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Tudo pronto para a abertura do FECIM

AURORA DE CINEMA direto do FECIM-MUQUI

Confira o que acontece hoje por aqui, no Sítio Histórico de Muqui, no Espírito Santo…

Dia 1º de novembro – Quinta-feira

9h00 às 10h00 – 1ª. Sessão – Mostrinha Vitória Cine Vídeo para Crianças – Teatro Neném Paiva

  • Eu queria ser um monstro – Marão – 8’ – RJ
  • Menina da Chuva – Rosária – 6’ – RJ
  • A Ilha – Alê Camargo – 9’47” – DF
  • AmigãoZão – Andrés Lieban – 1’10” – RJ
  • Como comer um elefante – Jansen Raveira – 5’52” – RJ
  • Historietas Assombradas (para crianças malcriadas) – Victor Hugo Borges – 16’ – SP
  • Linhas e Espirais – Diego Akel – 2’16” – CE
  • Pajerama – Leonardo Cadaval – 9’ – SP
  • Clóvis em busca de uma namorada – André Bessart – 3’13” – SP
  • Queda Livre – Marcelo Vidal e Renan de Moraes – 1’10” – RJ

10h00 às 11h00 – 2ª. Sessão – Mostrinha Vitória Cine Vídeo para Crianças – Teatro Neném Paiva

 16h00 – Abertura da exposição “Bicicletas”, na casa Ana Fraga no Centro Histórico de Muqui.

17h15 – Abertura da Banca do FECIM, com Lançamento da Revista Ops – Local: Tenda Externa Teatro Neném Paiva

18h00 – Cortejo Poético com a Banda Lira 24 de Junho. Saída na Av. Getúlio Vargas, altura da MC Flores (no “Corredor da boiada”)

19h00 – Cerimônia de Abertura – Teatro Neném Paiva.
Apresentação de dança “Roberta Jazz”.
Apresentação: Quem é o Grupo Cultural ETC.

20h00 – 1ª. Sessão da Mostra Competitiva – Teatro Neném Paiva

  • Julieta de bicicleta – de Marcos Flávio Hinke – Animação – 10’ – 2012 – Curitiba/PR
  • Controlando a minha maluquez – dos Alunos da EEEFM Mário Gurgel – 9’ – Documentário – 2011 – Vitória/ES
  • As curvas de Neimeyer – dos Alunos da Rede Municipal de Vitória – 10’ – Animação – 2010 – Vitória/ES
  • A malcriação de Tonha – dos alunos da Rede olhares do Mundo do Instituto Parceiros do Bem – Núcleo Araçá – 9’21” – Documentário – 2012 – São Mateus/ES
  • Mimby Marae’y (A flauta sagrada) – dos alunos da Rede olhares do Mundo do Instituto Parceiros do Bem – Núcleo Aldeia Três Palmeiras – 15’28” – Documentário – 2012 – Aracruz/ES
  • Festa no apartamento de Suzana – 10 de julho de 2011 – de Christopher Faust – 3’ – Ficção – 2012 – Curitiba/PR
  • De orquídeas e selos – de Carolina Paraguassú Dayer – 14’40” – Documentário – 2009 – Rio/RJ / Goiania/GO
  • Garoto Barba – de Christopher Faust – 14’ – Ficção – 2010 – Curitiba/PR
  • Galinha D’angola – de Daniel Salaroli – 11’ – Ficção – 2011 – São Paulo/ SP

22h00 – Show – Grupo Moxuara – “Aventura Moxuara”, Projeto Circulação Cultural da Secult / ES.Local: Praça Municipal de Muqui.

23h00 – Show Local – Praça Municipal de Muqui.

23h40 – Show com a banda “Na Estrada” – Praça Municipal de Muqui.

Cinemateca Exibe Caso dos Irmãos Naves

Neste sábado, dia 31, às 14h, acontece na Cinemateca Brasileira, sessão do Projeto Univercine – parceria firmada entre a Unifesp (USP) e a Cinemateca Brasileira – oferecendo ao público, a chance de conhecer profundamente o cinema nacional. Neste sábado, é a vez da exibição de O Caso dos Irmãos Neves, filme do diretor Luiz Sérgio Person (“São Paulo S.A.”), que narra a história real de um dos  mais famosos erros judiciários da justiça brasileira, ocorrido no interior de Minas Gerais durante a ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas.  

A prisão e tortura de dois irmãos agricultores, forçados a confessar injustamente um assassinato que não cometeram. Contundente em sua denúncia dos métodos de investigação baseados na tortura.

Anselmo Duarte – em raro papel de vilão -, dá vida ao  impiedoso comissário de polícia, enquanto os irmãos são representados de forma poderosa por Raul Cortez e Juca de Oliveira.

Após a sessão, haverá debate com a presença dos professores, Bruno Konder Comparato e Maria Fernanda Lombardi Fernandes. A mediação será de Mauro Rovai.

O Caso dos Irmãos Naves (Brasil196792′) Direção: Luiz Sérgio Person Com: Raul Cortez, Juca de Oliveira, Anselmo Duarte, John Herbert, Sérgio Hingst e Lélia Abramo, entre outros

Onde: Cinemateca BrasileiraLargo Senador Raul Cardoso, 207 Tel.: (11) 35126111 (r. 215

Entrada Franca

 

PAGU na Casa das Rosas

 COM DOCUMENTOS INÉDITOS, FOTOBIOGRAFIA EDITADA pela IMPRENSA OFICIAL e Unisanta retrata trajetória de Patrícia Galvão, a musa modernista

“Viva Pagu – Fotobiografia de Patrícia Galvão”, de Lúcia  é editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Editora Unisanta.  

Escritora, jornalista, militante política e mulher de teatro, Patrícia Galvão (1910-1962) lutou com paixão em muitas trincheiras. Viva Pagu – Fotobiografia de Patrícia Galvão, de Lúcia Maria Teixeira Furlani e Geraldo Galvão Ferraz, coedição da Imprensa Oficial do Estado e da Editora Unisanta, retraça a rica trajetória da musa dos modernistas a partir de amplo material iconográfico e muitos documentos inéditos. O lançamento será dia 1o. de julho, a partir das 19 horas, na Casa das Rosas, à Avenida Paulista número 37. Viva Pagu também é o nome da mostra que será inaugurada no mesmo dia no local.

Lucia Maria reuniu documentos de e sobre Pagu durante mais de vinte anos. Na fase final do processo, nos últimos cinco anos, contou com a  ajuda do jornalista Geraldo Galvão Ferraz, filho da escritora. O livro traz muitas fotos, mas também desenhos, cartas e textos. Todas as cartas são inéditas, além de fotos e vários textos – como “Microcosmo”, que ela escreveu na prisão, em 1939, e duas peças teatrais inéditas: “Parque Industrial”, baseada no romance homônimo publicado em 1933 e “Fuga e Variações”, escrita em 1952.

A autora comenta que Patrícia é personagem típica de um tempo de grandes paixões: “Ela documentou seu próprio cotidiano, marcado por uma busca constante. Esta fotobiografia recupera as oscilações de uma vida tumultuada, contraditória e destaca a intensidade com que ela abraçou as causas. Ainda é tudo muito atual, seus questionamentos, sua busca. O livro demonstra que sua vida valeu a pena”.

Na introdução, Geraldo Galvão Ferraz, filho de Patrícia e co-autor da obra, diz que trabalhar no livro foi, de certa maneira, um jeito de conhecer Pagu e reencontrar, quarenta e quatro anos depois, Patrícia/Pat/Pagu e, até mesmo, Zazá: “Infelizmente, não conheci Pagu. Eu a chamava de Mau, cognome certamente forjado no carinho das intimidades de mãe e filho. Minha mãe não gostava de ser chamada de Pagu. Era um nome que ficara no passado, quando ela vivia outra vida, buscava outros ideais, jogava-se apaixonadamente em defesa de outras bandeiras. Temos certeza de que quem for ver/ler este livro conhecerá uma Pagu da qual nunca se suspeitou. Afinal, nossa proposta não era roubar a alma de ninguém, mas fazer nossos eventuais leitores se aproximarem dela. Se conseguirmos isso, nosso objetivo estará realizado”.

 “Patrícia Galvão tem uma biografia extraordinária. Entregou-se de corpo e alma em várias frentes culturais e políticas, movida por ideais que continuam na ordem do dia, como a justiça social e a transformação do homem por meio da cultura”, lembra Hubert Alquéres, diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

 A vida de Pagu é apresentada em três blocos. O primeiro fala das origens da família e vai até os dezoito anos da biografada, quando conheceu o poeta modernista Raul Bopp, que a apresentou a Oswald de Andrade. 

O segundo bloco começa com o início de sua relação com Oswald, com quem teve um filho, Rudá, em 1930, e vai até sua libertação, em 1940, muito debilitada depois de passar quatro anos e meio em vários presídios políticos, onde sofreu torturas. Primeira mulher presa no Brasil por motivos políticos, em 1931, Pagu, foi detida dezenas de vezes por sua militância comunista. Entre 1933 e 1935 visitou a China, o Japão, a União Soviética e passou uma temporada em Paris, onde também foi presa.

Durante a estadia em Moscou, desencantou-se com o comunismo, mas pouco depois de retornar ao Brasil, em 1935, foi presa em consequência do fracassado movimento comunista de 1935. Parte considerável da iconografia deste bloco é formada por reproduções facsimilares de cartas (principalmente as enviadas para Oswald, de quem se separou em 1935, e Rudá) e de informes e prontuários do Deops, mostrando que era vigiada de perto pelo governo de Getúlio Vargas.

Os últimos 22 anos de sua vida são apresentados no terceiro bloco, período no qual a militância política aos poucos deu espaço à militância cultural. Pagu casou-se com Geraldo Ferraz e ambos trabalharam em vários jornais de São Paulo, Rio de Janeiro e Santos – cidade onde se fixaram em 1954. Ela manteve intensa atividade como cronista e crítica literária, além de se envolver cada vez mais com teatro, traduzindo, produzindo e dirigindo peças de autores praticamente ignorados no Brasil dos anos 1950, como Francisco Arrabal, Eugène Ionesco e Octavio Paz. Tornou-se uma das principais animadoras do teatro amador santista, origem de nomes como Plínio Marcos.

O volume traz ainda uma cronologia; uma bibliografia de obras de Patrícia Galvão; uma bibliografia sobre ela; um breve capítulo sobre o envolvimento de Pagu com a cidade de Santos, muito presente na vida dela na adolescência, na fase de militância política – quando residiu na cidade e trabalhou como operária – e nos últimos anos de vida.

HISTÓRIA DE SAMPA ESMIUÇADA…

 

 

LIVRO “OS MELHORAMENTOS DE SÃO PAULO”, DE PRESTES MAIA, ESMIÚÇA A VERTIGINOSA TRANSFORMAÇÃO URBANÍSTICA DA CAPITAL PAULISTA 

Imprensa Oficial do Estado de São Paulo relança “Os Melhoramentos de São Paulo”, obra de 1945 na qual o então prefeito Prestes Maia explica as mudanças urbanísticas que introduziu na capital paulista durante sua primeira gestão como prefeito da cidade. Lançamento será dia 3 de maio, às 19 horas, na Casa das Rosas.

O engenheiro e arquiteto Francisco Prestes Maia (1896-1965) é considerado o pioneiro do urbanismo moderno no Brasil pelas profundas mudanças que introduziu na capital paulista durante sua primeira gestão como prefeito da cidade (1938-1945). Publicado originalmente em 1945 e reeditado agora pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, com apresentação de Adriana Prestes Maia Fernandes, filha do ex-prefeito, o livro Os Melhoramentos de São Paulo vai além de um inventário das obras realizadas pelo arquiteto. Conforme resume Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial, trata-se de um “precioso documento para compreender a vertiginosa transformação sofrida pela cidade durante o século XX e que estava esquecido”. O livro será lançado segunda (3 de maio), às 19 horas, na Casa das Rosas – Av. Paulista, 37. 

Os arrojados planos urbanísticos de Prestes Maia foram inspirados pelos projetos concebidos e realizados em Paris pelo barão Haussmann, na segunda metade do século XIX. Assim como o urbanista francês, Prestes Maia estabeleceu, por meio de eixos e conexões sistêmicas, a integração dos bairros centrais e estendeu os limites da cidade, dotando-a da infra-estrutura viária que permitiu sua expansão.

O plano de avenidas desenvolvido por ele na década de 1930 tinha como referência central a proposta de Haussmann para a capital francesa: um sistema radial de avenidas, partindo do centro, em que as principais vias conduzem a áreas verdes. Com ele, São Paulo preparou-se para a expansão do uso do automóvel, que só aconteceria a partir dos anos 1960. 

Dentre as principais realizações de Prestes Maia estão o projeto e a abertura das avenidas Duque de Caxias, Nove de Julho, Ipiranga, Vieira de Carvalho, São Luís, Anhangabaú (atual Prestes Maia); a construção da Ponte das Bandeiras, da Biblioteca Municipal e de uma importante galeria, na Praça do Patriarca, dedicada a exposições, posteriormente denominada “Galeria Prestes Maia”.

Os Melhoramentos de São Paulo também destaca outros aspectos da atuação do então prefeito, como a introdução do zoneamento na cidade, os trabalhos de canalização do rio Tietê, a construção de maiores e melhores galerias pluviais, a expansão da iluminação pública e o enriquecimento da paisagem urbana com monumentos e esculturas. 

O livro traz farta documentação iconográfica, composta por dezenas de fotografias da época. Complementa a obra uma série de depoimentos, artigos e conferências de contemporâneos de Prestes Maia, que recordam a eficiência e a probidade com que exerceu duas vezes o cargo de prefeito de São Paulo – primeiro nomeado pelo interventor Adhemar de Barros (1938-1945), na ditadura de Getúlio Vargas, e posteriormente eleito pelo voto popular (1961-1965). 

Além dos projetos para a cidade de São Paulo, Prestes Maia elaborou planos urbanísticos para Santos, Belo Horizonte, Curitiba, Votuporanga, Ribeirão Preto, Campinas, Poços de Caldas, Londrina e Santo André, além de esboçar planos para cidades inteiras como Cristo Rei (RJ), Jardim Umuarama (GO) e Panorama (SP).