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Cinema no Moreira Salles

Durante este outubro, o Instituto Moreira Salles, no Rio, acolhe a mostra Cinema e Arte, exibindo filmes e documentários sobre arte e realizando mesas-redondas para o debate do tema. Amanhã, 12, terça-feira, é a pré-estréia do filme Cildo, dirigido por Gustavo Rosa de Moura sobre o artista plástico Cildo Meireles.

O artista plástico Cildo Meireles: agora, no cinema

Entre os filmes com exibição confirmada, Um retrato de Diego, de Gabriel Figueroa Flores e Diego López; Gilbert & George – artista duplo, de Julian Cole; Downtown 81, de Edo Bertoglio; David Hockney: um grande mergulho, de Jack Hazan; O enigma de um dia e O Pintor, de Joel Pizzini

A curadoria é de José Carlos Avellar.

Programação completa: www.ims.uol.com.br

Mesas-redondas – Programação

Crítica como criação – 16/10 – 17h30 – sábado

Exibição do filme Formas do Afeto – um filme sobre Mário Pedrosa de Nina Galanternick (Brasil, 2010. 35’)

Participações: Frederico Morais, Fernando Cocchiarale e José Carlos Avellar

Há algum tempo que o papel da crítica, seja de artes visuais em particular seja das artes em geral, é posto em xeque tanto por artistas quanto pelo público. Se nas décadas de 50 e 60 a crítica foi um dos motores da criação estética através de parcerias, de cumplicidades e do rigor em suas colocações, hoje em dia ela é vista como espécie de espaço neutro, cuja ressonância criativa é mínima e restrita a pequenos círculos de iniciados. Partindo dessa premissa negativa, a mesa irá expandir o debate sobre esse papel criativo da crítica e sobre sua escassa presença no cotidiano das artes. Se a crítica contemporânea ainda tem o que dizer e colaborar, quais são as novas formas de se posicionar criticamente frente à arte brasileira? Como construir um novo caminho conjunto entre crítica e criação no meio cultural brasileiro?

Após o debate será exibido o filme 5+5+.

Arte, política e nacionalismo – 23/10 – 17h30 – sábado

Participações: Moacir dos Anjos, Cildo Meireles e Carlos Vergara

Tema amplo e multifacetado, as relações entre arte e política são cada vez mais atuais no debate cultural contemporâneo. Em uma época sem inimigos públicos ou ditaduras, a relação de artistas e intelectuais com a ação política torna-se difusa, porém permanece poderosa. Qual o papel do artista frente os novos temas e atores sociais que se afirmaram na última década do país? Como agregar coletividades ao redor da cultura? A mesa debaterá o tema a partir das diversas transformações que essas duas categorias – arte e política – passaram em nossa história recente.

Antes da mesa-redonda será exibidoSe meu pai fosse de pedra, de Maria Camargo

Arte e espaço público – 30/10 – 17h30 – sábado

Participações: Pedro Rivera e Marcos Chaves.

Hoje em dia, talvez mais do que nunca, as cidades e seus espaços públicos tornaram-se laboratórios criativos para projetos e intervenções. Arquitetos e artistas articulam cada vez mais saberes e fazeres em prol de novas demandas e usos do meio urbano por parte de governos e da população. A mesa apresentará o diálogo produtivo entre a arquitetura e a arte contemporânea, explorando um histórico de eventos públicos e propondo outros percursos criativos possíveis nas artes visuais e na construção do espaço público no Brasil.

Antes da mesa-redonda será exibido O cão louco Mario Pedrosa, de Roberto Moreira (Brasil 1993)

Durante a mostra Cinema e Arte será lançado um pack especial do projeto Retratos Contemporâneos da Arte, reunindo o filmes Fernando Lemos: Atrás da imagem (direção de Guilherme Coelho), 5+5+ (direção de Rodrigo Lamounier) e o próprio Cildo. Todos os filmes foram produzidos pela Matizar Filmes.

Retratos Contemporâneos da Arte

5+5+

Direção: Rodrigo Lamounier

Por onde anda uma obra de arte? Quais são os caminhos que um trabalho – ou uma série de trabalhos – pode seguir ao longo da vida de quem o adquiriu? O documentário 5+5+ mostra o percurso que cinco serigrafias de Carlos Vergara fizeram desde o momento de sua aquisição até a atualidade. O filme aponta o que as obras representam para os seus donos, um deles o cineasta e colecionador Ivan Cardoso. “A primeira serigrafia que eu comprei foi a do Vergara e custou 15 cruzeiros. Foi engraçado porque eu paguei para adquirir o Vergara e não a obra dele. Paguei em cinco vezes para ser seu amigo… e realmente depois disso nunca mais nos separamos”, lembra Ivan.

Cildo

Direção: Gustavo Rosa de Moura

O documentário Cildo foca na obra e no pensamento do artista plástico Cildo Meireles – figura central na arte contemporânea brasileira. Fruto de quatro anos de filmagens, o documentário teve pré-estréia mundial nos dias 09 e 11 de janeiro de 2009, na sala de cinema da Tate Modern, em Londres, durante o último final de semana da grande retrospectiva do artista neste prestigioso espaço.

Artista conceitual que se destacou no final dos anos 60, Cildo Meireles trabalha principalmente com instalações de grandes dimensões. O filme se torna um importante meio de compreensão de seu trabalho, na medida em que reúne várias de suas obras, espalhadas por diversas exposições. E possibilita ainda que o público brasileiro compartilhe desse momento histórico, que é sua retrospectiva na Tate. “Através do audiovisual, procuramos oferecer uma imersão nas obras do Cildo, para que o público possa experimentar uma outra forma de contato com seus trabalhos”, ressalta Gustavo Rosa de Moura.

Fernando Lemos: Atrás da imagem

Direção: Guilherme Coelho

Um encontro com a vida e a obra de Fernando Lemos – fotógrafo, pintor, desenhista, artista gráfico e poeta português radicado há 50 anos no Brasil, para onde veio fugindo da ditadura de Salazar. O filme explora sua história pessoal e política, as influências, sua visão artística e seu acervo pessoal de obras de arte.

Programação de filmes

Sexta-feira – 8 de outubro
14h – A obra de arte – de Marcos Ribeiro (Brasil 2010)
15h30 – O mistério Picasso (Le mystère Picasso) – de Henri Georges Clouzot (França 1956)
17H – Luz Negra – de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska (Brasil 2002)
Yves Klein, a revolução azul (Yves Klein, la révolution bleu) – de François Levy Kuentz (França 2006)
18h30 – 5+5+ – de Rodrigo Lamounier (Brasil 2010)
20H – David Hockney: um grande mergulho (A bigger splash) – de Jack Hazan (Inglaterra 1973)

Sábado – 9 de outubro
14h – Guernica (Guernica) – de Robert Hessens e Alain Resnais (França 1950)
Fernando Lemos, atrás da imagem – de Guilherme Coelho (Brasil 2006)
15h30 – Downtown 81 (Downtown 81) – de Edo Bertoglio (EUA 2001)
17h – Krajberg, o poeta dos vestígios – de Walter Salles (Brasil 1987)
18h30 – 5+5+ – de Rodrigo Lamounier (Brasil 2010)
20h – O decamerão (Il decamerone) – de Pier Paolo Pasolini (Itália 1971)

Domingo – 10 de outubro
14h – Goya (Goya em Burdeos) – de Carlos Saura (Espanha 1999)
16h – A barriga do arquiteto (The belly of the architect) – de Peter Greenaway (Inglaterra 1986)
18h – El pintor tira el cine a la basura (Brasil 2008)
Concerto para clorofila (Brasil 2004)
Word World (Brasil 2001)
Da janela do meu quarto (Brasil 2004)
Otto – eu sou um outro (Brasil 1998)
Between – inventário de pequenas mortes (Brasil 2000)
Mestre da Gambiarra (Brasil 2008)
Todos os filmes são de Cao Guimarães
20h – A obra de arte – de Marcos Ribeiro (Brasil 2010)

Terça-feira – 12 de outubro
14h – Fernando Lemos, atrás da imagem – de Guilherme Coelho (Brasil 2006)
Cildo Meireles: gramática do objeto – de Luiz Felipe Sá (Brasil 2000)
Iole de Freitas: ar ativado – de Luiz Felipe de Sá (Brasil 2000)
16h – 5+5+ – de Rodrigo Lamounier (Brasil 2010)
O pintor – de Joel Pizzini (Brasil 1995)
18h – Quimera – de Tunga e Eryk Rocha (Brasil 2004)
Downtown 81 (Downtown 81) – de Edo Bertoglio (EUA 2001)
20h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)

Quarta-feira – 13 de outubro
14h – Rastros, pegadas de mulher (Traces, empreintes de femmes) – de Katy Ndiaye (França/Bélgica/Burkina Faso/Senegal 2003)
As estátuas também morrem (Les staues meurent aussi) – de Chris Marker e Alain Resnais (França 1953)
16h – 5+5+ – de Rodrigo Lamounier (Brasil 2010)
O enigma de um dia – de Joel Pizzini (Brasil 1996)
O Pintor (Brasil 1995)
19h – Terra deu terra come – de Rodrigo Siqueira (Brasil 2010)
Sessão realizada em parceria com a Abraci – Associação Brasileira de Cineastas e seguida de debate com o realizador

Quinta-feira – 14 de outubro
14h – Obra de arte – de Marcos Ribeiro (Brasil 2010)
15h30 – O mistério Picasso (Le mystère Picasso) – de Henri Georges Clouzot (França 1956)
17h30 – O enigma de um dia – de Joel Pizzini (Brasil 1996)
Eduardo Kac: oito diálogos – de Bruno Viana (Brasil 2000)
Nuno Ramos: acidente geográfico – de Eder Santos (Brasil 2000)
Ernesto Neto: Nós pescando o tempo – de Karen Harley (Brasil 2000)
20h – Fernando Lemos, atrás da imagem – de Guilherme Coelho (Brasil 2006)
Sessão seguida de debate com Fernando Lemos

Sexta-feira – 15 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – O pintor – de Joel Pizzini (Brasil 1995)
16h30 – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
18h – Rastros, pegadas de mulher (Traces, empreintes de femmes) – de Katy Ndiaye (França/Bélgica/Burkina Faso/Senegal 2003)
As estátuas também morrem (Les staues meurent aussi) – de Chris Marker e Alain Resnais (França 1953)
20h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)

Sábado – 16 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – El pintor tira el cine a la basura (Brasil 2008)
Concerto para clorofila (Brasil 2004)
Word World (Brasil 2001)
Da janela do meu quarto (Brasil 2004)
Otto – eu sou um outro (Brasil 1998)
Between – inventário de pequenas mortes (Brasil 2000)
Mestre da Gambiarra (Brasil 2008)
Todos os filmes são de Cao Guimarães
17h30 – Formas do afeto: um filme de Mario Pedrosa – de Nina Galanternick (Brasil 2010) – Sessão seguida de mesa redonda
20h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)

Domingo – 17 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – Ferreira Gullar: a necessidade da arte – de Zelito Viana (Brasil 2009)
16h30 – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
18h – O contrato do desenhista (The draughtsman´s contract) – de Peter Greenway (Inglaterra 1982) – cópia com legenda em espanhol
20h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)

Quarta-feira – 20 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – Luz Negra – de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska (Brasil 2002)
Yves Klein, a revolução azul (Yves Klein, la révolution bleu) – de François Levy Kuetz (França 2006)

Quinta-feira – 21 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – Fernando Lemos, atrás da imagem – de Guilherme Coelho (Brasil 2006)
17h – Sessão dupla
The Killer, o matador (The Killer) – De John Woo (EUA 1989)
Cães de alugel (Reservoir dog) – de Quentin Tarantino (EUA 1992)
Exibição seguida debate

Sexta-feira – 22 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – Goya (Goya em Burdeos) – de Carlos Saura (Espanha 1999)
17h30 – Rastros, pegadas de mulher (Traces, empreintes de femmes) – de Katy Ndiaye (França/Bélgica/Burkina Faso/Senegal 2003)
18h30 – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
20h – Um retrato de Diego (Um retrato de Diego) – de Gabriel Figueroa Flores e Diego López Rivera (México 2007)

Sábado – 23 de outubro
14h – O decamerão (Il decamerone) – de Pier Paolo Pasolini (Itália 1971)
16h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
17h30 – Se meu pai fosse de pedra – de Maria Camargo (Brasil 2009)
Sessão seguida de mesa-redonda
20h – David Hockney: um grande mergulho (A bigger splash) – de Jack Hazan (Inglaterra 1973)

Domingo – 24 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – Gilbert e George (Gilbert & George( – de Julian Cole (Inglaterra 2007)
18h – Formas de afeto: um filme sobre Mario Pedrosa – de Nina Galanternick (Brasil 2010)
Carlos Fadon Vicente – de Luiz Duva (Brasil 2000)
Carmela Gross (Brasil 2000)
20h – Um retrato de Diego (um retrato de Diego) – de Gabriel Figueroa Flores e Diego Lopez Rivera (México 2007)

Terça-feira – 26 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
Luz Negra – de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska (Brasil 2002)
16h – 5+5+ – de Rodrigo Lamounier (Brasil 2010)
O enigma de um dia – de Joel Pizzini (Brasil 1996)
18h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
Luz Negra – de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska (Brasil 2002)
20h – Gilette azul – de Miriam Chnaiderman (Brasil 2002)
5+5+ = de Rodrigo Lamounier (Brasil 2010)

Quarta-feira – 27 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
Guernica (Guernica) – de Robert Hessens e Alain Resnais (França 1950)
16h – Rastros, pegadas de mulher (Traces, empreintes de femmes) – de Katy Ndiaye (França/Bélgica/Burkina Faso/Senegal 2003)
As estátuas também morrem (Les staues meurent aussi) – de Chris Marker e Alain Resnais (França 1953)
18h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
Guernica (Guernica) – de Robert Hessens e Alain Resnais (França 1950)
20h – Goya (Goya em Burdeos) – de Carlos saura (Espanha 1999)

Quinta-feira – 28 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – A barriga do arquiteto (the belly of the architect) – de Peter Greenaway (Inglaterra 1986)
17h30 – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
20h – O contrato do desenhista (The draughtsman´s contract) cópia com legenda em espanhol

Sexta-feira – 29 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
16h – Gilette azul – de Miriam Chnaiderman (Brasil 2002)
5+5+ = de Rodrigo Lamounier (Brasil 2010)
18h – Formas de afeto: um filme sobre Mario Pedrosa – de Nina Galanternick (Brasil 2010)
Ferreira Gullar: a necessidade da arte – de Zelito Viana (Brasil 2009)
20h – Se meu pai fosse de pedra – de Maria Camargo (Brasil 2009)
Krajcberg, o poeta dos vestígios – de Walter Salles (Brasil 1987)
As estátuas também morrem (Les staues meurent aussi) – de Chris Maker e Alains Resnais (França 1953)

Sábado – 30 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – Gilbert & George (Gilbert & George) – de Julian Cole (Inglaterra 2007)
17h30 – O cão louco Mario Pedrosa – de Roberto Moreira (Brasil 1993)

Sessão seguida de mesa-redonda
20h – A crítica como criação: Frederico Moraes – de Guilherme Coelho (Brasil 2010)

Domingo – 31 de outubro
14h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
15h30 – Se meu pai fosse de pedra – de Maria Camargo (Brasil 2009)
Krajcberg, o poeta dos vestígios – de Walter Salles (Brasil 1987)
As estátuas também morrem (Les staues meurent aussi) – de Chris Maker e Alains Resnais (França 1953)
17h30 – A barriga do arquiteto (the belly of the architect) – de Peter Greenaway (Inglaterra 1986)
20h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)

Terça-feira – 2 de novembro
14h – O decamerão (Il decamerone) – de Pier Paolo Pasolini (Itália 1971)
16h – Gilbert & George (Gilbert & George) – de Julian Cole (Inglaterra 2007)
18h – Cildo – de Gustavo Moura (Brasil 2009)
20h – David Hockney: um grande mergulho (A bigger splash) – de Jack Hazan (Inglaterra 1973)

Quarta-feira – 3 de novembro
14h – Downtown 81 (Downtown 81) – de Edo Bertoglio (EUA 2001)
16h – O contrato do desenhista (The draughtsman´s contract) cópia com legenda em espanhol
18h – O decamerão (Il decamerone) – de Pier Paolo Pasolini (Itália 1971)
20h – A crítica como criação: Frederico Moraes – de Guilherme Coelho (Brasil 2010)

Instituto Moreira Salles
Rua Marquês de São Vicente 476 – Gávea
Tel: 21. 3284-7400 http://www.ims.uol.com.br
Ingressos Mostra Cinema e Arte: R$ 10,00
Participação mesas redonda: entrada franca
Coordenação do IMS-RJ: Elizabeth Pessoa.
Assessoria de coordenação: Bárbara Alves Rangel.
Curador da programação do cinema: José Carlos Avellar

Festival de Gramado Começa HOJE

Foi há quatro anos que, em busca de renovação, o Festival de Gramado mudou sua curadoria, passando por uma repaginação. O crítico José Carlos Avellar e o cineasta Sérgio Sanz começaram pelo que talvez parecesse mais simples e até lógico – já que a crise do festival se devia à primazia do glamour do tapete vermelho sobre a qualidade dos filmes e dos debates, eles fizeram uma opção pelo cinema de autor – não tão radical, é verdade, quanto a empreendida por outro curador, Eduardo Valente, no Festival de Tiradentes. Mas Gramado mudou e, agora, na sua 38.ª edição, a quarta com curadoria de Avellar e Sanz, o festival atinge uma rara proposta de equilíbrio.

Divulgação

KIKITO, o troféu do Festival de Gramado

É uma das marcas deste ano – a outra é que Gramado aumenta seu número de dias e, dos tradicionais seis, passa agora a nove. Ou seja, de sexta, 6, a sábado, 14. O filme de abertura, fora de concurso, será Bróder, de Jefferson De. O aumento do número de dias representa custos, operacionalidade, mas Avellar e Sanz acreditam que Gramado, a exemplo dos maiores festivais do mundo, precisa dar ao público e à crítica tempo para absorver e debater as mudanças que estão sendo propostas. Isto foi intencional, a seleção, uma decorrência. “Não foi um conceito, alguma coisa que tivéssemos buscado, mas consequência das próprias obras que se inscreveram para a competição nacional. Percebemos que havia, meio a meio, filmes de diretores estreantes e veteranos. Resolvemos montar uma seleção quatro a quatro – quatro filmes de diretores novos e quatro de diretores conhecidos”, explica Avellar, por telefone.

“Nos pareceu uma maneira interessante de discutir estilos e métodos de produções. A diversidade, afinal, continua dando o tom da produção brasileira. Existe um cinema que se pretende mais comercial. Não somos contra, mas nosso recorte privilegia o cinema de autor”, ele acrescenta. O mesmo procedimento foi adotado para a mostra competição internacional. “Buscamos países latinos que produzam menos, ou não têm propriamente uma tradição, mas que trazem propostas artísticas ou de métodos de realização que possam ser debatidas com seus colegas brasileiros, visando a uma integração.”

Bróder, filme premiado de Jefferson D, abre 38a edição do Festival de Gramado

No formato proposto por Avellar e Sanz, o festival não é – não quer ser – um campeonato de filmes. Sem dúvida que eles buscam a qualidade, mas, independentemente de serem os melhores filmes, os filmes das duas seleções – a brasileira e a latina – dialogam entre si e é o mais importante. Vejam as duas listas. A brasileira contempla os novos – Eduardo Vaisman, Flávia Castro, etc. — e os veteranos – Jorge Durán, Sylvio Back. O filme de encerramento foi buscado pela dupla de curadores e eles explicam por quê. “Um filme de Cao Guimarães nos interessaria, a priori, mas Ex-Isto nos interessou ainda mais por ser sobre um poeta como Paulo Leminski. Nos pareceu um diálogo íntimo e forte com uma de nossas homenageadas, Ana Carolina. A obra dele se constrói por meio de imagens visuais e verbais muito fortes. Os títulos dos filmes de Ana, Mar de Rosas, Das Tripas Coração, etc., já anunciam alguma coisa que será expressa ou retomada pela realização. E o último filme que fez foi sobre um poeta, Gregório de Mattos.”

Ana Carolina recebe o Troféu Eduardo Abelim, que leva o nome do pioneiro do cinema gaúcho e brasileiro. Paulo César Pereio é o homenageado do Troféu Oscarito e uma terceira homenagem será prestada ao presidente da Cinemateca Uruguaia, Manuel Martinez Carril (leia sobre cada um deles nesta página). O princípio do equilíbrio – cinematografias conhecidas e outras nem tanto – também prevalece entre os latinos. Os filmes que concorrerão ao Kikito vêm de tradicionais competidores – e vencedores – como Uruguai e Argentina, mas também de países como a Nicarágua, de produção mais sazonal. Ambas as seleções contemplam obras nas bordas da ficção e do documentário, uma tendência que tem sido reiterada por Gramado, nos últimos anos.

* Texto de Luiz Carlos Merten

Longas Nacionais

180° – Eduardo Vaisman (Rio de Janeiro)

Diário de uma Busca – Flavia Castro (Rio)

Enquanto a Noite Não Chega – Beto Souza (Porto Alegre)

Não Se Pode Viver Sem Amor – Jorge Durán (Rio)

O Último Romance de Balzac – Geraldo Sarno (Rio)

Ponto Org – Patricia Moran (São Paulo)

O Contestado – Restos Mortais – Sylvio Back (Rio)

 Longas Estrangeiros

El Vuelco del Cangrejo – Oscar Ruiz Navia (Colômbia/França)

Historia de un Dia – Rosana Matecki (Venezuela)

La Vieja de Atras – Pablo Jose Meza (Argentina/Brasil)

La Yuma – Florence Jaugey (Nicarágua)

Mi Vida con Carlos – German Berger (Chile/Espanha/ Alemanha)

Ojos Bien Abiertos – Un Viaje por la Sudámerica de Hoy – Gonzalo Arijon

Saiba mais: www.festivaldegramado.net

Longas e Homenageados do Festival de Gramado

Chegamos ao 38º Festival de Cinema de Gramado. O maior evento cinematográfico da América Latina ganha, nesta edição, dois dias a mais, iniciando sexta–feira, 6 de agosto, e encerrando sábado, 14 de agosto. 

Leandra Leal e Daniel de Oliveira: vencedores como Melhor Atriz e Ator na edição 2008…

    Serão nove dias de debates, encontros, mostras competitivas e paralelas, quando o tema central será o cinema nacional e latino-americano e onde serão apresentadas as mais recentes produções da Sétima Arte em nosso continente.

    Durante estes dias, passarão pela serra gaúcha centenas de atores, atrizes, produtores, diretores, cineastas e jornalistas. O público vai poder ver o tradicional desfile de estrelas ao longo do mais famoso tapete vermelho do país.

    Para esta edição, teremos 12 filmes na mostra gaúcha, 16 curtas nacionais, 8 longas nacionais e 7 longas estrangeiros.  Hoje apresentaremos somente sete nacionais e seis estrangeiros, os outros dois devem ser anunciados até o final desta semana.

Anunciados os candidatos a ganhar o cobiçado KIKITO
   

Pelo quarto ano consecutivo, o Festival de Cinema de Gramado, selecionou o Júri Popular em parceria com os principais jornais de nove estados brasileiros. Cada um deles realizou uma promoção para escolher uma pessoa para vir a Gramado ser jurado dos filmes das mostras competitivas de curtas nacionais e longas nacionais e estrangeiros.  Nesta edição serão 13 jurados vindos do RS, SC,PR, SP, RJ, MG, BA, PE, RN.

OS HOMENAGEADOS

Troféu Oscarito

Paulo Cesar Pereio

Troféu Eduardo Abelin

Ana Carolina Soares
 

Filmes selecionados para as mostras competitivas

Longas Nacionais

1 – 180º – Direção Eduardo Vaisman (Rio de Janeiro)
2 – Diário de uma Busca – Direção Flavia Castro (Rio de Janeiro)
3 – Enquanto a Noite Não Chega – Direção Beto Souza (Porto Alegre)
4 – Não Se Pode Viver Sem Amor – Direção Jorge Durán (Rio de Janeiro)
5 – O Último Romance de Balzac – Direção Geraldo Sarno (Rio de Janeiro)
6 – Ponto Org – Direção Patricia Moran (São Paulo)
7 – O Contestado – Restos Mortais – Direção Sylvio Back (Rio de Janeiro)

Longas Estrangeiros

1 – El Vuelco Del Cangrejo  – Direção Oscar Ruiz Navia (Colômbia/frança)
2 – Historia De Un Dia – Direção Rosana Matecki (Venezuela)
3 – La Vieja De Atras – Direção Pablo Jose Meza (Argentina/Brasil)
4 – La Yuma – Direção Florence Jaugey (Nicarágua)
5 – Mi Vida Con Carlos – Direção German Berger (Chile/Espanha/Alemanha)
6 – Ojos Bien Abiertos: Un Viaje por la Sudámerica de Hoy – Direção Gonzalo Arijon

Curtas Nacionais

1 – Amigos Bizarros do Ricardinho – Direção Augusto Canani (Porto Alegre)
2 – A Minha Alma É Irmã de Deus – Direção Luci Alcântara (Recife)
3 – Babás – Direção Consuelo Lins (Rio De Janeiro)
4 – Carreto – Direção Cláudio Marques E Marília Hughes (Salvador)
5 – Em Trânsito- Direção Cavi Borges (Rio de Janeiro)
6 – Eu Não Quero Voltar Sozinho- Direção Daniel Ribeiro (São Paulo)
7 – Haruo Ohara- Direção Rodrigo Grota (São Paulo)
8 – Mar Exílio – Direção Eduardo Morotó (Rio de Janeiro)
9 – Naiá e a Lua – Direção Leandro Tadashi (São Paulo)
10 – Ninjas – Direção Dennison Ramalho (São Paulo)
11 – Os Anjos do Meio da Praça – Direção Alê Camargo & Camila Carrossine (São Paulo)
12 – Pimenta- Direção Eduardo Mattos (São Paulo)
13 – Pinball- Direção Ruy Veridiano (São Paulo)
14 – Ratão- Direção Santiago Dellape (Brasília)
15 – Um Animal Menor – Direção Pedro Harres e Marcos Contreras (Porto Alegre)
16 – Vento – Direção Marcio Salem (São Paulo)

Mostra Gaúcha                                

1 – Amigos Bizarros de Ricardinho –  Direção Augusto Canani
2 – Depois da Pele – Direção Márcio Reolon e Samuel Telles
3 – Eu e o Cara da Piscina – Direção William Mayer
4 – Limbo – Direção Fernando Mantelli
5 – Maldita – Direção Claudia Dreyer
6 – Os Nomes do Carimbo –  Direção Roberto Burd
7 – Peixe Vermelho – Direção Andreia Vigo
8 – Quando o Tempo da Reflexão Acabar – Direção Vinicius Guerra
9 – Um Animal Menor – Direção Pedro Harres e Marcos Contreras
10 – Uma Visita à Holliweger – Direção Pedro Foss
11 – Uttara – Direção Ivo Schergl Jr.
12 – Volto Logo – Direção Eduardo Wannmachers

* As informações são da Assessoria de Imprensa do Festival, a cargo de Ana Mota.

Coleção FILME CULTURA

 

 

 Todos os números históricos da revista Filme Cultura que circularam entre 1966 e 1988 estão finalmente preservados. O Centro Técnico AudiovisualCTAv/SAV/MinC‘ acaba de editar uma coleção com cinco livros de capa dura contendo as 48 edições do período, além de duas revistas especiais, feitas para os festivais de Cannes e Berlim. O projeto é uma iniciativa do Instituto Herbert Levy e tem patrocínio da Petrobras. Além da coleção histórica impressa na edição facsimilar, as quase 4.000 páginas publicadas naquele período já estão disponíveis no setor de periódicos da Biblioteca Nacional em microfilmes e, a partir de hoje, dia 1º de julho, estarão também no site: www.filmecultura.org.br. 

A revista Filme Cultura voltou a circular em 2010 e tem cinco novas edições garantidas neste mesmo projeto. O nº 51 será lançado amanhã, dia 2, na Livraria Cultura do Shopping Bourbon, no mesmo dia da “Edição Fac Similar Revista Filme Cultura”.

Clássicos do cinema brasileiro, como Eles não Usam Black-Tie, são enfocados na Filme Cultura

Em seu período histórico, a Filme Cultura foi editada sucessivamente pelo INCE (Instituto Nacional do Cinema Educativo); pelo INC (Instituto Nacional de Cinema); pela Embrafilme (Empresa Brasileira de Filmes); e pela FCB (Fundação do Cinema Brasileiro). Depois de 19 anos fora de circulação, o CTAv (Centro Técnico Audiovisual) da SAv (Secretaria do Audiovisual) do MinC (Ministério da Cultura), lançou em 2007 o nº 49, Edição Especial comemorativa dos 70 anos do INCE. Em abril de 2010 foi lançado o nº 50 e a revista voltou a circular regularmente com periodicidade trimestral.

Os cinco volumes da coleção fac-similar reproduzem fielmente as edições de 1966 a 1988 de Filme Cultura. Ali, foi feita a crônica do cinema brasileiro e, de importantes aspectos do cinema internacional no período. Em suas páginas, encontram-se textos hoje clássicos de Jean-Claude Bernardet, Sérgio Augusto, Antonio Moniz Vianna, Ismail Xavier, Inácio Araújo, João Luiz Vieira, Rogério Sganzerla e Jairo Ferreira, entre muitos outros. A revista contou com

Ely Azeredo, Flávio Tambellini, David Neves, José Carlos Avellar, Cláudio Bojunga e João Carlos Rodrigues, entre seus editores.

O conteúdo da revista abrangia críticas de filmes, ensaios, pesquisas, entrevistas, perfis, catalogação de diretores brasileiros e internacionais, bem como artigos sobre técnica, produção, mercado, festivais e premiações. Há também um precioso material iconográfico sobre a história do cinema brasileiro, fundamental para cinéfilos, pesquisadores e estudantes. 

A Coleção pode ser encontrada ao preço de R$ 100, nas principais livrarias do Brasil.

Os pontos de venda, válidos também para os números recentes da revista, são divulgados no site: www.filmecultura.org.br

Filme Cultura Nº 51

 A edição nº 51 de Filme Cultura é centrada nos personagens do cinema brasileiro. Como Gustavo Dahl, diretor da revista, destaca no editoriala proposta deste número de Filme Cultura é recontextualizar a questão dentro do cinema brasileiro histórico, moderno ou contemporâneo.’.

Assim, personagens populares, marginais e intelectuais, personagens de documentários e de tramas multiplot receberam a atenção de articulistas do corpo de redatores da revista, bem como de convidados de diversas regiões do país além de distintas inserções no estudo do cinema brasileiro.

Fernanda Montenegro e Selton Mello ganharam matérias especiais pela riqueza de suas galerias de personagens.

A revista traz também as mesmas seções do nº 50, que lançam um olhar às margens do mercado, à história do cinema brasileiro e a disciplinas correlatas à do cinema.

Confira abaixo a lista das matérias da Filme Cultura 51: Editorial por Gustavo Dahl; O filho desviante e a morte do pai’, por João Silvério Trevisan; Quando a narrativa perde o centro’, por Cléber Eduardo; A vida depois do doc, por Carlos Alberto Mattos; Coutinho, o cinema e a gente, por Daniel Caetano; Heróis do real‘, por Carlos Alberto Mattos; Carapiru e Orson Welles: a melhor defesa é o ataque, por Daniel Caetano; Entrevista com Silvio de Abreu’, por Daniel Caetano.

Personagens e tipos do cinema popular, por João Carlos Rodrigues; Intelectuais na linha de frente’, por Luís Alberto Rocha Melo; Margem sem limites, por Cássio Starling Carlos; Zulmira, Romana, Dora… Fernanda, por Ivonete Pinto; Entrevista com Selton Mello; Um filme: Estômago’’, por Fábio Andrade e Rodrigo de Oliveira; Perfil: Walter da Silveira, advogado do cinema‘, por Orlando Senna; Cinemateca de textos: Jean-Claude Bernardet; Outro olhar: Grande sertão: veredas, Avancini em grande estilo‘, por João Carlos Rodrigues; E agora, Laís (Bodanzky)?; E agora, Ivan (Cardoso)?; Lá e cá: O desconhecido cinema de nossos vizinhos argentinos, por Daniel Caetano; Busca avançada: Cinema passageiro, por Carlos Alberto Mattos; Curtas: De/com/sobre/para Helena Ignez’, por Joana Nin; Atualizando: A morte do transfer?’, por Marcelo Cajueiro; Livros: História e economia do cinema e do audiovisual no Brasil: passado, presente e futuro‘, por André Gatti; Peneira digital’, por Carlos Alberto Mattos; ‘Cinemabilia: Simão, o caolho.

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