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Prêmio Jabuti para a Imprensa Oficial de Sampa

A Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (Imesp) recebeu sete prêmios Jabuti na 53ª edição do mais tradicional prêmio do livro no Brasil, promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). A cerimônia de entrega dos prêmios, realizada ontem à noite (30/11) na Sala São Paulo, reuniu cerca de 1.500 pessoas, entre escritores, editores e convidados.  

 

Uma das novidades deste ano foi a ampliação das categorias do prêmio, mudança proposta para abranger a pluralidade do setor editorial brasileiro. Nesta edição, foram cobertas 29 categorias, oito a mais que em 2010.  

A Editora Imprensa Oficial conquistou nesta 53ª edição três primeiros lugares e quatro segundos lugares, que completam uma coleção, agora, de 47 Jabutis, além de dois Livros do Ano, em 2007 e 2009. 

Obras premiadas – Editora Imprensa Oficial 

1º lugar na categoria Arquitetura e UrbanismoDois Séculos de Projetos no Estado de São Paulo – Grandes Obras e Urbanização, de Nestor Goulart Reis e colaboração de Mônica Silveira Brito, uma coedição Imprensa Oficial/Edusp.

 

Os três volumes que compõem o título contam a história da construção do Estado de São Paulo, descrevendo o resultado do encadeamento de ações públicas e privadas ao longo do tempo e do trabalho de várias gerações.  

Em seu trabalho, o autor relata uma visão panorâmica do curso evolutivo das cidades no século XIX; o papel da oligarquia paulista no início do século XX; e, mais que tudo, registra o permanente uso dos recursos públicos em benefício de uma minoria. O primeiro volume retrata o desenvolvimento de São Paulo no período de 1800 a 1889. O segundo volume, de 1889 a 1930, estabelece relações entre urbanização, desenvolvimento, projetos e obras de infraestrutura e serviços. Já o terceiro volume procura mostrar como, na segunda metade do século XX e na passagem para o XXI, a escala dos problemas e dos investimentos, sua extensão, a complexidade e a integração crescente das redes de infraestrutura e serviços passam a exigir maior capacidade de prever, projetar, executar, regular e coordenar.

 

Livro de Fredric M. Litto deu um dos prêmios Jabuti para a Imprensa…

1º lugar na categoria Tecnologia e InformáticaAprendizagem à Distância, de Fredric M. Litto.  

O autor esclarece nesta obra que a educação à distância (EAD) vem contribuindo para as modificações metodológicas e tecnológicas que estão ocorrendo em todo o setor de educação e treinamento, dando acesso ao conhecimento e à certificação profissional para pessoas até então sem possibilidade de se aperfeiçoar. O livro demonstra que as virtudes inerentes à modalidade, num período de vinte anos, justificarão uma inversão radical e definitiva: mais brasileiros aprenderão à distância do que presencialmente.

 

1º lugar na categoria ArtesOs Satyros, de Germano Pereira 

O autor homenageia o grupo teatral Os Satyros registrando seus 20 anos de existência. O grupo é considerado revolucionário, tanto na dramaturgia quanto na forma de seus espetáculos. Textos antigos são recriados em montagens modernas que marcaram época.  

2º lugar na categoria Arquitetura e UrbanismoO Concurso de Brasília: sete projetos para uma capital, de Milton Braga,  coedição da Imprensa Oficial com a Cosac Naïfy e Museu da Casa Brasileira. 

O livro é composto de descrições e análises rigorosas das sete propostas premiadas no concurso de Brasília, “o mais notável episódio da história do urbanismo no país”, como relata Guilherme Wisnik, na apresentação da obra. 

Braga levantou e esmiuçou todo o material publicado sobre os referidos planos, encontrados, em sua maioria, em revistas da época. Com posições sempre equilibradas, o autor não se exime de avaliar as referências e as opções projetuais de cada equipe, lançando nova luz sobre boa parte das análises que têm sido feitas acerca da trajetória de alguns desses importantes arquitetos modernos brasileiros.

  

2º lugar na categoria Ciências HumanasTempos de Fascismo: Ideologia – Intolerância – Imaginário. Escrita por vários autores, a obra foi organizada por Maria Luíza Tucci Carneiro e Frederico Croci, coedição da Imprensa Oficial com o Arquivo Público do Estado de São Paulo e com a Edusp. 

Os autores procuram discorrer sobre a relação entre fascismo e intolerância, oferecendo ocasiões de reflexão inovadoras no tocante à relação entre a violência do regime, formas de domínio e projetos totalitários. 

Segundo Maria Luiza, “esta coletânea cumpre uma dupla função: oferece ao público leitor os estudos desenvolvidos por especialistas que, anualmente, se encontram para divulgar suas pesquisas e debater sobre a história e historiografia do fascismo, ao mesmo tempo registra a memória de um grupo cujo relacionamento tem extrapolado as fronteiras da academia para fortalecer laços de amizade. 

2º lugar na categoria Didático e ParadidáticoArte Brasileira na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Escrita por 16 autores, a obra foi organizada por Taísa Palhares. É coedição da Imprensa Oficial com a Cosac Naify e Pinacoteca do Estado de São Paulo.

 

A Pinacoteca convidou importantes historiadores e críticos de arte brasileira a realizar leituras monográficas de obras do acervo do museu que se constituem em trabalhos seminais para a compreensão das artes visuais. Essas leituras foram apresentadas ao longo do programa “A história da arte brasileira”. Esses ensaios estão reunidos em Arte brasileira na Pinacoteca do Estado de São Paulo, publicação dirigida a todas as pessoas interessadas na história da arte brasileira e que buscam compreendê-la mediante o exercício crítico do olhar e para aqueles que querem descobrir ou redescobrir o prazer do contato com as obras de arte.   

2º lugar na categoria Projetos GráficosA Mão Afro-Brasileira – Significado da Contribuição Artística e Histórica. Com projeto gráfico de Carlos Magno Bomfim, a obra foi escrita por vários autores e organizada e concebida por Emanuel Araújo, coedição da Imprensa Oficial e Museu Afro Brasil. 

A obra, distribuída em dois volumes, retrata a participação do homem negro e mestiço na formação da cultura nacional e faz um reparo imprescindível do legado de milhares de africanos e seus descendentes, trazidos à força para o Brasil e submetidos à escravidão por quase 400 anos. Emanuel Araújo diz, na indrodução do livro: “Esperamos que este livro revele momentos importantes da arte brasileira, tão negra, tão mestiça, tão tropical, e que registre as omissões que atingem personalidades da nossa história. Também que sirva de estímulo a novos estudos sobre a contribuição do homem afro-brasileiro para a formação de uma identidade nacional”. 

Sobre a Editora Imprensa Oficial

Inserindo-se com destaque no mercado editorial, nos últimos dez anos a Editora Imprensa Oficial produziu 876 títulos em coedição, 81 obras com selo próprio e 276 livros da Coleção Aplauso. O reconhecimento à qualidade gráfica e editorial rendeu inúmeros prêmios, com destaque aos 47 Jabuti, contando os recebidos ontem à noite (30/11/2011), outorgados pela Câmara Brasileira do Livro, incluindo dois Livros do Ano, também da CBL; o Clio de História, da Academia Paulista de História; Prêmio Colar do Centenário, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; o Prêmio Sérgio Milliet, da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), vários prêmios Excelência Gráfica Fernando Pini, da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG), considerado o mais importante em qualidade gráfica do País; prêmio Literário Fundação Biblioteca Nacional (FBN), entre outros.

O ideal de Cinema de Leon Cakoff

Imprensa Oficial convida para lançamento dia 6

 

Imprensa Oficial de SP Comemora 120

 

 

Mais 21 Títulos Dignos de APLAUSO

A Cinemateca rasileira foi cenário esta noite do primeiro lançamento coletivo deste ano da Coleção Aplauso, editada pela Imprensa oficial do Estado de São Paulo, na gestão do professor Marcos Monteiro, no comando da instituição desde janeiro.

Para esse lançamento, foram selecionados 21 títulos,  sendo nove da série Perfil, oito da série Cinema Brasil e quatro da série Especial.

O total de títulos lançados da Coleção Aplauso, desde a sua criação em 2004, é de 260. Com os novos lançamentos esse número salta para 277. São livros que traçam o perfil de dramaturgos, atores, atrizes e diretores de teatro, cinema e televisão. A Coleção Aplauso também publica peças de teatro, críticas de cinema e roteiros cinematográficos e foi idealizada pelo crítico Rubens Ewald Filho, coordenador da meritória coleção.

Tânia Alves, uma das biografadas, e Rubens Ewald Filho, um querido

Série Cinema Brasil

As Melhores Coisas do Mundo”, roteiro de Luiz Bolognesi, para filme de Laís Bodanzky.

Carro de Paulista: Dos Palcos ao Cinema na TV”, texto teatral de Mário Viana e Alessandro Marson; roteiro de Dagomir Marquezi e Ricardo Pinto e Silva.

Dores e Amores”, roteiro de Patrícial Müller, Dagomir Marquezi e Ricardo Pinto e Silva.

Olhos Azuis”, roteiro de Paulo Halm, Melanie Dimantas e Jorge Duran; filme de José Joffily.

Os Famosos e os Duendes da Morte, roteiro de Esmir Filho e Ismael Caneppele; filme de Esmir Filho.

Jorge Ileli: O Suspense de Viver”, de Ely Azeredo.

Marco Altberg: Muitos Cinemas”, de Roberta Canuto.

Zelito Viana: Histórias e Causos do Cinema Brasileiro”, de Betse de Paula.

Série Especial

Dicionário de Fotógrafos do Cinema Brasileiro”, de Antonio Leão da Silva Neto.

Márcio Aurélio: O Que Estava Atrás da Cortina?”, de Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha.

TV Tupi do Rio de Janeiro: Uma Viagem Afetiva”, de Luís Sérgio Lima e Silva.

Ziembinski: Mestre do Palco”, de Antônio Gilberto.

Série Perfil

Bráulio Pedroso: Audácia Inovadora”, de Renato Sérgio.

Carlos Alberto Soffredini: Serragem nas Veias”, de Renata Soffredini.

Dina Lisboa: Moldando EmoçõesA Vida me Fez AssimAtriz, Mulher de Teatro”, de Maria Aparecida Lisboa.

Fúlvio Stefanini: Abrindo as Gavetas”, de Nilu Lebert.

Geraldo Vietri: Disciplina é Liberdade”, de Vilmar Ledesma.

Imara Reis: Van Filosofia” de Thiago Sogayar Bechara.

José Marinho: Luzes do Sertão, Luzes da Cidade”, de José Marinho, José Carlos Monteiro, Tunico Amâncio e Juliana Corrêa.

Lauro César MunizSolta o Verbo”, de Hersch W. Basbaum.

Rubens Corrêa: Um Salto para Dentro da Luz”, de Sérgio Fonta.

Coleção AplausoEditora: Imprensa Oficial do estado de São Paulo Quanto: R$ 15 (pockets) e R$ 30 (Série Especial).

RUBENS CORRÊA REDIVIVO

Um dos mais importantes, vibrantes e emblemáticos atores do país, RUBENS CORRÊA é uma lacuna enorme, profunda, impreenchível.

De posse do livro RUBENS CORRÊA – UM SALTO PARA DENTRO DA LUZ, de autoria de Sérgio Fonta, o legado do ator nos preenche a alma inteira.

  

Ante a história de vida, pessoal e profissional de RUBENS – em quem as duas coisas eram inseparáveis -, somos tomados de imensa saudade, as lágrimas quase brotam e por vezes invejamos os muitos partícipes de seu bordado insuspeito e contínuo nos meandros misteriosos de quem abraça o TEATRO como quem sorve oxigênio na mais densa e límpida floresta de virgens matas e ventos benfazejos.

O livro de Sérgio Fonta, também ator, é um mergulho intenso e prazeroso pela trajetória singular de RUBENS CORRÊA: desde que o tomei nas mãos, não larguei mais. Quanto mais se lê, mais se quer avançar, “percorrer” os caminhos trilhados pelo ator matogrossense, vislumbrando pelo olhar de Rubens – tão bem captado por Fonta – momentos históricos e artísticos relevantes da cultura brasileira.

Invade-nos uma saudade… mas não triste, quase feliz, por um tempo que intuímos ter sido vivido em toda sua plenitude pelo visceral RUBENS, de quem tive a honra de ser aluna e espectadora muitas vezes.  

  

Rubens Corrêa com Antônio Petrin na novela O Marajá, na Rede Manchete

As judiciosas palavras de Sérgio Fonta – que em pouco mais de um ano realizou um trabalho de vulto, portentoso, exemplar e digno do traçado de RUBENS CORRÊA – merecem ser lidas. O livro Um Salto para Dentro da Luz é peça obrigatória em toda biblioteca que se arvore de ter este nome. É um dos mais volumosos e  bem escritos livros da Coleção APLAUSO – esta coleção vigorosa e por demais meritória bancada pela Imprensa Oficial de São Paulo, sob a coordenação insone de RUBENS EWALD FILHO, digna de todos os APLAUSOS. 

  

Rubens Corrêa recebe cumprimentos da eterna diva, Tônia Carrero: encontros felizes

Saber de RUBENS CORRÊA nos faz mais ricos de alma. Conhecer seus trabalhos nos enche de orgulho e também carência por tudo quanto “perdemos” ou não vivemos juntos. Saber de RUBENS CORRÊA nos faz acreditar: a entrega vale a pena e dedicar à vida ao que se ama engrandece e dá sentido à vida.

Perscrutar vida e obra de RUBENS CORRÊA nos faz validar as filigranas de todo trabalho artístico feito com amor, por amor, apesar e a partir dele, como assim foi, vida inteira, a plantação prolífica deste monumental ATOR, revalidada e redimensionada nas quase 600 páginas deste NECESSÁRIO TRABALHO de SÉRGIO FONTA, ora ofertado pela IMPRENSA OFICIAL DE SÃO PAULO àqueles que apreciam o SER e crêem, cada vez mais, na capacidade de perpetuar-se através dos amigos, das obras, do tempo voraz, o qual, entretanto, não joga cinzas sobre o MAIS. Ao contrário, encarrega-se de anunciar para os pósteros o que É porque sempre FOI e continuará eternamente SENDO.

SARAVÁ, RUBENS CORRÊA ! Que DEUS continue a nos inspirar com sua Força e sua LUZ através das eras, preservando você – e os muitos amigos com os quais a vida lhe abençoou, como IVAN DE ALBUQUERQUE e LEYLA RIBEIRO – no lugar reservado aos ANJOS, como inspiradamente nos impressiona Sérgio Fonta ao final de seu emblemático UM SALTO PARA DENTRO DA LUZ.

NOSSOS APLAUSOS CALOROSOS para Sérgio Fonta e a COLEÇÃO APLAUSO !!!

Nossa Estima e Admiração Eternas por RUBENS CORRÊA !!!

ENSAIOS DE CINEMA, HOJE, na Oboé

Para “ler” o Cinema

Um dos críticos de cinema mais conhecidos fora do eixo Rio-São Paulo, o cearense L.G de Miranda Leão lança Ensaios de Cinema (Banco do Nordeste, 2010, 282 páginas, R$ 20,00), novo livro de críticas, hoje à noite, no Centro Cultural OBOÉ, na Aldeota, às 19:30h.

  

Dificilmente uma sequência costuma fazer jus ao seu filme original. Na contramão dessa tendência, o crítico de cinema L. G de Miranda Leão lança hoje sua primeira e bem-sucedida “continuação”, o livro Ensaios de Cinema – extensão da primeira obra do autor, Analisando Cinema.

Nos dois títulos, L.G. reúne críticas e ensaios publicados ao logo de mais de 50 anos de carreira. O primeiro, lançado em 2006 pela Imprensa Oficial de São Paulo, torna-o o único cearense, residente em Fortaleza, a ser publicado na prestigiada Coleção Aplauso.

Agora, em Ensaios de Cinema, o especialista traz uma visão mais ampla da produção cinematográfica de países como Alemanha, EUA, República Checa e Suécia. Na lista de cineastas abordados estão grandes nomes como François Truffaut, Stanley Kubrick, André Bazin, Ingmar Bergman, Martin Scorsese e Orson Welles.

A obra, que já foi lançada no FestCine Goiânia e no V Festival de Cinema e Vídeos dos Sertões (Floriano-PI), tem apresentação do colega Rubens Ewald Filho, que tece elogios ao rigor do trabalho do autor.

“Ao lançar ´Analisando…´, notei o entusiasmo de muita gente, alunos, amigos e colegas. Isso me animou a escrever um segundo livro”, comemora L.G. “Assim, comecei a reunir novas críticas e ensaios”. Os textos apresentados no novo trabalho cobrem pelo menos meio século de trajetória da sétima arte, ao abordar temas e gêneros como a Nouvelle Vague, o cinema americano nos anos 70, filmes de guerra, entre outros temas.

Carreira

Frente a um recorte tão grande e à considerável produção acumulada, o autor recorreu ao critério de afinidade para selecionar o material. “Escolhi textos sobre diretores e filmes com os quais tenho mais afinidade”, ressalta. “Truffaut, Kubrick, Bergman e Welles, por exemplo, sempre estiveram à frente de seu tempo”. O livro foi organizado com a ajuda da filha do crítico, Aurora Miranda Leão, que também trabalha com cinema. Na orelha da publicação, a caçula lembra as matinês do Cine São Luís, no Centro de Fortaleza, onde assistiu, na companhia do pai, aos primeiros exemplares de sua filmoteca pessoal.

Para o próprio L.G., a paixão também vem de família – no caso, graças à influência do pai, o médico e cinéfilo João Valente de Miranda Leão. “Ele nos levava ao cinema com frequência”, recorda o crítico.

Uma experiência em particular marcou o crítico. “Na década de 40, Welles veio ao Ceará para filmar cenas de It´s all true, no Mucuripe. Meu pai tinha sido apresentado ao Welles, e nós fomos assistir à uma gravação. Vi o diretor deitado no chão, com a câmera apontada em contra-plano. Ao seu lado havia uma caixa preta, parecido com um decodificador de TV, que ele manipulava com cuidado. Meu pai foi perguntar o que era aquilo e Welles respondeu que era um gravador de som direto, algo que fomos ter no Ceará apenas nos anos 80″, conta, entusiasmado. Na ocasião, L.G. tinha dez anos de idade. “A partir daí, cinema passou a ser paixão”, confessa o crítico. Não por acaso, Orson Welles está na lista de seus cineastas favoritos.

Alguns anos depois, o crítico conheceu outra figura cuja influência foi fundamental em sua carreira – o jornalista e também crítico de cinema Darcy Costa (1923 – 1986), criador do Clube de Cinema de Fortaleza (um dos clubes de cinema pioneiros no País). “Foi na inauguração do Clube, em fevereiro de 1949. Na ocasião conheci e fiz amizade com Darcy Costa, um grande conhecedor do cinema. Foi quando vi que, além de ver filmes, precisava estudá-los”.

Os primeiros artigos publicados de L.G, em 1953, foram justamente sobre o Clube de Cinema de Fortaleza. Ao longo dos anos, inúmeros filmes e diretores passaram pelo crivo do autor, que costuma assistir ao mesmo título várias vezes antes de escrever sobre ele.

Função

Em relação ao seu ofício, L.G. acredita que o papel do crítico de cinema é abrir horizontes de entendimento e de conhecimento para espectador, “porque nem todo mundo estuda o tema com profundidade”, ressalta. “No mercado, talvez o crítico contribua para melhorar o nível das produções”, opina.

Para ilustrar melhor a função, o autor cita o filme Morangos Silvestres, clássico do sueco Ingmar Bergman. “Na história, um professor de 78 anos vai receber uma homenagem. Antes da cerimônia, sonha que está andando na rua e vê um relógio sem ponteiros”, destaca. Segundo o crítico, trata-se de uma referência à morte, a representação do tempo esgotando-se na vida do personagem.

Aposentado do Banco do Nordeste e da Universidade Estadual do Ceará, L.G. ministrou diversos cursos voltados ao cinema. É justamente esse interesse por passar o conhecimento adiante que atualmente inspira seu próximo projeto. “Quero preparar um manual prático de ´ler´ cinema, voltado à compreensão dos significantes visuais. É um desafio grande. Talvez, depois dele, não faça mais nada”, brinca o crítico.

ADRIANA MARTINS
Repórter do Caderno 3/Diário do Nordeste

Aplauso para ITALO ROSSI

Toninho Horta em Novo Livro APLAUSO

   
Guitarrista e violonista virtuoso, Toninho Horta acumula ao longo de sua extensa trajetória encontros musicais com Elis Regina, Gal Costa, Nana Caymmi, Milton Nascimento, Joyce, Chico Buarque, Caetano Veloso, Pat Metheny, George Benson, Herbie Hancock e Wayne Shorter, entre muitos outros. Shows, gravações, CDs, bastidores, curiosidades e muitas histórias fazem parte de “Toninho Horta – harmonia compartilhada”, livro da Coleção Aplauso com lançamento marcado para dia 15 (quarta), na Livraria da Vila da Fradique Coutinho, em São Paulo.
Compositor de Manoel, o audaz, música que lhe deu fama, Toninho Horta é cultuado pela crítica mundial especializada e por fãs ao redor de todo o planeta. Para citar apenas dois nomes, Pat Metheny e George Benson, considerados ícones da guitarra, estão entre os artistas que o reverenciam. Toda sua carreira, sucessos, discos e histórias curiosas poderão ser conhecidas agora pelo grande público com Toninho Horta – harmonia compartilhada, livro escrito por Maria Tereza Arruda Campos e editada pela Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. O lançamento será na próxima quarta, 15 de dezembro, às 19 horas, na Livraria da Vila, em São Paulo – Rua Fradique Coutinho, 915.

Pode-se dizer que a paixão de Toninho Horta pela música estava nos genes. Nascido em 1948, na cidade de Belo Horizonte, cresceu numa família extremamente musical: o avô materno era maestro e compositor e a avó tocava piano. Ganhou seu primeiro violão aos 10 anos e foi sua mãe quem lhe ensinou os primeiros acordes, junto com o irmão Paulo, 15 anos mais velho, músico profissional e um dos ídolos de Toninho. Não demorou para fazer sua primeira música, “Barquinho vem”, com letra da irmã, Gilda, uma das grandes incentivadoras de sua carreira.

 Um dos primeiros encontros musicais foi com Milton Nascimento, na década de 1960. O irmão Paulo levou “Bituca” para tocar num evento musical que as irmãs promoviam em casa e pediu que Toninho, então com 16 anos, tocasse para Milton ouvir. A partir daquele dia tornaram-se grandes amigos, repetindo muitas vezes as sessões musicais.

A estréia profissional aconteceu aos 17 anos. Começou a ser conhecido pelo público em 1967, quando participou do II Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro. Na ocasião, classificou duas de suas composições: Maria Madrugada , interpretada pelo grupo vocal O Quarteto, e Nem é Carnaval, cantada por Márcio José. No mesmo concurso Milton Nascimento maravilhou o Brasil com sua voz ao interpretar Travessia, Morro Velho e Maria, minha fé.

 Após o Festival, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde chegou a morar junto com Lô Borges, Milton Nascimento e Beto Guedes. A primeira cantora a gravar uma música sua na cidade foi Joyce, interpretando Litoral. A partir de então vários artistas passaram a conhecer o seu trabalho.

Um dos capítulos é dedicado ao disco Clube da Esquina, lendário álbum gravado em 1972 e que projetou definitivamente os músicos mineiros no cenário nacional. No ano seguinte Toninho acompanhou Gal Costa em turnê e fez sua primeira viagem ao exterior. O primeiro reconhecimento internacional veio em 1977, quando a revista londrina Melody Maker o elegeu como o 5º melhor guitarrista do mundo.

Embora tenha contado com a participação de músicos como Wayne Shorter e Herbie Hancock, seu primeiro disco solo, Terra dos Pássaros, levou quatro anos para ser lançado, em 1980, pela dificuldade de conseguir uma gravadora – todas achavam “artístico demais” e o álbum acabou sendo feito de maneira independente. A mesma dificuldade fez com que no final dos anos 90, após nove anos morando nos Estados Unidos, ele criasse sua própria gravadora, a Minas Records.

O livro passa também pela formação da banda Som Imaginário, legendária banda que por alguns anos acompanhou Milton Nascimento. Toninho fez parte de uma de suas formações e participou da gravação do disco Milagre dos Peixes. Na obra ele relembra, ainda, as apresentações em outros países asiáticos e europeus, além de sua relação com fãs. Um dos capítulos da obra é dedicado ao encontro musical com Pat Metheny, enquanto outro fala da gravação de um disco com George Benson, ainda não lançado comercialmente.

No final da obra Toninho faz também declarações de caráter pessoal, que dão a dimensão humana desse profissional da música.