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Relação Cinema x TV e FestBrasília

O Canal Brasil — Espaço do Cinema Brasileiro (66, na grade da Net) —  premiou o curta “A Mula Teimosa e o Controle Remoto” com trofeu (de belo design) e R$15 mil.

A premiação de outra produção ligada a um canal de TV, “Amor?”, de João Jardim, mostra que prêmios atribuidos em festivais abrem cada vez mais vitrines televisivas para filmes brasileiros.

“Amor?” foi produzido pelo Canal GNT, com apoio da Avon. Por ter sido o filme escolhido como “o melhor” pelo público do Festival de Brasília, fez jus a prêmio aquisição no valor de R$30 mil, oferecido pela TV Brasil.

No caso do curta, não há nenhum impedimento de que ele seja exibido no Canal Brasil. A equipe que organiza o prêmio checou tudo direitinho (na fase em que os filmes se habilitam a concorrer). Já o caso de “Amor?” deve ser ainda avaliado, pois o JÚRI POPULAR avalia todos os seis longas concorrentes (não houve, nem poderia haver, nenhum questionamento prévio).

 

João dirigiu “Janela da Alma” (com Walter Carvalho), Pro Dia Nascer Feliz, e Lixo Extraordinário (com duas parceiras). Este filme é um dos 25 títulos habilitados ao Oscar de melhor documentário de longa-metragem.

* Comentário de Maria do Rosário Caetano

Céu Mineiro Ganha Brasília

 

O Céu sobre os Ombros é o Grande Vencedor do Festival de Brasília

Filme de Sérgio Borges foi escolhido como o MELHOR pelo júri oficial do 43º Festival de Brasília.

A produção embaralha ficção e documentário ao acompanhar a vida de três pessoas em Belo Horizonte.

O longa recebeu também o prêmio especial do júri, destinado aos personagens/atores, e os troféus de melhor diretor, roteiro e montagem.

Pelo júri popular, o escolhido foi o filme Amor?, dirigido por João Jardim.

Outros destaques foram os filmes “Os Residentes” (quatro Candangos) e “Transeunte” (três Candangos) e “A Alegria” (dois Candangos).

  Divulgação  
Cena do filme "O Céu sobre os Ombros"
Cena de O Céu sobre os Ombros, de Sérgio Borges: Melhor Filme do Festival de Brasília

Lista completa de Vencedores:

PRÊMIOS OFICIAIS – TROFÉU CANDANGO

Longa-metragem em 35mm

Melhor filme (júri oficial) – R$ 80.000,00: “O Céu sobre os Ombros”, de Sérgio Borges

Prêmio Especial do Júri – R$ 30.000,00: Aos personagens/atores do filme “O Céu sobre os Ombros”

Melhor direção – R$ 20.000,00: Sérgio Borges, por “O Céu sobre os Ombros”

Melhor ator – R$ 10.000,00: Fernando Bezerra, de “Transeunte”

Melhor atriz – R$ 10.000,00: Melissa Dullius , de “Os Residentes”

Melhor ator coadjuvante – R$ 5.000,00: Rikle Miranda , de “A Alegria”

Melhor atriz coadjuvante – R$ 5.000,00: Simone Sales De Alcântara, de “Os Residentes”

Melhor roteiro – R$ 10.000,00: Manuela Dias e Sérgio Borges por “O Céu sobre os Ombros”

Melhor fotografia – R$ 10.000,00: Aluizio Raulino, por “Os Residentes”

Melhor direção de arte – R$ 10.000,00: Gustavo Bragança, de “A Alegria”

Melhor trilha sonora – R$ 10.000,00: Andre Wakko, Juan Rojo, David Lanskylansky e Vanessa Michellis por “Os Residentes”

Melhor som – R$ 10.000,00 e ainda Prêmio Dolby: consiste na licença para usar o sistema de som dolby (equivalente a quatro mil dólares): Som Direto, Edicão de Som e Mixagem de “Transeunte”

Melhor montagem – R$ 10.000,00: Ricardo Pretti, de “O Céu sobre os Ombros”

Curta ou média-metragem em 35mm

Melhor filme (júri oficial) – R$ 20.000,00: “Acercadacana”, de Felipe Peres Calheiros

Premio especial do júri: “Braxília”, de Danyella Proença

Melhor direção – R$ 10.000,00: Gabriel Martins e Maurilio Martins, de “Contagem”

Melhor ator – R$ 5.000,00: Vinny Azar e Ícaro Teixeira, por “A Mula Teimosa e o Controle Remoto”

Melhor atriz – R$ 5.000,00: Dira Paes, de “Matinta”

Melhor roteiro – R$ 5.000,00: Danyella Proença, de “Braxília”

Melhor fotografia – R$ 5.000,00: Yuri Cesar, de “Cachoeira”

Melhor direção de arte – R$ 5.000,00: Maíra Mesquita, de “Fábula das Três Avôs”

Melhor trilha sonora – R$ 5.000,00: Puriki e índios do alto rio negro, de “Cachoeira”

Melhor som – R$ 5.000,00: Som Direto, Edicão de Som e Mixagem de “Matinta”

Melhor montagem – R$ 5.000,00: Paulo Sano de “Acercadacana”

Curta-Metragem Digital

Melhor Filme (Júri Oficial) – R$ 15.000,00: “Traz Outro Amigo Também” de Frederico Cabral

Melhor Direção R$ 10.000,00: Pablo Lobato, pelo filme “Queda”

Melhor Ator – R$ 5.000,00: Emanuel Aragão, por “Só Mais um Filme de Amor”

Melhor atriz – R$ 5.000,00: Ketellen Coutinho, por “Tempo de Criança”

Melhor Roteiro – R$ 5.000,00: Samir Machado de Machado, por “Traz Outro Amigo Também”

Melhor Fotografia – R$ 5.000,00: Carol Matias e Elias Guerra, por “Entrevãos”

Melhor Direção De Arte – R$ 5.000,00: Daniel Banda, por “O Filho do Vizinho”

Melhor Trilha Sonora – R$ 5.000,00: Lucas Marcier, por “Tempo de Criança”

Melhor Som – R$ 5.000,00: O Grivo, por “Queda”

Melhor Montagem – R$ 5.000,00: Alberto Feoli, por “Traz Outro Amigo Também”

PRÊMIO JÚRI POPULAR

Melhor longa-metragem em 35mm R$ 30.000,00 e ainda Prêmio exibição TV Brasil – R$ 30 mil ao melhor longa-metragem e o título premiado integrará a programação da emissora: “Amor?”, de João Jardim

Melhor curta-metragem em 35mm R$ 20.000,00 e ainda Prêmio Megacolor/ Estudios Mega – R$ 8.000,00 em serviços do Estudios Mega e R$10.000,00 em serviços do Megacolor: “Braxília”, de Danyella Proença

OUTROS PRÊMIOS

CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL

Melhor longa em 35mm classificado em 1º lugar – R$ 75.000,00 e ainda Prêmio Quanta – R$ 10.000,00 em equipamentos de iluminação e maquinaria: “O Mar de Mário”, de Reginaldo Gontijo e Luiz F. Suffiati

Melhor longa em 35mm classificado em 2º lugar – R$ 35.000,00: SEM CONCORRENTE

Melhor média ou curta em 35mm classificado em 1º lugar – R$ 20.000,00 e ainda Prêmio Quanta – R$ 8.000,00 em equipamentos de iluminação e maquinaria: “Profana Via Sacra”, de Alisson Sbrana

Melhor média ou curta em 35mm classificado em 2º lugar – R$ 10.000,00: “Ratão”, de Santiago Dellape

Melhor filme Digital R$ 10.000,00 e ainda Prêmio Quanta – R$ 4.000,00 em equipamentos de iluminação e maquinaria: “A Menor Distância Entre Dois Pontos”, de Breno Nina e Elias Guerra

AQUISIÇÃO CANAL BRASIL

Cessão de um Prêmio de Aquisição, no valor de R$ 15.000,00, ao Melhor Curta 35mm selecionado pelo júri Canal Brasil: “A Mula Teimosa e o Controle Remoto”, de Hélio Villela Nunes

PRÊMIO DA CRÍTICA – TROFÉU CANDANGO

Melhor longa 35mm: “Transeunte”, de Eryk Rocha

Melhor curta em 35mm: “A Mula Teimosa e o Controle Remoto”, de Hélio Villela Nunes

PRÊMIO CONTERRÂNEOS

Melhor Documentário do Festival: “Zé[s]”, de Piu Gomes

PRÊMIO ABCV/ESTÚDIOSMEGA E MEGACOLOR

Melhor curta em 35mm: “Ratão”, de Santiago Dellape

PRÊMIO ABCV DF 2010

Argemiro Gomes de Andrade Jr.

PRÊMIO VAGALUME

Melhor Longa 35mm: “Amor?”, de João Jardim

Melhor Curta 35mm: “Café Aurora”, de Pablo Pólo

PRÊMIO SARUÊ

O elenco de “O Céu sobre os Ombros”: Everlyn Barbin, Lwei Bakongo e Murari Krishna

MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES – TROFÉU CANDANGO

Filme que melhor utilizar material de pesquisa cinematográfica brasileira: “De Bem com a Vida – Carlos Elias e o Samba em Brasília”, de Leandro Borges

Filme de João Jardim Impressiona Brasília

Amor ? enfoca relacionamento marcado pela violência física, e recebe aplausos

 

Paixão de trapo e farrapo, que funciona a tapas e beijos? É mais ou menos o mote central de Amor?, de João Jardim, mix de ficção e documentário muito aplaudido pelo público do Cine Brasília. O diretor parte de uma pesquisa com pessoas que viveram relacionamentos marcados pela violência física e, a partir desses casos reais, faz atores e atrizes interpretarem as histórias. O modus operandi dialoga com o já clássico documentário de Eduardo Coutinho, jogo de cena, no qual atrizes interpretam relatos reais. ´Com a diferença de que o filme do Coutinho joga com a ambiguidade entre realidade e encenação, ao passo que no meu é dito que tudo é encenação, logo de início`, diz o diretor.


Foto: Heloisa Passos/Divulgação
 

Amor? tem momentos fortes, em especial graças à atuação de intérpretes como Angelo Antonio, Júlia Lemmertz, Silvia Lourenço e outros, que emprestam credibilidade e dramaticidade às falas. É um filme da fala. E do rosto do ator como tela das emoções. E no que consistem esses depoimentos? Em histórias nas quais as notas do amor e do desejo se entrelaçam com as da violência física.

Ao todo, são oito relatos, sete heterossexuais, apenas um relembrando a turbulenta relação entre duas mulheres. Esse caso de amor lésbico, com todas as suas complicações, paixões e preconceitos envolvidos, é um dos que atingem maior grau de densidade emocional em todo o conjunto de histórias. Silvia Lourenço e Fabíula Nascimento interpretam o casal.

Amor ? foi bem aplaudido no final, palmas que continuaram durante os créditos, quando são apresentados os intérpretes, muitos deles rostos conhecidos da televisão como Du Moscovis, Lilia Cabral e Mariana Lima.

Curtas

Os curtas da noite também foram bons, em especial A mula teimosa e o controle remoto, de Hélio Vilela Nunes (SP), história infantil deliciosa sobre a convivência de dois meninos, um da cidade outro do campo. Um tem problemas com a mula que empaca, o outro, o filho do patrão, traz como brinquedo uma maravilha tecnológica, um aviãozinho acionado por controle remoto. O encanto está na maneira como as duas realidades dialogam.

Café Aurora, de Pablo Polo (PE), investe num visual sofisticado para dar conta de um entrecruzamento de experiências Um garçom se encanta pelo mundo das esculturas, enquanto a artista plástica saboreia o ótimo café feito pelo garçom Refinado.

Os nomes dos contemplados saberemos hoje à noite quando forem distribuídos os Candangos, os troféus do Festival de Brasília, depois da exibição hors concours de Os deuses e os mortos, de Ruy Guerra, em cópia restaurada.

* Informações do Diário de Pernambuco