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Porque Som e Cinema São Inseparáveis…

Com curadoria de Hernani Heffner e Ruy Gardnier, a quarta edição do Festival CineMúsica – Festival de Cinema e Música de Conservatória aconteceu início de setembro na pacata cidade da bela região dos lagos do Rio de Janeiro. Há anos queria conhecer a Cidade da Seresta e não podia deixar de estar no CineMúsica justo no ano em que Alice Gonzaga – Primeira Dama do Cinema Brasileiro – seria homenageada.

Aurora Miranda Leão e Alice Gonzaga no Cine Centímetro (foto Bebel Assaf)

Conservatória é poeticamente sonora e agradável. Estar ali nos dias iniciais de setembro foi muito bom. Tanto a cidade como o Festival fizeram a viagem fazer sentido e plantaram saudades.

Considerada a Cidade da Seresta, Conservatória, no interior do Estado do Rio de Janeiro, abriga o Cine Centimetro – cinema de rua e, réplica do extinto Cine Metro da Tijuca, tradicional bairro da capital carioca -, sede do Festival, que nesta edição, homenageia a MPB no cinema.

A extensa e bem qualificada programação foi aberta na Praça da Matriz com a exibição do documentário Onde a Coruja Dorme, Márcia Derraik e Simplício Neto, cujo foco é o sambista Bezerra da Silva, numa iniciativa de resgate das canções feitas pela gente simples dos morros cariocas.

Em Conservatória, as flores brotam com a mesma constância das músicas…

A Praça da Matriz foi ainda o local de exibição de títulos como “Programa Casé – O Que a Gente Não Inventa Não Existe”, de Estevão Ciavatta, e “Zé Ramalho – O Herdeiro do Avohai”, de Elinaldo Rodrigues. Mas a praça da Matriz é também o lugar onde a gastronomia conservatoriana e o artesanato da região do café se mostram com bastante fartura e todas as noites a praça estava lotada, sobretudo porque antes das sessões de cinema, o festival promoveu diversas apresentações artísticas, nas quais a música foi o grande Maestro.

No comando de tudo, a aguerrida Cleide Salgado, sempre atenta a tudo, disposição invejável e garra bastante para levar adiante festival tão importante quanto necessário, ao qual a prefeitura de Conservatória precisa dar um tratamento à altura do que o festival acarreta para a cidade.

 Troféu CineMúsica para Alice Gonzaga, bastante aplaudida com a justa Homenagem

Com todas as sessões gratuitas, a programação do Festival CineMúsica teve ainda o lançamento de Não se Pode Viver sem Amor, de Jorge Duran, e O Sol de Meio Dia, da diretora paulista Eliane Caffé.

Aguarde um novo post sobre o Festival CineMúsica, evento que segue para sua quinta edição como um dos mais profícuos e relevantes para o duo Som & Cinema, o ponto G da Sétima Arte.

CinePE Terá O Bem Amado e Quincas Berro…

A 14ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual, será aberta dia 26 com a exibição do aguardado  O BEM AMADO, filme de Guel Arraes, baseado na obra homônima do dramaturgo baiano DIAS GOMES.

Outra exibição ainda inédita no circuito e com estréia marcada para o festival pernambucano é a de Quincas Berro D’Água, novo longa de Sérgio Machado com Paulo José e Flávio Bauraqui,  produzido pela VideoFilmes, de Walter e João Moreira Salles. 

Nascido em Pernambuco, Guel Arraes é um dos homenageados do Cine PE , que pagará tributo também ao ator Tony Ramos, à atriz Julia Lemmertz e à Globo Filmes.

Já o documentário Continuação (RJ), de Rodrigo Pinto sobre o músico pernambucano Lenine, encerra o festivalto na noite do dia 2 de maio, no Cine São Luiz recém-restaurado, antes da cerimônia de premiação.

A seleção de filmes foi baseada em critérios bastante ponderados, que levaram em consideração a qualidade cinematográfica, o ineditismo do filme, sua representatividade regional e o currículo do diretor – explicou Alfredo Bertini, codiretor, com sua mulher, Sandra, do Cine PE.

 A mostra competitiva de longas-metragens é composta por seis títulos, nem todos inéditos no circuito comercial ou de festivais nacionais. O Homem Mau Dorme Bem (DF), de Geraldo Moraes, por exemplo, ganhou um troféu Candango de ator coadjuvante (Bruno Torres) do Festival de Brasília ano passado.

As melhores coisas do mundo (SP), de Laís Bodanzky, chega aos cinemas cariocas e paulistas no dia 16 – o Cine PE servirá de plataforma de lançamento do longa-metragem naquele estado, marcado para o dia 30.

Há dois documentários na peleja: Cinema de guerrilha (SP, de Evaldo Mocarzel, e Seqüestro, de Wolney Atalla, sobre as investigações da Divisão Antissequestro de São Paulo, já exibido na Mostra de São Paulo. Léo e Bia (RJ), que marca a debute do músico Oswaldo Montenegro como diretor de uma peça inspirada em uma de suas mais famosas canções, e Não se pode viver de amaor (RJ), de Jorge Durán (É proibido proibir, completam a lista de candidatos aos troféus Calunga. O filme de Durán, com Cauã Reymond, Ângelo Antônio e Simone Spoladore no elenco, chega fresquinho da competição do Festival de Guadalajara (México), realizado em março.

 – Concluímos o filme dias antes do início do festival mexicano. Já temos um convite para participar do Festival de Montreal (Canadá). Depois, vamos tentar um festival na Europa e lançamos aqui no Brasil – planeja Durán.

A produção do CinePE recebeu um total de 426 filmes inscritos – 70 longas (seis a mais que na edição de 2009) e 356 curtas. Durante os seis de de competição, serão exibidos 63 filmes (47 curtas e 16 longas) no Teatro Guararapes, em Olinda, a cidade vizinha, e no Cinema São Luiz, no centro do Recife antigo. 21:18