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De Pernas pro Ar 2 estreia amanhã

Estreia sexta nas principais cidades do país o filmeDe Pernas pro Ar 2,  sendo o primeiro filme a ser exibido via satélite no Brasil.

Ainda inédita no Brasil, a tecnologia é uma tendência do mercado cinematográfico mundial. Na Europa, quase todas as exibições já são via satélite e nos Estados Unidos já ultrapassou a marca de 75% dos circuitos digitalizados. Atualmente, a região que se encontra mais defasada neste processo é exatamente a América Latina.

A Cinecolor do Brasil será a responsável pela distribuição do conteúdo digital via satélite nos cinemas brasileiros. Segundo o diretor, David Trejo, esse sistema vem para substituir as cópias físicas (35mm ou hard drives), pois os filmes irão chegar a todos os cinemas ao mesmo tempo e não será mais necessária a movimentação de mídias físicas.

Dirigido por Roberto Santucci e produzido por Mariza Leão, De Pernas Pro Ar 2 foi rodado no Rio e em Nova York. Nessa sequência, Alice é uma executiva super bem-sucedida, premiada e resolvida sexualmente. Prestes a abrir sua primeira sexshop em Nova York, em sociedade com Marcela (Maria Paula), ela agora tem que lidar com outra questão: conseguir equilibrar o sucesso profissional e a vida pessoal. E, mais uma vez, sua felicidade e o casamento com João (Bruno Garcia) estão em risco.

O roteiro é de Marcelo Saback e Paulo Cursino, que repetem a parceria do primeiro filme. Com coprodução da Paris Filmes, Globo Filmes, Downtown Filmes, RioFilme e Telecine, o longa tem orçamento geral de R$ 6 milhões (o primeiro filme foi de R$ 5,5 milhões).

FILME BRASILEIRO ESTRÉIA em BERLIM

Primeiro longa de Jeferson De, criador do Dogma Feijoada, Bróder será exibido no Festival de Berlim e projeta Capão Redondo na tela de um dos maiores festivais do mundo

Bróder tem première mundial hoje.  Primeiro longa do diretor, representa o Brasil na Panorama, uma das mais prestigiadas mostras competitivas do festival que termina sábado.

“Berlim vai mostrar o preto que voa e o preto que não voa, que usa bilhete único.” Assim De comentou a participação de outro filme do Brasil, Besouro (o do preto que voa, de Daniel Tikhomiroff), e do seu Bróder na mesma seção.

O diretor resolveu dar a um ator branco (Caio Blat)  o papel de seu primeiro longa para, na verdade, questionar o que é ser negro e o que é ser branco em um país em que, como diz a canção, as riquezas são diferentes, mas miséria ainda é miséria em qualquer canto. Não é por acaso que Bróder é o primeiro longa a projetar o mítico Capão na tela. “Nenhum cineasta paulista cumpriu bem a tarefa de retratar a periferia paulistana. Está na hora dos diretores tirarem suas lentes da Vila Madalena e mirarem a perifa”, provoca De. E filmes como Antônia, Os 12 Trabalhos, Contra Todos, Linha de Passe? “Respeito meus colegas, mas nenhum conseguiu traduzir bairros complexos como o Capão.”

Seja como for, o fato é que Bróder traz finalmente um diretor negro à frente de um filme sobre essa fatia ainda tão mal entendida do Brasil. “É um projeto de dentro para fora. Não importa quem é negro ou branco. Importa quem é excluído. É uma história de irmandade, para pegar pela emoção e não um manifesto.”

Caio Blat diz que o mais importante foi conhecer as pessoas no Capão e ter a bênção para representá-las. “Conheci muitas histórias como a do Macu, muitas mães que perderam seus filhos. Mas o clima lá agora é de superação. Os dias de guerra dos anos 90 passaram, e, por incrível que pareça, o que pacificou o bairro não foram programas de governo. O que mais contribuiu foi a organização do crime, a unificação, acabando com as disputas entre gangues.”