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Sérgio Penna vai ministrar oficina para Atores no CineCE

Inscrições estão abertas. Aulas são gratuitas e vagas limitadas

Somente até a próxima sexta, interessados podem inscrever-se para o Workshop de Interpretação para Cinema com o professor Sérgio Penna. Serão disponibilizadas 30 vagas e o workshop será realizado dias 2 e 3 de Junho, das 10h as 13h e de 14h00 as 18h00, no Instituto de Cultura e Arte  da Universidade Federal do Ceará – UFC.

 

Sérgio Penna é preparador de atores para cinema e televisão, além de professor convidado na disciplina de Direção de Atores da ECA-USP; Escuela Internacional de Cine y TV – Cuba e Academia Internacional de Cinema-SP. 

Os participantes terão a oportunidade de conhecer o processo da preparação de elenco dos filmes “Bicho de Sete Cabeças”, “Chega de Saudade” e “As Melhores Coisas do Mundo”, de Laís Bodansky; “Carandiru”, de Hector Babenco; “Antônia”, de Tata Amaral; “Não Por Acaso”, de Phillippe Barcinski; “Contra Todos” e “Quanto Dura o Amor?”, de Roberto Moreira; “Lula o Filho do Brasil”, de Fábio Barreto; “Bróder”, de Jeferson De; “Bruna Surfistinha”, de Marcus Baldini; “Heleno”, de José Henrique Fonseca; “Faroeste Caboclo”, de René Sampaio; “Gonzaga de Pai para Filho”, de Breno Silveira; e das novelas “Aquele Beijo”, de Miguel Falabella com direção de Cininha de Paula; e “Gabriela” de Walcyr Carrasco com direção de Mauro Mendonça Filho; ambas para a Rede Globo.

O programa do curso terá como foco o naturalismo e a verdade do ator em cena, destacando-se a respiração e o movimento como reveladores de estados de emoção, memória corporal, imersão na dramaturgia, o ator-autor e suas contribuições para a mise-ens-cène, tempo real, disponibilidade, concentração e verticalidade. Haverá uma parte prática e outra teórica, a partir de análise detalhada da interpretação dos atores nos filmes para os quais Penna trabalhou e em material de making of pessoal.

 

Sérgio Penna com o elenco do filme Bróder, de Jeferson De…

Destaque também para suas preparações individuais com os atores Carolina Ferraz (Amanda em O Astro), Marcelo Serrado (Crô em Fina Estampa) e Cláudia Abreu (Chayenne em Cheias de Charme), bem como a parceria de 10 anos com o ator Rodrigo Santoro, em sua carreira nacional e internacional na TV e cinema, incluindo os filmes “Che”, de Steven Soderbergh; “La Leonera”, de Pablo Trapero; “I Love You Philip Morris” (O Golpista do Ano), de Glenn Ficarra e John Requa; e “There Be Dragons”, de Roland Joffé.

 Sergio Penna47 por Sergio Penna - preparação de atores para cinema 

Workshop de Interpretação para Cinema – com Sérgio Penna

Inscrições até 25 de maio

30 vagas

realização : dias 2 e 3 de Junho

Horário: das 10h as 13h e de 14h00 as 18h00

Local: ICA – Instituto de Cultura e Arte  da Universidade Federal do Ceará – UFC

Av. Carapinima, 1615 – Benfica

contato: oficinas@cineceara.com (85)  3264. 3877 

• 22º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema

Data: 1º a 8 de junho de 2012

Local: Theatro José de Alencar – Fortaleza (CE)

Site oficial: http://cineceara.com / cineholliudy.wordpress.com

Bróder, Riscado, Selton, Alumbramento, Carpinejar e Gabriel Braga Nunes ganham prêmio APCA

“Choreeeeeei, choreeeeei/ Até ficar com dó de mim/ E me tranquei no camarim/ Tomei um calmante, um excitante e um bocado de gim.”

Com paletó azul escuro, blusa azul “cheguei” e sorriso ainda mais vibrante, Cauby Peixoto, agradeceu, com os versos de “Bastidores”, o Grande Prêmio da Crítica (na área musical) que ganhou ontem (13), em cerimônia da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

“Preferi cantar. Gosto de cantar!”, resumiu o porquê de soltar o vozeirão em vez de mandar os “obrigados” de praxe. Saiu do palco amparado por duas assistentes de palco, não sem antes pedir uma bitoca (na bochecha) de cada moça.

A bela e inconfundível poesia do gaúcho CARPINEJAR foi premiada…

Cauby foi o mais aplaudido da noite que reconheceu profissionais de 11 categorias artísticas. A novela Cordel Encantado, a atriz Glória Pires, o escritor Fabrício Carpinejar, a cenógrafa Daniela Thomas, e Selton Mello estão na lista dos premiados.

  Sergio Carvalho/Folhapress  
Cauby Peixoto durante a cerimônia de entrega dos prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte
Cauby Peixoto aplaudido em cerimônia da APCA

COMO AGRADECER
Logo no começo da cerimônia, que aconteceu no teatro do Sesc Pinheiros (SP), a atriz Márcia Cabrita ensinava a forma mais enxuta de dizer “obrigado” pelo prêmio. Se demorasse no discurso, o vencedor perigava de levar uma “apitada” da bem-humorada mestre-de-cerimônias, ao lado de Tuca Andrada.

Instruiu Cabrita: primeiro você grita “uhul!”, depois manda um beijo. E sai de cena.

Os ganhadores não foram tão lacônicos, mas passaram seu recado na lata.

Dori Caymmi (melhor disco, por “Poesia Musicada”), por exemplo, “queria saber se já deram este prêmio para a [irmã] Nana”, ou ele ia “ter problemas mais tarde”.

Escolhidos como melhor grupo, os músicos do Forgotten Boys se disseram surpresos por ter chamado a atenção da associação de críticos com um rock tocado em inglês. Era “o primeiro prêmio sério” que recebiam na carreira.

A dupla de Tangos e Tragédias (melhor show) também deu uma alfinetada na APCA, que teria demorado “só” quase três décadas para notar a existência deles. “O espetáculo talvez esteja melhor ainda do que há 27 anos.”

Gabriel Braga Nunes: estatueta de Melhor Ator pelo seu sensacional “Leo” de Insensato Coração

Confira a lista dos premiados pelos criticos da APCA:

ARQUITETURA
Homenagem pelo conjunto da obra: Marcello Fragelli
Cliente/promotor: Otávio Zarvos/Idea!Zarvos
Difusão: Raul Juste Lores/Folha de S. Paulo
Urbanidade: Mauro Munhoz e Casa Azul/ Flip – Feira Literária Internacional de Paraty
Obra de arquitetura em São Paulo: Biblioteca São Paulo/ Aflalo e Gasperini + Dante Della Manna + Univers Design
Obra de arquitetura no Brasil: João Batista Martinez Corrêa/ Mirante da Paz – Complexo Elevador Rubem Braga, Rio de Janeiro
Projeto referencial: João Filgueiras Lima, Lelé/ Projeto alternativo para o programa “Minha Casa, Minha Vida”

ARTES VISUAIS
Grande Prêmio da Crítica: Olafur Eliasson
Exposição Internacional: Em Nome dos Artistas/ Coleção Museu de Arte Moderna Astrup Fearnley da Noruega/ Bienal de São Paulo
Exposição: Jac Leirner/ Estação Pinacoteca
Design: Anticorpos – Irmãos Campana/ CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil)
Fotografia: Emidio Luisi/ Sesc Consolação
Retrospectiva: No Ateliê de Portinari – 1920-1945/ MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo)
Iniciativa Cultural: Vídeo Guerrilha 2º Edição/ Arte Pública: Imagens Originais Projetadas em Prédios da Rua Augusta

Jeferson De: mais um reconhecimento a BRÓDER, seu filme de estreia…

CINEMA
Filme: “Bróder”, de Jefferson De
Documentário: “Corumbiara”, de Wagner Carelli
Diretor: Selton Mello, por “O Palhaço”
Prêmio Especial do Júri: A Turma do Alumbramento, pelos filmes “Estrada para Ythaca” e “Os Monstros”
Roteiro: “Riscado”, de Karine Telles e Gustavo Pizzi
Ator: Fernando Bezerra, por “O Transeunte”
Atriz: Simone Spoladore, pelos filmes “Elvis e Madonna”, “Natimorto” e “Não Se Pode Viver sem Amor”

SELTON MELLO: excelência artística aplaudida em todos os quadrantes

DANÇA
Concepção em Dança: Adriana Banana, por “Desenquadrando Euclides” e “Necessário a Posteriori”
Intérprete criador em Dança: Eliana de Santana, por “…E Das Outras Doçuras De Deus”
Ação política em Dança: Sandro Borelli
Criação em Dança: Cristian Duarte, por “The Hot One Hundred Choreographers”
Percurso em Dança: Angel Vianna
Formação, Difusão, Produção e Criação em Dança: Núcleo do Dirceu
Grande Prêmio da Crítica: Ballet Stagium – 40 anos

LITERATURA
Romance: “Mano”, A Noite Está Velha (Planeta), de Wilson Bueno
Ensaio/Crítica: Coleção “História do Brasil Nação -1808-2010”, organização de Lilia Moritz Schwarcz (Objetiva)
Infanto-Juvenil: “Filhote de Cruz Credo”, de Fabrício Carpinejar (Girafinha)
Poesia: “O Metro Nenhum”, de Francisco Alvim (Companhia das Letras)
Contos: “O Livro de Praga”, de Sérgio Sant’Anna
Tradução: “Guerra e Paz”, de Tolstói, por Rubens Figueiredo (Cosac Naify)
Prêmio Especial: Reedição de “História da Literatura Ocidental”, de Otto Maria Carpeaux (Leya/Cultura)

MÚSICA POPULAR
Grande Prêmio da Crítica: Cauby Peixoto, pelo conjunto da obra
Disco: “Poesia Musicada”, Dori Caymmi
Compositor: Erasmo Carlos, pelo disco “Sexo”
Grupo: Forgotten Boys
Instrumentista: DaLua
Show: Tangos & Tragédias
Revelação: Criolo

MÚSICA ERUDITA
Grande Prêmio da Crítica: Edmundo Villani-Côrtes (compositor)
Recitalista: Silvia Malthese Moysés (pianista)
Prêmio Especial: Conjunto da Carreira – Claudio de Britto (pianista e musicólogo)
Prêmio Especial In Memorian: Osvaldo Lacerda (compositor)
Prêmio Especial Cultural: Fundação Cultural do Exército Brasileiro
Revelação: Leandro Gardini (compositor)

RÁDIO
Grande Prêmio da Crítica: Rádio CBN – 20 anos no ar
Prêmio Especial do Juri: Dois diretores em cena – Rádio Jovem Pan AM
Musical: “O Sul em Cima” – USP FM
Internet: Web Rádio Faap – emissora educativa da Fundação Armando Álvares Penteado
Humor: “O Palhacinho” – Energia 97 FM
Esportivo: “Papo de Craque” – Transamérica FM
Variedades: “Gira Brasil” – Rádio Estadão-ESPN

TEATRO
Grande Prêmio da Crítica: Daniela Thomas, pelo conjunto da obra nas áreas de direção de arte, cenografia e figurino
Espetáculo: Luis Antonio – Gabriela (Cia. Mungunzá)
Diretor: Leonardo Moreira, por “O Jardim”
Autor: Rudifran Pompeu, por “Marulho: o Caminho do Rio”
Ator: Joca Andreazza, por “A Bilha Quebrada” e “A Ilusão Cômica”
Atriz: Lavínia Pannunzi, por “A Bilha Quebrada”, “A Ilusão Cômica” e “A Serpente no Jardim”
Prêmio Especial: Dez anos de história do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo

TEATRO INFANTIL
Espetáculo: “Histórias por Telefone”, da Cia. Delas
Direção: Carla Candiotto, por “Histórias por Telefone”; “Sem Concerto”; e “A Volta ao Mundo em 80 Dias”
Texto Adaptado: Pedro Brício, por “O Menino Que Vendia Palavras”
Cenografia: José de Anchieta, por “Biliri e o Pote Vazio”
Figurino: Chris Aizner, por “A História do Soldado”
Ator: Bruno Rudolf, por “A Volta ao Mundo em 80 Dias”
Atriz: Gabriella Argento, por “A História do Soldado”

TELEVISÃO
Novela: “Cordel Encantado” (TV Globo)
Seriado: “Tapas e Beijos” (TV Globo)
Infanto-Juvenil: “Julie e os Fantasmas” (Band/Mixer/Nickelodeon)
Atriz: Glória Pires (“Insensato Coração”/TV Globo)
Ator: Gabriel Braga Nunes (“Insensato Coração”/TV Globo)
Programa: “Chegadas e Partidas” (GNT)
Revelação: Elisa Volpato (atriz de “Mulher de Fases”/HBO)

* Com informações da FOLHA

Destaques do Cinema Brasileiro 2010

Nossa lista de DESTAQUES do CINEMA BRASILEIRO – achamos movediça a idéia de apontar “Melhores” -, não obrigatoriamente na ordem que segue…

Uma Noite em 67

Os Inquilinos

Tropa de Elite 2

Bróder

Olhos Azuis

Os Famosos e os Duendes da Morte

Cinco vezes Favela

* O Documentário Jose & Pilar, produção portuguesa dirigida por Miguel Gonçalves Mendes, foi outra bela estréia nos cinemas brasileiros em 2010.

Num próximo post, algumas considerações sobre cada filme.

PRA NÃO DIZER QUE O CINEMA É SÓ ILUSÃO

Voltar a Goiânia é sempre uma satisfação. Cidade com jeito de grande mas cercada pelo encanto dos canteiros floridos que lhe dão um charme de pacata, lá o clima ademais é de hospitalidade e instantâneas sintonias.

Conheci a capital goiana na primeira edição de seu festival de cinema, atendendo a generoso convite daquela que logo se tornou minha amiga de muitos carnavais: Débora Torres. Àquela época, escrevi afirmando: “O FestCine Goiânia começa com cara de festival que já tem uma década”.                                                                                                                                                                 

                                                                                                                                                                      

Voltando este ano para sua sexta edição, constato com alegria o quanto estava certa minha afirmação. O FestCine Goiânia, fruto da vontade, determinação e criatividade de Débora Torres (ancorada pela força do apoio substancial do escritor Miguel Jorge), é hoje um dos mais bem realizados festivais de cinema dentre tantos quanto acontecem em todas as regiões do país. Por isso, é sempre tão bom dele participar. Num município que trata o Cinema com o devido respeito, nós, amantes da Sétima Arte e particípes de seu labor cotidianamente, só podemos ficar muito contentes em ali poder sempre voltar e aferir os muitos acertos de um festival que nasceu pleno de fôlego, temperado pela competência e amplificado por esforços para torná-lo ainda mais relevante no cenário cultural.

                                                                                                                                                           

Este ano, além de integrar a comissão julgadora, o Festival Nacional de Cinema de Goiânia também promoveu o lançamento de mais um livro de meu pai, o crítico LG de Miranda Leão – Ensaios de Cinema (fruto do edital Cultura da Gente, do Banco do Nordeste do Brasil), cujos textos foram por mim selecionados e revisados. Tenho a honra de ter no prefácio da obra as judiciosas palavras de Rubens Ewald Filho, mais um amigo que o FestCine me proporcionou.

Sobretudo este ano, na capital goiana, tive a benfazeja alegria de reencontrar Rubens, um gentleman nas ações e um Mestre no fascínio de traduzir o Cinema em preciosas lições de vida.

 

Rubens Ewald Filho: “A opinião hoje migrou para a internet”

Com fôlego invejável, Rubens Ewald Filho abriu uma fenda em sua extensa/intensa agenda para realizar duas palestras no festival, promovidas pela Secretaria de Educação do Município para professores da rede pública de ensino. Não é todo dia que se pode ouvir sobre Cinema com alguém do naipe de Rubens nesse métier. Assim, abraçamos com indisfarçável contentamento a chance de estar na platéia, ao lado da querida Rosamaria Murtinho, do ator e roteirista Alex Moletta, e do cineasta Julinho Léllis. Aquela palestra e a da manhã do dia seguinte nos ficarão para sempre na memória, duas aulas impressionantes de conhecimento sobre a Sétima Arte e seus bastidores, o porquê de determinadas escolhas em tantas fases marcantes, as implicações do cinema na moda e da moda no cinema, grandes marcos e alguns embustes, mitos criados e tantos perpetuados, os nomes que sucumbiram depois de grandes êxitos, as mudanças aceleradas pela chegada das novas tecnologias, o permanente e o provisório nesta Arte tão fascinante quanto intrigante, insólita, desafiadora: a Arte de usar de todos os artifícios para tornar mais bela, conseqüente e justificada a passagem do humano pelo planeta.

 

Débora Torres, Aurora M. Leão e Rubens Ewald no Goiânia  Ouro                                                                                                                                                        

E é de contagiante simplicidade, espontânea vocação e indisfarçáveis doses de boa vontade a generosa forma com a qual Rubens Ewald Filho fala de Cinema como quem conversa com o caseiro da chácara onde viveu a infância e perpetuou a criança, extasiada ante ao fascínio da Arte de reproduzir a vida através de imagens em 24 quadros por segundo, às vezes mais, outras menos, mas sempre com o mesmo gosto pela vida, amplificada em beleza, magnitude e condões do Mistério.

                                                                                                                                                                           

                                                                                                                                                Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho, que prefaciou Ensaios de Cinema

                                                                                                                                                      Aurora Miranda Leão e Carol Paraguassu Dayer: amigas de muitos filmes

Integrando a comissão julgadora, cuja presidência coube a Rosamaria Murtinho, estávamos eu, a bela Ingra Liberato, Alex Moletta e Rogério Santana, professor de Literatura Brasileira e Portuguesa da UFG, assistidos de perto pelo olhar sensível e a afetividade acolhedora de Miguel Jorge, e contando com o auxílio luxuoso de Bia Del Arco (atendendo aos pedidos do júri com esmero). Os dias compartilhados ao lado deles foram de muitas idéias, trocadas ante à preferência por um ou outro filme, estimulada sintonia e afetividade que logo se estabeleceu e o tempo fez reverberar em saudade e até no alvitre de um curta-metragem, gravado ali mesmo, naqueles dias que tão rápido se escorreram por entre nossos dedos, cuja edição agora nos cabe levar adiante, com prazer e sensação de recuerdo de um tempo muito feliz e bem partilhadas horas de convívio e debates cinéfilos.                                                                                                                               

                                                                                                                                                                        

                                                                                                                                                                             Débora Torres. Ingra Liberato e Itamar Borges

                                                                                                                                                                           DSC_0381

                                                                                                                                                                         CACO CIOCLER: Homenagem na abertura do Festival

                                                                                                                                                                         

                                                                                                                                                                                 Guido Campos, Bruno Safadi e Débora Torres

                                                                                                                                                                          

                                                                                                                                                                   Simone Spoladore concede entrevista a Mariley Carneiro

                                                                                                                                                                           

                                                                                                                                               Samuel Reginatto, talento gaúcho do filme Os Famosos e os Duendes da Morte

 

Jornalista Aurora M. Leão lança ENSAIOS DE CINEMA 

                                                                                                                                            Rosamaria Murtinho e Irandhir Santos, de Olhos Azuis: início do FestCine

Caco Ciocler e Márcia Carvalho

Márcia Carvalho, Secretária de Educação, entrega Troféu a Caco Ciocler

Tínhamos uma lista de altíssima qualidade fílmica para ver e avaliar, tarefa tão difícil quanto estimulante. Filmes do quilate de Viajo porque Preciso, Volto porque te Amo (Karim A6Inouz e Marcelo Gomes), Bróder (Jeferson De), e Olhos Azuis (José Joffilly), bem como os curtas Diga 33, Rupestre, O Centésimo (Daw), enriqueceram nossas discussões e  nos fizeram varar a madrugada na véspera da noite de encerramento em busca de um resultado que se fizesse justo e correspondente à qualidade exibida para uma platéia que todas as noites lotou o CineTeatro Municipal Goiânia Ouro para fazer jus ao emblemático Troféu Goiânia, criação do artista Siron Franco (!!!).

 

       

Ambiente do CineTeatro Goiânia Ouro lotado, como todas as noites                                                                                             

Bate papo entre cineasta goiano, Julinho Léllis, Aurora e Alex Moletta

Bom entrosamento entre Miguel Jorge e Rosamaria Murtinho

Rogério Santana e Alex Moletta, em noite de lançamento literário

MULHERES DO CINEMA: Ingra, Aurora, Rosinha e Débora

Escritor Carlos Nejar recebe homenagem das mãos de Doracino Naves

Difícil sim julgar – todos os concorrentes tinham/têm inegáveis qualidades. Daí, é preciso enxergar com a sensibilidade e sentir com a consciência de que precisamos não só reafirmar o Ótimo, consagrar valores e referendar trajetórias, mas sobretudo apontar caminhos e possibilitar o acender de faróis em direções ainda não vistas, em trilhas ainda não percorridas. A lista dos premiados está no final deste texto.

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Rosamaria Murtinho e Aurora M. Leão atentas aos filmes…

Jeferson De: reconhecimento na estréia em direção de longas

Milton Gonçalves recebe telefonema na hora da Homenagem

João Batista de Andrade saudado por Miguel Jorge

Julinho Léllis recebe prêmios pelo filme Bróder, das mãos da atriz Daniela Galli

Henrique Dantas  premiado pelo ótimo Os Herdeiros de João

Jovem Bruno Safadi homenageia produtora BELAIR e faz filme marcante

Após a concorrida solenidade de premiação – onde tivemos a oportunidade de assistir a dois exemplares do cinema goiano: Quadro Negro, um novo curta de Débora Torres (vídeo educativo sobre a questão das drogas, onde pontificam as atuações de Milton Gonçalves, Neusa Borges e Ingra Liberato), e um documentário de João Batista de Andrade sobre vida e obra de Miguel Jorge, quando a atuação do escritor nas lides literárias goianas, suas amizades e seus escaninhos culturais nos chegam de modo artístico e delicado, tornando Miguel pessoa ainda mais grata no convívio de todo dia) -, um farto coquetel presenteava o público, realizadores, jurados, cinéfilos e cinemeiros de todos os matizes num bem pensado espaço do próprio CineTeatro Goiânia Ouro, onde o cinema tem livre trânsito para se expandir em variadas direções.

Rosamaria ganhou quadro de artista goiano das mãos de Miguel Jorge

Cineasta Ângelo Lima leva Melhor Montagem por Retrato 3 x 4

Ingra Liberato entrega troféu a Sílvio Tendler pelo Doc Utopia & Barbárie

Lá estavam os cineastas Carol Paraguassu Dayer, Orlando Lemos, Ângelo Lima, Paulo Miranda, Sílvio Tendler e sua filha Ana, Bruno Safadi, Henrique Dantas, Júlio Léllis, Pedro Lazzarini, a belatriz Daniela Galli, o querido ator Guido Campos, a maravilhosa turma da produção, comandada por Itamar Borges: Jane, Bia Del Arco, Mariley Carneiro, Fabrícia Amu… e por certo muito mais gente que a memória agora me trai e me faz escapar do caderninho.

Bruno Safadi recebe troféu de Milton Gonçalves: BELAIR é instigante

Rogério Santana recebe prêmios pelo filme de Joffilly, OLHOS AZUIS

De lá, seguimos para uma festa, cujo piloto conheci logo nos primeiros dias de FestCine e me prometeu uma noite repleta de Paralamas (!!!) e música brasileira da melhor qualidade (Jorge Bem Jor, Tim Maia, Luís Melodia, Lulu Santos, Djavan) e, portanto, de muita alegria e suingue por todos os poros. Débora Torres, a super anfitriã, conduzia uma garrafa de vinho, ladeada pela não menos amiga Ingra Liberato, pródiga na vontade de acolher mais alegria pra enfeitar a pista. E assim transcorreu nossa noite/madrugada, ao lado dos muitos parceiros de estrada que ali se consagraram amigos e hoje nos fazem ansiar, entre saudades e afetos, por novas celebrações goianas, na capital que, todos os inícios de novembro se transforma em Capital do Cinema Brasileiro.

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SARAVÁAAAAAAAAAAAAAAAAA !!!

 

Premiação oficial 6º FestCine Goiânia

CATEGORIA VÍDEO CASEIRO

 Menção honrosa- Prêmio Especial de Júri:“A CHAMADA”, de Coelho Nunes

Menção honrosa – Prêmio Especial de Júri: “SOBRE MEU IRMÃO”, de Bruno Lino

 

3º  LUGAR VÍDEO CASEIRO:

“ZUMBIDO”, de Paulo de Melo

 

2° LUGAR DO VÍDEO CASEIRO:

“A MOÇA DO CARRO DE BOI”, de Flávio Gomes de Oliveira

 

1° LUGAR DE VÍDEO CASEIRO: 

“ASAS”, de Thiago Augusto de Oliveira

 

CATEGORIA VÍDEO UNIVERSITÁRIO

 

Menção honrosa – Prêmio Especial de Júri: NEUROSE, de Kaco Olímpio e Pedro Caixeta

 

MELHOR VÍDEO UNIVERSITÁRIO DE DOCUMENTÁRIO:

“RENOVA ESPERANÇA”, de Tatiana Scartezini

 

MELHOR VÍDEO UNIVERSITÁRIO DE FICÇÃO:

“ENQUANTO”, de Larissa Fernandes

 

MELHOR VÍDEO UNIVERSITÁRIO DE ANIMAÇÃO:

“VERDADE ABSOLUTA”, de Guilherme Mendonça e Jordana Prado

 

PRÊMIO ESTÍMULO DA SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA À PRODUÇÃO DO VÍDEO UNIVERSITÁRIO:

“ENQUANTO”, de Larissa Fernandes

 

CATEGORIA CURTA GOIANO

 

Menção honrosa – Prêmio Especial de Júri: “CENTÉSIMO DAW”, de Orlando Lemos 

 

Menção honrosa – Prêmio Especial de Júri: “DIGA 33”, de Angelo Lima 

 

Melhor curta goiano de documentário:

”NÚMERO ZERO”, de Cláudia Nunes

 

Melhor curta goiano de animação:

“RUPESTRE”, de Paulo Miranda

 

Melhor curta goiano de ficção:

“AINDA NÃO”, de Paulo Rezende

 

PRÊMIO ESTÍMULO DA SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA À PRODUÇÃO DE CURTA GOIANO:

“AINDA NÃO”, de Paulo Rezende

 

CATEGORIA LONGA DOCUMENTÁRIO

 

Menção honrosa -Prêmio Especial de Júri: “NÉLIDA PIÑON”, de Júlio Lélis

 

Melhor Montagem de longa documentário:

“RETRATO 3X4 DE UM TEMPO”, de Angelo Lima

 

Melhor Som de longa documentário:

“UTOPIA E BARBÁRIE”, de Sílvio Tendler

 

Melhor roteiro de longa documentário:

“UTOPIA E BARBÁRIE”, de Sílvio Tendler

 

Melhor Fotografia de longa documentário:

“BELAIR”, de Noa Bressane e Bruno Sáfadi-Melhor

 

CATEGORIA LONGA FICÇÃO

 

Melhor Montagem de longa ficção:

“VIAJO POR QUE PRECISO, VOLTO POR QUE TE AMO”, de Marcelo Gomes e Karim Ainouz

 Melhor som de longa ficção:

“MALU DE BICICLETA”, de Flávio Ramos Tambellini

 

Melhor Música ou Trilha Sonora Original de longa ficção:

“BRÓDER”, de Jeferson De

 

Melhor Direção de Arte de longa ficção:

“ELVIS E MADONA”, de Marcelo Laffite

 

Melhor Fotografia de longa ficção:

“OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE”, de Esmir Filho

 

Melhor Roteiro de longa ficção:

“VIAJO POR QUE PRECISO, VOLTO POR QUE TE AMO”, de Marcelo Gomes e Karim Ainouz-Melhor

Melhor Atriz Coadjuvante:

 ÁUREA BATISTA, de “Os famosos e os duendes da morte”

 

Melhor Ator Coadjuvante:

IRANDHIR SANTOS, de “Olhos azuis”

 

Melhor Ator:

HENRIQUE LARRÉ, de “Os famosos e os duendes da morte”

 

Melhor Atriz:

SIMONE SPOLADORE, de “Elvis e Madona”

MELHOR DIREÇÃO E FILME

 

Melhor Direção de longa documentário:

HENRIQUE DANTAS, de “Filhos de João – Admirável Mundo Novo Baiano” 

 

Melhor Direção de longa ficção:

JEFERSON DE, de “Bróder”

 

Melhor longa-metragem documentário:

“BELAIR”, de Noa Bressane e Bruno Sáfadi

 

Melhor longa metragem de ficção:

“OLHOS AZUIS”, de José Joffily

E o KIKITO está com…

Confira os vencedores do 38º Festival de Cinema de Gramado:

LONGA-METRAGEM BRASILEIRO

 

Melhor Filme de longa-metragem: BRÓDER de JEFERSON DE Melhor Diretor: JEFERSON DE por BRÓDER Melhor Ator: CAIO BLAT por BRÓDER

Melhor Atriz: SIMONE SPOLADORE por NÃO SE PODE VIVER SEM AMOR

Melhor Roteiro: DANI PATARRA E JORGE DÚRAN por NÃO SE PODE VIVER SEM AMOR

Melhor Fotografia: LUIS ABRAMO por NÃO SE PODE VIVER SEM AMOR

Melhor Trilha Musical: JOÃO MARCELLO BÔSCOLI e JEFERSON DE por BRÓDER 

E JONH ULHOA, RUBEN JACOBINA e DIAMANTINO FEIJÓ por PONTO ORG 

Melhor Montagem: QUITO RIBEIRO e JEFERSON DE por  BRÓDER

Melhor Direção de Arte: ANA DOMINONI por  O ÚLTIMO ROMANCE DE BALZAC 

Prêmio Especial do Júri: O ÚLTIMO ROMANCE DE BALZAC, de GERALDO SARNO 

Prêmio da Crítica: Melhor Filme: DIÁRIO DE UMA BUSCA, de FLAVIA CASTRO

Prêmio do Júri Popular: Melhor Filme: 180º, de EDUARDO VAISMAN

Prêmio do Júri Estudantil: Melhor Filme: DIÁRIO DE UMA BUSCA, FLAVIA CASTRO

 

Jeferson De: consagração no Festival de Cinema de Gramado

 

 LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO

Melhor Filme: MI VIDA CON CARLOS, de GERMAN BERGER

Melhor Diretor: NICOLAS PEREDA, por PERPETUUM MOBILE

Melhor Ator: GABINO RODRIGUEZ, por PERPETUUM MOBILE e MARTIN PIROYANSKY,

por LA VIEJA DE ATRAS;

Melhor Atriz: ALMA BLANCO, por LA YUMA

Melhor Roteiro: PABLO JOSE MEZA, por LA VIEJA DE ATRAS

Melhor Fotografia: MIGUEL LITTIN por MI VIDA CON CARLOS

Prêmio Especial do Júri: LA YUMA, de FLORENCE JANGEY

Prêmio da Crítica: Melhor Filme: EL VUELCO DEL CANGREJO, de OSCAR RUIZ NAVIA

Prêmio Júri Popular: Melhor Filme: MI VIDA COM CARLOS, de GERMAN BERGERPrêmio Júri Estudantil: Melhor Filme: EL VUELCO DEL CANGREJO, de OSCAR RUIZ NAVIA 

Caio Blat, Jonathan Haagensen e Silvio Guindane: elenco do premiado BRÓDER

 

 PREMIAÇÃO – CURTA 35 MM E DIGITAL

Melhor filme: CARRETO, de CLAUDIO MARQUES E MARILIA HUGHES  E HARUO

                      OHARA, de RODRIGO GROTA

Prêmio Especial do Júri: OS ANJOS DO MEIO DA PRAÇA, de ALÊ CAMARGO E

                                         CAMILA CARROSSINE

Melhor Diretor: RODRIGO GROTA por HARUO OHARA

Melhor Ator: FLAVIO BAURAQUI por NINJAS

Melhor Atriz: ELISA VOLPATTO por UM ANIMAL MENOR

Melhor Roteiro: CLAUDIO MARQUES E MARILIA HUGHES por CARRETO 

Melhor Fotografia: CARLOS EBERT por HARUO OHARA

Melhor Trilha Musical: MARCELO FRUET, BOTO STANLEY E AUGUSTO CANANI

por AMIGOS BIZARROS DO RICARDINHO

Melhor Montagem: PAULO SACRAMENTO por NINJAS

Melhor Direção de Arte: VICENTE SALDANHA por AMIGOS BIZARROS DO

                                        RICARDINHO

Prêmio da Crítica: Melhor Filme:  BABÁS, de CONSUELO LINS

Prêmio do Júri Popular: Melhor Filme: RATÃO, de SANTIAGO DELLAPE

Prêmio Estudantil: Melhor Filme: HARUO OHARA, de RODRIGO GROTA 

 

Mostra Panorâmica:

 

Melhor Filme: TERRA DEU, TERRA COME, de RODRIGO SIQUEIRA 

MOSTRA GAÚCHA – Prêmio Assembléia Legislativa de Cinema                                           35MM E DIGITAL

Melhor Filme: Um Animal Menor, de PEDRO HARRES e MARCOS  CONTRERAS

Melhor Direção: William Meyer, por Eu e o cara da piscina

Melhor Roteiro: Pedro Harres e Marcos Contreras, por Um animal Menor

Melhor Fotografia: Bruno Polidoro, por Um animal menor e Peixe Vermelho

Melhor Direção de Arte: Lívia Santos, por Eu e o cara da piscina

Melhor Música: Jean Pierre Caron e Rafael Sarpa, por Peixe Vermelho

Melhor Montagem: Denise Marchi, por Eu e o cara da piscina

Melhor Edição de Som: Gabriela Bervian, por Peixe Vermelho

Melhor Produtor/ Produtor Executivo: Ana Adams, por Peixe Vermelho

Melhor Ator: Fernando Mantelli, por  Limbo

Melhor Atriz: Araci Esteves, por Maldita

Sensacional atriz gaúcha ARACI ESTEVES ganha mais uma estatueta

Festival de Gramado Começa HOJE

Foi há quatro anos que, em busca de renovação, o Festival de Gramado mudou sua curadoria, passando por uma repaginação. O crítico José Carlos Avellar e o cineasta Sérgio Sanz começaram pelo que talvez parecesse mais simples e até lógico – já que a crise do festival se devia à primazia do glamour do tapete vermelho sobre a qualidade dos filmes e dos debates, eles fizeram uma opção pelo cinema de autor – não tão radical, é verdade, quanto a empreendida por outro curador, Eduardo Valente, no Festival de Tiradentes. Mas Gramado mudou e, agora, na sua 38.ª edição, a quarta com curadoria de Avellar e Sanz, o festival atinge uma rara proposta de equilíbrio.

Divulgação

KIKITO, o troféu do Festival de Gramado

É uma das marcas deste ano – a outra é que Gramado aumenta seu número de dias e, dos tradicionais seis, passa agora a nove. Ou seja, de sexta, 6, a sábado, 14. O filme de abertura, fora de concurso, será Bróder, de Jefferson De. O aumento do número de dias representa custos, operacionalidade, mas Avellar e Sanz acreditam que Gramado, a exemplo dos maiores festivais do mundo, precisa dar ao público e à crítica tempo para absorver e debater as mudanças que estão sendo propostas. Isto foi intencional, a seleção, uma decorrência. “Não foi um conceito, alguma coisa que tivéssemos buscado, mas consequência das próprias obras que se inscreveram para a competição nacional. Percebemos que havia, meio a meio, filmes de diretores estreantes e veteranos. Resolvemos montar uma seleção quatro a quatro – quatro filmes de diretores novos e quatro de diretores conhecidos”, explica Avellar, por telefone.

“Nos pareceu uma maneira interessante de discutir estilos e métodos de produções. A diversidade, afinal, continua dando o tom da produção brasileira. Existe um cinema que se pretende mais comercial. Não somos contra, mas nosso recorte privilegia o cinema de autor”, ele acrescenta. O mesmo procedimento foi adotado para a mostra competição internacional. “Buscamos países latinos que produzam menos, ou não têm propriamente uma tradição, mas que trazem propostas artísticas ou de métodos de realização que possam ser debatidas com seus colegas brasileiros, visando a uma integração.”

Bróder, filme premiado de Jefferson D, abre 38a edição do Festival de Gramado

No formato proposto por Avellar e Sanz, o festival não é – não quer ser – um campeonato de filmes. Sem dúvida que eles buscam a qualidade, mas, independentemente de serem os melhores filmes, os filmes das duas seleções – a brasileira e a latina – dialogam entre si e é o mais importante. Vejam as duas listas. A brasileira contempla os novos – Eduardo Vaisman, Flávia Castro, etc. — e os veteranos – Jorge Durán, Sylvio Back. O filme de encerramento foi buscado pela dupla de curadores e eles explicam por quê. “Um filme de Cao Guimarães nos interessaria, a priori, mas Ex-Isto nos interessou ainda mais por ser sobre um poeta como Paulo Leminski. Nos pareceu um diálogo íntimo e forte com uma de nossas homenageadas, Ana Carolina. A obra dele se constrói por meio de imagens visuais e verbais muito fortes. Os títulos dos filmes de Ana, Mar de Rosas, Das Tripas Coração, etc., já anunciam alguma coisa que será expressa ou retomada pela realização. E o último filme que fez foi sobre um poeta, Gregório de Mattos.”

Ana Carolina recebe o Troféu Eduardo Abelim, que leva o nome do pioneiro do cinema gaúcho e brasileiro. Paulo César Pereio é o homenageado do Troféu Oscarito e uma terceira homenagem será prestada ao presidente da Cinemateca Uruguaia, Manuel Martinez Carril (leia sobre cada um deles nesta página). O princípio do equilíbrio – cinematografias conhecidas e outras nem tanto – também prevalece entre os latinos. Os filmes que concorrerão ao Kikito vêm de tradicionais competidores – e vencedores – como Uruguai e Argentina, mas também de países como a Nicarágua, de produção mais sazonal. Ambas as seleções contemplam obras nas bordas da ficção e do documentário, uma tendência que tem sido reiterada por Gramado, nos últimos anos.

* Texto de Luiz Carlos Merten

Longas Nacionais

180° – Eduardo Vaisman (Rio de Janeiro)

Diário de uma Busca – Flavia Castro (Rio)

Enquanto a Noite Não Chega – Beto Souza (Porto Alegre)

Não Se Pode Viver Sem Amor – Jorge Durán (Rio)

O Último Romance de Balzac – Geraldo Sarno (Rio)

Ponto Org – Patricia Moran (São Paulo)

O Contestado – Restos Mortais – Sylvio Back (Rio)

 Longas Estrangeiros

El Vuelco del Cangrejo – Oscar Ruiz Navia (Colômbia/França)

Historia de un Dia – Rosana Matecki (Venezuela)

La Vieja de Atras – Pablo Jose Meza (Argentina/Brasil)

La Yuma – Florence Jaugey (Nicarágua)

Mi Vida con Carlos – German Berger (Chile/Espanha/ Alemanha)

Ojos Bien Abiertos – Un Viaje por la Sudámerica de Hoy – Gonzalo Arijon

Saiba mais: www.festivaldegramado.net