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Bruna Linzmeyer faz da delicadeza o mote de sua Interpretação

Bruna Linzmeyer:  destaque em mais uma interpretação marcante…

A Televisão é um meio de comunicação de escala industrial numa sociedade de mercado e que pode contar com a resposta quase imediata do público. Isso dá uma conotação totalmente diferente ao intérprete que atua na telinha. São outros os melindres do intrincado exercício de sua atuação.

Dessa forma, enquanto as outras artes, decorrentes de tecnologias anteriores como Cinema, Teatro e Livro vão buscar o mercado só depois de prontas, acabadas e intocáveis, a telenovela vai-se fazendo à medida em que consulta esse mesmo mercado.

Na telenovela, arte e mercadologia se fundem, e o ator opera como uma mistura de arte, de criador, mas também como responsável por um produto de comunicação que não pode desconhecer o universo do mercado a que se destina.

Sabemos o quão sutil e complexa é a tarefa do ATOR, em qualquer veículo em que ela se faça. O Ator é um intérprete mas também um Criador. Tanto opera sobre a criação alheia (a do autor) como, ao fazê-lo, irradia uma forma própria de criação. Quando o ator é bom, torna-se co-autor da obra.

Fazemos essa introdução porque acreditamos ser exatamente isso o que podemos constatar com absoluta clareza acompanhando a telenovela Meu Pedacinho de Chão, atração das 18h na tela da TV Globo. Escrita por Benedito Ruy Barbosa com direção geral de Luiz Fernando Carvalho (que conta com vários outros diretores na equipe), a novela tem um elenco que se sobressai pela qualidade admirável. A emoldurar esse trabalho magnífico dos intérpretes, há um belíssimo e notável trabalho de criação artística, encabeçado pelo querido conterrâneo Raimundo Rodriguez, e sobre o qual falaremos mais amiúde em outro post. Tudo o que vemos de plasticamente encantador em Meu Pedacinho, a partir da ambientação cênica com cenários, adereços, objetos de cena, figurinos e maquiagens formando uma composição harmonicamente bela e delicada, é obra deste Artista Espetacular nascido em Santa Quitéria, e apaixonado desde menino pela Cultura Popular.

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Ao lado de Raimundo Rodriguez, e tornando suas ideias berço e palco da história de ‘Meu Pedacinho’, há uma equipe dedicada e super competente, tendo entre outros Rubens Libório, Marco Cortez, Myriam Mendes, Renata Luciana e muitos outros. O #BlogAuroradeCinema voltará a esse assunto.

Emiliano Queiroz e Ricardo Blat: talentos que enriquecem ‘Meu Pedacinho’…

Voltando ao elenco de Meu Pedacinho: na novela, há nomes já bem conhecidos e de longa estrada na carreira – como os magníficos Osmar Prado, Antônio Fagundes, Emiliano Queiroz e Ricardo Blat -, assim como quase novatos – Juliana Paes, Rodrigo Lombardi, Johnny Massaro e Bruna Linzmeyer -, e atores que estão praticamente estreando neste ‘Pedacinho’ que conquistou o Brasil com tanta beleza, poesia e ludicidade: Tomás Sampaio, Paula Barbosa, Teuda Bara, Inês Peixoto, Irandhir Santos, Dani Ornellas, Geytsa Garcia, Bruno Fagundes, Cintia Dicker, Kauê Ribeiro de Souza, Gabriel Sater, Letícia Almeida, Rosa Iranzo, Raul Barreto, Alex Brasil, Fernando Sampaio, Evandro Melo, Alice Coelho…

Irandhir Santos e Bruna Linzmeyer: duelo de gigantes em primorosas atuações…

Essa saudável mistura de artistas tarimbados com artistas de alguma estrada na telinha e atores que estão estreando no meio teleaudiovisual é absolutamente um Achado ! O resultado é um belíssimo matelassê de atuações que se somam e, cada uma no seu tom e no seu ritmo, emprestam seus talentos e seus prodígios para abrilhantar uma obra que é já um marco na TeleDramaturgia Brasileira. 

Mas a crônica de hoje é para falar especificamente da atuação desta garota linda e vocacionada que é Bruna Linzmeyer. 

Representar é um ato de comunhão tão intenso e profundo que nos conduz a uma posição de valorização de qualquer ritual no qual a emoção comum ao ser humano possa ser exercida. Se essa emoção é verdadeira e genuína, e se o oficiante (representante/ATOR) consegue buscar na profundidade de si mesmo a melhor maneira de senti-la e expressá-la, o espectador com ela se identifica. Vivendo, ambos, a mesma emoção, podem, a partir da catarse conjunta, purificar-se das tensões, dos medos e dos impulsos menores. Vivenciar juntos emoções é ser solidário, fraternos, irmãos.

Bruna Linzmeyer: a ‘Bonequinha de Louça’ da primeira novela naif do Brasil…

Portanto, não importa se o meio é profundo, superficial, comédia, tragédia, teatro, cinema, fotonovela ou televisão. SEMPRE QUE A EMOÇÃO FOR GENUÍNA e APAREÇA REPRESENTADA COM FIDELIDADE, ADVIRÁ ESSA FORMA PROFUNDA E CURIOSA DE SOLIDARIEDADE & CATARSE, a mais alta possível entre seres humanos: a COMUNHÃO, conteúdo oculto da Comunicação – como tão bem nos ensinou o cronista Artur da Távola em seus estudos sobre a Televisão e o trabalho do ATOR.

No caso específico da atriz Bruna Linzmeyer e sua delicada interpretação da ‘Professora Juliana’, fica patente que a atriz conseguiu essa perfeita comunhão com o público. Este aderiu completamente à sua composição (com sutilezas expressivas, gestuais e afetivas) e embarca cotidianamente na sua viagem interpretativa, aderindo, comovido, às muitas nuances de que Bruna dotou a personagem. E depois que o público adere à criação de um ator, ele pode fazer o que quiser com seu personagem: torna-se seu Maestro e o público o segue, fiel e encantado.

Com a ‘Perfessora Juliana” isso é claro e acontece desde o primeiro capítulo. Bruna Linzmeyer com sua beleza diáfana e seu talento em fase de crescimento e lapidação, constrói com absoluta delicadeza e inspirada capacidade as tessituras de que é feita a querida professorinha de Santa Fé. E podemos mesmo afirmar, sem medo de incorrer em erro, que é a DELICADEZA o traço mais marcante, poderoso e decisivo na criação de Bruna.

Bruna

“A delicadeza não deve ser uma forma de se defender do mundo mas sim de enfrentá-lo, a mais tenaz e poderosa forma !” É isto o que nos diz, constantemente, a Professora Juliana criada pela atriz Bruna Linzmeyer, sendo esse um dado que emerge da alma da atriz e inunda a personagem de verdade e beleza. Porque a Delicadeza que faz de Juliana a adorável professorinha de Santa Fé é um traço latente da personalidade de Bruna, que se lhe escapa ao compor os personagens, o que só os enriquece e enche de humanidade porque fruto de um desenho emotivo peculiar ao arsenal sensório de sua intérprete.

Bruna Linzmeyer e Johnny Massaro: aplausos para talentos que começam a despontar…

Sendo o ator um solista, que inventa sobre temas já compostos, sua ‘invenção’ pode ser tão renovadora e criativa que, mesmo valendo-se de elementos já criados, o ator de envergadura o dispõe de forma própria, única e original, sem a menor traição ao autor, ao contrário, estendendo a invenção deste, ampliando-a. Por isso, o grande intérprete é um Criador !

Bruna Linzmeyer pertence a essa categoria de grandes Criadores. Daí porque estamos a lhe dedicar esta crônica. Pertence também a uma categoria de pessoas cuja chegada gera um instante de silêncio e não de festa. Ela consegue transmitir, num ar sutilmente introvertido, um ser assustado e encantado, capaz de alcançar os vastos mundo dos introvertidos, os que se vão revelando aos poucos, mesclando tristezas e cansaços com alegrias ternas e caladas, de uma profundidade comovente e ternura acolhedora. O riso é luminoso e súbito, capaz de a tudo transformar quando chega e revela o esconderijo. O estilo de Bruna Linzmeyer de representar permite ao espectador a entrada no interior da personagem porque a relação primordial da atriz com seus personagens é de Transparência. Através das sutilezas com que constrói a tessitura emotiva de seus personagens, Bruna convida o público a mergulhar no universo daquela ‘vida de invenção’ , tornando-o claro, acessível, irmão. Ela é a regente: a personagem aparece “Através”. Como se Bruna nos apresentasse ao novo ser, iluminando-o e tornando seu universo interessante a nós, que acompanhamos sua atuação, com um alto poder de persuasão pela originalidade e potente carga de sentimentos introjetados, repleta de matizes.

Como a ‘Linda’ de Amor à Vida, Bruna Linzmeyer cativou o público…

Bruna Linzmeyer põe à disposição do público instâncias dramáticas através das quais vai sendo por ele descoberta. E assim a atriz consegue altas doses de adesão ao universo que desenha com inteligência, sensibilidade, perspicácia e muita delicadeza. Celebra com o espectador um secreto e poderoso pacto de cumplicidade.  Foi assim com a ‘Leila’ da novela Insensato Coração, de Gilberto Braga, em 2011, sua estreia no gênero (antes, fizera a série “Afinal, o que querem as mulheres”), na qual ela era uma jovem cheia de conflitos e apaixonada por moda. Assim o foi também com a personagem autista ‘Linda’ da novela Amor à Vida, de Walcyr Carrasco, e assim o é agora com a querida Professora Juliana. Poderoso exercício de refinamento da sensibilidade e empatia que só os Intérpretes de grande envergadura são capazes.  

BRUNA LINZMEYER é Atriz para muitos outros e ainda mais profundos e intensos mergulhos interpretativos. Ainda bem que escolheu ser Atriz: é uma vocacionada para a profissão e a ela se dedica, coroando a carreira de méritos.

O carinhoso #AplausoBlogAuroradeCinema para BRUNA LINZMEYER !

Irandhir Santos e o sortilégio da criação de Zelão

Irandhir

Irandhir e a nova fase de Zelão, personagem central de ‘Meu Pedacinho…’

IRANDHIR SANTOS é destes atores de entrega absoluta, mergulho total no universo do personagem. Transfigura-se com a fortaleza de um raio. É premiado pela participação em diversos filmes. Mas como a maioria da plateia brasileira ainda vive de lotar apenas as salas de cinema que exibem blockbusters, ele até então só era bastante conhecido de quem atua no meio audiovisual – sejam os profissionais da imprensa, artistas, realizadores, produtores, técnicos e diretores.

Irandhir é formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Pernambuco, com vasta carreira no cinema, e chegou à TV pelas mãos e o olhar atento e sensível do diretor Luís Fernando Carvalho. A estréia foi em 2007 na minissérie A Pedra do Reino, baseada em obra de Ariano Suassuna. Ali ele já mostrava um pouco de seu talento inconteste. Depois veio ‘Amores Roubados’, a excepcional minissérie de  George Moura e José Luís Villamarim, mas é agora, através da novela Meu Pedacinho de Chão, que ele ganha a adesão do público e torna-se conhecido e amado por todo o país.

Vida é drama. Dramaturgia é representação da vida. O drama consiste no equilíbrio dos impulsos contraditórios e doentios do ser. Portanto, a realidade está sempre carregada da representação que dela fazemos, sendo a representação, sempre, uma expressão da realidade. A televisão é meio para consumo imediato, linear e superficial. Vivendo de capítulos diários, da relação emissor-mercado, e de personagens que estão sempre num em-se-fazendo (pois que evoluem e se alteram com o desenvolvimento da obra),  a telenovela – nosso principal produto artístico de exportação -, é o único campo da criação dramática na qual o retorno do público é concomitante à realização. Para o ator, cujo aprofundamento interpretativo no teatro provém de meses de ensaio, na televisão acontece no decorrer da própria representação, por isso o ator precisa criar constantemente, e os que se destacam vão se aperfeiçoando à medida em que evoluem em seu escopo criativo.  Na TV, por não usar a plenitude do corpo, o ator desenvolve mecanismos empáticos diversos. Mas embora a emoção possa ser profunda e a artisticidade sendo inerente, a relação da audiência com a TV é passageira, superficial, logo sem status cultural e conseqüente repercussão intelectual.

Zelão este

Aproveitamos o momento de enlevo do público ante à criação de Irandhir Santos para o enigmático e conflituado personagem Zelão, para escrever algumas ideias acerca do trabalho do ator, o qual há muito nos conquistou com um talento formidável.

É possível ver Irandhir Santos atuando em diversos filmes (quem não viu na telona, pode se valer dos DVDs). E, em todos, encontra-se um personagem completamente diferente, não só porque as obras são diferentes e os personagens representados são outros, mas porque o ator integra a marcante categoria de intérpretes que alcançam suas personas através da invisibilidade em que mergulham seu ser para assumir, integralmente, o universo – psicológico, sociológico, filosófico, emocional – de seus filhos diletos, os personagens.

Assim, Irandhir Santos é um ator que pertence ao seleto grupo de Atores de Personagem. Esse grupo é formado por aqueles que diluem-se como pessoa, intérprete ou representação. Ao ser que lhe é dado criar, ele empresta todas as suas energias criativas e vitais. Essa total entrega de Irandhir a seu considerável repertório de composição, faz dele um intérprete notável de tipos os mais diversos. A luz que Irandhir deixa dominar sua criação não é a do ego e sim a da diafania. É assim agora com o enigmático, carente e emotivo Zelão, protagonista de Meu Pedacinho de Chão – a primeira novela naif brasileira, com dramaturgia de Benedito Ruy Barbosa, e uma enorme e primorosa equipe comandada por Luis Fernando Carvalho.

Assim com Zelão, assim como o foi com o ‘Clecinho’ do premiado Tatuagem, do diretor Hilton Lacerda (!). E nós poderíamos citar aqui toda a galeria de personagens memoráveis interpretados por Irandhir: desde o humilhado operário Nonato de Olhos Azuis, de José Joffily, até o apaixonante poeta libertário Zizo de Febre do Rato, de Claudio Assis, passando pelas atuações em O Som ao Redor (Kléber Mendonça Filho), ‘Viajo porque preciso/Volto porque te Amo’(Karim Aïnouz), ou o de ‘Tropa de Elite 2’, de José Padilha… e você, leitor, é bem capaz de citar vários outros personagens do ator. Estará certo também.

Irandhir Santos tem a notável e raríssima capacidade de anular-se diante da tarefa de criar uma nova vida através de seu ser: tornar-se diáfano para dar vez, vida e visibilidade a um ser que não lhe pertence mas ao autor e ao diretor. É um ato de absoluta coragem e de complexa (des) organização humana, psicológica e estética. Atores de Personagem (AP), como Irandhir, não interpõem seu ego nem as fantasias que o alimentam em sua criação. “Espécie de bruxo bendito com poderes de anular a própria pessoa, ele é pura persona a falar por intermédio do personagem. Uma vez concebido, vivido, sentido, criado, composto, livre, independente, próprio, peculiar, aí sim subordina-se – e com que disciplina – ao diretor e aos desejos (quando consultado) do autor. Mas o ser que emana do ator já é um ser autônomo que escapou ao controle consciente do ator, por mais que este o possua e use”, conforme diria o mestre Artur da Távola (o mais profícuo, sabedor e sensato crítico de televisão que tivemos no Brasil).

No caso específico de Irandhir Santos, o personagem é uma rebeldia da fantasia que subverte as hierarquias da arte dramática. É aparição, magia, criação pura e independente. O personagem é assim um sortilégio, ao qual alguns atores com esse perfil interpretativo de Irandhir, entregam-se em profunda simbiose, inventando quem não se sabe mas se adivinha ou alcança por intuição.

Atores como Irandhir Santos, antes de serem seguidores de si mesmo, de doutrinas, de pessoas, de líderes como o autor ou o diretor, são arautos de intrincadas emoções, entregando-se a alguém a quem não conhecem mas anteveem. E é nessa magia de TRANS-figuração que emerge um outro ser, integral, próprio, uno, provindo de regiões misteriosas. Esse novo ser, que no caso de Meu Pedacinho de Chão atende por ‘Zelão’, é um intruso bem vindo, tão mais rico e pródigo quanto menos interferências faça sobre ele o ator. Essa humildade essencial, capaz de anular até o próprio ego, promove um contato com a transfiguração e o mistério.

Irandhir Santos está, portanto, com a personificação notável do apaixonado e apaixonante Zelão, respondendo por uma das mais belas criações interpretativas de todos os tempos na Teledramaturgia Brasileira, favorecendo o contato diário do público (no qual nos inscrevemos grata) com um intérprete do mais alto quilate, e fornecendo riquíssimo material para pesquisa e estudos da arte milenar da Interpretação, com a criação perfeita de um tipo como o Zelão da cidade fictícia de Santa Fé (figura que mescla traços do homem interiorano comum com tipos que afloram do cordel e das histórias em quadrinhos), numa atuação primorosa com requintes de apurado senso estético, respeito à dramaturgia e disciplina cênica, dessa forma alcançando um patamar a qual só os atores considerados geniais alcançam. Porque aliam a todo seu inventivo material de Intérprete uma capacidade inconteste, afetiva e eloqüente de cativar com empatia e habilidade irretocável.

Irandhir Santos é Ator para ser aplaudido em cena aberta, ou com tela iluminada, por uma plateia devota, entusiasta e de pé, solenemente encantada.

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Jornalista Aurora Miranda Leão celebra o ator Irandhir Santos…

Receba, pois, querido Irandhir, o comovido #AplausoBlogAuroradeCinema !

Meu Pedacinho de Chão: a novela ‘naif’ que encanta com beleza e grandes atuações

No horário das 18h, novela é um mergulho num universo lúdico, idealizado por Luis Fernando Carvalho, Raimundo Rodriguez e uma equipe fenomenal !

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Detalhe do cenário em imagem do artista Raimundo Rodriguez…

Assisti ao primeiro capítulo. O impacto positivo repercutiu nas redes. Mas mesmo com toda a beleza, achamos que a trama não emplacaria. Tudo é muito artístico, delicadamente inusitado, distante do universo real do telespectador. Com a marca do insólito e da inovação de linguagem que sempre acompanham os trabalhos de Luiz Fernando Carvalho, imaginamos que o público do horário não iria aderir ao folhetim com dramaturgia de Benedito Ruy Barbosa, ainda mais sendo uma estreia que acontecia com a incumbência de substituir a obra-prima que foi #JoiaRara, assinada com todo louvor e muitos méritos para a trinca de mulheres Duca Rachid, Thelma Guedes e Amora Mautner.

Bruna Linzmeyer empresta meiguice, ternura e um olhar emocionado e emocionante que faz da sua Professora Juliana já um grande Destaque da Teledramaturgia este ano !

Mas nós erramos o prognóstico. E que bom saber que erramos ! É uma Alegria poder constatar o quanto #MeuPedacinhodeChão vem tendo uma repercussão de muita empatia na audiência. Como estamos postando com frequência comentários sobre a novela em nossa página do Facebook, é fácil constatar que a novela ganhou o coração do público !

E não era pra menos: #MeuPedacinhodeChão é de uma beleza incomum. E só mesmo vendo pra entender como uma história tão simples, sem um pano de fundo forte ou empolgante, sem grandes conflitos nem paixões complicadas, sem grandes forças antagônicas, com tudo numa dimensão ‘artesanal’, encanta com persistência, sutilezas, detalhes sublimes e preciosismos artísticos.

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Antônio Fagundes é tão bom ator que é difícil lembrar que o Giácomo de hoje é o mesmo César de Amor à Vida…

Johnny Massaro impressiona como o romântico e justo Ferdinando…

Essas sutilezas, detalhes sublimes e preciosismos artísticos que fazem de #MeuPedacinhodeChão o melhor exemplar de novela ‘Naif” da televisão existem porque existe um trabalho coletivo notável, para o qual soma um trabalho de ‘formiguinha’ de toda uma equipe de talento invejável, dedicada, apaixonada e empenhada em dar o melhor de si para transformar em encanto e valor artístico uma obra que já é um importante trunfo teledramatúrgico deste 2014 que avança em seu primeiro semestre.

Monstros sagrados: aplausos para Emiliano Queiroz, o Padre Santo, e Ricardo Blat, o prefeito de Santa Fé…

Flávio Bauraqui é unanimidade: Rodapé é criação primorosa e momento ímpar de atuação !

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Bruna Linzmeyer cativa fazendo uma professora que exala bondade, afeto e muita generosidade com o próximo !

Paula Barbosa em atuação destacada como a enigmática Gina…

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O majestoso cenário de #MeuPedacinhodeChão, criação do artista Raimundo Rodriguez, que também assina a foto…

A TV Globo é já a televisão que melhor produz telenovelas no mundo. E não é pra menos: a excelência que permeia as obras veiculadas pela emissora é admirável, profícua e com bem vindas ondas de constância e permanência. Nós assistimos às novelas e inúmeros programas produzidos pela emissora e nos impressionamos, cada vez mais, com o nível de qualidade apresentado. Merece a audiência e o público cativo que conquistou ao longo de décadas.

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Em #MeuPedacinhodeChão esta excelência se verifica desde a elaboradíssima criação dos cenários até a delicada beleza que assoma em maquilagens, figurinos e adereços. Entre uns e outros, figura um naipe extraordinário de atores e atrizes que nos fazem ver a novela e acreditar que ninguém mais faria tão bem os insólitos personagens de #MeuPedacinhodeChão.

O excepcional Irandhir Santos: ator já bastante premiado no cinema, conquista o país com o doce e ‘valente’ Zelão, personagem que ficará marcado no coração do público de #MeuPedacinhodeChão…

Cada um dos intérpretes que os vivem na telinha, merece um comentário entusiasta ! Estão todos esbanjando talento, vigor artístico e consciência do ofício ! É impressionante o nível de Interpretação a que chegamos no Brasil. Isto sim é motivo para nos orgulharmos deste País: nossos Artistas – criadores nas mais diversas áreas – são sim Motivo de Orgulho e merecem Aplausos Calorosos de seus conterrâneos !

Inês Peixoto e Bruna Linzmeyer: moradoras de Santa Fé

De cenógrafos a iluminadores, de figurinistas a maquiladores, de fotógrafos a músicos, de atores de todas as idades e formações a roteiristas e diretores de arte de indubitável qualificação, os Artistas que constroem #MeuPedacinhodeChão são notáveis, e, mesmo já sabendo disso, nos surpreendemos a cada capítulo com novas e poderosas marcas desse preciosismo artístico.

Juliana Paes alcança com Catarina seu melhor momento na telinha…

Neste post, vamos citar apenas alguns destes profissionais, mas a equipe é enorme e todos os que dela fazem parte merecem, sem exceção, o emocionado #AplausoBlogAuroradeCinema !

Irandhir Santos, Osmar Prado, Bruna Linzmeyer, Flávio Bauraqui, Juliana Paes, Johnny Massaro, Dani Ornellas, Ricardo Blat, Emiliano Queiroz, Antônio Fagundes, Teuda Bara, Paula Barbosa, Inês Peixoto, Bruno Fagundes, Cintia Dicker, Fernando Sampaio, Raul Barreto, Letícia Almeida, Alex Brasil, Evandro Melo, Alice Coelho, e as crianças Tomás Sampaio, Geytsa Garcia, e Kaue Ribeiro de Souza  estão absolutamente fantásticos. Cada um compôs com um vigor impressionante e um talento inconteste um personagem marcante, para os quais não conseguimos vislumbrar nenhum outro que pudesse substituí-los. E quando um Ator nos faz esquecer que, por trás de um Personagem, existe um trabalho altamente elaborado, tecido em muitas e generosas camadas de sensibilidade, frutos de mergulhos (às vezes dolorosos) sempre profundos na própria essência de seu self, aí sim ele alcança a transfiguração. E dessa forma nos faz embarcar, de forma sutil e avassaladoramente poderosa, no outro ‘Eu’ ao qual consegue fazer viver com tanta propriedade no nosso arcabouço sensório que passamos a torcer por ele, contra ou favor.

Osmar Prado tem atuação de excelência como o malvado Coronel Epa…

São filigranas de emoção que os atores conseguem construir e depois entregam, a nós telespectadores, com uma generosidade tão absoluta, que não há como fugir de uma outra dimensão, a TeleDimensão de que nos falava o mestre Artur da Távola, à qual aderimos sem esforço e com muito prazer !

castelos

Portanto, neste primeiro post do #BlogAuroradeCinema sobre a novela #MeuPedacinhodeChão, nossa reverência à equipe comandada por Luís Fernando Carvalho, que conta com um time poderosamente excelente onde estão, além dele, os diretores Pedro Freire, Henrique Sauer e Carlos Araújo;
o artista plástico Raimundo Rodriguez na criação dos cenários; Rubens Libório na caracterização; Irla Souza, Renato Muniz, Marco Salles e Dionisio Ferreira na eloquente sonoplastia; os incríveis efeitos visuais de Rafael Ambrosio; Myriam Mendes na produção de Arte; Renata Luciana entre as criadoras de seu belo e original figurino; o grande músico Tim Rescala assinando a produção musical; e um naipe de instrutores de Dramaturgia onde figuram Renata Franceschi e Renata Soffredini, além de Márcia Andrade na produção de elenco.

A mineira Teuda Bara, egressa do Grupo Galpão, dá show de atuação com sua querida Mãe Benta

Dani e Renata Luciana

Renata Luciana, uma das criadoras do insólito figurino, e a atriz Dani Ornellas, que faz com maestria a Amância, funcionária do Coronel Epa...

A todos, com profunda admiração, o efusivo #AplausoBlogAuroradeCinema !

#MeuPedacinhodeChão pode ser considerada a primeira telenovela assumidamente Naif* do Brasil ! Saravá !!!

Johnny Massaro está um colosso como o libertário e romântico Ferdinando…

* NAIF aqui considerada como a Arte da Espontaneidade, da criatividade primordial, cuja fonte prioritária de inspiração  nasce da iconografia popular das ilustrações dos velhos livros, das folhinhas suburbanas ou das imagens de santos, e outras assemelhadas. Jamais no sentido de falta de escolarização, orientação ou formação sistemática. Até porque, para nos dar a impressão da ‘ingenuidade’ que permeia e perpassa as obras consideradas ‘naifs’, é preciso um rigoroso estudo das sutilezas e dos meandros artísticos e técnicos por parte de todos aqueles que constroem juntos #MeuPedacinhodeChão, seja da parte do elenco ou da enorme e laboriosa equipe técnica.

Geytsa Garcia e Tomás Sampaio: Pituca e Serelepe são encantadores e os atores são duas revelações maravilhosas !

PARABÉNS, portanto, a todos que contribuem de forma decisiva para a excelência da telenovela #MeuPedacinhodeChão !

FICHA TÉCNICA OFICIAL #MeuPedacinhodeChão

Escrita por
Benedito Ruy Barbosa

Colaboração
Edilene Barbosa
Marcos Barbosa De Bernardo

Direção
Henrique Sauer
Pedro Freire

Direção geral 
Luiz Fernando Carvalho
Carlos Araujo

Direção de núcleo
Luiz Fernando Carvalho

Elenco de apoio
Antonio Alves
Dida Camero
Rosa Iranzo
Lucianna Magalhães
Wladimir Pinheiro
Bel Belloni
Ignácio Aldunate
Darília Oliveira
Lucas Pinheiro
Leandro Vieira

Crianças de apoio
Esthefanny Oliveira
Jenny Flores
Kaik Brum
Leonardo Marchetti

Autorização especial
SATED RJ

Cenografia 
Keller Veiga
Tadeu Catharino
Wilson Lara
Cristina De Lamare

Cenógrafos assistentes
Danielly Ramos
Mariana Villas Boas
Rodrigo Figueiredo
Fabricio Palermo
Roberto Villar
Regina Paulino

Figurino
Thanara Schönardie

Figurinistas assistentes
Patrícia Barbeitas
Daniella Lima
Deborah Kasper
Fernanda Moraes
Luciana Morrissy
Renata Luciana Dos Santos

Contra-mestre
Maria Madalena de Oliveira Silva

Equipe de apoio ao figurino 
Alex Sena
Alicia Ferraz
Carolina Lannes
Cláudio Luciano
Cristiane Peçanha
Daniel Cavalcanti
Dirley Souza
Elijanite Marinho
Eni Dos Santos
Fábia Jane Dos Santos
Heliana Conceição
Helson Gomes
José Luiz De Melo
Leonardo Ramos
Lisandra Miguel
Maria José Gomes
Markoz Vieira
Marlene Alves
Robson Salomão
Rosa Corrêa

Direção de fotografia
Jose Tadeu

Direção de iluminação
Alexandre Fructuoso
Gustavo Lacerda

Gaffer
Fábio Conceição

Equipe de iluminação
Marcio Ribeiro Pinto
Juan Carlos Fructuoso
Carlos Eduardo Gomes
Luiz Leonard Ferreira De Souza
Leandro Nogueira Finamore
Guilherme Martinho Ribeiro Araujo
Leandro Ramos Santos
Maicon Carlos Matias De Lima
Luiz Alberto Silva Freitas
Carla Do Espirito Santo Barbosa
Anderson Gonçalves
Weslley Teixeira

Artista plástico
Raimundo Rodriguez

Produção de arte assistente
Luisa Gomes Cardoso
Deborah Badaue
Sabrina Travençolo
Anderson Dias
Marcos Mariano

Produção de arte
Marco Cortez

Produção de arte assistente
Carolina Pierazzo
Daniela Wiemer
Helenita Gontijo
Myriam Mendes

Equipe de apoio à arte
Jose Marcos
Thiago Leal
Marco Aurélio De Carvalho
Washington De Oliveira
Adenilson Ligiero
Luiz Alberto Da Silva
Carolina Gomes
Maria Do Rosário Soares

Produção de elenco
Márcia Andrade

Instrutores de dramaturgia
Agnes Moço
Lúcia Cordeiro
Renata Franceschi
Renata Soffredini
Tiche Vianna
Mareliz Rodrigues
Antonio Karnewale

Produção musical
Tim Rescala

Direção musical
Mariozinho Rocha

Música
Tim Rescala

Música adicional
Devotchka

Caracterização
Rubens Liborio

Equipe de apoio à caracterização
Rosemeire Santos
Marinez Rodrigues
Thais Nunes
Paula Ines Da Costa
Sheila Reis
Andrea Adad
Julice De Paula
Rita Souza
Leticia Biazzi
Adelma Calixto
Viviane Ribas
Lucimar Almeida

Edição
Iury Pinto
Carlos Eduardo Kerr
Alberto Gouvea
Alamyr Andrade
Paulo Jorge
Marcia Watzl

Colorista
Wagner Costa

Sonoplastia
Irla Souza
Renato Muniz
Marco Salles
Dionisio Ferreira

Efeitos visuais
Rafael Ambrosio

Videografismo
Marcelo Nicácio
Thiago Santoro
Antônio Carlos Gonçalves
Eduardo Salles
Caio Licio
Igor Lementy
Pedro Vicente
Leonardo Lino

Ilustrador 
Beto Campos

Efeitos especiais
Ricardo Menezes

Abertura
Alexandre Pit Ribeiro
Alexandre Romano

Direção de animação
Cesar Coelho

Direção de imagem
Willians Rodrigues Dias

Câmeras
Murillo Azevedo
Leandro Pagliario
Thelso Gaertner
Tito Livio
Marcello Motta
Cristiano Barroso

Equipe de apoio à op. de câmera
Zaify Da Silva Sampaio
Fabiano Pereira Da Silva
Rafael Rodrigues Dos Santos
Jairo Dias Baptista
Felipe Lopes De Miranda

Equipe de vídeo
Dreverson Marcio Kazik
Gilberto Dos Santos Martins
Filippe Esteves Bastos

Equipe de áudio
Paulo Roberto
Bernardo Coutinho Amorim
Pablo Mendonça Da Rocha
Evandro Sardinha
Fagner Leonel Dos Santos
Ricardo Knupp
Orlando Da Anuciação Barros
Diego Maia

Supervisor e op. sistemas
Ricardo Luna
André Almeida
Rodrigo Siervi
Gabriel Eskenazi
Dannyo Escobar
Adelto Santos

Maquinista 
Valdemir Cesar

Gerente de projetos 
Alexandre Gama
Produção de cenografia
Dalmo Meireles

Supervisor de produção de cenografia
Ronaldo Buiú
Lucas Avenoso
Fabio Silva Geraldo
Mauro Silveira
Miria Mathias Santos

Equipe de cenotécnica
Wanda Maria Guimarães
André Luiz Santos
Oswaldo José Da Silva
José Marcos Alves Da Silva
Thiago Leal
Anderson Rollemberg Pedro
Antônio Marcos De Oliveira Poubel
Arilson Garrido Siqueira
Carlos Renato Cardoso Ferreira
Cláudio Rosa Conceição
Renato Souza Almeida
Wagner De Paula Carneiro
Luiz Carlos Da Silva
Jorge Luiz Araújo Paes
Washington Luiz Da Silva
Marinaldo Santos Silva
Edson Patrício Leôncio
Joelson De Souza Da Conceição
Samuel Gonçalves Da Silva
Danilo Duarte Torres
Dalmo Souza Vieira
Leonardo Do Espírito Santos Alves
Luciano De Jesus Oliveira
Jorge Fábio Rodrigues
Gilberto Gonçalves Bastos Filho
Cláudio Antônio De Paula
André Luiz Silvestre Theodoro
Luiz Claudio Perdigão
Flávio Wayne
Cristobal Lourenzo
Marcio Campos

Continuidade
Glaucia Pelliccione
Carla Carrete
Karen Marmello

Equipe de internet
Ana Bueno
Bianca Kleinpaul
Bruno Martins
Rafael Maia
Mariana Santos
Ligia Andrade
Fabíola Schwob
Gabriela Duarte
Claudia Castilho
Eduardo Belo
Juliana Saboya
Fabricio Bianchi
Francisco Couto
Rodrigo Abreu

Assistentes de direção
Carla Böhler
Antonio Karnewale
Bernardo Sá

Produção de engenharia
Ilton Caruso

Equipe de produção
Vanessa Marques
Manuela Estrella
Nayana Gouveia
Rodrigo Riff
Fabio Conceição
Manuela Piame
Thalita Ximenes
Chico Marinho

Supervisão executiva de produção
William Barreto
Allexia Galvão

Supervisão executiva de produção de linha
Lucas Zardo

Produção executiva
direção

Maristela Velloso

cenário Pedacin

#MeuPedacinhodeChão: telenovela é um prodígio em cenários, figurinos, direção de arte, maquilagem, fotografia, trilha e atuação !

Febre do Rato vence FestIN de Lisboa

O filme do pernambucano Cláudio Assis – Febre do Rato (vencedor do Festival de Paulínia ano passado) – é o vencedor da terceira edição do  Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa (FESTin 2012), realizado no tradicional Cinema São Jorge, em Lisboa, de 9 a 16 deste mês.

O FESTin é produzido Padrão Actual, com coprodução da Fundação Luso-brasileira e da EGEAC – Cinema São Jorge. Surgiu em 2010, por iniciativa de duas brasileiras, Léa Teixeira, Adriana Niemeyer, e do português Victor Serra, com o objectivo de “celebrar e fortalecer a cultura lusófona através do cinema, num ambiente de partilha, intercâmbio e inclusão social”.

O júri foi formado por Alberto Rui Machado (Cabo Verde), Andrea Paola Costa Prado (Brasil), António Escudeiro (Portugal), José Carlos de Oliveira (Portugal) e Valdemar Dória (São Tomé). Os também brasileiros Trampolim do Forte, de João Rodrigo Mattos, e Amor?, de João Jardim, foram agraciados com menções honrosas ex-aequo.

 Nanda Costa e Irandhir Santos em cena do filme Febre do Rato

E Amanhã, do jovem realizador português Bruno Cativo, foi escolhido Melhor Longa pelo público.

O filme português E Amanhã ? foi o Melhor na votação popular…

Na competição de curtas-metragens, o júri composto por Carlos Manuel Câmara Leme (Portugal), Costa Neto (Moçambique) e Elvis Veiguinha (Angola) elegeu os filmes brasileiros Todos os Balões vão para o céu, de Frederico Cabral, e Marcovaldo, de Cíntia Langie e Rafael Andreazza, como as melhores curtas-metragem. Entregou ainda menções honrosas ao curta moçambicana A Ponte, de Diana Manhiça, e ao Revolução nos Rabelados, do realizador cabo-verdiano Mário Benvindo Cabral. 

A Fábrica, do realizador brasileiro Aly Muritiba, foi o curta vencedor na escolha do público. 

Saiba mais: www.festin-festival.com.

Arrastão ANÁPOLIS, em capítulos…

Breves anotações sobre os dias de Cinema, bom papo, música e afetividades em Anápolis… 

Bruna Chiaradia, Giselle Motta e Erom Cordeiro apresentam O Palhaço

A ida a Goiás para a realização do II Festival de Cinema de Anápolis foi boa desde o convite. Débora Torres, este dínamo em forma de mulher (idealizadora e coordenadora-geral do Festival),nos convidou ainda em dezembro e, presente à primeira edição, sabia de antemão como seria recebida, e que iria ter muito o que fazer, trocar e conversar no promissor município goiano.

E assim foi: de 19 a 26 de março deste 2012, ancorei minhas ideias e energia em Anápolis, e tudo correu ainda muito melhor do que esperava.

O Festival teve um crescimento admirável e desta vez já deu para sentir logo de início que a cidade abraçou o acontecimento como realização sua. Mérito da Prefeitura, trunfo da Secretaria de Cultura, e aplausos ao esforço e empenho indormidos de Débora Torres.

Débora Torres, incansável na realização de grandes festivais, amiga-irmã querida, cineasta e produtora de exímia competência …

O II Festival de Cinema de Anápolis, cujas exibições acontecem no Teatro Municipal (com reprise todos os dias em algum bairro da periferia da cidade), contou com casa cheia todas as noites, mobilizou jovens de todas as idades e viu o cinema brasileiro contaminar célere e certeiro o coração de novos interessados em adentrar no fascinante mundo audiovisual.

Irandhir Santos, representando o filme Olhos Azuis, levou o troféu de Melhor Ator…

O Prefeito Antônio Gomide e o Secretário Augusto César Almeida reiteraram diversas vezes a satisfação com os resultados obtidos com o investimento no festival, e afirmaram que, independente de quem seja o vencedor na próxima eleição, o Festival já está consolidado e não ha mais como deter seus passos rumo a novas e melhores edições. 

Rubens Ewald Filho, o renomado Curador, sempre cercado de fãs…

NA ESTÂNCIA 

O resort Estância Park, que mais parece uma enorme chácara encravada no mais verde dos habitats de Anápolis, é o pouso feliz de quem participa como convidado do Festival de Anápolis. Impossível é não sucumbir, como diria o menestrel alagoano Djavan. E é mesmo. Como não se enfeitiçar por aquela tranquilidade em forma de imersão sensorial absoluta da Estância, onde a Paz fez morada e os dias tranquilos se sucedem entre tempos nublados, muito sol, calor, chuva e lindas paisagens, recheadas de belas flores e um verde contagiante ?

Difícil querer sair de lá pra ir a qualquer lugar – a não ser quando se pronuncia o nome El Hajj, o ótimo restô árabe onde almoçamos todos os dias… delícias em forma de pratos e guloseimas.

A Estância é tão agradável que dá vontade de ficar ali o dia inteiro conversando amenidades, tomando suco, desfilando alegrias e contando historias. Pra tudo ficar perfeito, só falta mesmo umas belas e generosas redes espalhadas por entre as belezas de seus jardins. 

ENCONTROS 

Débora Torres, Aurora Miranda Leão e a Princesinha Rafaella…

Os encontros em Anápolis são sempre tão agradáveis que a gente já chega lá revestido de saudade porque sabe: na hora da despedida, vai deixar muita coisa boa pra trás. Essa sensação tomou conta desta redatora logo da minha primeira estada ali, em 2011. E foi por isso que nasceu o curta-metragem O Sumiço de Alice, uma tentativa, talvez, de deter aqueles dias de calmaria, prosa farta e boa convivência no coração do município de Anápolis. Ou talvez uma forma de carregar sempre consigo a recordação de um tempo feliz, cercada de  verde e pessoas que gostam das mesmas coisas, ou ainda uma forma de espalhar aos quatro ventos o quão é saudável, bom e revitalizador estar num lugar propicio, em boa companhia e fazendo o que se gosta.

Nesse clima, foi ali onde conheci, na edição passada, a carismática e inesquecível figura do produtor Walter Webb, baiano que vive na ponte São Paulo-Los Angeles, cuja prosa flui aos borbotões e faz a tristeza passar longe.

Walter Webb entre as lindas Bruna Chiaradia e Giselle Motta…

Um encanto de pessoa, assim como também a querida poetisa Selva Aretuza, meiga e acolhedora, que também figura no curta rodado em Anápolis. E ainda o encontro mágico com Dila Guerra, Manaíra Carneiro, Felipe Brida, Alex Moletta, Eduardo Cardoso (‘amigo novo, parceiro novo’, como diria o mestre Vinícius de Moraes), Bianca Menti, o embaixador Lauro Moreira, Alberto Araujo, Pedro Pinheiro, Marcus Annolli, Serina Raruá e Almir Torres, alem da sintonia imediata com a leveza carismática e  simpatia contagiante de Zezeh Barbosa.

Carlos Alberto Riccelli, Aurora e Rubens Ewald Filho: encontro cheio de prosa…

Leandro Firmino da Hora e Aurora Miranda: reencontro feliz…

Sem esquecer do reencontro com o querido Mestre Rubens Ewald Filho (!), a querida Alice Gonzaga, Guido Campos, Mallu Moraes, Laurinha Pires e Ed Cajazeira, Ângela Torres, Miguel Jorge, João Batista de Andrade, Lucília e Vladimir Carvalho, e Itamar Borges.

Alice Gonzaga, Débora Torres e Cid Nader: Cinema, produção e jornalismo…

Aurora e o casal Babu Santana e Bruna Barros: cinema e teatro nas conversas…

Os encontros este ano foram em maior número, umas das confirmações do crescimento inconteste do festival. Ingra Liberato, Carlos Alberto Riccelli, Leandro Firmino da Hora, Babu Santana e Bruna Barros, David Cardoso, Fernando Alves Pinto, Wandi Doratiotto, Erom Cordeiro, Gustavo Machado, Flavia Rodrigues, Zózimo Bulbul, Edward e Betina Vianny, Elisa Tolomelli, Lucília e Vladimir Carvalho, Alice Gonzaga, Walter Webb, Serina Raruá, Ângelo Lima, Alex Moletta, Antônio Balbino, e em especial Germano Pereira e as lindas Giselle Motta e Bruna Chiaradia, inauguraram uma nova página em minhas afetividades.

Germano Pereira, Alice Gonzaga, Rubens Ewald Filho e Aurora Miranda Leão…

Enquanto Rubens Ewald Filho, o ilustre Curador, reforçou mais uma vez o tanto que merece de carinho, aplauso e adesão. Lembrando ainda de citar os que se fizeram queridos logo de cara como Delvo Simões, Walace Oliveira, Julliana Pinheiro, Rafaela Torres, Thalyane e Rebeca Romero. Estes também foram mais que especiais para tornar a estada em Anápolis ainda mais prazerosa, contribuindo sobremodo para fazer chegar ao meu escaninho emotivo-imagético a ideia de um novo curta-metragem. Para este, com título provisório de Take 2, já gravaram Rubens Ewald Filho, Walter Webb, Bruna Chiaradia, Débora Torres e Alice Gonzaga.

Quarteto feminino: Giselle Motta, Flávia Rodrigues, Bruna Chiaradia e Aurora Miranda Leão…

Delvo Simões e Alice Gonzaga: ele coordenu o júri e fez a diferença; ela espalhou alegria…

Anápolis vai viver semana de Capital do Cinema Brasileiro

Está tudo pronto para o II Anápolis Festival de Cinema. O festival, idealizado e coordenado pela produtora e cineasta Débora Torres, reverteu-se de pleno êxito quando de seu lançamento, ano passado, e este ano vem maior e com boas novidades. O festival será aberto na próxima segunda, 19, às 19 horas, e prossegue até dia 26, no Teatro Municipal de Anápolis.

Débora Torres (entre Murilo Rosa e Alberto Araújo): energia para comandar um festival que já nasceu grande…

A abertura do II Anápolis Festival de Cinema será marcada pela exibição do filme documentário Bokemboka – A trajetória de Washington “Seu Menino”. A obra tem direção de Carlos César, o Cesinha, e foi produzido a partir do Prêmio Incentivar da primeira edição do festival.

A abertura da Mostra Adhemar Gonzaga de Cinema Brasileiro será com a exibição do documentário Rock Brasília – Era de Ouro, de Vladimir Carvalho, um olhar sobre as bandas e o movimento de rock em Brasília, nos anos de 1970. 

Rubens Ewald Filho, Curador da Mostra de Longas, é presença garantida

O festival ainda terá a presença do renomado crítico de cinema e curador da Mostra de Longas-metragens Convidados, Rubens Ewald Filho; do curador da Mostra de Curtas Documentários do Centro- Oeste, Beto Strada; a atriz e curadora da Mostra Curtas Anápolis, Mallu Moraes; os atores Leandro Firmino e Germano Pereira, e o cineasta João Batista de Andrade.

Germano Pereira, sucesso na novela Passione, estará no festival de Anápolis

A mostra de longas-metragens de Ficção Brasileira homenageia o pioneiro Adhemar Gonzaga, fundador da CINÉDIA, a primeira companhia cinematográfica brasileira. Nessa modalidade, além do filme Rock Brasília, serão exibidos, a cada noite, os filmes Onde está a Felicidade ?, de Carlos Alberto Riccelli; As Melhores Coisas do Mundo, de Lais Bodanzki; Estômago,de Marcos Jorge; O Palhaço, de Selton Mello; Como Esquecer,de Mallu De Martino; e Olhos Azuis, de José Joffily, sempre às 19 horas, no Teatro Municipal.

Selton Mello vai a Anápolis com o seu premiado O Palhaço

O II Anápolis Festival de Cinema é aberto a toda comunidade, a qual terá a oportunidade de acompanhar a exibição de filmes de produção regional e nacional gratuitamente. O festival ainda possibilita a aproximação da plateia com atores e produtores cinematográficos, gerando assim uma interação única oportunizada pelo Festival.

Alice Gonzaga, filha do pioneiro Adhemar Gonzaga, estará na comissão julgadora e no curta O Sumiço de Alice, a ser exibido no encerramento…

FESTIVALZINHO

Junto à programação do II Anápolis Festival de Cinema, acontece o Festivalzinho, sessões de filmes desrtinados às crianças da rede municipal de ensino. Também serão ministradas durante o festival as oficinas Cinema & Filosofia com Ada Kroef , e Produção de Curta Digital de Baixo Custo com o cineasta/ator/dramaturgo Alex Moleta, além da realização de debates com diretores, produtores e elenco dos filmes das mostras competitivas.

A atriz Bete Mendes é presença confirmada em Anápolis

Presenças

O Festival contará com a presença de grandes personalidades do cinema como Rubens Ewald Filho (curador da mostra de longas convidados); do compositor e trilheiro, André Moraes; Beto Strada (curador da mostra de curtas documentários do Centro- Oeste); as atrizes Mallu Moraes (curadora da mostra de curtas anapolinos), Bete Mendes, Rosamaria Murtinho (presidente do júri), Betina Viany e Ingra Liberato; os atores Oscar Magrini, Irandhir Santos, Leandro Firmino, Germano Pereira, Murilo Rosa, Gustavo Machado, Wandi e Babu Santana; os cineastas Zózimo Bulbull, Carlos Alberto Riccelli, Selton Mello, João Batista de Andrade, José Joffily, Jarleo Barbosa, Walter Webb, Vladimir Carvalho e Alex Moleta (oficineiro do festival); o embaixador Lauro Moreira; os jornalistas, Hermes Leal, Cid Nader e Aurora Miranda Leão (também atriz e cineasta); os produtores Fabiano Gullane, Marcelo Tôrres, Elisa Tolomelli, Ligocki, Alice Gonzaga, Biza Viana e Cláudia Natividade; o fotógrafo Vantoen Pereira Júnior; entre outros.

 A atriz Ingra Liberato vai levar sua beleza para Anápolis…

Premiações

Os filmes selecionados para o II Anápolis Festival de Cinema concorrerão ao troféu Beto Leão de Cinema.  O prêmio é uma homenagem in memoriam ao ex-crítico, pesquisador, roteirista, diretor, produtor e escritor goiano. Também serão conferidos o Troféu Anápolis (criação do artista plástico Napefi) aos vencedores e Troféu Anápolis Homenagem a nomes significativos do cinema brasileiro.

Irandhir Santos, do elenco de Olhos Azuis, estará em Anápolis

OS LONGAS DE ANÁPOLIS
Mostra Adhemar Gonzaga de Cinema Brasileiro
ROCK BRASÍLIA – Era de Ouro

Datal: Dia 19 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 20 de Março às 19 horas
Local: Parque Ipiranga 

ONDE ESTÁ A FELICIDADE ?

Datal: Dia 20 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 21 de Março às 19 horas
Local: Industrial Munir Calixto 
AS MELHORES COISAS DO MUNDO

Datal: Dia 21 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 22 de Março às 19 horas
Local: Vila Formosa 
ESTÔMAGO

Datal: Dia 22 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 23 de Março às 19 horas
Local: Distrito de Goialândia – Anápolis GO 

O PALHAÇO

Datal: Dia 23 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 23 de Março às 19 horas
Local: Distrito de Souzânia – Anápolis GO


COMO ESQUECER

Datal: Dia 24 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 25 de Março às 19 horas
Local: Bairro São Joaquim 

OLHOS AZUIS

Datal: Dia 25 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 26 de Março às 19 horas
Local: Bairro Recanto do Sol

Confira a premiação:

Longa-metragem de ficção – Mostra Adhemar Gonzaga

Melhor Filme de Ficção – R$ 25 mil, mais troféu;
Melhor Direção – R$ 12,5 mil, mais troféu;
Melhor Ator –R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Atriz –R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Ator Coadjuvante – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Atriz Coadjuvante – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Roteiro – R$ 6.250  mil, mais troféu;
Melhor Fotografia – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Direção de Arte – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Montagem – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Som – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Trilha Sonora – R$ 6.250 mil, mais troféu.

Curta- metragem Documentários do Centro-Oeste

Melhor curta-metragem do Centro-Oeste – R$ 6.250 mil, mais troféu.

Curta Anápolis 

Melhor Curta Metragem Anapolino – Prêmio Incentivar – Secretaria Municipal da Cultura. A premiação será destinada à produção de um curta, a ser produzido na região de Anápolis e exibido na abertura do III Anápolis Festival de Cinema. Valor do prêmio R$ 37,5 mil, mais troféu.

Saudades do FestCine Goiânia…

Foram oito dias de intensas conversas onde a Sétima Arte era o tema principal: projeções em salas lotadas, distribuição de sorrisos e autógrafos, um congraçamento bonito de se ver e que agora nos enche de saudade… Que venha o FestCine 2011 !

SARAVÁ !!!

Rosamaria Murtinho, Sílvio Tendler e Ingra Liberato

Rubens Ewald Filho fez duas concorridas palestras provando ser uma “enciclopédia ambulante de Cinema”

Satisfação entre amigos: Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho

Débora Torres, Aurora e Rubens Ewald Filho no Cine Goiânia Ouro

Alex Moletta, de Santo André: dicas para fazer vídeos com pouca grana

Débora Torres, que lançou curta no encerramento, Ingra Liberato e Itamar Borges

Carol Leão autografa livro do pai, o saudoso cineclubista BETO LEÃO

Simone Spoladore concede entrevista a Mariley Carneiro

Documentarista Orlando Lemos com a filha Ana e as sobrinhas

Ator Guido Campos, cineasta Bruno Safadi e produtora Débora Torres

Jovem e competetente ator gaúcho Samuel Reginatto anuncia Os Famosos e os Duendes da Morte

Escritor Miguel Jorge (GO) e Alex Moletta (SP)

Amigas cinemeiras: Aurora Miranda Leão e Carol Paraguassu

TURMA BOA: Miguel, Ingra, Alex, Aurora, Rogério, Rosinha e Débora Torres

MULHERES DE CINEMA: Ingra Liberato, Aurora Miranda Leão, Rosamaria Murtinho e Débora Torres

Argentino Lazzarini: “Equipamentos de ponta não substituem a capacidade de contar uma boa história”

Cineasta Jeferson De e documentarista Julinho Léllis

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Rosamaria Murtinho, presidente oficial do Júri

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Rosamaria Murtinho conversa com Irandhir Santos

Esta jornalista autografa livro do pai, LG de Miranda Leão

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Caco Ciocler, homenageado na noite de abertura, recebe Troféu Goiânia, idealizado pelo artista Siron Franco, da secretária municipal de Educação, Márcia Carvalho.

Viajo porque Preciso, Volto porque Te Amo

Após receber os prêmios de Melhor Direção e Melhor Fotografia do Festival do Rio 2009 e participar do 66º Venice International Film Festival, o longa VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO, dos diretores Marcelo Gomes e Karim Aïnouz, estrelado por Irandhir Santos, estréia dia 28 em Fortaleza e Recife.


VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO conta a história de José Renato, geólogo, 35 anos,  enviado para realizar uma pesquisa de campo durante a qual terá que atravessar todo o Sertão,  região semi-desértica,  isolada,  situada no Nordeste do Brasil. O objetivo de sua pesquisa é avaliar o possível percurso de um canal que será construído a partir do desvio das  águas do único rio caudaloso da região. No decorrer da viagem, nos damos conta que há algo de comum entre José Renato e os lugares por onde ele passa: o vazio, uma certa sensação de abandono, de isolamento. O  desolamento da paisagem parece ecoar em José Renato e a viagem vai ficando cada vez mais difícil. A pesquisa geológica vai sendo contaminada pela  sensação de desamparo, pela saudade incessante da ex-mulher, por uma vontade  de voltar pra casa. Mas ele decide ir em frente, seguir  viagem, na esperança que a travessia transmute seus sentimentos.  Assim como um astronauta depois de atravessar o espaço sideral, assim como  um marinheiro depois de cruzar um oceano – para José Renato, nada mais será  como antes. 

Segundo os diretores, nascidos no litoral do nordeste, “o Sertão sempre foi  um lugar imaginado, recorrente nas conversas de família. Era o lugar onde  nasceram nossos avós”.  VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO se origina na curiosidade e  fascinação por esse lugar. Um lugar que os diretores conheciam muito bem, mas para o qual nunca haviam ido. Eles escolheram contar uma história em primeira  pessoa, através de um personagem que fosse viajando e coletando imagens,  sons, músicas; comentando suas impressões da paisagem meio-conhecida,  meio-desconhecida. Um personagem que fosse encontrando gente, mas que também  fosse descrevendo esse lugar e seus habitantes, fisicamente, factualmente.

 MARCELO GOMES

Seu contato com o cinema começou com um cineclube que ele criou em Recife, sua cidade natal. Depois de seformar em cinema pela Bristol University. Gomes dirigiu uma série de curtas-metragens que receberam vários prêmios. Seu primeiro longa metragem, Cinema, Aspirinas e Urubus, foi premiado na mostra ‘Um Certo Olhar’ do festival de Cannes em 2005, recebendo o prêmio do Ministério da educação. O filme recebeu mais de 50 prêmios em festivais internacionais do mundo todo. Atualmente Marcelo está trabalhando em seu próximo filme Era uma vez Verônica.

Karim Aïnouz

Karim Aïnouz dirigiu Madame Satã (Un Certain Regards – Cannes 2002), O Céu de Suely (Orizzonti – Veneza 2006) e a séria para TV Alice, para a HBO Latin America. Suas instalações foram apresentadas no Whitney Museum of American Art Biennal (1997) e na Bienal de São Paulo (2004). Atualmente Karim está trabalhando seu próximo longa, Praia do Futuro. 

Brasil, 2009, 75 min, 14 anos. 

Elenco: Irandhir Santos como José Renato

Direção / Roteiro: Marcelo Gomes e Karim Aïnouz

Colaboração no roteiro:  Eduardo Bernardes 

Produção: Daniela Capelato

Co-Produzido: Fabiano Gullane, Caio Gullane, Ofir Figueiredo e Chico Ribeiro

Montagem: Karen Harley

Trilha Sonora: Chambaril

Distribuição: Espaço Filmes