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Walter Firmo em Campinas para Mês da Fotografia

Na próxima segunda, 5 de agosto, às 19h30, ocorre o lançamento oficial do Festival Hercule Florence e do Mês de Fotografia de Campinas.  O lançamento contará com palestra sobre a obra do fotógrafo carioca Walter Firmo, além de uma apresentação musical e da exibição de um curta-metragem produzido em parceria pelos estúdios Ateliê da Imagem e Art Salon. O evento será no CPFL Cultura (Rua João Figueiredo Correa, 1632, bairro Chácara das Flores). 

Entre as atividades que compõem o Mês da Fotografia de Campinas, está a quarta edição do Seminário Imagem e Atualidade, promovido pela PUC-Campinas, de 17 a 20 de agosto. A atividade faz parte do Festival Hercule Florence e do Mês de Fotografia, de 2 a 31 de agosto, que entre as atividades terá palestras, oficinas e exposições espalhadas por diversos pontos de Campinas. 

O objetivo do Seminário é debater o cenário da atividade fotográfica, estimulando a reflexão dos profissionais de fotografia, mas também de estudantes e interessados na área. A programação completa será disponibilizada, em breve, no Portal PUC-Campinas. 

Sobre Walter Firmo 

Fotógrafo carioca formado no fotojornalismo, Walter Firmo faz parte da historia da fotografia brasileira. Estreou no jornal Última Hora em 1957 e desde então esteve nos mais importantes veículos de imprensa brasileira: Jornal do Brasil, revistas Realidade, Manchete, Veja e Istoé. Em 1986 fundou e dirigiu o Instituto Nacional de Fotografia da FUNARTE e desde 1992 distribui seu conhecimento fotográfico em cursos por todo o país.

Expõe suas fotos nos principais centros culturais do país e do exterior. Recebeu diversos prêmios e homenagens, como o Prêmio Esso de Jornalismo pela reportagem Cem dias na Amazônia de Ninguém, uma série de cinco reportagens (texto e fotos) publicadas no Jornal do Brasil em 1963, o Golfinho de Ouro, concedido pelo governo do Estado do Rio de Janeiro em 1985, e nove vezes o Prêmio Internacional de Fotografia Nikon.

A qualidade do trabalho de Walter Firmo pode ser notada nos livros: “alter Firmo. Antologia Fotográfica, Paris parada sobre imagens e Rio de Janeiro cores e sentimento, além de diversas participações em livros de fotografia e exposições coletivas. Recebe o reconhecimento internacional quando citado no verbete “fotografia” da Enciclopédia Britânica, em 1971. O acervo de FIRMO cobre fatos relacionados a uma temática social e bem brasileira, registrando nosso folclore, nossa cultura e personagens típicos, de norte a sul do país, além de célebres figuras da cultura brasileira.

 SERVIÇO:

Lançamento do Festival Hercule Florence e do Mês de Fotografia de Campinas

Data: 5 de agosto

Horário: 19h30

Local: CPFL Cultura (Rua João Figueiredo Correa, 1632, bairro Chácara das Flores)

Entrada gratuita

IMPRENSA OFICIAL na CASA DAS ROSAS

Crônicas do Inesperado, do embaixador aposentado Renato Prado Guimarães, e Viva o Brasil, com imagens em preto e branco retratadas pelo fotógrafo francês Xavier Roy, são livros com crônicas e fotografias de autores encantados pelo Brasil.. 

 

 O Brasil sob as perspectivas de um brasileiro e de um francês é o tema da noite da próxima segunda-feira (22 de fevereiro) na Casa das Rosas (Av. Paulista, 37), com o lançamento de dois livros da Imprensa Oficial. Crônicas do Inesperado (R$ 40,00), do embaixador aposentado Renato Prado Guimarães, e Viva o Brasil, do fotógrafo francês Xavier Roy (R$ 60,00), apresentam o país em suas diversas dimensões. O primeiro traz crônicas com episódios curiosos vividos por Guimarães durante os anos em que morou em diversos países em razão de sua profissão, sempre com o Brasil como pano de fundo. O segundo tem pessoas e cenários fotografados por Roy entre 2003 e 2009 nas várias cidades brasileiras que visitou neste período. Os dois autores estarão presentes ao lançamento. 

Ainda inédito no Brasil – a obra foi lançada na Feira de Livros de Frankfurt, em 2009 –, Crônicas do Inesperado mostra um autor dono de uma prosa inteligente e divertida, narrando casos curiosos sobre música, história, futebol, discursos e rotinas diplomáticas. Renato Prado Guimarães exalta a cultura brasileira e o Brasil sem esbarrar em ufanismos – ele escreve, por exemplo, que a primeira carta sobre o Brasil não foi de Pero Vaz de Caminha e que cariocas pagaram a cachaça do carrasco da seleção brasileira na Copa de 1950, o capitão uruguaio Obdulio Varela. Ele contagia o leitor com a mesma surpresa que revela ter sentido nas descobertas ao longo de suas viagens profissionais. As 42 crônicas estão divididas em nove seções, apresentadas por fotografias de Marcos Vilas Boas, também autor da imagem de capa.  

O patriotismo brota das páginas naturalmente, como no episódio da Copa do Mundo de 2006: depois da derrota na Alemanha, o diplomata viu que nossa bandeira estava em liquidação em diversos estabelecimentos da cidade japonesa de Oizumi. “Reclamando que bandeira nacional não se liquida, usei dinheiro do próprio bolso para tirar de circulação todas as que pude localizar. Fiz com isso um bom estoque”, diz.  

Viva o Brasil, por sua vez, é uma exaltação ao País por meio de 119 fotografias, captadas em preto e branco entre 2003 e 2009 durante viagens do fotógrafo Xavier Roy por diversas cidades brasileiras, de São Paulo a Santarém, do Rio de Janeiro aos Lençóis Maranhenses. Roy tem uma carreira marcada principalmente por retratar o aspecto humano dos locais visitados, o que o insere na mesma tradição de fotógrafos como Cartier-Bresson, a dos “profissionais de rua”. Ele foi apresentado ao País pela literatura de Jorge Amado e a música de Gilberto Gil. O livro é co-editado pela Imprensa Oficial e pelo Instituto Totem Cultural. 

Xavier iniciou sua carreira em 1963, como editor musical da Revista Vogue. Alguns anos mais tarde passou a fazer parte da organização da Midem Organization – atualmente Reed Midem –, a maior feira mundial da indústria da música, o que lhe obrigou a realizar inúmeras viagens ao redor do mundo, levando sempre a tiracolo suas máquinas fotográficas. Em 1985, suas fotos foram publicadas pela primeira vez, pela revista Photo Magazine. Em 2003, Xavier deixou a Reed Midem para se dedicar inteiramente à fotografia. 

Em entrevista concedida ao fotógrafo João Kulcsár e publicada na obra, Xavier afirma que no início da carreira imaginava fotografar as ‘diferenças’, mas na realidade somente percebemos essas diferenças através das imagens, e elas são somente superficiais. Para ele, o espírito humano, a alegria, a tristeza, o amor são os mesmos, aqui como em outro lugar.