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Sérgio Fonta e a Dramaturgia Carioca: É Hoje !

 

 

Academia Carioca de Letras

A Academia Carioca de Letras tem a honra de convidar V. Exa. e Exma. Família para a palestra O Rio de Janeiro e a dramaturgia nacional no início do século XX, que será proferida pelo ator, dramaturgo e pesquisador Sergio Fonta.

Atenciosamente,

Nelson Mello e Souza

Presidente

Dia: 4 de Março de 2013, às 17h30 min.

Local: Auditório da Academia Carioca de Letras

Rua Teixeira de Freitas, 5, 3º andar – Lapa-RJ

Sérgio Fonta: jornalista, ator, escritor, é biógrafo de Rubens Corrêa… na foto, ao lado da atriz Aracy Cardoso…

Dias Gomes recebe justa Homenagem na ABL

Dramaturgo dos mais importantes, criador de peças e telenovelas inesquecíveis, o baiano DIAS GOMES faria 90 anos neste 19 de outubro

O Convite que este AURORA DE CINEMA recebe vem de Serginho Fonta – escritor, ator, dramaturgo e grande pesquisador da história do Teatro -, e também de Denise Emmer – escritora, compositora, cantora e poetisa carioca, filha do ilustre homenageado e da saudosa escritora Janete Clair.

Dias Gomes, que faleceu prematuramente num acidente de carro em maio de 1999, aos 76 anos, motivado por imperícia do condutor do táxi em que trafegava, faria 90 anos amanhã, mesma data em que o Poeta VINÍCIUS DE MORAES faria 99…

Dias Gomes, sempre inovador: nas novelas, temas que estavam na ordem do dia…

A Associação Brasileira de Imprensa e DeniseEmmer Dias Gomes Gerhardt convidam para a homenagem aos 90 anos de Dias Gomes

Depoimentos ao vivo de atores e escritores

Apresentação da Camerata Dias Gomes 

Mestre de Cerimônia Sérgio Fonta 

Denise Emmer e Sérgio Fonta à frente da oportuna Homenagem a DIAS GOMES…

Sexta, 19 de outubro, 18h

Rua Araújo Porto Alegre, 71/9º andar

Edifício Herbert Moses / ABI  Auditório Oscar Guanabarino

tel: 2282-1292

Entrada Franca

Denise Emmer no colo da mãe Janete Clair, tendo ao lado o pai, o dramaturgo Dias Gomes…

UM POUCO MAIS SOBRE DIAS GOMES, Imortal do TEATRO BRASILEIRO

“Inconformista”. Esse é o adjetivo que o baiano Alfredo de Freitas Dias Gomes (1922-1999), autor de “O Pagador de Promessas”, “O Bem-Amado” e “Roque Santeiro” -peças que viraram novelas- usava com orgulho para falar de sua obra e de si.

“Meu teatro, como tudo que escrevo, é inconformista. Quando você se conforma, não há por que escrever mais. Se você está de acordo com tudo, não há razão para ocupar o tempo de ninguém.”

A declaração dada ao programa “Roda Viva”, em 1995, é uma das que estão no livro “Dias Gomes”, uma compilação de depoimentos organizada por suas filhas Luana e Mayra Dias Gomes, que será lançada na próxima sexta (19/10), quando o dramaturgo completaria 90 anos.

Mayra, Dias Gomes e Luana: as filhas mais novas do autor…

“Montar este livro foi uma maneira que eu e minha irmã encontramos de conhecê-lo melhor”, diz Mayra, filha de Dias com sua segunda mulher, a atriz Bernadeth Lyzio; ela tinha 11 anos (sua irmã Luana, 8) quando o pai morreu, em um acidente numa corrida de táxi em São Paulo.

Segundo Mayra, o autor deixou caixas lotadas de reportagens e textos, incluindo trabalhos inéditos “que provavelmente virão à tona nos próximos anos”.

Paulo Gracindo, Emiliano Queiroz e Lima Duarte protagonizaram a emblemática novela de Dias Gomes, “O Bem Amado”, marco da teledramaturgia…

Criador de uma série de personagens que perduram no imaginário popular com seus trejeitos e bordões -Sinhozinho Malta e Viúva Porcina (de “Roque Santeiro”), Odorico Paraguaçu (de “O Bem-Amado”), Tucão (de “Bandeira 2”) etc.-, Dias, pai da telenovela genuinamente brasileira, era primordialmente um homem de teatro.

Começou a escrever aos 15 anos e foi encenado pela primeira vez aos 19, quando Procópio Ferreira montou “Pé-de-Cabra” (1942), que foi sua primeira obra censurada. Socialista até o fim da vida, filiado ao Partido Comunista, imprimiu à sua produção um tom de crítica política e sátira social que lhe renderia fama e perseguição.

Dias Gomes é autor da obra que deu origem ao filme de Anselmo Duarte ganhador da Palma de Ouro em Cannes, O Pagador de Promessas

Com a decretação do AI-5 em 1968, “ficou impossível exercer qualquer atividade cultural neste país”, o que o levou à TV. “Lá era o único local em que poderia trabalhar para sobreviver”, disse em entrevista presente no livro de suas filhas.

Com sua entrada na Globo, em 1969, colegas comunistas acusaram-no de estar se vendendo. “Houve um certo patrulhamento, mas não de pessoas que eu respeitasse”, disse no “Roda Viva”.

Dias considerou que teve liberdade para criar: “Sempre escrevi sem intervenção nenhuma. Quer dizer, eu podia ser um som dissonante dentro da Globo, como era ‘O Bem-Amado’, que passava alguma crítica ao regime.”

Usou o espaço que teve para revolucionar a teledramaturgia, impondo a temática brasileira e o “realismo crítico” às novelas, quase todas adaptações de suas peças.

Também inaugurou a novela em cores com “O Bem-Amado” (1973), que está sendo relançada em caixa de dez DVDs (R$ 165, Globo Marcas); introduziu ainda o realismo fantástico na TV, com “Saramandaia” (1976), que vai ser refeita pela Globo como sua próxima novela das 23h.

Juca de Oliveira viveu ‘Zelão das Asas”, outro personagem marcante da obra de DIAS GOMES…

Seu aniversário, na próxima sexta, será comemorado em evento na Associação Brasileira de Imprensa, no Rio, organizado por uma de suas filhas com a novelista Janete Clair (1925-1983), a violoncelista Denise Emmer:

“Estou bolando a homenagem há mais de um ano. Acho que meu pai está bastante esquecido, principalmente como homem de teatro.”

Para ela, se seu pai estivesse vivo, “estaria à tarde assistindo ao mensalão na TV”. Inconformista, encontraria material farto no julgamento. “E faria uma paródia da situação política atual, com bastante imaginação.”

DIAS GOMES ORGANIZAÇÃO Luana Dias Gomes e Mayra Dias Gomes EDITORA Azougue QUANTO R$ 29,90 (208 págs.)

* Com informações de MARCO AURÉLIO CANÔNICO

Sérgio Fonta e o Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues no PEN Clube

Êxito da palestra de SÉRGIO FONTA sobre exponencial Dramaturgo faz PEN Clube promover nova conferência…

Foi tão próspera a palestra proferida pelo ator, jornalista, escritor e pesquisador SÉRGIO FONTA sobre a obra-prima do dramaturgo pernambucano NELSON RODRIGUES – VESTIDO DE NOIVA – que haverá uma nova oportunidade para conferir este momento de luz sobre página tão relevante da Dramaturgia Brasileira.

O PEN Clube do Brasil e a Academia Brasileira de Arte convidam para a conferência Vestido de Noiva: Nelson Rodrigues em três ângulos de História, em comemoração ao centenário de nascimento do importante escritor, jornalista e dramaturgo brasileiro.

conferencista Sérgio Fonta

dia 15 de outubro, segunda-feira

das 17h30 às 20h, na sede social do PEN Clube

Sérgio Fonta: estudioso da obra de Nélson Rodrigues, integra o PEN Clube e tem palestra agendada sobre a obra imortal do festejado dramaturgo pernambucano…

ONDE: Praia do Flamengo, 172 /11º andar.

Após a Conferência será servido o tradicional lanche.

Atenciosas saudações, Cláudio Aguiar

(Presidente do PEN Clube do Brasil)

Luciana Braga e Malu Mader numa das montagens da obra mais conhecida de Nélson Rodrigues, o clássico Vestido de Noiva

Visite o portal do PEN CLUBE: http://www.penclubedobrasil.org.br

SAIBA MAIS sobre NÉLSON RODRIGUES:

“Ele será sempre um grande autor”, afirma Bárbara Heliodora, que atribui a Nelson Rodrigues a subida aos palcos dos diálogos que reproduzem a língua falada pelas plateias. “Nelson era um repórter extraordinário, e foi muito influenciado pela experiência como jornalista”, diz. “Tinha um ouvido tão maravilhoso que conseguiu captar o brasileiro falando. Nós aprendíamos na escola que poderíamos falar errado, mas deveríamos escrever corretamente. Os autores escreviam certo, esquecidos de que aquilo era para ser falado.” Só depois de Vestido de Noiva os atores começaram a falar o português das ruas. A descoberta do diálogo em brasileiro fez de Nelson Rodrigues, segundo o crítico Sábato Magaldi, “um autor seminal, que fecundou a nossa dramaturgia”.

* Do blog do jornalista Augusto Nuneshttp://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/tag/nelson-rodrigues/

** Confira vídeo com o escritor NELSON RODRIGUES: http://www.youtube.com/watch?v=TlOBVe6yE80

Vestido de Noiva, ainda e sempre… Nelson Rodrigues e o Teatro

Peça mais conhecida de Nelson Rodrigues ganha análise do escritor SÉRGIO FONTA

Leandra Leal brilhou na versão Vestido de Noiva de Gabriel Villela, em 2009

A conferência de SÉRGIO FONTA está marcada para o próximo dia 21 de agosto, terça-feira, a partir das 16h, com entrada franca.

Julinha Lemmertz ao lado do escritor Sérgio Fonta, autor de ótima biografia do ator Rubens Corrêa…

A Academia Luso-Brasileira de Letras, através de seu Presidente Francisco dos Santos Amaral Neto convida para Conferência com o ator/diretor e escritor SÉRGIO FONTA – que comanda o programa TRIBO DO TEATRO, toda sexta, às 12:30h, na rádio Roquette Pinto -, que vai comentar a obra de um dos Dramaturgos Brasileiros mais importantes de todos os tempos, o pernambucano NELSON RODRIGUES.

Nelson Rodrigues, um dos dramaturgos mais festejados do país…

A atual montagem de Vestido de Noiva pelo grupo Os Satyros: em cartaz até domingo no Teatro Cacilda Becker (SP). Direção Rodolfo García Vázquez e Helena Ignez como Madame Clecy.

Marília Pera: Madame Clecy na versão cinematográfica de Vestido de Noiva

A obra a ser destrinchada por Sérgio Fonta é a mais popular de Nelson, a emblemática Vestido de Noiva, que ganha sucessivas montagens em todas as partes do país, já tendo também chegado ao cinema e à tela da TV Globo.

Tônia Carrero e Suzana Vieira na versão de Vestido de Noiva para a TV Globo – Programa APLAUSO, 1979…

Considerada marco inicial do moderno teatro brasileiro, encenada pela primeira vez em 1943 com direção do polonês Ziembinski, Vestido de Noiva causa polêmica desde sua primeira montagem. Segundo o professor e crítico Sábato Magaldi, grande estudioso de Teatro, esta faz parte de uma série de peças psicológicas do dramaturgo, com uma linguagem forte que transporta para o palco a profunda angústia presente nos textos do autor, capaz de chocar e emocionar o público há gerações pelo modo cru e abrupto de retratar a realidade velada da classe média carioca.

Uma das montagens de Vestido de Noiva em 1965…

A trama acontece através de ações simultâneas, as quais vão-se desenhando em três planos – realidade, alucinação e memória.

Versão dos Sátyros: Ivam Cabral, Helena Ignez e Cléo De Páris (foto: André Stéfano)

VESTIDO DE NOIVA é a peça que deu início ao processo de modernização do teatro brasileiro

Essa era a segunda peça escrita por Nelson. O autor trabalhava como jornalista, profissão que herdara do pai, e procurava, naquele período, uma fonte de sustento complementar. Seu primeiro trabalho para os palcos, A Mulher sem Pecado, tinha como pretensão conseguir o sucesso obtido por outras produções da época, como A Família Lero-Lero, comédia do cearense Raimundo Magalhães Júnior.

O grupo Os Comediantes na revolucionária versão de Vestido de Noiva, 1943

De acordo com os estudiosos, embora a peça de Nelson fosse obra de valor artístico muito superior a de Magalhães Júnior, ao estrear, em 1942, não obteve a simpatia do público e resultou em fracasso de bilheteria. Um ano depois, Vestido de Noiva iria revolucionar o teatro brasileiro através da lendária montagem sob a direção do polonês Zbigniew Marian Ziembinski, que chegara ao Brasil cerca de dois anos antes. E aqui, pela primeira vez, foi então usado o hoje muito conhecido Método de encenação do russo Stanislavski, através do qual é o próprio ator quem empresta aos personagens suas emoções pessoais para então criar uma outra persona através de sua própria vivência, suas experiências, sua memória afetiva.

Ziembinski deu nova forma ao texto de Nelson. Seu rigor na encenação  com a exigência de ensaios constantes, e a transmissão de novas diretrizes em termos de interpretação elevou a concepção brasileira de teatro a novos níveis.

Yoná Magalhães como Alaíde na versão de Vestido de Noiva, em 1965…

A representação de VESTIDO DE NOIVA, conforme a divisão em 3 planos, desenvolve-se em três atos, cuja relação não é exatamente cronológica, a não ser no plano da realidade, o qual acompanha a degradação do estado de saúde de Alaíde e a aniquilação consequente dos outros dois planos.

A versão dirigida por Gabriel Villela em 2009 com Leandra Leal, Marcello Antony e Vera Zimmermann…

 A palestra de SÉRGIO FONTA intitula-se VESTIDO DE NOIVA: NELSON RODRIGUES EM TRÊS ÂNGULOS DE HISTÓRIA e acontece na próxima terça, com ENTRADA FRANCA.

SERVIÇO

Luciana Braga e Malu Mader em uma das versões de Vestido de Noiva

Conferência VESTIDO DE NOIVA: NELSON RODRIGUES EM TRÊS ÂNGULOS DE HISTÓRIA

Com o escritor SÉRGIO FONTA

ONDE:  Academia Luso-Brasileira de Letras
(Confederação das Academias de Letras do Brasil)

Endereço: rua Teixeira de Freitas, 5 / 3º andar, Lapa , RJ
perto da Estação Metrô/Cinelândia (saída Passeio)

Horário: 16h

ENTRADA FRANCA

Marcello Antony como Pedro e Leandra Leal como Alaíde em montagem dirigida por Gabriel Villela…

A Dramaturgia Brasileira em livro de Sérgio Fonta

 

O esplendor da comédia e o esboço das ideias: dramaturgia brasileira dos anos 1910 a 1930

O ator, escritor, pesquisador e diretor sérgio fonta convida para o lançamento de seu novo livro, quarta, no theatro dulcina, centro do Rio.

O livro, a ser lançado pela Funarte, reúne o melhor da produção teatral carioca do início do século XX: são 10 peças daquele tempo, todas com atualização ortográfica, sinopse de cada texto e biografia de cada autor, além de fotos e mais de 70 notas ao pé de página, delineando uma época e trazendo à tona dez de nossos maiores dramaturgos.

Algumas peças que dormiam nos escaninhos da memória, agora estão prontas para voltar à cena. É um livro para atores, diretores, estudantes, produtores e todos aqueles que amam o teatro.

Sérgio Fonta e a atriz Aracy Cardoso em noite de Teatro…

Como Serginho Fonta, este querido amigo, pesquisador contumaz, ator e escritor de nossos melhores.

VAMOS AO TEATRO e Viva a Dramaturgia Brasileira !