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Imprensa Oficial de SP Comemora 120

 

 

Teatro Musical Carioca em Livro

 

 

Lançamento é segunda, na Casa de Cultura LAURA ALVIM, no coração de IPANEMA.

 

IMPERDÍVEL !!!

Coleção Aplauso - Em Busca de um Teatro Musical Carioca Casa de Cultura Laura Alvim Imprensa Oficial Governo do Estado de São Paulo Imprensa Oficial

 

Mais APLAUSO para Pixinguinha

 

 

Os Filmes da Minha Vida…

 

Personalidades falam sobre
seus filmes prediletos

 

Organizado por Leon Cakoff, Cinema de Seduções – Os Filmes da Minha Vida 2, editado em conjunto pela Imprensa Oficial e Mostra de Cinema, dá sequência ao volume lançado no  ano passado e traz depoimentos de Luiz Carlos Merten, Ugo Giorgetti, Serginho Groisman, Suzana Amaral e Gilberto Dimenstein, entre outros.

Lançamento acontece dia 3, às 19 horas, na Central da Mostra, no Conjunto Nacional, São Paulo

Serginho Groisman, Sergio Machado, Luiz Carlos Merten, Eliane Caffé, Suzana Amaral, Ugo Giorgetti, Marcelo Gomes, Isay Weinfeld e Gilberto Dimenstein. Pelo segundo ano consecutivo a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e a Mostra Internacional de Cinema reúnem um time de cinéfilos fanáticos e lançam “Cinema de Seduções – Os Filmes da Minha Vida 2”, livro com depoimentos de personalidades brasileiras ligadas à Sétima Arte sobre seus filmes inesquecíveis.

Para o cineasta Ugo Giorgetti, os filmes da sua vida estão ligados à sua própria biografia. “No fundo você busca a si mesmo no filme; o que o filme fala – não dele – mas de você”. Entre os longas-metragens que o diretor elege está o western “O Matador” (The Gunfighter, 1950), de Henry King. “Vi este filme com Gregory Peck e saí do cinema encantado. Ele ficou muito tempo na minha cabeça como um dos maiores filmes que eu tinha visto na vida”.

O cineasta e arquiteto paulistano Isay Weinfeld atribui ao seu professor de português no colégio Rio Branco de São Paulo o seu despertar para o cinema. “Ele era fanático. Parava a aula e levava a classe inteira para um auditório para assistir a alguma coisa que ele achava relevante. Foi assim que vi ‘Morangos Silvestres’ (Smultronstället, 1957), do Bergman, pela primeira vez, um filme que mudou a minha vida”, conta.

O crítico Luiz Carlos Merten também participa deste volume e lembra que, caso tivesse que eleger um único filme da sua vida, optaria por “Rocco e seus Irmãos” (Rocco i suoi Fratelli, 1960), de Luchino Viscondi. “Quando vi ‘Rocco’ pela primeira vez, eu não tinha capacidade para absorver tudo o que o filme queria dizer. Era muito jovem, tinha 12 anos. Depois disso sempre revi a película. Hoje, sou um cara de 64 anos, e o ‘Rocco’ foi crescendo comigo e eu o tive sempre como uma referência de um tipo de cinema politizado, humanista, que sempre foi o que me fascinou”, justifica.

Foi ainda mais novo que o apresentador Serginho Groisman teve seu primeiro contato com a telona. “Tão logo meus pais reconheceram a possibilidade de eu ser um espectador, começaram a me levar ao cinema e a gente acabou criando um cotidiano sistemático de ir sempre aos domingos”, recorda. Começou com os filmes infantis e desenhos animados no Cine Metro que existia na Avenida São João no Centro de São Paulo. Desta época, Serginho lembra-se de um filme chamado “Trapézio” (Trapeze, 1951, de Carol Reed). “Era um filme sobre circo, com Tony Curtis e eu me apaixonei pela protagonista interpretada por Gina Lollobrigida. O cinema ficava a duas ou três quadras de casa, eu voltei falando para minha mãe que estava apaixonado. A primeira paixão da minha vida foi uma atriz de cinema”, confessa.

O roteirista e diretor Sérgio Machado destaca o filme “Rastros de Ódio” (The Searchers, John Ford, 1956) e lembra a primeira vez que lhe perguntaram sobre o filme de sua vida. “Foi no Festival de Cannes, quando lancei o ‘Cidade Baixa’ (2005). Um colunista inglês do jornal The Telegraph me fez a pergunta: ‘se você tivesse que salvar um filme só da história do cinema, qual você salvaria?’. Para esse cara lá em Cannes, eu escolhi ‘Rastros de Òdio’, um filme pelo qual eu sou absolutamente apaixonado, mas poderia ter escolhido ‘Os Sete Samurais’ (Akira Kurosawa, 1954) ou ‘Encouraçado Potemkin’ (Sergei Eisenstein, 1925)”, observa.

Encerrando o volume, o jornalista Gilberto Dimenstein fala da importância de “Iracema – uma Transa Amazônica” (1976), de Jorge Bodansky. O filme conta a história de um caminhoneiro que leva uma nativa em seu caminhão, uma índia prostituída. “Quando ainda estudava na PUC, vi este filme. Nunca mais me esqueci das imagens do caminhoneiro com a menina. Só que eu não sabia que essas imagens iriam produzir, muito tempo depois, uma das minhas mais importantes reportagens. Durante o ano de 1991 investiguei a prostituição infantil no Brasil, descobrindo meninas mantidas como escravas”, relata.

 

 Imprensa Oficial

Cinema de Seduções – Os filmes da minha vida 2
Org.: Leon Cakoff
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo / Mostra Internacional de Cinema
240 páginas
Preço: R$ 30,00
Local: Conjunto Nacional
Endereço: Av. Paulista, 2.073
Data: 03/11 (quarta-feira)

 
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Mais Coleção APLAUSO

 

 

Lançamento conjunto das obras será nesta quinta (28 de outubro), a partir das 19 horas, no Shopping Frei Caneca, e contará com a presença de artistas biografados e autores. Entre as novas publicações estão as biografias de Ítalo Rossi, Laura Cardoso, Tonico Pereira, Jece Valadão, Miguel Magno e Antonio Bivar, as críticas de cinema por Inácio Araújo e os roteiros dos filmes “É proibido fumar” e “Antes que o mundo acabe”.

 

Uma grande festa da cultura vai agitar o Shopping Frei Caneca nesta quinta-feira, dia 28 de outubro, como parte da programação da 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Atores, atrizes, cineastas, dramaturgos e diretores de tevê estão entre os biografados dos novos títulos da Coleção Aplauso, pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Também integram a seleção roteiros de filmes e peças de teatro e livros sobre dança e televisão. O evento acontecerá a partir das 19 horas, no 4º andar do shopping, em São Paulo – Rua Frei Caneca, 569.

Ítalo Rossi, Tonico Pereira, Laura Cardoso, Jece Valadão, Paulo Hesse, Antônio Petrin e Miguel Magno figuram entre os novos biografados da coleção.Também têm sua vida contada em livro os cineastas Ozualdo Candeias, Jeremias Pereira e Ana Carolina. Há, ainda, textos de peças do dramaturgo Rodolfo Garcia Vasquez e críticas de teatro de Jefferson Del Rios; os roteiros dos filmes “Jogo Subterrâneo” e “Feliz Ano Velho” e a história da TV Excelsior.

“A seleção deste ano está bastante interessante. Além da história de artistas consagrados, como Ítalo Rossi – por incrível que pareça, ele nunca teve sua biografia publicada em livro anteriormente –, Tonico Pereira e Jece Valadão, também publicamos biografias de cineastas como Jeremias Moreira e Ana Carolina e a de um ícone da dança, Luis Arrieta. Sem contar as críticas de Jefferson Del Rios e Inácio Araújo. E um livro que faz justiça às grandes vedetes do nosso teatro”, afirma Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial.

Confira os lançamentos deste ano

Série Especial

•  As Grandes Vedetes do Brasil (Neyde Veneziano)
  •  Dicionário de Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro (Antonio Leão da Silva Neto)
  •  Italo Rossi – isto é tudo (Antônio Gilberto)
  •  Marcos Flaksman – universos paralelos (Wagner de Assis)

Série Perfil

•  Analy Alvarez – de corpo e alma (Nicolau Radamés Creti)
  •  Antônio Petrin – ser ator (Orlando Margarido)
  •  Aurora Duarte – faca de ponta (Aurora Duarte)
  •  Bivar – o explorador de sensações peregrinas (Maria Lucia Dahl)
  •  Carmem Verônica – o riso com glamour (Cláudio Fragata)
  •  Dionísio e Flora – uma vida na arte (Dionísio Jacob) 
  •  Ednei Giovenazzi – dono da sua emoção (Tania Carvalho) 
  •  Haydée Bittencourt – o esplendor do teatro (Gabriel Federicci) 
  •  Jece Valadão – também somos irmãos (Apoenan Rodrigues)
  •  Laura Cardoso – contadora de histórias (Julia Laks) 
  •  Marlene França – do sertão da Bahia ao clã Matarazzo (Maria Do Rosário Caetano)
  •  Miguel Magno – o pregador de peças (Andréa Bassitt)
  •  Muitas Vidas – vida e carreira de Norma Blum (Norma Blum)
  •  Paulo Hesse – a vida fez de mim um livro e eu não sei ler (Eliana Pace)
  •  Tania Alves – Tania Maria Bonita Alves (Fernando Cardoso) 
  •  Tonico Pereira – um ator improvável, uma autobiografia não autorizada (Eliana Bueno-Ribeiro)

Série Cinema

•  Ana Carolina Teixeira Soares – cineasta brasileira (Evaldo Morcazel)
  •  Candeias – pedras e sonhos do Cineboca (Moura Reis)
  •  Cinema de Boca em Boca – escritos sobre cinema (Juliano Tosi)
  •  Jeremias Moreira – o cinema como ofício (Celso Sabadin)
  •  Radiografia de Um Filme – São Paulo Sociedade Anônima (Ninho Moraes)
  •  Roberto Gervitz – Brincando de Deus (Evaldo Mocarzel)

Roteiros:
•  Antes que o Mundo Acabe (Ana Luiza Azevedo)
•  É proibido fumar (Anna Muylaert)
•  Feliz Ano Velho (Roberto Gervitz)
•  Jogo Subterrâneo (Roberto Gervitz)
•  Leila Diniz (Luiz Carlos Lacerda)

Série Teatro

• A Carroça do Sonho e os Saltimbancos – memória da carroça de ouro (Roberto Nogueira)
  •  Antônio Bivar – as três primeiras peças
  •  Em busca de um teatro musical carioca (Eduardo Rieche & Gustavo Gasparani)
  •  Isto é besteirol – o teatro de Vicente Pereira (Luiz Francisco Wasilewski)
  •  Jefferson Del Rios – críticas teatrais
  •  O Teatro de Marici Salomão (Marici Salomão)
  •  Pequeno poema infinito (Antonio Gilberto e José Mauro Brant)
  •  Rodolfo Garcia Vázquez: quatro textos e um roteiro (Rodolfo Garcia Vázquez)

Série TV

•  Gloria in Excelsior (Álvaro de Moya);  

Série Dança

•  Luis Arrieta – poeta do movimento (Roberto Pereira)

Sobre a Coleção

Criada em 2004, a Coleção Aplauso registra a trajetória dos principais nomes da dramaturgia nacional. Escritores com experiência em jornalismo cultural fazem entrevistas, há pesquisas de documentos e imagens e os resultados geralmente ultrapassam os simples registros biográficos, revelando facetas que caracterizam o artista e seu ofício dentro de um contexto histórico. Há ainda o ineditismo da publicação de roteiros originais de filmes que de alguma forma marcam a nossa história

Aplauso na Internet

Desde os primeiros lançamentos, em 2004, até os mais recentes, cerca de 200 livros da Coleção Aplauso podem ser acessados gratuitamente pela Internet. Com roteiros, peças, histórias de emissoras de tevê e biografias de artistas, cineastas e dramaturgos, os títulos estão disponíveis para download em pdf e txt. Basta acessar o site www.imprensaoficial.com.br/colecaoaplauso.

 

Imprensa Oficial

Lançamento de novos títulos
da Coleção Aplauso

Data: quinta-feira 28 de outubro
Local: Shopping Frei Caneca, 4º andar
Horário: 19 horas.
Endereço: Rua Frei Caneca, 569

 

MALU MADER ilustra capa de ROTEIRO do filme FELIZ ANO VELHO

lAURA CARDOSO ganha biografia

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Imprensa Oficial faz Festa para Artistas

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Rosário e Aplauso de Cinema

 

  

JOÃO BATISTA DE ANDRADE AUTOGRAFA BIOGRAFIA NO FESTIVAL DE CINEMA LATINO-AMERICANO    

Assinada por Maria do Rosário Caetano, obra conta a trajetória profissional de um dos principais cineastas nacionais.

 

Diretor do clássico O Homem que Virou Suco, filme vencedor do Festival de Moscou em 1981, João Batista de Andrade é um dos mais respeitados cineastas nacionais e será um dos homenageados do 5º Festival de Cinema Latino-Americano, que acontece de hoje até dia 18 no Memorial da América Latina, em Sampa – Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664.

Diversos filmes dirigidos por ele, como O Cego que gritava luz, Doramundo e o próprio O homem que virou suco, serão exibidos durante o festival. Como parte da programação do festival, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo programou para quarta, dia 14, uma sessão de autógrafos de João Batista de Andrade – Alguma Solidão e Muitas Histórias, livro escrito pela jornalista Maria do Rosário Caetano – jornalista especializada na Sétima Arte. 

João Batista irá assinar a reedição da obra, a partir das 18 horas, no estande montado pela Imprensa Oficial especialmente para a data. Outros 188 títulos também estarão à venda durante todo o dia, a maioria deles da Aplauso, coleção coordenada pelo jornalista e crítico de Cinema, Rubens Ewald Filho, que reúne grande parte da memória artística brasileira entre biografias, roteiros de cinema, perfis e histórias de emissoras de TV.

  

Biografia do cineasta João Batista de Andrade será lançada quarta-feira  

Além de sua biografia, João Batista de Andrade tem outros três roteiros publicados pela Aplauso e que também estarão à venda: do filme “O homem que virou suco” e dos documentários Liberdade de Imprensa e Vlado – 30 anos depois, sobre Vladimir Herzog. Essas obras também podem ser baixadas e lidas gratuitamente, em formato PDF e TXT, no site da Coleção, http://aplauso.imprensaoficial.com.br.  

 

Maria do Rosário Caetano, voz feminina da imprensa nos bastidores do Cinema, assina a biografia de João Batista de Andrade  

Dos títulos que estarão à venda no espaço, mais de 60 são da série CINEMA da Coleção Aplauso. Entre eles, os roteiros dos filmes O Bandido da Luz Vermelha, Desmundo, O Céu de Suely, Cidade dos Homens, O Ano em que meus saíram de férias, O Signo da Cidade e do recém-lançado Olhos Azuis. Também estarão na livraria as biografias de importantes nomes da sétima arte, como Máximo Barro, Ugo Giorgetti, Alain Fresnot e Djalma Limongi Batista.

PAGU na Casa das Rosas

 COM DOCUMENTOS INÉDITOS, FOTOBIOGRAFIA EDITADA pela IMPRENSA OFICIAL e Unisanta retrata trajetória de Patrícia Galvão, a musa modernista

“Viva Pagu – Fotobiografia de Patrícia Galvão”, de Lúcia  é editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Editora Unisanta.  

Escritora, jornalista, militante política e mulher de teatro, Patrícia Galvão (1910-1962) lutou com paixão em muitas trincheiras. Viva Pagu – Fotobiografia de Patrícia Galvão, de Lúcia Maria Teixeira Furlani e Geraldo Galvão Ferraz, coedição da Imprensa Oficial do Estado e da Editora Unisanta, retraça a rica trajetória da musa dos modernistas a partir de amplo material iconográfico e muitos documentos inéditos. O lançamento será dia 1o. de julho, a partir das 19 horas, na Casa das Rosas, à Avenida Paulista número 37. Viva Pagu também é o nome da mostra que será inaugurada no mesmo dia no local.

Lucia Maria reuniu documentos de e sobre Pagu durante mais de vinte anos. Na fase final do processo, nos últimos cinco anos, contou com a  ajuda do jornalista Geraldo Galvão Ferraz, filho da escritora. O livro traz muitas fotos, mas também desenhos, cartas e textos. Todas as cartas são inéditas, além de fotos e vários textos – como “Microcosmo”, que ela escreveu na prisão, em 1939, e duas peças teatrais inéditas: “Parque Industrial”, baseada no romance homônimo publicado em 1933 e “Fuga e Variações”, escrita em 1952.

A autora comenta que Patrícia é personagem típica de um tempo de grandes paixões: “Ela documentou seu próprio cotidiano, marcado por uma busca constante. Esta fotobiografia recupera as oscilações de uma vida tumultuada, contraditória e destaca a intensidade com que ela abraçou as causas. Ainda é tudo muito atual, seus questionamentos, sua busca. O livro demonstra que sua vida valeu a pena”.

Na introdução, Geraldo Galvão Ferraz, filho de Patrícia e co-autor da obra, diz que trabalhar no livro foi, de certa maneira, um jeito de conhecer Pagu e reencontrar, quarenta e quatro anos depois, Patrícia/Pat/Pagu e, até mesmo, Zazá: “Infelizmente, não conheci Pagu. Eu a chamava de Mau, cognome certamente forjado no carinho das intimidades de mãe e filho. Minha mãe não gostava de ser chamada de Pagu. Era um nome que ficara no passado, quando ela vivia outra vida, buscava outros ideais, jogava-se apaixonadamente em defesa de outras bandeiras. Temos certeza de que quem for ver/ler este livro conhecerá uma Pagu da qual nunca se suspeitou. Afinal, nossa proposta não era roubar a alma de ninguém, mas fazer nossos eventuais leitores se aproximarem dela. Se conseguirmos isso, nosso objetivo estará realizado”.

 “Patrícia Galvão tem uma biografia extraordinária. Entregou-se de corpo e alma em várias frentes culturais e políticas, movida por ideais que continuam na ordem do dia, como a justiça social e a transformação do homem por meio da cultura”, lembra Hubert Alquéres, diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

 A vida de Pagu é apresentada em três blocos. O primeiro fala das origens da família e vai até os dezoito anos da biografada, quando conheceu o poeta modernista Raul Bopp, que a apresentou a Oswald de Andrade. 

O segundo bloco começa com o início de sua relação com Oswald, com quem teve um filho, Rudá, em 1930, e vai até sua libertação, em 1940, muito debilitada depois de passar quatro anos e meio em vários presídios políticos, onde sofreu torturas. Primeira mulher presa no Brasil por motivos políticos, em 1931, Pagu, foi detida dezenas de vezes por sua militância comunista. Entre 1933 e 1935 visitou a China, o Japão, a União Soviética e passou uma temporada em Paris, onde também foi presa.

Durante a estadia em Moscou, desencantou-se com o comunismo, mas pouco depois de retornar ao Brasil, em 1935, foi presa em consequência do fracassado movimento comunista de 1935. Parte considerável da iconografia deste bloco é formada por reproduções facsimilares de cartas (principalmente as enviadas para Oswald, de quem se separou em 1935, e Rudá) e de informes e prontuários do Deops, mostrando que era vigiada de perto pelo governo de Getúlio Vargas.

Os últimos 22 anos de sua vida são apresentados no terceiro bloco, período no qual a militância política aos poucos deu espaço à militância cultural. Pagu casou-se com Geraldo Ferraz e ambos trabalharam em vários jornais de São Paulo, Rio de Janeiro e Santos – cidade onde se fixaram em 1954. Ela manteve intensa atividade como cronista e crítica literária, além de se envolver cada vez mais com teatro, traduzindo, produzindo e dirigindo peças de autores praticamente ignorados no Brasil dos anos 1950, como Francisco Arrabal, Eugène Ionesco e Octavio Paz. Tornou-se uma das principais animadoras do teatro amador santista, origem de nomes como Plínio Marcos.

O volume traz ainda uma cronologia; uma bibliografia de obras de Patrícia Galvão; uma bibliografia sobre ela; um breve capítulo sobre o envolvimento de Pagu com a cidade de Santos, muito presente na vida dela na adolescência, na fase de militância política – quando residiu na cidade e trabalhou como operária – e nos últimos anos de vida.

Rubens Ewald Filho no Festival da Mantiqueira

 Com dez títulos à venda no estande da Livraria da Vila, sendo sete deles da Coleção Aplauso e um vencedor do prêmio Jabuti, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo participa, a partir de sexta, do III Festival da Mantiqueira – Diálogos com a Literatura. O evento vai até domingo (30) em São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos, no interior do estado.

 

Rubens Ewald Filho, idealizador da Coleção Aplaso, vai abrilhantar o festival da Mantiqueira. Viva RUBENS !

Organizador da Coleção APLAUSO, Rubens Ewald Filho mediará mesa no domingo (30), às 10h30, sobre biografias, com a participação dos autores Paulo César de Araújo e Guilherme Fiúza.

Lançada em 2004 pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo com o objetivo de registrar a história das artes cênicas nacionais e de seus principais protagonistas, a Coleção Aplauso já tem mais de 200 títulos publicados. Em sua maioria, perfis dos principais atores, atrizes, diretores do cinema, teatro e da televisão  brasileira..

 

Joana Fomm é figura central de um dos livros a ser lançado

Na Livraria da Vila estarão à venda dez títulos que a Imprensa Oficial escolheu para o festival. Sete deles são da coleção Aplauso: as biografias de Cleyde Yáconis, Etty Fraser, Joana Fomm, Louise Cardoso, Miriam Mehler, Silvio de Abreu e Raul Cortez. Dois são os recém-lançados Paulo Francis – Polemista Profissional, que faz parte da Coleção Imprensa em Pauta, e As Artes de Carybé, coeditado com o Museu Afro Brasil e o Instituto Carybé. Completando a seleção, Resmungos, de Ferreira Gullar, obra vencedora do 49º prêmio Jabuti na categoria Livro do ano – ficção.