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‘A Última Estrada da Praia’: bom cinema gaúcho em sessões no Rio

Filme premiado do cineasta gaúcho Fabiano de Souza será exibido no Instituto Moreira Salles…

* Oportunidade especial para quem está no Rio… o AURORA DE CINEMA recomenda: “A Última Estrada da Praia” é um filme brasileiro que merece ser visto.

RIO abriga III Semana dos Realizadores

A III Semana dos Realizadores, mostra que exibe filmes brasileiros – longas, médias e curtas – inéditos em sua maioria, acontece no Rio e foi aberta ontem no Unibanco Arteplex com a exibição do curta Praça Walt Disney (direção de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira), seguido do longa Vou rifar meu coração, da diretora Ana Rieper, que estreou no Festival de Brasília deste ano.  

Serão exibidos, ao todo, 20 longas-metragens, dos quais 11 estarão fazendo sua estreia nacional. Completam a seleção mais 1 média-metragem e 18 curtas, convidados pela equipe de curadoria, a partir de uma seleção de quase 60 filmes nacionais inscritos. 

A seleção principal da III Semana dos Realizadores será, pela primeira vez, avaliada por um júri composto por curadores internacionais e realizadores brasileiros. A programação traz seis longas inéditos e 11 curtas em competição, enquanto o restante da seleção principal será distribuída em sessões especiais. 

Além da principal, a mostra Mestres trará os novos longas metragens de realizadores que vêm traçando sua história de maneira marcante no cinema brasileiro que traz os novos longas de Edgard Navarro, Ricardo Miranda e Paulo Cezar Saraceni. 

Uma das características marcantes da Semana, a conexão com festivais internacionais que selecionam para sua programação ao menos um dos filmes da mostra continua e ganha ainda novos parceiros: os festivais Black Nights (Estônia), Cape Winelands (África do Sul) e Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira (Portugal) confirmaram sua participação, enquanto o Festival Internacional de Cinema do Uruguay e o Distrital, cine y otros mundos (México) iniciaram conosco novas parcerias. 

Ainda pensando em potencializar a circulação dos filmes no exterior, três curadores internacionais foram convidados a participar do júri, e estarão conosco durante toda a mostra: Ansgar Vogt, selecionador da mostra Forum do Festival de Berlim; Eloisa Solaas, programadora do Bafici (Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente), Raymond Walravens, diretor e curador do World Cinema Amsterdam. Completam o júri Eduardo Nunes, diretor de Sudoeste (recém-lançado no Festival do Rio) e Carla Maia, realizadora e curadora de Belo Horizonte. 

Filmes selecionados para a III SEMANA DOS REALIZADORES:
LONGAS METRAGENS
ARDOR IRRESISTÍVEL . dir. Ava Gaitán Rocha . RJ (estreia nacional)
O CÉU SOBRE OS OMBROS . dir. Sérgio Borges . MG
A CIDADE É UMA SÓ? . dir. Adirley Queirós . DF (estreia nacional)
CORPO PRESENTE . dir. Marcelo Toledo, Paolo Gregori . SP (estreia nacional/em competição)
O CORTE DO ALFAIATE . dir. João Castelo Branco . PR (estreia no RJ/em competição)
ESTRADEIROS . dir. Sergio Oliveira e Renata Pinheiro . PE (estreia nacional/em competição)
O FILME DE LAURA . dir. Fellipe Barbosa . RJ (estreia nacional)
AS HIPER MULHERES . dir. Leonardo Sette, Carlos Fausto, Takumã Kuikuro . PE/RJ (estreia no RJ)
H.U. . dir. Pedro Urano, Joana Cseko . RJ (estreia nacional)
AS HORAS VULGARES . dir. Rodrigo de Oliveira e Vitor Graize . ES (estreia no RJ)
NO LUGAR ERRADO . dir. Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti . CE/DF/RJ (estreia nacional/em competição)
A NOITE DO CHUPACABRAS.dir. Rodrigo Aragão . ES
OS RESIDENTES . dir. Tiago Mata-Machado . MG (estreia no RJ)
ROMANCE DE FORMAÇÃO . dir. Julia de Simone . RJ (estreia nacional)
STROVENGAH . dir. André Sampaio . RJ (estreia nacional/em competição)
TESTEMUNHA 4 . dir. Marcelo Grabowski . RJ (estreia nacional/em competição)
VOU RIFAR MEU CORAÇÃO . dir. Ana Rieper . RJ (filme de abertura/estreia no RJ)

SEÇÃO MESTRES

DJALIOH . dir. Ricardo Miranda . RJ (estreia no RJ)
O GERENTE . dir. Paulo Cézar Saraceni . RJ (filme de encerramento/homenagem)
O HOMEM QUE NÃO DORMIA . dir. Edgard Navarro . BA (estreia no RJ)

MÉDIA E CURTAS METRAGENS

A BOATE AZUL . dir. Cássio Pereira dos Santos . MG
ADORMECIDOS . dir. Clarissa Campolina . MG
ATERRO DO FLAMENGO . dir. Alessandra Bergamaschi . RJ
BASE PARA UNHAS FRACAS . dir. Alexandre Vogler . RJ
CORPO PRESENTE . dir. Marcelo Pedroso . PE
DONA SÔNIA PEDIU UMA ARMA PARA SEU VIZINHO ALCIDES . dir. Gabriel Martins . MG
INCÊNDIO . dir. Karen Akerman, Miguel Seabra Lopes . Brasil / Portugal
MENS SANA IN CORPORE SANO . dir. Juliano Dornelles . PE
NÁUFRAGOS . dir. Gabriela Amaral Almeida, Matheus Rocha . SP
NINJAS . dir. Dennison Ramalho . SP
NÚMERO ZERO . dir. Claudia Nunes . GO
O HÓSPEDE . dir. Anacã Agra, Ramon Porto Mota  . PB
OMA . dir. Michael Wahrmann . SP
OVOS DE DINOSSAURO NA SALA DE ESTAR . dir. Rafel Urban . PR
PRAÇA WALT DISNEY . dir. Renata Pinheiro, Sérgio Oliveira . PE
PRA EU DORMIR TRANQUILO . dir. Juliana Rojas . SP
QUANDO MORREMOS A NOITE . dir. Eduardo Morotó . RJ
SALA DE MILAGRES . dir. Cláudio Marques, Marília Hughes . BA
SÈVE . dir. Louise Botkay . Brasil / França 

SERVIÇO: 

UNIBANCO ARTEPLEX – Praia de Botafogo, 316 – Sala 5                                      

Data: até dia 27 de Outubro

Valor: Ingressos R$8 e R$4 (meia-entrada)

INSTITUTO MOREIRA SALLES

Data: 5 a 6 de novembro

Visão interna do Instituto Moreira Salles, na Gávea: berço de grandes eventos culturais…

Rua Marquês de São Vicente, 476

Ingressos R$10 e R$5 (meia-entrada)

Passaporte para 10 sessões – R$ 20 

DEBATES:

CICLO DE DEBATES sempre às 15h

Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ | Salão Pedro Calmon

Av. Pasteur, 250 – Urca

Entrada gratuita 

PROGRAMAÇÃO SEMANA DOS REALIZADORES: 

UNIBANCO ARTEPLEX  

Sexta-Feira, 21 de outubro, 18h

BASE PARA UNHAS FRACAS

Dir. Alexandre Vogler

9 min . 35mm . 2011 . RJ                                   

Durante madrugada, uma mulher nua percorre as ruas do centro do Rio de Janeiro, intervindo em luminosos e espalhando cartazes auto-biográficos pelos muros.  

ADORMECIDOS

Dir. Clarissa Campolina

6 min . HD . 2011 . MG

Por toda a parte, quando anoitece, luzes e cartazes publicitários tornam-se os únicos seres com vida entre as ruas inertes. Seres que nunca se encontram, desconhecidos quase exatamente iguais. 

ATERRO DO FLAMENGO

Dir. Alessandra Bergamaschi

46 min . digital . 2010 . RJ

Uma câmera estática flagra, em tempo real, uma cena urbana, seguindo as reações de um grupo de pessoas a uma tragédia em plena rua, em espaço público. Pessoas param, olham, intervêm. Ou não percebem nada, continuando sua rotina inalterada. A espera de providências, o vai-e-vém, a curiosidade, a surpresa, a exasperação, os sons da rua, a expectativa, tudo isso entra na composição de um filme que se identifica com a onipresença e a impessoalidade de uma câmera de segurança, mas cuja intencionalidade flagra de longe mas de maneira profundamente reveladora um estado de coisas de uma grande cidade, de um país e de uma época.  

19h40

DONA SÔNIA PEDIU UMA ARMA PARA SEU VIZINHO ALCIDES

Dir. Gabriel Martins

18 min . 35mm . 2011 . MG

Dona Sônia quer vingança.

 

TESTEMUNHA 4

Dir. Marcelo Grabowsky

67 min . HD . 2011 . RJ

Uma personagem, uma atriz e o passar das horas em um interrogatório do Holocausto.  

21h40

OS RESIDENTES

Dir. Tiago Matta-Machado

120 min . 35mm . 2010 . MG

Instalados em uma nova zona autônoma temporária, os residentes passam os seus dias entre pequenos complôs lunáticos, farsas quixotescas e delírios rimbaudianos.  

Sábado, 22 de outubro 

18h00     Classificação: livre 

HU

Dir. Pedro Urano, Joana Traub Cseko

78 min . HD . 2011 . RJ

Um edifício partido ao meio: de um lado, o hospital; do outro, a ruína. E no horizonte, a Baía de Guanabara, o Rio de Janeiro, a saúde e educação públicas. Inteiramente filmado no monumental e apenas parcialmente ocupado prédio modernista do Hospital Universitário da UFRJ. Uma metáfora em concreto armado da esfera pública brasileira.  

19h40  Classificação: 16 anos 

QUANDO MORREMOS A NOITE

Dir. Eduardo Morotó

20 min . 35mm . 2011 . RJ

Raúl conhece a menina mais cheia de vida que já encontrou.

 

CORPO PRESENTE

Dir. Marcelo Toledo, Paolo Gregori

75 min . HD . 2011 . SP

Cynthia adora dançar. Trabalha como manicure em um pequeno salão de beleza da Rua Augusta. Está juntando dinheiro para estudar butoh no Japão. Alberto é agente funerário. Enquanto foge dos agiotas, tenta escapar da realidade com o uso de remédios. Beatriz trabalha na fábrica, em meio período. Adora tatuagens e nunca realiza seus desejos. À noite uma tempestade cai sobre a cidade.  

21h50       Classificação: 16 anos 

SÈVE

Dir. Louise Botkay Courcier

10 min . HD . 2011 . Brasil(RJ)/França

No ‘voddo’ Haitiano, espíritos podem florescer em tempos e lugares inesperados. Esse filme é sobre um adolescente que recebe uma visita de outro mundo.

 

O CÉU SOBRE OS OMBROS

Dir. Sérgio Borges

71 min . 35mm . 2010 . MG

O CÉU SOBRE OS OMBROS conta a história de três pessoas anônimas, comuns. São histórias inventadas pela vida, pelos personagens e pelo filme sobre pessoas que vivem num contexto entre o cotidiano, o exótico e a marginalidade. O filme é um gesto para revelar o quanto somos todos tão humanos, e quão semelhantes são nossos medos e desejos.

 

23h40 – SESSÃO MIDNIGHT

Classificação: 16 anos 

NINJAS

Dir. Dennison Ramalho

23 min . 35mm . 2010 . SP

Um bom policial não tem medo de bandido, nem de alma penada. Um bom policial namora com a morte. Meu nome é Lúcifer, tome minha mão. 

A NOITE DOS CHUPACABRAS

Dir. Rodrigo Aragão

95 min . HD . 2011 . ES

A rixa entre duas famílias, Silva e Carvalho, é a distração perfeita para camuflar os ataques do chupacabras. Enquanto os rivais entram em combate, a sinistra criatura lambe de sangue vítimas sem chance de defesa. Num clima de Bang Bang, e fábula épica, A Noite do Chupacabras promete belos banhos de sangue, muitos tiros e um monstro 100% latino-americano.  

 

Domingo, 23 de outubro 

18h00       Classificação: 14 anos 

A CIDADE É UMA SÓ?

Dir.: Adirley Queirós

73 min . HD . 2011 . DF

Brasília, Eu Te Amo  

19h40        Classificação: 16 anos 

INCÊNDIO

Dir. Karen Akerman, Miguel Seabra Lopes

23 min . HD . 2011 . Brasil(RJ)/Portugal

A melhor aula termina com uma lição.

 

NO LUGAR ERRADO

Dir. Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti

70 min . 35mm . 2011 . CE/DF/RJ

Durante uma noite o reencontro de quatro amigos será marcado por um jogo de mentiras e verdades com consequências inesperadas. Filme realizado a partir da peça “Eutro” dirigida por Rodrigo Fischer. 

21h40              Classificação: 16 anos 

SALA DE MILAGRES

Dir. Cláudio Marques, Marília Hughes

13 min . HD . 2011 . BA

Um dia e uma noite na romaria de Bom Jesus da Lapa.

 

AS HIPER-MULHERES

Dir. Carlos Fausto, Leonardo Sette, Takumã Kuikuro

80 min . HD . 2011 . PE

Temendo a morte da esposa idosa, um velho pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa, cantar mais uma última vez. As mulheres do grupo começam os ensaios enquanto a única cantora que de fato sabe todas as músicas se encontra gravemente doente.

 

Segunda-feira, 24 de outubro 

18h00         Classificação: 16 anos 

CORPO PRESENTE

Dir. Marcelo Pedroso

21 min . 35mm . 2011 . PE

Quando estamos diante de algo que, sabemos, vai desaparecer.

 

NÁUFRAGOS

Dir. Gabriela Amaral Almeida, Matheus Rocha

15 min . 35mm . 2010 . BA/SP

Odete tenta adivinhar onde o marido teria se escondido. Mas não há esconderijo possível.

 

PRA EU DORMIR TRANQUILO

Dir. Juliana Rojas

15 min . 35mm . 2011 . SP

Luís é um garoto de 8 anos. Dora, sua babá, faleceu há poucas semanas. Quando Dora reaparece escondida no armário de Luís, o menino precisa realizar grandes esforços para saciar a fome da babá.  

O HÓSPEDE

Dir. Anacã Agra, Ramon Porto Mota

17min. HD . 2011 . PB

Em uma pousada no interior da Paraíba, um estranho hóspede e um incidente misterioso deixam o proprietário inquieto e obcecado em descobrir quem é aquele homem e o que ele está fazendo ali.

 

MENS SANA IN CORPORE SANO

Dir. Juliano Dornelles

21 min . 35mm . 2011 . PE

Garra, disciplina, tenacidade, força física e obediência. Estes são os tesouros guardados para que tenhamos uma vida mais plena e saudável. O seu corpo agradece!  

20h00            Classificação: livre 

OMA

Dir. Michael Wahrmann

22 min . HD . 2011 . Brasil(SP)/Uruguai

Ela fala alemão, eu falo espanhol. Ela não escuta, eu não entendo.

 

O CORTE DO ALFAIATE

Dir. João Castelo Branco

69 min . HD . 2011 . PR

O corte do alfaiate é um documentário etnográfico sobre a prática da alfaiataria que parte do trabalho do alfaiate, de suas técnicas e de seus saberes, para versar sobre os valores incorporados e expressos na confecção de ternos sob medida. Entre paletós e calças que são riscados, cortados e montados, o filme mostra a alfaiataria com suas transformações, tensões entre moda e tradição, inovações tecnológicas e manutenção da técnica artesanal. 

22h  Classificação: 16 anos 

DJALIOH

Dir. Ricardo Miranda

80 min . HD . 2011 . RJ

Djalioh é um ser estranho. Nascido no Brasil vai para  França aos 16 anos. Incompreendido pela sociedade, sofre por amar Adèle, que está de casamento marcado com o primo Paul, Pai de criação de Djalioh. O filme é uma adaptação livre do conto “QuidQuid Volueris – estudos psicológicos”, de Gustave Flaubert, escrito em 1837.

 

Terça-Feira, 25 de outubro 

18h  Classificação: 16 anos 

ARDOR IRRESISTÍVEL

Dir. Ava Gaitán Rocha

74 min . HD . 2011 . RJ

Em dezembro de 2007, o espetáculo “Os Sertões” do Teatro Oficina, é apresentado em Canudos, a cidade fundada por Antônio Conselheiro e massacrada pelo então recém-formado exército brasileiro no ano de 1987. “Ardor Irresistivel” revela a relação do teatro com o povo sertanejo, numa experiência de incorporação e transcriação da memória e do presente. Um filme construído em mutirão, um musical épico de guerra e arte.

 

19h40    Classificação: 10 anos 

A BOATE AZUL

Dir. Cássio Pereira dos Santos

14 min . HD . 2011 . MG

Juliana e Edgar são casados e moram em Cruzeiro da Fortaleza, interior de Minas Gerais. Assim como centenas de pessoas da região, o casal tira seu sustento do árduo trabalho nas lavouras de café. Este filme é um pequeno retrato do cotidiano do casal em época de colheita.

 

ESTRADEIROS

Dir. Sergio Oliveira, Renata Pinheiro

79 min . HD . 2011 . Brasil(PE)/Argentina

Terra à vista. 

21h45            Classificação: 16 anos

 

O HOMEM QUE NÃO DORMIA

Dir. Edgard Navarro

98 min . 35mm . 2011 . BA

Cinco habitantes de um lugarejo remoto são acometidos pelo mesmo pesadelo. A chegada de um peregrino de origem misteriosa irá deflagrar o conflito interno em que vivem, determinando uma ruptura radical em suas vidas.

 

Quarta-Feira, 26 de outubro 

18h00           Classificação: 12 anos

 

O FILME DE LAURA

Dir. Fellipe Gamarano Barbosa

76 min . HD . 2011 . RJ

Conheci Laura em 2000, quando tinha 19 anos e havia acabado de chegar em Nova York para estudar cinema. Lembro que foi numa pré-estreia, mas discordamos do filme. Eu sorri para ela, ela sorriu para mim. Foi como um reconhecimento do futuro: de tudo o que viveríamos juntos. Logo tive a ideia de torná-la personagem de um filme. Ela disse que não e aos poucos se esvaiu da minha rotina. Quase dez anos depois, liguei para Laura e disse que estava voltando para o Brasil. Sugeri mais uma vez o filme, quase sem esperança. Laura concordou.

 

19h40     Classificação: 18 anos

 

OVOS DE DINOSSAURO NA SALA DE ESTAR

Dir. Rafael Urban

12 min . HD . 2011 . SP

Ragnhild Borgomanero, 77 anos, estudou fotografia HD e fez cursos de Photoshop e Premiere para manter viva a memória de seu falecido esposo, Guido, com quem reuniu a maior coleção particular de fósseis da América Latina.

 

STROVENGAH – TODOS OS OLHOS

Dir. André Sampaio

88 min . HD . 2011 . RJ

Pedro e Marcela vivem voluntariamente isolados em decadente casa no alto de uma serra de exuberante e selvagem beleza natural. Ele, um ex-publicitário, dedica-se a escrever um romance. Ela, eterna aspirante a cantora, deixa-se levar pelas obsessões do amante. Uma insólita comitiva de bonecos manequins, encomendados por Pedro para servir de inspiração na redação de seu livro, acaba por transtornar a vida do casal.

 

21h50    Classificação: 12 anos 

NÚMERO ZERO

Dir. Claudia Nunes

22min . HD . 2010 . GO

A ONU estima a população mundial de meninos de rua em 150 milhões. Destes, cerca de 40% são sem teto, porcentagem sem precedentes na história da civilização. Na América Latina, eles são 40 milhões. No Brasil, meninos e meninas de rua goianos encantaram-se tanto por uma câmera usada em uma oficina de video que apropriaram-se dela para contar suas estórias. Essa experiência ocorreu em 1990. Esse filme é a primeira tentativa de reencontrá-los para descobrir o que aconteceu em suas vidas e contar novas estórias.

 

ROMANCE DE FORMAÇÃO

Dir. Julia De Simone

77 min . HD . 2011 . RJ

Romance de Formação acompanha jovens que carregam consigo a responsabilidade de crescer dentro de grandes instituições acadêmicas. Quatro estudantes vivem, no dia-a-dia, seus sonhos e anseios de uma vida e profissão de grandes realizações. Nesse percurso, eles alcançam muitas conquistas e deixam para trás várias ilusões.

 

Quinta-Feira, 27 de outubro 

19h00   Classificação: 16 anos 

AS HORAS VULGARES

Dir. Rodrigo de Oliveira, Vitor Graize

120 min . HD . 2011 . ES

Na noite vazia da cidade de Vitória, uma jornada pela memória e pelo desencanto.

 

21H30 – SESSÃO DE ENCERRAMENTO (premiação seguida de exibição)

Classificação: 10 anos

 

O GERENTE

Dir. Paulo Cezar Saraceni

81 min . HD . 2011 . RJ

Filme baseado no Conto homônimo de Carlos Drummond de Andrade, o filme fala de um gerente de banco que tinha o fetiche de morder a mão das mulheres da sociedade. 

 

INSTITUTO MOREIRA SALLES 

Sábado, 5 de novembro 

14h00       Classificação: 14 anos 

TESTEMUNHA 4 (estreia nacional/em competição)

Dir. Marcelo Grabowsky

67 min . HD . 2011 . RJ

Uma personagem, uma atriz e o passar das horas em um interrogatório do Holocausto 

15h30     Classificação: 16 anos 

CORPO PRESENTE (estreia nacional/em competição)

Dir. Marcelo Toledo, Paolo Gregori

75 min . HD . 2011 . SP

Cynthia adora dançar. Trabalha como manicure em um pequeno salão de beleza da Rua Augusta. Está juntando dinheiro para estudar butoh no Japão. Alberto é agente funerário. Enquanto foge dos agiotas, tenta escapar da realidade com o uso de remédios. Beatriz trabalha na fábrica, em meio período. Adora tatuagens e nunca realiza seus desejos. À noite uma tempestade cai sobre a cidade.

 

17h00   Classificação: livre

 

O CORTE DO ALFAIATE (estreia nacional/em competição)

Dir. João Castelo Branco

69 min . HD . 2011 . PR

O corte do alfaiate é um documentário etnográfico sobre a prática da alfaiataria que parte do trabalho do alfaiate, de suas técnicas e de seus saberes, para versar sobre os valores incorporados e expressos na confecção de ternos sob medida. Entre paletós e calças que são riscados, cortados e montados, o filme mostra a alfaiataria com suas transformações, tensões entre moda e tradição, inovações tecnológicas e manutenção da técnica artesanal.

 

18h30   Classificação: 10 anos

 

O GERENTE

Dir. Paulo Cezar Saraceni

81 min . HD . 2011 . RJ

Filme baseado no Conto homônimo de Carlos Drummond de Andrade, o filme fala de um gerente de banco que tinha o fetiche de morder a mão das mulheres da sociedade.  

Domingo, 6 de novembro 

14h30   Classificação: 18 anos 

STROVENGAH – TODOS OS OLHOS (estreia nacional/em competição)

Dir. André Sampaio

88 min . HD . 2011 . RJ

Pedro e Marcela vivem voluntariamente isolados em decadente casa no alto de uma serra de exuberante e selvagem beleza natural. Ele, um ex-publicitário, dedica-se a escrever um romance. Ela, eterna aspirante a cantora, deixa-se levar pelas obsessões do amante. Uma insólita comitiva de bonecos manequins, encomendados por Pedro para servir de inspiração na redação de seu livro, acaba por transtornar a vida do casal.

 

16h30   Classificação: livre

 

ESTRADEIROS (estreia nacional/em competição)

Dir. Sergio Oliveira, Renata Pinheiro

79 min . HD . 2011 . Brasil(PE)/Argentina

Terra à vista.

 

18h00   Classificação: 16 anos

 

INCÊNDIO

Dir. Karen Akerman, Miguel Seabra Lopes

23 min . HD . 2011 . Brasil(RJ)/Portugal

A melhor aula termina com uma lição.

NO LUGAR ERRADO (estreia nacional/em competição)

Dir. Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti

70 min . 35mm . 2011 . CE/DF/RJ

Durante uma noite o reencontro de quatro amigos será marcado por um jogo de mentiras e verdades com consequências inesperadas. Filme realizado a partir da peça “Eutro” dirigida por Rodrigo Fischer. 

19h00   Classificação: 12 anos

 

VOU RIFAR MEU CORAÇÃO (estreia no RJ)

Dir. Ana Rieper

76min . HD . 2011 . RJ

Uma viagem ao imaginário afetivo brasileiro a partir da obra dos principais nomes da música romântica, também conhecida como brega, cujas letras formam verdadeiras crônicas dos dramas e alegrias da vida a dois. No filme os temas destas músicas se relacionam com as histórias amorosas de pessoas comuns, que abrem suas casas e corações para contá-las, além de ouvir os principais artistas do gênero.

 

CICLO DE DEBATES 

SEG 24/10   O mundo como palco: naturalismo, teatralidade, performance

mediação de Denilson Lopes

Com Leonardo Sette (As hiper-mulheres), Rodrigo de Oliveira (As horas vulgares), Sergio Borges (O céu sobre os ombros), Tiago Mata Machado (Os residentes), Ricardo Pretti e Rodrigo Fischer (ambos de No lugar errado).

 

TER 25/10   A voz do artista: autoria e resistência

mediação de Daniel Caetano

Com os cineastas Adirley Queirós (A cidade é uma só?), André Sampaio (Strovengah – todos os olhos), Edgard Navarro (O homem que não dormia) e Ricardo Miranda (Djalioh).



 

QUA 26/10  Personagens e autores /personagens-autores

mediação de Carlos Alberto Mattos 

Com Ana Rieper (Vou rifar meu coração), João Castelo Branco (O corte do alfaiate), Julia De Simone (Romance de formação) e Renata Pinheiro (Estradeiros). 

QUI 27/10  A obra multiplicada: mesma matéria, formas diversas

mediação de Daniel Schenker

Com Ava Gaitán Rocha (Ardor irresistível), Fellipe Barbosa (O filme de Laura), Joana Cseko (HU), Marcelo Grabowsky (Testemunha 4) e Marcelo Toledo (Corpo Presente)

Moreira Salles, Guardião da Cultura Brasileira

Acaba de chegar ao Instituto Moreira Salles o acervo pessoal do escritor Carlos Drummond de Andrade. A coleção ainda será submetida a inventário e catalogação mas é composta por livros da biblioteca de Drummond, edições de publicações do próprio escritor, cartas, desenhos, fotos e todas as crônicas que ele escreveu para o Jornal do Brasil, de 1969 a 1984. Todos esses documentos estavam sob os cuidados da família. A coleção ficará sob a guarda do IMS em regime de comodato, por dez anos.

Casa onde nasceram e cresceram Walter Salles e o caçula João Moreira Salles: transformada em Instituto, é hoje um templo onde repousam preciosidades da Cultura Brasileira

Aproveitando o recém-lançamento de Uma pedra no meio do caminho – Biografia de um poema, nova edição do livro concebido pelo próprio Drummond em 1967, ampliada pelo também poeta Eucanaã Ferraz, o Instituto Moreira Salles preparou um vídeo especial para seu site com 11 traduções do poema No meio do caminho

Participaram da produção David Arrigucci Jr., Matthew Shirts, Paulo Schiller, Jean-Claude Bernardet, Carlos Papa, Yael Steiner, Heloisa Jahn, Pieter Tjabbes, Jana Binder, Sidney Calheiros, Laura Hosiasson e Eucanaã Ferraz.

Cinema no Moreira Salles

Durante este outubro, o Instituto Moreira Salles, no Rio, acolhe a mostra Cinema e Arte, exibindo filmes e documentários sobre arte e realizando mesas-redondas para o debate do tema. Amanhã, 12, terça-feira, é a pré-estréia do filme Cildo, dirigido por Gustavo Rosa de Moura sobre o artista plástico Cildo Meireles.

O artista plástico Cildo Meireles: agora, no cinema

Entre os filmes com exibição confirmada, Um retrato de Diego, de Gabriel Figueroa Flores e Diego López; Gilbert & George – artista duplo, de Julian Cole; Downtown 81, de Edo Bertoglio; David Hockney: um grande mergulho, de Jack Hazan; O enigma de um dia e O Pintor, de Joel Pizzini

A curadoria é de José Carlos Avellar.

Programação completa: www.ims.uol.com.br

Mesas-redondas – Programação

Crítica como criação – 16/10 – 17h30 – sábado

Exibição do filme Formas do Afeto – um filme sobre Mário Pedrosa de Nina Galanternick (Brasil, 2010. 35’)

Participações: Frederico Morais, Fernando Cocchiarale e José Carlos Avellar

Há algum tempo que o papel da crítica, seja de artes visuais em particular seja das artes em geral, é posto em xeque tanto por artistas quanto pelo público. Se nas décadas de 50 e 60 a crítica foi um dos motores da criação estética através de parcerias, de cumplicidades e do rigor em suas colocações, hoje em dia ela é vista como espécie de espaço neutro, cuja ressonância criativa é mínima e restrita a pequenos círculos de iniciados. Partindo dessa premissa negativa, a mesa irá expandir o debate sobre esse papel criativo da crítica e sobre sua escassa presença no cotidiano das artes. Se a crítica contemporânea ainda tem o que dizer e colaborar, quais são as novas formas de se posicionar criticamente frente à arte brasileira? Como construir um novo caminho conjunto entre crítica e criação no meio cultural brasileiro?

Após o debate será exibido o filme 5+5+.

Arte, política e nacionalismo – 23/10 – 17h30 – sábado

Participações: Moacir dos Anjos, Cildo Meireles e Carlos Vergara

Tema amplo e multifacetado, as relações entre arte e política são cada vez mais atuais no debate cultural contemporâneo. Em uma época sem inimigos públicos ou ditaduras, a relação de artistas e intelectuais com a ação política torna-se difusa, porém permanece poderosa. Qual o papel do artista frente os novos temas e atores sociais que se afirmaram na última década do país? Como agregar coletividades ao redor da cultura? A mesa debaterá o tema a partir das diversas transformações que essas duas categorias – arte e política – passaram em nossa história recente.

Antes da mesa-redonda será exibidoSe meu pai fosse de pedra, de Maria Camargo

Arte e espaço público – 30/10 – 17h30 – sábado

Participações: Pedro Rivera e Marcos Chaves.

Hoje em dia, talvez mais do que nunca, as cidades e seus espaços públicos tornaram-se laboratórios criativos para projetos e intervenções. Arquitetos e artistas articulam cada vez mais saberes e fazeres em prol de novas demandas e usos do meio urbano por parte de governos e da população. A mesa apresentará o diálogo produtivo entre a arquitetura e a arte contemporânea, explorando um histórico de eventos públicos e propondo outros percursos criativos possíveis nas artes visuais e na construção do espaço público no Brasil.

Antes da mesa-redonda será exibido O cão louco Mario Pedrosa, de Roberto Moreira (Brasil 1993)

Durante a mostra Cinema e Arte será lançado um pack especial do projeto Retratos Contemporâneos da Arte, reunindo o filmes Fernando Lemos: Atrás da imagem (direção de Guilherme Coelho), 5+5+ (direção de Rodrigo Lamounier) e o próprio Cildo. Todos os filmes foram produzidos pela Matizar Filmes.

Retratos Contemporâneos da Arte

5+5+

Direção: Rodrigo Lamounier

Por onde anda uma obra de arte? Quais são os caminhos que um trabalho – ou uma série de trabalhos – pode seguir ao longo da vida de quem o adquiriu? O documentário 5+5+ mostra o percurso que cinco serigrafias de Carlos Vergara fizeram desde o momento de sua aquisição até a atualidade. O filme aponta o que as obras representam para os seus donos, um deles o cineasta e colecionador Ivan Cardoso. “A primeira serigrafia que eu comprei foi a do Vergara e custou 15 cruzeiros. Foi engraçado porque eu paguei para adquirir o Vergara e não a obra dele. Paguei em cinco vezes para ser seu amigo… e realmente depois disso nunca mais nos separamos”, lembra Ivan.

Cildo

Direção: Gustavo Rosa de Moura

O documentário Cildo foca na obra e no pensamento do artista plástico Cildo Meireles – figura central na arte contemporânea brasileira. Fruto de quatro anos de filmagens, o documentário teve pré-estréia mundial nos dias 09 e 11 de janeiro de 2009, na sala de cinema da Tate Modern, em Londres, durante o último final de semana da grande retrospectiva do artista neste prestigioso espaço.

Artista conceitual que se destacou no final dos anos 60, Cildo Meireles trabalha principalmente com instalações de grandes dimensões. O filme se torna um importante meio de compreensão de seu trabalho, na medida em que reúne várias de suas obras, espalhadas por diversas exposições. E possibilita ainda que o público brasileiro compartilhe desse momento histórico, que é sua retrospectiva na Tate. “Através do audiovisual, procuramos oferecer uma imersão nas obras do Cildo, para que o público possa experimentar uma outra forma de contato com seus trabalhos”, ressalta Gustavo Rosa de Moura.

Fernando Lemos: Atrás da imagem

Direção: Guilherme Coelho

Um encontro com a vida e a obra de Fernando Lemos – fotógrafo, pintor, desenhista, artista gráfico e poeta português radicado há 50 anos no Brasil, para onde veio fugindo da ditadura de Salazar. O filme explora sua história pessoal e política, as influências, sua visão artística e seu acervo pessoal de obras de arte.

Programação de filmes

Sexta-feira – 8 de outubro
14h – A obra de arte – de Marcos Ribeiro (Brasil 2010)
15h30 – O mistério Picasso (Le mystère Picasso) – de Henri Georges Clouzot (França 1956)
17H – Luz Negra – de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska (Brasil 2002)
Yves Klein, a revolução azul (Yves Klein, la révolution bleu) – de François Levy Kuentz (França 2006)
18h30 – 5+5+ – de Rodrigo Lamounier (Brasil 2010)
20H – David Hockney: um grande mergulho (A bigger splash) – de Jack Hazan (Inglaterra 1973)

Sábado – 9 de outubro
14h – Guernica (Guernica) – de Robert Hessens e Alain Resnais (França 1950)
Fernando Lemos, atrás da imagem – de Guilherme Coelho (Brasil 2006)
15h30 – Downtown 81 (Downtown 81) – de Edo Bertoglio (EUA 2001)
17h – Krajberg, o poeta dos vestígios – de Walter Salles (Brasil 1987)
18h30 – 5+5+ – de Rodrigo Lamounier (Brasil 2010)
20h – O decamerão (Il decamerone) – de Pier Paolo Pasolini (Itália 1971)

Domingo – 10 de outubro
14h – Goya (Goya em Burdeos) – de Carlos Saura (Espanha 1999)
16h – A barriga do arquiteto (The belly of the architect) – de Peter Greenaway (Inglaterra 1986)
18h – El pintor tira el cine a la basura (Brasil 2008)
Concerto para clorofila (Brasil 2004)
Word World (Brasil 2001)
Da janela do meu quarto (Brasil 2004)
Otto – eu sou um outro (Brasil 1998)
Between – inventário de pequenas mortes (Brasil 2000)
Mestre da Gambiarra (Brasil 2008)
Todos os filmes são de Cao Guimarães
20h – A obra de arte – de Marcos Ribeiro (Brasil 2010)

Terça-feira – 12 de outubro
14h – Fernando Lemos, atrás da imagem – de Guilherme Coelho (Brasil 2006)
Cildo Meireles: gramática do objeto – de Luiz Felipe Sá (Brasil 2000)
Iole de Freitas: ar ativado – de Luiz Felipe de Sá (Brasil 2000)
16h – 5+5+ – de Rodrigo Lamounier (Brasil 2010)
O pintor – de Joel Pizzini (Brasil 1995)
18h – Quimera – de Tunga e Eryk Rocha (Brasil 2004)
Downtown 81 (Downtown 81) – de Edo Bertoglio (EUA 2001)
20h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)

Quarta-feira – 13 de outubro
14h – Rastros, pegadas de mulher (Traces, empreintes de femmes) – de Katy Ndiaye (França/Bélgica/Burkina Faso/Senegal 2003)
As estátuas também morrem (Les staues meurent aussi) – de Chris Marker e Alain Resnais (França 1953)
16h – 5+5+ – de Rodrigo Lamounier (Brasil 2010)
O enigma de um dia – de Joel Pizzini (Brasil 1996)
O Pintor (Brasil 1995)
19h – Terra deu terra come – de Rodrigo Siqueira (Brasil 2010)
Sessão realizada em parceria com a Abraci – Associação Brasileira de Cineastas e seguida de debate com o realizador

Quinta-feira – 14 de outubro
14h – Obra de arte – de Marcos Ribeiro (Brasil 2010)
15h30 – O mistério Picasso (Le mystère Picasso) – de Henri Georges Clouzot (França 1956)
17h30 – O enigma de um dia – de Joel Pizzini (Brasil 1996)
Eduardo Kac: oito diálogos – de Bruno Viana (Brasil 2000)
Nuno Ramos: acidente geográfico – de Eder Santos (Brasil 2000)
Ernesto Neto: Nós pescando o tempo – de Karen Harley (Brasil 2000)
20h – Fernando Lemos, atrás da imagem – de Guilherme Coelho (Brasil 2006)
Sessão seguida de debate com Fernando Lemos

Sexta-feira – 15 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – O pintor – de Joel Pizzini (Brasil 1995)
16h30 – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
18h – Rastros, pegadas de mulher (Traces, empreintes de femmes) – de Katy Ndiaye (França/Bélgica/Burkina Faso/Senegal 2003)
As estátuas também morrem (Les staues meurent aussi) – de Chris Marker e Alain Resnais (França 1953)
20h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)

Sábado – 16 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – El pintor tira el cine a la basura (Brasil 2008)
Concerto para clorofila (Brasil 2004)
Word World (Brasil 2001)
Da janela do meu quarto (Brasil 2004)
Otto – eu sou um outro (Brasil 1998)
Between – inventário de pequenas mortes (Brasil 2000)
Mestre da Gambiarra (Brasil 2008)
Todos os filmes são de Cao Guimarães
17h30 – Formas do afeto: um filme de Mario Pedrosa – de Nina Galanternick (Brasil 2010) – Sessão seguida de mesa redonda
20h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)

Domingo – 17 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – Ferreira Gullar: a necessidade da arte – de Zelito Viana (Brasil 2009)
16h30 – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
18h – O contrato do desenhista (The draughtsman´s contract) – de Peter Greenway (Inglaterra 1982) – cópia com legenda em espanhol
20h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)

Quarta-feira – 20 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – Luz Negra – de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska (Brasil 2002)
Yves Klein, a revolução azul (Yves Klein, la révolution bleu) – de François Levy Kuetz (França 2006)

Quinta-feira – 21 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – Fernando Lemos, atrás da imagem – de Guilherme Coelho (Brasil 2006)
17h – Sessão dupla
The Killer, o matador (The Killer) – De John Woo (EUA 1989)
Cães de alugel (Reservoir dog) – de Quentin Tarantino (EUA 1992)
Exibição seguida debate

Sexta-feira – 22 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – Goya (Goya em Burdeos) – de Carlos Saura (Espanha 1999)
17h30 – Rastros, pegadas de mulher (Traces, empreintes de femmes) – de Katy Ndiaye (França/Bélgica/Burkina Faso/Senegal 2003)
18h30 – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
20h – Um retrato de Diego (Um retrato de Diego) – de Gabriel Figueroa Flores e Diego López Rivera (México 2007)

Sábado – 23 de outubro
14h – O decamerão (Il decamerone) – de Pier Paolo Pasolini (Itália 1971)
16h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
17h30 – Se meu pai fosse de pedra – de Maria Camargo (Brasil 2009)
Sessão seguida de mesa-redonda
20h – David Hockney: um grande mergulho (A bigger splash) – de Jack Hazan (Inglaterra 1973)

Domingo – 24 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – Gilbert e George (Gilbert & George( – de Julian Cole (Inglaterra 2007)
18h – Formas de afeto: um filme sobre Mario Pedrosa – de Nina Galanternick (Brasil 2010)
Carlos Fadon Vicente – de Luiz Duva (Brasil 2000)
Carmela Gross (Brasil 2000)
20h – Um retrato de Diego (um retrato de Diego) – de Gabriel Figueroa Flores e Diego Lopez Rivera (México 2007)

Terça-feira – 26 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
Luz Negra – de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska (Brasil 2002)
16h – 5+5+ – de Rodrigo Lamounier (Brasil 2010)
O enigma de um dia – de Joel Pizzini (Brasil 1996)
18h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
Luz Negra – de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska (Brasil 2002)
20h – Gilette azul – de Miriam Chnaiderman (Brasil 2002)
5+5+ = de Rodrigo Lamounier (Brasil 2010)

Quarta-feira – 27 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
Guernica (Guernica) – de Robert Hessens e Alain Resnais (França 1950)
16h – Rastros, pegadas de mulher (Traces, empreintes de femmes) – de Katy Ndiaye (França/Bélgica/Burkina Faso/Senegal 2003)
As estátuas também morrem (Les staues meurent aussi) – de Chris Marker e Alain Resnais (França 1953)
18h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
Guernica (Guernica) – de Robert Hessens e Alain Resnais (França 1950)
20h – Goya (Goya em Burdeos) – de Carlos saura (Espanha 1999)

Quinta-feira – 28 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – A barriga do arquiteto (the belly of the architect) – de Peter Greenaway (Inglaterra 1986)
17h30 – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
20h – O contrato do desenhista (The draughtsman´s contract) cópia com legenda em espanhol

Sexta-feira – 29 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
16h – Gilette azul – de Miriam Chnaiderman (Brasil 2002)
5+5+ = de Rodrigo Lamounier (Brasil 2010)
18h – Formas de afeto: um filme sobre Mario Pedrosa – de Nina Galanternick (Brasil 2010)
Ferreira Gullar: a necessidade da arte – de Zelito Viana (Brasil 2009)
20h – Se meu pai fosse de pedra – de Maria Camargo (Brasil 2009)
Krajcberg, o poeta dos vestígios – de Walter Salles (Brasil 1987)
As estátuas também morrem (Les staues meurent aussi) – de Chris Maker e Alains Resnais (França 1953)

Sábado – 30 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – Gilbert & George (Gilbert & George) – de Julian Cole (Inglaterra 2007)
17h30 – O cão louco Mario Pedrosa – de Roberto Moreira (Brasil 1993)

Sessão seguida de mesa-redonda
20h – A crítica como criação: Frederico Moraes – de Guilherme Coelho (Brasil 2010)

Domingo – 31 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – Se meu pai fosse de pedra – de Maria Camargo (Brasil 2009)
Krajcberg, o poeta dos vestígios – de Walter Salles (Brasil 1987)
As estátuas também morrem (Les staues meurent aussi) – de Chris Maker e Alains Resnais (França 1953)
17h30 – A barriga do arquiteto (the belly of the architect) – de Peter Greenaway (Inglaterra 1986)
20h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)

Terça-feira – 2 de novembro
14h – O decamerão (Il decamerone) – de Pier Paolo Pasolini (Itália 1971)
16h – Gilbert & George (Gilbert & George) – de Julian Cole (Inglaterra 2007)
18h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
20h – David Hockney: um grande mergulho (A bigger splash) – de Jack Hazan (Inglaterra 1973)

Quarta-feira – 3 de novembro
14h – Downtown 81 (Downtown 81) – de Edo Bertoglio (EUA 2001)
16h – O contrato do desenhista (The draughtsman´s contract) cópia com legenda em espanhol
18h – O decamerão (Il decamerone) – de Pier Paolo Pasolini (Itália 1971)
20h – A crítica como criação: Frederico Moraes – de Guilherme Coelho (Brasil 2010)

Instituto Moreira Salles
Rua Marquês de São Vicente 476 – Gávea
Tel: 21. 3284-7400 http://www.ims.uol.com.br
Ingressos Mostra Cinema e Arte: R$ 10,00
Participação mesas redonda: entrada franca
Coordenação do IMS-RJ: Elizabeth Pessoa.
Assessoria de coordenação: Bárbara Alves Rangel.
Curador da programação do cinema: José Carlos Avellar

Moacyr Fenelon no Instituto Moreira Salles

Querida ALICE GONZAGA responsável pelo importante acervo Cinédia – convida para importante homenagem à memória do cineasta Moacyr Fenelon…

 
Programação será possível pela união de forças devotadas à preservação da memória audiovisual brasileira: Petrobrás, Insituto Moreira Salles, Instituto para a Preservação da Memória do Cinema  Brasileiro e Abraci (Associação Brasileira de Cineastas).
 
A mostra de filmes e debates começam quarta, 18 de agosto, no Instituto Moreira Salles, na Gávea (Rio), com apoio substancial da Petrobrás – que possibilitou este meritório resgate – e tem entrada franca.
Uma ótima pedida para estudantes, profissionais da área e apreciadores da Sétima Arte.
 
 

 

Imprensa Oficial Convida à Leitura

 

 

A magia dos livros na mostra

“Imprensa Oficial, Um Convite à Leitura”, em cartaz

a partir de  sábado na Estação Pinacoteca

 

 

 

A exposição terá mais de 300 livros de várias áreas do conhecimento, resenhas, frases, fotos e textos de autores e artistas, além de vitrines com raridades, processos e projetos gráficos e objetos ligados ao mundo da leitura, das artes, ciências, história e literatura. No Espaço do Leitor, os visitantes poderão folhear e conhecer as obras, algumas já esgotadas. O tema central da mostra envolve o universo dos livros, leitura, linguagem, biblioteca, palavras. Entre os destaques, o belíssimo Livro das Horas de Dom Fernando, de aproximadamente 1378, produzido em edição facsimilar. 

A partir deste sábado, 3, a Estação Pinacoteca vai se transformar em palco para o livro, protagonista principal da exposição Imprensa Oficial –  Um Convite à Leitura.

Com mais de 300 títulos, distribuídos por 400 m², a exposição trará belíssimas edições representando 18 áreas do conhecimento, com os livros em exposição, todos resenhados, fotos, frases e textos de prestigiados autores e artistas editados pela Imprensa Oficial. A curadoria é de Cecília Scharlach, coordenadora editorial da Imprensa Oficial. O arquiteto Haron Cohen assina a direção de arte e a produção gráfica é Alex Wissenbach, da PW Editores. A exposição poderá ser visitada até  15 de agosto na Estação Pinacoteca, Largo General Osório, 66, 3º andar, Centro. 

Ferreira Gullar, Paulo Vanzolini, Carybé, Renina Katz, Maria Bonomi, Maureen Bisiliat, Machado de Assis, Lasar Segall, Jorge Schawrtz, Oswald de Andrade, Alberto da Costa e Silva, William Faulkner, Oscar Niemeyer e Jorge Luis Borges estarão presentes na exposição, com livros, imagens e textos estrategicamente situados para atrair o olhar e curiosidade do leitor.  Com o foco nos temas palavras, linguagem, leitura e biblioteca, a mostra terá, ainda, 163 títulos da Coleção Aplauso e várias outras coleções publicadas pela Imprensa Oficial.

O presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Hubert Alquéres, destaca o objetivo da iniciativa: “Tivemos o prazer de receber o convite da Estação Pinacoteca para montar essa exposição e queremos dar a nossa contribuição colocando à disposição do público, parte dos mais belos e procurados livros publicados pela empresa, muitos em coedição com universidades e instituições culturais. Nossa proposta é criar ambientes para instigar os visitantes e provocar  sua interação com a linguagem e a palavra”.

A curadora da mostra, Cecília Scharlach, explica que haverá também um espaço especial para os leitores e quatro vitrines com prêmios, peças gráficas, como convites, marcadores de páginas, postais e bonecos mostrando o processo de produção do livro até a impressão.  Em uma das vitrines estará exposto o Livro de Horas de Dom Fernando, obra considerada um divisor de águas nos sistemas de gravação e impressão da Imprensa Oficial. “Os livros constantes da mostra são resultado de edições próprias da Imprensa Oficial, e também de nossas parcerias com editoras universitárias (Edusp, Edugmg, Unicamp, UnB, Eduel etc.) e insitutições culturais, como a Biblioteca Nacional, a Pinacoteca do Estado, Academia Brasileira de Letras, o Museu Afro Brasil, o Instituto Tomie Ohtake, o Instituto Moreira Salles, entre outros. Há ainda edições institucionais de interesse gráfico-editorial. Outra novidade é o lançamento ainda nesta semana: a caixa com os jornais Ex, resgate de nossa memória histórica, jornalística e política.” 

Frases de João Guimarães Rosa, Silviano Santiago, José Saramago,  Jean-Paul Sartre, Graciliano Ramos, Julio Cortázar, William Shakespeare, Jorge Luis Borges, Victor Hugo e António Lobo Antunes, entre outros grandes escritores, ajudam a despertar e a consolidar a paixão pela leitura. De Guimarães Rosa, por exemplo, a escolhida foi: “Toda ação principia mesmo é por uma palavra pensada”.

Os livros selecionados representam várias áreas do pensamento e literatura: Artes; Arquitetura, Urbanismo, Meio Ambiente e Design; Fotografia; Ciências; Literatura; Cinema, Teatro, Dança e Música; História e Jornalismo; Coleção Aplauso (Perfil, Especial, Cinema Brasil, Roteiros, Televisão, Teatro Brasil e Crítica); Coleção Gilberto Freyre; Coleção Uspiana; Coleção Artistas da USP; Coleção Crítica e Modernidade; Coleção Palco Sur Scène; Coleção Formação da Estética; Coleção Artistas Brasileiros; Coleção Inventário Deops; Coleção Imprensa em Pauta.

Entre os destaques, duas produções da Imprensa Oficial vencedoras do título de Livro do Ano, mais disputado prêmio literário brasileiro, concedido pela Câmara Brasileira do Livro: Resmungos, de Ferreira Gullar em 2007 e Monteiro Lobato livro a livro – Obra infantil , em 2009, de Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini

Em todo acervo,  há obras premiadas e de excelência gráfica como Arte sacra colonial: barroco memória viva; Cadernos de desenho (Tarsila do Amaral), Caixa Modernista (organização de Jorge Schawartz, Maria Bonomi): da gravura à arte pública, Mestres do modernismo, Roupa de artista: o vestuário na obra de arte, Igrejas paulistas:  barroco e rococó, Um olhar sobre o design brasileiro, Clarice: fotobiografia, Fotógrafos franceses em São Paulo na primeira metade do século XX, Joias da Mata Atlântica, Coleção Multiclássicos; Dossiê ditadura: mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985(), Escritos sobre arte, Tinhorão, o legendário; Impressões de Carybé nas suas visitas ao Benin (1969-1987), Noivas da seca: cerâmica popular do vale do Jequitinhonha, Catedral da Sé De humani corporis fabrica. Epítome. Tabulae sex.

 

Da Coleção Aplauso, serão 163 títulos, dos mais atuais como Sérgio Ricardo – canto vadio  e Célia Helena – uma atriz visceral, passando pelo vencedor do Jabuti, Raul Cortez: sem medo de se expor  até os primeiros editados, como Sérgio Cardoso: imagens de sua arte ou Maria Della Costa: seu teatro, sua vida.

Outra atração será o quiosque para venda de todas as edições da Imprensa Oficial, montado ao lado da Cafeteria, no piso térreo. Os livros serão vendidos com desconto para professores e funcionários públicos.

LIVRO DAS HORAS 

O destaque da mostra é O Livro de Horas de Dom Fernando, de 1378, em edição fac-similar a partir de seu original conservado no acervo da Fundação Biblioteca Nacional. Orações em latim com caracteres góticos e iluminação atribuída ao artista italiano Spinello Spinelli compõem a obra, coedição da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e da Fundação Biblioteca Nacional, em tiragem reduzida e numerada manualmente.

O exemplar vem acondicionado em caixa e acompanhado de “A imagem e a semelhança: o Livro de horas de Dom Fernando”. Esta publicação traz ensaios de Vera Lúcia Miranda Faillace a respeito dos livros de horas e uma reflexão de Luiz Armando Bagolin sobre o trabalho do pintor e do fotógrafo na utilização de cores e luz, ressaltando a reprodução com qualidade do original nesta edição fac-similar. Bagolin ainda constrói um memorial em torno da produção do livro, anotando detalhes do estudo de cores e das discussões a respeito da aplicação de ouro ou tinta metálica na impressão.

O códice encomendado por dom Fernando, rei de Portugal, desperta enorme interesse nos pesquisadores por sua beleza, elevada qualidade artística e história. Os motivos de este ser o destaque da coleção de livros de horas da Biblioteca Nacional tornam-se evidentes ao se folhear esta edição. Há imagens e cercaduras magníficas, miniaturas, bordaduras, iluminuras, sutilezas de cores se desdobrando em semitons, o realce do lápis-lazúli e o ouro aposto sem parcimônia sobre o pergaminho, reproduzidos com excelência na edição fac-similar.

 SERVIÇO 

Exposição de Livros da Imprensa Oficial na Estação Pinacoteca.

A partir de sábado (03) de julho até 15 de agosto.

Estação Pinacoteca
Largo General Osório,66 – Centro – Tel. 11 3335-4990
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h
Ingresso combinado (Pinacoteca e Estação Pinacoteca): R$ 6,00 e R$ 3,00 
Grátis aos sábados | Estudantes com carteirinha pagam meia entrada.
Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60  não pagam.

POEMÚSICA

 

A poesia concreta se materializou em sua expressão mais onírica  na noite chuvosa de anteontem, no Instituto Moreira Salles, com o genial POEMÚSICA, espetáculo multimídia que reunia Augusto de Campos e seus versos imagéticos, Cid Campos, filho de Augusto e responsável por recriá-los em som, e a voz e delicadeza de Adriana Calcanhotto. Foi uma ode a Augusto, que mostrou fôlego de garoto, apesar de seus quase 80 anos, em uma hora e meia de recital, no qual intercalava seus versos, inspirações, referências e causos dos mais de 50 anos dedicado ao brincar com palavras e imagens.

“Obrigado a todos que tiveram a paciência e a audácia de estarem aqui nesse encontro indefinível e inclassificável”, disse o paulistano Augusto, presença rara em terras cariocas. A música permeava todo o espetáculo, tendo Adriana funcionando quase como um alterego de Augusto, pois a gaúcha-intelectual já gravou alguns poemas do concretista tanto em sua carreira como Calcanhotto quanto em sua versão infantil, Partimpim.

Poeta JORGE SALOMÃO traduz emoção do POEMÚSICA 

A platéia reunia Antônio Cícero, Giulia Gam, Jorge Salomão, Chacal e Susana de Moraes, entre outros. “O que vivemos com o trio Augusto/Cid/Adriana foi uma noite extraordinária. E cito Heiddeger: ‘o extraordinário é a morada da poesia’”, disse Jorge Salomão.

Já Danielle Jensen, que sempre veste Adriana em seus shows, saiu quase sem palavras pós-Poemúsica: “Vivi um prazer desconhecido. Um soco no estômago”.Talvez não um soco, mas uma boa sacudida, com certeza, todos que estavam no Moreira Salles levaram. Pois não dá para sair incólume depois tanta genialidade aliada a citações de Kilkerry, Lewis Carrol, Emily Dickinson e o trio cantando-recitando, em provençal e português o L’olors d’enoi gandres, escrito pelo trovador Arnaut Daniel, no século 12.

* Texto de Heloísa Tolipan

Quase na hora de É TUDO VERDADE

A abertura da 15ª edição do festival internacional de  documentários É Tudo Verdade será feita pela estréia brasileira do novo filme de José Padilha, Segredos da Tribo. Nele, o diretor de Ônibus 174, Garapa (lançado no festival do ano passado) e Tropa de Elite coloca a antropologia no banco dos réus ao abordar a atuação de pesquisadores entre os ianomâmis da Venezuela nos anos 1960 e 1970.

No Rio, o festival será de 9 a 18 de abril, com entrada franca para todas as sessões. 

Cena do impactante Garapa, Doc de José Padilha, rodado no Ceará

Padilha habilmente contrapõe as versões dos antropólogos, já estas conflitantes entre si, com a dos próprios índios. Em pauta, uma cadeia impressionante de alegações que põem em xeque o respeito dos cientistas à integridade tanto física quanto cultural dos ianomâmis.

“Para iniciar a celebração dos quinze anos, nada como duas aberturas de arromba”, comemora o crítico Amir Labaki, diretor do festival. Em Segredos da Tribo, Padilha elevou a hipnótico thriller humanista uma querela acadêmica. Jamais voltaremos a ver com os mesmos olhos o trabalho de campo dos antropólogos”.

SALAS NO RIO DE JANEIRO

Unibanco Arteplex
Praia de Botafogo, 316 – sala 6 / (21) 2559.8750
(266 lugares)

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66 / (21) 3808.2020
(102 lugares)

Instituto Moreira Salles
Rua Marquês de São Vicente, 476 / (21) 3284.7400
(113 lugares)

Ponto Cine Guadalupe – Guadalupe Shopping
Estrada do Camboatá, 2300 / (21) 3106.9995
(72 lugares)

Cine Santa Teresa
Rua Paschoal Carlos Magno, 136 / (21) 2222.0203
(60 lugares)

Cinemark Downtown
Avenida das Américas, 500 / (21) 2494.5004

Kurosawa no Moreira Salles

Cineasta Akira Kurosawa completaria 100 anos de vida no próximo dia 23 de março. Em homenagem à data, o Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro realizará uma mostra dos filmes do renomado diretor, entre 19 deste e 9 de abril.

A Mostra reunirá 22 títulos de Kurosawa.

Mostra Akira Kurosawa

De 19 de março a 9 de abril

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro (Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea)

Informações: 21 3284-7400

Ingressos: R$ 10 (com direito a meia-entrada)

Programação

Sexta, 19 de março

16h – Yojimbo, de Akira Kurosawa (Japão, 1961, 110 min, digital, 16 anos)

20h – Sanjuro, de Akira Kurosawa (Japão, 1962, 96 min, digital, 12 anos)

Sábado, 20 de março

14h – Dersu Uzala, de Akira Kurosawa (Japão/ Rússia, 1975, 144 min, digital, 12 anos)

19h – Japão, uma viagem no tempo: Kurosawa, pintor de imagens, de Walter Salles (Brasil, 1986, 60 min, digital, livre)

20h – Anjo embriagado, de Akira Kurosawa (Japão, 1948, 98 min, digital, 14 anos)

Domingo, 21 de março

16h30 – Os homens que pisaram na cauda do tigre, de Akira Kurosawa (Japão, 1944, 60 min, digital, 12 anos)

20h – Yojimbo, de Akira Kurosawa (Japão, 1961, 110 min, digital, 16 anos)

Terça, 23 de março

14h – Escândalo, de Akira Kurosawa (Japão, 1950, 104 min, digital, 14 anos)

16h – O idiota, de Akira Kurosawa (Japão, 1951, 166 min, digital, 16 anos)

19h – Japão, uma viagem no tempo: Kurosawa, pintor de imagens, de Walter Salles (Brasil, 1986, 60 min, digital, livre)

20h – Rashomon, de Akira Kurosawa (Japão, 1950, 88 min, digital, 16 anos)

Quarta, 24 de março

14h – Cão danado, de Akira Kurosawa (Japão, 1949, 122 min, digital, 12 anos)

16h15 – Anjo embriagado, de Akira Kurosawa (Japão, 1948, 98 min, digital, 14 anos)

18h – Duelo silencioso, de Akira Kurosawa (Japão, 1949, 95 min, digital, 16 anos)

20h – Sonhos, de Akira Kurosawa (Japão, 1990, 119 min, digital, 12 anos)

Quinta, 25 de março

14h – Escândalo, de Akira Kurosawa (Japão, 1950, 104 min, digital, 14 anos)

16h – Céu e inferno, de Akira Kurosawa (Japão, 1963, 143 min, digital, 14 anos)

20h – Trono manchado de sangue, de Akira Kurosawa (Japão, 1957, 110 min, digital, 16 anos)

Sexta, 26 de março

14h – Homem mau dorme bem, de Akira Kurosawa ( Japão, 1960, 151 min, digital, 12 anos)

16h30 – Dersu Uzala, de Akira Kurosawa (Japão/ Rússia, 1975, 144 min, digital, 12 anos)

19h – Japão, uma viagem no tempo: Kurosawa, pintor de imagens, de Walter Salles (Brasil, 1986, 60 min, digital, livre) – Sessão seguida de debate com Walter Salles.

Sábado, 27 de março

14h – Kagemusha, de Akira Kurosawa (Japão, 1980, 180 min, digital, 12 anos)

17h30 – Rashomon, de Akira Kurosawa (Japão, 1950, 88 min, digital, 16 anos)

20h – Sonhos, de Akira Kurosawa (Japão, 1990, 119 min, digital, 12 anos)

Domingo, 28 de março

14h – Dersu Uzala, de Akira Kurosawa (Japão/ Rússia, 1975, 144 min, digital, 12 anos)

16h30 – Os sete samurais, de Akira Kurosawa (Japão, 1954, 200 min, digital, 10 anos)

20h – Trono manchado de sangue, de Akira Kurosawa (Japão, 1957, 110 min, digital, 16 anos)

Quarta, 31 de março

14h – Homem mau dorme bem, de Akira Kurosawa ( Japão, 1960, 151 min, digital, 12 anos)

17h – Kagemusha, de Akira Kurosawa (Japão, 1980, 180 min, digital, 12 anos)

20h – Não lamento minha juventude, de Akira Kurosawa (Japão, 1946, 110 min, digital, 14 anos)

Quinta, 1 de abril

14h – Viver, de Akira Kurosawa (Japão, 1952, 143 min, digital, 12 anos)

16h30 – Ran, de Akira Kurosawa (Japão, 1985, 162 min, digital, 16 anos)

20h – Japão, uma viagem no tempo: Kurosawa, pintor de imagens, de Walter Salles (Brasil, 1986, 60 min, digital, livre); A.K. Retrato de Akira Kurosawa, de Chris Marker (França, 1985, 75 min, digital com legendas eletrônicas, livre)

Sexta, 2 de abril

14h – Yojimbo, de Akira Kurosawa (Japão, 1961, 110 min, digital, 16 anos)

16h – Sanjuro, de Akira Kurosawa (Japão, 1962, 96 min, digital, 12 anos)

18h – Trono manchado de sangue, de Akira Kurosawa (Japão, 1957, 110 min, digital, 16 anos)

20h – Cão danado, de Akira Kurosawa (Japão, 1949, 122 min, digital, 12 anos)

Sábado, 3 de abril

14h – A fortaleza escondida, de Akira Kurosawa (Japão, 1958, 139 min, digital, 14 anos)

16h30 – Céu e inferno, de Akira Kurosawa (Japão, 1963, 143 min, digital, 14 anos)

19h – Os sete samurais, de Akira Kurosawa (Japão, 1954, 200 min, digital, 10 anos)

Domingo, 4 de abril

14h – Ran, de Akira Kurosawa (Japão, 1985, 162 min, digital, 16 anos)

16h30 – Madadayo, de Akira Kurosawa (Japão, 1993, 134 min, digital, 12 anos)

19h – Kagemusha, de Akira Kurosawa (Japão, 1980, 180 min, digital, 12 anos)

Terça, 6 de abril

14h – Viver, de Akira Kurosawa (Japão, 1952, 143 min, digital, 12 anos)

17h – A fortaleza escondida, de Akira Kurosawa (Japão, 1958, 139 min, digital, 14 anos)

20h – Não lamento minha juventude, de Akira Kurosawa (Japão, 1946, 110 min, digital, 14 anos)

Quarta, 7 de abril

14h – Homem mau dorme bem, de Akira Kurosawa ( Japão, 1960, 151 min, digital, 12 anos)

17h – Os sete samurais, de Akira Kurosawa (Japão, 1954, 200 min, digital, 10 anos) – Sessão seguida de debate com João Luiz Vieira

Quinta, 8 de abril

14h – Madadayo, de Akira Kurosawa (Japão, 1993, 134 min, digital, 12 anos)

17h – A fortaleza escondida, de Akira Kurosawa (Japão, 1958, 139 min, digital, 14 anos)

20h – Trono manchado de sangue, de Akira Kurosawa (Japão, 1957, 110 min, digital, 16 anos)

Sexta, 9 de abril

14h – Cão danado, de Akira Kurosawa (Japão, 1949, 122 min, digital, 12 anos)

16h – Duelo silencioso, de Akira Kurosawa (Japão, 1949, 95 min, digital, 16 anos)

18h – Escândalo, de Akira Kurosawa (Japão, 1950, 104 min, digital, 14 anos)

20h – Rashomon, de Akira Kurosawa (Japão 1950. 88′)

Sonho de Adhemar Gonzaga faz 80

Do jovem fascinado por cinema, que recortava suas tirinhas em papel e as projetava em caixas de sapato, ao empreendedor responsável pela consolidação da indústria cinematográfica no Rio de Janeiro, Adhemar Gonzaga (1901-1978) não poderia imaginar que a Cinédia Estúdios Cinematográficos, que fundou em 15 de março de 1930, iria completar oito décadas de atividades nesta segunda – sua filha Alice Gonzaga esta à frente da restauração dos filmes e da organização dos arquivos.

Os clássicos da Cinédia serão revisitados – em fotogramas devidamente recuperados – em festivais pelo Brasil a partir deste ano. Alice conta:

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Gramado vai exibir Ganga Bruta, o Festival de Belém pediu para escolhermos cinco, assim como o de Curitiba. Depois vamos realizar uma retrospectiva em dezembro no Instituto Moreira Salles com todos os filmes em condições de serem exibidos.

Alice Gonzaga comanda a produtora desde os anos 70, quando o pai se afastou das operações por problemas de saúde. Desde então vem se concentrando no processo de restauração dos filmes e organização dos arquivos. Ao todo, 17 filmes foram restaurados.

O nome que virou símbolo da indústria cinematográfica brasileira nos anos 30 e 40 do século passado também vai adornar um espaço que vai celebrar não apenas a história da Cinédia, mas também ajudar na formação de outros apaixonados por cinema.

Vamos começar em abril os cursos na área de cinema e cultura, concretizando o sonho do Centro Cultural Cinédia – anuncia Alice, que recebeu o Caderno B na atual sede da companhia, na Rua Santa Cristina, 5, em Santa Teresa.

Cineasta por acaso

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Cena de Alô, Alô Carnaval !, uma das preciosidades do acervo CINÉDIA

Antes de se tornar cineasta e posteriormente empresário do ramo, o pai da atual comandante da Cinédia incentivou o cinema nacional como jornalista. Não tardou para que fundasse sua própria revista, a Cinearte, uma das primeiras publicações inteiramente dedicadas ao cinema na imprensa brasileira. Diante de sua significativa tiragem e do sucesso entre o público feminino, o Circuito Nacional de Exibidores (CNE) propôs à revista um concurso para selecionar entre suas leitoras a atriz para o longa Barro Humano. É quando o jornalista se torna cineasta por acaso.

Mas mesmo com o sucesso do concurso, o CNE não tinha recursos para bancar o filme. Foi aí que um dos membros do Circuito, Paulo Benedetti, se propôs a ajudar na produção. Os dois se associaram e o filme estreou em 1929, com meu pai na direção e Benedetti na fotografia.

Com o grande sucesso de público de Barro Humano, Adhemar se entusiasmou a criar a primeira produtora cinematográfica carioca, concretizando uma campanha que já vinha empreendendo na Cinearte.

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Cena de Lábios sem Beijos, direção de Humberto Mauro com  produção de Adhemar Gonzaga

Instalada na Rua Abílio, 26, em São Cristóvão, a Cinédia começou a produzir Lábios sem Beijos uma semana após sua fundação, com direção de Humberto Mauro. Logo em seguida, vieram Limite (1931), de Mário Peixoto; Mulher (1931), de Octávio Gabus Mendes; e Ganga Bruta (1933), também de Mauro, que iniciou as atividades de distribuição da Cinédia.

Limite não chegou a ser exibido comercialmente. Já Lábios sem Beijos e Mulher, apesar de terem sido sucesso de bilheteria, não deram retorno financeiro à Cinédia, pois eram distribuídos pela Paramount, dos EUA, o que fez a Cinédia começar a distribuir seus filmes. Ganga Bruta foi um fracasso de público, pois representou a passagem do cinema mudo para o sonoro, e quando um ator brasileiro falava todo mundo caçoava. Diziam que o brasileiro não sabia falar no cinema.

Diante da falta de retorno financeiro, Gonzaga partiu para a realização de comédias musicais carnavalescas como Voz do Carnaval (1933), Alô, Alô Brasil ! (1935), Estudantes (1935) e Alô! Alô! Carnaval ! (1936). Foram os precursores das chanchadas dos anos 50.

Esses musicais eram a oportunidade de o público poder ver a imagem dos artistas do rádio como Lamartine Babo e Carmen Miranda. Mas não era o tipo de filme que meu pai queria fazer.

Durante os anos 40, depois de ter produzido cerca de 60% dos filmes brasileiros lançados na década anterior, a Cinédia voltou a passar por dificuldades financeiras devido à Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Ficou quase impossível importar as matérias-primas. Meu pai estava falido quando, em 1942, Orson Welles alugou nossos estúdios. Com o dinheiro do aluguel, o estúdio produziu Berlim na Batucada, em 1944, mostrando a influência da guerra no nosso cinema. O Ébrio, de 1946, grande sucesso de público, ajudou muito a Cinédia nessa época.

No início dos anos 50, com o surgimento em São Paulo das produtoras Vera Cruz, Maristela e Multifilmes, Gonzaga transferiu-se para lá, areditando que se formaria o principal pólo do cinema nacional.

Mas quando os amigos começaram a frequentar a casa dele em São Paulo dizendo que haviam sido contratados pela Vera Cruz com salário fixo mensal, ele começou a desconfiar: “Isso não vai dar certo, foi o mesmo erro que cometi na Cinédia”. Arrumou suas coisas e voltou para o Rio.

Adhemar vendeu a casa de São Paulo e o terreno de São Cristóvão e instalou a Cinédia na Estrada da Soca, 400, em Jacarepaguá. Era o ano de 1956, quando foi lançado Rio, 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos, que inaugura uma nova estética no cinema brasileiro. As locações passam a ser privilegiadas em detrimento das filmagens em estúdio. Nas décadas de 60 e 70, a Cinédia sobrevive com os aluguéis da TV Globo, de empresas publicitárias e de produções estrangeiras.

* Com informações de Bernardo Costa, do JB