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Marcelo Serrado volta ao cinema como o maestro João Carlos Martins

A história de vida do maestro João Carlos Martins, cuja tradução é uma exemplar lição de coragem, disposição e ousadia, vai chegar às telas do cinema. E caberá ao ator Marcelo Serrado assumir o papel do maestro.

Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, o filme com Marcelo Serrado terá direção de Bruno Barreto.

Marcelo Serrado, que canta e toca piano, é ator que já recebeu o KIKITO (o cobiçado prêmio do Festival de Cinema de Gramado), e que conquistou inúmeros fãs com o perosnagem “Crô” da novela Fina Estampa, começará a ensaiar as músicas que o pianista interpretava e, depois do remake de Gabriela, vai deixar o cabelo crescer para ficar parecido com o maestro na juventude.

O filme contará detalhes da vida de João Carlos Martins, como quando ele perdeu a virgindade num bordel, aos 19 anos, em Cartagena, na Colômbia; a carreira de pianista; a perda dos movimentos das mãos e a volta por cima, em meio a um turbilhão de condições adversas. Mesmo assim, o pianista conseguiu prosseguir na música, enveredando por outros caminhos e evidenciando seu talento e vocação para a profissão, através de uma formidável capacidade de superação, que o levou a atuar como maestro.

Vida de João Carlos Martins, recheada de acontecimentos surpreendentes, vai chegar ao cinema…

 

Fito Paez lança novo disco, com participação de Chico Buarque

Músico argentino faz mais uma parceria com a Música Brasileira

O músico argentino Fito Paez, que lançou recentemente

Fito Paez: ligação afetiva com a música brasileira…  foto: Magdalena Gutierrez

Os primeiros acordes sugerem um tango a la Astor Piazzolla (1921-1992). Logo, porém, vêm versos familiares, mas em outra língua: “amó aquella vez como se fuese ultima/ besó a su mujer como se fuese ultima”.

Construcción, versão portenha para o clássico de Chico Buarque, é o carro-chefe de Canciones para Aliens, novo disco do argentino Fito Paez, que acaba de ser lançado no Brasil.

Chico surge também em outra faixa. Dessa vez de viva-voz. Faz um duo com Fito em Tango (Promesas de Amor), composição do japonês Ryuichi Sakamoto.

“Já tinha ouvido Chico cantando em espanhol e achava fantástico. No disco soa como quem se aventura num outro terreno, mas com seu estilo, sem perder a identidade”, diz Fito.

Primeiro registro da parceria com os Paralamas está no disco de 1991…

Não é de hoje que Fito realiza intercâmbios com a música popular brasileira. Gravou uma versão de “Track, Track”, dos Paralamas do Sucesso, e teve sua “Un Vestido y un Amor” imortalizada por Caetano Veloso no álbum “Fina Estampa”.

Com HERBERT VIANNA, Fito Paez tem uma relação longa e muito profícua: os dois gravaram juntos várias vezes. As canções estão nos discos Os Grãos (Paralamas), Severino (Paralamas) e Santorini Blues (segundo CD solo de Herbert).

As músicas: El vampiro bajo el sol (letra de Herbert e música de Fito, CD Severino) e Por siete vidas (Caceria) – belíssima versão de Herbert para canção do hermano argentino, registrada no disco Santorini Blues

“O Brasil é essencial no meu trabalho. Busco muita inspiração ali e acho que a troca tem aumentado”, diz Fito.

O álbum traz também outras versões. A ideia da reunião de reinterpretações surgiu quando foi convidado para gravar um bolero do mexicano Armando Manzanero para uma coletânea.

A partir daí começou a escolher faixas que gostaria de regravar. “Não é um álbum conceitual. As escolhas foram todas subjetivas”.

Estão no disco músicas do norte-americano Marvin Gaye (“Baila por Ahí”), do francês Jacques Brel (“Ne me Quitte Pas”), do argentino Charly Garcia (“Yo no Quiero Volverme tan Loco”) e do chileno Victor Jara (“Te Recuerdo Amanda”), entre outras.

Fito conta que não teve problemas com relação a direitos autorais, exceto com a viúva de John Lennon, Yoko Ono, que vetou uma versão de “Across the Universe”.

Sobre o músico Luis Alberto Spinetta, morto em fevereiro, declara que a Argentina perdeu alguém da envergadura de um Caetano Veloso para o Brasil. “Nós mesmos não chegamos a compreender ainda a riqueza de seu legado. É algo que vai ser descoberto com o tempo. É um poeta do rock. E nos deixou um baú cheio de tesouro”, completa.

* Com informações de SYLVIA COLOMBO, de Buenos Aires