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Insensato Coração: Bom Elenco,Trama Convincente e Temas Relevantes Abordados com Competência

Diálogos convincentes. grandes interpretações e trama incisiva fazem de INSENSATO CORAÇÃO uma das mais importantes novelas da década

O capítulo de ontem. por exemplo, dia em que o banqueiro Cortez é preso quando vai deixar o país, e o bandido LEO é completamente desmascarado, foi SENSACIONALLLLL !

GILBERTO BRAGA e RICARDO LINHARES estão fazendo uma novela contundente, importante, NECESSÁRIA, e a competente direção do núcleo de DENNIS CARVALHO só contribui para alavancar ainda mais a trama, um retrato acerbo e bem fundamentado sobre o tipo de país e sociedade em que vivemos.

Sobretudo ontem com as cenas fortes da perseguição ao milionário bandido e ao malvado Leo – pontificando a música Que País é Este ? -, a novela esnobou aptidão e capacidade de expor problemas sérios.

Gabriel Braga Nunes ganhou presente de Gilberto Braga e responde com competência esmerada. Autor é o melhor desde Janete Clair,  com quem diz ter aprendido tudo

Difícil assisti-la e não identificar imediatamente problemas sérios vividos recentemente no país, bem como facilmente identifica-se ações e atitudes semelhantes entre diversos personagens e cenas da vida cotidiana.

Com atores dando show de interpretação, e diálogos escritos com competência e senso de oportunidade, INSENSATO CORAÇÃO consegue mobilizar a atenção e logo ganha a adesão até do mais incauto espectador, tal a potência de suas denúncias e a sensibilidade emocional com a qual os personagens foram construídos – pelos autores e seus respectivos atores.

Paola Oliveira e Maria Clara Gueiros são primas na trama das 21h

Sem esquecer de falar na forma relevante e adequada com a qual diversos temas pulsantes são abordados na novela, com invejável propriedade – sendo ademais a força das imagens uma garantia de que as polêmicas colocadas ecoam fundo no inconsciente de quem as assiste: a questão da homofobia, dos rumos que as relações afetivas estão tomando nos dias que correm, da chamada ‘esperteza’ como varal para a falta de escrúspulos, da preponderância inadequada que o dinheiro vem tomando ante às relações sociais.

Déborah Secco e Leo Miggiorin: personagens do lado leve, empatia popular

LEO MIGGIORIN, magnânimo; Antônio Fagundes, sempre ótimo em qualquer papel; Herson Capri e Gabriel Braga Nunes, maiorais; Petrônio Gontijo e Cássio Gabus Mendes, ótimos; Ana Lúcia Torre e Nathália Thimberg, esplêndidas; Maria Clara Gueiros, Glória Pires, Rosi Campos e Deborah Secco, irretocáveis; Camila Pitanga, Paola Oliveira, Ricardo Tozzi e Eriberto Leão pontuando com beleza, talento e versatilidade momentos cruciais… esses e muitos outros são um auxílio luxuoso para os criadores de INSENSATO CORAÇÃO, a quem aplaudimos com louvor. 

NOTA DEZ !

Nathália do Valle, Déborah Secco e Herson Capri: elenco fundamental para condução da trma

Déborah Secco e Leonardo Miggiorin, que vem arrasando numa interpretação convincente e na medida certa. Sempre uma alegria vê-lo em cena !

Maria Clara Gueiros responde por algumas das melhores cenas… Supimpa !

Camila Pitanga, Lázaro Ramos e Petrônio Gontijo: momentos marcantes

Fagundes, Gabriel e Natália: família cheia de problemas

Glória Pires e Gabriel Braga Nunes: atores destacam-se na trama de Gilberto Braga

Festival de Brasília Começa em Setembro

Organização Quer Atrair Mais Filmes e Muda Regras 

Cena de "o céu sobre os ombros", longa mineiro que foi o grande vencedor do FBCB em 2010 (Foto: Divulgação)
Cena de “O céu sobre os ombros”, longa mineiro
vencedor do Festival em 2010 (Foto: Divulgação)

O Festival de Brasília de Cinema Brasileiro (FBCB) abre HOJE inscrições para sua 44ª edição com inúmeras novidades. A principal delas: o ineditismo deixou de ser pré-requisito para participar.

Segundo a organização, esse critério impedia que filmes importantes participassem do FBCB por já terem sido apresentados em outros festivais. Agora, só serão excluídos da seleção do Festival de Brasília títulos que já premiados na categoria Melhor Filme.

Júlio Bressane: Cinematografia sempre reconhecida em Brasília

Também para atrair mais cineastas, o prêmio para a categoria Melhor Filme subiu de R$ 80 mil para R$ 250 mil. Foram criadas premiações específicas para animação, que neste ano terá uma mostra competitiva exclusiva. O orçamento total do FBCB passou de R$ 3.040.081, em 2010, para R$ 4.034.039 neste ano.

A organização também flexibilizou a seleção quanto ao suporte dos filmes. Obras filmadas em película ou em formatos digitais poderão participar igualmente da mostra competitiva, que foi antecipada e este ano começa dia 26 de setembro e vai até 3 de outubro.

Tradicionalmente, o FBCB era realizado em novembro, mês chuvoso e próximo do fim do ano, o que, segundo a organização, afastava parte do público.

 

 Glória Pires com seu Candango de Atriz por É Proibido Fumar

A 44ª edição do FBCB terá qiatro mostras paralelas e não competitivas: Mosaico, Primeiros Filmes, Filme para Celular e Festivalzinho Animado. Além disso, a programação vai incluir oficinas, seminários e encontros entre realizadores e produtores de cinema e televisão. Os filmes da mostra competitiva serão exibidos no Cine Brasília e em sessões simultâneas em Sobradinho, Taguatinga e Ceilândia.

Ano passado, o FBCB apresentou seis longas-metragens, 12 curtas-metragens em 35mm e 22 curtas e médias-metragens digitais. “O céu sobre os ombros”, dirigido por Sérgio Borges venceu na categoria melhor filme e também levou os prêmios de melhor roteiro, melhor direção e o prêmio especial do júri.

Rô Caetano Vê INSENSATO CORAÇÃO…

 
Com a sensatez, perspicácia e olhar acurado que lhe são próprios, querida jornalista MARIA DO ROSÁRIO CAETANO faz breve mas judiciosa análise da novela INSENSATO CORAÇÃO, do craque do estilo, GILBERTO BRAGA, atual atração das 21h na TV Globo.

Glória Pires e Gabriel Braga Nunes: fortes emoções aguardam desenrolar da trama…

Fiquei feliz de ver que minha admiração por Gilberto tem uma parceira da envergadura de Rô… parece que, como eu, ela também é uma noveleira braba

EBAAAAAAAAAAAA !!!

Vamos ao comentário:
 
            Li, com imenso atraso, em O Globo, análise de Patrícia Kogut (de quem sou leitora fiel) sobre possíveis causas da novela de Gilberto Braga & parceiros ainda não estar bombando no ibope.

Entre outras razões, ela aponta a semelhança de papéis atribuidos a determinados atores. Ou seja, eles (os atores) estariam, em curto espaço de tempo, repetindo  personagens muita semelhantes, ainda muito presentes na lembrança dos espectadores…

Paola Oliveira e Maria Clara Gueiros também na nova trama de Gilberto Braga

Na minha avaliação (ainda não perdi um só capítulo da novela de Braga!!!!), esta é uma causa secundaríssima.
Creio que o que está pegando é o tratamento OUSADO das relações familiares (a anatomia
rodrigueana de famílias disfuncionais), o sexo onipresente e despudorado e… também …. o racismo da sociedade brasileira. Ou, pelo menos, de parte dela. Com ousadia (muita CORAGEM, mesmo!),Braga & parceiros entregaram a um ator negro (Lázaro Ramos, talentosíssimo, que eu amo!!!) o papel de um PEGADOR.

E pegador de mocinhas brancas, louríssimas (como a maravilhosa, neste tipo de papel!!!, Debora Secco: a maluquete dela é fascinante!!!).
Lázaro — repito — é talentosíssimo e está dando conta do RECADO, com louvor.

Lázaro e Pitanga: dupla ainda vai dar muito o que falar…

Para agravar, em mentes mais fechadas,  ele nem é um tipo bonitão (como Rodrigo Santos, Toni Garrido, Seu Jorge, César Negro: é este o nome do black lindíssimo de “Boleiros 1”???)… Eu custo a esperar as entradas dele (Lázaro Ramos)… A sequência em que ele levou Carol (Pitanga) para um passeio de iate foi show… e o dia em que ele perfumou o dito cujo???

Fico pensando numa “Senhora de Santana” (lembram delas???) vendo isto. Deve ficar escandalizada e mudar de canal… Gilberto Braga pagou caro pela ousadia inicial de “O Dono do Mundo” (Fagundes desfrutando das primícias de Mallu Mader, antes do jovem marido dela!!!). É gente conservadora que está rejeitando a novela…

Deborah é destaque como Natalie Lamour: ibope sobe quando personagem aparece

 

Eu não me interesso pelo casal protagonista, achei as cenas a la AEROPORTO ultra-inconvincentes, folhetinescas demais… mas estou
adorando as partes “família” rodrigueana… E adorando ver o show de atrizes como
Ana Lúcia Torre (ouvi entrevista maravilhosa dela na Rádio Jovem Pan, incluindo REFLEXÕES DE UM LIQUIDIFICADOR), Glória Pires, Debora Evelyn e Debora Secco (pavorosa em novela em que fazia uma roceira!!!), inigualável… Ninguém faz uma “bonitinha mas ordinária-angelical” melhor do que ela atualmente !!!!

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Deborah Secco: performance estupenda da atriz ganha elogios de Rô Caetano, que assinamos embaixo… Deborah vai “arrebentar” na trama gilbertobraguiana

Entre os homens, dá gosto ver Carvana rabugento-resmungando, Lázaro arrasando como PEGADOR (sem ter phisique-de-role para tal, só com o TALENTO), Gabriel Braga Nunes (que vi em Cidadão Brasileiro e Poder Paralelo, em bela dupla com Paloma Duarte), etc….
Os diálogos “familiares-rodrigueanos” da  novela estão demais !!!!

Hugo Carvana em ótima atuação, ao lado do diretor Dênnis Carvalho: ponto alto de INSENSATO

         P.S. – Maurício Stycer escreveu um texto dos mais interessantes-instigantes, ontem, na Folha sobre o personagem de Lázaro Ramos. Mas não concordo com ele. Ele diz que o personagem é um negro que não sofre preconceito. Que é bem aceito sem causar nenhum contratempo, como o casal de gays de “Paraíso Tropical”.

Para mim, Lázaro interpreta um personagem cheio de arestas. Ele, quando era pobre, passou por maus bocados e contou isso a Carol (Pitanga) no passeio de iate. Mostrou-se ressentido pela pobreza de outrora, pelo pai alcóolatra (Milton Gonçalves, que entrará dentro de algumas semanas), pela discriminação que sofreu…

Mas hoje, famoso como designer, entra e sai em lugares finos, como se fosse BRANCO. É assim, no Brasil. PELÉ está aí para provar. Famoso e rico, ele é recebido em todos os salões. O personagem do Lázaro é o “Pelé de Gilberto Braga” (e Débora Secco é a Xuxa Meneghell dele)… Mas está na cara que ele faz o que faz com as mulheres (uma por noite, sem repetir, como se elas fossem um “vestido” aliás, um terno Armani) para se vingar de discriminações dos tempos em que era pobre e filho de alcoólatra.

La PIRES é a GLÓRIA !

 

Uma fonte inesgotável de talento, Gloria Pires nos surpreende a cada novo papel. Basta ligar o seu televisor no horário nobre global para se deparar com um show de interpretação da atriz. Na pele da vilã Norma, ela promete uma memorável interpretação, assim como na famosa novela “Vale Tudo”, na qual ela deu vida a Maria de Fátima. Se você é fã, admirador ou curioso pela trajetória de Gloria Pires, não perca a chance de ler a biografia dos 40 anos de Glória na teledramaturgia.

Ela é uma das atrizes brasileiras mais bem sucedidas de todos os tempos. O seu currículo é de dar inveja a qualquer profissional. Foram 21 novelas, 13 filmes, duas minisséries e diversos programas especiais em 40 anos de carreira. Seu nome é sinônimo de sucesso.  

Em uma simples consulta no Google, Gloria Pires aparece em mais de um milhão de citações. A atriz está à frente de todas as grandes estrelas da tevê nacional. “O tempo não apaga da lembrança dos fãs a maquiavélica Maria Fátima, na telenovela “Vale Tudo”, ou as inesquecíveis irmãs gêmeas Ruth e Raquel, de” Mulheres de Areia” .  

Para coroar essa brilhante carreira, a Geração Editorial lançou em 2010 “40 anos de Gloria”, (346 páginas, R$ 39,90, com mais de 100 fotografias coloridas e em preto-e-branco), a história da longa e vitoriosa carreira de uma atriz ainda jovem, mas com 40 anos de atuações marcantes e cenas antológicas. Embora trate da vida de Gloria, o livro não é propriamente uma biografia, mas a história de sua carreira na televisão e no cinema.

Os autores Eduardo Nassife e Fábio Fabrício Fabretti desvendam a trajetória de Gloria desde a sua estreia em 1969, aos quatro anos de idade, até o período que viveu em Paris com a família, em paz e longe dos holofotes.

Na obra há detalhes da vida de atriz, de mãe, de esposa, da celebridade, inclusive da cantora (sim, Gloria canta) com relatos em primeira pessoa de Gloria Pires sobre todos os grandes acontecimentos da sua carreira e do dia-a-dia de uma mãe de quatro filhos. Os depoimentos são em ordem cronológica e reveladores.  

O livro – uma edição de luxo a preço quase popular, apenas R$ 39,90 – foi impresso em tamanho 21 x 23 centímetros e papel especial, com mais de 100 imagens resgatadas de álbuns de família, arquivos pessoais, divulgação e mais um ensaio exclusivo realizado pelo reconhecido fotógrafo Marcelo Faustini. A capa foi um presente do designer Giovanni Bianco, que também trabalha para Madonna e é um dos maiores designers de moda do planeta, com escritório em Nova York.


Capítulos de uma vida que mais lembra um filme 

Entre os 25 capítulos, há histórias sobre a gravidez de risco da mãe da atriz, o início precoce da carreira de Gloria aos quatro anos, o trabalho com o pai, o talentoso ator Antonio Carlos Pires, as primeiras participações em programas humorísticos, uma reprovação traumatizante, os primeiros papéis de repercussão, como Marisa, em “Danci’n Days” e Zuca em “Cabocla”, a convivência com os amigos mais velhos, como Lauro Corona e Daniel Filho, os nascimentos dos seus quatro filhos e a interrupção de duas gestações precocemente.

O livro contém curiosidades, como os dois convites feitos pela revista Playboy, para posar nua, as cirurgias dentárias reparadoras, a tatuagem no pé, além dos frequentes problemas de saúde ao longo da sua premiada carreira.  

Os autores abordam o rigoroso profissionalismo da atriz e sua obsessão com a disciplina nas preparações para viver seus personagens. Exemplo: para viver a heroína Maria Moura, na minissérie “Memorial de Maria Moura”, em 1994, Gloria Pires fez aulas de equitação, tiro e até curso básico de sobrevivência na selva. “Maria Moura trouxe uma mulher poderosa dentro de mim”, conta. Para interpretar com maior riqueza de detalhes a heroína, durante um treinamento de tiro, a atriz quase se machucou quando atirou com uma espingarda calibre 12. 

Nas páginas também há relatos emocionantes e sinceros sobre com a convivência com as atores mais velhos como Lauro Corona, seu grande amigo e Daniel Filho, que a reprovou em um teste para quando ainda era garota.  


No set de filmagem 

Gloria esteve presente nos filmes de maiores públicos e de reconhecimento internacional desde a retomada no cinema nacional, como nos papéis de Helena e Claudio, em “Se Eu Fosse Você 1 e 2”, além de fazer parte do elenco de “O Quatrilho”, que levou um longa-metragem brasileiro a concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 1995, depois de um jejum de 33 anos. Além de estrelar a mãe do presidente Lula, Dona Lindu, em “Lula, O Filho do Brasil” neste ano e participou de outras 10 produções nacionais. Ela quase interpretou a pintora mexicana Frida Khrlo, em uma produção estrangeira. 

Recebendo o troféu Candango no Festival de Brasília…


DEPOIMENTOS  

Na parte final da obra, diretores, atores, atrizes e familiares deixam um recado para Gloria Pires. Entre eles estão Stephan Nercessian, Daniel Filho, Cléo Pires, Joanna Fomm, Reginaldo Faria, Rogéria, Arlete Salles, Malu Mader, Regina Duarte, Denis Carvalho, Orlando Morais e Aguinaldo Silva. Confira alguns trechos: 

Em “A Partilha”, tinha pouco dinheiro para o filme e todo mundo sabia disso. Meu prazo era curto e a Gloria passando mal com a gravidez. As pessoas falavam para substituí-la. Respondia que não faria isso de jeito nenhum. Sem ela, não teria filme. Resolvi dar uma parada e banquei tudo até ela melhorar”, Daniel Filho 

“Ela tem uns recursos espontâneos, naturais, que eu admiro demais numa atriz. Era difícil contracenar com ela. Levava aquela frieza da Maria de Fátima às últimas consequências, com muita propriedade e talento”, Regina Duarte 

“Adoro escrever para a Glorinha porque ela encaixa o tom do personagem como realmente queremos.”, Aguinaldo Silva 

“Tenho grande admiração por Gloria. Fui muito amiga do pai dela. Trabalhamos juntos em rádios e tevês. Ele só podia fazer uma filha como Gloria Pires. Ela é uma atriz inteira, quente, aglutinadora. Ela sempre se põe no jogo da comunicação humana e se entrega de uma forma simples e delicada. Mas muito forte. Merece todo o sucesso que tem. E todo o nosso carinho. E todo o nosso reconhecimento” Fernanda Montenegro

 

Geração Editorial

GILBERTO BRAGA de VOLTA !

As ondas batem de mansinho em frente ao apartamento de Gilberto Braga, no Arpoador. Com esse barulhinho, ele escreve Insensato Coração, sua próxima novela em coautoria com Ricardo Linhares, que estreia dia 17 de janeiro na Globo. Porém, nem tudo até agora correu em velocidade de cruzeiro. Os dois protagonistas saíram com a produção em curso. De Ana Paula Arósio, ele fala secamente, mas para Fábio Assunção tem palavras doces. Agora que os problemas foram contornados e o céu parece de brigadeiro, Gilberto retomou o trabalho intenso e promete uma produção em que voltará a retratar a classe média, como fez em “Anos dourados” e “Anos rebeldes”. No ar também no canal Viva com “Vale tudo” (que escreveu com Aguinaldo Silva e Leonor Bassères), um grande sucesso, ele afirma que pouco mudou em seu ofício desde 1988, quando criou a inesquecível Odete Roitman: “Como dizem meus amigos Titãs, o povo quer comida, diversão e arte.” Palavra de quem já está há anos reinando nessa praia.

Quais serão as principais marcas de Gilberto Braga em “Insensato Coração”? Devemos esperar vilãs espetaculares, festas memoráveis, enfim, o que você citaria?

GILBERTO BRAGA: Acho que a marca preponderante de “Insensato coração” é a minha volta à classe média, uma vertente que começou em “Dancin’ days” com a casa de Alberico (Mário Lago) e que eu desenvolvi mais em minisséries – “Anos dourados”, com as fofocas da Tijuca nos anos 50, e “Anos rebeldes”, com a casa do Damasceno (Geraldo Del Rey), pai de Maria Lúcia (Malu Mader). Assim, na espinha dorsal, temos em Florianópolis uma família em que há uma grande inveja de um personagem (Gabriel Braga Nunes) pelo irmão bem-sucedido (Eriberto Leão), num momento em que o casamento dos pais (Antônio Fagundes e Natália do Vale), juntos já há 35 anos, está em forte crise. O primeiro capítulo mostra uma comemoração desse aniversário de casamento que acaba virando uma grande lavação de roupa suja em família. No Rio, via Lázaro Ramos e Camila Pitanga, começa a parte glamourosa e com bastante comédia romântica. Deborah Secco defende a comédia, misturada a crítica social, com o personagem do Herson Capri, o banqueiro corrupto, que vai nos levar a falar de impunidade. Enfim, acho que a minha marca está lá, sim. E isso é curioso, porque eu nunca tive tantos coautores quanto nesta novela, sem contar com o parceiro maior, Ricardo Linhares. E o Dennis (Carvalho), depois de ler seis capítulos, disse que é “Gilberto Braga na veia”. Costumo opor em minhas novelas duas mulheres. Desta vez, pra variar, opus dois homens. O grande vilão é o personagem do Gabriel. A Glória Pires é uma vilã diferente, porque começa como boa moça, mas leva uma rasteira fortíssima e vai se vingar. Acredito que ela seja uma personagem muito forte.

Você estará no ar com duas novelas simultaneamente, “Insensato coração” e “Vale tudo”. Isso te faz pensar nas mudanças no panorama da audiência da televisão de lá para cá? Na época de “Paraíso tropical” você declarou que tinha uma expectativa em relação a números e ela se frustrou. Agora, está provado que isso não tinha nada a ver com a sua novela, era um patamar novo que tinha se estabelecido. O que você espera desta vez?

Minha cabeça é meio complicada. Acho que os números de “Paraíso” tinham razão de ser. O espectador não torcia pelo casal principal (Alessandra Negrini e Fábio Assunção). Espero que isso não se repita. Eriberto e Paola Oliveira estão formando um casal lindo, forte. Quanto às mudanças nos últimos 20 anos, acho que a televisão avançou, há mais concorrência, isso é ótimo para todos, especialmente para o espectador.

Gilberto Braga e o parceiro de novelas, Ricardo Linhares

Voltando a “Vale tudo”, o Brasil mudou muito de lá para cá, mas o que mudou para quem escreve novela? O que é impossível hoje com o politicamente correto e com a classificação indicativa? O politicamente correto te freia ou você não está nem aí para isso?

Para quem escreve novela acho que não mudou nada. Como dizem meus amigos Titãs, o povo quer comida, diversão e arte. Quanto ao politicamente correto, tento não pensar muito nisso, pra não pirar.

Mas, falando em “Vale tudo”, a que atribui a grande força que a novela mostra ter até hoje?

Apesar de estar tecnicamente ultrapassada por causa de iluminação etc., a história e os personagens são muito fortes, eu próprio me surpreendi vendo alguns capítulos. Não lembrava que a novela fosse tão interessante.

Gilberto Braga e uma das atrizes de seu “time”, Glória Pires

Você já declarou que gosta de trabalhar com sua turma de atores. Como ela é? Você cria personagens pensando num determinado ator? E agora como está fazendo para se inspirar de novo para os postos que eram de Ana Paula Arósio e Fábio Assunção?

Continuo com minha turma, escrevo para eles. Os dois saíram, tento me adaptar a Paola e Gabriel Braga Nunes, que estão ótimos, e com certeza vão entrar pra minha turma pra sempre. Já estamos escrevendo os novos capítulos pensando neles.

De que maneira os acontecimentos envolvendo os dois atores impactaram na novela – objetivamente – e como você pessoalmente sente isso tudo? Fica magoado? Ou consegue ver com frieza profissional?

Não comento esse assunto. A (Ana Paula) Arósio para não ser descortês com ela. E o Fábio por motivos óbvios. É um grande amigo, é como um filho, não vou falar publicamente dessa relação. Inclusive porque acho a vida mais importante do que o trabalho.

Fábio Assunção e Gilberto Braga: amizade de muitas décadas

Depois de ter enfrentado dificuldades com Fábio Assunção em “Paraíso tropical” e agora novamente, voltaria a trabalhar com ele?

Claro que sim, espero muito escrever pro Fábio o protagonista da minha próxima novela. Além de amigo, ele é um ator esplêndido.

* Texto e entrevista de PATRÍCIA KOGUT, publicada no jornal O GLOBO

Trama de Gilberto Braga: Novo Recorde, agora na Tv Paga

Mesmo que para saber quem matou Odete Roitman baste digitar as palavras certas no Youtube, a novela Vale Tudo volta a se transformar em fenômeno depois que começou a ser exibida no canal pago Viva, semana passada.

A trama, que além da vilã vivida pela atriz Beatriz Segall tem uma galeria grande de personagens inesquecíveis –como Heleninha (Renata Sorrah), Maria de Fátima (Gloria Pires), Raquel (Regina Duarte) e Solange (Lídia Brondi)– entra quase diariamente para os trending topics, a lista de assuntos mais comentados do Twitter, quando está sendo exibida.

“Alguém aqui está revendo a novela ‘Vale Tudo’? Eu estou praticamente escravizado”, comenta um usuário do serviço de microblogging. “Isso sim vale a pena ver de novo!”, se empolga outra.

O detalhe é que o horário escolhido para a reprise é de madrugada, às 0h45. A trama também passa novamente ao meio-dia.

Lídia Brondi e Glória Pires: personagens marcantes em Vale Tudo

Diversos usuários afirmam que a novela tem sido responsável pelo “sono tardio”. “Minha insônia tem nome: ‘Vale Tudo’. Que novela sensacional”, afirma um. “Bom dia para quem assistiu ‘Vale Tudo’ até de madruga e não conseguiu acordar às 7h”, ironiza outro.

Consultado, o canal Viva diz que ainda não tem os números de audiência da novela.

Mesmo sem dados oficiais, muitos internautas têm certeza de que a novela caiu mesmo –novamente– nas graças do público.

“Pelos comentários aqui, a reprise de ‘Vale Tudo’ no canal Viva está dando mais ibope que o ‘Programa do Jô’ (Globo)”, diz um. “Acho que se ‘Vale Tudo’ passasse no horário das 21h ia ter mais audiência do que ‘Passione'”, aposta outro.

  Divulgação  
A atriz Beatriz Segall, que viveu a empresária Odete Roitman na novela "Vale Tudo", que está sendo reprisada no Viva
Beatriz Segall, a empresária Odete Roitman na novela Vale Tudo, que está sendo reprisada

SAUDOSISMO

Entre os comentários sobre a novela, há principalmente elogios ao texto da trama, que para eles continua atual.

“O discurso de Odete Roitman sobre o Brasil continua atual. A reprise de ‘Vale Tudo’ é uma utilidade pública”, afirma um internauta. “Assistindo o canal Viva a gente consegue perceber como se desaprendeu a fazer televisão”, concorda outro.

Parte dos internautas se diverte ainda relembrando o final dos anos 80, “tempo em que videocassete era modernidade e só o filho da Odete Roitman tinha”.

Renata Sorrah como a alcoólatra de Vale Tudo

“Vou comprar a trilha sonora de Vale Tudo em vinil só para criar um clima…”, diverte-se um rapaz no Twitter. Para outra usuária do site, “é muito engraçado ver os atores todos novinhos”. Enquanto isso, um terceiro se choca com uma cena em que a mocinha e seu amigo se preparavam para fumar um baseado. “Estranho ver isso, mas era 1988”, afirma.

Sempre do Contra

Voz dissonante na internet, o autor de novelas Aguinaldo Silva, que assinou o texto de Vale Tudo junto com Gilberto Braga e Leonor Bassères, comentou sobre a reprise da novela em seu blog. Para ele, “quem vive de passado é museu”.

“Novela é ótimo quando está no ar, mas quando termina acabou, é descartável, a gente trata de pensar em outra, e depois em outra e em mais outra…”, escreveu.

“Quem disse que vou pagar 36 mirréis por mês pra ver uma novela que eu mesmo escrevi? Por causa de Odete Roitman? Mas quem precisa de Odete Roitman quando já teve Perpétua, Altiva Pedreira, Maria Regina, Nazaré, e já tem programado pelo menos meia dúzia de outras?”, questiona o autor.

Gilberto Braga, o bam-bam-bam da telinha: criador das melhores telenovelas

Silva diz ainda que não fica chateado de o crédito principal de Vale Tudo ser atribuído a Gilberto Braga. “‘Vale Tudo’ foi uma ideia original de Gilberto Braga, e é natural que isso seja sempre reafirmado”, afirma.

Bruno Barreto e A Arte de Perder

Cineasta Bruno Barreto anunciou no Festival do Rio seu novo filme, uma coprodução internacional.

O novo filme do diretor, A Arte de Perder, será feito em parceria entra a produtora fundada por seu pai nos anos 60, a LC Barreto, e a Goldcrest, empresa por trás de produções como “Gandhi” (1982) e “Quarto com Vista” (1984).

Trata-se do primeiro projeto da LC desde Lula, o Filho do Brasil, dirigido por Fábio Barreto, irmão de Bruno. “Lula”, apesar de lançado com forte ofensiva de marketing, fracassou nas bilheterias.

A Arte de Perder será baseado no livro Flores Raras, Banalíssimas, de Carmen Lucia de Oliveira, e terá roteiro de Carolina Kotscho, corroteirista do prestigiado filme Dois Filhos de Francisco.

À entrevista coletiva realizada hoje de manhã, no pavilhão do Festival do Rio –onde acontecem rodadas de negócios e debates– Barreto fez questão de levar a atriz Glória Pires, já confirmada no elenco.

O livro de Oliveira conta a história de amor, vivida no Rio dos anos 1950, entre a poeta Elizabeth Bishop e a carioca Lota de Macedo Soares.

A intenção do diretor é filmar A Arte de Perder em 2011.

  Fred Chalub/Folhapress  
A atriz Glória Pires
Glória Pires viverá lésbica em novo filme de Bruno Barreto

A Volta de Dancing Days

Glória Pires diz que gostaria que fosse feito, a exemplo de Ti-Ti-Ti, o remake da novela Dancin’ Days, escrita por Gilberto Braga e exibida pela Globo entre 1978 e 1979. E, se fosse convidada a participar da nova produção, gostaria de fazer outro personagem: Yolanda Pratini, em vez de Marisa de Souza Matos, como foi da primeira vez.

Glória revelou sua vontade a jornalistas, durante entrevista concedida na tarde desta segunda (12) em São Paulo, para lançamento de sua biografia, 40 anos de Glória.

Yolanda Pratini, uma socialite interpretada na década de 70 pela atriz Joana Fomm, era a irmã da personagem principal da trama, Júlia, uma ex-presidiária vivida por Sônia Braga. Yolanda foi quem criou a filha de Júlia, Marisa (Glória Pires), durante o período em que esteve na prisão.

Reginaldo Farias, Glória Pires e Sônia Braga à época da sensacional telenovela Dancing Days, do mestre Gilberto Braga. Glória diz querer a novela de volta… mas quem não quer ?

Grande Prêmio Cinema Brasileiro

TONY RAMOS Vence como Melhor Ator

LÍLIA CABRAL é Melhor Atriz

Ana Muylaert, Melhor Diretora

É Proibido Fumar, Melhor Filme

O longa-metragem independente É proibido fumar, de Anna Maria Muylaert, foi o maior vitorioso no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, principal celebração da categoria no país.

O filme estrelado por Glória Pires e o titã Paulo Miklos levou os troféus Grande Otelo de longa-metragem de ficção, direção, roteiro original, trilha sonora e montagem de ficção.

Se eu Fosse Você 2, de Daniel Filho, recordista de bilheteria, ficou com a estatueta de MELHOR, concedida pelo júri popular.

Estes os resultados principais da festa de entrega do grande prêmio do Cinema Brasileiro, realizada ontem à noite no teatro João Caetano, no Rio.

Na solenidade, homenagens a Anselmo Duarte e a Alice Gonzaga pelos 80 da CINÉDIA.

Saiba mais: http://g1.globo.com ou www.jb.com.br