como Glauber Rocha, quase tão importante pelo que disse e escreveu como pelo que filmou. A impressão de excesso é parte da proposta um tanto avassaladora de ser fiel ao personagem.

No extremo oposto da escala de irreverência, Os Irmãos Roberto enfoca, com imagens e depoimentos bem organizados, o trabalho dos arquitetos modernistas Marcelo, Milton e Maurício Roberto, responsáveis pelo célebre escritório MMM Roberto. O filme os apresenta através de falas e imagens bem compostas, editadas de maneira a sugerir linhas de continuidade e harmonia de formas condizentes com a obra que enfoca. Embora nada se fale da vida pessoal dos Roberto, são eles, como personagens, que norteiam um debate mais amplo sobre os destinos arquitetônicos do Rio de Janeiro.

Uma figura como Dino Cazzola, o produtor cinematográfico italiano que registrou a criação e consolidação de Brasília durante três décadas, tem sua vida privada referida rapidamente em Dino Cazzola – Uma Filmografia de Brasília. No filme, Andrea Prates e Cleisson Vidal trazem uma seleção de imagens daquele acervo praticamente desconhecido. A intenção é contar a história da capital por um viés crítico, ainda que se utilizando de filmagens quase sempre “chapa branca” em sua origem. Mas os poucos dados biográficos de Cazzola despertam a curiosidade do espectador. Com sua cidade destruída, ele teria ajudado os pracinhas brasileiros na Itália e vindo com eles para o Brasil ao fim da II Guerra.

Paralelo 10, de Sílvio Da-Rin, e Coração do Brasil, de Daniel Santiago, são filmes de expedição que se inscrevem numa das primeiras tradições do documentário brasileiro. Mesmo assim, são os personagens principais que controlam o timão dos docs. Paralelo 10 viaja com o sertanista José Carlos Meirelles por um rio do Acre, nas proximidades da área dos índios isolados. Meirelles é um dos fundadores da nova mentalidade indigenista que visa respeitar o direito do índio ao não contato. Já em Coração do Brasil, são três homens de idade avançada que se dispõem a refazer a viagem que empreenderam 30 anos antes ao centro geográfico do Brasil, em terras indígenas do Mato Grosso. Aqui também, é a personalidade dos viajantes que acaba se sobrepondo às peripécias do trajeto.

Nenhum, porém, é mais pitoresco do que o personagem-título de Cuíca de Santo Amaro. O poeta de cordel que fez a crônica social e política de Salvador nos anos 40 a 60 era um Malasartes nativo, um “canalha modesto” no dizer aproximado de Millôr Fernandes. Sua trajetória entre escândalos, propinas e a picardia dos versos é contada com gosto no filme de Joel de Almeida e Josias Pires. Há poucas imagens de Cuíca, mas seu perfil está na tela pelas vias de um bom relato.

Acesse: http://carmattos.wordpress.com/ https://twitter.com/carmattos.

Pizzini revela SGANZERLA e vence É Tudo Verdade…

Recebemos com alegria a notícia de que o filme Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz venceu o festival É Tudo Verdade.

Este Sganzerla, ao qual o também cineasta e professor Joel Pizzini, nos aproxima, é o lendário Rogério Sganzerla, criador de O Bandido da luz vermelha, um dos mais festejados filmes brasileiros de todos os tempos.

Esperamos conhecer o filme de Joel muito em breve.

Enquanto isso não acontece, deixo com você, leitor amigo, o abalizado comentário do jornalista Luiz Zanin Oricchio, publicado no blog dele do Estadão…

Galáxia Sganzerla, ainda inexplorada

Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz , de Joel Pizzini, é um filme-colagem, ou filme-ensaio sobre este que foi um dos mais importantes realizadores brasileiros.

Rogério Sganzerla, cuja trajetória, durante muito tempo, parecia resumir-se à sua obra-prima, O Bandido da Luz Vermelha, ressurge aqui em toda a sua paradoxal integridade. Paradoxal, porque, no caso de Rogério, teríamos de falar de uma integridade estilhaçada, o que pode parecer uma contradição em termos, mas talvez seja a única forma de se aproximar desse artista genial.

De maneira acertada, Pizzini não tenta uma abordagem linear da trajetória de Sganzerla, mas trabalha sobre núcleos de concentrações dos interesses do cineasta. Tampouco convoca palavra de especialistas sobre a obra do autor ou especula sobre a psicologia do personagem. Trabalha com trechos de filmes do próprio Sganzerla, e também as inúmeras entrevistas que este concedeu ao longo da sua vida. Mr. Sganzerla é um filme de montagem e, em sua feitura, incorpora as ideias do personagem sobre o processo de edição. Poderíamos portanto dizer que não se trata de um filme sobre Sganzerla, mas um filme com Sganzerla.

Das aproximações pelos núcleos de interesse, destaca-se, em primeiro lugar, o fascínio por Orson Welles. Objeto de vários filmes de Sganzerla – inclusive do último, seu testamento, O Signo do Caos, a malfadada, porém muito simbólica passagem de Welles pelo Brasil em 1942 assombra, por assim dizer, toda a obra de Rogério Sganzerla.

Como se sabe, Welles veio ao Brasil em 1942, durante a 2.ª Guerra, como parte da “política da boa vizinhança” do governo americano. Sua missão: filmar o carnaval brasileiro. Só que Welles via muito mais do que isso. Interessou-se pelas favelas e pelo samba, e teve em Grande Otelo e Herivelto Martins seus cicerones na noite carioca. Interessou-se também pela expedição dos jangadeiros cearenses que navegaram de Fortaleza ao Rio para reivindicar direitos trabalhistas a Vargas. Welles quis refazer a chegada dos jangadeiros à Baía de Guanabara e um deles, Jacaré, afogou-se, em acidente pouco esclarecido. Welles jamais se recuperou desse golpe e o filme, chamado It’s All True (É Tudo Verdade), foi interrompido.

Esse episódio marca toda a vida de Orson Welles e o “filme brasileiro”, como ele se referia a It’s All True, restou como trauma, como ele diz em seu depoimento a Peter Bogdanovich. Sganzerla incorpora esse trauma do mestre e o retoma como reflexão sobre a realidade brasileira. Passa a vida escavando esse acontecimento, com suas implicações simbólicas para a cultura brasileira. É o cerne de Mr. Sganzerla, como foi o núcleo duro da obra do próprio diretor.

Em torno dele se organizam outros planetas do imaginário de Sganzerla, como o tropicalismo, a paixão pela música nacional e Oswald de Andrade. Nossos telescópios críticos ainda investigam essa galáxia de modo muito distante.

Arte no CCBB: Cultura no cardápio

O Seleção Brasil em Cena, concurso nacional de dramaturgia, teve seu prazo de inscrições prorrogado até 16 de abril. 

Na quinta edição, o concurso objetiva incentivar a produção de literatura dramática nacional por meio do surgimento de novos dramaturgos. Segundo o regulamento disponível no site bb.com.br/cultura, poderão concorrer textos inéditos de brasileiros natos ou estrangeiros naturalizados.
 
Reconhecido pelo público e pela crítica, o projeto Seleção Brasil em Cena surgiu em 2006 e ao longo de sua existência abriu espaço para novos autores, colocou profissionais no mercado de trabalho, recebeu críticas positivas de diferentes jornais, teve um dos autores selecionados indicado ao prêmio Shell e consolidou-se como um dos mais importantes concursos de dramaturgia nacional da atualidade, reafirmando a posição do Banco do Brasil de apoio e democratização do acesso à cultura.
ESPOSIÇÃO
 
Tarsila do Amaral – Percurso Afetivo  14 de fevereiro a 29 de abril
 
Após mais de 40 anos sem ambientar uma mostra individual da grande artista do modernismo, a Cidade Maravilhosa recebe 82 obras, entre pinturas, desenhos, objetos e gravuras (a única série que é reconhecida como sendo da artista). O conceito curatorial teve inspiração no diário da artista e reuniu o maior número possível de obras para um percurso emocional, afetivo e único.
 
Anticorpos – Fernando & Humberto Campana 1989-2009 – até  6 de maio
 
Retrospectiva que exalta a alegria, o improvável, a ousadia, o improviso e demais singularidades da vida brasileira por meio das peças icônicas desses dois irmãos reconhecidos no Brasil e no mundo. Dividida em núcleos, a mostra reúne filmes, fotos, objetos e as duas cadeiras (Negativo e Positivo, 1989) que marcaram o início da carreira dos artistas.
 
Sala A Contemporânea José Rufino – Divortium Aquarum, 2012 – até 10 de abril
 
Norteado pela apropriação e transmutação de memórias locais, socioculturais e políticas, o site specific do artista paraibano recupera memórias relacionadas ao universo dos rios e do mar.
 
CINEMA
 
11a.   Mostra do Filme Livre (MFL) – até 22 de março
 
Painel da produção independente nacional, com mais de 200 filmes em exibição, entre curtas, médias e longas, em todos os formatos.  Em sua 11ª edição, a MFL homenageia o cineasta Edgard Navarro, promove debates, sessões comentadas e uma oficina de vídeo em cabine montada no foyer.
 
É Tudo Verdade – 23 de março a 01 de abril
 
Reconhecido como principal festival dedicado à cultura do documentário na América Latina, o festival começa dia 25. O Cinema I exibe parte destacada da programação, recebendo algumas de suas principais mostras. 
 
TEATRO
 
Chagall – até 18 de março
 
A peça conta a trajetória do menino que, ao ver uma criança na escola  desenhando a forma humana, decide tornar-se pintor. As cenas passeiam pelo olhar encantado do artista desde a infância e adolescência até sua consagração como Marc Chagall, nos anos 20 do século XX. Direção: João Batista. Encenação: Cia Dramaticidade Comédia.
Sábado e domingo – 16h
 
 
JT – Um conto de fadas punk – 16 de março a 27 de maio
 
Peça inédita sobre “celebridades-relâmpago”, baseada na história real de um adolescente que se consagrou como grande fenômeno da literatura mundial, revelando-se depois uma farsa.  Texto: Luciana Pessanha. Direção Geral: Paulo José.  Direção: Suzana Ribeiro. Elenco:  Natália Lage, Débora Duboc, Nina Morena, Hossen Minussi e Roberto Souza. Idade Recomendada: 16 anos.
Quarta a domingo – 19h
Vestido de Noiva – 24 de março a 6 de maio
 
Marco na dramaturgia nacional, o texto de Nelson Rodrigues ganha versão inédita na direção de Caco Coelho e direção artística de Daniela Thomas. No ano do centenário de um dos maiores dramaturgos brasileiros, a montagem ocorre num cenário especialmente desenvolvido para dar vida aos três planos – realidade, alucinação e memória. Durante o dia, o cenário se transformará em exposição interativa, com tablets que mostrarão a obra do autor. Texto: Nelson Rodrigues. Elenco: Vivianne Pasmanter, Renata de Lelis, Vanessa Garcia, Charles Asevedo, Bruno Fernandes, Felipe Di Paula, Flávia Pucci, Sandra Alencar, Renato Linhares, Luciana Belchior. Idade Recomendada: 18 anos.
Quarta a domingo – 21h
 
Idéias
 
A Ópera na Literatura: Uma Inútil Precaução 13 de março – 18h30
Debates sobre óperas compostas a partir de uma obra literária e as questões que envolvem sua transposição para a dramaturgia operística.  Curadoria: Cirlei de Hollanda.
13/03 – Elektra (Richard Strauss & Hofmannsthal) – Participantes: Ivo Barbieri (ensaísta), Osvaldo Ferreira (maestro) e André Paes Leme (diretor teatral).
 
Música
 
Eternos Modernos – Até 29 de maio
Série musical que apresenta a busca pela modernidade em diferentes momentos da música de concerto no Brasil. Terças-feiras – 12h30 e 19h
13/03 – Modernidade e ruptura – Quarteto Radamés Gnatalli (participação especial de Paulo Sérgio Santos)
 
Anjos Tortos – de 15 a 25 de março
Série musical que traz à cena parte do repertório de Itamar Assumpção, Wilson Simonal, Wally Salomão e Torquato Neto. Geniais e geniosos na mesma medida, esses artistas se importavam menos com o sucesso comercial do que com viver e criar intensamente.
15 e 16 de março – Isca de Polícia homenageia Itamar Assunção. Convidado especial: Arrigo Barnabé
17 e 18 de março – Max de Castro homenageia Simonal
22 e 23 de março – Jards Macalé homenageia Wally Salomão
24 e 25 de março – Chico César homenageia Torquato Neto
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66
Centro – Rio de Janeiro – RJ
CEP 20010-000
www.bb.com.br/cultura
twitter.com/ccbb_rj
facebook.com/ccbb.rj
Aberto ao público de terça a domingo, das 09h às 21h

Março de Teatro e É Tudo Verdade no CCBB carioca…

 

Paulo José, JT Leroy, Natália Lage, Caco Coelho, Daniela Thomas, Nelson Rodrigues, e Viviane Pasmanter
 
O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro apresenta este mês 3 novos espetáculos de teatro
 
Baseado em episódio real, com direção de Susana Ribeiro e Paulo José, JT – Um Conto de Fadas Punk traz a atriz Natália Lage no papel de JT Leroy, jovem escritor consagrado como grande fenômeno da literatura mundial, admirado por personalidades como Madonna, Bono Vox, Winona Rider e que, na verdade, nunca existiu.
 
Natália Lage volta aos palcos dirigida por Paulo José…
 
Um marco na dramaturgia nacional, o espetáculo Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, ganha versão inédita com direção de Caco Coelho e direção artística de Daniela Thomas. No ano do centenário de um dos maiores dramaturgos brasileiros, a montagem ocorre em cenário especialmente desenvolvido para dar vida aos três planos – realidade, alucinação e memória. Ocupando a rotunda do CCBB Rio, durante o dia, o cenário se transformará em exposição interativa, com tablets que mostrarão a obra do autor. O elenco traz Vivianne Pasmanter, Renata de Lelis, Vanessa Garcia, Charles Asevedo, Bruno Fernandes, Felipe Di Paula, Flávia Pucci, Sandra Alencar, Renato Linhares e Luciana Belchior.
 
Tudo Que não Invento É Falso é o espetáculo de dança infantojuvenil inspirado na obra Memórias Inventadas, do poeta matogrossense Manoel de Barros.
 
Presente no CCBB Rio desde sua primeira edição, o Festival É Tudo Verdade completa 17 anos reconhecido como principal evento dedicado à cultura do documentário na América Latina. O Cinema I exibe parte da destacada da programação, recebendo algumas de suas principais mostras.
 
 
 
Sala A Contemporânea abre a série 2012/2013 com a exposição individual inédita: José Rufino – Divortium Aquarum, 2012. Norteado pela apropriação e transmutação de memórias locais, socioculturais e políticas, o site specific do artista paraibano recupera memórias relacionadas ao universo dos rios e do mar.
 
A Galeria de Valores, espaço interativo que conta a história da moeda no Brasil e no mundo apresenta nova mostra na sua última sala: Art Decó/Art Noveau, reunindo um conjunto de jóias de um período mítico da história recente, marcado pelo luxo.
 
Anjos Tortos é a série musical que traz à cena parte do repertório de Itamar Assumpção, Wilson Simonal, Wally Salomão e Torquato Neto. Geniais e geniosos na mesma medida, esses artistas se importavam menos com o sucesso comercial do que com viver e criar intensamente. Entre os convidados estão: Isca de Polícia, Arrigo Barnabé, Max de Castro, Jards Macalé e Chico César.
 
As séries musicais permanecem no Teatro II com espetáculos temáticos: Gauchada Sul Gêneris traz Marcelo Delacroix e Band, Simplesmente Inédito tem como tema Linguagens, Eternos Modernos recebe Quarteto Radamés Gnatalli e participação especial de Paulo Sérgio Santos.
 
A edição de março de A Ópera na Literatura: Uma Inútil Precaução traz Ivo Barbieri (ensaísta), Osvaldo Ferreira (maestro) e André Paes Leme (diretor teatral) para falar de Elektra (Richard Strauss & Hofmannsthal).

É Tudo Verdade: prosseguem inscrições pro mais importante Festival de Docs…

Prosseguem até 17 de dezembro as inscrições para documentários brasileiros e internacionais para a décima-sétima edição do É Tudo Verdade 2012 – Festival Internacional de Documentários.

Fundado e dirigido pelo crítico Amir Labaki, o mais importante evento dedicado exclusivamente à produção não-ficcional na América do Sul, será realizado entre 23 e 31 de março, simultaneamente, em São Paulo e no Rio de Janeiro, com circuito de itinerâncias a divulgar.

É exigido ineditismo absoluto para os longas e médias-metragens documentais, candidatos a disputar a mostra competitiva nacional, cujo prêmio, no valor de R$ 110.000, é a maior premiação para documentários brasileiros, independentemente de compromissos com distribuição em salas ou veiculação televisiva.

Não há exigência de ineditismo para a competição de curtas-metragens brasileiros, mas a seleção dará preferência a produções inéditas. O mesmo critério vale para a seleção de títulos nacionais para as mostras informativas do festival (O Estado das Coisas, Foco Latino-Americano).

Amir Labaki, idealizou (junto com Carlos Alberto Mattos) e coordena o É Tudo Verdade, o mais importante painel de documentários do país…

O festival tem entrada gratuita em todas as sessões.

Regulamento e ficha de inscrição: www.etudoverdade.com.br.

Rio e Sampa Terão É Tudo Verdade

Entre 31 de março e 10 de abril, São Paulo e Rio sediarão 16ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários. A mostra, fundada e dirigida pelo crítico Amir Labaki, apresentará 92 documentários de 29 países, que participam da seleção oficial, além de 18 documentários brasileiros inéditos, de curta, média e longa-metragem.
 
A Mostra Competitiva Internacional de Longas e Médias-Metragens exibirá 12 documentários. A competição vai mostrar títulos premiados em Amsterdã, Berlim, Leipzig, Lisboa e Veneza. A programação completa, divulgada ontem, pode ser conferida em http://www.itsalltrue.com.br/2011/home.asp?lng

Além das mostras competitivas, compõem o festival uma série de retrospectivas e programas especiais. Na Retrospectiva Internacional, serão exibidos nove filmes da russa Marina Goldovskaya, em celebração ao seu 70º aniversário. Também acontece a pré-estreia internacional da mais recente obra da cineasta, O Gosto Amargo da Liberdade, um retrato intimista da combativa jornalista Anna Politkovskaya, assassinada em 2006.

Intitulada Poesia É Verdade, a Retrospectiva Brasileira vai apresentar quinze documentários, realizados entre 1948 e 2007, que examinam a produção nacional dedicada a celebrar a vida e a obra de grandes poetas brasileiros.

Novo de Flávio Frederico na Mostra de Sampa

BOCA DO LIXOum dos Destaques da 34ª MOSTRA INTERNACIONAL de CINEMA

 O longa-metragem estrelado por Daniel Oliveira que interpreta Hiroito de Moraes Joanides, um dos bandidos mais procurados na década de 60, fala da Boca do Lixo, região de prostituição no centro de São Paulo nos anos 50. 

Vencedor dos prêmios de Melhor Fotografia e Melhor Montagem no Festival do Rio 2010

 

SESSÃO NA MOSTRA INTERNACIONAL:

 

DIA 26 DE OUTUBRO, TERÇA-FEIRA, às 22h10, NO UNIBANCO ARTEPLEX

BOCA DO LIXO narra a história de Hiroito de Moraes Joanides, o rei da Boca do Lixo (Daniel de Oliveira). Adaptado da biografia escrita por ele próprio, este longa retrata a atmosfera de São Paulo dos anos 50 e 60. Apesar de existir uma grande dose de violência nas façanhas e histórias, muitas vezes elas parecem românticas perto das supersofisticadas organizações criminosas atuais. Tratava-se de uma marginalidade diferente da dos dias de hoje. Poucas armas de fogo circulavam e o tráfico de drogas começava a se estabelecer na região, que no futuro se transformaria na  conhecida Cracolândia.

No filme, aparecem detalhes sobre o quadrilátero que nasce em São Paulo, logo após o fechamento das zonas de prostituição nas ruas Itabocas e Aimorés, no bairro do Bom Retiro. A  Boca do Lixo era o principal ponto de encontro de boêmios, malandros, prostitutas e outros personagens que formavam o universo noturno da época.

“Não tivemos o objetivo de fazer uma adaptação fiel ao romance, muito pelo contrário; a partir de um determinado momento da pesquisa resolvemos nos libertar dos personagens originais e transformá-los em outros. Apenas o personagem de Hiroito manteve maiores semelhanças com o verdadeiro”, comenta o diretor.
O filme retrata o período de 1952 a 1963, desde a adolescência de Hiroito até sua prisão definitiva em 1963. Paralelamente, traça um retrato da história da Boca do Lixo, desde o fechamento da Zona Aberta até a criação da Boca nos Campos Elíseos com as mudanças nas formas de prostituição e o surgimento de bares, boites e retaurantes. Mostra a decadência pela qual a região passou quando é tomada pelo tráfico de drogas e a polícia fecha o cerco aos principais criminosos.

 

Ficha Técnica 

BOCA DO LIXO

Direção: Flavio Frederico

Brasil – 2010 – 100min – 16 anos

Gênero: Drama

Roteiro: Mariana Pamplona/Flavio Frederico

Elenco: Daniel de Oliveira, Hermila Guedes,Milhem Cortáz, Paulo César Pereio, Jeferson Brasil, Maxwell Nascimento, Camila Leccioli, Juliana Galdino, Claudio Jaborandi ,Leandra Leal

Produtores: Flavio Frederico / Pablo Torrecillas / Rodrigo Castellar

Diretora de Produção: Beatriz Polati

Diretor de Fotografia: Adrian Teijido

Diretor de Arte: Alberto Grimaldi

Sinopse: Adaptado da autobiografia de Hiroito de Moraes Joanides (Daniel de Oliveira), o filme retrata a atmosfera noturna da Boca do Lixo, região de prostituição no centro de São Paulo nos anos 50 e 60. Oriundo de uma família de classe media alta, Hiroito frequentava a Boca apenas como boêmio em busca de aventuras sexuais, até que uma tragédia pessoal provoca uma mudança em sua vida. Seu pai é violentamente assassinado e Hiroito é acusado pelo crime. Dois meses depois deste acontecimento, Hiroito compra dois revólveres e se muda para a Boca, tornando-se rapidamente um dos bandidos mais procurados pela polícia. 

Exibições na 34ª Mostra Internacional de São Paulo:

Dia 26/10 (terça-feira)

Local: Unibanco Arteplex – Shopping Frei Caneca

Sala 1

Horário: 22h10

Dia 30/10 (sábado)

Local: Cinemateca Brasileira

Sala BNDES

Horário: 14h30

Dia 31/10 (domingo)

Local: Multiplex Marabá

Sala 2

Horários: 20h30

Sobre o diretor 

Flavio Frederico é carioca. Estudou Arquitetura e Cinema na Universidade de São Paulo. Em 1998 co-produziu seu terceiro curta, “Todo Dia Todo” com a Superfilmes. O filme foi premiado em Bilbao, Barcelona, Montecatini, San Francisco, Odense e Munich. No Brasil recebeu os prêmios principais na Jornada de Cinema da Bahia e no Festival do Rio. Esteve na seleção oficial do Festival de Cinema de Nova York, Sundance, Rotterdam, entre outros. Em 1999, seu primeiro curta documental, “Copacabana”, foi premiado em Gramado, Brasília, Recife, Curitiba e no Festival “É Tudo Verdade”. Esteve também  nos festivais de Rotterdam, Oberhausen, Vila do Conde e no London Film Festival/00.

Seu  primeiro longa, Urbânia, com apoio fianceiro do Fundo Hubert Bals da Holanda, foi lançado em 2001 tendo sido premiado em Gramado e na Jornada da Bahia. Foi selecionado para os festivais de Rotterdam, Montreal, Mannheim-Heidelberg, NY Latin Beat, Mar del Plata entre outros. Comercialmente foi lançado em salas de São Paulo, Rio, Porto Alegre e Vitoria. Em 2002, o curta “Ofusca”, teve sua estréia mundial no Festival de Oberhausen e foi premiado nos Festivais de Recife, Cuiabá e no festival Luso Brasileiro. Em 2003 e 2004 lança dois documentários para tv: “Serra”, e “São Paulo – retratos do mundo”, ambos selecionados para o festival “É Tudo Verdade”. Seu último curta metragem “Red”(2005), recebeu os prêmios de melhor filme pelo júri popular, melhor direção e melhor fotografia no Festival de Cuiabá, melhor direção no Festival de Vitória e melhor roteiro no Festival de Belém.

Em 2006, Caparaó, um documentário de longa-metragem, venceu a competição brasileira do Festival É Tudo Verdade e levou os prêmios principais do Recine 2006. Foi lançado em salas comerciais de 13 cidades brasileiras em 2007. Fez também a produção executiva dos longa metragens; “Seja o que Deus quiser”(2002) e “Nome Próprio”(2007) de Murilo Salles e “Árido Movie”(2005) de Lírio Ferreira. Em 2008, lançou no Festival “É Tudo Verdade” seu quinto documentário: “Quilombo, do Campo Grande aos Martins”, premiado no Festival Guarnicê, Mostra Etnográfica do Rio, Recine/09 e no Reel Sisters