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Bróder, Riscado, Selton, Alumbramento, Carpinejar e Gabriel Braga Nunes ganham prêmio APCA

“Choreeeeeei, choreeeeei/ Até ficar com dó de mim/ E me tranquei no camarim/ Tomei um calmante, um excitante e um bocado de gim.”

Com paletó azul escuro, blusa azul “cheguei” e sorriso ainda mais vibrante, Cauby Peixoto, agradeceu, com os versos de “Bastidores”, o Grande Prêmio da Crítica (na área musical) que ganhou ontem (13), em cerimônia da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

“Preferi cantar. Gosto de cantar!”, resumiu o porquê de soltar o vozeirão em vez de mandar os “obrigados” de praxe. Saiu do palco amparado por duas assistentes de palco, não sem antes pedir uma bitoca (na bochecha) de cada moça.

A bela e inconfundível poesia do gaúcho CARPINEJAR foi premiada…

Cauby foi o mais aplaudido da noite que reconheceu profissionais de 11 categorias artísticas. A novela Cordel Encantado, a atriz Glória Pires, o escritor Fabrício Carpinejar, a cenógrafa Daniela Thomas, e Selton Mello estão na lista dos premiados.

  Sergio Carvalho/Folhapress  
Cauby Peixoto durante a cerimônia de entrega dos prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte
Cauby Peixoto aplaudido em cerimônia da APCA

COMO AGRADECER
Logo no começo da cerimônia, que aconteceu no teatro do Sesc Pinheiros (SP), a atriz Márcia Cabrita ensinava a forma mais enxuta de dizer “obrigado” pelo prêmio. Se demorasse no discurso, o vencedor perigava de levar uma “apitada” da bem-humorada mestre-de-cerimônias, ao lado de Tuca Andrada.

Instruiu Cabrita: primeiro você grita “uhul!”, depois manda um beijo. E sai de cena.

Os ganhadores não foram tão lacônicos, mas passaram seu recado na lata.

Dori Caymmi (melhor disco, por “Poesia Musicada”), por exemplo, “queria saber se já deram este prêmio para a [irmã] Nana”, ou ele ia “ter problemas mais tarde”.

Escolhidos como melhor grupo, os músicos do Forgotten Boys se disseram surpresos por ter chamado a atenção da associação de críticos com um rock tocado em inglês. Era “o primeiro prêmio sério” que recebiam na carreira.

A dupla de Tangos e Tragédias (melhor show) também deu uma alfinetada na APCA, que teria demorado “só” quase três décadas para notar a existência deles. “O espetáculo talvez esteja melhor ainda do que há 27 anos.”

Gabriel Braga Nunes: estatueta de Melhor Ator pelo seu sensacional “Leo” de Insensato Coração

Confira a lista dos premiados pelos criticos da APCA:

ARQUITETURA
Homenagem pelo conjunto da obra: Marcello Fragelli
Cliente/promotor: Otávio Zarvos/Idea!Zarvos
Difusão: Raul Juste Lores/Folha de S. Paulo
Urbanidade: Mauro Munhoz e Casa Azul/ Flip – Feira Literária Internacional de Paraty
Obra de arquitetura em São Paulo: Biblioteca São Paulo/ Aflalo e Gasperini + Dante Della Manna + Univers Design
Obra de arquitetura no Brasil: João Batista Martinez Corrêa/ Mirante da Paz – Complexo Elevador Rubem Braga, Rio de Janeiro
Projeto referencial: João Filgueiras Lima, Lelé/ Projeto alternativo para o programa “Minha Casa, Minha Vida”

ARTES VISUAIS
Grande Prêmio da Crítica: Olafur Eliasson
Exposição Internacional: Em Nome dos Artistas/ Coleção Museu de Arte Moderna Astrup Fearnley da Noruega/ Bienal de São Paulo
Exposição: Jac Leirner/ Estação Pinacoteca
Design: Anticorpos – Irmãos Campana/ CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil)
Fotografia: Emidio Luisi/ Sesc Consolação
Retrospectiva: No Ateliê de Portinari – 1920-1945/ MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo)
Iniciativa Cultural: Vídeo Guerrilha 2º Edição/ Arte Pública: Imagens Originais Projetadas em Prédios da Rua Augusta

Jeferson De: mais um reconhecimento a BRÓDER, seu filme de estreia…

CINEMA
Filme: “Bróder”, de Jefferson De
Documentário: “Corumbiara”, de Wagner Carelli
Diretor: Selton Mello, por “O Palhaço”
Prêmio Especial do Júri: A Turma do Alumbramento, pelos filmes “Estrada para Ythaca” e “Os Monstros”
Roteiro: “Riscado”, de Karine Telles e Gustavo Pizzi
Ator: Fernando Bezerra, por “O Transeunte”
Atriz: Simone Spoladore, pelos filmes “Elvis e Madonna”, “Natimorto” e “Não Se Pode Viver sem Amor”

SELTON MELLO: excelência artística aplaudida em todos os quadrantes

DANÇA
Concepção em Dança: Adriana Banana, por “Desenquadrando Euclides” e “Necessário a Posteriori”
Intérprete criador em Dança: Eliana de Santana, por “…E Das Outras Doçuras De Deus”
Ação política em Dança: Sandro Borelli
Criação em Dança: Cristian Duarte, por “The Hot One Hundred Choreographers”
Percurso em Dança: Angel Vianna
Formação, Difusão, Produção e Criação em Dança: Núcleo do Dirceu
Grande Prêmio da Crítica: Ballet Stagium – 40 anos

LITERATURA
Romance: “Mano”, A Noite Está Velha (Planeta), de Wilson Bueno
Ensaio/Crítica: Coleção “História do Brasil Nação -1808-2010”, organização de Lilia Moritz Schwarcz (Objetiva)
Infanto-Juvenil: “Filhote de Cruz Credo”, de Fabrício Carpinejar (Girafinha)
Poesia: “O Metro Nenhum”, de Francisco Alvim (Companhia das Letras)
Contos: “O Livro de Praga”, de Sérgio Sant’Anna
Tradução: “Guerra e Paz”, de Tolstói, por Rubens Figueiredo (Cosac Naify)
Prêmio Especial: Reedição de “História da Literatura Ocidental”, de Otto Maria Carpeaux (Leya/Cultura)

MÚSICA POPULAR
Grande Prêmio da Crítica: Cauby Peixoto, pelo conjunto da obra
Disco: “Poesia Musicada”, Dori Caymmi
Compositor: Erasmo Carlos, pelo disco “Sexo”
Grupo: Forgotten Boys
Instrumentista: DaLua
Show: Tangos & Tragédias
Revelação: Criolo

MÚSICA ERUDITA
Grande Prêmio da Crítica: Edmundo Villani-Côrtes (compositor)
Recitalista: Silvia Malthese Moysés (pianista)
Prêmio Especial: Conjunto da Carreira – Claudio de Britto (pianista e musicólogo)
Prêmio Especial In Memorian: Osvaldo Lacerda (compositor)
Prêmio Especial Cultural: Fundação Cultural do Exército Brasileiro
Revelação: Leandro Gardini (compositor)

RÁDIO
Grande Prêmio da Crítica: Rádio CBN – 20 anos no ar
Prêmio Especial do Juri: Dois diretores em cena – Rádio Jovem Pan AM
Musical: “O Sul em Cima” – USP FM
Internet: Web Rádio Faap – emissora educativa da Fundação Armando Álvares Penteado
Humor: “O Palhacinho” – Energia 97 FM
Esportivo: “Papo de Craque” – Transamérica FM
Variedades: “Gira Brasil” – Rádio Estadão-ESPN

TEATRO
Grande Prêmio da Crítica: Daniela Thomas, pelo conjunto da obra nas áreas de direção de arte, cenografia e figurino
Espetáculo: Luis Antonio – Gabriela (Cia. Mungunzá)
Diretor: Leonardo Moreira, por “O Jardim”
Autor: Rudifran Pompeu, por “Marulho: o Caminho do Rio”
Ator: Joca Andreazza, por “A Bilha Quebrada” e “A Ilusão Cômica”
Atriz: Lavínia Pannunzi, por “A Bilha Quebrada”, “A Ilusão Cômica” e “A Serpente no Jardim”
Prêmio Especial: Dez anos de história do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo

TEATRO INFANTIL
Espetáculo: “Histórias por Telefone”, da Cia. Delas
Direção: Carla Candiotto, por “Histórias por Telefone”; “Sem Concerto”; e “A Volta ao Mundo em 80 Dias”
Texto Adaptado: Pedro Brício, por “O Menino Que Vendia Palavras”
Cenografia: José de Anchieta, por “Biliri e o Pote Vazio”
Figurino: Chris Aizner, por “A História do Soldado”
Ator: Bruno Rudolf, por “A Volta ao Mundo em 80 Dias”
Atriz: Gabriella Argento, por “A História do Soldado”

TELEVISÃO
Novela: “Cordel Encantado” (TV Globo)
Seriado: “Tapas e Beijos” (TV Globo)
Infanto-Juvenil: “Julie e os Fantasmas” (Band/Mixer/Nickelodeon)
Atriz: Glória Pires (“Insensato Coração”/TV Globo)
Ator: Gabriel Braga Nunes (“Insensato Coração”/TV Globo)
Programa: “Chegadas e Partidas” (GNT)
Revelação: Elisa Volpato (atriz de “Mulher de Fases”/HBO)

* Com informações da FOLHA

Gabriel Braga Nunes: Destaque em INSENSATO CORAÇÃO

Em 15 anos de televisão, Gabriel Braga Nunes coleciona mais vilões e bad boys do que mocinhos. Nenhum deles, no entanto, se compara ao psicopata Léo, de Insensato Coração. As maldades do personagem têm sido um dos pontos altos da novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. O ator paulista curte o sucesso sem deslumbramento e acha cedo ainda para dizer se o papel pode ser um divisor de águas em sua carreira. “É um encontro feliz, um grande personagem que chega num momento de maturidade. O que isso vai significar no futuro é difícil saber. Mas estou muito satisfeito com o momento que vivo”, avalia.

Interpretação de Gabriel Braga Nunes é um dos trunfos da novela de Gilberto Braga

No ar há cinco meses, Gabriel está convencido de que fez a escolha certa ao adiar as férias deste ano e atender, em dezembro passado, ao chamado do diretor Dennis Carvalho para substituir Fábio Assunção, que se afastou da novela para tratar de problemas de saúde, com as gravações já em andamento. Assumir o papel com a produção a todo vapor e decorar 18 capítulos em menos de uma semana foi um desafio. “A melhor coisa foi entrar aos 45 minutos do segundo tempo. Gosto de descobrir o personagem gravando bastante. É melhor gravar dez cenas por dia do que dez por semana”, garante ele, que correu contra o relógio: “Não tinha tempo para sentir medo ou insegurança”.

O sinal de aprovação Gabriel percebe nas ruas. “Escuto 38 vezes por dia: ‘Como você é mau! Mas ela está chegando!’”, diverte-se ele, numa referência a Norma, personagem de Glória Pires, uma das vítimas dos golpes de Léo, em fase de preparação de sua vingança.

A família de Gabriel em INSENSATO CORAÇÃO: Eriberto Leão, Nathália do Valle e Antônio Fagundes

Para incorporar o pilantra, Gabriel diz que fez o exercício de desconstrução da imagem clássica do vilão, adicionando um tanto de simpatia ao personagem, capaz de cometer as maiores barbaridades, como atropelar a prima Irene (Fernanda Paes Leme), sem demonstrar qualquer sentimento. “Acho que o Léo, por pior que seja, tem um lado cativante. Ele é mau com um sorriso no rosto. As pessoas adoram odiá-lo”, ressalta.

Apesar de tanta crueldade, Gabriel afirma que o personagem é um dos mais leves que já fez. “Com 39 anos e 15 novelas, não levo mais personagem para casa. Mesmo se levasse, não seria uma carga tão pesada, porque ele é um psicopata, não sente culpa pelos seus atos, um cara que nunca fica arrependido. É um doentinho, coitado. Léo passeia pela vida distribuindo maldades”, define.

Se não tivesse aceitado o convite para Insensato Coração, Gabriel estaria agora em Nova York, estudando blues e tocando guitarra, um de seus hobbies favoritos — o outro é correr na Praia do Leblon, Zona Sul do Rio, onde mora. Depois de participar de cinco novelas seguidas na Record, ele pensou em ficar longe da TV e reservar mais tempo à vida pessoal, mas a ligação de Dennis o fez mudar de ideia. A viagem aos EUA, porém, continua de pé. “Fiz um intensivão de novelas na Record, com três protagonistas em cinco anos. Saí mais maduro, conhecendo muito do veículo”, conta ele, que atuou em tramas como ‘Cidadão Brasileiro’, ‘Caminhos do Coração’ e ‘Poder Paralelo’, sua última na emissora paulista.

O retorno à Globo, onde já tinha feito novelas como ‘Anjo Mau’, ‘Estrela Guia’ e ‘Senhora do Destino’, aconteceu no fim do ano passado, num dos episódios da série As Cariocas, estrelado por Paola Oliveira. Na época, os dois nem imaginavam que se reencontrariam um mês depois. “Ela é uma pessoa legal. A gente gosta de contracenar”, diz. Mas Gabriel ressalta que não trocou simplesmente uma emissora pela outra: “Não foi uma coisa pensada. Sempre fiz contrato por obra. Minha vida inteira fui frila”, garante o ator, que filmou três longas antes de emendar a série.

A diferença entre as emissoras, segundo ele, é basicamente de know-how. “A Record está indo muito bem, para o pouco tempo que tem (de retomada da dramaturgia). Isso é ótimo não somente para os atores, mas para todos do mercado de TV. No entanto, estou orgulhoso do que a Globo é hoje”, compara ele.

Filho da atriz Regina Braga e do diretor teatral Celso Nunes, o ator chegou a ficar dividido entre o teatro e a música na adolescência. No entanto, admite que o fato de ter crescido num ambiente artístico influenciou sua escolha pelo curso de artes cênicas da Unicamp, onde se formou.“Meus pais sempre me apoiaram, mas não têm nada a ver com minha carreira na TV”.

Até os 17 anos, Gabriel teve quatro bandas e queria ser guitarrista. “Tocava no salão do prédio, em festinhas. Não pensava em ser músico, mas ser roqueiro. Sou apaixonado por rock”, assinala o ator, que é fã de Elvis Presley, Jimi Hendrix e de grupos como Beatles e Rolling Stones.

Totalmente voltado para o trabalho, Gabriel garante estar feliz solteiro. Em abril passado, ele terminou um relacionamento de um ano e meio com a atriz Paloma Duarte, com quem contracenou em algumas novelas, como ‘Cidadão Brasileiro’ e ‘Poder Paralelo’. O motivo do rompimento teria sido a falta de tempo do ator. “Não tenho problemas com a solidão, não. Sou capaz de ficar sem trabalhar e sem namorar. Tenho a minha guitarra”, frisa ele. “Hoje, me considero um homem capaz de ficar bem solteiro e trabalhando pouco”, brinca.

O ator diz que sua vida afetiva é mais normal do que a de Léo — um sujeito que procura prostitutas para se satisfazer sexualmente, mas não ama ninguém, a não ser a mãe, Wanda (Natália do Valle). “Já amei diversas mulheres, quebrei a cara e achei que não fosse amar de novo. Sigo por caminhos mais convencionais”, conta. Casado três vezes, uma delas com a atriz Karine Carvalho e outra com a cantora Danni Carlos, Gabriel afirma que não há regra para procurar uma parceira.“Tem épocas que sinto falta de uma parceira e não encontro. Depende muito de momento. Mas hoje estou feliz assim, solteiro. Tenho pouco tempo livre. Gosto de gravar e estudar o personagem. O maior benefício que tenho hoje é o próprio trabalho”.

O Homem do Futuro…

PRIMEIRO TEASER DE O HOMEM DO FUTURO

 

A Conspiração Filmes e a Paramount Pictures divulgaram o primeiro teaser do longa-metragem O Homem do Futuro, de Claudio Torres, que estreia a 2 de setembro.

Estrelado por Wagner Moura e Alinne Moraes, O Homem do Futuro é uma comédia romântica sobre amor e escolhas. A trama é regada a rock and roll e temperos de ficção científica. Também estão no elenco Maria Luiza Mendonça, Gabriel Braga Nunes e Fernando Ceylão. 

Link para fazer download do teaser: http://www.sendspace.com/file/v2p0d9

 SINOPSE

Zero é um cientista brilhante e solitário que acredita ser infeliz porque 20 anos atrás foi humilhado pelo grande amor da sua vida. Ao tentar criar uma forma revolucionária de energia, volta acidentalmente ao passado e se vê diante da chance de encontrar a si mesmo (20 anos mais jovem) e “corrigir“ os erros de sua própria vida.

Tentar manipular os caminhos do tempo é mais difícil e confuso do que possa parecer.  

Beleza e sensualidade de ALINNE MORAES deve levar muita gente aos cinemas

FICHA TÉCNICA 

ESCRITO E DIRIGIDO POR | Claudio Torres

PRODUZIDO POR | Claudio Torres | Tatiana Quintela

PRODUÇÃO EXECUTIVA | Eliana Soarez | Pedro Buarque de Hollanda

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | Ricardo Della Rosa, ABC

DIREÇÃO DE ARTE | Yurika Yamasaki

FIGURINO | Marcelo Pies

MAQUIAGEM | Martin Macias Trujillo

MONTAGEM | Sergio Mekler

SUPERVISOR DE EFEITOS | Claudio Peralta

MÚSICA ORIGINAL | Luca Raele | Maurício Tagliari

SOM DIRETO | Jorge Saldanha

SUPERVISÃO DE SOM | Miriam Biderman, ABC

MIXAGEM | Rodrigo Noronha

PRODUTORA DELEGADA | Valéria Amorim

SUPERVISORA DE PÓS-PRODUÇÃO | Mônica Siqueira

COORDENADORA DE PRODUÇÃO | Jenifer Marques

COORDENADORA PRODUÇÃO EXECUTIVA | Mirela Girardi

DIRETORA ASSISTENTE | Isabel Valiante

COLORISTA | Sergio Pasqualino

ASSISTENTE DE MONTAGEM | Mariana T. Becker

PRODUÇÃO DE ELENCO | Cibele Santa Cruz

PRODUÇÃO| Conspiração Filmes

COPRODUÇÃO | Globo Filmes | Lereby Produções

Rô Caetano Vê INSENSATO CORAÇÃO…

 
Com a sensatez, perspicácia e olhar acurado que lhe são próprios, querida jornalista MARIA DO ROSÁRIO CAETANO faz breve mas judiciosa análise da novela INSENSATO CORAÇÃO, do craque do estilo, GILBERTO BRAGA, atual atração das 21h na TV Globo.

Glória Pires e Gabriel Braga Nunes: fortes emoções aguardam desenrolar da trama…

Fiquei feliz de ver que minha admiração por Gilberto tem uma parceira da envergadura de Rô… parece que, como eu, ela também é uma noveleira braba

EBAAAAAAAAAAAA !!!

Vamos ao comentário:
 
            Li, com imenso atraso, em O Globo, análise de Patrícia Kogut (de quem sou leitora fiel) sobre possíveis causas da novela de Gilberto Braga & parceiros ainda não estar bombando no ibope.

Entre outras razões, ela aponta a semelhança de papéis atribuidos a determinados atores. Ou seja, eles (os atores) estariam, em curto espaço de tempo, repetindo  personagens muita semelhantes, ainda muito presentes na lembrança dos espectadores…

Paola Oliveira e Maria Clara Gueiros também na nova trama de Gilberto Braga

Na minha avaliação (ainda não perdi um só capítulo da novela de Braga!!!!), esta é uma causa secundaríssima.
Creio que o que está pegando é o tratamento OUSADO das relações familiares (a anatomia
rodrigueana de famílias disfuncionais), o sexo onipresente e despudorado e… também …. o racismo da sociedade brasileira. Ou, pelo menos, de parte dela. Com ousadia (muita CORAGEM, mesmo!),Braga & parceiros entregaram a um ator negro (Lázaro Ramos, talentosíssimo, que eu amo!!!) o papel de um PEGADOR.

E pegador de mocinhas brancas, louríssimas (como a maravilhosa, neste tipo de papel!!!, Debora Secco: a maluquete dela é fascinante!!!).
Lázaro — repito — é talentosíssimo e está dando conta do RECADO, com louvor.

Lázaro e Pitanga: dupla ainda vai dar muito o que falar…

Para agravar, em mentes mais fechadas,  ele nem é um tipo bonitão (como Rodrigo Santos, Toni Garrido, Seu Jorge, César Negro: é este o nome do black lindíssimo de “Boleiros 1”???)… Eu custo a esperar as entradas dele (Lázaro Ramos)… A sequência em que ele levou Carol (Pitanga) para um passeio de iate foi show… e o dia em que ele perfumou o dito cujo???

Fico pensando numa “Senhora de Santana” (lembram delas???) vendo isto. Deve ficar escandalizada e mudar de canal… Gilberto Braga pagou caro pela ousadia inicial de “O Dono do Mundo” (Fagundes desfrutando das primícias de Mallu Mader, antes do jovem marido dela!!!). É gente conservadora que está rejeitando a novela…

Deborah é destaque como Natalie Lamour: ibope sobe quando personagem aparece

 

Eu não me interesso pelo casal protagonista, achei as cenas a la AEROPORTO ultra-inconvincentes, folhetinescas demais… mas estou
adorando as partes “família” rodrigueana… E adorando ver o show de atrizes como
Ana Lúcia Torre (ouvi entrevista maravilhosa dela na Rádio Jovem Pan, incluindo REFLEXÕES DE UM LIQUIDIFICADOR), Glória Pires, Debora Evelyn e Debora Secco (pavorosa em novela em que fazia uma roceira!!!), inigualável… Ninguém faz uma “bonitinha mas ordinária-angelical” melhor do que ela atualmente !!!!

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Deborah Secco: performance estupenda da atriz ganha elogios de Rô Caetano, que assinamos embaixo… Deborah vai “arrebentar” na trama gilbertobraguiana

Entre os homens, dá gosto ver Carvana rabugento-resmungando, Lázaro arrasando como PEGADOR (sem ter phisique-de-role para tal, só com o TALENTO), Gabriel Braga Nunes (que vi em Cidadão Brasileiro e Poder Paralelo, em bela dupla com Paloma Duarte), etc….
Os diálogos “familiares-rodrigueanos” da  novela estão demais !!!!

Hugo Carvana em ótima atuação, ao lado do diretor Dênnis Carvalho: ponto alto de INSENSATO

         P.S. – Maurício Stycer escreveu um texto dos mais interessantes-instigantes, ontem, na Folha sobre o personagem de Lázaro Ramos. Mas não concordo com ele. Ele diz que o personagem é um negro que não sofre preconceito. Que é bem aceito sem causar nenhum contratempo, como o casal de gays de “Paraíso Tropical”.

Para mim, Lázaro interpreta um personagem cheio de arestas. Ele, quando era pobre, passou por maus bocados e contou isso a Carol (Pitanga) no passeio de iate. Mostrou-se ressentido pela pobreza de outrora, pelo pai alcóolatra (Milton Gonçalves, que entrará dentro de algumas semanas), pela discriminação que sofreu…

Mas hoje, famoso como designer, entra e sai em lugares finos, como se fosse BRANCO. É assim, no Brasil. PELÉ está aí para provar. Famoso e rico, ele é recebido em todos os salões. O personagem do Lázaro é o “Pelé de Gilberto Braga” (e Débora Secco é a Xuxa Meneghell dele)… Mas está na cara que ele faz o que faz com as mulheres (uma por noite, sem repetir, como se elas fossem um “vestido” aliás, um terno Armani) para se vingar de discriminações dos tempos em que era pobre e filho de alcoólatra.

GILBERTO BRAGA de VOLTA !

As ondas batem de mansinho em frente ao apartamento de Gilberto Braga, no Arpoador. Com esse barulhinho, ele escreve Insensato Coração, sua próxima novela em coautoria com Ricardo Linhares, que estreia dia 17 de janeiro na Globo. Porém, nem tudo até agora correu em velocidade de cruzeiro. Os dois protagonistas saíram com a produção em curso. De Ana Paula Arósio, ele fala secamente, mas para Fábio Assunção tem palavras doces. Agora que os problemas foram contornados e o céu parece de brigadeiro, Gilberto retomou o trabalho intenso e promete uma produção em que voltará a retratar a classe média, como fez em “Anos dourados” e “Anos rebeldes”. No ar também no canal Viva com “Vale tudo” (que escreveu com Aguinaldo Silva e Leonor Bassères), um grande sucesso, ele afirma que pouco mudou em seu ofício desde 1988, quando criou a inesquecível Odete Roitman: “Como dizem meus amigos Titãs, o povo quer comida, diversão e arte.” Palavra de quem já está há anos reinando nessa praia.

Quais serão as principais marcas de Gilberto Braga em “Insensato Coração”? Devemos esperar vilãs espetaculares, festas memoráveis, enfim, o que você citaria?

GILBERTO BRAGA: Acho que a marca preponderante de “Insensato coração” é a minha volta à classe média, uma vertente que começou em “Dancin’ days” com a casa de Alberico (Mário Lago) e que eu desenvolvi mais em minisséries – “Anos dourados”, com as fofocas da Tijuca nos anos 50, e “Anos rebeldes”, com a casa do Damasceno (Geraldo Del Rey), pai de Maria Lúcia (Malu Mader). Assim, na espinha dorsal, temos em Florianópolis uma família em que há uma grande inveja de um personagem (Gabriel Braga Nunes) pelo irmão bem-sucedido (Eriberto Leão), num momento em que o casamento dos pais (Antônio Fagundes e Natália do Vale), juntos já há 35 anos, está em forte crise. O primeiro capítulo mostra uma comemoração desse aniversário de casamento que acaba virando uma grande lavação de roupa suja em família. No Rio, via Lázaro Ramos e Camila Pitanga, começa a parte glamourosa e com bastante comédia romântica. Deborah Secco defende a comédia, misturada a crítica social, com o personagem do Herson Capri, o banqueiro corrupto, que vai nos levar a falar de impunidade. Enfim, acho que a minha marca está lá, sim. E isso é curioso, porque eu nunca tive tantos coautores quanto nesta novela, sem contar com o parceiro maior, Ricardo Linhares. E o Dennis (Carvalho), depois de ler seis capítulos, disse que é “Gilberto Braga na veia”. Costumo opor em minhas novelas duas mulheres. Desta vez, pra variar, opus dois homens. O grande vilão é o personagem do Gabriel. A Glória Pires é uma vilã diferente, porque começa como boa moça, mas leva uma rasteira fortíssima e vai se vingar. Acredito que ela seja uma personagem muito forte.

Você estará no ar com duas novelas simultaneamente, “Insensato coração” e “Vale tudo”. Isso te faz pensar nas mudanças no panorama da audiência da televisão de lá para cá? Na época de “Paraíso tropical” você declarou que tinha uma expectativa em relação a números e ela se frustrou. Agora, está provado que isso não tinha nada a ver com a sua novela, era um patamar novo que tinha se estabelecido. O que você espera desta vez?

Minha cabeça é meio complicada. Acho que os números de “Paraíso” tinham razão de ser. O espectador não torcia pelo casal principal (Alessandra Negrini e Fábio Assunção). Espero que isso não se repita. Eriberto e Paola Oliveira estão formando um casal lindo, forte. Quanto às mudanças nos últimos 20 anos, acho que a televisão avançou, há mais concorrência, isso é ótimo para todos, especialmente para o espectador.

Gilberto Braga e o parceiro de novelas, Ricardo Linhares

Voltando a “Vale tudo”, o Brasil mudou muito de lá para cá, mas o que mudou para quem escreve novela? O que é impossível hoje com o politicamente correto e com a classificação indicativa? O politicamente correto te freia ou você não está nem aí para isso?

Para quem escreve novela acho que não mudou nada. Como dizem meus amigos Titãs, o povo quer comida, diversão e arte. Quanto ao politicamente correto, tento não pensar muito nisso, pra não pirar.

Mas, falando em “Vale tudo”, a que atribui a grande força que a novela mostra ter até hoje?

Apesar de estar tecnicamente ultrapassada por causa de iluminação etc., a história e os personagens são muito fortes, eu próprio me surpreendi vendo alguns capítulos. Não lembrava que a novela fosse tão interessante.

Gilberto Braga e uma das atrizes de seu “time”, Glória Pires

Você já declarou que gosta de trabalhar com sua turma de atores. Como ela é? Você cria personagens pensando num determinado ator? E agora como está fazendo para se inspirar de novo para os postos que eram de Ana Paula Arósio e Fábio Assunção?

Continuo com minha turma, escrevo para eles. Os dois saíram, tento me adaptar a Paola e Gabriel Braga Nunes, que estão ótimos, e com certeza vão entrar pra minha turma pra sempre. Já estamos escrevendo os novos capítulos pensando neles.

De que maneira os acontecimentos envolvendo os dois atores impactaram na novela – objetivamente – e como você pessoalmente sente isso tudo? Fica magoado? Ou consegue ver com frieza profissional?

Não comento esse assunto. A (Ana Paula) Arósio para não ser descortês com ela. E o Fábio por motivos óbvios. É um grande amigo, é como um filho, não vou falar publicamente dessa relação. Inclusive porque acho a vida mais importante do que o trabalho.

Fábio Assunção e Gilberto Braga: amizade de muitas décadas

Depois de ter enfrentado dificuldades com Fábio Assunção em “Paraíso tropical” e agora novamente, voltaria a trabalhar com ele?

Claro que sim, espero muito escrever pro Fábio o protagonista da minha próxima novela. Além de amigo, ele é um ator esplêndido.

* Texto e entrevista de PATRÍCIA KOGUT, publicada no jornal O GLOBO

Enfim, As Cariocas de Stanislaw na Telinha

 

Dia 19, a Rede Globo passa a exibir uma nova minissérie. Baseada na obra do lendário Lalá – jornalista carioca Sérgio Porto – o Stanislaw Ponte Preta –, As Cariocas reúne, de uma só vez, dez das maiores beldades da TV e Daniel Filho, que, desde 1999 (depois de dirigir a novela Suave Veneno), trocou a telinha pela telona e se tornou um dos maiores campeões de bilheteria do país: são dele os sucessos Se Eu Fosse Você e Chico Xavier.

Com As Cariocas, o diretor comemora o retorno aos seriados. Em 1998, ele foi o responsável por Malu Mulher; em 1997 por A Justiceira; e, em 1996, por A Vida Como Ela É…. A nova incursão tem episódios independentes, sem trama fechada, mas que dialogam por meio do cenário e das temáticas: amor, ciúme, sensualidade, traição.  

AS  BELDADES  CARIOCAS

ALINNE MORAES, A Noiva do Catete  

Nádia não lava roupa para não estragar a pele. Sua maior qualidade é o altruísmo: ela adora fazer homens felizes. No caso, o marido e o amante. A atriz contracena com Ângelo Antônio e Nelson Baskerville.  

PAOLA OLIVEIRA, A Atormentada da Tijuca  

Clarissa não mede esforços para afastar os homens. O pavio curto, no entanto, funciona como um verdadeiro ímã para o sexo oposto. Na produção, a atriz faz par romântico com Gabriel Braga Nunes, que retorna à Globo depois de uma temporada na Record.  

 

DEBORAH SECCO, A Suicida da Penha  

Alice é como a Lapa: intensa, sensual e, à primeira vista, um pouco sombria. Só quem já sofreu algum desgosto pode entender o humor afiado – desta moça envolvente que ainda não decidiu o que quer da vida.  

GRAZI MASSAFERA, A Desinibida do Grajaú  

Ex-gordinha que virou um mulherão, Michelle é também ex-moradora do Grajaú que tomou gosto pelo requinte da zona sul. Mas ela precisa voltar para o bairro de origem e descer do salto. Agora ela quer ver quem se atreve a mexer com ela. Em cena com Grazi está Marcelo D2.  

ADRIANA ESTEVES, A Vingativa do Méier

Celi passa tanto tempo na casa dos pais que nem parece que casou há cinco anos. Suspeita das traições do marido, mas, em vez de fazer um barraco, paga na mesma moeda. E com juros e correção monetária. Aílton Graça interpreta o marido. O amante é Joaquim Lopes, namorado da atriz Paola Oliveira, estreando na TV.

ANGÉLICA, A Traída da Barra  

Maria Teresa leva uma vida perfeita até descobrir que era traída pelo marido. Sua forma de lidar com o baque foi a decisão de se vingar da mesma maneira. A curiosidade do episódio é que Angélica contracena com Luciano Huck e que o casal, na vida real, mora na Barra. É o retorno da loira à ficção, que atuou em Caça Talentos e Um Anjo Caiu do Céu.

SÔNIA BRAGA, A Adúltera da Urca  

Júlia é esposa exemplar até descobrir um passatempo um tanto quanto problemático: seduzir homens que não eram seu marido. O episódio marca o retorno de Sônia Braga à TV brasileira, quatro anos depois de fazer Páginas da Vida. Também é o reencontro emocionado do trio que abalou em Dancin’ Days: Sônia, Antônio Fagundes e Daniel Filho, que registra a felicidade batizando os personagens do casal como na novela. Eles são, de novo, Júlia e Cacá. Regina Duarte também está em cena. 

FERNANDA TORRES, A Invejosa de Ipanema  

Cris é linda, rica e mora de frente à Praia de Ipanema. Sua vida, no entanto, não é perfeita. Equilibrar desejos, negócios, amantes, marido e o horário no salão de beleza é mais complicado do que parece.  

ALESSANDRA NEGRINI , A Iludida de Copacabana  

Marta faz questão de vender uma imagem perfeita. É casada, mora na Zona Sul e sua rotina é a de boa mãe de família: passear no calçadão e lembrar, ocasionalmente, do marido. No episódio, Alessandra contracena com Eriberto Leão.   

CINTIA ROSA
A Internauta da Mangueira Gleicy é como as mulatas dos sambas da Mangueira, desejada por todos os homens da Estação Primeira. O defeito é o marido. Bem casada, mantém as aparências de boa moça, mas, na Internet… Eduardo Moscovis é o marido, Preta Gil, a irmã, e Marcos Winter é um detetive.  

O ORIGINAL E O NOVO

 
Há 43 anos, As Cariocas, de Sérgio Porto, era publicado. Do livro de crônicas, apenas dois textos foram utilizados na adaptação de Daniel Filho para o século XXI: A Desinibida do Grajaú e A Noiva do Catete. Os outros oito episódios foram escritos por Euclydes Marinho, Gregório Duvivier e a jovem Adriana Falcão, mas com o cuidado de manter o humor cínico e a verve do escritor.    

STANISLAW PONTE PRETA Jornalista com os dois pés no humor, Sérgio Porto começou a publicar suas primeiras piadas e crônicas no final dos anos 1940 sob o pseudônimo Stanislaw Ponte Preta. Especialista em mulheres, sexo, futebol e boemia, o autor contava, com acidez, o cotidiano no Rio de Janeiro. Publicou As Cariocas em 1967, um ano antes de ser assassinado, aos 45 anos. Escreveu 13 livros.  

FÁBIO ASSUNÇÃO Vira Padre

Fábio Assunção roda até dia 3 em Recife o longa O País do Desejo, de Paulo Caldas. O filme conta a história de uma pianista clássica de renome que luta contra uma doença crônica nos rins.

Roberta (Maria Padilha) se dedica com disciplina e paixão à música. Durante uma viagem, naquela que pode ser a sua última turnê, ela passa mal e desmaia em um concerto.

Foto: Otávio de Souza / Divulgação

Internada numa clínica, conhece Padre José (Fábio Assunção com Juliana Kametani, que interpreta uma enfermeira), pároco da Igreja de Santo Agostinho, extremamente envolvido com a comunidade, localizada em área rural canavieira próxima à capital. Juntos, eles viverão uma insuspeita paixão.

A partir daí, a família de José passa a ter importância fundamental na história, uma vez que o pai, Dr. Orlando (interpretado pelo veterano ator pernambucano Germano Haiut) e seu irmão César (Gabriel Braga Nunes) são médicos e donos da Clínica do Rim em que Roberta está internada.

Os temas família, amor, celibato, medicina e igreja se misturam. Apesar de ser um drama contemporâneo, tem linguagem leve, próxima da comédia. A estréia está prevista para o primeiro semestre de 2011.

Fábio Assunção no Novo Longa de Paulo Caldas

Para Paulo Caldas, o Brasil é o país do desejo. Há três anos, o cineasta vem desenvolvendo as bases do seu novo filme, estrelado por Fábio Assunção e Maria Padilha.

Com o início das filmagens previstas para daqui a 15 dias, O País do Desejo será o quarto longa-metragem de uma carreira que já rendeu Deserto Feliz (2007), O Rap do Pequeno Príncipe contra as almas sebosas (2000, com Marcelo Luna) e Baile Perfumado (1997, com Lírio Ferreira).
Para narrar a história de Roberta, musicista clássica que vem de Minas Gerais para uma apresentação no Teatro de Santa Isabel, Caldas ainda conta com atuações de Gabriel Braga Nunes, Jones Melo, Conceição Camarotti, Fabiana Pirro e Nash Laila, além de Nicolau Breyner, veterano ator português. Para a trilha sonora, criações dos franceses de Erik Satie e Debussy estão em negociação.

Padilha será Roberta, pianista de fama internacional portadora de doença crônica dos rins; Assunção será Padre José, renegado pela Igreja a uma pequena paróquia. Juntos, eles viverão uma insuspeita paixão.

Pela primeira vez, Paulo Caldas muda o foco da periferia para a elite econômica, onde, diz o cineasta, “família, amor, celibato, medicina e igreja se misturam num drama contemporâneo, tropicalizado e de humor refinado, próximo da comédia”.

Em movimento igualmente inédito, O País do Desejo (inicialmente batizado Amor sujo), representa sua incursão pelo cinema 100% ficcional, despido de documentário, elemento até então constante em sua filmografia.