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Imprensa Oficial de SP Comemora 120

 

 

Diversas Faces da Homossexualidade

Imprensa Oficial Livro revela diversas faces da homossexualidade
Organizada por Horácio Costa, Berenice Bento, Wilton Garcia, Emerson Inácio e Wiliam Siqueira e coeditada pela Imprensa Oficial e Edusp, obra tem artigos apresentados por especialistas em congresso sobre o tema. O lançamento acontece sábado, 4 de dezembro), às 16 horas, na Casa das Rosas, em São Paulo.
Anualmente, no mês de junho, várias cidades brasileiras são cobertas por bandeiras coloridas e tomadas por multidões que se reúnem para celebrar a diversidade e festejar a visibilidade conquistada no espaço social – a Parada Gay realizada em São Paulo é apontada como a maior do mundo. Apesar disso, o Brasil ainda está entre os primeiros países no índice de crimes de ódio contra homossexuais. Direitos básicos, como o casamento, são negados. Esta é uma das várias questões abordadas por “Retratos do Brasil Homossexual – Fronteiras, Subjetividades e Desejos”, livro que a Imprensa Oficial lança em parceria com a Edusp no próximo sábado, 4 de dezembro, a partir das 16 horas na Casa das Rosas – Av. Paulista, 37.A publicação traz artigos e ensaios apresentados durante o IV Congresso da Associação Brasileira de Estudo da Homocultura (Abeh), realizado na USP em setembro de 2008. Cerca de 1/3 deles foi selecionado pelos organizadores para fazer parte da obra. O restante foi reunido em um CD, que acompanha o volume. A organização é de Horácio Costa, presidente da Abeh na época do congresso, Berenice Bento, Wilton Garcia, Emerson Inácio e Wiliam Siqueira Peres.A obra é dividida em cinco partes, cada uma com artigos relativos aos respectivos temas: Homocultura e Direitos Humanos , Homocultura e Literatura, Homocultura e Artes, Universo Trans e Pensar “Identidades”. Alguns dos textos foram produzidos por participantes do congresso que vieram da América Latina e da Espanha, como Fernando Grande-Marlaska, juiz em exercício na Audiência Nacional, equivalente ao Supremo Tribunal Federal espanhol.

O primeiro texto trata de uma das questões mais polêmicas discutidas atualmente, a união entre pessoas do mesmo sexo. “Assegurar somente aos heterossexuais a possibilidade de formar uma família afronta o princípio da igualdade. E, como que vivemos em um Estado democrático de direito – e vivemos – não há como condenar à invisibilidade uma parcela de cidadãos. É uma forma muito perversa de exclusão”, afirma Maria Berenice Dias. De acordo com ela, desde 1992 o Brasil é signatário do Pacto dos Direitos Civis e Políticos da ONU, que em dois artigos proíbe a discriminação por motivo de opção sexual. “Ou seja: negar direitos aos homossexuais é descumprir tratados internacionais, o que compromete a credibilidade do país perante o mundo”. Para ela, isso acontece porque a aparente restrição constitucional, ao invés de sinalizar neutralidade, encobre um grande preconceito que motiva a omissão do legislador, porque existe o receio de ser rotulado de homossexual, desagradar seu eleitorado e comprometer sua reeleição. Isso impede a aprovação de qualquer projeto que assegure direitos à parcela minoritária da população.

Entre os diversos assuntos abordados na obra estão as diferenças entre os movimentos americano e brasileiro na luta pelos direitos homossexuais; o debate sobre a diversidade de gêneros; o homoerotismo nas poesias brasileira, portuguesa e mexicana do Modernismo; o humor e a homofobia; as representações do gay no teatro brasileiro; o tratamento dedicado aos travestis em algumas cidades brasileiras; trajetória da militância política de gays e lésbicas no País; as práticas sutis de discriminação; os efeitos das chamadas club drugs, substâncias utilizadas principalmente por frequentadores de clubes noturnos e raves para facilitar a interação social; e o papel desempenhado pelos veículos de imprensa destinados ao público gay na construção das diferentes identidades da comunidade homossexual.

Imprensa Oficial

Retratos do Brasil Homossexual – Fronteiras, Subjetividades e Desejos
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo / Edusp
Lançamento: 04/12 (sábado)
Local: Casa das Rosas – Av. Paulista, 37
Horário: 16h00

Lilian Lemmertz para Sempre

COLEÇÃO APLAUSO
Imprensa Oficial

Biografia de Lilian Lemmertz Será lançada no Rio

Uma das mais bonitas, elegantes e talentosas atrizes das décadas de 60 e 70 e 80, Lilian Lemmertz protagonizou inúmeras peças teatrais, novelas e filmes. Seus trabalhos estão todos detalhados na biografia Lilian Lemmertz – sem rede de proteção assinada por Cleodon Coelho para a Coleção Aplauso. Lançamento acontece dia 13, às 19 horas, na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon, Rio de Janeiro

Lilian Lemmertz – sem rede de proteção
Cleodon Coelho
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo / Coleção Aplauso
R$ 30,00A biografia de Lilian Lemmertz é uma das poucas da Coleção Aplauso, pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, não escritas em primeira pessoa. Sua morte prematura, em 1986, privou o país não apenas de seu talento, mas também de sua elegância e assombrosa capacidade de dominar a cena. Escrito pelo jornalista e roteirista Cleodon Coelho a partir de pesquisa e entrevistas com a filha, familiares e amigos, Lilian Lemmertz – sem rede de proteção faz um retrato minucioso da atriz que foi uma das protagonistas das artes visuais dos anos 60, 70 e início dos anos 80 no Brasil. Costumava emendar um trabalho no outro, incluindo peças que passavam de três horas de duração. O lançamento está marcado para a próxima quarta-feira (13 de outubro), às 19 horas, na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon, Rio de Janeiro – Rua Afrânio de Melo Franco, 290, loja 205 A.

“Durante três anos, mergulhei em arquivos de jornais e conversei com muita gente que conviveu de perto com ela, como Eva Wilma, Stênio Garcia, Tony Ramos e Lidia Brondi. Mas o livro é também o retrato de uma família dedicada às artes. Uma história que começou com Lilian, seguiu com Julia e, agora, a neta Luiza, que está iniciando na carreira. Foi uma honra poder recriar a trajetória de uma atriz tão importante, que desapareceu tão cedo”, afirma Cleodon.

Nascida em Porto Alegre, em 15 de junho de 1938, Lilian nunca foi motivo de grandes preocupações em relação aos estudos. Dona de uma beleza clássica, rapidamente se transformou numa das manequins mais conhecidas da capital gaúcha antes de se tornar atriz. “Nunca pensei em ser atriz realmente. Estudava balé por estudar, sem pretensões. Um dia, Antônio Abujamra, com quem eu fazia inglês, me apareceu com um convite para integrar o elenco do Teatro Universitário da União Estadual dos Estudantes (UEE), que iria montar À Margem da Vida. Recusei. Em casa, comentei com a mãe, sem um pingo de entusiasmo. Para minha surpresa, ela achou uma ótima idéia. Leu a peça e começou a insistir para que eu aceitasse o convite”, disse em entrevista.

Aos 18 anos, Lilian Lemmertz entrava em cena para interpretar Laura Wingfield em “À Margem da Vida”, clássico de Tennessee Williams. Seu desempenho lhe rendeu o troféu Negrinho do Pastoreio de revelação dramática feminina, concedido pelo jornal Folha da Tarde.

A querida filha Júlia: cada vez mais parecida com a mãe

Destaque nos palcos locais, logo chamou a atenção da TV e participou de novelas ao vivo. Casada com Linneu Dias, em 1963 tiveram a filha, Julia. Um dia recebeu um telegrama de Walmor e Cacilda Becker para que ela e o marido estivessem em São Paulo no dia 24 de setembro, as passagens estavam à disposição e os contratos firmados. Uma hora depois de chegar à capital paulista, ela e o marido já estavam no Teatro Cacilda Becker lendo com o diretor Hermilo Borba Filho o texto de “Onde Canta o Sabiá”. Um mês depois, Lilian estreava nos palcos paulistanos, atuando ao lado de Walmor, um de seus principais parceiros de cena.

Em “A Noite do Iguana”, dividiu o palco com Cacilda Becker. Seus desempenhos eram sempre elogiados pela crítica, mas Lilian ainda não tinha certeza de que queria mesmo seguir na profissão. Até que recebeu o convite para atuar em “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” “Foi então que assumi a condição de querer ser atriz e me apaixonei definitivamente pelo ofício”. Desde aquele espetáculo não parou mais de trabalhar. No final da década de 1960 a atriz ostentava o título de musa do cinema, tendo participado de diversos filmes de Walter Hugo Khouri, entre outros diretores renomados, como Sylvio Back, Eduardo Escorel e Rodolfo Nanni.

No início de 1968 foi convidada pela extinta TV Excelsior para atuar na novela “O Terceiro Pecado”. No ano seguinte fez “A Menina do Veleiro Azul”, na mesma emissora. Em 1971, recebeu o primeiro convite para integrar o elenco da TV Globo na trama “O Cafona”, de Bráulio Pedroso. Passou ainda pelas TVs Record e Bandeirantes.

Seu papel mais marcante em novelas da Globo foi em Baila Comigo, no início dos anos 80. Interpretou a primeira das muitas personagens com nome Helena, do autor Manoel Carlos. Havia até quem perguntasse se aquela era sua primeira novela, mesmo com 25 anos de carreira. Na Globo gravou também “Final Feliz” e teve pequenas participações em “Roque Santeiro” e “Guerra dos Sexos”. Depois fez “Partido Alto”.

No dia 5 de junho de 1986, porém, depois de tentar falar com ela durante todo o dia, a filha Julia resolveu ir ao apartamento da mãe para ver o que estava acontecendo. Quando entrou, encontrou-a caída na banheira. Provavelmente na madrugada anterior tinha sofrido um enfarte no miocárdio, o que encerrou precocemente sua carreira aos 48 anos.

Imprensa Oficial Convida à Leitura

 

 

A magia dos livros na mostra

“Imprensa Oficial, Um Convite à Leitura”, em cartaz

a partir de  sábado na Estação Pinacoteca

 

 

 

A exposição terá mais de 300 livros de várias áreas do conhecimento, resenhas, frases, fotos e textos de autores e artistas, além de vitrines com raridades, processos e projetos gráficos e objetos ligados ao mundo da leitura, das artes, ciências, história e literatura. No Espaço do Leitor, os visitantes poderão folhear e conhecer as obras, algumas já esgotadas. O tema central da mostra envolve o universo dos livros, leitura, linguagem, biblioteca, palavras. Entre os destaques, o belíssimo Livro das Horas de Dom Fernando, de aproximadamente 1378, produzido em edição facsimilar. 

A partir deste sábado, 3, a Estação Pinacoteca vai se transformar em palco para o livro, protagonista principal da exposição Imprensa Oficial –  Um Convite à Leitura.

Com mais de 300 títulos, distribuídos por 400 m², a exposição trará belíssimas edições representando 18 áreas do conhecimento, com os livros em exposição, todos resenhados, fotos, frases e textos de prestigiados autores e artistas editados pela Imprensa Oficial. A curadoria é de Cecília Scharlach, coordenadora editorial da Imprensa Oficial. O arquiteto Haron Cohen assina a direção de arte e a produção gráfica é Alex Wissenbach, da PW Editores. A exposição poderá ser visitada até  15 de agosto na Estação Pinacoteca, Largo General Osório, 66, 3º andar, Centro. 

Ferreira Gullar, Paulo Vanzolini, Carybé, Renina Katz, Maria Bonomi, Maureen Bisiliat, Machado de Assis, Lasar Segall, Jorge Schawrtz, Oswald de Andrade, Alberto da Costa e Silva, William Faulkner, Oscar Niemeyer e Jorge Luis Borges estarão presentes na exposição, com livros, imagens e textos estrategicamente situados para atrair o olhar e curiosidade do leitor.  Com o foco nos temas palavras, linguagem, leitura e biblioteca, a mostra terá, ainda, 163 títulos da Coleção Aplauso e várias outras coleções publicadas pela Imprensa Oficial.

O presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Hubert Alquéres, destaca o objetivo da iniciativa: “Tivemos o prazer de receber o convite da Estação Pinacoteca para montar essa exposição e queremos dar a nossa contribuição colocando à disposição do público, parte dos mais belos e procurados livros publicados pela empresa, muitos em coedição com universidades e instituições culturais. Nossa proposta é criar ambientes para instigar os visitantes e provocar  sua interação com a linguagem e a palavra”.

A curadora da mostra, Cecília Scharlach, explica que haverá também um espaço especial para os leitores e quatro vitrines com prêmios, peças gráficas, como convites, marcadores de páginas, postais e bonecos mostrando o processo de produção do livro até a impressão.  Em uma das vitrines estará exposto o Livro de Horas de Dom Fernando, obra considerada um divisor de águas nos sistemas de gravação e impressão da Imprensa Oficial. “Os livros constantes da mostra são resultado de edições próprias da Imprensa Oficial, e também de nossas parcerias com editoras universitárias (Edusp, Edugmg, Unicamp, UnB, Eduel etc.) e insitutições culturais, como a Biblioteca Nacional, a Pinacoteca do Estado, Academia Brasileira de Letras, o Museu Afro Brasil, o Instituto Tomie Ohtake, o Instituto Moreira Salles, entre outros. Há ainda edições institucionais de interesse gráfico-editorial. Outra novidade é o lançamento ainda nesta semana: a caixa com os jornais Ex, resgate de nossa memória histórica, jornalística e política.” 

Frases de João Guimarães Rosa, Silviano Santiago, José Saramago,  Jean-Paul Sartre, Graciliano Ramos, Julio Cortázar, William Shakespeare, Jorge Luis Borges, Victor Hugo e António Lobo Antunes, entre outros grandes escritores, ajudam a despertar e a consolidar a paixão pela leitura. De Guimarães Rosa, por exemplo, a escolhida foi: “Toda ação principia mesmo é por uma palavra pensada”.

Os livros selecionados representam várias áreas do pensamento e literatura: Artes; Arquitetura, Urbanismo, Meio Ambiente e Design; Fotografia; Ciências; Literatura; Cinema, Teatro, Dança e Música; História e Jornalismo; Coleção Aplauso (Perfil, Especial, Cinema Brasil, Roteiros, Televisão, Teatro Brasil e Crítica); Coleção Gilberto Freyre; Coleção Uspiana; Coleção Artistas da USP; Coleção Crítica e Modernidade; Coleção Palco Sur Scène; Coleção Formação da Estética; Coleção Artistas Brasileiros; Coleção Inventário Deops; Coleção Imprensa em Pauta.

Entre os destaques, duas produções da Imprensa Oficial vencedoras do título de Livro do Ano, mais disputado prêmio literário brasileiro, concedido pela Câmara Brasileira do Livro: Resmungos, de Ferreira Gullar em 2007 e Monteiro Lobato livro a livro – Obra infantil , em 2009, de Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini

Em todo acervo,  há obras premiadas e de excelência gráfica como Arte sacra colonial: barroco memória viva; Cadernos de desenho (Tarsila do Amaral), Caixa Modernista (organização de Jorge Schawartz, Maria Bonomi): da gravura à arte pública, Mestres do modernismo, Roupa de artista: o vestuário na obra de arte, Igrejas paulistas:  barroco e rococó, Um olhar sobre o design brasileiro, Clarice: fotobiografia, Fotógrafos franceses em São Paulo na primeira metade do século XX, Joias da Mata Atlântica, Coleção Multiclássicos; Dossiê ditadura: mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985(), Escritos sobre arte, Tinhorão, o legendário; Impressões de Carybé nas suas visitas ao Benin (1969-1987), Noivas da seca: cerâmica popular do vale do Jequitinhonha, Catedral da Sé De humani corporis fabrica. Epítome. Tabulae sex.

 

Da Coleção Aplauso, serão 163 títulos, dos mais atuais como Sérgio Ricardo – canto vadio  e Célia Helena – uma atriz visceral, passando pelo vencedor do Jabuti, Raul Cortez: sem medo de se expor  até os primeiros editados, como Sérgio Cardoso: imagens de sua arte ou Maria Della Costa: seu teatro, sua vida.

Outra atração será o quiosque para venda de todas as edições da Imprensa Oficial, montado ao lado da Cafeteria, no piso térreo. Os livros serão vendidos com desconto para professores e funcionários públicos.

LIVRO DAS HORAS 

O destaque da mostra é O Livro de Horas de Dom Fernando, de 1378, em edição fac-similar a partir de seu original conservado no acervo da Fundação Biblioteca Nacional. Orações em latim com caracteres góticos e iluminação atribuída ao artista italiano Spinello Spinelli compõem a obra, coedição da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e da Fundação Biblioteca Nacional, em tiragem reduzida e numerada manualmente.

O exemplar vem acondicionado em caixa e acompanhado de “A imagem e a semelhança: o Livro de horas de Dom Fernando”. Esta publicação traz ensaios de Vera Lúcia Miranda Faillace a respeito dos livros de horas e uma reflexão de Luiz Armando Bagolin sobre o trabalho do pintor e do fotógrafo na utilização de cores e luz, ressaltando a reprodução com qualidade do original nesta edição fac-similar. Bagolin ainda constrói um memorial em torno da produção do livro, anotando detalhes do estudo de cores e das discussões a respeito da aplicação de ouro ou tinta metálica na impressão.

O códice encomendado por dom Fernando, rei de Portugal, desperta enorme interesse nos pesquisadores por sua beleza, elevada qualidade artística e história. Os motivos de este ser o destaque da coleção de livros de horas da Biblioteca Nacional tornam-se evidentes ao se folhear esta edição. Há imagens e cercaduras magníficas, miniaturas, bordaduras, iluminuras, sutilezas de cores se desdobrando em semitons, o realce do lápis-lazúli e o ouro aposto sem parcimônia sobre o pergaminho, reproduzidos com excelência na edição fac-similar.

 SERVIÇO 

Exposição de Livros da Imprensa Oficial na Estação Pinacoteca.

A partir de sábado (03) de julho até 15 de agosto.

Estação Pinacoteca
Largo General Osório,66 – Centro – Tel. 11 3335-4990
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h
Ingresso combinado (Pinacoteca e Estação Pinacoteca): R$ 6,00 e R$ 3,00 
Grátis aos sábados | Estudantes com carteirinha pagam meia entrada.
Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60  não pagam.

Coleção APLAUSO em Novos Volumes

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Eles Fizeram História na Telinha

 

Imprensa Oficial Imprensa Oficial Governo do Estado de São Paulo Universidade Metodista Fundação Memorial

   

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APLAUSO para SÉRGIO RICARDO

Um dos artistas brasileiros mais completos e criativos de todos os tempos, o compositor Sérgio Ricardo dividiu-se, e continua dividindo-se, entre as mais diversas expressões da arte.

Sérgio Ricardo – Canto Vadio, obra escrita por Eliana Pace, coincide com os 60 anos de carreira do artista e prova que ele fez muito mais do que quebrar um violão no palco. O lançamento da Coleção Aplauso acontece hoje na Casa das Rosas. 

“Quem guardou na lembrança apenas a imagem de Sérgio Ricardo quebrando seu violão, talvez ignore a biografia de um dos nomes mais marcantes da cultura brasileira.

Cantor, compositor, poeta, escritor, cineasta com assinatura em uma série de curtas e longas-metragens premiados no Brasil e no exterior, pintor e um dos precursores da Bossa Nova, Sérgio Ricardo é um artista multimídia graças à sua inquietação e que está sempre se revezando entre a música e o cinema, o cinema e a pintura, a pintura e a música”.

É dessa maneira que a jornalista Eliana Pace, autora da biografia de Sérgio Ricardo, resume o significado do artista na abertura do livro da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, com lançamento marcado para HOJE, 10 de maio, às 19 horas, na Casa das Rosas – Av. Paulista, 37.

Todo escrito em primeira pessoa, o livro percorre a vida de Sérgio, pseudônimo de João Lutfi, desde seu nascimento em Marília, interior paulista, no ano de 1930. Seu pai, comerciante, era “um grande contador de histórias” e leitor voraz, enquanto a mãe “cantava o tempo todo, até mesmo na cozinha ou lavando roupa”.

Sua infância foi típica de um menino do interior. Mais velho de quatro irmãos, aos 17 anos foi morar em São Vicente, com um tio. Ali trabalhou na Rádio Cultura, exercendo praticamente todas as funções. Pouco tempo depois realizou o sonho de ir morar no Rio de Janeiro, dessa vez com outro tio. Logo na seqüência, sua família também se mudou para a ainda capital federal.

Após uma breve e indisciplinada passagem pelo Exército, realizou o sonho de tocar piano na noite. Nesta fase fez amizades com diversos artistas que viriam a se tornar, como ele, expoentes da música nacional. Entre eles, Tom Jobim, João Donato, Johnny Alf e João Gilberto – de quem se tornou grande amigo e o influenciou a tocar violão.

 

Uma das curiosas passagens de sua vida aconteceu com Dick Farney, um de seus ídolos: “Ele veio durante o meu ensaio para ouvir Tu És o Sol, que eu tinha acabado de compor, e assim que saí do piano, sentou-se e aprendeu a música na hora. Impressionou-me a sua rapidez, cantou e tocou lindamente, dizendo que queria gravar a música. Fez apenas um reparo num acorde, queria mudar um mi bemol menor por um mi bemol maior, achava que ficaria melhor. Discordei e foi a maior burrice que fiz na vida”. Farney levantou-se do piano, foi embora e não gravou a música.

Entre idas e vindas, foi convidado para ser ator da TV Tupi e radioator da Rádio Tamoio. Depois, passou por várias emissoras, como ator, apresentador e diretor de programas, inclusive pela TV Globo. Sergio conta também sobre seu lado cineasta, tendo dirigido diversos filmes. Era grande amigo de Glauber Rocha – foi autor da trilha sonora de Deus e o Diabo na Terra do Sol e de Terra em Transe, além de filmes de outros diretores – e conviveu com figuras como Roberto Santos, Cacá Diegues, Leon Hirzsman, David Neves, Ruy Guerra, Capovilla e Joaquim Pedro de Andrade. Como se não bastasse, Sérgio foi também ator teatral, tendo sido dirigido inclusive por Augusto Boal e Chico de Assis. 

Fica clara no livro a contrariedade de Ricardo em rotular os gêneros musicais. Até mesmo sobre sua participação na “criação” da Bossa Nova o biografado mostra-se reticente: “Eu gostava muito dos shows que fazíamos, Pernas e outras composições minhas tinham a cara do movimento, mas eu não concordava com as regras estabelecidas pelo clubinho do Ronaldo Bôscoli: ser ou não ser Bossa Nova. ser ou não ser Bossa Nova.Johnny Alf não era Bossa Nova, João Donato não poderia ser Bossa Nova, nem Vinicius com suas canções de amor maravilhosas que ganhavam uma nova dimensão e que fez uma revolução poética na música popular”.

Sua preocupação com as questões sociais brasileiras e sua ligação com os partidos de esquerda fizeram com que fosse censurado durante o regime militar. Criou o Circuito Universitário, pelo qual fazia apresentações com cenários improvisados em universidades e permitia a participação dos estudantes nas apresentações. Quanto mais a repressão aumentava, mais Sergio Ricardo atuava nos “bastidores”, quase isolado, enquanto outros artistas exilavam-se.  

Sobre o famoso episódio em que quebrou o violão no palco, durante o Festival da Record de 1967, Sergio explica que tinha a ver com o avanço da repressão. Mas as conseqüências não foram boas: “O pior foi estar, daí em diante, não só na mira da censura, mas na autocensura das gravadoras, rádios e TVs, fato que dificultava a divulgação do meu trabalho ou da minha contratação para shows. Até ser esquecido como artista”. 

Sérgio Ricardo é ainda autor de três livros e, atualmente, desenvolve outra de suas vocações artísticas: a pintura. No final do livro, há a discografia completa, todas as músicas compostas, as trilhas sonoras gravadas, os filmes dirigidos e os livros escritos.

 

JORNALISTAS na Coleção Imprensa em Pauta

            

 IMPRENSA OFICIAL LANÇA PERFIS DOS JORNALISTAS PAULO FRANCIS, JOSÉ RAMOS TINHORÃO E ROBERTO MÜLLER FILHO

 

Cada um a seu modo, Paulo Francis, José Ramos e Tinhorão e Roberto Muller Filho influenciaram de maneira decisiva o jornalismo brasileiro. Livros fazem parte da Coleção Imprensa em Pauta e serão lançados dia 28 na Livraria da Vila da Fradique Coutinho. 

Três jornalistas singulares, com características únicas e importância vital para o jornalismo brasileiro – Paulo Francis, José Ramos Tinhorão e Roberto Müller Filho – terão suas trajetórias registradas em novas biografias da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. “Paulo Francis – Polemista Profissional”, de Eduardo Nogueira; “Tinhorão, O Legendário”, de Elizabeth Lorenzotti, e “Roberto Müller Filho – Intuição, Política e Jornalismo”, de Maria Helena Tacchinardi, serão lançados no dia 28 de abril (quarta-feira), a partir das 18h30, na Livraria da Vila – Rua Fradique Coutinho, 915. As obras fazem parte da Coleção Imprensa em Pauta. 

“São três nomes que revolucionaram e deixaram marcas definitivas na imprensa brasileira, contribuindo decisivamente para moldar sua qualidade e pluralidade”, destaca Hubert Alquéres, diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado. 

O carioca Paulo Francis (1930-1997) foi um dos mais conhecidos e influentes jornalistas brasileiros de todos os tempos. Amado ou odiado, despertava paixões extremas sempre estimuladas por suas talentosas polêmicas. Francis desempenhou papel importantíssimo na resistência à ditadura militar.Foi um dos fundadores do Pasquim, em 1969, e mais tarde colaborou com os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo, além de fazer comentários na TV Globo. Suas polêmicas com artistas, políticos ou intelectuais – algumas delas antológicas – não deixavam ninguém indiferente.

 

O texto inicial da obra é a reprodução de um texto de Millor Fernandes, publicado 10 anos após a morte de Francis. A primeira parte do livro conta sua trajetória, desde a infância até sua consagração profissional. Depois, aborda algumas das principais polêmicas em que se envolveu, passa pelos livros que escreveu e encerra detalhando sua transformação de trotskista em conservador. A parte final do livro traz um ensaio fotográfico de Francis, produzido por Bob Wolfenson na década de 1990. A quarta capa tem assinatura de Ruy Castro.

 

Figura singular da história do jornalismo brasileiro, José Ramos Tinhorão construiu, a partir de seus artigos pioneiros sobre música e cultura popular, uma história da cultura urbana. Começou no jornalismo como copidesque, em 1952, no Diário Carioca, e seus primeiros artigos sobre música saíram em 1961, no Jornal do Brasil. Nacionalista convicto, rigoroso e intransigente com suas ideias – muitas delas controvertidas, que desafiavam consensos estabelecidos – o estudioso logo ganhou fama de chato. Em 1980, abandonou o jornalismo para mergulhar ainda mais fundo nas pesquisas, que continuaram causando polêmica: ele demonstrou que o samba nasceu no Rio e não na Bahia, que a modinha nasceu no Brasil como dança e só depois chegou a Portugal como canção. O livro traça um perfil biográfico de Tinhorão ao mesmo tempo em que fala dos bastidores da imprensa carioca dos anos 1950 e 1960 e passa em revista as várias de suas querelas, como a que envolveu a Bossa Nova. Completa o volume uma copiosa antologia de textos de Tinhorão. 

Criador do modelo que deu credibilidade e prestígio à Gazeta Mercantil, ainda nos anos 1970, Roberto Müller Filho transformou o jornal em uma das publicações mais importantes do país – referência nas áreas de economia, negócios, política e diplomacia. Ele assumiu o cargo de editor chefe da Gazeta Mercantil, em 1974, com a missão de transformar o jornal em uma publicação independente, influente e rentável. Escrito com base em longos depoimentos concedidos por Müller, o livro é um reencontro com quase cinco décadas da história do Brasil.

IMPRENSA OFICIAL: Presença Marcante na FLIPOÇOS

 

 

IMPRENSA OFICIAL LEVA MAIS DE 480
TÍTULOS PARA A FLIPOÇOS 2010
 

Estande da Imprensa Oficial de São Paulo na Feira do Livro de Poços de Caldas terá as principais obras de seu catálogo, incluindo os títulos premiados, como Monteiro Lobato Livro a Livro – Obra Infantil e ResmungosFerreira Gullar.

Empresa promoverá ainda apresentação especial sobre a Coleção Aplauso, além de palestras e sessões de autógrafos com Elizabeth Lorenzotti, Galeno Amorim e Emanoel Araújo.

 

Poeta Ferreira Gullar: obra também editada pela Imprensa Oficial de São Paulo estará na FLIPOÇOS

Monteiro Lobato Livro a Livro – Obra Infantil, escolhido Livro do Ano na categoria não-ficção da 51ª edição do Prêmio Jabuti, e Resmungos, de Ferreira Gullar, Livro do Ano na categoria ficção do 49º Jabuti, 168 livros da Coleção Aplauso e outros também editados pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em parceria com as principais universidades do país estarão entre os 481 títulos à disposição dos freqüentadores da 5ª edição da Feira do Livro de Poços de Caldas.

A Flipoços começa hoje e vai até 2 de maio, no Centro de Convenções de Poços de Caldas – Praça Getúlio Vargas, S/N, Centro.

Outros bons lançamentos da Imprensa Oficial foram selecionados para a feira, como O Teatro do Ornitorrinco, organizado por Christiane Tricerri; Roupa de Artista, de Cacilda Teixeira da Costa; “Arte Brasileira na Pinacoteca do Estado de São Paulo”, organizado por Taisa Palhares; e O Livro de Ruth, de Margarida Cintra Gordinho.

A Coleção Aplauso terá ainda uma apresentação especial dia 1º de maio com a presença de seu organizador, Rubens Ewald Filho, e do presidente da Imprensa Oficial, Hubert Alquéres. Haverá também duas palestras de autores que publicaram livros pela Imprensa Oficial e sessões de autógrafos.

Biografias importantes como a de DINA SFAT integram a coleção APLAUSO

“A Imprensa Oficial de São Paulo faz questão de participar da Flipoços, porque a cada ano ela vem se firmando no cenário literário nacional e já pode ser considerada uma das principais feiras do país”, avalia Hubert Alquéres.

As duas palestras acontecem no dia 26 de abril, segunda-feira. Elizabeth Lorenzotti, autora de Tinhorão, o Legendário e Suplemento Literário, fala a partir das 17h30, no “Espaço da prosa”, sobre “Os Dilemas do Jornalismo Cultural. Na seqüência, autografa seus dois livros. No mesmo horário, mas no auditório do teatro, Galeno Amorim, coordenador do livro Retratos da Leitura no Brasi, discorre sobre Escola, esse espaço mágico de leitura.

Além das palestras, Emanoel Araújo, organizador da obra “Brasil – Imagens da terra e do povo”, participa de sessão de autógrafos do livro, no dia 2 de maio, a partir das 11 horas, no estande da Imprensa Oficial.

Um dos principais sucessos editoriais da Imprensa Oficial, a Coleção Aplauso será tema de uma apresentação no dia 1º de maio, a partir das 19h30, no Teatro Complexo Cultural.

Rubens Ewald Filho e Hubert Alquéres falarão da importância das obras para o resgate e preservação da cultura nacional. A coleção reúne grande parte da memória artística brasileira em seus mais de 200 títulos publicados, entre biografias, roteiros de cinema, perfis e histórias de emissoras de TV. Lançada em 2004, seu objetivo é registrar a história das artes cênicas nacionais e seus principais protagonistas. Boa parte dessa produção está acessível pela internet: numa iniciativa pioneira, a Imprensa Oficial colocou 174 livros da coleção à disposição para download gratuito no site http://aplauso.imprensaoficial.com.br.

BASTIDORES da ARTE, do cinema e da política nos anos 70

 

Cineasta, morto precocemente em 1984, participou como ator e assistente de direção de filmes com Antonioni, Rossellini, Bertolucci, Glauber e Neville de Almeida.

Um vento me leva: Lembranças de Jirges Ristum

Org. Ivan Negro Isola

Colaboração: André Ristum

Imprensa Oficial, 188 páginas, R$ 100,00 

Irreverente, contestador. Distante do convencional. Sempre bem-humorado. Uma figura apaixonante e também apaixonada pelo que fazia: cinema e versos.Alguém que amava a beleza. Assim era Jirges Ristum, um desses homens que, de tão especiais, são difíceis de esquecer.

Assim o descrevem familiares, amigos e colegas cujos relatos contribuem para remontar, tal como num quebra-cabeça, a imagem desse artista de múltiplas faces. Os depoimentos, somados a escritos do próprio Jirges, compõem a coletânea Um vento me leva: Lembranças de Jirges Ristum, editada pela Imprensa Oficial   

Ele era, como dizia Glauber Rocha, “o maior cineasta brasileiro não revelado”. A morte prematura, aos 42 anos, no começo da década de 80, silenciou uma obra que estava em expansão. De volta do exílio, após colaborar com realizadores como Antonioni, Bertolucci e Rosselini, ele acabara de lançar seu primeiro livro de poemas. Definia-se, na época, como “pós-freudiano, pós-marxista, antiplatônico e antiaristotélico” e, por isso mesmo, disposto a “imaginar as histórias sem censura”.  

“Este livro é uma homenagem a Jirges Ristum, uma espécie de almanaque sentimental para nos lembrarmos da sua performática figura”, afirma o organizador, Ivan Negro Isola. “Aliás, as performances do Turco frequentemente faziam lembrar uma chanchada protagonizada pelo José Lewgoy, com quem ele curtia se parecer. Com o Hugo Carvana também”. 

Como explica o organizador, Jirges não deixou uma obra sistemática. “Grafômano, escreveu cartas, bilhetes, guardanapos, anotou ideias, pensamentos, insights. Deixou-nos manuscritos esparsos que constituem relevantes vestígios de uma vida em sintonia com o seu tempo”, acrescenta Isola.

 Aos textos de Jirges combinam-se relatos de quem conviveu com ele: escritores, jornalistas e intelectuais como Aloysio Nunes Ferreira Filho, Cláudio Vouga, Carlos Vogt, Bernardo Bertolucci, Glauber Rocha, Neville de Almeida Tatiana Belinky. O clima e os acontecimentos narrados ajudam a relevar bastidores da arte, do cinema e da política dos anos 70. 

No projeto, ao lado do organizador, colaborou ativamente o cineasta André Ristum, que já havia dedicado ao pai o curta metragem “De Glauber para Jirges” (2007), realizado a partir de cartas enviadas por Glauber Rocha ao amigo Jirges Ristum, então na Itália, em 1976. 

 

“Conheci meu pai duas vezes, de formas diferentes. A primeira foi a mais comum, através do contato pessoal, da convivência, desde meu nascimento até o começo da adolescência. Mas esta era a visão do ponto de vista de uma criança, uma visão idealizada, infantilizada. A segunda forma foi após a morte dele, através dos relatos e histórias que os vários amigos e parentes foram trazendo ao longo dos últimos 25 anos. Aos poucos, essas histórias me ajudaram a construir uma imagem mais real, com uma visão mais adulta, entendendo quem foi meu pai”, afirma André Ristum 

Jirges Ristum nasceu em São Tomás de Aquino, interior paulista, em 1942. A família se mudou para Ribeirão Preto, onde passou a infância e parte da juventude. Estudou direito, e logo começou carreira na imprensa. No final dos anos 60, mudou-se para a Europa. Viveu em Varsóvia, Roma e Londres. Estudou sociologia na London School of Economics and Political Science. 

É já no começo dos anos 70 que se envolve com o cinema. Em Roma, participa da produção de “Anno Uno” (1973-1974), de Roberto Rossellini, como assistente de direção. É ator e diretor de “Claro” (1975), de Glauber Rocha. Depois, assistente de direção de Bernardo Bertolucci em “La Luna” (1978) e de Michelangelo Antonioni em “O Mistério de Oberwald” (1979). 

Com a Lei da Anistia, recupera seu passaporte brasileiro. Está de volta ao país no começo dos anos 80. Logo participa da realização de “Rio Babilônia”, de Neville de Almeida (1981). Pouco depois, publica “Guardanapos” (1983), sua estreia como poeta. Morre prematuramente, de leucemia mielítica aguda, em 18 de janeiro de 1984.  

 “Contraditório e, por vezes, conturbado, pautava sua vida por uma lógica revolucionária ao mesmo tempo em que, à deriva em sua condição romântica, quase que se deixava guiar pelas estrelas”, define-o a irmã caçula, Juçara Ristum Vieira.