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Wagner Moura vai atuar e coproduzir novo longa de Heitor Dhália

Wagner Moura vai coproduzir novo longa onde terá papel marcante…

O diretor Heitor Dhalia está a mil por hora com a pré-produção do seu novo longa Serra Pelada. Wagner Moura será coprodutor e protagonista do filme, que quer mostrar a febre do ouro na região do Pará nos anos 70: “Estou até com medo, é um desafio muito grande por ser uma mega produção, longe do eixo e na região amazônica. Vai ser um épico”, diz Heitor.

As locações ainda estão sendo acertadas, mas já é certo que o filme será rodado em Paraopeba (MG), Marabá, e na própria área do garimpo, a Serra Pelada. O  elenco deve ser fechado semana que vem e o nome mais forte é o do músico Seu Jorge, super cotado para contracenar com Wagner.

Seu Jorge vai voltar ao cinema em novo filme de Heitor Dhália…

As filmagens começam em julho, e o lançamento está previsto para o primeiro semestre de 2013: “Quero levá-lo para o Festival de Cannes”, afirma Heitor Dhália.

Heitor Dhalia estreia em Hollywood com 12 horas

 

Cineasta conversou com a Rolling Stone Brasil de março sobre o convite para dirigir o thriller 12 horas nos Estados Unidos

 

Há oito anos, o cineasta pernambucano Heitor Dhalia estreava atrás das câmeras com o longa Nina. Mas só agora Hollywood abriu as portas para o diretor. Depois da repercussão de O Cheiro do Ralo e do sucesso de À Deriva, Dhalia foi convidado para dirigir o thriller de suspense 12 horas, protagonizado por Amanda Seyfried e que estreia este mês no país.  Foi a primeira vez que ele apenas dirigiu, sem ter escrito o roteiro. “Você tem que tentar tornar seu o material que você recebeu pronto. Achar um ângulo pessoal de alguma maneira”, contou à edição de março da Rolling Stone Brasil, nas bancas a partir do dia 12. 

Amanda Seyfried protagoniza o thriller dirigido por Dhália em Hollywood…

Mesmo com a dificuldade de não ter o controle total do filme, como está acostumado a fazer no Brasil, Dhalia explica que a experiência foi bastante produtiva e pretende repeti-la. “Quero filmar lá de novo, sim. Já estou conversando sobre isso. Sou movido a novos desafios. Cada vez mais sou uma pessoa do cinema. E isso passa por Hollywood também”.

À parte da carreira internacional, Dhalia prepara o seu próximo filme em terras brasileiras, batizado de Serra Pelada. “Vai ser meu grande filme. Adoro esse projeto. É um grande épico brasileiro. Brasil na veia. Um filme de pegada, cheio de sabores. Estou super na pilha de começar”, finaliza.

Outros destaques

A Rolling Stone Brasil de março traz na capa Dave Grohl. Prestes a chegar ao Brasil, o vocalista do Foo Fighters falou com exclusividade à revista e revela estar ansioso para se apresentar no país. A edição conta ainda com o Especial Mulher, com entrevistas com Gaby Amarantos, Pitty, Joan Jett, Leticia Bufoni e Lana Dey Rey, além do Arquivo RS com Whitney Houston. 

Sobre a Rolling Stone

Fundada em 1967 por Jann Wenner (editor até hoje) e Ralph J. Gleason, a Rolling Stone nasceu no fervor da contracultura hippie dos anos 60. Numa época em que as revistas em circulação desprezavam a cena musical, foi o primeiro veículo a tratar o assunto seriamente. Logo se tornou conhecida por permitir a livre expressão, tanto do artista quanto de seus jornalistas, fazendo história com artigos pungentes sobre sexo, drogas, comportamento e política sem rabo preso. No Brasil a publicação está sob a responsabilidade da Spring Publicações.

Wagner Moura: Cada Vez Mais, de Cinema

 

Wagner Moura na pré-estreia de VIPS em Sampa, nesta segunda-feira

A maturidade do cinema brasileiro contemporâneo passa pelo nome de Wagner Moura. Selton Mello divide as atenções, mas Moura tem o amparo do público e das bilheterias: desde 2007, quando estreou o primeiro Tropa de Elite, seus filmes foram vistos por cerca de 14 milhões de espectadores e faturaram por volta de R$ 125 milhões. Nenhum outro artista nos últimos anos, nem mesmo favoritos das telas como Xuxa ou Renato Aragão, pode se gabar disso.

Em entrevista para divulgar “Vips”, que estreia na próxima sexta, Wagner Moura,  disse não ter nenhum problema com o sucesso, pelo contrário: quer ser visto. E não só pelos brasileiros, já que a partir de julho estará filmando em Hollywood, ao lado de Matt Damon e Jodie Foster.

“Sou um artista que quer se comunicar com as pessoas”, disse o ator. “Meu trabalho foi feito para as pessoas assistirem, sem que isso seja um demérito, sem que eu tivesse que abaixar meu senso de qualidade, meu senso estético. Shakespeare existiu como um dos maiores artistas de todos os tempos, mas popular em sua essência.”

A partir disso, seria fácil imaginar o ator na televisão, mas seu último papel foi na novela Paraíso Tropical, há quatro anos, justamente quando “Tropa” entrou em cartaz, e ele não mostra qualquer disposição de voltar aos folhetins tão cedo. “A novela é uma coisa de tempo, você precisa passar um ano inteiro fazendo, tem que estar com muita disposição. Além disso, o cinema brasileiro está vivendo um momento muito bom. Acho que VIPS’ se insere num contexto extraordinário, que é de filmes de qualidade, com bons roteiros, bem produzidos, com bons atores e que querem ganhar público, achar um lugar no mercado.”

 

Wagner Moura em VIPS, que estreia nesta sexta

“Tenho muito bode desse negócio de que filme bom precisa ser um negócio cabeçudo para 17 pessoas assistirem, e que filme pra agradar o público precisa ser uma droga, ser um filme bobo”, continuou o ator. “Acho significativo o ‘Tropa de Elite 2’ ser o maior sucesso da história do cinema nacional porque ele se enquadra nisso, reúne uma dimensão política enorme, tem substância e as pessoas mesmo assim foram lá e assistiram. O espectador não é um idiota, que só quer ver porcaria, e nem o crítico só vai respeitar um negócio porque é hermético. Talvez o Brasil, por ter uma herança do Cinema Novo, do cinema político, tenha deixado essa sensação de que filme bom tem de ser difícil, não pode se comunicar. Digo isso não em oposição ao cinema de experimentação, que acho ótimo e precisa ser feito. Mas acho que não é só ele que merece ser aplaudido pela crítica e pelo público.”

Moura também disse se sentir confortável com o fato de, sozinho, já conseguir atrair público para o cinema, responsabilidade geralmente exclusiva a galãs ou astros infantis. “Acho bom existirem atores que chamem o público para o cinema. Eu vou ver os filmes que o Selton faz, por exemplo, porque gosto do trabalho dele. A mesma coisa com Sean Penn, Al Pacino. Isso faz parte. O fato de ter um ator que leve o público também é significativo desse momento do cinema brasileiro.”

O convite para o primeiro trabalho de destaque em Hollywood, segundo Moura, foi consequência de sua exposição nas telas do país. “Estou indo fazer esse trabalho por causa do ‘Tropa de Elite’, principalmente, mas também pela história que tenho aqui.”

O filme em questão se chama Elysium e tem direção do sul-africano Neill Blomkamp, o mesmo de Distrito 9, indicado ao Oscar no ano passado. O ator comentou que “Tropa” e “Distrito” são esteticamente parecidos, pelo “viés político”, e que aceitou o papel de um vilão pela qualidade do roteiro, que se passa 100 anos no futuro. “É um personagem muito bom, que eu aceitaria se fosse feito aqui ou em qualquer lugar. É muito legal mesmo.”

Ao lembrar do passado, Wagner Moura contou ter saudade de um certo sentimento “selvagem” da juventude, mas não troca isso pela experiência. “Entendi melhor como funciona o mecanismo do cinema, jogo melhor com a parafernália toda. Me tornei um ator rodado, tanto que já me deu vontade de dirigir um filme.”

 

Vanessa da Mata e Wagner Moura no set do videoclipe dirigido pelo ator

A estreia atrás das câmeras acontece com o clipe de Te Amo, de Vanessa da Mata, que será veiculado em breve. Rodado em 35mm, o vídeo é protagonizado pela bailarina Marilena Ansaldi, tem figurino do estilista Ronaldo Fraga, fotografia de Lula Carvalho (“Tropa 2″, Budapeste”) e montagem de Daniel Rezende (“Cidade de Deus”). “O que me dá tesão de dirigir é poder reunir vários profissionais legais e deixar eles trabalharem. Estou feliz.”

São dois os projetos como diretor de longa-metragem, a exemplo, mais uma vez, de Selton Mello (que dirigiu Feliz Natal e finaliza O Palhaço). O primeiro, segundo ele, “muito pessoal, como geralmente são os primeiros filmes”, ainda ganha forma e está apenas em um caderno, escrito a mão, com caneta esferográfica. O outro é a adaptação de um livro, não-revelado, através de Rodrigo Teixeira, da RT Features, produtor famoso por ter comprado os direitos de sucessos recentes como as biografias de Tim Maia e de Lobão.

Enquanto as ideias não se concretizam, Wagner Moura continua a toda como ator. No segundo semestre, estreia O Homem do Futuro, de Cláudio Torres, mistura de comédia e ficção científica. Nesta semana, ele começa as filmagens de A Cadeira do Pai. Primeiro longa do diretor Luciano Moura, o filme conta a história de um casal de médicos que está se separando e precisa lidar com o sumiço do filho de 13 anos, que foge de casa. Ainda no elenco, estão Mariana Lima (“A Suprema Felicidade”) e Lima Duarte.

Além disso, tem ao menos mais dois projetos encaminhados: a superprodução Serra Pelada, de Heitor Dhalia, diretor que está atualmente em Hollywood filmando com Amanda Seyfried; e a adaptação do livro Viúvas da Terra, sobre política agrária no Brasil, com direção de Henrique Goldman (“Jean Charles”). Isso sem contar as novas propostas que recebe semanalmente. A televisão, realmente, ficou para trás.

* Por Marco Tomazzoni

À Deriva em Los Angeles

O filme À Deriva, do cineasta Heitor Dhalia, será encarregado de abrir a mostra Los Angeles Brazilian Film Festival, que começa amanhã e vai até 2 de maio, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

A exibição acontece às 19h30 (horário local de Los Angeles), no Landmark Theatre. Entre as produções que competirão no festival, estão “Cabeça a Prêmio”, “Salve Geral”, “Histórias de Amor Duram Apenas 90 minutos”, “Jean Charles” e “Elvis e Madonna”, entre outros. Divulgação Cena do filme “À Deriva”, que vai abrir mostra brasileira em Los Angeles O diretor Fernando Meirelles, de “O Jardineiro Fiel” e “Ensaio sobre a Cegueira”, será o presidente da mostra competitiva.

Esta é a terceira edição do festival, que promove o audiovisual brasileiro na Califórnia. Neste ano, o evento vai comemorar a retomada do cinema brasileiro.