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E mais uma vez, deu Lionel MESSI… Saraváaaaaa !!!

Essa é a diferença do gênio para o craque, da estrela para o cometa. Messi não diviniza o banal, desembaraça o divino. Amplia o repertório, não permite um mínimo de descuido e desatenção do torcedor. Qualquer lance dele cheira a milagre. Ele não corre, aparece; ele não chuta, coloca; ele fundiu balé com futebol de salão.

Essas são palavras do genial mago das Palavras, o poeta gaúcho Fabrício Carpinejar, em análise sobre o impressionantemente sensacional LIONEL MESSI, excepcional jogador argentino que tem dado ao mundo algumas das mais belas partidas do futebol mundial.

Ontem, 9 de janeiro, a FIFA revelou, em solenidade oficial, quem os analistas de futebol do mundo inteiro apontam como o Melhor Jogador de Futebol de 2011. E mais uma vez deu Lionel Messinós tínhamos certeza disso.

Foi só aguardar os telejornais para confirmar o que o coração já cantava há tempos…

Seu pé esquerdo é uma centopeia delirante. Comprova que os canhotos não surgiram para a mendicância técnica. São reis do ilusionismo. É um centroavante completo e um meia esplêndido, concilia o talento magnético na condução da bola e o oportunismo de matador. Impossível marcá-lo. Há algo de maduro em seu rosto, lampejo de tigre, e só tem 23 anos.

Repare que nem comemora o gol, acena, agradece com sinal da cruz. Sua comemoração nunca é explosiva, parece que não quer diminuir o lance com coreografias animadas; só aceita dançar com a bola, não trai sua parceira de tango.

Deseja o lance seco, curto, sem música de fundo. O futebol essencial, o futebol pelo futebol.

Messi congelou o tempo para encobrir e botou o tempo a correr novamente ao arrematar. A bola sobe com efeito, como se zombasse das mãos do arqueiro. Não há jogo de corpo do atacante, mas jogo de corpo da bola. A bola joga para Messi.

Argentino de talento inegavelmente excepcional para o futebol, Lionel Messi torna-se o único (ao lado do francês Michel Platini) a ser O Melhor do Mundo pela terceira vez consecutiva… Como diz Carpinejar, “a bola joga para Messi”…

VIVAAAAAAAAAAA  MESSIIIIIIIIIIII !!!

Que Deus o conserve assim. Este esportista fundamental, jogador excepcional e cidadão aguerridamente exemplar.

Que MESSI sirva cada vez mais de exemplo, não só pelas jogadas geniais que cria – com a sabedoria de quem conhece profundamente o ofício, e a grandeza de quem sabe que a humildade é o primeiro passo para o êxito -, mas pela sua atuação elegante, tranquila e pacificadora, sem nenhum tipo de empáfia, nos gramados e nas ruas onde trafegam pessoas de todos os quadrantes.

Que venham mais e mais estádios e gramados onde Lionel MESSI possa fazer as torcidas do mundo inteiro se impressionar e vibrar com suas jogadas magníficas, e onde seus dribles mágicos possam mais e mais contribuir para a beleza do futebol-arte, encantando até quem não aprecia o esporte mas o sabe um raro e dignissimo exemplar do melhor que já se viu em campo em muitas décadas.

E novamente nos valemos de CARPINEJAR para exaltar a grandiosidade colossal de MESSI :

Futebol-arte é um milagre. É quando todo o time desemboca num único jogador, e ele passa a ser todo o time.  Não que os outros não existam, os outros são ele e mais ele e mais ele e mais ele…

Ele: aquele que não corre, aparece; não chuta, coloca.

Futebol-arte é quando parece que o torcedor já viveu muito numa única partida e está encabulado. Tenso. Parece que não merece tanto, pagou por um jogo e recebeu um espetáculo. 

É quando um gol já é uma goleada. Quando um drible já é um gol.

Futebol-arte é quando a bola só aceita beijo na boca. Não admite amadores, pede delicadeza maliciosa. Futebol-arte é quando a bola só responde pelo apelido. Feita para ser asa mais do que pata, ser pluma mais do que couro. É preciso bater sem machucar, tocar embaixo para subi-la, sussurrar em seus ouvidos como um amante desinibido.

Convencer a bola que é um balão, uma janela, uma meia-lua, um chuveirinho.

A bola nos pés de um artista é um pássaro durante o chute, um peixe dentro do gol.

MESSI: Melhor do mundo de novo. Nós apostamos !

Craque argentino concorre a terceiro título de melhor do mundo da Fifa e pode igualar marca de Zidane e Ronaldo

 

Messi:destaque do Barcelona do título do Mundial de Clubes sobre o Santos (Getty Images) 

 

No Barcelona desde 2008, o jogador brasileiro Daniel Alves tem tido a chance de acompanhar de perto as peripécias de Messi. E por conhecer tão bem seu companheiro, o lateral acredita que o argentino vencerá pela terceira vez consecutiva o prêmio de Bola de Ouro da Fifa, a ser entregue em cerimônia realizada em Zurique, em 9 de janeiro próximo. E ainda projeta mais troféus para o camisa 10 do Barça.

“Não tenho palavras para falar de MESSI. É um privilégio e um luxo poder jogar a seu lado. Ganhará esta Bola de Ouro e pelo menos mais duas”, declarou Daniel Alves, que ganhou folga do técnico Pep Guardiola para curtir as férias no Brasil.

MESSI: será que alguém duvida da maestria do artilheiro do Barça ?

Caso MESSI bata Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, e o companheiro Xavi na eleição de melhor do mundo, ele igualará os três títulos de Zidane e Ronaldo. Para isso, o argentino tem a seu favor os três títulos que o Barça conquistou em 2011: Campeonato Espanhol, Liga dos Campeões e Mundial de Clubes da Fifa.

“Já ganhamos três títulos em 2011 e queremos mais”, disse Daniel Alves. “O balanço da primeira metade da temporada é positivo e temos que continuar com a mesma fome de títulos”, completou o brasileiro.

MESSI e Agüero dão Vitória a Argentina

 Craques fazem bonito e seleção argentina avança…
 
 

A Argentina visitou a Colômbia nesta terça, em jogo válido pela quarta rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, foi dominada no primeiro tempo, mas melhorou com a entrada de Agüero na segunda etapa e conseguiu a virada, vencendo por 2 a 1. Os argentinos, que vinham de duas partidas sem vitória, voltaram a encostar no líder Uruguai. As duas equipes têm sete pontos, mas os uruguaios são superiores no saldo de gols.

No primeiro tempo, a seleção argentina foi completamente dominada pelos donos da casa, que tinham uma avenida no lado esquerdo do ataque. Armero, Pabón e Ramos tinham liberdade para jogar, liderados pelo maestro Rodríguez. Os visitantes tinham apenas uma jogada, já mundialmente conhecida e, desta vez, ineficaz: as arrancadas de Messi, que jogava sem apoio e sem opções para tabelar.

Apesar do domínio, os colombianos pouco chutavam a gol. Resolveram investir nos cruzamentos, mas os atacantes não conseguiam concluir. Até que uma falta na entrada da área dos rivais justificou o controle dos mandantes. Aos 44 minutos, Pabón cobrou, a bola bateu em Mascherano e surpreendeu o goleiro Romero.

Agüero: genro de Maradona é um craque invejável… Saravá !!!

Na segunda etapa, o técnico Alejandro Sabella colocou Agüero em campo, e a entrada do atacante melhorou o time. Messi passou a ter mais opções no ataque, já que Higuaín estava isolado e bem marcado. A mudança se transformou em gol aos 16 minutos. Messi driblou Bolivar e encontrou Sosa, que do lado esquerdo, cruzou rasteiro para a área. O goleiro Ospina falhou, não conseguiu ficar com a bola, e na sobra a estrela do Barça tocou para o gol.

Aos 33, Zúñiga teve a chance de recolocar a Colômbia à frente no placar. O lateral tentou passar por Clemente, a bola bateu no argentino e voltou para o colombiano, que se livrou da marcação, ficou de frente para a meta, mas chutou em cima do goleiro. As mudanças de Sabella foram certeiras, e a Argentina conseguiu a virada.

Bolivar e Messi, Colômbia x Argentina (Foto: AP)

Messi pôde jogar como sabe no 2º tempo e deixou sua marca singular (Foto: AP)

Aos 39, Higuaín se livrou da marcação na área e chutou. O goleiro espalmou, e Agüero foi mais rápido, chutando para garantir a vitória dos argentinos. Nos acréscimos, Messi quase marcou um belo gol. O craque roubou a bola no meio de campo, avançou em velocidade, invadiu a área e tentou encobrir Ospina, que deu um tapa na bola. Na sobra, a bola sobrou para o atacante, mas a defesa da Colômbia afastou quase em cima da linha.

* Informações GLOBOESPORTE.COM  

MESSI em campo: MESSENSACIONAAALLLL !!!

MESSENSACIONAAAALLLLLLLLLL !!!

Torcida delira no estádio Mário Kempes em Córdoba com ES-PE-TA-CU-LAR atuação do craque na Copa América !

Time argentino – ciceroneado pela genialidade inegável de LIONEL MESSI – fez 3 a ZERO contra a Costa Rica. Mas merecia muito mais.

E juiz ainda deixou de marcar um pênalti, claríssimo, para a seleção albiceleste. Seria então o Gol de Higuain…

DESTAQUE_SE: todos os gols da partida – 2 de Agüero e um de Di Maria – foram passes certeiros do craque MESSI, entregues à porta do gol para os companheiros. Quem não quer um jogador assim ?

VIVA LIONEL MESSIIIIIIIII !!!

SARAVÁ, ARGENTINA !!!

CRAQUE: Sempre que tocava na bola, MESSI de driblar muitos…

Jogador saiu ovacionado pelas arquibancadas: torcida não parava de cantar, aplaudia e gritava

                         “MESSI, MESSI…” 

Poesia de CARPINEJAR: Como um GOL de MESSI…

Quem me conhece, tá cansado de saber: quando gosto, meu gostar é pra valer; se me apaixonar, sai da frente…

Pois desde que conheci os versos do poeta gaúcho Fabrício Carpinejar, apaixonei-me pela prosa e a poesia dele.

Mérito exclusivo do escritor, que abusa do singular direito de encantar…

Pois não é que acabo de ser surpreendida com um texto atordoantemente lindo do poeta (cuja parceria muito deve honrar a Mário Corso), flagrando e traduzindo na mais fina escrituração poética os dribles, passes, jogadas, enfim, a maestria do absolutamente craque argentino LIONEL MESSI ?!

O texto é uma pérola, indicado por minha querida amiga Luziany Gomes, que, sabendo de minha ligação intensa com o mestre de todas as bolas, me presenteou com esta preciosidade.

Um texto que, tivesse eu o talento, o olhar e a sensibilidade de CARPINEJAR, talvez levasse minha assinatura, antes mesmo da do poeta.

O que você vai ler a seguir, eu teria o MAIOR ORGULHO DE ASSINAR.

Salve, CARPINEJAR !

E obrigada por nos presentear a todos, sobretudo nós, tietes e admiradores atentos e maravilhados ante a atuação de MESSI, com esta preciosidade em forma de crônica.

GOL DE PATINETE

Fabrício Carpinejar e Mário Corso

Maradona não pode ser comparado a Pelé, mas Messi sim, ele já mostra fagulhas do impossível, risca fósforos das chuteiras, entra na pequena área com archotes, ilumina a caverna das traves com rupestres e desenhos incríveis. As redes deveriam ser retiradas depois de seus gols.

O que ele aprontou contra Arsenal é antológico. Seu primeiro gol será tão reprisado quanto a derrubada das torres gêmeas. Nasceu com moldura. O argentino recebeu enfiada de Iniesta e deu um chapéu no goleiro Almunia e concluiu sem deixar a bola cair. A questão é o curto espaço da operação, um rasgo para cima, lembrando os dribles para dentro dos santistas Canhoteiro e Edu.

Foi, na verdade, uma bicicleta de frente, criou o gol de patinete. A bola e o goleiro estavam em outra rotação, muito mais lentos; Messi congelou o tempo para encobrir e botou o tempo a correr novamente ao arrematar. A bola sobe com efeito, como se zombasse das mãos do arqueiro. Não há jogo de corpo do atacante, mas jogo de corpo da bola. A bola joga para Messi.

Talvez seja o tento mais perfeito que se viu no Camp Nou. Esperava-se o toque ao lado para limpar o goleiro. Não, ele toca por cima, numa manobra absolutamente original. Essa é a diferença do gênio para o craque, da estrela para o cometa. Messi não diviniza o banal, desembaraça o divino. Amplia o repertório, não permite um mínimo de descuido e desatenção do torcedor. Qualquer lance dele cheira a milagre. Ele não corre, aparece; ele não chuta, coloca; ele fundiu balé com futebol de salão.

Não há jogo ruim, no mínimo boas atuações alternadas com levitações demoníacas. Seu pé esquerdo é uma centopeia delirante. Comprova que os canhotos não surgiram para a mendicância técnica. São reis do ilusionismo.

Ele não realizou sua obra-prima em cima do Olaria, mas na poderosa esquadra do Arsenal em oitavas de final da Liga dos Campeões. Sacramentou a vitória de 3 a 1 sobre o vice-líder do Campeonato Inglês.  Alguns podem alegar que ele não oferece o mesmo espetáculo defendendo a Argentina. Calma, calma, o Barcelona é uma seleção (assim como o Santos da década de 60), a Argentina que é o clube. Messi não repete suas performances de gala no combinado do seu país porque não há como, é uma confusão política, de desmandos e superstições.

No Espanhol, o artilheiro atingiu 77% de acerto nas finalizações, o maior índice da história. Contabiliza 27 gols em apenas 116 conclusões – marcou a cada 4,3 chances que teve.

É um centroavante completo e um meia esplêndido, concilia o talento magnético na condução da bola e o oportunismo de matador. Impossível marcá-lo. Há algo de maduro em seu rosto, lampejo de tigre, e só tem 23 anos.

Repare que nem comemora o gol, acena, agradece com sinal da cruz. Sua comemoração nunca é explosiva, parece que não quer diminuir o lance com coreografias animadas; só aceita dançar com a bola, não trai sua parceira de tango.

Deseja o lance seco, curto, sem música de fundo. O futebol essencial, o futebol pelo futebol.

A sensação que nos passa é que a finalização letal consumiu toda sua energia criativa. Desce um degrau durante a euforia, enquanto o hábito da maioria é se sentir melhor com o gol. 

É um erro pensar que jogar com alegria diferencia o jogador. Ele precisa jogar com todos os sentimentos misturados, com tristeza também.

Se Lionel Messi encanta desse jeito com aplausos, ficamos imaginando o que faria num acesso de raiva e fúria. Se ele age assim para calar o adversário, o que seria capaz de encenar para calar a torcida.

Está na hora de vaiar Messi. Vaiar com vontade. Daí ele conhecerá a perfeição que vem com a vingança. Conhecerá o cisne negro. A outra metade de Pelé que lhe falta. 

Ele não corre, aparece; ele não chuta, coloca; ele fundiu balé com futebol de salão.