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Cine Favela promove oficina gratuita de Cinema

CINEMA Ganha Festival em Ribeirão Pires

O fechamento da última sala de cinema de Ribeirão Pires, na região do Grande ABC, em São Paulo, inspirou o ator e diretor de cinema e TV, Emerson Muzeli, morador da cidade, a produzir o primeiro Festival de Cinema de Ribeirão Pires. Além de uma mostra de produções recentes, o evento também promove uma competição de curtas-metragens, de 2 a 8 de maio, e oficinas de Fotografia de Cinema, Música e Composição para Cinema, Produção de Curtas-Metragens com Aparelhos Alternativos e Desenho Animado. Tudo gratuito. “Não temos salas de exibição há seis ou sete anos. Nossa ideia era reaproximar Ribeirão Pires do cinema porque hoje só quem tem algum poder aquisitivo pode frequentar as salas de Santo André, a 25 quilômetros daqui”. 

As mostras começaram em março para a população e os estudantes. Filmes como Chega de SaudadeBicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky, e Deus é Brasileiro, de Cacá Diegues, foram exibidos ao ar livre. Em uma sala paralela, nomeada Carlos Vereza em homenagem ao ator de Memórias do Cárcere (Nelson Pereira dos Santos), a mostra estudantil atingiu 6 mil alunos da rede pública e contou com a animação O Grilo Feliz, dirigida por Walbercy Ribas, e o documentário Vlado 30 anos Depois, de João Batista de Andrade.

 

A partir de amanhã, começa a mostra competitiva de curtas-metragens. Segundo Muzeli, 360 curtas se inscreveram, dos quais foram selecionados 160. “Montamos um conselho comunitário que optou por fazer uma seleção de novos olhares, para descobrir quem são os novos diretores, as novas propostas, o novo mercado de cinema”. A mostra competitiva aboliu o júri formal. Quem vai decidir o vencedor é a própria população da Ribeirão Pires. “Os resultados têm sido excelentes. As oficinas, por exemplo, reuniram ao todo 100 pessoas, a maioria jovens e adolescentes, sendo 90% da região”, diz Muzeli.

Com apoio do Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado, os 160 diretores dos curtas-metragens comparecerão ao evento para debates depois das exibições. Entre os curtas, Simbologia de um Crime, estréia do ator Rodrigo Lombardi como diretor, e Noites de Cinzas, de Larissa Vereza, exibido nos festivais de Cannes, Los Angeles e Curtocircuito em Santiago de Compostela, na Espanha.

 * Texto ANA KATIA – Agência Estado 

Serviço – Festival de Cinema de Ribeirão Pires. Mostra Competitiva de Curtas. De 2 a 8 de maio. Ribeirão Pires Futebol Clube. Av. Brasil, 330, Centro – Ribeirão Pires – SP. Teatro Euclides Menato – Sala Carlos Vereza. Avenida Brasil, 193, Jardim Itacolomy – Ribeirão Pires.

As Melhores Coisas… A Partir de Sexta

Eles têm espinhas, divertem-se com os amigos, se apaixonam, “ficam”, brigam com os pais, postam suas experiências em blogs e não largam do celular. Ou seja, são adolescentes de verdade os que aparecem na tela do cinema. E aí é que está a graça do novo filme da cineasta Laís Bodanzky, As Melhores Coisas do Mundo, com estréia agendada para a próxima sexta, 16.

O terceiro longa de Laís mostra alegrias e conflitos de Mano (Francisco Miguez), um adolescente de 15 anos vivendo com intensidade todas “as primeiras vezes” – umas boas e outras nem tanto – que essa fase da vida reserva.

O clima de primeira vez também acompanhou grande parte dos atores do filme, selecionados entre os participantes de oficinas realizadas em escolas de classe média de São Paulo e outros adolescentes que se inscreveram para o teste, totalizando 2.500 jovens interessados em participar da produção.

 

Além do carismático Francisco, de 15 anos, também estrearam Gabriela Rocha e Gabriel Illanes, ambos de 16 anos, que interpretam os melhores amigos de Mano, Carol e Deco. O elenco com atores não profissionais contribui muito para o frescor do filme. “Era minha única opção, uma pessoa com a idade deles não tinha tempo de ter muita experiência”, comenta Laís.

 

Esse também é o primeiro trabalho como ator de Fiuk, nome artístico de Felipe Galvão, filho do cantor Fábio Júnior, protagonista da atual temporada de Malhação e vocalista da banda Hóri. Ele faz o sensível e apaixonado Pedro, um personagem que não costuma ser muito comum em programas televisivos voltados para o público teen. Entre os atores consagrados estão Denise Fraga, Zé Carlos Machado (pais do protagonista), Paulo Vilhena e Caio Blat. 

De verdade 

As conversas com os estudantes nos colégios ajudaram na elaboração do roteiro do filme, assinado pelo marido e parceiro dela, Luiz Bolognesi, que também escreveu os longas anteriores Bicho de Sete Cabeças (2000) e Chega de Saudade (2007). “Uma resposta bem comum que a gente ouvia é que eles adoram assistir a filmes feitos para adolescentes, gostam de todos os gêneros, desde os mais dramáticos ao mais besteróis”, conta a diretora. “Mas eles ressaltavam assim: ”se vocês vão contar uma história que fala do nosso universo, tem que ser diferente de tudo o nós vemos e gostamos, se vão falar da gente tem de ser de verdade”.”

Desse processo, Laís concluiu que “adolescência é sempre adolescência” e não sentiu diferença nas situações vividas pelos jovens atuais com aquelas da sua geração. “Outro fator que aí sim me espantou é que hoje a tecnologia favorece para que eles vivam essas emoções com mais intensidade”, comenta. “Não dá pra negar que o celular, a internet e os iPods intensificam essa fase da vida.” Tanto intensificam que o uso desses instrumentos para disseminar o bullying (agressão física ou psicológica) entre os estudantes é explorado com destaque no filme. 

Mesmo focada no lançamento de  As Melhores Coisas do Mundo, Laís já tem novo projeto em mente, ainda embrionário: um filme infanto-juvenil sobre o saci. “Ainda vai demorar.” Em compensação, no teatro, ela dirige uma peça já para o segundo semestre deste ano.

CinePE Terá O Bem Amado e Quincas Berro…

A 14ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual, será aberta dia 26 com a exibição do aguardado  O BEM AMADO, filme de Guel Arraes, baseado na obra homônima do dramaturgo baiano DIAS GOMES.

Outra exibição ainda inédita no circuito e com estréia marcada para o festival pernambucano é a de Quincas Berro D’Água, novo longa de Sérgio Machado com Paulo José e Flávio Bauraqui,  produzido pela VideoFilmes, de Walter e João Moreira Salles. 

Nascido em Pernambuco, Guel Arraes é um dos homenageados do Cine PE , que pagará tributo também ao ator Tony Ramos, à atriz Julia Lemmertz e à Globo Filmes.

Já o documentário Continuação (RJ), de Rodrigo Pinto sobre o músico pernambucano Lenine, encerra o festivalto na noite do dia 2 de maio, no Cine São Luiz recém-restaurado, antes da cerimônia de premiação.

A seleção de filmes foi baseada em critérios bastante ponderados, que levaram em consideração a qualidade cinematográfica, o ineditismo do filme, sua representatividade regional e o currículo do diretor – explicou Alfredo Bertini, codiretor, com sua mulher, Sandra, do Cine PE.

 A mostra competitiva de longas-metragens é composta por seis títulos, nem todos inéditos no circuito comercial ou de festivais nacionais. O Homem Mau Dorme Bem (DF), de Geraldo Moraes, por exemplo, ganhou um troféu Candango de ator coadjuvante (Bruno Torres) do Festival de Brasília ano passado.

As melhores coisas do mundo (SP), de Laís Bodanzky, chega aos cinemas cariocas e paulistas no dia 16 – o Cine PE servirá de plataforma de lançamento do longa-metragem naquele estado, marcado para o dia 30.

Há dois documentários na peleja: Cinema de guerrilha (SP, de Evaldo Mocarzel, e Seqüestro, de Wolney Atalla, sobre as investigações da Divisão Antissequestro de São Paulo, já exibido na Mostra de São Paulo. Léo e Bia (RJ), que marca a debute do músico Oswaldo Montenegro como diretor de uma peça inspirada em uma de suas mais famosas canções, e Não se pode viver de amaor (RJ), de Jorge Durán (É proibido proibir, completam a lista de candidatos aos troféus Calunga. O filme de Durán, com Cauã Reymond, Ângelo Antônio e Simone Spoladore no elenco, chega fresquinho da competição do Festival de Guadalajara (México), realizado em março.

 – Concluímos o filme dias antes do início do festival mexicano. Já temos um convite para participar do Festival de Montreal (Canadá). Depois, vamos tentar um festival na Europa e lançamos aqui no Brasil – planeja Durán.

A produção do CinePE recebeu um total de 426 filmes inscritos – 70 longas (seis a mais que na edição de 2009) e 356 curtas. Durante os seis de de competição, serão exibidos 63 filmes (47 curtas e 16 longas) no Teatro Guararapes, em Olinda, a cidade vizinha, e no Cinema São Luiz, no centro do Recife antigo. 21:18

TELA BRASIL de graça

Alessandra Negrini aceitou convite da cineasta Laís Bodanzky e vai assistir e comentar os curtas-metragens produzidos pelos alunos das Oficinas Tela Brasil, destinadas a jovens de baixa renda. A sessão, aberta ao público e gratuita, acontece no próximo sábado (20), às 16h, no Ceu Campo Limpo em São Paulo.

Enquanto isso, do outro lado da cidade, os moradores de Jaguara recebem o Cine Tela Brasil entre dias 18 e 20, com sessões gratuitas de filmes nacionais, com patrocínio da Fundação Telefônica.

Os dois projetos são coordenados pelos cineastas Luiz Bolognesi e Laís Bodanzky, que estréiam em abril As Melhores Coisas do Mundo, em todo o país.

Anote:

Oficinas Itinerantes de Vídeo Tela Brasil no Campo Limpo (SP)
Coordenação: Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi
Pré-estreia dos curtas-metragens: Sábado (20.03), às 16h, com Alessandra Negrini
Local: Ceu Campo Limpo

Cine Tela Brasil em São Paulo (Jaguara)
Local: Campo de futebol da Associação de Amigos da Vila Piauí – Rua Barra do Garça, s/n, esquina com a Rua Osvaldo Nascimento, Vila Piauí – Jaguará
Data: 18, 19 e 20 de março (quinta, sexta e sábado)

Programação:

– 8h30: O Grilo Feliz e os insetos gigantes (Livre)
– 10h: A Era do gelo 3 (Livre)
– 13h30: O menino da porteira (12 anos)
– 15h30: Se eu fosse você 2 (10 anos)

Site: http://www.cinetelabrasil.com.br