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Bárbara Cariry promove Outros Cinemas em Fortaleza

Abertas até dia 17 as inscrições à quinta edição da Mostra Outros Cinemas, que vai acontecer de 16 a 19 de outubro na Casa Amarela da UFC, em Fortaleza.

Os interessados devem enviar as produções acompanhadas de ficha de inscrição, devidamente preenchida e assinada, além de fotos, release e autorização de exibição, disponíveis em: www.mostraoutroscinemas.blogspot.com  

Podem ser inscritas produções de todo o país. Os filmes selecionados pela curadoria da Mostra não são exibidos em nível competitivo.

Cada participante poderá inscrever até 2 filmes e/ou vídeos, de acordo com sua duração (curta metragem – até 23 minutos), sobre qualquer tema e que não tenha participado de edições anteriores.

Idealizada por Bárbara Cariry, a Mostra Outros Cinemas é uma realização da Sereia Filmes e vai consolidando-se como mais um espaço alternativo para a difusão da produção audiovisual brasileira.

Webjet NUNCA MAIS !

COMPANHIA AÉREA DESRESPEITA PASSAGEIROS E AMEAÇA ATÉ COM POLÍCIA

Vejam só como as coisas por aqui caminham de mal a pior quando se trata de funcionamento de companhias aéreas.

Um grupo de amigos cineastas de Recife deveria ter embarcado ontem, às 17:30, em voo da companhia WebJet Fortaleza-Recife… somente agora eles conseguiram adentrar uma aeronave…

Vem aí mais um Festival de Esquetes…

 

CARRI Costa idealizou, realiza, produz e convida: mais um Festival de Esquetes de Fortaleza.

Ótima pedida para quem faz Teatro, recomendável para todos que gostam de boa diversão e de assistir a peças de teatro, curtinhas e com muito a dizer.

É no Teatro da Praia: Rua José Avelino, 662, na praia de Iracema. Informações: 3219-9493.

Setembro de Tela Digital em Maracanaú

 

A Região Metropolitana de Fortaleza se prepara para a realização de seu primeiro festival de cinema, o I Festcinemaracanaú. O evento, um festival de cinema digital acontecerá de 21 a 26 de setembro, em Maracanaú.

A organização do festival recebeu mais de 500 inscrições de produções tanto nacionais quanto internacionais, oriundas de países como Argentina, México, Chile, Venezuela, Uruguai, Portugal e Chile, entre curtas e longas metragens e ainda produções em novas mídias, realizadas em celular, câmera digital e outros suportes. Totalizando assim: 29 longas – 10 Internacionais e 19 nacionais; 27 – novas mídias e 482 – curtas – 12 internacionais e 470 nacionais.

O resultado dos filmes selecionados será divulgado na primeira quinzena de agosto, para curta metragens e no final de agosto serão conhecidos os longas metragens escolhidos.

Mesmo sendo um festival de cinema digital, não há distinção de película e vídeo. Todos têm o tratamento igual dos organizadores, mas o festival apenas aceita filmes finalizados em digital.
O I Festcinemaracanaú é realizado pela Abraham Filmes Digitais.
 
Site do Festival:

http://www.festcinemaracanau.com.br

Clássicos de graça em Cineclube


O Cineclube Vila das Artes apresenta este mês uma seleção dos melhores clássicos do cinema italiano, como Ladrão de Bicicletas, de Vittorio de Sica e Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini, roteiro de Frederico Fellini. Os filmes traçam o perfil sócio-cultural de uma Itália que se reconstruía das dificuldades da pós-guerra. Na sequência, Teorema, de Píer Paolo Pasolini, que expressa uma perspectiva particular da crise estrutural do capital a partir de uma de suas principais instâncias sócio-reprodutivas: a família. A Doce Vida, de Fellini, que traz uma Roma marcada pelas exibições mundanas, a decadência e os excessos. Fechando o ciclo de filmes do mês de junho Acossado, de Jean Luc Godard, retratando um mundo à margem de uma transformação social. As sessões, gratuitas, acontecem todas as quartas, às 18h30, na Vila das Artes sempre com a presença de um pesquisador, cineasta ou professor que conduz o bate papo com o público.  
  
Programação
 
 Dia 02
“Roma, Cidade Aberta” (Itália, 1945) – Filmado logo após a libertação da Itália, em locações reais e com atores amadores, Roma, Cidade Aberta tornou-se o marco inicial do neo-realismo italiano, que mostrou ao mundo que era possível se fazer cinema mesmo sob as condições mais precárias.
 
Dia 09
“Ladrões de Bicicletas” (Itrália, 1948) – Depois de procurar muito, Antonio consegue um emprego para colar cartazes de cinema pela cidade, o que faz com a ajuda de sua bicicleta. Porém, logo no primeiro dia de trabalho, ela é roubada. Junto com o filho pequeno, começa uma busca desesperada pela bicicleta, sua última esperança de uma vida melhor.
 
Dia 16
“A Doce Vida” (Itália, 1960) –  O jornalista Marcello vive entre as celebridades, os ricos e os fotógrafos que lotam a badalada Via Veneto. Neste mundo marcado pelas aparências e por um vazio existencial, ele frequenta festas, conhece os tipos mais extravagantes e descobre um novo sentido para a vida.  
 
Dia 23
“Teorema” (Itália, 1968) – Um jovem chega misteriosamente e se hospeda na casa de uma família burguesa. Aos poucos, ele vai seduzindo a empregada, a mãe, o filho, a filha, e por ultimo o pai. Teorema é um dos filmes clássicos do mestre do cinema italiano produzido em 1968, expressa uma perspectiva particular da crise estrutural do capital a partir de uma de suas principais instâncias sócio-reprodutivas: a família. 
 
Dia 30
“Acossado” (França, 1959) –  Em seu filme de estréia, Godard desconsiderou as formas convencionais e inovou a arte cinematográfica. Em uma narrativa fragmentada, apresenta Michel Poiccaard, um típico ladrão parisiense e admirador de Humprey Bogart. Um filme de perseguição espirituoso, romântico e inovador, que abriu as portas para a nouvelle-vague. Com roteiro de François Truffaut, Acossado é uma obra-prima da cinematografia francesa.

Instalação de Software Livre

FLISOL, o maior evento de divulgação de Software Livre da América Latina acontece sábado na Vila das Artes
A Vila das Artes recebe sábado (24) o FLISOL – Festival Latino Americano de Instalação de Software Livre – maior evento de divulgação de Software Livre da América Latina. O FLISOL é um evento que tem como principal objetivo promover o uso de software livre, fazendo instalação de softwares livres, apresentando sua filosofia, seu alcance, avanços e desenvolvimento ao público em geral.
O FLISOL acontece desde 2005, simultaneamente, em diversas cidades da América Latina. Com esta finalidade, diversas comunidades locais de software livre (em cada país,  cidade/localidade) organizam eventos para instalação  gratuita e legal de software livre nos computadores levados pelos participantes. Também, paralelamente, são oferecidas apresentações, palestras e oficinas sobre temas locais, nacionais e latinoamericanos.
Em Fortaleza, na Vila das Artes o evento acontece das 8h às 18h. Inscrições e mais informações no site http://flisolceara.net. A participação é gratuita, traga o seu computador.
 
Programação:

9h
Firewall simples com Endian ( Rafael Sousa)
Mais que um Linux, um Big Linux (Lucas Filho)
10h
Shell Script, o poder da concha (Osvaldo Modesto Silva Filho)
Arch Linux – Uma distribuição Simples e Leve (Marcelo Cavalcante)

11h 
Feio é tu sem o Gimp (Lucas Filho)
LTSP,contribuindo com inclusão social, digital e garantindo ROI para companhias (Artur Lopes Bezerra)   
14h
Instalando o Linux (Rafael de Carvalho Farias)
Tux-CE – Colaborando com o Software Livre (Gilfran Ribeiro, Johnantan Pereira e Marcelo Cavalcante) 
15h
Compartilhando o conhecimento com vídeo aulas (Rafael de Carvalho Farias)
Conceitos e Fundamentos de Computação em Nuvem (Vinícius Zavam)
16h
BrOffice.org,do básico ao avançado (Lucas Filho)
Computação Verde (Ivonísio Mosca)

VIVA EMILIANO QUEIROZ !

Semana SESC de Artes Cênicas em Fortaleza tem como grande HOMENAGEADO o ator Emiliano Queiroz, que está na cidade desde domingo curtindo os ares da beira-mar de sua querida Fortaleza.

Hoje é dia de bate-papo com o ator a partir das 19h, no Teatro Sesc que leva seu nome e está fazendo 10 anos (avenida Duque de Caxias, 1701, Centro).

Já na quarta, 31, encerrando a programação, haverá apresentação do espetáculo Navalha na Carne – clássico de Plínio Marcos  onde a atuação de Emiliano foi consagrada no teatro e depois no cinema , às 20h, com participação do também cearense  Gero Camilo.

Programação gratuita. Caio Quinderé convida.

Outras informações: (85) 3452 9060.

Cineasta Maria Letícia, companheira de todas as horas, é autora da biografia do ator pela Coleção APLAUSO e assina belo documentário sobre EMILIANO a ser exibido na quarta.

PARIS Revive ANTÔNIO BANDEIRA

Considerado um dos maiores pintores brasileiros de todos os tempos, Antônio Bandeira (1922 – 1967) deve grande parte de seu mérito artístico a Paris.

Nascido em Fortaleza em 1922, foi na capital francesa que o artista viveu a maior parte de seu aprendizado na pintura, travou contato com pessoas e ideias que definiriam seu estilo e realizou exposições que o tornariam célebre na crítica brasileira e internacional. Em entrevista de 1950, disse: “É sobretudo graças a Paris, fermento de arte e de inteligência, que sou reconhecido”.

Agora, mais de 40 anos após sua morte em solo parisiense, a obra de Bandeira volta à cidade que o consagrou, com a mostra A abstração lírica na pintura de Bandeira, aberta ao público a partir de terça-feira na Maison de L’Unesco.

A exposição é composta por 30 obras em óleo e 10 papéis, provenientes de colecionadores particulares e instituições como o MAM. A curadora, Vera Novis, planeja a mostra em Paris desde 1995, quando organizou retrospectivas no MAM e no Masp, mas só conseguiu tirá-la do papel agora, 25 anos depois da última individual póstuma de Bandeira na cidade francesa. As obras dão uma visão de conjunto da obra do artista, com ênfase no período europeu.

A trajetória artística de Bandeira começa na Fortaleza da década de 40. Com pouco mais de 20 anos, o pintor autodidata se aproveitava do bom momento cultural vivido pela capital cearense.

Havia muita efervescência, salões de arte e exposições semestrais. Bandeira ganhava prêmios em todos – destaca Vera Novis.

Em 1945, o suíço Jean- Pierre Chabloz, pintor, desenhista e crítico de arte, realizou uma visita à cidade e, conhecendo a obra de Bandeira, o convidou para uma exposição no Rio.

A primeira passagem na então capital federal foi marcante, mas curta. A cidade foi seu primeiro contato com uma metrópole, uma das grandes inspirações de sua obra.

Ao chegar ao Rio e ver edifícios altos, inexistentes em Fortaleza, ele deslumbrou-se, o impacto foi muito grande – diz a curadora.

Menos de 10 meses depois, ele deixaria a cidade, após obter sucesso com duas exposições coletivas e uma individual, no Instituto de Arquitetos do Brasil, e ganhar uma bolsa de estudos na França.

Sua pintura nessa época começa a se transformar. Se, no Brasil, tinha Van Gogh como maior inspiração, seu estilo começa a ser alterado por influência de vanguardas como o fauvismo e o cubismo.

– Antes ele tinha um estilo expressionista carregado, pintava madonas, Jesus morto nos braços da mãe, observa Vera. – Em Paris, obras como Mulher Sentada Lendo e Cara trazem uma influência cubista clara.

O artista divide a vida entre os cafés e a academia entre 1946 e 1950. O fim da bolsa, de apenas um ano, não o impede de permanecer na cidade, e eventos consagrados do circuito artístico parisiense como o Salon d’Automne e Salon d’Art Libre, e novos, como o Salon de Mai, apresentam obras do artista. Seu ânimo na Paris do pós-guerra fazia com que as pessoas ficassem encantadas, além de aumentar seu círculo de relações.

É nessa época que Bandeira se torna amigo da pintora francesa Camille Bryen, e o alemão Wolfgang Schulze, já consagrado e conhecido como Wols. A produção do brasileiro nessa época já começava a ficar mais gestual e abstrata, e a influência do amigo é incontestável. Ainda assim, enquanto o alemão lida com temas lúgubres e atormentados, Bandeira prefere temas alegres.

Seu sentimento artístico nada tinha a ver com abstracionismo. Sua verdade interna não era niilista, era o contrário do desespero de Wols. Os opostos se atraíram – comenta a curadora.

Após fundar o grupo Banbryols com os amigos – uma das maiores frustrações do artista foi nunca ter chegado a expor coletivamente com o grupo, cujo nome surgiu das iniciais dos três – é convidado para a 1ª Exposição de Pintura de Artistas da América Latina na Maison de l’Amérique Latine e vive completamente integrado à chamada École de Paris. Esse percurso culmina em sua primeira exposição individual, realizada na Galerie du Siècle. A essa altura já é total sua adesão ao movimento denominado abstração lírica ou informal.

Retorna ao Brasil em 1951, por ocasião da 1ª Bienal de São Paulo, onde o informalismo de sua obra ficará contraposto à linguagem construtivista e precisa dos artistas brasileiros de então. Desenvolve então o estilo que marcará definitivamente sua carreira, variando de pinturas a óleo de extrema delicadeza a outras com traços primitivos, realizadas com bastões. Ao mesmo tempo, os temas variam de árvores, paisagens longínquas ou cidades.

Ele dizia que não era abstrato, que seus temas eram da infância. Pode-se ver fagulhas, constelações, galáxias, explosões e fogo de artifício em seus quadros – detalha Vera.

Premiado por seu cartaz da segunda edição da Bienal, retorna à Europa em 1954 e, depois de alguns meses na Itália, volta a Paris para outra temporada de cinco anos.

Essa segunda estadia em Paris foi a de maior êxito. Fez sucesso junto a marchands de grandes galerias, expôs em Londres em 1955 vendendo mais da metade dos quadros na abertura e em 1956 ganhou outra exposição em Paris – comenta a curadora. – Em 1957 foi a vez de Nova York; no ano seguinte, a de Bruxelas, onde foi convidado a fazer todo o painel do Pavilhão Brasileiro na Exposição universal e internacional, o auge de sua carreira.

Ao retornar ao Brasil, em 1959, Bandeira já é um artista consagrado por críticos como Mário Pedrosa e Sérgio Milliet. Sua atividade nessa temporada de cinco anos é intensa: fica muito amigo de poetas como Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Paulo Mendes Campos, inaugura o MAM da Bahia, expõe nos principais museus e galerias do país e, paralelamente, segue enviando trabalhos para mostras em Paris, Munique e Nova York. Volta a Paris em 1965, para sua terceira e última temporada, quando participa de algumas exposições até morrer prematuramente no dia 6 de outubro de 1967, após complicações em uma cirurgia para a retirada das amígdalas.

Duas homenagens póstumas são realizadas em Paris: uma Sala Antonio Bandeira no Salon Comparaisons em 1968, e, em 1971, uma exposição individual na Galeria Debret da Embaixada Brasileira. Em 1985 a Galerie Michel Broomhead apresenta uma mostra individual do artista. A maior coleção de suas obras atualmente se encontra no Museu do Ceará, em Fortaleza, com 34 quadros.

 * Informações de André Duchiade, Jornal do Brasil