Arquivo da tag: Letícia Spiller

Cristina Granato, muito além da foto…

Com três décadas na estrada da arte e da cultura, a jornalista e fotógrafa CRISTINA GRANATO agora integra a equipe editorial do blog Aurora de Cinema…

Foto: Cristina Granato.

A Diva Maria Bethânia em registro de Cristina Granato…

Letícia musical OUTSIDE foto CG

Letícia Spiller no musical OUTSIDE, clicada por Cristina Granato…

Organizar um álbum de fotos é tarefa árdua para qualquer mortal. Agora imaginem selecionar, dentre mais de um milhão de imagens, 360 fotos que contassem a história das três últimas décadas da Música Popular Brasileira. Pois Cristina Granato conseguiu ! E o resultado está no precioso livro Cristina Granato – Um Olhar na Música Popular Brasileira.

Jorge Ben Jor e Ivete Sangalo em click de Cristina Granato…

“Minha relação com a MPB veio antes de surgir a paixão pela fotografia. Aos 4 anos, eu aprendi a tocar violão e pude sentir que a música era um segmento com o qual eu me identificava muito. Mas a retrospectiva em fotos surgiu de uma proposta de trabalho feita pelo Canecão, na comemoração dos seus 40 anos”, conta Cristina.

Cristiana Oliveira entre os irmãos Sandy e Júnior…

“O projeto acabou não acontecendo e a Heloisa Buarque me sugeriu montar o livro. O projeto ganhou forma quando me inscrevi e, entre quatro mil candidatos, ganhei o Edital de Publicação e Documentação da Oi”.

Bastidores de show de Lulu Santos nos anos 80: Caetano, Lulu, Paula Lavigne e Malu Mader… foto Cristina Granato


O livro Um olhar na Música Popular Brasileira, lançado pela Editora Aeroplano, reúne o trabalho de mais de 30 anos de estrada de Cristina Granato, tempo no qual a respeitadíssima profissional acumulou fotos e fez amigos. No livro, estão 350 dessas imagens.

Cristina Granato: lentes poderosas…
Segundo Cristina, o resultado agradou-a tanto que ela pretende fazer outras edições, com foco no Teatro e no Cinema: “Afinal, sempre que encontro um artista dos palcos ou telas, eles me perguntam: – Poxa ! E a minha foto?”, diz Cristina.

PJ Dom e Aderb

Paulo José, Domingos Oliveira e Aderbal Freire-filho: homens de Teatro/Cinema/TV em foto de Cristina Granato…

Mas o grande trunfo das fotos de Cristina Granato é a intimidade de que ela desfruta com os artistas que fotografa, coisa de deixar muito tiete com inveja. O leitor logo se pergunta como ela consegue certas imagens – como, por exemplo, a de Cássia Eller num banheiro do Bar da Keka, na Cobal do Humaitá, ou o selinho entre Erasmo Carlos e Maria Bethânia…
Erasmo e Bethânia em click precioso de Cristina Granato…
“Nesses casos, a questão vai além da técnica.  Sempre tive respeito, generosidade e delicadeza no trato com os artistas e, por isso,  ganhei espaço e liberdade na hora de fotografar. Fora que sou da época em que não existia assessor de imprensa barrando fotógrafo. Sendo assim, acabei estreitando relações com os artistas e pude fazer fotos incríveis. Como a da Cássia, que é uma das minhas preferidas”.

Cristina Granato

Cássia Eller no banheiro da Cobal do Humaitá, Rio…

Gil com a filha Nara e a mulher Flora, grávida do filho Bem, na casa deles de Salvador, em 94… foto Cristina Granato

Detentora de uma obra documental de alta relevância para a história cultural brasileira, as imagens do livro de Cristina Granato –  Um olhar na Música Popular Brasileira -, contam a história da música popular brasileira nos palcos do Rio de Janeiro desde 1978.

Em 30 anos de carreira, Cristina Granato acumulou arquivo de 1.058.500 fotos e escolheu 350 delas para ilustrar o livro Um olhar na Música Popular Brasileira, lançado na semana passada pela Editora Aeroplano

Cristina Granato: paixão pela música rendeu fotos maravilhosas dos Artistas da MPB…

Cristina Granato sempre acompanhou de perto os acontecimentos culturais da capital carioca. Esteve presente em muitos dos momentos mais importantes e marcantes – das intimidades dos camarins aos grandes shows – e conquistou confiança e amizade dos seus fotografados.  Assim, o acervo de Cristina abriga mais de 1.058.500 fotos coloridas e P&B, sendo um acervo valoroso dos que atuam na MPB e um testemunho singular de uma época.

Tim Maia em dia de apresentação no programa do Chacrinha…

Sobre o trabalho de Cristina Granato, vejamos o que dizem alguns renomados pesquisadores musicais:

Lucinha Araújo com o filho poeta Cazuza… by Cristina Granato

“É ainda interessante observar que, em seus primeiros tempos de profissão, a artista abre o campo, fotografa mais de longe, ainda que, mesmo nessa época, já possa ser identificado o DNA de seu olhar amoroso. Com o passar do tempo, a distância diminui. As lentes se aproximam, a intimidade se estabelece. Consolida-se o que poderíamos chamar o estilo Cristina Granato.” Heloisa Buarque de Hollanda

Cristina Granato e Cissa Guimarães em noite de lançamento…

“Cristina – talvez sem querer, ela me assegura que é tudo muito espontâneo e não didático (no que creio piamente) – elaborou um trabalho que consolida uma história, a saga das imagens que fizeram/fazem a MPB nesses últimos trinta anos.” Ricardo Cravo Albin

Caetano pelas lentes de Cristina Granato…

“A máxima de que uma imagem vale mais do que mil palavras nunca foi tão verdadeira. Em três décadas, Cristina Granato tem mostrado isso por meio de seu trabalho. E, além do bom olho para enquadramentos, foco, ângulos e demais requisitos de sua profissão/arte, tem o raro dom de conquistar a confiança de seus alvos e, dessa forma, revelar situações raramente documentadas.” Antônio Carlos Miguel

Cristina Granato saudada pela amiga Cissa Guimarães e Erasmo Carlos…

Cristina Granato saudada por Leila Pinheiro: fotógrafa é uma Querida no meio artístico… quem melhor que ela pra firmar com o blog Aurora de Cinema ?

Cristina Granato festejada por artistas: agora, com o blog Aurora de Cinema, uma parceria imageticamente afetiva…

Febre do Rato, Meia Noite, La Mirada Perdida e A Fábrica vencem Curta-SE

Atriz Letícia Spiller foi a grande atração do festival sergipano…

Encerrada na noite de sábado a 12a edição do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe (Curta-SE).

O Teatro Atheneu foi o palco da solenidade pilotada pelo ator sergipano Flávio Bauraqui, sendo que a revelação dos vencedores e entrega dos troféus foi antecedida pela peça A Farsa dos Opostos, apresentada pelo Grupo Imbuaça, que entra em seus 35 anos de atuação.

Dentre os longas-metragens, o pernambucano Febre do Rato, de Cláudio Assis, saiu-se como o grande vencedor da noite, levando os prêmios de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular, Melhor Atriz pelo Júri Oficial (Mariana Nunes) e Melhor Fotografia (Walter Carvalho).

Os demais concorrentes em longa, ganharam um troféu do Júri Oficial cada. ‘Girimunho’, de Clarissa Campolina e Helvécio Marins levou o troféu de Melhor Direção; ‘Eu Receberia As Piores Notícias dos seus Lindos Lábios’ ficou com o Melhor Ator (Gustavo Machado); enquanto que ‘Paraíso Aqui Vou Eu’, de Cavi Borges e Walter Daguerre, ganhou Menção Honrosa pela incrível trilha sonora de Plínio Profeta.

Curtas 35 mm

Entre os curtas ibero-americanos, rodados em 35mm, destacou-se a performance ‘Casa Afogada’, de Gilson Vargas (RS); ‘Barbeiros’, de Luiz Ferraz e Guilherme Aguillar (SP); e ‘Três Vezes por Semana’, de Cris Reque. Todos levaram dois troféus. O filme de Gilson Vargas ganhou os prêmios de Melhor Curta-Metragem, Melhor Curta-Metragem de Ficção. Já ‘Barbeiros’, levou Melhor Curta-Metragem Documentário e Melhor Direção; enquanto ‘Três Vezes por Semana’ foi premiado com Melhor Atriz (Irene Brietzke) e Menção Honrosa 35mm.

Diretor Luiz Ferraz, de Sampa, levou vários troféus pelo seu ‘Barbeiros’…

Os outros vencedores receberam um prêmio do Júri Oficial. O espanhol ‘Zeinek Gehiago Iraun’, de Gregorio Muro, levou como Melhor Curta-Metragem de Animação; o baiano ‘Premonição’, de Pedro Abib, ficou com Melhor Curta de Temática Nordestina; o fluminense ‘Uma, Duas Semanas’,  de Fernanda Teixeira, foi agraciado com Melhor Ator (Silvio Matos); e o paulista ‘Funeral À Cigana’ , de Fernando Honesko, ganhou Menção Especial.

O primeiro prêmio de Melhor Fotografia em 35mm  pelo Júri Oficial do Curta-SE foi para Quando Morremos À Noite , do pernambucano Eduardo Morotó. Já a escolha do público premiou o paulista ‘Café Turco’, do ator Thiago Luciano, como Melhor Curta-Metragem 35mm pelo Júri Popular.

Iberoamericanos

Entre os vídeos iberoamericanos, o paulista Realejo, de Marcus Vinícius Vasconcelos, ganhou os prêmios de Melhor Vídeo Animação pelo Júri Oficial e Melhor Vídeo Iberoamericano pelo Júri Popular.

O argentino La Mirada Perdida, de Damián Dionísio, levou o troféu de Melhor Vídeo Ibero-americano pelo Júri Oficial. O ótimo O Brasil de Pero Vaz de Caminha, de Bruno Laet, ganhou Melhor Documentário, e o paranaense A Fábrica, de Aly Muritiba, ganhou Melhor Ficção, todos pelo Júri Oficial.

Os jurados também concederam duas menções honrosas aos vídeos iberoamericanos. Uma delas foi para o sergipano Meia Noite, de Samuel Blá, por atestar a evolução da qualidade da produção audiovisual sergipana, sendo bem realizado e de fácil comunicação com o público. Já o paulista A Noite dos Palhaços Mudos, de Juliano Luccas, foi premiado pela soma de diversos elementos que compõem a narrativa cinematográfica com notória qualidade, tais como: fotografia, direção de arte, atuação e efeitos.

Letícia Spiller, em cena de Tudo que Deus criou, mobilizou as atenções nas últimas noites do Curta-SE…

Sergipanos, videoclipes e vídeos de bolso

O júri oficial também premiou Meia Noite como Melhor Vídeo Sergipano. Já Derredor, de André Aragão, foi agraciado como 2º Melhor Vídeo Sergipano e foi eleito Melhor Curta Sergipano pelo Júri Popular. Rezou A Família e Foi Ao Cinema, feito pelos alunos do Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira (NPDOV) ficou com o 3º lugar.

Entre os videoclipes, O Deus Que Devasta mas Também Cura, do baiano Lucas Santtana, dirigido por Daniel Lisboa e Matheus Viana, levou troféu do Júri Oficial como Melhor Videoclipe, enquanto Tá Certo, da banda sergipana Ode Ao Canalha, dirigido pelos alunos do NPDOV, foi o favorito do público. Já o sergipano Ao Seu Lado, de André Aragão, foi eleito pelos internautas como Melhor Vídeo de Bolso.

As irmãs Rosângela e Deyse Rocha celebram mais uma edição e agradecem público e patrocinadores…

Terminada a entrega de prêmios, as diretoras executivas do festival, Rosângela e Deyse Rocha, subiram ao palco e agradeceram ao público, convidados e patrocinadores, homenageando a equipe do Curta-SE “que deu o sangue pelo sucesso do Festival”.

A noite de encerramento do Curta-SE 12  foi fechada com noite de muita música e festa no Oceanário de Aracaju, com apresentações musicais da cantora Lena Oliver, do DJ Alemão, e da conhecida banda NaurÊa.

Mesmo sem estar concorrendo, Letícia Spiller foi a grande atração do Curta-SE 12 e conquistou a todos com beleza, elegância e simpatia…

* DETALHE: quem chegou à festa do Oceanário desde as primeiras horas e fez bonito conversando com quem lhe procurava, distribuindo sorrisos, posando para fotos e dançando pra valer ao som da NaurÊa foi a atriz Letícia Spiller, que estava no Curta-SE por conta de sua participação em dois filmes: o curta “Joãozinho de Carne e  Osso” , do ator Paulo Vespúcio; e o longa Tudo que Deus Criou, do cineasta André da Costa Pinto, de Campina Grande, que será lançado em 2013, no qual ela faz com enorme brilhantismo uma cega, sem nenhum glamour…

Paulo Vespúcio, Letícia Spiller e André da Costa Pinto: Tudo que Deus criou

As comissões julgadoras foram compostas pelo jornalista Amilton Pinheiro, as produtoras Carla Osório e Luciana Druzina, Solange Lima, Geraldo Moraes, Itamar Borges, Clarissa Kuschnir, Aurora Miranda Leão, Marcela Lommas, Rafael Cusato, Carla Francine, Cavi Borges, e Isabelle Cabral.

O Curta+SE 12, incentivado pela Lei de Incentivo à Cultura, aconteceu de 17 a 22 de setembro, com patrocínio Petrobras, co-patrocínio Banese, apoio cultural do Banco do Nordeste, Cinemark e Governo do Estado, e apoios da Cia Rio, Canal Brasil, Shopping Jardins, Cinerama Brasilis, Megacolor, Sebrae/SE, APBITV, Pipa Distribuidora, Nova Digital, Tv Sergipe, Estúdios Mega, CBC, FICC, CNC, Revista Preview, Raça Brasil, Canne, Emsetur, Infonet, Fórum dos Festivais, Ativa Impressão Digital, Porta Curtas, Maria Cheirosa, Líder Lab, Curso Mater Day, Restaurante Moinho, Churrascaria Sal e Brasa, Habib’s Aracaju, Projeto Tamar, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Secretaria de Estado da Cultura, Pontão Digital Avenida Brasil, Ponto de Cultura Figuras em Trânsito, Atração Gravadora, Prefeituras (Aracaju, Estância, Laranjeiras e São Cristóvão), Segrase, SESC SE, Mix /SE e Fest’A Film. O festival é uma realização da Casa Curta-SE e Secretaria do Audiovisual/Ministério da Cultura/Governo Federal.

Aurora Miranda Leão e Letícia Spiller: louras de Cinema curtindo Aracaju…

Vídeo de bolso Ao seu lado- Dir. André Aragão- SE Melhor Vídeo de Bolso, Júri popular -Troféu Ver ou Não Ver

Videoclipe

Melhor Videoclipe, Júri Oficial

O Deus que Devasta mas também cura– Lucas Santtana – Dir. Daniel Lisboa e Matheus Viana- BA -Troféu Ver ou Não Ver

Melhor Videoclipe, Júri popular

Tá certo- Banda Ode ao Canalha- Dir. Núcleo de Produções Digitais Orlando Vieira -Troféu Ver ou Não Ver

Itamar Borges, Aurora de Cinema e Amilton Pinheiro no Oceanário…

Curta 35mm iberoamericano

Melhor curta-metragem em 35mm, Júri oficial

Casa Afogada- Dir. Gilson Vargas- RS -Prêmio Nova Digital (três minutos de trilha sonora original); -Troféu Ver ou Não Ver

Melhor curta-metragem documentário em 35mm, Júri oficial

Barbeiros-Dir. Luiz Ferraz- SP -Prêmio Nova Digital (três minutos de trilha musical original) -Troféu Ver ou Não Ver

Melhor curta-metragem de ficção em 35mm, Júri oficial

Casa Afogada- Dir.Gilson Vargas- RS -Prêmio CiaRio no valor de R$ 5.000 em serviços (locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria); – Troféu Ver ou Não Ver

Melhor curta-metragem de animação em 35mm, Júri oficial

Zeinek Gehiago Iraun- Dir. Gregorio Muro- Espanha -Prêmio Cinecolor – 01 diária de correção de cor de um curta – metragem de até 15 minutos para Projeto captado digital, sonorização e print master. – Prêmio Nova Digital  (três minutos de trilha musical original) – Troféu Ver ou Não Ver

Melhor curta-metragem em 35mm com temática nordestina, Júri oficial

Premonição- Dir. Pedro Abib- BA Troféu BNB e Troféu Ver ou Não Ver

Melhor Ator, Júri oficial

Silvio Matos- Uma, duas semanas- Dir. Fernanda Teixeira -RJ Troféu Ver ou Não Ver

Melhor Atriz: Irene Brietzke por Três vezes por semana– Dir. Cris Reque (RS) Troféu Ver ou Não Ver

Melhor Direção: Luiz Ferraz e Guilherme Aguilar por Barbeiros (SP) – Troféu Ver ou Não Ver

Flávio Bauraqui, apresentador, com realizadores sergipanos JP, Isaac Dourado e André Aragão…

Melhor curta-metragem 35mm, Júri popular

Café Turco, de Thiago Luciano (SP): Prêmio Nova Digital  (três minutos de trilha musical original) Troféu Ver ou Não Ver

Menção Honrosa 35mm: Três vezes por semana, de Cris Reque (RS) – Troféu Ver ou Não Ver

Menção Especial 35mm: Funeral à Cigana, de Fernando Honesko (SP) – Troféu Ver ou Não Ver

Melhor Fotografia 35mm: Marcelo Martins Santiago por Quando morremos à noite, de Eduardo Morotó (PE) – Troféu Ver ou Não Ver

Carla Osório, Aurora Miranda Leão, Carla Francine e Luciana Druzina: juradas…

Longa-metragem

O poético Febre do Rato, de Cláudio Assis (Matheus Nachtergaele e Irandhir Santos em ótimas performances)  foi o grande vencedor na categoria longa-metragem…

Melhor longa, Júri oficial

Febre do Rato, de Cláudio Assis (PE): Prêmio Nova Digital  (cinco minutos de trilha musical original) Troféu BNB e Troféu Ver ou Não Ver

Melhor Ator: Gustavo Machado por Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios – Troféu Ver ou Não Ver

Melhor Atriz: Mariana Nunes por Febre do Rato – Troféu Ver ou Não Ver

Melhor Direção: Clarissa Campolina e Helvécio Martins por Girimunho

Melhor longa, Júri popular: Febre do Rato -Prêmio Nova Digital  (cinco minutos de trilha musical original) Troféu Ver ou Não Ver

Melhor Fotografia: Walter Carvalho por Febre do Rato – Troféu Ver ou não Ver

Menção Honrosa longa, Júri oficial: Plínio Profeta- Trilha sonora de Paraíso aqui vou eu, de Cavi Borges e Walter Daguerre (RJ), Troféu Ver ou Não Ver

Vídeo Sergipano

Melhor curta-metragem Sergipano – 1º lugar, Júri oficial

Meia-noite- Dir. Samuel Blá Prêmio CiaRio no valor de R$ 5.000,00 em serviços (locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria), Prêmio Estúdios Mega no valor de R$ 13.850,00 em serviços (finalização de Imagem de curta-metragem digital captado em resolução HD à 24 FPS com duração de até  20 minutos) Troféu Ver ou Não Ver

Melhor curta-metragem sergipano – 2º lugar, Júri oficial

Derredor- Dir. André Aragão -Prêmio Nova Digital  (três minutos de trilha musical original) Troféu Ver ou Não Ver

Melhor curta-metragem sergipano – 3º lugar, Júri oficial

Rezou à família e foi ao cinema- Dir. Núcleo de Produções digitais Orlando Vieira Troféu Ver ou Não Ver

Melhor curta-metragem sergipano, Júri Popular

Derredor- Dir. André Aragão -Prêmio Nova Digital  (três minutos de trilha musical original) -Prêmio Cinecolor – 01 diária de correção de cor de um curta – metragem de até 15 minutos para Projeto captado digital, sonorização e print master. -Troféu Ver ou Não Ver

Vídeo iberoamericano

La Mirada Perdida : impactante filme argentino vence mais um festival…

Melhor Vídeo Iberoamericano, Júri oficial

La mirada perdida– Dir.Damián Dionisio, Argentina: Prêmio Nova Digital (três minutos de trilha musical original) -Troféu Ver ou Não Ver

Melhor Vídeo documentário, Júri oficial

O Brasil de Pero Vaz de Caminha– Dir.Bruno Laet- RJ -Troféu Ver ou Não Ver

Melhor Vídeo ficção, Júri oficial

A fábrica– Dir. Aly Muritiba- PR -Troféu Ver ou Não Ver

Melhor Vídeo animação, Júri oficial

Realejo– Dir.Marcus Vinicius Vasconcelos- SP -Troféu Ver ou Não Ver

Melhor Vídeo Iberoamericano, Júri Popular

Realejo- Dir. Marcus Vinícius Vasconcelos- SP -Prêmio Nova Digital  (três minutos de trilha musical original) e -Troféu Ver ou Não Ver

Menção honrosa Vídeo Iberoamericano, Júri oficial

Meia noite, direção Samuel Blá (SE) -Troféu Ver ou Não Ver

Justificativa:Um filme que atesta a evolução da qualidade da produção audiovisual sergipana, sendo bem realizado e de fácil comunicação com o público.

Menção honrosa Vídeo Iberoamericano, Júri oficial

A noite dos palhaços mudos – Dir.Juliano Luccas- SP -Troféu Ver ou Não Ver Justificativa: Pela soma de diversos elementos que compõem a narrativa cinematográfica com notória qualidade, tais como: direção de arte, fotografia, atuação e efeitos.

Letícia Spiller mobiliza todas as atenções do Curta-SE

Atriz participa do festival de cinema em Aracaju e tem atuação elogiada em filme do cineasta André da Costa Pinto, de Campina Grande

Que ela é linda, doce, afetuosa, e boa atriz, sabemos todos ainda que por vê-la apenas pela TV, Teatro e Cinema. Mas Letícia Spiller, ao vivo e a cores, é muito mais do que nos passa a telinha.

A atriz carioca, loura e de lindos olhos verdes, versátil e muito dedicada ao ofício, surpreendeu a todos nesta sua breve passagem por Aracaju, onde não vinha há 10 anos – a última vez veio com uma peça de teatro.

Com o filho Pedro, Letícia Spiller ao lado dos produtores Deyse Rocha e Adriano Lírio…

E o que Letícia foi assediada ontem na capital sergipana, sobretudo no Shopping Jardins – que abriga o Multiplex CINEMARK, onde acontecem as exibições da 12a edição do Curta-SE -, não estava no script, por mais que se saiba o quanto a atriz é querida e admirada em todo o país.

Tive a grata satisfação de acompanhar, de longe, observando detalhes, o quanto a presença de Letícia Spiller mexeu com os participantes do Festival que acontece em Aracaju, e o quanto o seu carisma, beleza e tocante simpatia contagiaram as pessoas que circulavam pelo shopping, e também os muitos funcionários do lugar, que paravam a todo instante para reverenciar a atriz, pedir fotos, autógrafos, ou simplesmente cumprimentá-la.

Sempre com um sorriso no olhar e muito afetuosa com todos, Letícia não se fez de rogada e recebeu a todos com um belo sorriso em seu rosto angelical e uma simpatia de causar ‘inveja’.

Difícil apontar atriz com a projeção de Letícia Spiller e encontrá-la tão solícita, dedicada à divulgação de um novo trabalho, e recebendo com benfazeja delicadeza aos gestos de carinho do público.

Tive a alegria de ouvir várias pessoas elogiarem com gosto este filme ‘Tudo que Deus criou’, do ousado cineasta André da Costa Pinto, e, sobretudo, de ressaltarem o quanto ficaram fortemente impressionadas com a atuação de Letícia.

De fato, Letícia Spiller vive uma cega, engraçada e sofrida, no longa de estreia de André da Costa Pinto. O personagem é totalmente desprovido de glamour e reverte-se num desafio para qualquer atriz. Se essa atriz é bonita por natureza, e assim fomos acostumados a vê-la em tantos trabalhos, o desafio torna-se ainda maior. E fico feliz em verouvir diversos elogios à Letícia, vindos dos mais diferentes perfis de público, sobretudo por saber o quão grande, intenso e profundo é o preconceito com os bonitos, as louras, os que atuam na TV Globo – como se a versatilidade, a competência, e o talento de alguém pudesse ser medido pelo tipo de vínculo empregatício que tem.

Benza Deus ! LETÍCIA SPILLER está tão bem no filme ‘Tudo que Deus criou’ que talvez seja ela a atriz que mais chama a atenção porque a sua personagem escapa a qualquer paradigma anterior em sua carreira, e porque sua interpretação extrapola os padrões do esperado.

Letícia Spiller: surpreendente atuação em Tudo que Deus criou

Simplesmente, LETÍCIA SPILLER dá um Showwwwww em ‘Tudo que Deus criou’ e, com este belo, visceral, humano, e corajoso filme de André da Costa Pinto, simplesmente insere seu nome no panteão das grandes Intérpretes de nossa Cinematografia.

E eu fui testemunha de depoimento da atriz afirmando, aqui em Aracaju, que seu trabalho no filme de André da Costa Pinto é ‘meu melhor trabalho no cinema’.

PARABÉNS, portanto, à bela e doce Letícia Spiller, à UEPB por investir no talento dos Artistas de Campina Grande e por patrocinar integralmente o longa de André da Costa Pinto, e o Aplauso AURORA DE CINEMA para este filme que ainda vai causar muita polêmica e buchicho por onde passar. E que passe muito, em todas as telas do país, porque o Brasil precisa conhecer o Cinema aguerrido que vem chegando com toda força e luz de Campina Grande.

Um beijo carinhoso em Letícia Spiller e nossos votos de vitoriosa carreira para o filme de André da Costa Pinto. Porque Tudo que Deus criou foi pensando nas coisas belas, boas e lindas que os Artistas podem, e devem, criar e espalhar pelos quatro cantos do planeta. Saravá !!!

* Sobre o filme Tudo que Deus criou, você pode ler a crítica AURORA DE CINEMA em https://auroradecinema.wordpress.com/criticas-teatro-cinema-e-musica/tudo-que-deus-criou-um-filme-tao-sincero-como-andre-da-costa-pinto/

Tudo que Deus Criou: filme de André da Costa Pinto é atração hoje em Curitiba

AURORA DE CINEMA direto do OLHAR DE CINEMA – Festival INTERNACIONAL de CURITIBA

É grande a expectativa entre cinéfilos de plantão, estudantes, realizadores e profissionais do Audiovisual em Curitiba para conferir esta noite a estreia nacional do longa TUDO QUE DEUS CRIOU, primeira ficção do jovem paraibano André da Costa Pinto.

Paulo Vespúcio, Letícia Spiller e André da Costa Pinto: união por um filme que precisa ser visto e merece o Aplauso AURORA DE CINEMA…

Ator, jornalista, diretor premiado, professor de Teatro/Comunicação e Audiovisual, André da Costa Pinto hoje é Coordenador do Núcleo de Audiovisual da Universidade Estadual da Paraíba, que funciona em Campina Grande, cidade paraibana que o acolheu de braços abertos (ele é de Barra de São Miguel e tem orgulho de dizer isso) e para a qual ele tem dedicado seu suor, ideias, iniciativas e emoções em prol de construir ali um cenário forte de produção audiovisual. E tem conseguido.

O estreante Paulo Phillipe contracena com Maria Gladys, que tem atuação primorosa…

Os exemplos são inúmeros e não saberia apontá-los todos agora. Mas a maior prova poderá ser vista hoje na telona do Espaço Itaú de Cinema, quando será exibido seu longa Tudo que Deus Criou dentro da programação do I OLHAR DE CINEMA – Festival Internacional de Cinema de Curitiba, com entrada franca.

Letícia Spiller em Tudo que Deus criou: atriz faz uma cega, dignifica o papel e escancara sua versatilidade e competência…

Confira trailler sobre a pré-estreia de TUDO QUE DEUS CRIOU em Campina Grande:

http://www.youtube.com/watch?v=LealwdAJpH4 

O filme, baseado em histórias reais, retrata o drama de uma família paraibana e é o primeiro longa-metragem inteiramente rodado em Campina Grande. André da Costa Pinto faz questão de ressaltar o apoio decisivo da professora Marlene Alves para tornar possível a produção, que custou apenas 150 mil reais, e tem patrocínio integral da Universidade Estadual da Paraíba, contando com 90% de paraibanos na equipe.

No elenco, Maria Gladys, Guta Stresser, Cláudio Jaborandy, os já citados Letícia Spiller e Paulo Vespúcio, e o estreante  Paulo Phillipe. Um elenco coeso, onde todos atuam em sintonia, compondo um belo painel interpretativo. Pontos pro diretor, que também é ator e deixou os colegas livres para criar. O resultado é um filme que tem frescor, vitalidade, emoção e muita sensibilidade.

Espere pra ver e tenha certeza que vem de Campina Grande um cinema instigante, inovador, criativo, ousado, enraizado no profissionalismo e cheio de vontade de mostrar que o Nordeste pode, o interior também sabe fazer, e o Brasil precisa conhecer e Aplaudir.

* Em breve, mais informes sobre TUDO QUE DEUS CRIOU

André Costa revela Tudo que Deus criou… e faz bonito pelo Cinema em Campina Grande

 
Aproxima-se o grande dia do lançamento: o super aguardado filme de André da Costa Pinto – Tudo que Deus criou – tem pré-estreia nacional neste sábado, na paraibana Campina Grande, onde foi filmado.
 
As primeiras cenas foram rodadas ainda em 2009, tendo a Universidade Estadual de Campina Grande como realizadora. Tudo que Deus Criou é o primeiro longa-mentragem do cineasta, produtor, professor de Cinema e idealizador do Festival ComuniCurtas, André da Costa Pinto, dos premiados curtas Amanda e Monick e A Encomenda do Bicho Medonho.
 
A produção é fruto de uma parceria entre o diretor André da Costa Pinto e o produtor Adriano Lírio – ambos bastante premiados nos últimos anos por seus trabalhos na área audiovisual.
 
O elenco tem nomes de vasta estrada na cena artística nacional: Letícia Spiller, Guta Stresser, Maria Gladys, Paulo Vespúcio e Cláudio Jaborandy. Mas vale ressaltar: a maior parte do elenco é composta por atores da própria Campina Grande, todos eles ex-alunos de Aandré Costa, como o estreante Paulo Phillipe, que faz o protagonista Miguel.
 
Letícia Spiller em grande momento de atuação…
 
Amor, tristeza, dor, melancolia e momentos de extrema delicadeza compõem o filme, que tem roteiro do próprio André Costa. O filme é uma parceria da Medonho Produções com a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que vem sendo pródiga em fomentar o audiovisual em suas hostes, sobretudo depois da chegada revolucionante de André da Costa Pinto aos quadros da UEPB.
 
Tudo que Deus criou foi inteiramente rodado em Campina Grande, principalmente nas ruas João Pessoa e Félix Araújo, no centro da cidade, e tem a aplaudida assinatura de João Carlos Beltrão na fotografia, e a da cantora e compositora Val Donato na trilha sonora.
 
 
A pré-estreia nacional acontece este sábado no Hotel Garden, em Campina Grande, às 20h, com sessão especial para convidados da UEPB e imprensa, contando com a participação de todo o elenco. Dia seguinte (26), no mesmo local, haverá duas sessões especiais, às 15 e às 17h, gratuitas e abertas a todos os interessados.
 

André da Costa Pinto mostra TUDO QUE DEUS CRIOU em Campina Grande

No próximo dia 25, será lançado o primeiro longa-metragem inteiramente rodado em Campina Grande. A direção é de André da Costa Pinto com produção da Universidade Estadual da Paraíba

Letícia Spiller: papel antológico no filme de André da Costa Pinto

ANDRÉ DA COSTA PINTO é ex-aluno da Universidade Estadual da Paraíba, onde fez jornalismo, teatro e cinema, e de lá criou o Festival COMUNICURTAS, hoje um dos mais importantes festivais de curtas-metragens do país.

De aluno a professor, André ganhou o carinho, o apoio e a cumplicidade de uma legião de amigos, que o acompanham e fazem coro com suas múltiplas e meritórias iniciativas culturais. Na UEPB, André ministrou diversos cursos de Teatro, criou cursos para ensinar como se produz para cinema, ensinou a criação de documentários, educou o olhar e a sensibilidade de muitos jovens que hoje seguem os passos do indormido mestre. Contou, muitas das vezes, com o apoio e a solidariedade da professora Marlene Alves, que veio a ser Reitora da UEPB e no ComuniCurtas do ano passado saudou André como “O Glauber Rocha de Campina Grande”.

Ano passado, foi um ano decisivo e André conseguiu o compromisso oficial da Reitoria da UEPB (através de entusiásticas palavras da Reitora Marlene Alves no palco do SESC, na noite de encerramento do VI ComuniCurtas) de que a Universidade iria implantar o Curso Superior de Cinema. E assim foi: o edital para as inscrições ao concurso para professor estão abertas.

André conversa com Guta Stresser durante as filmagens, sob o olhar atento de Maria Gladys…

Agora, André da Costa Pinto caminha para dar um de seus mais importantes passos: o lançamento oficial de seu primeiro longa-metragem, roteiro assinado por ele e baseado em fatos reais.

Inteiramente rodado em Campina Grande, Tudo que Deus criou teve suas filmagens iniciadas em 2009 com a presença de nomes do quilate de Letícia Spiller, Guta Stresser, Maria Gladys, Cláudio Jaborandy, e Paulo Vespúcio. O longa marca também a estreia do jovem Paulo Phillipe no cinema. A fotografia é assinada por João Carlos Beltrão, conhecido bam-bam-bam paraibano do métier.

Letícia Spiller interpreta personagem cega no filme (Foto: Iramaya Rocha/Divulgação)
Letícia Spiller interpreta personagem cega no filme
(Foto: Iramaya Rocha/Divulgação)

A primeira exibição de TUDO QUE DEUS CRIOU será especial para convidados e está marcada para 25 de fevereiro, no Garden Hotel. No dia seguinte, serão promovidas duas exibições gratuitas para a população, às 15h e às 17h.

Paulo Vespúcio, Letícia Spiller e André da Costa Pinto num intervalo das filmagens…

Segundo André, a trama é baseada na história real de um jovem que, entre dificuldades e traumas, precisa ajudar a sustentar a família. A maior parte das cenas foi ambientada no bairro Rosa Mística.

André da Costa Pinto ficou nacionalmente conhecido quando roteirizou e dirigiu o curta-metragem A Encomenda do Bicho Medonho, aprovado na primeira edição do edital do projeto Revelando os Brasis. Em seguida, André realizou Amanda e Monick, firmando seu nome definitivamente entre os precoces iluminados no gramado do audiovisual. Os dois trabalhos foram bem premiados em festivais e com Amanda & Monick André revelou ao mundo sua inteligência refinada e a singular sensibilidade para transformar em cinema uma história simples mas cercada de preconceitos e barreiras no cotidiano da pequena cidade de Barra de São Miguel (a terra natal do diretor, no interior paraibano).

André da Costa Pinto: com acentuada vocação artística, diretor vai marcar o panorama do Cinema de forma muito intensa com Tudo que Deus criou

Agora ANDRÉ DA COSTA PINTO convida para o lançamento de TUDO QUE DEUS CRIOU.

E podemos antecipar: Em Tudo que Deus Criou, onde as luzes se acendem para iluminar o Infinito e criar ilusões de Cinema, há sempre uma energia muito luminosa, forte, intensa e poderosa que vem lá de Campina Grande, e atende pelo nome de André da Costa Pinto. 

Sílvio Tendler Mostra Utopia & Bárbarie

Sexta que vem, dia 23, chega aos cinemas de todo o país o filme Utopia e Barbárie, mais novo trabalho do cineasta Silvio Tendler, que se debruçou nos últimos 20 anos sobre o projeto. Partindo da II Guerra Mundial. O filme faz uma revisão nos eventos políticos e econômicos, que desde a metade do século XX elevaram ao risco e até ao desaparecimento dos sonhos de igualdade, de justiça e harmonia, em busca de entender as questões que mobilizam esses dias tumultuados: a utopia e a barbárie.

Utopia e Barbárie é um road movie histórico que percorreu ao todo 15 países: França, Itália, Espanha, Canadá, EUA, Cuba, Vietnã, Israel, Palestina, Argentina, Chile, México, Uruguai, Venezuela e Brasil.

Em cada um desses lugares, Sílvio Tendler documentou os protagonistas e testemunhas da história, os apresentando de forma apartidária, mas sem deixar de trazer um pouco do olhar do cineasta, que fez 60 anos em março. 

Nas telas, Silvio Tendler trafega por alguns dos episódios mais polêmicos dos últimos séculos, como as bombas de Hiroshima e Nagasaki, o Holocausto, a Revolução de Outubro, o ano de 1968 no mundo (Brasil, França, Chile, Argentina, Uruguai, dentre outros), a Operação Condor, a queda do Muro de Berlim e a explosão do neoliberalismo mais canibal que a História já conheceu. 

O cineasta foi à procura dos sonhos que balizaram o século XX e inauguram o século XXI. Ao longo de quase duas décadas de trabalho, Silvio Tendler fez uma minuciosa pesquisa e reconstruiu parte da história mundial, através do olhar de personagens com abordagens e trajetórias distintas, que ajudaram a compor um rico painel de nossa época. O diretor entrevistou inúmeros intelectuais, como filósofos, teatrólogos, cineastas, escritores, jornalistas, militantes, historiadores, economistas, além de testemunhas e vítimas desses episódios históricos.

 

Os dramaturgos Amir Haddad, Augusto Boal e Zé Celso Martinez, a economista Dilma Rousseff, o escritor e jornalista Eduardo Galeano, o poeta Ferreira Gullar e o jornalista Franklin Martins foram alguns dos nomes que concederam ao filme emocionantes depoimentos. Diversas vítimas, testemunhas e sobreviventes também narraram suas trajetórias, como a argentina Macarena Gelman e a brasileira nascida em Havana, Naisandy Barret, ambas filhas de desaparecidos políticos, além do estrategista do exército vietnamita, General Giap.

 

General Giap, estrategista do Exército Vietnamita responsável pela vitória do Vietnã contra a França em 1954, concede entrevista exclusiva a Sílvio Tendler

Cineastas de vários países também contribuíram com suas visões, como Denys Arcand (Canadá), Amos Gitai (Israel), Gillo Pontecorvo (Itália), Fernando Solanas (Argentina), Hugo Arévalo (Chile), Marceline Loridan (França), Mohamed Alatar (Palestina), Shin Pei (Japão), além dos cineastas brasileiros Cacá Diegues, Sérgio Santeiro e Marlene França. 

Orçado em R$ 1 milhão, o filme tem narração de Letícia Spiller, Chico Diaz e Amir Haddad. A trilha sonora, especialmente composta para o filme, é assinada por Caíque Botkay,  BNegão, Marcelo Yuka e pelo grupo Cabruêra.

Sobre o diretor

Sílvio Tendler é diretor de O Mundo Mágico dos Trapalhões, que fez um milhão e oitocentos mil espectadores; Jango, fez um milhão e Os Anos JK, oitocentos mil espectadores. Seu último longa-metragem, Encontro com Milton Santos, ficou entre os dez documentários mais vistos de 2007. Com seus filmes Silvio ganhou quatro Margaridas de Prata (prêmio dado pela CNBB), seis kikitos (Festival de Gramado) e dois candangos (Festival de Brasília).

 

Ficha técnica

Título original: Utopia e Barbárie

Gênero: Documentário

Duração: 120minutos

Ano de lançamento: 2010

Distribuidora: Caliban Produções Cinematográficas LTDA

Direção: Silvio Tendler

Roteiro: Silvio Tendler

Narrado por: Amir Haddad, Chico Diaz e Letícia Spiller

Produção: Caliban Produções Cinematográficas LTDA

Trilha Sonora: Cabruera, Caíque Botkay, BNegão e Marcelo Yuka

Videografismo: Irmãos Vilarouca

Montagem: Bernardo Pimenta

Produção Executiva: Ana Rosa Tendler

Nicole Algranti Revê Clarice Lispector

O livro De Corpo Inteiro, da escritora Clarice Lispector, traz entrevistas memoráveis, feitas por ela para a revista Manchete. Mais do que simples conversas, Clarice conseguia mergulhar no universo dos entrevistados com perguntas fortes, profundas e que faziam refletir. O livro, lançado na década de 1970 e relançado em 1999 pela editora Rocco, reúne mais de 30 entrevistas com personalidades bem distintas, entre elas Rubem Braga, Fernando Sabino e Oscar Niemeyer.

Documentário de Nicole Algranti (de óculos), sobrinha de Clarice, conta com participação de Louise Cardoso. Foto: Taboca Filmes/ Divulgação
A novidade é que a obra foi adaptada para o audiovisual, através do documentário De corpo inteiro Entrevistas, dirigido por Nicole Algranti – cineasta e sobrinha de Clarice. O lançamento é HOJE, às 19h, na Livraria Cultura de Recife, com palestra da diretora e noite de autógrafo. A entrada é franca e o DVD estará à venda no local.

Segundo Nicole, a idéia do lançamento em Recife se deve à própria Clarice , que se sentia pernambucana. Inclusive, Clarice quando questionada sobre sua nacionalidade afirmava: “Sou ucraniana de nascença, nordestina e pernambucana de coração”.

O documentário retrata as entrevistas, que estão no livro. Há recortes de imagens de arquivos e entrevistas dramatizadas. “O filme fala mais da vida dos entrevistados do que da própria Clarice”, pontua Nicole.

Os entrevistados vivos aparecem no vídeo, e os já falecidos são interpretados por artistas. Dentre as que interpretam Clarice, está Aracy Balabanian, Louise Cardoso e Letícia Spiller. Já o ator Fernando Eiras está como Fernando Sabino; Jayme Cunha interpreta Jorge Amado, entre outros.
As entrevistas reais acontecem com Ferreira Gullar, Tônia Carrero, Maria Bonomi, Nélida Pinõn, Oscar Niemeyer e Elke Maravilha. 

Nicole também está em Recife para fechar parcerias. A primeira delas será a criação da Fundação de Leitura Clarice Lispector, na casa onde a escritora morou, na Praça Maciel Pinheiro. “Será uma fundação de incentivo a jovens escritores”. O outro projeto é trazer a peça Romance Nordestino com texto inédito de Ferreira Gullar e direção de João das Neves. A expectativa é que ela entre em cartaz em agosto.