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Poesia de CARPINEJAR: Como um GOL de MESSI…

Quem me conhece, tá cansado de saber: quando gosto, meu gostar é pra valer; se me apaixonar, sai da frente…

Pois desde que conheci os versos do poeta gaúcho Fabrício Carpinejar, apaixonei-me pela prosa e a poesia dele.

Mérito exclusivo do escritor, que abusa do singular direito de encantar…

Pois não é que acabo de ser surpreendida com um texto atordoantemente lindo do poeta (cuja parceria muito deve honrar a Mário Corso), flagrando e traduzindo na mais fina escrituração poética os dribles, passes, jogadas, enfim, a maestria do absolutamente craque argentino LIONEL MESSI ?!

O texto é uma pérola, indicado por minha querida amiga Luziany Gomes, que, sabendo de minha ligação intensa com o mestre de todas as bolas, me presenteou com esta preciosidade.

Um texto que, tivesse eu o talento, o olhar e a sensibilidade de CARPINEJAR, talvez levasse minha assinatura, antes mesmo da do poeta.

O que você vai ler a seguir, eu teria o MAIOR ORGULHO DE ASSINAR.

Salve, CARPINEJAR !

E obrigada por nos presentear a todos, sobretudo nós, tietes e admiradores atentos e maravilhados ante a atuação de MESSI, com esta preciosidade em forma de crônica.

GOL DE PATINETE

Fabrício Carpinejar e Mário Corso

Maradona não pode ser comparado a Pelé, mas Messi sim, ele já mostra fagulhas do impossível, risca fósforos das chuteiras, entra na pequena área com archotes, ilumina a caverna das traves com rupestres e desenhos incríveis. As redes deveriam ser retiradas depois de seus gols.

O que ele aprontou contra Arsenal é antológico. Seu primeiro gol será tão reprisado quanto a derrubada das torres gêmeas. Nasceu com moldura. O argentino recebeu enfiada de Iniesta e deu um chapéu no goleiro Almunia e concluiu sem deixar a bola cair. A questão é o curto espaço da operação, um rasgo para cima, lembrando os dribles para dentro dos santistas Canhoteiro e Edu.

Foi, na verdade, uma bicicleta de frente, criou o gol de patinete. A bola e o goleiro estavam em outra rotação, muito mais lentos; Messi congelou o tempo para encobrir e botou o tempo a correr novamente ao arrematar. A bola sobe com efeito, como se zombasse das mãos do arqueiro. Não há jogo de corpo do atacante, mas jogo de corpo da bola. A bola joga para Messi.

Talvez seja o tento mais perfeito que se viu no Camp Nou. Esperava-se o toque ao lado para limpar o goleiro. Não, ele toca por cima, numa manobra absolutamente original. Essa é a diferença do gênio para o craque, da estrela para o cometa. Messi não diviniza o banal, desembaraça o divino. Amplia o repertório, não permite um mínimo de descuido e desatenção do torcedor. Qualquer lance dele cheira a milagre. Ele não corre, aparece; ele não chuta, coloca; ele fundiu balé com futebol de salão.

Não há jogo ruim, no mínimo boas atuações alternadas com levitações demoníacas. Seu pé esquerdo é uma centopeia delirante. Comprova que os canhotos não surgiram para a mendicância técnica. São reis do ilusionismo.

Ele não realizou sua obra-prima em cima do Olaria, mas na poderosa esquadra do Arsenal em oitavas de final da Liga dos Campeões. Sacramentou a vitória de 3 a 1 sobre o vice-líder do Campeonato Inglês.  Alguns podem alegar que ele não oferece o mesmo espetáculo defendendo a Argentina. Calma, calma, o Barcelona é uma seleção (assim como o Santos da década de 60), a Argentina que é o clube. Messi não repete suas performances de gala no combinado do seu país porque não há como, é uma confusão política, de desmandos e superstições.

No Espanhol, o artilheiro atingiu 77% de acerto nas finalizações, o maior índice da história. Contabiliza 27 gols em apenas 116 conclusões – marcou a cada 4,3 chances que teve.

É um centroavante completo e um meia esplêndido, concilia o talento magnético na condução da bola e o oportunismo de matador. Impossível marcá-lo. Há algo de maduro em seu rosto, lampejo de tigre, e só tem 23 anos.

Repare que nem comemora o gol, acena, agradece com sinal da cruz. Sua comemoração nunca é explosiva, parece que não quer diminuir o lance com coreografias animadas; só aceita dançar com a bola, não trai sua parceira de tango.

Deseja o lance seco, curto, sem música de fundo. O futebol essencial, o futebol pelo futebol.

A sensação que nos passa é que a finalização letal consumiu toda sua energia criativa. Desce um degrau durante a euforia, enquanto o hábito da maioria é se sentir melhor com o gol. 

É um erro pensar que jogar com alegria diferencia o jogador. Ele precisa jogar com todos os sentimentos misturados, com tristeza também.

Se Lionel Messi encanta desse jeito com aplausos, ficamos imaginando o que faria num acesso de raiva e fúria. Se ele age assim para calar o adversário, o que seria capaz de encenar para calar a torcida.

Está na hora de vaiar Messi. Vaiar com vontade. Daí ele conhecerá a perfeição que vem com a vingança. Conhecerá o cisne negro. A outra metade de Pelé que lhe falta. 

Ele não corre, aparece; ele não chuta, coloca; ele fundiu balé com futebol de salão.

FIFA Reconhece: MESSI é SHOW de Bola !

Messi fica com o prêmio de melhor jogador do mundo pela segunda vez consecutiva, em 2010

Foto: AFP

MESSI: Argentino é tão bom quanto seu “padrinho” MARADONA

O talento e o acúmulo de feitos na precoce carreira fizeram o craque argentino Lionel Messi quebrar uma tendência. Desde que o prêmio da Fifa foi criado, um campeão da última Copa levou o prêmio de Bola de Ouro da Fifa. Apesar de não ter feito uma Copa genial (Argentina saiu nas quartas de final), o atacante (que virou a figura mais popular e querida do futebol mundial) levou o Bola de Ouro da Fifa e da revista France Football. Eleito por técnicos, jogadores e jornalistas, Messi ganhou o prêmio pela segunda vez consecutiva.

Messi é eleito o melhor do mundo pelo segundo ano consecutivo
Foto: AFP

MESSI: eleito Melhor Jogador do mundo pelo segundo ano consecutivo

Última premiação a ser divulgada na noite de gala da Fifa, a escolha do melhor jogador foi anunciada por Pep Guardiola, técnico do Barcelona. A cerimônia foi marcada por efeitos especiais. Enquanto o locutor lia os nomes dos três concorrentes, imagens tridimensionais dos jogadores apareciam no telão.

No discurso, depois de receber o trofeu, MESSI admitiu estar surpreso com a escolha. “Não esperava vencer. Queria dividir isso com os meus companheiros. Sem eles não estaria aqui. Quero dividir também com todos os torcedores do Barcelona. Muito obrigado!”, afirmou.

A eleição do BOLA DE OURO ficou assim: Messi obteve 22,65% dos votos. Andrés Iniesta (autor do GOL da Vitória espanhola na Copa) ficou na segunda colocação, com 17,36% e Xavi em terceiro com 16,48%.