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Sérgio Machado prepara “Acorda Brasil”…

O diretor baiano Sérgio Machado vai voltar ao set rodando nova ficção, desta vez tendo São Paulo como cenário.

Acorda Brasil será protagonizado por Lázaro Ramos. A história é uma adaptação da obra do empresário Antonio Ermírio de Moraes e enfoca a vida de um violonista (um caso real) em crise e sua relação com um grupo de estudantes de Heliópolis, bairro da periferia de São Paulo.

Quem assina a produção é a premiada Gullane Filmes, e o elenco conta ainda com Taís Araújo, Sandra Corveloni e Fernanda de Freitas.

Atores brasileiros dignificam nosso Cinema

O Aurora de Cinema reproduz judicioso texto do jornalista Ricardo Calil porque desvenda lado relevante da produção audiovisual brasileira

Geração de atores garante futuro do cinema brasileiro

Algum tempo atrás, Selton Mello deu uma entrevista para o Canal Brasil dizendo algo como: “No futuro, as pessoas vão se dar conta de que o cinema brasileiro do começo dos anos 2000 foi marcado por uma geração de jovens atores”. Não lembro exatamente que nomes ele citou, mas certamente Wagner Moura, Lázaro Ramos, Matheus Nachtergaele, Caio Blat, Daniel de Oliveira e o próprio Selton deveriam estar entre eles.
 

A frase me voltou à cabeça ao assistir à impecável performance de Lázaro em “Amanhã Nunca Mais”, que chega aos cinemas nesta sexta-feira. Seria apenas a temporã e competente estreia em longa-metragem de Tadeu Jungle, que renovou a linguagem da TV brasileira nos anos 80, mas a interpretação de Lázaro leva o filme a outro patamar. Ele torna crível não apenas seu personagem – um anestesista incapaz de dizer não, vivendo um dia de pesadelo urbano em São Paulo –, mas tudo que ele toca.

Se olharmos para trás, veremos que vários outros filmes brasileiros recentes foram ou salvos da mediocridade ou tiveram um salto de qualidade graças ao trabalho desses atores. O que seria dos dois “Tropas de Elite”, de “VIPs”, de “O Homem do Futuro” sem Wagner Moura? De “Bróder” sem Caio Blat? De “Jean Charles” sem Selton? E assim por diante. Suas atuações são, sem exceção, superiores ao próprio filme. De certa forma, eles são co-autores dessas obras.

No cinema argentino, há um rosto oficial: Ricardo Darín. No brasileiro, há cinco ou seis. Eles deram a cara do cinema brasileiro pós-retomada, mais do qualquer diretor, talvez até mais do que qualquer temática (globochanchada, filme de favela) ou qualquer estética (televisiva, publicitária).

E ainda há uma série de atores e atrizes que pode se juntar a esse grupo quando tiver mais papeis de protagonista – de Irandhir Santos a Cauã Raymond, de Leandra Leal a Hermilla Guedes –, todos muito jovens. Além dos muitos diretores estreantes que chegaram à tela nestes últimos dois anos, essa geração de atores é uma promessa muito concreta de futuro para o cinema brasileiro.

CINEMA BRASILEIRO, Música, Teatro e Coisas que Valem a Pena…

Rô Caetano Vê INSENSATO CORAÇÃO…

 
Com a sensatez, perspicácia e olhar acurado que lhe são próprios, querida jornalista MARIA DO ROSÁRIO CAETANO faz breve mas judiciosa análise da novela INSENSATO CORAÇÃO, do craque do estilo, GILBERTO BRAGA, atual atração das 21h na TV Globo.

Glória Pires e Gabriel Braga Nunes: fortes emoções aguardam desenrolar da trama…

Fiquei feliz de ver que minha admiração por Gilberto tem uma parceira da envergadura de Rô… parece que, como eu, ela também é uma noveleira braba

EBAAAAAAAAAAAA !!!

Vamos ao comentário:
 
            Li, com imenso atraso, em O Globo, análise de Patrícia Kogut (de quem sou leitora fiel) sobre possíveis causas da novela de Gilberto Braga & parceiros ainda não estar bombando no ibope.

Entre outras razões, ela aponta a semelhança de papéis atribuidos a determinados atores. Ou seja, eles (os atores) estariam, em curto espaço de tempo, repetindo  personagens muita semelhantes, ainda muito presentes na lembrança dos espectadores…

Paola Oliveira e Maria Clara Gueiros também na nova trama de Gilberto Braga

Na minha avaliação (ainda não perdi um só capítulo da novela de Braga!!!!), esta é uma causa secundaríssima.
Creio que o que está pegando é o tratamento OUSADO das relações familiares (a anatomia
rodrigueana de famílias disfuncionais), o sexo onipresente e despudorado e… também …. o racismo da sociedade brasileira. Ou, pelo menos, de parte dela. Com ousadia (muita CORAGEM, mesmo!),Braga & parceiros entregaram a um ator negro (Lázaro Ramos, talentosíssimo, que eu amo!!!) o papel de um PEGADOR.

E pegador de mocinhas brancas, louríssimas (como a maravilhosa, neste tipo de papel!!!, Debora Secco: a maluquete dela é fascinante!!!).
Lázaro — repito — é talentosíssimo e está dando conta do RECADO, com louvor.

Lázaro e Pitanga: dupla ainda vai dar muito o que falar…

Para agravar, em mentes mais fechadas,  ele nem é um tipo bonitão (como Rodrigo Santos, Toni Garrido, Seu Jorge, César Negro: é este o nome do black lindíssimo de “Boleiros 1”???)… Eu custo a esperar as entradas dele (Lázaro Ramos)… A sequência em que ele levou Carol (Pitanga) para um passeio de iate foi show… e o dia em que ele perfumou o dito cujo???

Fico pensando numa “Senhora de Santana” (lembram delas???) vendo isto. Deve ficar escandalizada e mudar de canal… Gilberto Braga pagou caro pela ousadia inicial de “O Dono do Mundo” (Fagundes desfrutando das primícias de Mallu Mader, antes do jovem marido dela!!!). É gente conservadora que está rejeitando a novela…

Deborah é destaque como Natalie Lamour: ibope sobe quando personagem aparece

 

Eu não me interesso pelo casal protagonista, achei as cenas a la AEROPORTO ultra-inconvincentes, folhetinescas demais… mas estou
adorando as partes “família” rodrigueana… E adorando ver o show de atrizes como
Ana Lúcia Torre (ouvi entrevista maravilhosa dela na Rádio Jovem Pan, incluindo REFLEXÕES DE UM LIQUIDIFICADOR), Glória Pires, Debora Evelyn e Debora Secco (pavorosa em novela em que fazia uma roceira!!!), inigualável… Ninguém faz uma “bonitinha mas ordinária-angelical” melhor do que ela atualmente !!!!

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Deborah Secco: performance estupenda da atriz ganha elogios de Rô Caetano, que assinamos embaixo… Deborah vai “arrebentar” na trama gilbertobraguiana

Entre os homens, dá gosto ver Carvana rabugento-resmungando, Lázaro arrasando como PEGADOR (sem ter phisique-de-role para tal, só com o TALENTO), Gabriel Braga Nunes (que vi em Cidadão Brasileiro e Poder Paralelo, em bela dupla com Paloma Duarte), etc….
Os diálogos “familiares-rodrigueanos” da  novela estão demais !!!!

Hugo Carvana em ótima atuação, ao lado do diretor Dênnis Carvalho: ponto alto de INSENSATO

         P.S. – Maurício Stycer escreveu um texto dos mais interessantes-instigantes, ontem, na Folha sobre o personagem de Lázaro Ramos. Mas não concordo com ele. Ele diz que o personagem é um negro que não sofre preconceito. Que é bem aceito sem causar nenhum contratempo, como o casal de gays de “Paraíso Tropical”.

Para mim, Lázaro interpreta um personagem cheio de arestas. Ele, quando era pobre, passou por maus bocados e contou isso a Carol (Pitanga) no passeio de iate. Mostrou-se ressentido pela pobreza de outrora, pelo pai alcóolatra (Milton Gonçalves, que entrará dentro de algumas semanas), pela discriminação que sofreu…

Mas hoje, famoso como designer, entra e sai em lugares finos, como se fosse BRANCO. É assim, no Brasil. PELÉ está aí para provar. Famoso e rico, ele é recebido em todos os salões. O personagem do Lázaro é o “Pelé de Gilberto Braga” (e Débora Secco é a Xuxa Meneghell dele)… Mas está na cara que ele faz o que faz com as mulheres (uma por noite, sem repetir, como se elas fossem um “vestido” aliás, um terno Armani) para se vingar de discriminações dos tempos em que era pobre e filho de alcoólatra.

Saara e Pagodinho na Telona

Estevão Ciavatta parece ter saído do trauma do acidente de cavalo que quase o deixou paralítico, no final de 2008, com o fôlego renovado. Depois de 10 anos dedicados à televisão, o autor do curta-metragem Nelson Sargento (1998), cujo sucesso comprou-lhe o título de promessa da retomada, ensaia retorno com força total ao cinema brasileiro. O documentário Programa Casé, sobre o pioneiro do rádio Adhemar Casé (1903-1993), exibido na competição do recém-encerrado Festival de Paulínia, é apenas o ponto de partida dessa reabilitação profissional, que inclui um filme sobre Zeca Pagodinho e um longa de ficção ambientado na região da Saara, o mais popular centro comercial do Rio.– A minha ida para a TV foi tão forte que virei patinho feio do cinema – compara o diretor de programas como Brasil Legal e Um pé de quê?, apresentados pela mulher, a atriz Regina Casé, neta de Adhemar. – Depois do acidente, me vi procurando algo de bom para mim. Retomei o projeto do Programa Casé, que teve início há quase 10 anos, e desenvolvi outros. Agora, tenho a ficção como o meu norte. Os anos que viajei pelo Brasil fazendo programas documentais me deram essa bagagem.  

Sem o olhar do fã  

Assim como Programa Casé, que recupera a trajetória do pernambucano que lançou nomes como Carmen Miranda e Noel Rosa, com estreia prevista para 27 de agosto, o documentário sobre Pagodinho é um projeto de longa gestação. Ciavatta não quer que o filme fique contaminado pelo olhar do fã que é do músico – Pagodinho já está, inclusive, confirmado para a trilha sonora de S.A.A.R.A. (sigla de Sociedade dos Amigos dos Arredores da Rua da Alfândega).

 

O que estou buscando é o lado não glamouroso do Zeca. Quero acompanhar o cotidiano dele, a vida em casa, a companhia dos amigos, enfim, capturar o estilo de vida de um sujeito cuja música encanta desde um bando de playboys da Barra da Tijuca a um mendigo de Xerém, e de como isso tudo é incorporado à música que ele faz. Para isso, preciso conviver mais com ele, conquistar a intimidade do artista. E isso leva algum tempo – explica o diretor de 41 anos, que foi fotojornalista antes de se formar em cinema pela Universidade Federal Fluminense.

  

O documentário sobre Pagodinho, portanto, será captado ao longo dos anos, à medida em que as melhores oportunidades vão surgindo. Os cabeças de elenco de S.A.A.R.A, que ainda está em fase de captação de recursos, no entanto, já foram escalados: Regina Casé, Lázaro Ramos e Otávio Augusto. O trio movimentará uma história de amor dentro de uma trama que explora a convivência entre árabes, judeus, chineses e coreanos do centro comercial carioca. O roteiro é de Rosane Lima (Bendito fruto) e Patrícia Andrade (2 filhos de Francisco).O filme conta pequenas histórias que se entrecruzam entre o Natal e a festa de São Jorge do cotidiano daquela área, conhecida como uma pequena ONU encravada no centro da cidade. É durante a temporada comercial mais quente do ano que a velada rivalidade entre a comunidade árabe-judaica e os recém-chegados concorrentes chineses se acirra, interferindo no triângulo amoroso que se forma entre uma vendedora de loja, um vigia e a filha de um comerciante chinês.– É uma comédia romântica colocada contra uma situação de miscigenação única no mundo. A ideia é explorar as contradições dessa aproximação interracial. Há, por exemplo, a fantasia do homem ocidental pelos mitos eróticos orientais, a jovem chinesa que quer se abrasileirar.

* Texto de Carlos Helí de Almeida

Paulínia Prepara 3a Edição do Festival de Cinema

 

 

Lázaro Ramos e Fernanda Torres serão os apresentadores da noite de abertura do evento, dia 15 de julho; O diretor Hector Babenco é o grande homenageado do Festival, que exibirá a cópia restaurada de O Beijo da Mulher Aranha;

 

No dia 15 de julho, a partir das 20h, em cerimônia para convidados, terá início a terceira edição do Paulínia Festival de Cinema, tendo como mestres de cerimônia a atriz Fernanda Torres e o ator Lázaro Ramos. O diretor Hector Babenco será o homenageado do evento que exibirá, na noite de abertura, a cópia restaurada do longa O Beijo da Mulher Aranha.  No encerramento do Festival, dia 22 de julho, às 19h, haverá a première do filme 400 contra 1, de Caco de Souza.

 

DEBATES E ENCONTROS

 

Diariamente, de 17 a 22 de julho (sábado à quinta), haverá debate sobre os filmes selecionados, exibidos na noite anterior, com a presença do diretor e elenco de cada título. Às 10h00 tem início o debate do curta regional; às 10h30, debate do curta nacional; às 11h00 é a vez do documentário e às 12h do longa de ficção. Todos os debates serão realizados no estúdio amarelo do Polo, que será a sede desta edição do Festival e terão como mediadores o critico Rubens Ewald Filho, a jornalista Maria do Rosário Caetano e o diretor do Festival, Ivan Melo.

 

Além dos debates dos filmes, estão previstos: Debate Filme Paulínia – políticas públicas para o cinema brasileiro, no dia 16, sexta-feira, das 14h30 às 17h00, com presença do Secretário de Cultura de Paulinia Emerson Alves e do Secretario do Audiovisual do Ministério da Cultura, Newton Canitto; Encontro da Crítica, no dia 17, sábado, das 14h30 às 17h00, com a presença de Diego Lerer, representante da Fipresci (Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica) da América Latina e de Associações de Críticos de Cinema do país; já no domingo, dia 18, às 14h30, haverá palestra do escritor Zuenir Ventura, sobre Cidadania e Cinema, das 15h às 17h30. Os debates serão realizados no Estúdio Amarelo. Outros dois debates, um no dia 20 e outro no dia 21 serão programados pela organização do evento.

 

JÚRI 

Longas (Documentário e Ficção):

 

ANA LUIZA AZEVEDO

Formou-se em Artes Plásticas pela UFRGS em 1986, sócia-fundadora da Casa de Cinema de Porto Alegre, trabalhando na área desde 1984. Diretora e roteirista de Dona Cristina Perdeu a Memória (2002), Três Minutos (1999), Ventre Livre (1994) e Barbosa (1988, em codireção com Jorge Furtado). Foi diretora-assistente dos longas-metragens Tolerância (2000), O Homem que Copiava (2003), Meu Tio Matou um Cara (2004) e Sal de Prata (2004) e assistente de direção em diversos filmes, entre eles o curta Ilha das Flores (1989) e o longa Bens Confiscados (2003). Estreou na direção de longa com Antes que o Mundo Acabe, exibido pela primeira vez no II Festival de Paulínia (2009), no qual ganhou seis prêmios, entre eles o de melhor filme pela crítica e melhor direção.

 

BÁRBARA PAZ

Formou-se pelo Centro de Pesquisa Teatral Antunes Filho (CPT), trabalhou com o Grupo Tapa, Parlapatões e Pia Fraus. Com mais de 15 peças em seu currículo, destacam-se A Importância de Ser Fiel, de Oscar Wilde, Madame de Sade, de Yukio Mishima, Os Sete Gatinhos, de Nelson Rodrigues e Contos de Sedução, de Guy de Maupassant. No cinema protagonizou diversos curtas-metragens, tendo recebido o Kikito de melhor atriz em 2003, pelo curta Produto Descartável, de Rafael Primot. Em 2005 dirigiu e escreveu seu primeiro curta, Minha Obra. Em 2010 dirige e apresenta o programa Curta na Estrada, no Canal Brasil. Em 2009/20010 interpretou a personagem Renata, na novela Viver a Vida, de Manoel Carlos, na Rede Globo.

 

DI MORETTI

Roteirista, nasceu em São Paulo, em 1961. Graduou-se em Rádio e TV pela FAAP e em Jornalismo pela PUC. O Velho, a História de Luiz Carlos Prestes (1997), dirigido por Toni Venturi, foi o seu primeiro longa-metragem. Seguiram-se Latitude Zero (2001), de Toni Venturi, vencedor dos prêmios de melhor roteiro nos Festivais de Brasília e do Ceará, Cabra Cega (2004), também premiado em Brasília, Filhas do Vento (2004), de Joel Zito Araújo, As Vidas de Maria (2005), de Renato Barbieri, Simples Mortais (2005), de Mauro Giuntini, Nossa Vida não Cabe num Opala (2008), de Reinaldo Pinheiro e 23 Anos em 7 Segundos – O Fim do Jejum Corinthiano (2009).

 

SERGIO AUGUSTO

Jornalista e escritor, iniciou a carreira em 1960, aos 18 anos, como crítico de cinema do diário carioca Tribuna da Imprensa. Foi crítico, repórter e editor nos jornais Correio da Manhã, Jornal do Brasil e Folha de S. Paulo, nas revistas Veja, IstoÉ e Bravo! e nos semanários Pasquim, Opinião e Bundas. Em 2010 escreve no caderno Aliás, de O Estado de S. Paulo, onde também assina uma coluna do caderno Sabático. Publicou os livros Este Mundo é um Pandeiro (Cia. das Letras, 1989), Cancioneiro Jobim (Casa da Palavra, 2000), Lado B (Record, 2001), Cancioneiro Vinicius de Moraes/Orfeu (Jobim Music, 2003), Botafogo—Entre o Céu e o Inferno (Ediouro, 2004) e Penas do Ofício (Agir, 2006).

 

WILSON FEITOSA

Fundou a Europa Filmes em 1990. Associou-se ao Grupo Severiano Ribeiro em 1994, na época o maior exibidor de cinema do Brasil. Com a garantia de exibição, iniciou a aquisição de filmes para distribuição em cinema. Pioneiro na coprodução, por meio de recursos originados do artigo 3º da Lei do Audiovisual, desde 1995 já coproduziu mais de 40 filmes, entre eles Pequeno Dicionário Amoroso, Olga, O Invasor, Central do Brasil, Memórias Póstumas de Brás Cubas, O Quatrilho, Ó Pai Ó e Lula, o Filho do Brasil. Como empresário também é sócio da LW Editora, que publica a revista Ver Vídeo e sócio da empresa de telefonia Simple Solution. Conselheiro da União Brasileira de Vídeo.

Curtas (Regional e Nacional): 

JULIANO LUCCAS

Ator, diretor e roteirista. Formou-se em Comunicação Social na PUC, com pós-graduação em Comunicação e Marketing, especialização em Cinema na AIC e documentário, gestão de projetos e processos de criação para cinema e TV na Fundação Getúlio Vargas. Dirigiu e produziu seu primeiro curta-metragem Aurora em 2007. Dirigiu, produziu, editou e escreveu Luchador, seu segundo curta, premiado como melhor fotografia, montagem e atores no I Festival Paulínia de Cinema e melhor fotografia no 2º Festival de Cinema de Cabo Frio. Com Spectaculum, seu terceiro curta, ganhou o prêmio da categoria no II Festival Paulínia de Cinema. Produziu os longas-metragens Corpos (2007), de Maurício Martins, e Chat (2008) de Matheus Alberton.

 

BEATRIZ BARCELLOS

Produtora Cultural gaúcha foi, por dez anos, responsável pela Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre. Ao longo de sua gestão, implantou projetos de repercussão nacional como o Curta nas telas e o Prêmio Santander/PMPA de Desenvolvimento de Projetos de Longa-Metragem. Também foi a responsável pela criação da Sala de cinema PF Gastal, que se notabilizou pela ênfase à exibição de filmes nacionais. Elaborou o Projeto de linha curatorial da sala de cinema CineBancários, inaugurada em 2008, da qual, desde então, é a curadora.O projeto foi premiado pela Associação de Críticos do RS pela programação exibida, dedicada ao cinema latino-americano e mostras temáticas.

 

CRISTINA LAGO

Atriz, formada em Dança pela Faculdade Angel Vianna, estreou no cinema vivendo a protagonista Analídia, no longa-metragem musical Maré, Nossa História de Amor, dirigido por Lucia Murat. No teatro, participou de vários espetáculos, entre eles Ariano, dirigido por Gustavo Paso e Agora!, dirigido por Claudia Mele. Por sua atuação no longa-metragem Olhos Azuis, do diretor José Joffily, conquistou o Prêmio de Melhor Atriz no II Festival de Cinema de Paulínia, e em breve poderá ser vista em O Doce Veneno do Escorpião, do diretor Marcus Baldini.

 

SIMONE YUNES

Formou-se em Comunicação Social pela FAAP. Trabalha no SESC SP desde 1996, sendo responsável pela programação do CineSESC desde 2000 e organizadora do Festival SESC Melhores Filmes e da Retrospectiva do Cinema Brasileiro em edições anuais. Curadora do Panorama SESC de Cinema Suíço, colaboradora em diversas mostras como Imagens do Oriente, Indie Festival e Mundo Árabe, além de participar das exposições Atlândida e Loucos por Cinema.

 

MIGUEL BARBIERI JR.

Formou-se em Jornalismo pela PUC/SP, trabalhou como repórter no Jornal Diário Popular. Atualmente, é crítico de cinema das revistas Veja São Paulo e Veja Rio.

O GRANDE KILAPY

Este é o nome em angolano do filme O Grande Golpe, co-produção Brasil, Portugal e Angola, agora entrando em fase de pré-produção.

João Pessoa, terra de Herbert Vianna, será sede das filmagens brasileiras

A produtora brasileira é a Raiz Produções (leia-se Assunção Hernandez) e a direção é do premiado cineasta angolano, Zezé Gamboa. Inspirado em fatos e personagens reais, conta a história de Joãozinho,  jovem angolano, de  família  bem posicionada na sociedade dos tempos da colônia. Joãozinho, mestiço, bon vivant, mulherengo, nada  afeito a questões políticas, mas leal aos amigos, a maioria deles militantes na luta pela libertação de Angola do jugo português. 

Joãozinho é tão generoso que chega mesmo a destinar parte do dinheiro que arrebanha de forma fraudulenta do Banco Nacional Angolano, onde é alto executivo, aos amigos, para fugirem  do país, escaparem das prisões e manter os revoltosos.  Acaba   preso por corrupção, mas sai  nos  braços do povo, como herói nacional, quando as portas das prisões se abrem, libertando a  todos,  a maioria  deles, combatentes da  agora vitoriosa luta  pela  independência de Angola, que culminou com a  revolução de  Abril em Portugal. 

As filmagens começam em julho, em Portugal, e no Brasil, na cidade de João Pessoa, em setembro. A capital paraibana  foi escolhida pelo fato de manter uma arquitetura que  bem  representa os anos de 1965 a 1974, ao contrário da Luanda de hoje, destruída nas guerras de libertação e lutas internas, e não  reconstruída até hoje. 

Lázaro Ramos será o protagonista do filme, cujoque elenco será formado, em sua maioria, por atores brasileiros. Estão sendo convidados: Chico Diaz, João Miguel, Maria Ceiça e Adriana Rabelo, entre outros.

MILTON GONÇALVES no AVIÃO VERMELHO

Ator dará vida e voz ao personagem-título ao filme, o Avião Vermelho

O Avião Vermelho, personagem que dá título ao longa-metragem de animação As Aventuras do Avião Vermelho, dos diretores gaúchos Frederico Pinto e José Maia, vai ganhar voz nos próximos dias. O ator escalado para essa missão é o veterano Milton Gonçalves, que gravará a voz do personagem nos próximos dias 23 e 24, no Rio de Janeiro.

Milton Gonçalves tem mais de 50 anos de carreira artística, trabalhando com cinema, televisão e teatro. Sempre respeitado e querido, ganhou muitos prêmios. Ao todo fez mais de cem filmes, com papéis grandes e pequenos, contracenando também com muitos artistas estrangeiros, como Jacqueline Bisset, Raul Julia e outros.

MILTON integra o seleto grupo de 50 pessoas que está na Rede Globo desde o início. Dentre as muitas novelas das quais participou, “Véu de Noiva”, “Um Homem que Deve Morrer”, “Selva de Pedra”, “Carga Pesada”, “A Grande Família”, “Baila Comigo”, “Pecado Capital”, “Irmãos Coragem”, “Anjo de Mim”, e muitos outros trabalhos, entre novelas, mini-séries e Casos Especiais. O ator também é reconhecido pela sua militância no movimento negro.

Também integram o elenco do filme os atores Lázaro Ramos, Fernando Alves Pinto, Wandi Doratiotto, Zezeh Barbosa e Sérgio Lulkin, que gravaram as vozes dos personagens Chocolate, Lunar, Ursinho, Josefina e Pai, respectivamente. O personagem principal do filme, o Fernandinho, foi dublado pelo porto-alegrense Pedro Yan, de oito anos.

O Avião, personagem que Milton Gonçalves interpreta em As Aventuras do Avião Vermelho é primeiro um brinquedo, depois um meio de transporte e, mais adiante, um amigo para todas as horas. Salva a pele da turma várias vezes, se valendo de sua experiência.

De acordo com os diretores, a gravação das vozes é uma das etapas mais importantes do processo de animação, pois desempenham um papel criativo fundamental no processo de construção do personagem. “Como gravamos as falas antes, podemos trabalhar a animação dos personagens inspirados na interpretação dos atores, na entonação e até mesmo no gestual que o ator utiliza”, destaca Frederico Pinto.

 

As Aventuras do Avião Vermelho é um filme para o público infantil, baseado no livro de Érico Verissimo, escrito em 1936. O longa é uma produção da Armazém de Imagens e Okna Produções e está previsto para ser lançado em 2011. Para isso, uma equipe técnica trabalha num estúdio de animação montado no bairro Bom Fim, em Porto Alegre.

Segundo os diretores, o processo de animação utilizado combina a fluidez e a organicidade dos movimentos da tradicional técnica do desenho animado 2D, produzido em papel, com as possibilidades de movimentação espacial da animação digital 3D. Os cenários e o planejamento dos movimentos de câmera são produzidos digitalmente em 3D, mesma técnica em que o Avião e todas as máquinas do filme serão modeladas e animadas. Para cada plano é produzido uma série de movimentos e imagens, que servem como base para os desenhos produzidos no papel. Posteriormente eles são digitalizados  e coloridos em um processo de pintura digital. O 3D é utilizado como uma ferramenta para aperfeiçoar e facilitar o processo de trabalho, mas a aparência final é a do desenho animado 2D.

A largada para este projeto foi dada em 2003, quando foi premiado no Edital do 2º Prêmio Santander Cultural / Prefeitura de Porto Alegre para Desenvolvimento de Projetos de Longa-Metragem. Após, a entrada de importantes patrocinadores – BNDES e Petrobras- garantiu o início da viabilização. Orçado em 3 milhões de reais, o filme pretende completar seu orçamento financeiro com novas captações de recursos, que devem acontecer em 2009 e 2010. Vale destacar ainda que importantes empresas gaúchas já aderiram ao projeto como patrocinadores.

São elas: Banrisul Consórcios, Banrisul Corretora, BRDE, Corsan, Eny Calçados, Metasa, Randon, Sulgás e Unifértil.

 FICHA TÉCNICA:

 Duração: 90 minutos

Cópia final: 35mm 

Direção: Frederico Pinto e José Maia

Roteiro: Camila Gonzatto, Emiliano Urbim e  Frederico Pinto
Produção: Aletéia Selonk, Camila Gonzatto e Frederico Pinto
Produção Executiva: Aletéia Selonk e Lisiane Cohen

1º Ass. de Direção: Felipe Antoniolli

Assistente de Produção: Itamony Barros
Secretária de Produção: Laura Coelho

Modelador 3D: Luis Monty Pellizzari e Cristiano Lopes

Edição: Giancarlo Zardo
Animatic: Alexandre Linck
Animação: Bruno Fantinelli Seelig, Carlos Mateus, Charles Lima, Diego Amorim, Felippe Steffens, MauMau, Ruben Castillo, Thiago Ribeiro

Sombra: Marcelo Souza
Calque: Guilherme Green
Pintura: Giovana Maia e Geórgia Reck
Direção de Arte: Moa

Cenário e Co-Diretor de Arte: Marco Antonio Lesina Pilar e Jack Kaminski (Jack)
Assistente de Arte: Pedro Fanti

Música: Nico Nicolaiewsky
Montagem: Kiko Ferraz
Projeto Educativo: Monica Hoff