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Wilker e a homenagem que ficou faltando…

Enquanto o país chora a perda do grande Artista, temos vergonha alheia pela homenagem que nunca o Ceará fez para José Wilker

Enfim, a TV Verdes Mares fez uma pequena mas bela homenagem póstuma ao inesquecível José WilkerPode ser que a memória nos traia, mas a impressão mais forte é de que nunca a TV de maior repercussão no Estado do Ceará havia feito nada ressaltando o trabalho do profícuo ator cearense. Essa mudança deve-se ao fato de a TV ter deixado de ser simplesmente uma retransmissora da TV Globo para ser uma Afiliada. E aí a mudança foi considerável. Pra melhor. É fácil notar a inclusão de temas mais locais, incentivo à Cultura, apoio à Educação, mais produção cearense, programas focando na programação da emissora líder. Bem vinda melhora !

E é nesse bojo que se insere a Homenagem que a TV Verdes Mares veiculou ontem, 5 de abril, dia da morte de José Wilker, destacando o trabalho do Artista. Até matéria direto de Juazeiro do Norte, terra natal do ator, eles fizeram.

Infelizmente, em vida, José Wilker nunca recebeu as devidas honrarias no Ceará. Não ganhou nenhuma condecoração especial, nem as conhecidas medalhas oficiais, nem título de cidadania, nem um troféu ou coisa semelhante com seu nome, nem sequer uma mostra de cinema com boa parte de seus trabalhos na telona, nem o mais conhecido troféu do Estado, a Sereia de Ouro, entregue anualmente.

Não há justificativa nem explicação que justifique essa falha. WILKER era um Artista do Melhor Quilate, em qualquer parte do mundo. E um Artista múltiplo, em qualquer veículo no qual se apresentasse. Há muito o Ceará deveria ter prestado uma justa e digna Homenagem ao Ator, que também era escritor, dramaturgo, diretor de teatro, cineasta, e respeitado crítico de Cinema.

Resultado é que neste momento de dor, da súbita partida do magnânino ator cearense – reverenciado e chorado em profusão nas redes sociais e na mídia de modo geral -, não há nada que o Ceará possa mostrar como lembrança ou memória bonita de tal homenagem que fez a ele; da noite em que ele recebeu tal e qual homenagem; do almoço X ou Y, ou do debate tal que ele participou… é lamentável, sob todos os aspectos. Enquanto o povo, os artistas, a imprensa, e gente de todas as idades e classes sociais despede-se com muita tristeza e saudade de JOSÉ WILKER, nós cearenses amargamos essa ‘vergonha alheia’ de sermos a terra que deu berço ao Artista mas nunca teve o mérito de reconhecer, reverenciar e aplaudir seu talento, sua vocação, sua inteligência brilhante, sua poderosa atuação na cena artística brasileira.

Sim, o Estado do Ceará fica devedor de José Wilker. Agora que jornais, rádios, TVs, e a web tornam notória a reverência ao Artista – com gente de todas as idades, profissões e faixas sociais lamentando e fazendo suas saudações a Wilker – a atitude da TV Verdes Mares de lembrá-lo é quase uma ‘obrigação’. Mais que isso, é a tentativa de saudar uma dívida.

Lembro da época na qual esta redatora fizera uma entrevista com o ator, em Gramado, e trouxe a matéria prontinha pra publicar. Ofereci aos jornais locais, sem ônus algum, e, mesmo assim, a resposta foi o silêncio. Nem sequer recebi um Não. Simplesmente, não publicaram. E àquele tempo, José Wilker estava às vésperas de estrear na telinha como o lendário Presidente JK…

Felizmente, anos depois, quando Wilker veio a Fortaleza participar da inauguração de um espaço na Livraria Cultura do Iguatemi que leva seu nome – única distinção louvável feita ao artista -, pude estar com ele, prosear e falar de uma possível homenagem que tentaríamos fazer enquanto produtora e jornalista. Infelizmente, Wilker andava com a agenda bem cheia àquela época, às vésperas de estrear uma peça de teatro. Adiamos pra quando desse, mas pelas dificuldades tão próprias à atividade cultural, acabamos sem nunca conseguir fazer a devida reverência ao Artista.

O Ceará é quem ficou te devendo, Wilker  Querido !

Felizmente, o povo do Ceará e esta redatora sempre te viram como um Artista FelomenalE é assim que te dá adeus, com carinho, saudade e um enorme Aplauso este ‪#‎BlogAuroradeCinema‬

Brasil perde JOSÉ WILKER… estamos todos mais pobres…

Em atenção aos inúmeros leitores do #BlogAuroradeCinema e como Homenagem a este grandioso Artista Brasileiro, noticio com muita emoção e tristeza a passagem do conterrâneo JOSÉ WILKER.
W Anjo Mau
Sucesso absoluto na novela Anjo Mau, de Cassiano Gabus Mendes, de 76…
Ainda sob o impacto da notícia dolorosa que acabo de saber, sem ao menos poder avaliar ao certo o impacto desta notícia.
A mais recente aparição na TV: participação no Vídeo Show de quarta, 2/abril…
Wilker verdin
Tinha uma Admiração enooorrrmeeeeeeeeeeee por ele, e ele sabia. Cheguei a fazer aula de Teatro com ele. Era um homem realmente encantador e uma das inteligências mais lúcidas e brilhantes q conheci. Adorava ouvi-lo, vê-lo atuando e ler as preciosidades q escrevia. Seu livro de crônicas – COMO DEIXAR UM RELÓGIO EMOCIONADO -, todo inspirado em cinema, está encharcado de sua cearensidade visceral. Passei muitos anos tentando realizar uma Homenagem pra ele aqui em Fortaleza. Nunca consegui. Havia muitas vozes q afirmavam a negação dele pela terra natal. Mentira: bastava ler ou ouvi-lo e você encontraria a pura essência das entranhas cearenses do grande Artista.
Wilk 4
Difícil aceitar que este sábado começa assim tão triste com a passagem dele.

Quando conversei com ele em Gramado, por volta de 2004, sobre minha enorme vontade de filmar uma de suas crônicas, ele sorriu entre encabulado e contente, e disse q estava super liberado, que ficaria feliz se eu fizesse…
Wilker
JOSÉ WILKER Querido: você vai levando meu carinho, admiração, e gratidão, e deixando muita muita saudade… vai com Deus, amigo ! E receba o comovido Aplauso do#BlogAuroradeCinema, bem como o de tantos q, como eu, também te admiram e se sentem mais pobres agora, bem mais pobres agora.
Wilker cinema
O Brasil perde um de seus artistas mais atuantes, versáteis e pródigos, que contabiliza inesquecíveis personagens no Teatro, no Cinema e na TV…
W no aero SD
Em nossa página no Facebook, mais da Homenagem ao Grande Ator Cearense !
José Wilker na novela Cavalo de Aço, de Walter Negrão, em 1973…
Acesse https://www.facebook.com/auroradecinema
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            ADEUS JOSÉ WILKER !

 

Enfim, A Biografia de RUBENS CORRÊA

Rubens Corrêa, um Salto para Dentro da Luz, livro de Sergio Fonta (Coleção Aplauso, Editora Imprensa Oficial de São Paulo, 600 p.) Lançamento: HOJE na Livraria Travessa / Leblon, às 19h. 

PORQUE  RUBENS CORRÊA MERECE NOSSA ETERNA SAUDADE e ADESÃO  

 

 

                 O Legado da Paixão

 

Rubens Corrêa foi um dos maiores atores do Brasil, talvez o maior. Para alguns esta afirmação pode parecer um exagero, mas não é: ele foi mesmo. Quem o assistiu em cena nunca mais o esqueceu. Diário de um louco, que ele interpretou com 33 anos, Marat-Sade (em São Paulo e depois Rio) ainda nos anos 60, O assalto, O arquiteto e o imperador da Assíria, Hoje é dia de rock, O beijo da mulher-aranha, mais que tudo Artaud! e O futuro dura muito tempo, seu último trabalho antes de retomar Artaud! até o fim de seus dias, todos estes trabalhos-ícones, entre dezenas de outros, transformaram-se num legado apaixonado de quem amou o teatro como poucos.

Nascido em Aquidauana, Mato Grosso do Sul, em 23 de janeiro de 1931 e morto em 22 de janeiro de 1996 no Rio de Janeiro, Rubens Corrêa construiu sua carreira ao lado do diretor e também ator Ivan de Albuquerque, cujo impulso definitivo veio com a inauguração do Teatro Ipanema, onde a dupla emplacou seus maiores sucessos. Mas Rubens não se limitou ao teatro e, embora não fosse o seu chão, realizou belos trabalhos também em cinema, como Na boca da noite e Álbum de família, entre outros, e na televisão, em novelas como Partido alto, Kananga do Japão e Pantanal, em Especiais como O bispo do rosário ou seriados como Decadência, de Dias Gomes, na Rede Globo, seu último trabalho em tv. Além disso, dirigiu inúmeros espetáculos com enorme sensibilidade, além de fazer a trilha sonora para vários deles. Amou o teatro, a poesia, a música, a vida e o ser humano. Um nome para não esquecer. Agora ficará para sempre lembrado também em livro.

O ator, dramaturgo e diretor Sergio Fonta conheceu Rubens Corrêa nos anos 70, bem jovem, quando começava sua caminhada, ainda como repórter, trabalhando no Jornal de Ipanema e no Jornal de Letras. Entrevistou-o diversas vezes durante a vida mas, desde a primeira vez, surpreendeu-se com seu carisma, sua inteligência e sua generosidade. Mais impactado ainda ficou quando assistiu à montagem histórica de O arquiteto e o imperador da Assíria, no Teatro Ipanema, em que Rubens contracenava com José Wilker, então surgindo como ator: acabou repetindo a dose por oito vezes mais.

Na introdução de Um salto para dentro da luz, Sergio Fonta fala da emoção daquele momento:

“ – O que dizer das atuações de Rubens, senhor do seu espaço, comandante irrevogável, dilacerado e definitivo, e de Wilker, pleno como o Arquiteto? Dois belos momentos de teatro. E o que dizer da inesquecível trilha sonora criada por Cecília Conde? E da encenação com direito a pietás, missas mozartianas e um enorme e misterioso chapéu branco de mulher”?

O trabalho de pesquisa de Fonta durou mais de um ano. Além da escrita do próprio livro em si, colheu dezenas de depoimentos e entrevistas com todos os que conviveram com Rubens no teatro, na tv ou no cinema, entre eles, Sérgio Britto, Ary Coslov, Julia Lemmertz, Emiliano Queiroz, Caíque Botkay, Ivone Hoffmann, Ricardo Blat, Fauzi Arap, Evandro Mesquita, Cristina Pereira, Thelma Reston, José Wilker, Nildo Parente, Maria Padilha, Walter Lima Júnior, Jacqueline Laurence, Rosamaria Murtinho e  Tizuka Yamasaki.

“ – Espero ter contribuído para a preservação da memória deste grande ator, diz Fonta. Seu universo é tão vasto, suas amizades tão permanentes, pois todos os que deram seus depoimentos conservam intactos seu sentimento por ele, que, talvez, fosse necessário mais um livro sobre ele, tanta a admiração e a saudade de quem o conheceu ou o viu num palco”.

 

Rubens Corrêa, um Salto para Dentro da Luz, será lançado no dia 24 de janeiro, próxima segunda-feira, na Livraria Travessa do Shopping Leblon, a partir das 19h. 

Algumas declarações sobre Rubens Corrêa para o livro Um salto para dentro da luz, de Sergio Fonta 

Emiliano Queiroz:

“RUBENS CORRÊA, um homem bom e generoso. Um artista BELO, um encantador de almas”.

 Rosamaria Murtinho: 

“Rubens deixou como legado o amor a um ideal, o amor ao teatro. A procura do texto bom para mostrar ao público. Ele sempre nivelou por cima. Sempre procurou coisa boa, espetáculo bom. E o público ia. Sempre”.

 

Maria Padilha: 

“Arte e ética juntos são imbatíveis! Esse, para mim, é o maior legado que o Rubens deixou”.

Júlia Lemmertz: 

Além de ser um ator incomparável, era uma criatura linda, dava vontade de ficar por perto dele e conversar muito”.

Sergio Britto: 

“Eu sempre disse que nós, atores, tentamos dialogar como os personagens à nossa frente. Sempre achei que o Rubens dialogava mais alto, sem exageros, ele dialogava com Deus. As suas falas adquiriam dimensão maior. Não eram meras palavras de um texto, era um ser humano tentando a comunicação maior. Esse é o Rubens Corrêa que merece ser lembrado”.

* Foi com grande alegria que soube, há mais de um ano, que Sérgio Fonta trabalhava na feitura desta biografia do ator RUBENS CORRÊA e, por causa disso, eu e Sérgio trocamos figurinhas desde então. Uma enorme e saudável alegria saber que ele se debruçava sobre vida e obra deste Mestre Querido de todos os Palcos e Telas, uma satisfação imensa partilhar este lançamento auspicioso de hoje com você, leitor amigo. Mais uma meritória iniciativa da Imprensa Oficial de São Paulo.

Esta redatora teve a honra e a alegria de entrevistar RUBENS CORREA, de vê-lo algumas vezes, sempre MAGNÂNIMO, em cima do palco, e ademais, a imensa Glória de ser aluna do Ator-Entidade, o Ator-Soberano, o Ator de todos os papéis e pra quem qualquer APLAUSO será, sempre, merecido.

Saudades enormes de Rubens Corrêa !

GILBERTO BRAGA: ABL APLAUDE NOVELISTA

Gilberto Braga posou de estrela em seminário realizado na Academia Brasileira de Letras, nesta quinta-feira, pouco depois do chá dos imortais. Cercado de escritores, Braga defendeu o valor artístico dos folhetins escritos para a televisão que, segundo ele, podem ser classificados como textos literários.

Se cordel é literatura, se temos a literatura oral, as novelas também são um tipo de literatura”, disse. Na mesa do debate, organizado pela ABL, também estavam o escritor e dramaturgo Walcyr Carrasco e o ator José Wilker. Braga citou o constante intercâmbio entre novelas de TV e romances impressos, ressaltando ter sido autor das versões para televisão de livros como “Helena”, de Machado de Assis, “Senhora”, de José de Alencar, e “A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães. Segundo ele, até livros mal escritos podem render boas novelas. “Escrava Isaura é mal escrito e mal estruturado, mas tem um dos melhores enredos para fazer um novelão”, disse. Ele negou a influência da Rede Globo em suas criações artísticas. “Há uma fantasia sobre a existência de uma entidade TV Globo. Mas a emissora é um esforço de 30 pessoas de temperamento forte que brigam por seu espaço”, disse. Walcyr Carrasco também disse não haver interferência direta da emissora nos roteiros que não dão Ibope. “Se houvesse alguém na Globo que soubesse o que mudar, eu me ajoelharia diante dele para pedir ajuda. O que queremos é fazer um sucesso, e nós mesmos temos que encontrar os caminhos”, disse. Na defesa da telenovela, José Wilker, o último palestrante, foi além: “O Brasil é um país continental e poderia ter se dividido em quatro, mas a televisão e as novelas ajudaram a uni-lo”, disse. A plateia aplaudiu

Duas Décadas de Cine Ceará

Chegando à sua 20.ª edição, o Cine Ceará anuncia 8 filmes na competição deste ano, a acontecer em Fortaleza de 24 deste a 1.º de julho. O festival, que adotou o formato da competição ibero-americana, terá três brasileiros disputando os prêmios. Dois deles são os inéditos El Último Comandante, de Vicente Ferraz e Isabel Martinez, uma coprodução entre Brasil e Costa Rica. O outro é o documentário Memória Cubana, de Alice Andrade e Iván Nápoles, uma parceria entre Brasil, Cuba e França. O terceiro brasileiro em concurso é Estrada para Ythaca, dos diretores cearenses iniciantes Luiz Pretti, Ricardo Pretti, Guto Parente e Pedro Diógenes. O filme venceu o Festival de Cinema de Tiradentes deste ano.

 

Patrícia Pillar será Homenageada no Cine CE

Três brasileiros disputam o troféu Mucuripe com O Último Verão de la Boyita, de Julia Solomonoff (Argentina), Do Amor e Outros Demônios, de Hilda Hidalgo (Costa Rica), A Mulher Sem Piano, de Javier Rebollo (Espanha), Alamar, de Pedro González Rubio (México), e Lisanka, de Daniel Diaz Torres (Cuba).

Além da competição internacional de longas-metragens, haverá a de curtas brasileiros, com 16 concorrentes selecionados entre 398 inscritos.

O CineCE terá também seminários e mostras paralelas, além de trazer convidados do Brasil e de outros países. A mostra Memórias do Muro trará filmes, entre documentários e ficção, relacionados com a Queda do Muro de Berlim, um dos eventos históricos mais significativos do século 20 e que assinala o desfecho da Guerra Fria. Entre os filmes selecionados para essa retrospectiva, se encontram documentos históricos da cinematografia alemã e também produções recentes sobre o assunto.

Entre as personalidades que já confirmaram presença em Fortaleza estão os atores José Wilker e Patricia Pillar, o cineasta brasileiro Ruy Guerra e o diretor peruano Francisco Lombardi, um dos mais importantes de seu país.

Selecionados do CINE-CE

logo

O Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema, chega à sua 20º edição levando ao público cearense uma parcela significativa da produção de cinema e vídeo ibero-americanos. O festival será realizado em Fortaleza de 24 de junho a 1 de julho, e das 109 produções inscritas, selecionou apenas oito para disputar a Mostra Competitiva de Longa-Metragem.

A lista de longas selecionados inclui três produções brasileiras as quais duas são totalmente inéditas. El último Comandante, de Vicente Ferraz e Isabel Martinez, é um longa de ficção produzido em parceira com a Costa Rica. Outro filme inédito é o documentário Memória Cubana, de Alice de Andrade e Iván Nápoles. 

Estrada para Ythaca, dirigido por Luiz Pretti, Ricardo Pretti, Guto Parente e Pedro Diógenes, diretores cearenses iniciantes, é o outro longa brasileiro que venceu a 13ª Mostra de Cinema de Tiradentes realizada em janeiro deste ano. Outros cinco longas de ficção da Argentina, Costa Rica, Espanha, México e Cuba também estão entre os selecionados. 

Os selecionados concorrem nas categorias de: Direção; Fotografia; Edição; Roteiro; Trilha Sonora Original; Som; Direção de Arte; Ator e Atriz. O vencedor receberá o Troféu Mucuripe e um prêmio no valor de US$ 10 mil (dez mil dólares). 

Longas-Metragens selecionados: 

El último comandante

Ficção. 35mm. 94´. Cor. Brasil/Costa Rica. 2010

Direção Vicente Ferraz e Isabel Martínez

 

Memória Cubana

Documentário. Beta Digital. 71 Min. Brasil/Cuba/França. 2010

Direção: Alice de Andrade e Iván Nápoles

 

Estrada para Ythaca

Ficção. HDV. 70´. Cor. Brasil. 2010

Direção Luiz Pretti, Ricardo Pretti, Guto Parente e Pedro Diógenes

 

O último verão de la Boyita / El último verano de La Boyita

Ficção. 35 mm. 86 Min. Cor. Argentina/França/Espanha. 2009

Direção: Julia Solomonoff

 

Do amor e outros demônios/ Del amor y otros demonios

Ficção. 35mm. 97 Min. Cor. Costa Rica/ Colômbia. 2009

Direção: Hilda Hidalgo

 

A mulher sem piano/ La mujer sin piano

Ficção. 35mm. 95 Min. Cor. Espanha/França. 2009

Direção: Javier Rebollo

 

Alamar/ Alamar

Ficção. HD/ 35mm. 73´. Cor. México. 2009

Pedro González Rubio

 

Lisanka/ Lisanka

Ficção. 35mm. 113 Min. Cor. Cuba/Venezuela/Rússia. 2009

Direção: Daniel Diaz Torres 

 

Para a Mostra Competitiva de Curtas-Metragens a organização do festival recebeu 398 inscrições e foram selecionadas 16 produções brasileiras as quais sete são de São Paulo, cinco do Ceará, duas de Pernambuco, uma do Rio de Janeiro e outra do Rio Grande do Sul. Os filmes selecionados concorrem nas seguintes categorias de: Melhor Curta; Direção; Fotografia; Edição; Roteiro; Som; Direção de Arte; Ator; e Atriz.

 

Curtas-Metragens selecionados:

 

Divino De repente – Fábio Yamaji – SP – ANI

Lugar Comum – Jonas Brandão – SP – ANI

Avós – Michael Wahrmann – SP – FIC

O Som do Tempo – Petrus Cariri – CE – FIC

Cidade Desterro – Gláucia Soares – CE – DOC

Supermemória – Danilo Carvalho – CE – DOC

Vento – Márcio Salem – SP – FIC

Fractais Sertanejos – Heraldo Cavalcanti – CE – DOC

Azul – Eric Laurence – PE – FIC

Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos de Camilo Cavalcante – PE – DOC

Ensaios de cinema – Allan Ribeiro – RJ – FIC

Jardim do Beleléu – Ari Cândido – SP – FIC

OUIJA – Marcelo Galvão – SP – FIC

Dona Militana – Hermes Leal – SP – DOC

A Amiga Americana – Ivo Lopes – CE – FIC

Os Amigos Bizarros do Ricardinho – Augusto Canani – RS – FIC

 

Outro curta-metragem que não estará competindo, mas que merece destaque é o Los Minutos, Las Horas, da cearense Janaina Marques Ribeiro, que terá uma exibição Hors Concours no cine São Luis com data a ser definida. O curta é resultado da tese de  fim de curso da escola de cinema de Cuba e esteve na seleção oficial do Cinefondation do Festival de Cannes. 

Saiba mais: www.cineceara2010.com.br  

Mostras

 

Como nas edições anteriores, o Cine Ceará vai agregar às Mostras Competitivas uma programação de seminários, oficinas e mostras especiais, sempre voltadas para a produção do cinema ibero-americano, além de homenagear grandes ícones no cinema nacional e do exterior. 

MEMÓRIAS DO MURO 

Uma das fronteiras mais midiáticas da história, o Muro de Berlim, foi sem dúvida o símbolo mais visível da Guerra Fria e da divisão do mundo em dois blocos.  Sua queda em 1989 representaria o fracasso de uma ideologia e a desaparição de um mundo.

 

A mostra Memórias do Muro reúne um grupo de filmes documentários e de ficção que abordam a temática desde diversas perspectivas, enfocando sobre tudo aspetos da realidade cotidiana e refletindo os conflitos humanos numa cidade e num mundo dividido. Entre os filmes se encontram documentos históricos das cinematografias da Alemanhã oriental e ocidental, assim como produções recentes a maioria inéditas no Brasil. 

DIÁSPORAS: AS FRONTEIRAS DA IDENTIDADE

 

A humanidade viveu desde sempre enormes movimentos. De um continente ao outro, as diásporas tem se sucedido para criar um mundo cada vez mais multicultural. Desde seus primórdios, o cinema tem retratado esses movimentos, documentando-os e recriando-os, em todas as línguas e humores.  

Desde o curta The immigrant, feito por Charles Chaplin em 1917, possivelmente o primeiro filme sobre o tema, a figura do imigrante, o forasteiro, o refugiado, entrou no enorme repertório de personagens cinematográficos. Um resumo, talvez o mais dramático, do homem dos nossos séculos mais próximos: o sobrevivente que reconstrói sua vida longe do país natal.

 

Os documentários que compõem esta mostra transitam por alguns desses temas. A odisséia dos cubanos, jogando-se ao mar, em busca de sonhos, ou a reencontrar seres amados. A luta obstinada das trabalhadoras de Los Angeles, pelos seus direitos mais básicos. A imensa perda cultural e humana na Argentina da Ditadura, devido ao exílio forçoso de seus intelectuais e cientistas. O resumo cósmico da infinita São Paulo, cidade de imigrantes por excelência. A desaparição de algumas fronteiras e a crescente hostilidade de outras. Um mundo onde a identidade cultural a cada passo se questiona, enriquece e reconsidera. Um mundo cada vez mais necessitado de paz, tolerância e aceitação de diferenças. Em suma, um mundo novo.

 

Os Homenageados desta edição:

José Wilker, Patrícia Pillar, Ruy Guerra, um dos mais respeitados cineastas do Brasil, e o peruano Francisco J. Lombardi, premiado diretor conhecido internacionalmente.

Os Anos Rebeldes de GILBERTO BRAGA

Gilberto Braga relata processo de criação da série, que sofreu pressão do Exército e inspirou os caras-pintadas

Revisitar um programa de televisão em livro é iniciativa que raramente vale o papel. Anos Rebeldes, a minissérie de Gilberto Braga que a Globo exibiu em 1992 no pré-impeachment de Fernando Collor, é uma dessas raridades e não meramente por ter marcado uma época. Marcou duas: a dos anos de chumbo retratados no programa (de 1964 a 1971, com breve flash da anistia em 1979), e, por acaso, aquela em que foi exibida, quando inspirou os pacatos estudantes da temporada a sair do sofá, pintar a cara e tomar as ruas para engrossar o coro de “Fora Collor” ao som de Alegria Alegria, tema de Caetano Veloso que abria a minissérie.

 

Nostálgica para uns, a série trouxe a outros um passado que contextualizava o advento da pílula anticoncepcional, a indignação mundial contra a presença norte-americana no Vietnã, a conquista do espaço, as Copas de 66 e 70, o tal milagre econômico, o tropicalismo e a Jovem Guarda, entre tantas idolatrias.

A larga lista de conquistas bastaria para explicar por que Anos Rebeldes – Os Bastidores da Criação de Uma Minissérie, que a Editora Rocco lança esta semana, é de uma riqueza de detalhes nunca antes vista na arte de dissecar um roteiro feito para a televisão. Lá está a reprodução na íntegra de todo o script dos 20 capítulos da série, acompanhada da análise de seu criador, Gilberto Braga.

O caso é que, além da competência que em linhas gerais conduziu esta produção da TV Globo, um script igualmente atraente se desenhou nos bastidores da minissérie. Como primeiro título da teledramaturgia brasileira disposto a enfocar o período da ditadura no Brasil, Anos Rebeldes sofreu pressão do Exército e forte censura interna. Várias cenas foram reescritas.

Ao lembrar que em 1988 Roberto Marinho quis suspender a exibição de O Pagador de Promessas mas foi convencido por Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, então principal executivo da Globo) a só cortar 4 dos 12 capítulos da minissérie de Dias Gomes, Gilberto narra a tensão por que passou ao escrever sobre a história de João Alfredo (Cássio Gabus Mendes), Maria Lúcia (Malu Mader), Heloísa (Cláudia Abreu), Edgar (Marcelo Serrado) e Galeno (Pedro Cardoso). “Tinha medo de escrever e, depois, que as cenas fossem cortadas por alguém”, conta o autor no livro. Foi Cláudio Melo Souza o intermediário escalado por Roberto Marinho para ler algumas partes do roteiro. “Seu parecer dizia que, do décimo ao décimo quarto capítulo, estávamos carregando demais nas tintas políticas.”

Um dos trechos cortados do original, publicado à época pelo Jornal do Brasil e mencionado no livro, é o seguinte: um policial aborda Maria Lúcia num muro e separa as pernas dela com o cassetete, levantando sua saia quase até a calcinha, numa insinuação de abuso sexual. Era demais.

Cláudia Abreu, Gilberto Braga e Malu Mader: trio de respeito

Escravos. Mas a censura interna enfrentada pelo autor em 1992 não se compara às sanções sofridas por ele mesmo em 1976, quando, em uma reunião em Brasília com censores do governo militar, comprometeu-se a não mais mencionar a palavra “escravo” na novela Escrava Isaura, escrita por ele à época para a Globo. A história foi inteiramente transportada para o script de Anos Rebeldes e aparece no último capítulo, pela voz de Galeno.

Detalhista, o autor fala de seu esmero com a seleção musical de suas produções. Reconhece méritos e falhas – seus e alheios. Diz que era alienado nos anos que tão bem retratou, conta que foi Sérgio Marques, com quem assina o texto, quem o orientou melhor sobre a época, e faz lá suas críticas a figurino e elenco – como as restrições às interpretações de José Wilker e de Cláudia Abreu no início da produção.

Anote-se, no entanto, que nem nas contrariedades Braga perde o humor, o que não significa que ele se renda às armadilhas do final feliz. Ainda bem.

Cristina Padiglione – O Estado de S.Paulo

Pra não esquecer RUBENS CORREA

O ator Sergio Fonta lembra perfeitamente do impacto que sentiu ao ver Rubens Corrêa (1931-1996) em cena pela primeira vez. Foi na montagem do Teatro Ipanema para O arquiteto e o imperador da Assíria, de Fernando Arrabal, em 1970.

Assisti nove vezes. Fiquei deslumbrado com o espetáculo de Ivan de Albuquerque (1932-2001) e com as interpretações de Rubens e José Wilker. Nós entrávamos no teatro e tínhamos a sensação de que estávamos no meio de uma densa floresta. Quando as luzes eram acesas, percebíamos que havia jornais pendurados como longas folhas. Nós atravessávamos esta “floresta”, até que as folhas eram suspensas e nos deparávamos com o palco nu – reconstitui o ator.

Mais tarde, Fonta iria iniciar uma convivência marcante com o ator, seja entrevistando-o para veículos como Jornal de Ipanema e o Jornal de Letras e até contracenando em peças. A partir de suas lembranças e de uma vasta pesquisa, prepara, neste momento, uma biografia sobre Corrêa para a Coleção Aplauso, da editora Imprensa Oficial, coordenada pelo crítico de cinema Rubens Ewald Filho.

Na época de O arquiteto e o imperador da Assíria, Fonta trabalhava como jornalista. Ainda não tinha ingressado na carreira de ator. Um pouco antes conheceu Rubens pessoalmente.

A imagem mais nítida que tenho dele é a do sorriso largo. E do olhar que brilhava – lembra Sergio Fonta, dividido atualmente entre o desenvolvimento da pesquisa, o trabalho como membro do júri do Prêmio Shell e a expectativa da retomada da temporada de Amadeus, encenação de Naum Alves de Souza para o texto de Peter Shaffer.

Os caminhos de Rubens Corrêa e Sergio Fonta também se cruzaram em Flor do milênio, espetáculo poético-teatral dirigido pelo primeiro em 1982, a partir de um roteiro do segundo em cima de poesias de Denise Emmer. Fonta viveu intensamente a fase do Teatro Ipanema, marcada pela parceria entre Rubens Corrêa e Ivan de Albuquerque, desde o fim da década de 50, no Teatro do Rio.

Rubens morava com a mãe numa bela casa de pedra. Tinha o sonho de construir um teatro. Vendeu a casa com a condição de que o prédio construído no lugar abrigasse um teatro no térreo. Assim aconteceu, e ele foi morar na cobertura – conta.

Fonta não esquece o impacto de montagens como Hoje é dia de rock.

– Era um texto libertário encenado numa época de repressão e que ganhava com a interpretação espiritualizada do elenco – sublinha Fonta, acerca do texto de José Vicente (1945-2007), centrado na travessia de uma família, do interior do Brasil rumo à cidade grande. – O cenário do Luiz Carlos Ripper (1943-1996) era a estrada que a família percorria e rasgava o espaço do Ipanema. No último dia de apresentação havia tanta gente querendo ver que todo mundo foi celebrar na praia. Um belo momento de comunhão.

Muitos outros trabalhos de Rubens virão à tona no livro. Um deles, em O beijo da mulher aranha, montagem de Ivan de Albuquerque para o texto de Manuel Puig (1932-1990), foi, inclusive, esmiuçado no livro Sobre o trabalho do ator, de Mauro Meiches e Silvia Fernandes. Cabe mencionar O futuro dura muito tempo, seu último espetáculo, no qual dividiu o palco com Vanda Lacerda (1923-2001), sob a direção de Marcio Vianna (1949-1996). Artaud foi, com certeza, um capítulo à parte.

Considero Artaud o legado de Rubens, a herança de toda uma vida. Quem o viu em cena não passou incólume pela experiência de entrega e reflexão sobre sanidade e insanidade – constata Fonta, bastante emocionado.

Mesmo que tenha se notabilizado como ator de teatro, Rubens será lembrado no livro através de seus trabalhos no cinema e na televisão.

No cinema e na TV ele nunca chegou perto da dimensão que alcançou no teatro. Mesmo assim, esteve bem em novelas como Kananga do Japão. No cinema se destacou em Álbum de família (1981), de Braz Chediak, e, especialmente, em Na boca da noite (1971), adaptação de Walter Lima Jr. da peça O assalto, de José Vicente, que fez com Ivan de Albuquerque – enumera.

Durante a fase de pesquisa, Sergio Fonta vem recorrendo ao arquivo impresso guardado na Funarte e a livros como Reflexões sobre o teatro brasileiro no século 20, organizado por Fernando Peixoto, e realizando entrevistas com artistas bastante próximos de Rubens, como Nildo Parente, Ivone Hoffman, Fernando Eiras e Sergio Mamberti, além dos filhos de Ivan de Albuquerque e Leila Ribeiro.

Num determinado momento, Mamberti precisou mudar-se mudar para São Paulo e não tinha onde guardar a mobília. Como coincidiu com a época de construção do Teatro Ipanema, Rubens falou para colocá-la no palco – revela Fonta, que deverá conversar com José Wilker, Simon Khoury, Angel Vianna e Rosamaria Murtinho.

Não é sua estreia no campo da pesquisa. Há alguns anos, ajudou Sergio Viotti na concepção da Dulcina e o teatro de seu tempo, biografia da atriz e diretora Dulcina de Morais (1908-1996).

Desejo fornecer um painel para que o leitor que porventura não o tenha visto em cena entenda o que significou. Era uma pessoa dotada de grande generosidade natural – resume.

* Texto de Daniel Schenker

NR: ATOR MONUMENTAL, a biografia de RUBENS CORREA  a sair pela Colecão APLAUSO, tem importância seminal para a dramaturgia brasileira.

RUBENS CORREA atingiu um patamar interpretativo de rara sensibilidade, perspicácia, pertinência.

Lamentável que as novas gerações pouco ou nada saibam do Artista, que também foi diretor e produtor de montagens marcantes na história da cena teatral brasileira. Até na web, é quase impossível achar imagens de Rubens…

Tive a feliz oportunidade de ser aluna de RUBENS CORREA em oficina ministrada aqui em Fortaleza, no Teatro José de Alencar, se não me trai a memória, ainda em 1994. Rubens era mesmo um Ser Humano Iluminado, raro, sensível, inteligência, refinado.

Quando ele entrava na sala – como o era quando adentrava o palco – era como se todas as energias parassem pra que algum alquimista assumisse o leme da embarcação. Antes disso, tive também oportunidade de entrevistá-lo, ainda em meados da década de 1980, quando protagonizou o belíssimo espetáculo QUASE 84 no Teatro Ipanema, ao lado de Ivan de Albuquerque, com primorosa direção de Fauzi Arap.

RUBENS CORREA merece todo APLAUSO.

Era um Gigante dos nossos PALCOS & TELAS.

Depois do Teatro e da Tevê, ROQUE SANTEIRO Chega ao Cinema

A versão para o cinema de Roque Santeiro, clássico de DIAS GOMES, não será mais dirigida por Daniel Filho. Ele se desentendeu com Hank Levine, um dos sócios da produtora Ginga Eleven, e anunciou sua saída do projeto por e-mail – mandou a mensagem para quatro pessoas. Além da Ginga, o longa-metragem também é produzido pela Globo Filmes e Lereby.

Roque Santeiro é baseado na peça O Berço do Herói, escrita por Dias Gomes em 1963, mas censurada pelo regime militar. Na década de 70, o texto também sofreu censura na versão televisiva. Finalmente, em 1985, DIAS conseguiu adaptar a obra, junto com e Aguinaldo Silva, e Sinhozinho Malta e a viúva Porcina foi vividos por Lima Duarte e Regina Duarte, estavam no horário nobre da Rede Globo. Quem interpretou o personagem título foi José Wilker, nosso querido conterrâneo.

Nos últimos dias, Daniel está envolvido com a divulgação do filme sobre a vida do médium Chico Xavier, que estreia no próximo dia 02 de abril. Entre os trabalhos do diretor está Se Eu Fosse Você 2, maior bilheteria da retomada do cinema brasileiro, visto por mais de 6 milhões de espectadores.

XIII Festival de Cinema de Punta del Este

Homenagens a James Ivory e Glória Menezes

Começa amanhã e vai até dia 21 a tradicional Sala Cantegril sedia a 13° edição do Festival de Cinema de Punta del Este. Este ano, o festival não só mantém seu perfil eclético e aberto, como o potencializa. A programação traz mais filmes, mais convidados, um Seminário sobre a Crítica, mesas-redondas, muitas atividades paralelas e festas.

Serão exibidos mais de 70 filmes em 10 mostras: Competição Oficial, Panorama Internacional, Panorama Documental, Exibições Especiais, Excêntricos, Espaço Cinemateca, Espaço Llamale H e Espaço MI-CINE. Completam a programação uma Mostra de Curta-Metragem e a Mostra Itinerante em escolas.

Sete filmes brasileiros integram a programação do Festival. Três estão na Competição Oficial: Os Famosos e os Duendes da Morte, de Esmir Filho; Cabeça a Prêmio, de Marco Ricca e No Meu Lugar, de Eduardo Valente. Outros três estão na mostra Panorama Documental: Titãs – a Vida Até Parece Uma Festa, de Oscar Rodrigues Alves e Branco Mello; O Rei do Carimã, de Tata Amaral e O Homem que Engarrafava Nuvens, de Lírio Ferreira. Viajo porque preciso, volto porque te amo, de Karin Ainouz e Marcelo Gomes está na mostra Panorama Internacional.  

James Ivory, diretor de The City of Your Final Destination, que será exibido na abertura do Festival, é o homenageado desta edição. A atriz brasileira Glória Menezes também recebe homenagem pelos 50 anos de carreira. Na ocasião será exibido o primeiro filme da artista: O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1962. 

Além de James Ivory e Glória Menezes também marcam presença no XIII Festival de Cinema de Punta del Este os atores argentinos Tomás Fonzi, María Onetto, Esther Goris e Leonor Manso; o francês Louis-Do de Lencquesaing; os uruguaios César Troncoso e Daniel Hendler e muitos outros. Na comitiva brasileira, José Wilker, Alice Braga, Cássio Gabus Mendes, Marco Ricca, Octávio Muller, e Tarcisio Meira Filho, entre outros. O diretor Adrián Caetano e o produtor e cineasta espanhol Luis Miñarro também marcarão presença no evento.

 Filmes da Competição Oficial

Los condenados (España, 2009), de Isaki Lacuesta
Cabeça a prêmio (Brasil, 2009), de Marco Ricca
Cinco días sin Nora (México, 2009), de Mariana Chenillo
El truco del manco (España, 2008), de Santiago A. Zannou
En mi lugar (Brasil/Portugal, 2009), de Eduardo Valente
Huacho (Chile, 2009), de Alejandro Fernández Almendras
Los famosos y los duendes de la muerte  (Brasil, 2009), de Esmir Filho
Navidad (Chile, 2009), de Sebastián Lelio
Paco (Argentina, 2010), de Diego Rafecas
Todos mienten (Argentina, 2009), de Matías Piñeiro
Tres días con la familia (España, 2009), de Mar Coll
V.O.S. (España, 2009), de Cesc Gay

* Com informações de Maria do Rosário Caetano